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A babá é a mais nova obsessão do CEO

A babá é a mais nova obsessão do CEO

Autor:: Roseanautora
Gênero: Romance
Maria Fernanda só queria esquecer a pior noite da sua vida. Depois de anos amando o melhor amigo em silêncio, ela descobre - em público - que o pedido de casamento não era para ela. Ferida, furiosa e decidida a virar a página, aceita ir para uma boate de elite e acaba vivendo uma noite intensa com um homem misterioso... que ela nunca mais deveria ver. Ou pelo menos era o plano. Enzo é CEO, poderoso, desconfiado e acorda no hospital no dia seguinte convencido de que foi dopado. Sem lembrar do rosto da mulher da boate, mas obcecado por dois detalhes muito específicos - um coração tatuado no dedo anelar e uma maçã mordida no lado certo da nádega - ele passa a procurá-la como quem caça uma ameaça... ou um vício. Para Enzo, ela pode ser uma espiã que tentou sabotá-lo. O problema é que ele não consegue parar de pensar nela. Um mês depois, Maria Fernanda consegue um emprego de babá com salário irrecusável. O detalhe? O pai da criança é o mesmo homem da boate - que agora a observa tentando decidir se ela é uma criminosa perigosa... ou a maior tentação da sua vida. Entre desconfianças absurdas, coincidências improváveis, uma criança que rouba a cena e uma atração impossível de ignorar, os dois vão descobrir que nem todo inimigo quer te destruir - alguns só bagunçam tudo do melhor jeito possível.

Capítulo 1 O anel

POV Maria Fernanda

- Eu sempre achei que amor de verdade não fazia barulho - murmurei, mais para mim do que para qualquer outra pessoa.

Michael ergueu os olhos por um segundo, mas não comentou. Continuei:

- Não aquele que precisa ser anunciado... mas o que aparece nas escolhas difíceis.

Michael deu de ombros, distraído. E tudo bem. Sempre foi assim. Eu nunca exigi nada dele. Nem promessas, nem respostas, nem garantias.

Só... fiquei, desde sempre ao lado dele.

- Você está me ouvindo? - Michael perguntou, tirando-me dos pensamentos com relação a ele mesmo.

- Sempre - respondi, com um sorriso leve.

Eu estava no quarto semestre de Enfermagem. Tinha uma bolsa integral, fruto da minha conquista e esforço.

- Você ainda acha que foi sorte estarmos aqui hoje? - Michael provocou.

- Não. Foi insistência mesmo.

Ele riu. Sabia de toda a minha história de vida: uma mãe que morreu cedo e um pai que nunca aceitou a perda.

A casa ainda era nossa porque eu não deixava de pagar. Simples assim. Meu pai há anos que não se importava com mais nada e seu tempo era dedicado ao fantasma da minha mãe, a mulher que ele sempre amou.

- Você precisa descansar mais, Fê. - Michael observou o quanto eu estava exausta.

- Preciso pagar contas - respondi. - E meu dia nem acabou. Ainda tem a jornada de babá à noite.

- Você gosta disso? Ser babá freelancer? - ele perguntou.

Gostar eu não gostava. Mas...

- Eu preciso.

Realmente eu tinha que dar conta das despesas da casa. O que Michael nunca desconfiou era do motivo pelo qual eu era freelancer como babá à noite.

Michael cursava Medicina. E quase desistiu. Eu ainda lembrava daquele dia.

- Eu vou trancar a faculdade - disse ele, acabado.

- Não vai - respondi, firme.

- Não tenho escolha.

- Tem, sim. Você não pode desistir.

Ele não sabia que, naquela mesma semana, as mensalidades estavam pagas. Por mim.

Michael por um tempo tentou saber quem havia ajudado para que terminasse o curso. Mas como foi uma doação anônima, acabou desistindo de encontrar eu bem-feitor. Ou bem-feitora. Porque a anônima fui eu. E fiz por amor. E quando se fazia por amor, não se precisava de amor ou algo em troca.

Meu irmão mais novo, William, conhecido como nosso Will, vivia desempregado. Sonhava demais num mundo onde não havia espaço para nada além da triste realidade de que éramos suburbanos falidos e fodidos.

Will achava que seria famoso. E eu torcia por isso. Mas até isso acontecer, quem segurava as pontas era eu.

E acreditava mesmo.

Quando chegou meio-dia, Michael me chamou para almoçar.

No restaurante, estava animado:

- Não acredito que a Letícia volta hoje!

Revirei os olhos:

- Foram quatro anos, Michael. Não quatro décadas.

- Pra mim pareceu quatro anos. - ele riu.

- Pra mim não - respondi, seca.

Ele riu, mas já estava no celular.

- Você está vendo o Instagram dela de novo?

- Só... curiosidade.

Claro! Letícia, minha prima linda, rica, e parâmetro para todas as meras mortais.

- Você ainda se compara com ela? - ele perguntou, percebendo meu silêncio.

- Não. Eu só lembro de todas as pequenas coisas que ela me fez.

- Vai ser um evento esse jantar de chegada dela! - Michael estava empolgado demais.

- Vai - respondi, sem entusiasmo.

- Falando nisso... preciso da sua ajuda.

- Com o quê?

- Um presente. Um anel.

Meu coração disparou.

- Um... anel?

- Sim, um anel.

Tentei manter a calma, não contendo o sorriso. Acho que enfim, ele me pediria em casamento. Tantos anos que eu o amava. E tantos outros que ele fingia que éramos só amigos

- Claro. Eu te ajudo.

Na joalheria, ele se importava se eu ia gostar ou não do anel. Claro! Me mandou escolher o anel para fazer uma surpresa depois.

- Esse aqui? - perguntou.

- Bonito.

- E esse?

- Também. - opinei.

- Você escolheria qual?

- Esse. - escolhi um delicado e que tinha tudo a ver comigo.

O joalheiro fez a medição do meu anel e Michael saiu dali com o anel no bolso.

Eu teria aceitado qualquer coisa. Até um anel de papel.

Naquela noite eu contaria a Michael sobre tudo: ter pago a sua faculdade, os tantos anos que o amei em segredo e que viver sem ele era impossível.

@MFê: Ele vai me pedir em casamento.

A resposta veio na hora.

@Will: Finalmente. Já estava na hora.

@MFê: Vai ser a noite mais importante da minha vida.

E realmente seria. Eu só não imaginava a forma como tudo acabaria. Nem o que viria depois.

O jantar começou... e a tensão veio junto.

Letícia como centro das atenções, como sempre.

- Em Paris, isso é tão comum... - dizia, chamando ainda mais a atenção de todos.

Michael, ao lado dela, parecia nervoso. E eu entendia o seu nervosismo. Mas duvidava que ele achasse que eu poderia dizer não ao seu pedido.

Esperei. Esperei. Esperei.

Afinal, quando chegaria a hora?

- Fê, você está pálida - Will sussurrou.

- É só a ansiedade.

Quando a sobremesa chegou, Michael se levantou:

- Tenho um anúncio a fazer.

O silêncio foi imediato. Meu coração acelerou. Ele sorriu e comecei a levantar. Parei quando percebi que ele não veio na minha direção. Contornou a cadeira de Letícia, que estava ao seu lado, e ajoelhou-se diante dela:

- Michael? - ela disse, surpresa.

- Letícia... quer se casar comigo? Eu sou apaixonado por você... e esperei anos por isso.

Meu coração ainda batia. Ao menos eu não estava morta. Difícil seria juntar os cacos depois dos tantos pedaços que ele havia sido quebrado.

Todo mundo aplaudiu a declaração de amor fofa e o pedido de casamento.

- Sim! - Letícia disse, com os marejados, fingindo uma falsa surpresa.

Ela o beijou. E assim eles decidiram que viveriam felizes para sempre. Eu? Bem, vi tudo. Absorvi toda dor e humilhação, já que metade das pessoas sentadas àquela mesa sabiam que eu era apaixonada por Michael desde criança.

- Levanta. - Wil puxou meu braço. - Você não precisa passar por isso.

- Espera... - tentei dizer. - aonde a gente vai?

- A gente vai embora. - ele disse com firmeza.

E foi naquele momento que a minha vida mudou para sempre. Com aquela simples decisão de deixar de lado a humilhação e tentar fingir que tudo estava bem.

Capítulo 2 A raiva que vira convite

William não esperou os aplausos cessarem e o discurso patético começar. Enquanto eu saía com ele em posse do meu braço, ainda me perguntava como o amor podia mudar de lugar daquela forma, sem avisar.

Não perguntei para onde ele me levaria. Nem precisava. Qualquer lugar longe dali já seria um começo.

William chamou um Uber e em minutos já estávamos indo em direção a um lugar que eu desconhecia. E sinceramente, aquilo pouco me importava.

No carro, o silêncio durou pouco. A minha raiva não gostava de ficar quieta.

- Eu vou dormir com o primeiro homem que encontrar - anunciei, fingindo firmeza, enquanto por dentro, estava totalmente destruída.

O motorista de aplicativo ergueu os olhos pelo retrovisor, me encarando, claramente com intenção de reagir.

- Todo mundo, menos você - deixei claro. - Você usa aliança.

Ele soltou uma risadinha sem graça. Me virei para a janela, ouvindo Will dizer:

- Não quero que simplesmente "durma" com alguém, bebê. Você vai transar, foder bem gostoso e entender que merece sentir prazer, se sentir viva... e o principal: sem precisar do Michael.

Observei a cidade borrada pelas luzes e pela minha própria decisão. Não era exatamente desejo de dormir com alguém. Era necessidade de provar para mim mesma que eu era desejável, que nem sempre seria usada com segunda opção, ou descartada.

E o que mais doía era que Michael sabia que eu era apaixonada por ele. Não tinha como ele não saber. O mundo inteiro sabia.

Will já estava no telefone:

- Preciso de um favor.

O favor tinha nome, endereço e uma promessa implícita de esquecimento.

Quando o carro parou diante da boate, eu franzi a testa:

- Will... eu nem peguei documentos.

- Relaxa, irmãzinha! - ele não pareceu nada preocupado.

Um homem se aproximou, confiante demais para ser apenas um frequentador. Era um amigo de Will, daqueles de sorriso fácil. Usava um terno escuro e tinha o olhar de quem sabia exatamente como as coisas funcionavam por ali.

- Vocês entram como VIPs - explicou, já caminhando conosco. - Em nome de gente que cancelou em cima da hora. Consumação liberada. Considerem sua noite de sorte... - ele fez um gesto vago com a mão - o sistema está instável. Ninguém está conseguindo controlar entrada nenhuma.

Aquela frase soou como um presságio.

Dentro da boate, tudo era excesso: luzes pulsantes que quase cegavam, música grave que dava a sensação de estar sendo engolida por um caminhão, corpos em movimento que faziam questão de esbarrar no meu.

Will me puxou para perto de um espelho no corredor lateral, avaliou meu vestido como quem encarava um projeto inacabado:

- Vira. - Ordenou.

Obedeci. Sim, ele era o irmão mais novo, mas era eu que o obedecia sempre. Porque geralmente Will sempre sabia exatamente o que fazia.

Ele abriu uma fenda discreta no tecido, com um rasgo. Ajustou com cuidado. Não ficou vulgar. Ficou.... diferente.

Quando terminou, inclinou a cabeça, satisfeito:

- Pronto. Agora sim.

Olhei meu reflexo. Eu estava mais exposta. E, pela primeira vez em muito tempo, me senti sexy. E tive consciência do meu próprio corpo. Eu não era feia. Talvez só precisasse de um pouco de vaidade, o que aliás, Letícia tinha de sobra.

- Talvez você tenha um talento nato para ser designer de moda! - o elogiei.

- Eu sempre soube, bebê.

- E eu sempre acreditei em você.

Um rapaz se aproximou de nós, sorrindo, com uma bebida colorida na mão. Esperei pelo convite, mas ele foi diretamente em Will. Os dois começaram a conversar e minutos depois meu irmão gritou no meu ouvido:

- Vai lá se divertir. Porque eu vou fazer isso. - Deu um beijo na minha bochecha e saiu com o moreno alto e totalmente atraente. - E não esqueça: o cartão de consumação é livre. Use até esquecer o próprio nome.

- Como é mesmo o meu nome? Bebê? - brinquei.

- Nem sonhe... Só eu posso chamá-la assim.

- Ah, Will, eu nem bebo...

- Hoje bebe.

As luzes piscaram de repente e por dois segundos ficou tudo escuro e a música falhou.

- De novo - alguém comentou. - Esse sistema hoje está o caos.

- Boate chique, internet de padaria - Will riu e saiu.

Minutos depois, eu estava sozinha no bar, com um copo que nunca parecia vazio. A bebida descia fácil demais. E o mundo ficava cada vez mais lento. E então eu senti. Sim, eu não vi, mas senti um olhar pousado em mim. E nunca experienciei antes aquela sensação. Queimava!

Quando virei o rosto, lá estava ele: lindo demais para fazer sentido. Certamente ilusão de ótica, causada pela bebida.

Alto, olhos azuis que pareciam um lago glacial, frio e límpido, daqueles que guardavam o silêncio do fim do inverno. A postura era segura, o terno escuro que me fazia imaginar o que tinha por baixo, gravata perfeitamente ajustada. Roupa formal demais para um lugar totalmente informal.

Ele não sorria, observava. Era como se estivesse escolhendo sua presa.

Num segundo que me distraí, para respirar melhor e tentar sensualizar, ele desapareceu.

Tudo bem, eu odiava o inverno mesmo! Ele deixava as pessoas tristes e deprimidas por não poderem sair para rua por conta do frio, o que as fazia não socializarem e por consequência...

- Vai continuar fingindo que não me viu? - ouvi a voz ao meu lado e estremeci.

Era ele! Respirei fundo e o encarei, jogando ali toda confiança que nunca tive:

- E você? Está me olhando assim desde quando? - perguntei, a língua já meio solta.

- Tempo suficiente para saber que você não vai lembrar direito disso amanhã.

Eu ri:

- Estou tão bêbada que acho que você é uma ilusão de ótica.

Um canto da boca dele se curvou:

- Jura? Por quê?

- Nunca vi um homem tão lindo na vida! - saiu. Juro que eu não planejei. Aliás, se pudesse, eu cortava minha língua naquele exato momento.

- Isso explica muita coisa. Inclusive o fato de você não ter ido embora ainda.

Meus olhos analisaram descaradamente o seu corpo e ele acompanhou, com aquele sorriso sarcástico de quem sabia exatamente o que acontecia em seguida.

Gravata! Aquilo em nada combinava comigo! Mas ele? Ele era o tipo de homem que combinava com tudo. Tudo que envolvesse quatro paredes.

- O que um homem como você faz aqui? - perguntei.

- Minha especialidade é cuidar de garotas bêbadas - respondeu, sem hesitar.

Não respondi. Acho que eu não sabia flertar. E naquele momento, especialmente, estava lenta e não queria dizer nada que pudesse me arrepender segundos depois.

- E qual a sua especialidade? - seu hálito quente na minha orelha fez eu me arrepiar por completo.

- Lidar com crianças birrentas. - fui sincera.

Ele arqueou a sobrancelha:

- Que maneira direta de dizer que tem filhos!

- Não tenho filhos - expliquei mais que depressa - cuido dos filhos dos outros. Sou babá.

- Ótimo - ele roçou os lábios no meu pescoço, fazendo-me estremecer. - Eu preciso urgentemente de cuidados.

A proximidade era perigosa. O perfume dele envolvente. O calor do seu corpo me queimava.

Eu já sentia o risco. Mas ele era o tipo de homem que valia qualquer risco. Tudo bem se eu acordasse no dia seguinte e percebesse que ele era feio e todo aquele monumento que estava na minha frente fosse tudo ilusão causada pela bebida.

Quando ele me virou de frente, sem pedir licença, e se inclinou, meu corpo respondeu antes da razão.

- Senhor - o homem de quase dois metros pigarreou, marcando presença. - Temos um problema sério.

Não houve beijo. Apenas a promessa dele, suspensa entre nós.

Ele fechou os olhos por um instante, como quem amaldiçoava a própria existência. Depois se afastou, já diferente, distante, controlado.

Sequer se despediu.

Fiquei ali, lembrando do quanto eu odiava o inverno. Por que mesmo?

Ok, eu estava bêbada e já nem sabia mais organizar os meus pensamentos.

Me deu vontade de ir atrás dele e dizer: "Senhor, eu também tenho um problema! Me apaixonei à primeira vista."

Eu era patética!

Capítulo 3 o acaso que virou destino

Eu não lembrava exatamente quando decidi ir ao banheiro. Só lembrava da sensação de emergência, do chão levemente instável sob meus pés e das luzes que pareciam mais fortes do que deveriam. Porra, o álcool apagava qualquer senso de direção!

Empurrei a porta com força enquanto abaixava a minha calcinha. Quando fui fechá-la, com urgência, vi as mãos masculinas sobre as minhas. E então senti o corpo atrás do meu. E aquele perfume... que nem todo o álcool do mundo conseguiria apagar da minha mente.

Virei na direção dele, sentindo o corpo estremecer:

- Você entrou no banheiro errado - rezei para que as palavras realmente tivessem saído, porque eu já não conseguia mais articular voz e movimento labial. A ilusão de ótica, que era aquele homem, me causava aquilo.

Ele me olhou por um segundo longo demais. Depois respondeu, com calma perigosa:

- Não. Foi você que entrou no banheiro errado. Ou está me seguindo tão descaradamente?

- Eu, seguindo? Desde quando se segue ilusão de ótica? Você segue sendo só fruto do meu pensamento.

Ele me virou de costas e empurrou-me contra a porta, se esfregando em mim. Senti seu pau ereto enquanto ele sussurrou na minha orelha:

- Isso parece ilusão para você? - mordeu o lóbulo da minha orelha - Meu pau parece uma ilusão?

Minha calcinha já estava arriada. E a vontade de fazer xixi desapareceu. Sim, eu estava encharcada. Mas era de tesão. Um tesão que eu nunca senti antes.

Antes que eu pudesse retrucar, recusar, recobrar a consciência, as luzes piscaram. Uma vez. Duas. O som da boate pareceu engasgar, como se alguém tivesse brincando de Deus. O sistema pareceu entrar em colapso.

O medo veio antes da razão. Meu corpo reagiu antes de qualquer pensamento coerente. Virei e me abracei nele.

Senti os braços dele me envolvendo de volta, firmes, protetores. O espaço da cabine ficou pequeno demais para dois corpos que já estavam tensos desde o bar.

- Está tudo bem - ele sussurrou no meu ouvido, parecendo saber que aquilo me deixava ainda mais desestruturada.

Não estava tudo bem. E eu sabia que, depois de tê-lo conhecido, jamais estaria tudo bem de novo. Porque a partir daquele momento, eu jamais aceitaria nada menos que aquela ilusão de ótica que trazia todo o calor do inferno para o meio das minhas pernas.

Naquele instante confuso, apertado, totalmente fora da minha linha de segurança, eu soube, com uma clareza quase cruel, que dar a minha virgindade àquele homem não seria um erro. Seria a minha história de vida: fodi com o homem mais lindo do mundo, na cabine do banheiro de uma boate.

O beijo aconteceu sem anúncio. Sem promessa. Sem volta.

POV ENZO

Eu deveria ter saído quando a luz falhou. Deveria ter aberto a porta. Deveria ter pensado em mil coisas que normalmente me controlavam.

Mas ela me abraçou. E naquele gesto simples, assustado, meu mundo saiu do eixo.

Nada nela era ensaiado. Nada era estratégia. O jeito como respirava, como se segurava em mim, como o corpo respondia ao meu... tudo era sincero de uma forma como nunca vi: real.

Eu a prendi contra a parede fria da cabine, o azulejo gelado contrastando com o calor que subia dos nossos corpos. Minhas mãos agarraram sua cintura com força e meu desejo era de devorá-la em segundos.

O beijo se tornava faminto, quase desesperado. Eu explorava cada centímetro da sua boca, sentia sua língua correspondendo a cada investida.

Meu pau implorava para sair de dentro da calça. E eu queria fazer tudo ao mesmo tempo: beijá-la, acariciá-la e fodê-la. E faria!

- Senhor ilusão de ótica... - ela falou entre meus lábios - eu acho que a gente não...

- Quieta - murmurei contra a boca dela, mordendo o lábio inferior enquanto uma mão descia para erguer o vestido até a cintura. Ela gemeu baixo e percebi que as pernas estavam trêmulas.

Toquei sua boceta molhada, que esperava pelo meu pau. E eu não via a hora de me enfiar nela até que não aguentasse mais. Tradicionalmente eu arrastaria a calcinha para o lado e faria tudo sem tirá-la. Era minha marca registrada. Mas neste caso, ela já entrou praticamente sem calcinha.

Foi então que fiz o que chamei de "situação mais constrangedora da história": ajoelhei-me no chão da cabine de um banheiro público por uma boceta. Sim, eu fiz isso. Porque sair dali sem sentir o gosto dela era como foder sem gozar dentro.

Ela gemeu antes mesmo de eu tocá-la. Caralho, ela não tinha se dado conta que estávamos num local público, com entra e sai de pessoas? E o que mais insano daquilo era que eu estava doido com a forma como ela agia: espontânea, como se pouco se importasse com qualquer coisa naquele momento a não ser a foda rápida.

Abri suas pernas e primeiro lambi toda a extensão da boceta, somente para ter a certeza de que era tão gostosa quanto imaginei. Era mais do que gostosa! E poderia ser perigosamente viciante.

Não desviei os olhos dela um segundo enquanto minha língua explorava os grandes e pequenos lábios. Ela, por sua vez, semicerrava os olhos e tentava manter a boca fechada, embora o som do prazer que sentia escapasse de seus lábios de forma automática.

- Será que você poderia... - a voz dela saiu fraca, trêmula - enfiar a língua... dentro?

Arqueei uma sobrancelha, ainda com a língua nela.

- É que... eu já vi isso em filmes pornôs... e parece... ser bom.

Eu ri. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado. Era bem clássico: fingiria ser virgem!

Ainda assim... o que eu tinha a perder?

Enfiei a língua dentro da fenda quente dela, que agora gemeu diferente e fechou os olhos com força. No mesmo momento, suas mãos enrolaram nos meus cabelos e os puxou. Intensifiquei os movimentos, fodendo sua boceta com a minha língua.

Foi então que senti que ela gozou. Os dedos ficaram imóveis e o corpo relaxou. Os movimentos de vai e vem do seu peito pareciam esconder um coração que pulsava tão forte que queria deixar o corpo.

Ela suspirou demoradamente e abriu os olhos:

- Foi... incrível!

Levantei, confuso. Ela não tinha achado que aquilo havia acabado, não é mesmo? Mas sim, achou. A garota fez menção de pegar a calcinha, que chutei para longe, observando-a deslizar para debaixo da porta.

- A minha... - me olhou, apavorada.

- Não acha que vai me deixa assim, não é mesmo? - apontei para o meu pau.

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