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A babá e o CEO - Reencontrando o amor

A babá e o CEO - Reencontrando o amor

Autor:: Afrodite LesFolies
Gênero: Bilionários
Livro 1: Dalila só queria esquecer. Em uma festa de máscaras, entregou-se a um desconhecido, acreditando que seria somente uma noite sem consequências. Um mês depois, descobriu que estava grávida e lutou para se manter sozinha. Após o parto, um grave acidente a separou do bebê e apagou qualquer rastro do passado. Anos mais tarde, ela tenta reconstruir a vida e aceita o emprego de babá na casa de Marcus Venetto, um empresário reservado e pai solo, que carrega as próprias cicatrizes e um olhar frio o suficiente para manter qualquer um à distância. Ele precisa de ajuda para cuidar da filha. Ela precisa de um recomeço. Nenhum dos dois imagina o quanto já estão ligados. A convivência desperta uma tensão que nenhum deles consegue explicar, uma mistura de atração, desconfiança e algo mais profundo que ambos se recusam a admitir. Detalhes começam a incomodar, coincidências se acumulam e o passado, que parecia esquecido, respira entre eles. Dalila quer respostas. Marcus quer manter o controle. Mas quando a verdade finalmente vier à tona, os dois terão que encarar a dor, o desejo e a culpa que os unem de uma forma que jamais poderiam prever. Porque há segredos que o tempo não apaga, e amores que o destino insiste em reescrever. 🔥 Um amor proibido, uma criança perdida, e uma verdade capaz de mudar tudo. +18 | Drama, Segredo de Maternidade, Romance Proibido, CEO & Babá Livro 2: Lucien Agnes Montclair sempre viveu no controle. Frio, poderoso e imune a sentimentos, ele construiu seu império mantendo todos à distância. Mas a tragédia da morte do irmão muda tudo. De repente, ele é responsável por Matteo, um menino em silêncio, quebrado pelo luto. Na tentativa de ajudá-lo, Lucien contrata uma babá. É assim que Valentina Marchesi surge em sua vida - determinada, firme e completamente imune à autoridade que ele está acostumado a exercer. A convivência entre eles é tensa. O embate entre personalidades fortes logo se transforma em algo mais intenso - algo que nenhum dos dois consegue explicar. Como se já houvesse algo entre eles, enterrado no tempo. Mas Valentina carrega marcas. E um passado que insiste em retornar. Com o desejo crescendo a cada dia e o perigo se aproximando, o que começou como um simples acordo profissional pode se tornar um jogo emocional fora de controle.

Capítulo 1 La nuit d'amour - A noite de amor

Prólogo

Quatro anos antes....

Marcus Venetto

La nuit d'amour

"Tirei minha camisa sob seu olhar curioso. Me aproximei dela, a máscara veneziana cobria parcialmente seu rosto, mesmo assim percebi que ela era extremamente linda, eu estava sonhando, tamanha era sua beleza. Invadi sua boca com um beijo cheio de lascívia até que ela gemeu sob meu toque. Ela estava pronta, molhada e ela seria minha.

Não me lembro totalmente do que fizemos, apenas flashes dos momentos intensos surgindo aqui e ali.

Quando acordei ela estava ao meu lado, agora vi o rosto dela sem a máscara. Ela sorriu para mim e mesmo com uma sensação estranha no peito, eu sabia ser com ela que eu deveria me casar."

Capítulo 1

Dalila

Eu estava me sentindo ridícula, vestindo aquele vestido um tamanho menor do que o meu e tentando manter um sorriso em meio aquelas pessoas e os sob os olhares lascivos sobre mim. Uma festa para pessoas interessadas apenas em sexo sem envolvimento. Eu usava máscara como todos os outros convidados, estava nas regras do convite que tínhamos que usar e não era permitido tirar mesmo que escolhêssemos alguém para a sala.

Realmente comecei a questionar minha capacidade mental, visto que tinha aceitado participar de algo assim. Mas o álcool que bebi me deu coragem. Isabel garantiu-me que esta era a solução para os meus problemas. Um encontro às cegas, afinal era apenas sexo com um estranho que eu nunca mais encontraria e nunca saberia a identidade.

Isabel estava do outro lado da sala sorrindo para mim, ela estava conversando animadamente com um homem. Bebi mais um pouco e decidi atravessar o corredor em direção à saída.

A luxuosa casa me lembrou a casa do meu pai, um lugar distante para mim. Peguei outro copo e finalmente saí para o terraço.

Eu estava observando a noite e o lindo jardim que cercava a casa, senti um perfume envolvente e então alguém se aproximou.

- Está cansada da festa?

O dono da voz sensual era bonito, cheiroso e parecia esconder um belo físico sob aquele caro terno de grife.

- Sim, estou fazendo uma pausa e vou para casa. - Respondi tentando não o encarar por muito tempo

Ele se aproximou um pouco mais e novamente seu cheiro me envolveu.

- Eu também estava pensando o mesmo que você. Mas agora mudei de ideia...

Pude ver o brilho de seus olhos claros sob aquela máscara. Ele bebeu um pouco mais de seu copo. Eu tinha que ser corajosa, ele era bonito, atraente, estávamos ali com o mesmo propósito. Qual seria o problema? Fazer sexo com um estranho me deixaria empolgada e removeria esse bloqueio que sentia toda vez que queria fazer sexo.

- Aproveite a festa. - Eu sorri e comecei a caminhar para dentro.

E como eu imaginava que poderia acontecer, ele pegou meu braço.

- Por favor, fica. Eu sei que talvez eu não seja ótimo com isso, você sabe, conquistar para uma noite. É a minha primeira vez aqui, então...

Eu sorri e me virei para ele.

- Temos algo em comum, também é minha primeira vez aqui.

Ele sorriu parecendo aliviado.

- Qual é o seu nome?

- Acho que isso é contra as regras. - Respondi lembrando do conselho de Isabel para seguir as regras.

- Verdade. Confesso que não li o regulamento como deveria.

Ele parecia nervoso, eu também estava assim.

- Podemos ir um pouco ao bar, o que acha? - Ele sugeriu e eu aceitei.

Ele fez sinal para que eu o seguisse, mas a certa altura sua mão tocou levemente minhas costas e permaneceu lá até chegarmos ao bar, onde ele educadamente puxou o banquinho para que eu pudesse me sentar.

- O que você quer beber?

- Acho que vou continuar com o champanhe, já misturei bastante esta noite.

Ele sorriu e acenou para o barman pedindo nossas bebidas.

- Posso saber o nome do seu perfume? - Ele perguntou, sempre mantendo seu sorriso perfeito nos lábios.

Eu sorri, porque eu mesma havia feito aquela fragrância.

- La nuit d'amour.

"A Noite do Amor"

- Um nome perfeito para esta noite. - Ele piscou para mim.

- Seu perfume também é ótimo, tem notas bem marcantes. Que perfume é esse? - Eu sorri quando ele acariciou meu rosto.

- La volupté d'eros.

Eu ia dizer que o perfume era da marca Chevalier. Mas obviamente ele sabia e provavelmente não estava interessado na minha paixão por perfumes. O garçom trouxe nossas bebidas. Brindamos e sorrimos um para o outro.

Um silêncio constrangedor se instalou entre nós e fiquei sem palavras enquanto ele se inclinava sobre mim, puxando minha cintura até que estivéssemos próximos o suficiente, seu olhar por trás da máscara parecia esperar uma recusa da minha parte, mas eu estava hipnotizada, ele também parecia estar. Seus lábios estavam nos meus e o beijo foi doce e potente, o movimento de sua língua se envolvendo com a minha foi enlouquecedor. Ao se afastar ele disse:

- Você está realmente interessada?

Eu precisava daquela noite para provar a mim mesma que não estava arruinada para sempre.

- Sim, eu estou...

- Ótimo, eu tenho as chaves aqui. Pelo que entendi, subo sozinho e espero por você. Então se você quer fugir, ainda dá tempo - ele sorriu.

- Está tudo bem. O quarto...

- 258. Duas batidas e entra.

Ele disse e me beijou novamente, mas desta vez eu senti meu corpo inteiro reagir. Eu o observei ir embora, meu coração batendo forte no meu peito. Minha cabeça estava tonta com a nova sensação em meu corpo. Afinal, eu não estava congelada como meu ex dizia que eu estava.

Bebi mais duas taças de champanhe na esperança de ganhar coragem. Como não encontrei a Isabel, mandei mensagem avisando que iria para um quarto e qual seria. Ela não respondeu e eu a segui escada acima.

Bati na porta duas vezes e entrei como combinado. Ele estava parado perto da mesa de bebidas. Descalço, camisa aberta e só aí vi o volume na calça. Ele era um homem muito bonito, alto e com músculos definidos.

Ele sorriu para mim e, com passos largos, caminhou em minha direção. Eu geralmente me sentia em pânico a uma distância tão curta. Mas não foi assim que reagi, estendi minha mão para ele, enquanto a dele esperava no ar. Ele me puxou para seus braços e lentamente começou a nos mover ao ritmo da música que ecoava pela sala.

Seu cheiro sedutor inundou meu nariz. Tudo naquele homem era atraente. Como um estranho podia me fazer sentir tão bem?

Ele beijou minha bochecha e quando levantei meu olhar para ele, sua boca me invadiu em um beijo lento e sensual.

Eu me sentia leve e extremamente lânguida em seus braços, mas meu corpo reagia a cada toque seu. Ele parecia não querer mais falar e, na verdade, eu também não, precisava senti-lo, puxei sua camisa enquanto ele desabotoava meu vestido. Nus e ofegantes nós olhamos, só restavam as máscaras que não podiam ser tiradas.

Em poucos minutos estávamos na cama e sua boca percorria meu corpo enquanto minha cabeça girava. Eu tremia com cada toque dele em meu corpo e quando sua boca chupou meu mamilo, eu senti o calor úmido entre minhas coxas.

Ele pareceu perceber e abaixou a mão, afastando os lábios, tocando o clitóris me fazendo gemer sem nenhum pudor. Eu não podia acreditar que poderia ser tão bom, eu senti sua ereção e a toquei desajeitadamente, sentindo-o crescer e inchar.

Ele gemeu e mordeu meus lábios, ele sussurrou.

- Você está me deixando louco, você é linda, eu estou tão duro... tão tonto...

Ele riu, eu também. Sua boca se fechou novamente em torno de um seio e seu dedo deslizou tentando entrar em mim. Movi-me ainda com medo, apesar de estar extremamente excitada. Ele desceu entre minhas coxas e sua boca lambeu, beijou e chupou, me fazendo implorar, gritar por ele.

Ele me levava ao ápice do prazer, era tudo tão intenso e apaixonante que mal conseguia pensar, o álcool também estava fazendo efeito.

Senti a pressão de sua glande me invadindo, cravei minhas unhas em suas costas. Ele estava ofegante e eu vi que ele buscava meu olhar a cada movimento de vaivém que ele seguia, arrancando de nós gemidos de prazer.

Ele xingou e conforme foi mais fundo, a onda de calor me consumiu tão intensamente que me drenou completamente. Ele me puxou para seus braços e me beijou novamente.

- Você é um sonho, não quero acordar.

- Eu também não quero acordar. - Confessei

Mas a ironia foi que exaustos adormecemos.

***

Abri os olhos com dificuldade, não estava mais com a máscara, minha cabeça parecia prestes a explodir. Um peso estava na minha cintura, vi o braço forte do misterioso de ontem à noite.

Meu coração disparou e flashes vieram à minha mente. Levantei-me com cuidado, ainda tentando entender tudo, olhei para o homem na cama, sua máscara caída no chão, queria dar a volta na cama e olhar seu rosto.

Mas parei quando vi o sangue nos lençóis. Aconteceu mesmo, em pânico olhei para o meu corpo, marcado por chupadas. Finalmente eu tinha deixado de ser virgem. Peguei meu vestido deslizando pelo meu corpo, peguei minha bolsa e sapatos e saí correndo daquele quarto. Foi apenas uma noite e eu jamais o encontraria.

Nove meses depois...

Dalila

Sim, dei à luz uma menina e acabei de sair do hospital. Entrei em pânico quando me descobri gravida depois daquela noite. Mas no final, decidi ficar com o bebê. Foi um trabalho árduo, mas quando ela foi colocada em meus braços, acariciei seu rosto e um amor imenso invadiu meu peito. Valeu a pena.

A única coisa que me arrependi foi ter ficado todo esse tempo em outra cidade, longe da minha avó. Mas ela já tinha problemas suficientes. Consegui um emprego naquela cidade, economizei um pouco de dinheiro e pretendia voltar para casa e apresentar minha filha à vovó. Era difícil esconder, mas era necessário, sempre temi a reação do meu pai, mas principalmente da minha madrasta ao descobrirem.

Estava feliz por finalmente voltar para casa. Eu coloquei o bebê na cadeirinha no carro. Eu ainda me sentia fraca, mas estava bem para dirigir. Beijei o cabelo do meu bebê e peguei a estrada.

Eu estava dirigindo prestando muita atenção na estrada. Foi quando vi a SUV se aproximando em alta velocidade, fecharam meu carro, obrigando-me a sair da pista após perder o controle, batendo em uma grande árvore.

Ouvi o bebê chorar, minha visão estava embaçada e minha cabeça doía muito, ouvi vozes ao longe. Depois apenas o silêncio angustiante, me forcei a manter os olhos abertos, não conseguia ouvir o bebê que não chorava nem emitia algum som. Depois de um certo tempo novamente ouvi vozes.

- Ei, você pode me ouvir? Segure firme, a ajuda está chegando. Meu nome é Agnes, eu ajudarei você, fique tranquila.

Eu queria perguntar sobre meu bebê, mas a escuridão levou a melhor sobre mim.

Capítulo 2 O contrato

Capítulo 2

4 anos depois...

Marcus Venetto

Olhei para a maldita foto no fundo da minha gaveta do escritório. Sempre foi assim, me vi olhando aquela foto e pensando naquela noite. Eu nunca pude ver seu rosto completamente, ela era perfeita.

Eu tinha acordado depois daquela noite ainda confuso e com uma forte dor de cabeça. Ela se agarrou ao meu peito e sorriu enquanto abria os olhos. Ela disse que ficou porque a noite que tivemos não foi suficiente, tive a sensação de que algo estava errado, mas quando pensei na sensação de tê-la outra vez, eu me empolguei.

Quando vi o sangue no lençol lembrei da minha imprudência, foi um segundo de irresponsabilidade que poderia nos resultar em algo que não esperávamos. Além do mais eu havia tirado a virgindade dela sem pensar em proteção.

Ela era linda, não podia negar, e estava disposta a me conhecer melhor. Resolvi me casar e com o tempo vi que aquela maldita noite era só uma bagunça, uma grande mentira pois a única coisa boa era minha pequena Marie.

Frustrado, respirei fundo e olhei para outro currículo na minha mesa. Eu precisava urgentemente de uma perfumista, mas era difícil encontrar alguém que atendesse às minhas expectativas. Peguei o telefone e ordenei à minha secretária que me enviasse mais um candidato, esperando que fosse a última entrevista.

Houve uma leve batida na porta e após eu dar permissão, uma mulher entrou, ela estava malvestida para o padrão da minha empresa, mas seu andar era elegante, era também muito bonita. E ela parecia muito nervosa.

- Sente-se, senhorita...

- Dalila, Senhor. Marcus. - Ela corou ao mencionar o meu nome.

Fiz sinal para ela se sentar e abri sua pasta, e ao ler seu currículo não escondi minha irritação.

- Senhorita Dalila, meu tempo vale muito dinheiro. E eu vejo que você quer desperdiçá-lo. Preciso de uma perfumista com experiência e ensino superior, era o requisito da vaga, como você chegou até mim?

- Me desculpe, Senhor Marcus. Não tenho todos os diplomas que espera, para que possa preencher esta vaga. Mas tenho muita energia e sou ótima em fazer perfumes, o que aprendi com minha mãe...

- Senhorita, nós somos uma grande empresa aqui. Não estou fazendo perfume para vender em feira. Eu faço perfumes para o mundo...

- Eu sei isso. E sou um admirador da sua empresa. Estou precisando muito de um emprego e...

- Sinto muito, não tenho vaga para te oferecer.

Eu me levantei e ela fez o mesmo. Parecia que ela estava prestes a chorar. Eu era um bastardo, mesmo assim eu odiava ver uma mulher chorar. Abri a porta para ela e ela passou por mim sem me olhar. Eu ia fechar a porta, mas a cena que se seguiu nos próximos segundos fez meu mundo parar. Marie correu para a mulher e se jogou sobre ela, abraçando-a.

- Mamãe!

A mulher a segurou gentilmente, alisou seu rostinho choroso e beijou seus cabelos. Ela olhou para mim sem entender. Eu tinha que fazer alguma coisa, Marie nunca se comportou assim. Eu já estava planejando resolver essa situação e a oportunidade estava ali, segurando minha filha no colo.

- Viviane leve a Marie de volta para a brinquedoteca. Eu estarei lá em breve.

Marie fez um pequeno capricho como eu pensei que faria, fui até ela e a segurei um pouco em meus braços.

- Papai precisa falar com ela. Mas estarei com você em breve.

Ela parecia desconfiada e novamente se trancou em seu mundo. Entreguei-a para Viviane e olhei para a mulher parada atrás dela.

- Você, venha! Precisamos conversar.

- Eu não tenho mais nada a falar, Senhor. Eu vou embora...

Eu agarrei seu braço e quando minha pele tocou a dela nossos olhos se encontraram.

- Eu sinto muito. Eu tive um dia ruim e fui mal-educado com você. - disse tentando acalmá-la

- Tudo bem, vamos conversar. - Ela suspirou.

Entramos no meu escritório, fui direto aos documentos que havia impresso e entreguei a ela.

- Sente-se e leia.

Ela olhou para mim com desconfiança, mas fez o que pedi. Ela tremia ao ler as páginas enquanto eu observava sua beleza. Quando terminou, colocou o documento sobre a mesa e assustada em encarou.

- Isso é loucura. Eu não posso aceitar isso. Fingindo ser sua esposa, mãe de sua filha. Deitar-me na mesma cama que você porque a criança costuma ter pesadelos e vai para o seu quarto. Você é louco...

- Acalma-se! Você disse que precisa de um emprego, estou te dando um, onde você vai ganhar três vezes mais do que ganharia sendo minha perfumista.

Ela parecia tentada, calada olhando para o nada, os olhos cheios de lágrimas.

- Minha avó está muito doente e precisa de cuidados, preciso muito do dinheiro, mas...

- Farei tudo e mais um pouco por sua avó. Ouça, parece loucura, eu sei. Mas minha filha tem dificuldade de fala, ela é calada, o tempo todo. Ela não está feliz e precisa de uma mãe, pelo menos até que eu possa criar com ela um elo mais forte...

Ela estremeceu enquanto alisava seus longos cabelos negros.

- Tudo bem, podemos tentar por um mês. Mas quero que acrescente no contrato que não serei forçada a fazer sexo com você.

Eu ri do seu pedido. Jamais obrigaria uma mulher a ter relações comigo, porque eram elas que imploravam para ir para minha cama.

- Vou adicionar isso. E você não poderá se apaixonar por mim.

Ela me olhou irritada, mas ficou em silêncio. Fiz as alterações necessárias com um período experimental de um mês. Nós assinamos e eu a instruí a ir para minha casa. Já era tarde e eu tinha que fazer o primeiro teste.

Dalila

Eu ainda tremia, não tinha alternativa que me pagasse tanto em tão pouco tempo. E tempo era o meu pior inimigo eu precisava daquela quantia. A vida da vovó estava em perigo se ela não iniciasse o tratamento imediatamente. E o que o Senhor Marcus me ofereceu por um mês já me ajudaria muito.

A caminho de sua casa, sendo levada por seu motorista em um de seus carros luxuosos, digitei uma mensagem para Isabel.

"Vou dormir na casa de Agnes. Preciso resolver algumas coisas por aqui."

Então o celular vibrou.

"Você se lembra que ele está apaixonado por você?"

Ignorei a mensagem dela, sempre odiei quando ela tocava nesse assunto. Agnes era um grande amigo e nada mais.

A mansão de Marcus era exatamente como eu tinha visto nas revistas, luxuosa e enorme. Saí do carro e ao longe vi Marcus se despedir de um homem. Ele havia me mandado trazer a mala. Eu não tinha nada comigo, comprei alguns produtos de higiene pessoal e fui só com a minha bolsa.

Assim que me viu, Marcus veio ao meu encontro.

- Marie está com muito sono. Pedi que preparassem algo leve para alimentá-la...

- Posso levá-la para o quarto depois do jantar. - Me ofereci

- Venha, eu te levo até ela.

Enquanto eu subia as enormes escadas atrás dele, eu admirava tudo ao meu redor. Nunca tinha entrado em uma casa tão grande e perfumada.

- Mamãe...

A garotinha pulou em meus braços, larguei sua bolsa e a abracei.

- Marie, meu nome é Dalila...

- Mamãe Dalila...

Uma senhora de cabelos grisalhos sorriu ao se aproximar.

- Boa noite, senhor, o jantar está pronto.

- Obrigada, Rosa. Esta é a Dalila.

- Dalila mamãe - a menininha beijou minha bochecha.

A palavra mãe saiu de sua boca como se tivesse sido aprendida recentemente. Mas todos se emocionaram quando ela falou, então tudo parecia uma situação atípica. Eu teria que me acostumar e não me ofendia ter uma garotinha tão doce me chamando de mamãe.

- Marie vamos ficar na mesa com o papai?

Ela sorriu para ele, mas me abraçou ainda mais forte.

- Eu quero mamãe.

Eu sorri e a abracei. Foi triste saber que ela sentiu tanta necessidade de uma mãe em sua vida. Em algum momento eu tentaria descobrir o que havia acontecido com a mãe dela. E só de imaginar que ela poderia ser órfã me magoava imensamente.

Durante todo o jantar ela comeu somente quando eu dei a ela. Ela sorria o tempo todo. Mas no final do jantar ela estava com sono. Levei-a ao banheiro que Rose me mostrou e a encorajei a escovar os dentes. Assim que saímos de lá, Marcus estava esperando por nós.

- O quarto... - Falei

Marcus estava estranho e parecia nervoso com toda a situação. Comecei a caminhar até o quarto da garotinha. Mas ela reclamou.

- Papai...

Ele congelou, olhando para ela. Eu poderia dizer que ele estava emocionado ao ouvir isso.

- Estou aqui, minha filhinha.

- Eu quero dormir na cama com você e a mamãe...

Eu congelei, não pensei que isso fosse acontecer na primeira noite. Marcus olhou para mim e eu sorri ao sentir as mãozinhas de Marie em meu rosto.

- Está tudo bem. Você pode dormir conosco. - Respondi me rendendo a sua doçura

Marcus pareceu aliviado por eu ter aceitado, me mostrou onde era o quarto e entrei com ela, colocando-a delicadamente na cama.

- Vou precisar de algumas roupas...

Ele me olhou e sem dizer nada, foi até uma gaveta, voltando com uma camisa nas mãos.

- O banheiro é ali.

Ele apontou e se deitou com Marie. Quando saí de lá, encontrei-o brincando com alguns bichos de pelúcia tentando acalmar a garotinha, enquanto ela murmurava mamãe o tempo todo.

Quando me deitei de lado, ela se aconchegou em mim. Marcus se levantou e apagou a maioria das luzes, deixando o quarto com apenas uma luz que iluminava fracamente cômodo. Comecei a acariciar o cabelo de Marie e a cantarolar em baixa voz, uma canção de ninar.

Me peguei a admirar o seu rostinho sonolento, ela se parecia muito com Marcus. Apesar de ter cabelos escuros ao contrário do pai, os olhos claros eram idênticos. Ela sorriu e fez covinhas, como as que eu tinha. Uma doce coincidência.

Eu ainda estava cantando a canção de ninar quando Marcus saiu do banheiro vestindo apenas uma calça de pijama. E eu não estava errada quando imaginei seu corpo sob aquele terno, ele escondia um físico bem definido. Eu desviei o olhar quando ele me pegou olhando para ele.

- Espero que saia para comprar roupas amanhã. Vou deixar uma quantia para que faça isto, aproveite e passeie com Marie. O motorista vai levá-las.

- Eu não posso...

- Isto não foi um pedido.

Ele se deitou virando-se de frente para mim, Marie estava entre nós dois e já estava dormindo.

Eu não quis responder, ele não me escutaria. Eu continuei acariciando a garotinha, ele se curvou e beijou o cabelo dela e continuou acariciando-a. Não dissemos nada, algumas vezes olhamos um para o outro. Tentava não ficar presa em seu olhar, mas era difícil. Mas eu estava muito cansada e acabei pegando no sono.

---

Acordei com o barulho distante de um carro na estrada. Ainda estava escuro, então peguei meu celular que havia colocado ao meu lado, mas toquei um peitoral musculoso. Eu tinha minhas mãos sobre Marcus, me movi bem devagar para não os acordar, lentamente saí da cama.

Capítulo 3 Na mesma cama

Capítulo 3

Dalila

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, eu estava na casa do Diretor das empresas Chevalier Perfumes, onde que eu queria tanto trabalhar, mas o destino mudou tudo.

Me colocando em sua cama, dormindo com ele e sua filha como se eu fosse sua esposa, acordar sentindo seu peitoral foi demais para mim.

Fiquei assustada e fui correndo para a cozinha, eu prepararia algo para o café da manhã, assim Marie poderia se acostumar com a minha presença. Assim que entrei na cozinha, Rose olhou para mim com um grande sorriso.

- Tudo bem, senhorita Dalila? Dormiu bem?

Meu rosto aqueceu, será que ela sabia onde eu tinha dormido?

- Tudo bem, sim, eu dormi bem, por favor me chame apenas de Dalila.

Ela sorriu e continuou cortando as frutas.

- Sente-se vou preparar o café da manhã. Você aceita café ou chá? Talvez um pouco de leite?

- Obrigada, mas eu gostaria de preparar o café da manhã do Senhor Marcus e da pequena Marie. - Insisti

- Se você quiser, não vejo um problema nisto. Mas esta não é sua tarefa aqui e o Senhor Marcus é bastante exigente com as regras, cada um ocupa sua função.

Eu tinha percebido o quanto ele era rigoroso, arrogante e prepotente. Mas a garotinha precisava de uma mãe postiça e lá estava eu, pois além de precisar do dinheiro, algo me comoveu quando Marie me abraçou e me chamou de mãe.

- Eu assumo a responsabilidade, se ele se ofender com meu café da manhã explicarei que sou a única culpada, pois eu te implorei para que me deixasse preparar tudo.

- Como eu te disse, eu não me importo. E eu gosto de você querer criar uma conexão com Marie, a pobre criança precisa disto. - Rose comentou tristemente.

Eu sorri e comecei a preparar tudo o que eu precisava, montei a mesa e esperei pelos dois, indecisa se eu deveria ir acordar Marie. Mas quando eu estava prestes a fazê-lo, eles desceram.

Marcus estava vestido elegantemente e a garotinha ainda usava pijamas e estava sonolenta em seus braços. Mas quando seus olhinhos me viram, ela sorriu e estendeu seus braços.

- Mamãe...

Eu sorri e a peguei no colo. Não teria coragem de corrigir ou explicar nada para ela. Se o pai achava que esta mentira traria felicidade para a pequena, eu compactuaria com isto.

Marcus me olhou de uma maneira estranha e apenas resmungou um bom dia, que eu respondi, mas não mantive meu olhar nele, desviei para a garotinha nos meus braços, colocando-a em sua cadeirinha.

- Bom dia, Marie. Eu preparei panquecas de ursinho para você. E muitas frutas...

- Sim! Panquecas de ursinho! Com chocolate... quero chocolate... não quero frutas! - fez beicinho

Olhei para Marcus, que apenas desviou seu olhar e continuou a beber o seu café como se não fosse um problema seu.

- Marie, prometo que te darei um pouco de chocolate. Mas primeiro frutinhas e panqueca. Combinado?

Ela não parecia muito feliz com isto. Mas quando dei o primeiro pedaço em sua boca, ela sorriu e comeu sem reclamar.

Eu de soslaio vi que Marcus comia as panquecas que coloquei em seu prato. Ele não disse nada, apenas se levantou quando acabou veio até Marie beijando seus cabelos e enquanto olhava para mim apenas disse:

- Vejo vocês mais tarde.

Ele saiu e eu voltei minha atenção para Marie. Naquela manhã fomos ao shopping, comprei o necessário para passar aquele um mês que combinei com ele, até ter certeza se daria tudo certo.

Nos dias a seguir a cena se repetiu. Dormi com eles, preparei o café da manhã, brinquei com Marie e tive poucas informações sobre Marcus ou sobre a mãe da pequena.

Diante da pequena éramos cordiais um com o outro como se fossemos um casal, mas sem contato íntimo. Era o bastante para a garotinha ficar feliz.

No fim de semana decidi ir visitar a minha avó no hospital. Passei o dia com ela mesmo que fosse em vão, já que ela estava em coma, desde o seu maldito acidente de carro.

Tinha acontecido alguns anos após o acidente que me fez perder a memória, mais uma tristeza em nossas vidas. Meu pai nunca me procurou para em ajudar, obviamente ele vivia sob o efeito e comandos de minha madrasta que sempre me odiou.

Se papai tivesse me ajudado, eu não estaria naquela situação, em um ônibus que estava quebrado, esperando por outro em meio a uma tempestade, a caminho do meu emprego na casa de um estranho que parecia me odiar.

E para piorar naquele momento eu estava presa nele, em um contrato em troca de dinheiro, algo que o meu pai possuía de sobra.

Olhei mais uma vez o meu telefone sem bateria, eu teria problemas, eu não tinha permissão de ficar tanto tempo longe da casa.

***

Horas depois ...

Eu estava finalmente chegando na casa de Marcus, mas quando passei pelos grossos portões ignorando a forte chuva, ele veio em minha direção, parecia furioso. Agarrou meu braço e estreitou seu olhar enquanto me dizia:

- Onde você estava? - Se enfiou em embaixo do meu guarda-chuvas

Atordoada por seu gesto, seu olhar duro e seu perfume inebriante, eu apenas tentei me justificar.

- Eu pedi o dia livre, eu precisava ver a minha avó. Você disse que eu poderia ter uma folga, então pensei...

- São quase nove da noite! Você foi irresponsável, minha filha está doente, chamando por você, você não está cumprindo seu papel de mãe, ela está com febre alta... a culpa é sua!

Senti uma dor imensa no peito, puxei meu braço fazendo com que ele me soltasse e o encarei com fúria.

- Eu peço desculpas pelo meu atraso, não tive culpa. Mas agora preciso ver Marie...

Sai correndo em direção a casa, sentindo os passos largos de Marcus atrás de mim.

Quando cheguei no quarto de Marie, um médico estava saindo acompanhado de Rose.

- O que ela tem Doutor?

Ele me olhou tentando entender quem eu era, provavelmente eu mesma estava sem entender o meu desespero, eu gostava da criança, mas o que eu estava sentindo era uma angústia como se ela fosse minha.

- Desculpe meus modos, eu sou...

- Dalila, a mãe de Marie, suponho. Ela não parava de chamar por você enquanto eu a examinava. Ela está com uma intoxicação alimentar. Já deixei os medicamentos com a senhora Rose. Qualquer coisa o Senhor Marcus me chamará a qualquer hora que precisarem. Boa noite para vocês.

Eu olhei para Rose, que apenas sorriu enquanto eu entrava no quarto, ainda escutando a voz de Marcus falando com o Doutor no corredor.

Assim que entrei no cômodo, vi Marie, debaixo das cobertas, gemendo e chorando baixinho. Me aproximei, me sentei na cama e ela se virou. Quando me viu, ela sorriu.

- Mamãe, você voltou. Me abraça...

Que dor que senti, envolvi a pequena em meus braços enquanto cantava até acalmá-la. Depois eu a mediquei com os remédios e observei o quanto ela suava.

Retirei as cobertas de seu corpo, mesmo ela estando sonolenta a levei para a banheira e preparei um banho morno.

Rose e Marcus entraram quando eu já tinha terminado e estava vestindo Marie.

- Papai... - Ela sorriu para o pai e estendeu os braços

Ele a pegou e delicadamente colocou Marie na cama. Rose estava recolhendo as toalhas e roupas de Marie que estavam espalhadas no chão.

Eu fiquei sem jeito, me sentindo rejeitada. Mas eu estaria ali pela garotinha, independente do que ele achava, eu me importava com ela.

- Eu tenho fome. - Marie choramingou.

- Rose, por favor...

- Eu mesma vou preparar algo. - Eu o interrompi.

Rose olhou assustada em nossa direção. Eu o encarei e ele não desviou seu olhar do meu.

- Rose pode ficar aqui por uns minutos, preciso fazer alguns e-mails.

Ela concordou e ele saiu do quarto. Bom, esta era a maneira dele me dizer que eu poderia fazer a comida de Marie.

Desci para a cozinha e comecei a cortar os legumes, refoguei cebola e alho picadinhos finos, acrescentei tudo na panela e comecei a mexer a sopa.

Quando ficou pronta preparei uma pequena porção e esfriei ao máximo, levei para Marie e deixei com Rose, pois eu tinha esquecido de pegar um babador.

Quando eu estava voltando, esbarrei em um corpo musculoso. Marcus me segurou pelo braço.

- Prepare outra coisa! Marie não gostou da sopa e aquilo não é nutritivo...

Era demais para mim ficar calada naquele momento, então eu me soltei dele e levantei meu rosto para encará-lo.

- O que não é nutritivo são os doces, chocolates e batatinhas que você dá para ela a todo momento em que ela pede. Eu vi o quanto ela é mimada, isto estraga a criança. Você pode tornar a comida divertida para ela e ela vai comer, não precisa dar doce a todo momento para agradá-la. Ela na verdade, precisa de atenção e afeto...

Ele franziu sua testa e me olhou indignado. Eu tinha que admitir que ele realmente era bonito, arrogante, mal-educado e prepotente.

Mas o seu corpo alto com músculos bem definidos, seus cabelos loiros e seus olhos de um azul intenso me deixavam desconcertada. Mesmo queimando de raiva, eu ainda sentia uma ponta de interesse que não deveria existir.

- Você chegou a poucos dias nesta casa, deveria se adaptar aos meus desejos...

Ele parou sua fala quando estava a centímetros de minha boca. Ele se afastou rapidamente, me deixando com o coração acelerado, segui para o quarto.

Quando entrei, Rose estava tentando em vão fazer Marie comer, mas ela se recusava como eu pensava que faria.

Sentei-me ao seu lado, segurei-a em meu colo e peguei uma colherada da sopa, esfriando um pouco.

- Quero chocolate, mamãe...

- Chocolate não é alimento, meu amor. Eu fiz uma sopinha deliciosa para você. E sei que parece estranho, você não está acostumada a comer isto, mas prometo que se não gostar prepararemos outra coisa.

Ela me olhava com seus grandes olhos brilhantes, interessada em cada palavra. Era uma garotinha muito inteligente apesar da pouca idade.

E eu não falaria com ela como se não entendesse nada. Apenas escolheria palavras adequadas com sua idade para sua melhor compreensão.

- Mas o chocolate... - Ela tremeu seus lábios e fez sinal que entraria no choro.

Alisei seu rostinho enquanto falava com ela.

- Marie, prometo que vou te dar um pequeno pedaço de chocolate se você comer a sopa. Tudo bem?

Ela balançou a cabeça e relutante abriu a boca, experimentando a sopa. A primeira colherada ela estava indecisa, mas na segunda eu vi que ela estava apreciando e foi assim até terminar todo o prato.

Quando terminei de limpar sua boca ela estava sonolenta, eu a ninei em meus braços. E quando olhei para a porta, Marcus estava encostado na porta olhando para mim, desta vez não existia raiva em seu olhar, mas eu ainda não conseguia entender o que se passava em sua cabeça.

No dia seguinte...

Farrah

Marcus estava estranho, não que ele estivesse muito amoroso ultimamente, aliás sendo sincera comigo isto era algo que ele nunca era, amoroso.

Mas eu já tinha me acostumado com seu jeito de ser. E o que me interessava além de sua beleza, obviamente era o seu dinheiro. O que estragava meu envolvimento com ele era aquela pirralha que ele insistia em crescer.

Mas tive informações que eu deveria me preocupar com o sumiço dele. Eu estacionei o carro e segui para a porta, toquei a campainha e logo a insuportável da Rose abriu a porta.

- Senhorita Farrah, eu não sabia que viria...

Ignorei a velha e fui entrando, eu precisava ver Marcus. Naquele momento ele desceu as escadas com a pirralha em seus braços.

- Você não me disse que viria Farrah... - Ele se aproximou.

A garotinha como sempre fechou a cara para mim e se escondeu no peitoral de seu pai.

- Eu estava com saudades, você tem trabalhado muito. Pensei em tomar café da manhã com meu namorado.

Ele iria me dizer algo, mas uma mulher entrou na sala e a monstrinho gritou:

- Mamãe, quero panqueca, tenho fome...

A mulher se aproximou sorridente e eu vi por um instante de segundo como Marcus olhava para ela. Ela sorriu para mim, desejando bom dia, sorri fingindo simpatia, mas eu tinha odiado a sua presença ali.

A pentelha vivia pedindo para ter uma mãe, finalmente ele contratou uma babá e isto eu concordava, assim ele teria mais tempo para mim. Mas a babá não precisava ter aquela aparência.

Ela era bonita e isto não passou despercebido ao olhar de Marcus. Eu não me importava dele ter um caso aqui e ali se cassássemos, mas uma amante dentro de casa não.

Assim que Marie estava no colo da mulher virada de costas para nós, eu abracei Marcus e beijei sua boca na frente da babá. Para deixar claro que aquele homem era meu e eu não aceitaria ninguém entrar no meu caminho, eu tinha investido tempo demais com Marcus para deixá-lo escapar.

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