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A delegada e o ceo

A delegada e o ceo

Autor:: renata medeirosM
Gênero: Romance
A Delegada e o CEO, é o primeiro livro da série Herdeiros Intensos. Na história vamos conhecer Chelsea Coxx, uma delegada, obstinada, destemida e uma mãe carinhosa. Apesar das cicatrizes do passado ainda estarem tão vivas em sua alma, fazendo com que ela não se entregue a um novo amor, ela aprenderá que nem sempre devemos dar um fim a um grande amor. Também iremos conhecer Joseph Foster, um homem focado em seu trabalho e de poucos envolvimentos amorosos, herdeiro da famosa rede de Resorts & Hotéis, ele sempre teve relacionamentos longos e duradouros. Joseph terá que testar todoseus limites, e ir atrás de todos os segredos do passado, para reconquistar a mulher que ama. Escrever essa história, testou todos meus limites e me fez conhecer um novo amor além da leitura. Sempre amei ler e ajudar amigas autoras em suas escritas, mas nunca tive coragem em começar a minha própria história. Dedico essa obra a todas as leitoras que estavam ansiosas para este lançamento. A minha irmã por ter me apoiado desde o dia que decidi que começaria essa nova jornada. E também as pessoas que estiveram ao meu lado, me incentivando e não permitindo que eu desistisse, obrigada meninas vocês foram essenciais para que essa história fosse escrita! Lilian Cardoso, Thaynara Rodrigues, Deizi Mery, Autora Candy Boss e, todas as meninas do grupo de Whatts Oferendas. Amo vocês meus amores, que nossa amizade seja leve e eterna. Eu amei escrever e criar todos os personagens dessa história, espero que assim como eu gostem e se apaixonem por cada um deles. Boa leitura e um beijo carinhoso, até nossa próxima história.

Capítulo 1 A delegada e o ceo

Capítulo 1

Chelsea Coxx

A cordo com o barulho infernal do despertador, não sei porque ainda

insisto com esse barulho irritante.

Me levanto e vou direto para meu banheiro, tomei um banho relaxante e

faço toda minha higiene matinal.

Ao sair, entro em meu closet, sem saber o que usar, já que hoje o dia será

longo na delegacia, e temos um rastro para seguir, contra uma quadrilha que

está me dando a maior dor de cabeça nos últimos dias.

Então opto por algo prático hoje, e não será uma saia e meu lindo salto

alto de louboutin.

Pego uma lingerie confortável, calça jeans skinny escura, uma blusinha

branca e por cima uma camisa de seda

bordô, calço minhas botas amigas de todas as horas, faço uma maquiagem

simples e um batom vermelho, porque eu sou extremamente apaixonada em

todos os tipos de tons de batons vermelhos.

Pronta para mais um dia de trabalho puxado, me direciono ao lugar que

a razão da minha vida dorme, em um sono tão gostosinho que dá até dó de

acordá-lo.

- Filho, acorda pequeno vai se atrasar para o colégio, chamo pela

primeira vez e nada, nem sinal.

E então me deixo levar no tempo, quando descobri que teria um bebê,

foi um choque tão grande eu não estava pronta, não psicologicamente, estava

começando na minha carreira de delegada eu e aquele ordinário do Charles

estávamos brigando muito, porque ele não estava aceitando muito bem, ter

uma namorada delegada e ainda por cima que tomaria as decisões na

delegacia que trabalhávamos juntos, eu só podia estar louca mesmo quando

me envolvi com aquele estrupício.

Estrupício mas gostoso, porque certas coisas na vida, precisam ser tão

difíceis de resistir.

Solto uma risada e quando baixo os olhos me deparo com um par de olhos

azuis, que eu também amo e que são idênticos aos da minha mãe, mas que

também são iguais ao do safado do pai dele.

Olho novamente e ele está me avaliando, assim como meu pai fazia

sempre que eu ou as minhas irmãs aprontávamos algo, ele sempre descobria

assim, nos olhando.

- Hora de levantar mocinho!

- Daqui a pouco sua tia Celine está aí pra vocês irem pra escola.

- Mamãe, porque não posso ficar em casa hoje?

- Porque pra você ser um detetive assim como seu avô você precisa

estudar e ser muito inteligente pra resolver todos os casos, lembra?

- É claro, vou ser o melhor detetive de Seattle não é mamãe?

- Sim meu pequeno, você será o melhor!

- Mas se quiser podemos jantar com a vovó e o vovô à noite, o que acha?

- Eu acho magnífica essa ideia, perfeita mamãe.

- Agora vá levante-se, se não nós dois iremos nos atrasar, e não

queremos isso certo mocinho?

Ben balança a cabeça concordando e corre para seu banheiro. Há cinco

anos que Deus tinha me dado a maior benção da minha vida, nunca pensei

que ser mãe e ainda mais sozinha e com uma carreira no início, iria ser tão

difícil de conciliar tudo, mas no fim deu tudo certo.

Arrumei sua cama, e vi que Ben não havia colocado seu aparelho

auditivo, então provavelmente se eu falasse ele não iria escutar muito bem, já

que do ouvido do lado direito ele escutava apenas 15% sem o aparelho, Ben

já nasceu com a audição pequena, descobrimos logo que nasceu.

Mas meu garotinho é tão guerreiro que nunca deixou se abater por não

poder escutar cem por cento dos dois ouvidos, leva uma vida normal e com

saúde e isso é o mais importante.

No ano passado no seu primeiro ano na escola, um certo dia Ben

chegou em casa um pouco triste, e logo achei estranho pois meu filho é

sempre alegre.

Então quando perguntei o que havia acontecido, ele me disse que alguns

garotos pediram para ver seu aparelho e ele na inocência tirou e entregou para

que eles pudesse ver, mas depois eles começaram a rir e zombar do meu

menino, ao ouvir e ver a carinha dele naquele momento, meu coração ficou

em pedaços, então expliquei pra ele, que ele nunca deveria tirar o aparelho

fora de casa, e que aquelas crianças não sabiam o que faziam já que o

aparelho auditivo dava a ele um super poder.

Abro um sorriso ao lembrar da carinha que ele fez, quando me ouviu

falar que ele tinha um super poder, e logo disse:

- Mamãe qual o meu super poder?

- Seu super poder é o da audição, você pode escutar a quilômetros de

distância igual ao Superman.

E então aqueles olhinhos que estavam tão tristonhos, deu lugar a um

lindo sorriso, Ben assim como eu era apaixonado no mundo Marvel e da DC,

meu companheiro de filmes e séries, quem me via em campo fria e durona, já

mais imaginaria como eu amava estar em casa com meu filho ouvindo suas

aventuras com suas tias ou seus avós e até mesmo na escola.

Depois do episódio do aparelho fui a escola e conversei com a

diretora que iria conversar com os pais das crianças já que eram da mesma

idade de Ben, na mesma semana minha irmã mais nova Celine passou a dar

aulas na mesma escola e logo tratei de mudar Ben para a sala dela, pois assim

ele teria mais segurança em falar com um adulto já que sempre foi

apaixonado nas tias e avós.

Ben volta trocando sua roupa e me tirando de meus devaneios.

- Vem aqui mocinho, deixa eu te colocar o aparelho! - Coloco o

aparelho em seu ouvido e continuo dizendo:

- Vem vou te ajudar com as roupas.

- Não precisa mamãe, eu já sou grande e sei me trocar sozinho.

- E quando foi que você cresceu que eu nem vi?

Dei uma mordida de leve em sua bochecha, e fazendo cosquinhas em sua

barriga, ele soltou uma risada tão gostosa, o soltei e fiquei olhando meu mini

homenzinho se trocando.

- Acabe logo, vou preparar nosso café e espero você lá embaixo! -

Tá bom mãe eu já estou indo!

Morávamos em um apartamento de dois andares, três quartos na

parte de cima, dois sendo suítes, no outro eu o fazia de escritório, já que

muita das vezes eu acabava trazendo serviço pra casa.

Uma sala espaçosa na parte de baixo, uma biblioteca e uma cozinha

planejada, a sala era espaçosa com uma lareira de frente para o sofá grande e

espaçoso, da sacada que havia na sala tinha uma vista do Myrtle Edwards

Park, amava nossa casa, minha família não era rica, mas tínhamos condições

de nos mantermos confortáveis, eu tinha um bom salário, minha mãe é

Advogada tem seu escritório, no centro de Seattle, onde atende seus clientes,

meu pai policial aposentado, mas que atua como detetive particular e não me

gabando mas um dos melhores na cidade.

E finalmente chegamos às minhas irmãs, temos poucos anos de

diferença uma das outras, então somos bem unidas e fisicamente totalmente

diferentes.

Eu com meus 36 anos com meu cabelo médio com ondas e na cor

castanho, puxando para meu pai quando mais novo, tenho os olhos grandes e

expressivos em um tom amendoado nunca sei se estão castanhos claros ou

um tom meio esverdeado, costumo falar que foi uma mistura dos olhos de

minha mãe, com os olhos de meu pai e deu na cor dos meus, minha boca

volumosa onde amo passar meus milhares de batons em tons de vermelho.

Já minha irmã do meio Clara com seus 30 anos, puxou minha mãe,

branca dos cabelos pretos e olhos azuis da cor do céu, seu jeito brincalhão e

despojado às vezes a colocava em cada enrascada.

Sorrio ao lembrar de algumas vezes que tive que tirá-la do sufoco, amo

aquela maluca.

E por fim, mas não menos importante Celine, minha caçulinha com

seus apenas 23 anos, loira de olhos azuis como de minha mãe e alta, nossa

princesinha, meiga e tímida e professora de Ben.

Que por falar naquele menino cadê ele.

- Beníciooo, grito da ponta da escada. - Desce logo ou vai se atrasar. -

Então ele aparece no topo e diz:

- Já estou indo mamãe, Tia Celine já chegou? E com isso a campainha

toca.

- Sim acabou de chegar.

Recebo minha irmã que entra e vai logo pegar uma xícara de café e

paparicar seu sobrinho sapeca.

- O que houve, não tomou café em casa não? Sorrindo ela me olha e

olha novamente pra Benício que está entretido com seu cereal, e fala:

- Dormi na casa do Augusto ontem, mas antes que você fale alguma

coisa, não fizemos nada, mas acho que ele não vai mais aguentar por muito

tempo, ele tem estado nervoso ultimamente e sempre estressado, além de

ultimamente estar sempre falando em casar, mas não sei se é isso que eu

quero pelo menos não agora, mas também não estou pronta pra dar esse

passo.

- Como assim estressado e nervoso?

- Ele te fez algo ou te machucou?

Ela abaixa a cabeça e olha para Ben, logo se virando para mim

novamente.

- Não Chelsea, ele não me bateu.

- Acho que é estresse do trabalho sei lá.

Fico desconfiada pois ela nunca fala tanto sobre Augusto. E sempre

que nos vemos ele é sempre tão formal com todos da família, sem contar que

desde o primeiro dia que o vi, não fui com a cara dele.

Resolvo deixar isso pra lá, pelo menos por agora, pois às vezes pode ser só

cuidado excessivo com minha caçula.

Então focando novamente nela digo:

- Irmã, se você não está pronta e nem quer se casar agora, não se

pressione tanto, tudo ao seu tempo e se o Augusto te ama de verdade ele irá

saber esperar o seu tempo.

- Esperar o tempo pra que mamãe? - Benício pergunta curioso.

- Tempo de vocês irem pra escola, e eu para a delegacia!

Respondo mudando de assunto, minha irmã me olha, me dando um

sorriso em agradecimento e saímos cada um para seu destino .

Capítulo 2 A delegada e o ceo

Capítulo 2

Joseph Foster

O lho no relógio na mesa de cabeceira, para ver quantas horas já são,

e ainda são quatro horas da manhã, acordei assustado novamente com o

mesmo pesadelo que me persegue a cinco longos anos.

Nunca vou me perdoar por tudo que aconteceu, mesmo minha família

e amigos falando que não foi minha culpa, como não foi minha culpa se eu

que estava à frente da direção.

Balanço minha cabeça de um lado para o outro, para dissipar essas

lembranças da minha mente, então decido caminhar.

Levanto e vou até meu closet, coloco uma bermuda de treino, um

tênis confortável e uma regata pois as noites nessa época do ano, em Nova

York estão calorosas.

Desço as escadas e vou em direção ao elevador, moro em uma das

coberturas de um dos vários edifícios da minha família, somos donos de uma

das maiores redes de hotéis, pousadas e resorts da América do Norte.

Saio do hall de entrada e uma brisa fresca invade meus sentidos e

começo minha corrida, é sempre assim quando tenho pesadelos que no caso

são mais como lembranças, já que realmente aconteceu.

Conheci Alícia na faculdade, eu tinha 22 anos e estava no meu

terceiro ano cursando administração e hotelaria até que ela chegou, ela era

apenas dois anos mais nova que eu, e frequentamos os mesmos lugares e

tínhamos o mesmo grupo de amigos, ela cursava moda e estava no seu

primeiro ano, até que aconteceu o primeiro beijo, ela era doce e carinhosa, até

então estávamos focados nos estudos, mas sempre ficávamos juntos, no ano

seguinte eu finalizei minha faculdade e começamos o namoro pra valer, dois

anos depois Alícia foi morar comigo, em um apartamento que eu tinha perto

da faculdade, eu mal ia para Seattle visitar meus pais, eles que sempre

vinham, sentia muita saudade de casa e dos meus amigos que tinha lá,

perdemos totalmente o contato, depois de tudo que aconteceu, eu nunca mais

voltei em Seattle, achei melhor seguir minha vida, assim como soube por

minha mãe que ela também estava seguindo a dela, o único com quem ainda

mantinha algum contato era David meu amigo de infância, David cursou

Administração, que assim como eu ficarei na presidência no lugar de meu

pai, ele ficará na vice presidência no lugar de seu pai na nossa empresa em

Seattle.

Uma hora e meia depois chego novamente em meu prédio e adentro

no elevador que me levará direto para minha cobertura, digito o código que

somente eu possuo.

Mudei para essa cobertura dois meses após o acidente, já não

aguentava mais olhar para todos os lados do apartamento que dívida com

Alícia e ver ela em todos os cantos e ver suas coisas, roupas, acessórios, seus

livros e objetos de trabalho, então assim que decidi me mudar, entrei em

contato com seus pais e perguntei se eu poderia doar, mas eles foram claros

em mais uma vez me acusar de ser o assassino de sua filha e que eu não tinha

o direito de dar nada que era da filha deles.

Então arrumei tudo que tinha e mandei meu segurança entregar no endereço

deles.

Logo as portas do elevador se abrem na minha sala.

Toda decorada por minha queridíssima mãe, uma arquiteta sensacional, que

hoje atua mais em nossas redes de hotéis ou pousadas em Seattle, mesmo não

querendo se estender muito, para não ter que fazer viagens cansativas e sem

meu pai.

É lindo e raro hoje em dia ver o amor que eles ainda transmitem um para o

outro a força, garra e cumplicidade que ambos sempre tiveram um com o

outro.

Mesmo que eu e Alícia, estivéssemos brigando muito, eu estava no

início da minha recém chegada a presidência do grupo Belleville Resorts &

Hotéis, precisava mostrar ao meu pai que eu era capaz de dirigir nossa

empresa, já fazia algum tempo que tanto eu quanto ela, estávamos bem

distantes um do outro e isso estava me deixando louco, porque eu gostava

dela.

Nunca fomos de fazer planos para o futuro, mas já estávamos juntos há

oito anos.

Eu estava viajando muito, pois estávamos com planos para expandir

os Resorts & Hotéis para a Europa, e ela nunca me acompanhava, dizia ser

chato e entediante todos almoços e jantares de negócios, sempre aceitei pois

jamais a obrigaria a fazer algo que não queria. Mas já fazia algum tempo que

eu percebia sua recusa com tudo que eu estava conquistando e aquilo me

deixava mal, pois sempre deixei claro meus objetivos e sonhos para com a

empresa da minha família, só queria que ela estivesse ao meu lado.

Mas então dois anos depois o acidente aconteceu e...

Não, definitivamente Não! - Eu só posso estar ficando maluco,

preciso de uma foda, pra aliviar tanto estresse e parar de pensar na pohaaa do

acidente, por que se não estou, com toda certeza irei ficar se continuar

pensando em tudo que aconteceu e tudo que perdi.

Olho pra bancada na cozinha e meu celular toca sem parar, ao olhar

quem é, atendendo rapidamente.

- Oi, Isadora! - Quanto tempo!

- Oi Joseph, como vai?

- Bem, Isadora, porque me ligou?

- Saudades querido, porque não nos vemos hoje? - Estarei na cidade

por dois dias antes de voltar a Seattle. - E já faz um tempo que não nos

vemos!

- Ok Isa, você está no hotel de sempre?

- Sim querido.

- Passo pra te pegar as 20 hrs, até mais tarde!

- Até Josh.

Odeio esse apelido que aquele idiota do David inventou quando

ainda éramos crianças e levou pra vida.

Isadora é uma amiga nossa da época da escola, que sempre que está

em NY saímos para jantar, ela assim como eu e David, também é, e ainda

reside em Seattle, de uma família rica, e conhecidos de meus pais, mas não

tão próximos a ponto de serem amigos, os pais dela sempre foram soberbos

como se tivessem o rei na barriga, mas Isa sempre foi diferente deles então

acabamos sempre andando com a mesma turma, ela sempre deu a entender

que gostava de um dos nossos amigos na época da faculdade João Pedro, mas

de uns anos pra cá eles não se falam mais e JP tem pavor do nome Isadora.

Fica todo nervosinho quando tocamos no nome dela.

Eu e David conhecemos JP logo no nosso primeiro ano de faculdade

e a amizade foi instantânea, hoje os dois são meus dois melhores amigos, na

época João Pedro, cursava medicina e hoje é um grande e respeitado

Cirurgião Pediátrico.

Já Isa ela nunca foi de ficar atrás de nós ou de qualquer outro

homem, sempre que vinha a NY saímos pra jantar ou almoçar, mas sempre

como amigos, mas de um tempo pra cá ela anda me ligando mais do que

deveria, insistindo pra sairmos ou se insinuando para termos algo, nunca

havia tido nada com ela até agora, pois jamais colocaria minha amizade com

JP em risco, mas atualmente ele está namorando uma garota, que cada dia

fica ainda mais sério, e não suporta ouvir o nome de Isadora, então hoje é um

caso isolado e não quer dizer que irá se repetir.

Afinal preciso de uma distração e Isadora até que é bonita do tipo

gostosa.

Uma foda apenas, ando sedentário para sair a caça como diz Jimmy

irmão mais novo de David e nosso mascote, já que ele é o mais novo da

turma e além de advogado da empresa, está cada dia mais perto, caso precise

assumir ao meu lado e de David.

Subo para meu quarto, indo direto para meu banheiro, preciso de um

banho, tiro minha bermuda de treino e entro no box, deixando a água morna

cair sobre minhas costas e relaxando meus músculos.

Saio e vou direto ao closet me trocar pois tenho uma reunião com um de

nossos fornecedores logo no primeiro horário.

Coloco meu terno feito por uma grife italiana chamada Zegna, meus sapatos

italianos.

- Quem olha assim acha que sou um italiano nato, com tantas marcas

italianas em mim. Mas não, apenas sou um apreciador do trabalho deles.

Pego meu relógio preferido um Rolex, que foi dado ao meu pai,

quando ele conquistou seu primeiro negócio a anos atrás, e passado para

mim, quando acabei minha faculdade e assumi seu posto na presidência dos

Resort & Cia, aqui em Nova York a sete anos atrás.

Por dois anos fui o assistente pessoal do Sr. Novack já que ele era o

presidente na época quando me formei.

Aos 26 anos me tornei Assistente Administrativo e Executivo

Sênior. Mas aos meus 30 anos o Sr. Novack teve um infarto e infelizmente

faleceu, sou muito grato a ele pois tudo que aprendi devo a ele, que sempre

me ensinou junto ao meu pai que mesmo longe sempre me incentivou, meu

pai assumiu a presidência também aqui da Belleville Resorts & Hotéis em

NY por um ano, mas estava sendo muito corrido para ele já que ele também

era presidente da sede que fica em Seattle, ele até tentou me convencer a

voltar, mas eu não estava preparado então aos meus 31 anos me tornei o CEO

da Belleville Resorts & Hotéis de Nova York.

Olhando em meu relógio e relembrando dos momentos, vejo que já

estou em cima da hora então me apresso.

Passo meu perfume, passo as mãos em meus cabelos e estou pronto para mais

um dia de trabalho.

Pego minha pasta e saindo da cobertura indo para a garagem, avisto

um de meus carros e logo estou entrando em meu Maserati Ghibli.

Olho pelo retrovisor e vejo Kadu meu segurança, que está comigo

há 7 anos, e até que somos amigos, pois ele já me tirou de muita merda feita

por mim, depois do acidente.

Tive uma fase ruim, primeiro veio a negação, depois o luto, foram

dias difíceis, a fase da bebedeira onde eu bebia vinte horas por dia e dormia

as quatro restantes, várias vezes Kadu precisou me tirar dos bares ou até de

brigas que eu me metia, já não estava mais ligando pra empresa, mal

comparecia às reuniões, foi uma fase péssima, até que eu bati em um cara em

um bar que estava e saiu uma nota no jornal:

-" Herdeiro da família Foster, se mete em briga em bar movimentado de

Nova York".

No outro dia meu pai bateu em minha porta, sentou comigo como se

eu fosse uma criança birrenta, nunca senti tanta vergonha de mim mesmo por

fazer meu pai sair de Seattle e vir me dar uma bronca, um marmanjo de 33

anos.

Naquele dia prometi a mim mesmo e ao meu pai que eu iria mudar ou pelo

menos tentar, eu tinha que fazer isso por eles, por meus pais, sou filho único

e o que seria deles se eu continuasse na vida que estava levando.

E eu mudei, não foi fácil, Kadu pegou muito no meu pé, me deu

conselhos por ser mais velho que eu cinco anos e ter servido ao exército e ter

bem mais experiência na vida do que eu, ele me ajudou muito.

Apesar de ainda estar passando pela fase da culpa, apesar de já ter

sido bem pior do que hoje em dia, os pais de Alícia nunca me perdoaram,

pelas perdas, e eu também não.

Ao chegar à garagem da sede da Belleville Resorts & Hotéis, vejo

que passei o caminho pensando na minha vida, acho que preciso de um agito

nessa monotonia que se encontra, quem sabe essa noite.

Saio do meu carro, comprimento Kadu e peço para que me

acompanhe até a minha sala pois tenho algumas coisas a pedir pra ele.

Pronto para finalmente começar o meu trabalho nessa manhã sigo

em direção ao elevador.

Capítulo 3 A delegada e o ceo

Capítulo 3

Chelsea Coxx

A cabamos de invadir um prédio no subúrbio de Seattle, viramos a

noite seguindo e ouvindo tudo que era falado daqui de dentro, onde nossa

fonte foi clara ao nos dizer que uma peça muito importante da quadrilha que

estamos atrás, se esconde nesse pardieiro, o cheiro de urina, pichações nas

paredes, deixa claro que não é um local de família.

Estou eu e mais cinco policiais da minha delegacia, prontos para subir as

escadas até o oitavo andar.

- Tomás, você e o Castro fiquem aqui embaixo, caso tentem fugir.

- Entendido comandante!

Subimos dois lances de escadas e uma moça sai na porta fumando e nos

olhando, quando estou prestes a perguntar se perdeu alguma coisa ela vira e

fecha a porta novamente.

- Vargas você fica aqui caso tenha mais algum cúmplice e não sabemos.

- Entendido!

- Herrera e Bishop, vocês sobem comigo, vamos pegar esse bandido.

Chegamos no oitavo andar, eu fico à direita da porta, Herrera à esquerda

e Bishop bate a porta.

Uma mulher atende e logo que percebe que somos da polícia tenta fechar

a porta mas já é tarde, empurro a porta e aponto a arma pra mulher,

mandando ela deitar no chão.

- Vasculhem o apartamento ele tem que estar aqui.

- Cadê o Hernandez ? - Digo a mulher que me olha com uma mistura de

raiva e medo, mas não responde.

Então abaixo até ela, pego em seus cabelos e repito novamente.

-Eu vou perguntar mais uma vez e não vou repetir novamente! - Cadê o

Hernandez?

A mulher não me responde com a boca, mas olha em direção ao móvel

meio torto no lugar, olho para Herrera que está na sala enquanto Bishop

vasculha o apartamento.

- Levanta, senta aí. - De olho nela, Herrera!

Me aproximo do móvel e arrastando ele pro lado dando direto com uma

passagem para o outro apartamento.

Pego meu rádio comunicador.

- Atenção Tomás e Castro, fiquem atentos a saída do local, suspeito está

tentando fugir.

- Entendido Chefe. - Estaremos de olho!

Entro no buraco feito na parede e sigo a direção que ele levará, sendo

seguida pela tenente Bishop.

Chegando no local, vejo outro buraco na parede mas com uma cortina

tampando.

Olho para Bishop e faço sinal de silêncio, olhando pela cortina que me dá

visão plena, do apartamento à frente vejo dois homens, um sentado contando

dinheiro, e muito dinheiro e o outro que pelo que vejo ele é o suposto

Hernandez.

Olho para a tenente, falando em sinais que tem duas pessoas, precisamos

agir rápido, para não termos fulgas e nem um de nós feridos.

Bishop chega perto da cortina e cada uma aponta sua arma para um deles

que estão longe um do outro.

Dou um tiro certeiro na perna de Hernandez e Bishop no braço do outro

suspeito, adentramos o local e fazemos a prisão.

- Suspeitos presos, subam Herrera está sozinha com uma cúmplice ela

também será levada para a delegacia.

Rapidamente Tomás, Castro e Vargas invadem o apartamento.

- Levem os suspeitos para a delegacia, ninguém fala com eles antes de

mim entendido?!

- Entendido! - Vargas e Castro respondem.

- Tomás você e a tenente Herrera peguem todo esse dinheiro, drogas, tudo

que achar no apartamento está apreendido e no outro apartamento também.

- Pode deixar Chefe, levaremos tudo.

- Ok! - Parabéns pessoal, fizemos um ótimo trabalho aqui hoje, estamos

cada vez mais perto de pegar esses bandidos.

Entro em meu carro e sigo novamente para a delegacia.

No começo foi difícil, comandar uma delegacia onde setenta por cento

eram homens, e apenas trinta por cento mulher e só quinze por cento delas

incluindo a mim, iam a campo.

Mas com o passar dos anos eu fui conquistando o meu lugar ali, e as pessoas

que não concordavam com meu modo de operar, foram restituídas para outra

delegacia ou tiveram que me engolir e isso inclui meu ex namorado e pai do

meu filho tenente Charles.

Desde o início ele sempre soube onde eu queria chegar e qual era o meu

objetivo.

Mas sempre tentava me desmotivar, antes achava que era ciúmes, mas hoje

vejo com clareza que não é apenas ciúmes, pra ele uma mulher não merecia

um cargo desse, já que ele está na polícia a mais tempo que eu e não passou

no concurso para delegado.

Não vou mentir e dizer que não sinto nada por ele, porque ainda sinto,

não sei exatamente o que, mas pretendo descobrir logo.

Chego a delegacia e estaciono na minha vaga, salto do carro e vou em

direção a porta de entrada, quando sou puxada por braços fortes, me levando

em direção a escada que leva ao porão da delegacia.

Ao chegar na porta, sou rápida já que vi que a pessoa afrouxou o aperto

em meu corpo, sou rápida ao dar um giro, pegando minha Glock 9mm e

empurrar o cara com a cara pra porta.

- Chelsea sou eu caralho.

- Charles, você tá louco, perdeu a noção do perigo foi?

- Queria te fazer uma surpresa querida.

Ele me olha nos olhos, abrindo a porta com a senha e me puxa pra sala

que não utilizamos mais.

Charles é alto 1,85 de altura, ombros largos, cabelos lisos pretos, olhos

azuis e braços fortes.

Me pega no colo, e o contorno com minhas pernas cruzadas em sua

cintura, ele me coloca sentada em uma mesa que ali e me beija.

Um beijo nada calmo, com força e estupidez, solta meu cabelo o

prendendo logo em seguida em seu punho.

Coloco minhas mãos por dentro de sua camisa, sentindo sua pele em contato

com a minha, Charles tira minha blusa, logo em seguida estou apenas de

sutiã, subo sua camisa tirando e jogando em qualquer canto ali.

- Porque você tem sempre que dificultar tanto nosso retorno em Chelsea,

vamos voltar docinho.

Na hora que ouço suas palavras, todo fogo que estava sentindo, é

apagado rapidamente e o empurro.

- Charles, já conversamos sobre isso, se voltarmos você vai estar

presente na vida do Ben? - Ou irá continuar fingindo que ele não existe?

- Você mal vai vê-lo, mal pega ele pra dar um passeio.

- Chelsea, você sabe que eu não tenho paciência com crianças, e o Ben é

mimado, você e sua família mimam o garoto.

Meu sangue ferve na hora.

Charles está com a mão apoiada na mesa, chego perto dele, pego minha

faca na bota e acerto entre seus dedos anelar e mindinho, acertando a madeira

da mesa.

- Nunca mais fale que meu filho é mimado, ele é uma criança esperta e

inteligente pra idade dele, e tenho muito orgulho do filho que tenho.

- E outra coisa Charles, nunca mais chegue perto de mim outra vez, não

sabia o que sentia por você, mas agora eu sei é repulsa, revolta de um dia ter

tido algo com um ser patético como você.

Pego minha blusa a vestindo e saio andando em direção à porta, mas

antes que a alcance Charles me puxa novamente.

- Chelsea calma docinho, desculpa não vou falar mais assim do seu filho,

agora vem me dá um beijinho.

Olho pra ele indignada pelas palavras que acabei de ouvir e em um

movimento único, dou uma joelhada em seu amiguinho, Charles cai no chão

segurando as bolas e me olhando com cara de choro e raiva.

- Eu avisei pra você não me tocar mais, na próxima não irei errar a

direção da faca e nem baixarei a Glock, então pense bem em tentar

novamente, quero você longe de mim e do meu filho seu desgraçado.

Abro a porta saindo, em direção a porta da delegacia ao passar um dos

policiais ali presente me comunica.

- Chefe os suspeitos presos mais cedo, já chegaram e estão na sala de

interrogatório separados.

- Ok, obrigada tenente!

Vou em direção a minha sala, entrando e fechando a porta logo em

seguida.

Aquele desgraçado não vai me deixar em paz, mas agora mais do que nunca

eu quero distância, irei tentar transferi-lo para outra delegacia.

Ouço um batido na porta quando estou pegando um copo de água e tomando

digo:

- Pode entrar!

- Chefe, os suspeitos já estão prontos para o interrogatório.

- Já estou indo lá, tenente Herrera.

Ela se retirou, fechando a porta logo atrás de si.

Saio da minha sala e vou em direção a sala de interrogatório, espero que

não demorem a dizer o que eu quero porque hoje estou com vontade de bater

em alguém.

Capítulo 4

Joseph Foster

K adu está sentado à minha frente, esperando minhas ordens.

- Preciso que você investigue algo para mim!

- Claro Senhor!

- Tenho recebido uns telefonemas de um número privado. - Mas quando

atendo nada é falado, preciso que investigue até obter a fonte.

- Considere feito senhor! - Mas são apenas telefonemas ou mensagens

também?

- Até agora, somente telefonemas.

- Ok Senhor! - Irei investigar e qualquer resposta lhe aviso.

Balanço a cabeça concordando.

- Mais alguma coisa Senhor?

- Por enquanto somente isso, pode ir!

Kadu sai, me deixando sozinho em minha sala.

Pego o telefone em minha mesa e chamo o ramal de minha querida

secretária.

- Marta, qual o horário da minha próxima reunião hoje ?

- Daqui a quarenta minutos, Sr Foster !

- Ok, anote os recados, estarei em uma ligação importante.

- Sim, Senhor!

Desligo o telefone, pegando meu celular em cima da mesa e ligando para

minha mãe, que atende no segundo toque.

- Ola meu filho, como você está?

- Bem mãe, e você e meu pai?

- Estamos bem, meu querido, estou saindo de casa agora para uma

reunião com as meninas Coxx.

Automaticamente minha mente me leva ao passado vendo uma certa

garota que a muito tempo eu não tinha contato, mas que no passado era tudo

que eu mais queria.

Seus traços delicados e olhos expressivos, claros em tons amendoados e

aqueles lábios volumosos que ao dar um sorriso, tudo se iluminava.

Sinto um aperto no coração ao recordar de nossos momentos juntos, antes

que eu me mudasse para Nova York e até depois de me mudar.

- Filho? - Joseph, ainda está aí?

Percebo que estava longe em meus pensamentos e acabei não ouvindo

nada que minha mãe falava.

- Desculpa mãe, estou sim, lembrei que tenho uma reunião agora, preciso

desligar.

- Tudo bem meu filho, você virá nos visitar no próximo feriado não é?

- Mãe, era sobre isso que iria falar, não sei se vou poder me ausentar da

empresa.

- Joseph William Foster, não me importa se você pode ou não se ausentar,

você virá e eu falo sério. - Faz anos que você não vem a Seattle, somos

sempre eu e seu pai, então trate de aparecer.

- Será nossa primeira noite de ação de graças depois de anos, e eu não

aceito não ter meu filho aqui! - Você está me ouvindo?

Reviro meus olhos e ao mesmo tempo sorrindo, minha mãe é tão

dramática, ela que nem sonhe que chamei ela de dramática ou arranca minhas

bolas.

- Tá bom mãe, eu irei ! - Mas ficarei apenas três dias nada a mais que isso

Dona Megan.

- Ok meu filho. - Agora tenho que ir, as meninas devem estar me

esperando.

Quando penso em desligar, me vejo perguntando:

- Como ela está mãe? - Já faz tanto tempo desde a última vez que a vi.

- Ela a quem você se refere é a menina Chelsea, filho?

Ouço uma risada baixinha, como se ela tapasse a boca para não ser

ouvida.

- Sim mãe, Chelsea!

- Ela está bem, meu filho.

- Uma mãe linda e dedicada, e uma excelente Delegada.

- Henry fica todo bobo, quando fala na filha. - Já a Felicity todas as vezes

que ela está em alguma denuncia e vai a campo atrás de algum bandido,

Felicity quase entra em pânico, só se tranquiliza quando tem notícias.

Sorrio ao me lembrar que esse sempre foi o sonho dela, seguir os passos

do pai ou ir mais longe.

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