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A doce empregada e o milionário

A doce empregada e o milionário

Autor:: sofabarrios17
Gênero: Romance
Loana vive presa entre dois mundos: o humilde vilarejo onde cresceu e a imponente mansão onde sua mãe trabalha como empregada. Todos os dias, sua vida se desenrola nas sombras dos luxuosos corredores e sob as rígidas regras da aristocracia romena. Mas tudo muda quando ela conhece Mihai, o filho do dono da mansão, um jovem aprisionado pelas expectativas de sua família e por um futuro que não deseja. O que começa como um encontro casual rapidamente se transforma em uma conexão irresistível, um amor proibido que desafia as barreiras sociais que os separam. À medida que o relacionamento se intensifica, Loana é arrastada para um turbilhão de emoções e segredos familiares que ameaçam destruir não apenas seu futuro, mas também o de Mihai. A cada beijo roubado e a cada olhar furtivo, o perigo cresce. Loana deve decidir se segue seu coração e arrisca tudo por um amor que pode separá-la de sua família e de sua vida simples, ou se cede às pressões sociais e escolhe o caminho do qual sua mãe sempre a alertou. A doce empregada e o milionário é uma história de amor intenso e sacrifício, onde as barreiras de classe social se rompem e os segredos do passado ecoam no presente. Até onde você estaria disposta a ir por um amor que desafia tudo o que você conhece?

Capítulo 1 O Encontro Inesperado

Loana cerrou os dentes e ajustou o cachecol ao redor do pescoço enquanto as gotas de chuva batiam com força em seu rosto. Seu irmão mais novo, Vlad, estava em casa, febril e fraco, e ela não podia deixá-lo sozinho. Apesar de sua mãe ter trabalhado como empregada na mansão do Senhor Ionescu a manhã inteira, Loana sabia que não podia esperar mais. O menino precisava de cuidados, e sua mãe nunca voltaria para casa a tempo.

Com um nó no estômago, Loana apressou o passo. Sabia que era arriscado, mas não podia permitir que seu irmão sofresse sem ajuda. Da rua, avistou a grande mansão, sua imponente fachada de pedra e as janelas com cortinas de veludo vermelho, um reflexo da riqueza que parecia estar ao alcance de poucos. Apesar de sua mãe trabalhar lá há anos, a mansão ainda era um mundo desconhecido para Loana, um mundo cheio de segredos e regras invisíveis.

Ao chegar ao fim do caminho que levava à mansão, Loana olhou rapidamente para trás, certificando-se de que ninguém a tinha visto. Desviou-se para um pequeno corredor lateral coberto de hera, por onde as empregadas entravam e saíam sem serem notadas pelos aristocratas da família. Esse era seu único acesso, um por onde nunca deveria ser vista. Entrou com cautela, respirando fundo, e deslizou-se pelo estreito corredor de serviço, sentindo a umidade das paredes sob seus dedos.

O som de seus passos era absorvido pela escuridão. Cada canto do corredor, repleto de antigos retratos e estátuas de mármore, parecia sussurrar histórias esquecidas da família Ionescu. Loana avançou com o coração acelerado, confiando que sua mãe não estaria longe. Mas, ao passar por uma das portas, uma risada ecoou no ar.

Loana parou imediatamente. Reconheceu a voz. Era Mihai, o filho do dono da mansão, o jovem herdeiro da família Ionescu. Loana apertou os punhos, temerosa de que ele a tivesse ouvido, e tentou se mover com mais discrição. No entanto, ao dar um passo para trás, tropeçou em um vaso, que caiu no chão com um estrondo. O som percorreu o corredor, e um segundo depois, Loana sentiu a presença de Mihai atrás dela.

- O que temos aqui? - disse Mihai com um sorriso zombeteiro.

Loana se virou e o viu parado na entrada da sala, seus olhos escuros cravados nela com uma mistura de surpresa e diversão.

Incapaz de esconder seu constrangimento, Loana tentou se desculpar rapidamente, sua voz trêmula:

- Desculpe, eu não queria... não queria causar problemas. Só estou procurando minha mãe, ela está no serviço.

Mihai a observou fixamente, seu rosto exibindo uma mistura de irritação e diversão. Sua postura arrogante, que Loana já tinha visto tantas vezes da rua, estava claramente presente. O rosto dela corou sob o olhar de Mihai. A diferença de classes era evidente no simples fato de que ele nem sequer a reconhecia como alguém de seu mundo. Ela era apenas a filha de uma empregada, uma jovem que só tinha o direito de existir nos limites do luxuoso universo da mansão.

- O que você está fazendo aqui? - perguntou ele, em um tom que deixava claro que não estava acostumado a ser confrontado por alguém de status inferior. - Sua mãe deixou você entrar sem permissão?

Loana abaixou o olhar, envergonhada. Não queria admitir a verdade, mas também não queria mentir. Não tinha escolha a não ser responder:

- Eu não queria incomodar ninguém... Meu irmão está doente, e eu não pude esperar mais.

Mihai franziu a testa, claramente intrigado, mas sua expressão logo se transformou em uma mistura de irritação e uma curiosidade que ele não conseguia esconder.

- Seu irmão está doente? - repetiu, como se essa informação fosse irrelevante. - E por que não o leva a um médico? Ele não deveria estar sob os cuidados de uma empregada.

Loana pressionou os lábios, sentindo o peso de suas palavras e o desprezo nelas embutido. Não disse mais nada, mas seu coração batia forte, uma raiva silenciosa borbulhando dentro dela. Ela sabia muito bem como aquele mundo funcionava. Pessoas como Mihai achavam que os problemas de gente como ela não importavam. Para ele, ela não passava de uma sombra despercebida.

Tentou dar um passo para trás para escapar daquela conversa desconfortável e da vergonha que crescia dentro dela, mas Mihai ergueu a mão, impedindo-a.

- Espere - disse ele, quase suavemente, como se algo tivesse mudado de repente dentro dele. Loana o olhou com cautela, sem entender.

- Para onde acha que vai? - perguntou ele, agora em um tom mais sério, e, sem esperar resposta, deu um passo em sua direção. Seus olhos brilhavam com uma mistura de desafio e algo que Loana não conseguiu identificar, um lampejo de curiosidade.

Loana o encarou, a respiração acelerada. Não sabia como responder. Queria fugir, mas, ao mesmo tempo, algo dentro dela resistia a se afastar.

Um silêncio pesado preencheu o ar entre eles, como se o mundo da mansão e o de Loana colidissem naquele pequeno corredor escuro. E, apesar de tudo o que os separava, algo inexplicável os conectava de maneira inescapável.

Naquele instante, Mihai falou novamente, mas desta vez com um tom mais próximo da genuína curiosidade do que da arrogância habitual:

- Você não deveria estar aqui. Não é seguro para você. Venha, eu a acompanharei até sua mãe.

Loana hesitou, mas ao perceber a estranha suavidade no tom de Mihai, aceitou sua oferta sem pensar nas consequências. Embora seu coração batesse com força, ela se deixou guiar por ele, sem saber que aquele encontro inesperado e desconfortável seria o começo de algo muito maior - um amor proibido que mudaria suas vidas para sempre.

E naquele corredor escuro, com as sombras da mansão se estendendo ao redor deles, Loana e Mihai deram os primeiros passos rumo a um destino incerto.

Capítulo 2 O Mundo de Mihai

Mihai caminhava pelos corredores da mansão com passos firmes, mas sua mente estava distante dali. O burburinho dos criados se movendo rapidamente para preparar o jantar, o cheiro de madeira polida e os adornos dourados que brilhavam sob a luz dos candelabros - tudo isso lhe parecia alheio naquele momento. Como sempre, o peso da mansão sobre seus ombros o esmagava, mas não da forma que seus pais esperavam.

Ele, o herdeiro dos Ionescu, precisava estar preparado para tudo o que significava ser o próximo líder da família. Isso incluía participar de reuniões tediosas, administrar negócios, atender às expectativas de um sobrenome que há séculos fazia parte da alta sociedade romena e, acima de tudo, encontrar uma esposa adequada. Pelo menos, era essa a única verdade que lhe repetiam incessantemente, como se fosse uma oração que deveria decorar.

A mansão, com seus imensos salões decorados com retratos de antepassados e sua coleção de móveis antigos, parecia-lhe cada vez mais uma prisão dourada. Ao atravessar o vestíbulo, onde o eco de seus passos ressoava, Mihai refletia sobre o lugar que o cercava e a vida que lhe era imposta. A luxuosa sala de estar, com suas cortinas de veludo e lareira sempre acesa, havia sido seu refúgio por anos, mas já não era suficiente.

O relógio da entrada marcou seis horas da tarde, e isso significava que era hora de enfrentar seu pai, o Senhor Ionescu, um homem a quem Mihai sempre teve dificuldade de encarar sem sentir uma pressão insuportável no peito. Seu pai não aceitava desculpas nem fraquezas. Desde que Mihai fora velho o suficiente para entender as expectativas sobre ele, sua vida havia sido uma luta constante para ser o homem que seu pai desejava, embora, no fundo, nunca tivesse compartilhado dessa visão.

- Mihai - chamou sua mãe da sala principal, sua voz suave, mas firme. - Seu pai quer falar com você.

Ao entrar, Mihai encontrou o pai sentado em sua grande poltrona de couro, as mãos entrelaçadas e a expressão grave. O ar na sala estava carregado de uma tensão palpável. A luz da tarde filtrava-se pelas grandes janelas, iluminando o rosto severo do patriarca.

- Sente-se - disse o Senhor Ionescu, sua voz profunda e autoritária.

Mihai sentou-se sem dizer uma palavra, sua mente correndo a mil por hora, buscando uma desculpa, uma maneira de evitar a conversa que sabia que estava por vir. Mas nada poderia detê-la.

- Está na hora de começar a assumir suas responsabilidades - disse seu pai diretamente, olhando-o com uma severidade que fazia Mihai se sentir pequeno, apesar de sua altura. - Este ano você completou vinte anos, e já não pode continuar brincando de ser criança. A mansão, os negócios, tudo isso, o que temos, é seu legado. E chegou o momento de se preparar para assumir o controle.

Mihai sentiu uma onda de desconforto tomá-lo. O tom de seu pai era tão firme que não deixava espaço para dúvidas: o momento havia chegado. Mas ele não estava pronto. Não queria, nem podia, ver sua vida reduzida a uma série de reuniões e decisões financeiras. Não conseguia se imaginar comandando tudo aquilo.

- Eu sei - respondeu, tentando manter a calma, mas a inquietação era evidente em sua voz.

Seu pai não pareceu notar sua hesitação. Em sua mente, Mihai já estava pronto para assumir tudo, ou pelo menos era isso que acreditava.

- Além disso, já temos a jovem Elena à espera. A família dela é perfeita para um casamento com os Ionescu. Ela é uma boa escolha para seu futuro, Mihai. É educada, vem de uma família respeitável e tem um sobrenome que complementará o seu.

As palavras de seu pai foram como uma punhalada em seu peito. Elena era tudo o que Mihai não queria: uma jovem perfeita, adequada para o casamento, mas completamente alheia a seus desejos e sentimentos. De certa forma, a ideia de passar sua vida com alguém como ela o aterrorizava. Não queria uma esposa que fosse apenas um acessório social.

Mihai se obrigou a morder o lábio para não demonstrar sua frustração. Como poderia explicar ao pai que não conseguia viver de acordo com seus planos? Como poderia dizer-lhe que suas expectativas sobre um casamento arranjado, repleto de promessas de dinheiro e poder, não eram o que ele desejava para sua vida?

- E o que acontece com os meus próprios desejos? - perguntou, finalmente, a voz trêmula de raiva contida. - O que acontece com o que eu quero?

O Senhor Ionescu o olhou como se ele tivesse acabado de dizer um absurdo. Seu olhar era frio, mas havia um brilho de desaprovação que queimava.

- O que você quer não importa, Mihai. O que importa é o que a família precisa. Você não está aqui para brincar com seus sentimentos. Precisa levar em conta tudo o que lhe ensinamos. - O rosto do pai suavizou-se ligeiramente, mas seu tom permaneceu inflexível. - Você não tem escolha. O destino desta família está em suas mãos.

Mihai não conseguiu conter um suspiro de frustração. Sabia que lutar contra seu pai era inútil. Nada do que dissesse mudaria o curso dos acontecimentos. As expectativas de sua família sempre o definiriam, independentemente do que ele quisesse.

Com um movimento brusco, levantou-se da cadeira, sentindo seu corpo se enrijecer de raiva contida. Era isso o que queria para sua vida? Um futuro sem nenhuma possibilidade de escape?

Saiu da sala sem dizer mais nada e fechou a porta com força atrás de si. Naquele instante, a mansão, que antes fora seu lar, já não lhe parecia acolhedora. O luxo e a riqueza que sempre o cercaram agora pareciam correntes, algo que o prendia a uma vida que não desejava.

E assim, enquanto caminhava pelos elegantes corredores da mansão, sentiu o peso de tudo o que se esperava dele. As expectativas de seu pai, da sociedade, do sobrenome Ionescu, o esmagavam a cada passo. E naquele momento, algo dentro dele mudou. A partir daquele dia, algo começou a crescer dentro de seu coração, algo que ele não podia controlar. Algo que havia começado a germinar no dia em que conheceu Loana.

Mas isso ainda estava muito longe de ser compreendido.

Capítulo 3 Primeiros Encontros

O sol da manhã filtrava-se timidamente através das folhas douradas das árvores que cercavam a mansão, iluminando a fachada de pedra com sua luz quente. Loana aproximava-se da enorme porta de entrada da mansão com passos apressados, um nó no estômago apertando-lhe o peito. Ontem, após seu encontro com Mihai, havia deixado sua visita inacabada, sem conseguir encontrar sua mãe, que trabalhava na cozinha. Seu irmão continuava doente, e a preocupação não a deixava em paz.

Hoje, decidiu voltar, na esperança de que sua mãe estivesse lá e pudesse levar-lhe algum remédio para o pequeno, que estava cada vez mais fraco. Caminhou pelo caminho de pedra, entre as plantas bem cuidadas, sentindo mais uma vez o contraste entre seu mundo e o daqueles que habitavam a mansão. Sua mãe sempre lhe falara sobre a grandiosidade daquele lugar, mas Loana nunca imaginara que um dia estaria ali, cruzando suas portas como uma sombra, um espectro invisível entre os criados e os luxos da família Ionescu.

Ao chegar ao corredor de serviço, Loana viu várias criadas trabalhando apressadas, mas sua mente estava focada na necessidade de encontrar sua mãe. O ruído dos passos desvaneceu-se quando, ao virar a esquina, deu de cara com uma figura familiar: Mihai.

Ele a observou imediatamente, seus olhos oscilando entre a surpresa e a curiosidade. Sua presença naquele corredor não deixava de ser estranha, e o que o surpreendeu ainda mais foi vê-la ali novamente, sozinha, com o cabelo preso e o rosto carregado de uma expressão de ansiedade que não notara no dia anterior.

- Você de novo - disse Mihai, sem tentar esconder o desconcerto em sua voz, cruzando os braços enquanto a observava do umbral da cozinha. O tom de sua voz era um pouco duro, mas não estava tão irritado quanto no dia anterior. Havia algo nele, um interesse sutil que Loana não conseguia compreender completamente.

Loana o observou por um instante, surpresa pelo fato de que ele se lembrava dela. Não entendia o que ele fazia naquela parte da mansão, tão longe das áreas de seu pai, tão distante de seu mundo de riqueza e poder. Mas a pergunta ficou presa em sua garganta, pois não ousava questioná-lo diretamente.

- Vim procurar minha mãe - respondeu ela, tentando soar tranquila, embora por dentro sentisse uma mistura de desconforto e ansiedade. Sabia que não deveria estar ali, que sua presença não se encaixava naquele mundo, mas o amor e a preocupação por seu irmão a impeliam a não recuar.

Mihai a observou em silêncio por alguns segundos, analisando suas roupas simples e sua postura curvada, como se tentasse fundir-se com as sombras do corredor. Ela não era uma das suas, isso era evidente, e isso só despertava ainda mais sua curiosidade. A mansão, sempre cheia de pessoas que se esforçavam para agradá-lo, nunca estivera tão próxima do povo comum como agora, com Loana diante dele.

- Qual é o seu nome? - perguntou ele, de maneira direta, mas sem a arrogância do dia anterior. Seu tom era mais suave, embora ainda carregasse uma certa distância.

Loana, surpresa com a pergunta, ergueu o olhar para encará-lo nos olhos. Não esperava que ele tivesse curiosidade sobre seu nome. Naquele momento, um calor estranho percorreu seu corpo, e o nervosismo tomou conta dela ao perceber que ele a observava atentamente.

- Loana - respondeu ela, quase sussurrando, com os olhos fixos nos próprios sapatos, como se a humildade de seu nome fosse uma marca que não queria que ele percebesse.

O silêncio que se seguiu estendeu-se entre eles, carregado de algo que nenhum dos dois conseguia identificar. Mihai sentiu-se inquieto, como se, por um instante, a bolha de seu mundo estivesse prestes a estourar, mas conteve-se. Momentos como aquele eram raros em sua vida, onde sempre fora o centro das atenções, cercado por pessoas que sabiam exatamente o que fazer e o que dizer.

- Loana... - repetiu ele, como se saboreasse o nome em seus lábios, e então franziu ligeiramente a testa. - Por que não fica? Minha mãe não está aqui, mas tenho certeza de que as cozinheiras podem ajudá-la com o que precisar.

A oferta parecia generosa, mas Loana sabia que era um convite vazio, uma cortesia que ele não pretendia cumprir. Sentia-se desconfortável com sua proximidade, percebendo o abismo que os separava: a riqueza que o cercava, a pobreza que a marcava. Decidiu ignorar a oferta; não queria sequer imaginar-se em uma posição em que precisasse pedir favores às criadas ou, pior ainda, sentir-se ainda mais inferior a ele.

- Não, obrigada - disse rapidamente, girando-se em direção ao corredor. - Minha mãe deve estar trabalhando, vou procurá-la na cozinha.

Mihai observou enquanto ela se afastava rapidamente, uma sensação estranha crescendo em seu peito. Havia algo nela que o atraía, algo que ia além do desconforto do primeiro encontro.

Loana, por sua vez, não pôde evitar sentir o olhar de Mihai em suas costas enquanto caminhava. Havia algo inquietante nele, algo que a fazia duvidar, mas também sentia uma espécie de ímã invisível que a conectava a ele. Ao longe, ouviu uma criada chamar seu nome, e a voz de Mihai desvaneceu-se enquanto ela adentrava a cozinha em busca de sua mãe.

Enquanto Loana buscava sua mãe entre as cozinheiras, Mihai permaneceu ali, pensativo, observando-a desaparecer na distância. Algo dentro dele não conseguia parar de pensar na jovem com quem havia cruzado duas vezes em menos de 24 horas. O encontro, embora breve, havia plantado uma semente que começava a crescer lentamente. Algo lhe dizia que aquele não seria o último encontro entre eles.

Mas ele também sabia que as barreiras que separavam seus mundos eram enormes e que, apesar de sua curiosidade, nunca poderia atravessá-las.

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