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A escolhida do mafioso

A escolhida do mafioso

Autor:: Autora_isabeldesa
Gênero: Bilionários
Sinopse Cinco anos... foi esse o tempo que precisei pra levantar um império no Brasil. Cheguei com uma mala na mão e um passado carregado nas costas. Hoje, carrego muito mais que isso - lealdade, respeito... e sangue nas minhas mãos. Meu nome é Jefferson. E se você nunca ouviu falar de mim, é porque provavelmente já tá morto. Me chamam de arrogante, frio, calculista. Dizem que tenho o olhar de um homem que não sente. Talvez seja verdade. Ou talvez seja só o preço de comandar um império. No Brasil, deixei mulheres, negócios, dívidas e promessas. Mas tem uma que não consegui escapar. Uma promessa feita há anos... quando ainda era só um garoto, mas com alma de chefe. Um casamento arranjado com a filha mais velha do senhor Augusto, um dos nomes mais pesados da máfia italiana. Era o acordo que selaria nossa aliança. A filha perfeita, educada, tradicional, moldada pra ser uma esposa de mafioso. Eu sabia que esse dia ia chegar. Mas ninguém me avisou sobre a outra filha. Camila. Dezoito anos. Loira. Pele branca como porcelana. Um olhar que mistura inocência e ousadia, como se ela soubesse o perigo que representa... mas fingisse que não. E é aí que a merda começa.

Capítulo 1 Voltando para italia

Jefferson narrando

O Rio tem cheiro de pecado. E eu aprendi a amar esse cheiro.

A brisa quente da noite batia no meu rosto enquanto eu encostava no capô da Lamborghini, charuto aceso numa mão, copo de uísque na outra. O morro brilhava ao longe, como se até o crime tivesse sua beleza própria. Liberdade... era isso que eu respirava.

Zara saiu do clube com aquele andar provocante, o vestido colado no corpo, decote feito pra matar qualquer homem. Modelo internacional, capa de revista, rosto conhecido nas festas mais exclusivas. Mas ali, naquela noite, ela era só minha.

- Vai ficar me olhando ou vai me levar pro inferno de novo, Jefferson? - ela provocou, com aquele sotaque carregado e sorriso de quem já sabia a resposta.

Eu dei um gole no uísque e joguei a fumaça do charuto pro lado.

- Inferno? Garota... você ainda nem viu o que eu posso fazer quando quero te destruir.

Ela riu, jogou o cabelo pro lado e entrou no carro como se pertencesse àquele mundo. E ela pertencia. Ao luxo. Ao poder. Ao perigo. Só que nenhuma mulher nunca pertenceu a mim. Eu aproveitava. Usava. Depois deixava. Era assim que sempre foi.

Zara foi só mais uma. Linda, sim. Gostosa como o pecado, claro. Mas não era ela quem tirava meu sono.

E nem fazia ideia de que essa seria nossa última noite.

Porque no dia seguinte, eu pegaria o primeiro voo pra Itália. Pra cumprir o que foi prometido.

Pra encontrar minha noiva.

E conhecer o verdadeiro problema da minha .

O sol mal tinha nascido quando Zara acordou na minha cama, nua, cabelos bagunçados, aquele corpo que já tinha sido meu mais de uma vez. Ela se virou devagar, os olhos semicerrados, e sorriu como se tivesse certeza de que ainda ia me ver ali amanhã.

- Vai tomar café comigo? - perguntou, a voz rouca da madrugada ainda grudada nela.

Eu puxei meu blazer do encosto da cadeira, coloquei o relógio no pulso e olhei pra ela uma última vez. Linda. Mas não era o suficiente.

- Não. Tenho um voo pra pegar.

- Pra onde?

- Itália.

Ela arqueou uma sobrancelha.

- Quando volta?

Dei um sorriso torto, sem alma. Aquele que assusta mais do que conforta.

- Não volto, Zara.

Ela sentou na cama, puxando o lençol pro corpo.

- Tá falando sério?

- Nunca fui de brincar.

Zara não era burra. Sabia que nosso tempo tinha data de validade. Todas sabiam. Só que algumas fingem não ver a contagem regressiva.

Saí do apartamento sem olhar pra trás. Motorista já me esperava com a mala no porta-malas, tudo milimetricamente planejado. Era hora de sair do palco carioca e voltar pras raízes. Pro mundo onde eu nasci. Onde tudo começou. Onde promessas antigas ainda pesavam sobre meu nome.

O Brasil foi meu campo de guerra. Aqui, eu venci. Fiz meu nome ecoar nos becos e nos prédios de luxo. Fui rei, mesmo sendo estrangeiro.

Mas agora... agora eu voltava pra Itália.

Pra ser rei entre os meus.

Ou pra começar uma guerra que ninguém tava esperando.

O portão da mansão se abriu devagar, como se até ele tivesse respeito pelo nome que carrego.

A entrada era a mesma de sempre: ladeiras de pedra, árvores perfeitamente podadas, jardins dignos de capa de revista. Mas aquilo tudo nunca me impressionou. Cresci nesse luxo sufocante. A riqueza nunca foi o que me moveu.

O que me move... é o poder.

Desci do carro ajustando a lapela do casaco. O ar da Itália tinha outro peso. Mais frio. Mais carregado. Como se até o vento soubesse que algo grande estava prestes a acontecer.

A porta se abriu antes que eu pensasse em bater.

- Meu filho... - a voz de Olivia soou firme, apesar dos olhos marejados. A elegância dela era a mesma de sempre. Vestido sóbrio, cabelo preso, olhar que mistura amor e julgamento.

Ela veio até mim, me abraçando como uma mãe que esperou tempo demais. Não retribuí com a mesma intensidade. Nunca fui de sentimentalismo, nem mesmo com ela.

Atrás dela, surgiu Otávio.

Meu pai.

Terno alinhado, expressão rígida, mãos cruzadas nas costas. O tipo de homem que não precisa levantar a voz pra ser temido.

- Jefferson.

Finalmente - disse ele, me encarando de cima a baixo como se estivesse analisando se eu ainda era digno do sobrenome que carrego.

- Senhor - respondi com um aceno de cabeça.

Não éramos uma família comum. Amor demais sempre foi fraqueza aqui dentro. O que nos unia era a lealdade. A honra. E promessas.

- O senhor Augusto vai chegar logo - Otávio avisou. - E com ele... sua futura esposa.

Dei um sorriso leve. Não era um sorriso feliz. Era o sorriso de quem já sabia que o jogo ia mudar.

Eles acham que voltei pra cumprir o prometido.

Mas eu voltei pra me lembrar de quem eu sou.

E de quebra... conhecer Camila.

A filha errada

A tentação

A sala de jantar estava montada como em um filme antigo: candelabros acesos, cristais reluzindo sob a luz dourada, taças alinhadas com precisão cirúrgica. Cada detalhe gritava tradição. Respeito. Status.

Senhora Olivia coordenava tudo como uma verdadeira matriarca, enquanto Otávio mantinha sua postura de rocha ao meu lado. Eu estava de terno, como exigia a ocasião, mas meu olhar vagava. Não pela decoração. Mas pelo que estava por vir.

- Estão chegando - avisou um dos empregados.

E então, a porta da frente se abriu.

Senhor Augusto foi o primeiro a entrar, acompanhado por sua esposa. O homem continuava o mesmo: olhar imponente, barba perfeitamente aparada, o tipo que não envelhece - apenas endurece.

Logo atrás... ela entrou.

A filha mais velha.

Minha prometida.

Alta, elegante, bela no padrão exato que eles exigem. Vestido preto, salto fino, cabelo preso num coque perfeito. Cumprimentou meus pais com um sorriso ensaiado, depois estendeu a mão pra mim. Fria. Sem alma.

- Jefferson - ela disse, com um leve aceno.

- Um prazer - respondi, por educação.

E então, atrás dela... veio ela.

Camila.

De vestido claro, simples. Sem maquiagem pesada, sem perfume forte, sem pose de boneca de porcelana. Loira, pele branca, olhos grandes e curiosos, como se o mundo ainda fosse uma novidade pra ela. Tinha só dezoito anos, mas carregava uma beleza que não precisava ser anunciada.

Ela parecia deslocada naquele cenário de regras e obrigações.

E talvez por isso... tenha sido exatamente quem capturou minha atenção.

- Essa é minha filha mais nova - disse senhor Augusto, quase como se fosse um detalhe.

Camila sorriu tímida, os olhos encontrando os meus por um segundo que durou demais.

- Muito prazer... senhor Jefferson - ela disse, e sua voz era doce. Jovem. Perigosa.

Respondi com um sorriso de canto. Um sorriso que dizia tudo o que ninguém naquele salão ousava imaginar.

Ela desviou o olhar, corou um pouco.

Merda.

Ela era a filha errada.

Mas nada no mundo parecia mais certo do que querer ela.

O jantar seguiu com o som dos talheres batendo nos pratos de porcelana e conversas polidas, daquelas que só existem em famílias que escondem os monstros debaixo do tapete.

A filha mais velha falava sobre viagens, estudos e eventos de caridade. Minha mãe sorria, orgulhosa. Meu pai apenas escutava, medindo cada palavra como se fosse um contrato.

Eu? Eu fingia prestar atenção. Mas meus olhos... estavam em outra direção.

Camila estava sentada ao lado da irmã, quieta. Cortava a comida devagar, como se não quisesse incomodar ninguém. Só que cada vez que ela erguia os olhos e cruzava com os meus... um raio silencioso atravessava a mesa.

- E você, Jefferson? - perguntou senhor Augusto. - Pretende assumir a empresa da família por aqui, ou vai continuar cuidando das coisas no Brasil?

Limpei os lábios com o guardanapo antes de responder, sem desviar o olhar de Camila.

- Vim pra ficar. E cuidar do que é meu por direito.

Ela desviou o olhar na hora, mas o leve rubor nas bochechas denunciava que tinha sentido o peso das minhas palavras. Talvez ela achasse que era só coincidência. Talvez estivesse certa em desconfiar que não era.

- Que bom ouvir isso - disse minha mãe, satisfeita. - Estávamos esperando esse momento há anos.

- Sim - completou Otávio. - E essa união entre as famílias é mais do que bem-vinda.

A filha mais velha sorriu, colocada. Tão certa de que tudo caminhava como planejado.

Capítulo 2 Continuação 1cap

Mas nada ali ia sair como esperavam.

Porque a única coisa que realmente me interessava naquela mesa... era Camila.

E no fundo, ela já sabia disso.

Vi quando ela apertou o garfo com mais força. Quando desviou o olhar pela terceira vez. Quando mordeu o lábio de leve. Aquilo não era só timidez. Era medo.

Medo... e curiosidade.

Ela podia ser a filha mais nova, a inocente, a protegida. Mas naquele momento... ela era meu alvo.

E ninguém - nem mesmo Deus - vai me impedir de ir até o fim.

O jantar seguia num ritmo elegante e entediante. Falsas promessas, sorrisos forçados, brindes vazios. Levantei da mesa com a desculpa de atender uma ligação importante. Ninguém questionou. Nem se atreveriam.

Caminhei pelo corredor da mansão, onde os quadros antigos pendiam nas paredes como testemunhas silenciosas de gerações inteiras moldadas por poder e sangue. A luz era baixa, o silêncio quase absoluto. Foi quando ouvi passos leves vindo na direção contrária.

Camila.

Vestido claro, os cabelos soltos caindo sobre os ombros. Ela parou no mesmo instante em que me viu, como se tivesse sido pega num lugar onde não devia estar.

- Perdão... eu não sabia que tinha alguém aqui - disse, a voz baixa, quase sussurrada.

Dei um passo à frente.

- E não tem. Só eu. E agora... você.

Ela abaixou o olhar, envergonhada, mas não deu meia-volta. Ficou ali, entre o impulso de fugir e a coragem de ficar.

- Foi um bom jantar - ela disse, tentando quebrar o silêncio que pesava demais.

- Foi. Mas você não disse quase nada.

Ela deu um sorriso tímido, aquele que me desarma e provoca ao mesmo tempo.

- Acho que eu não sei muito o que dizer quando todos esperam que eu apenas sorria e fique calada.

- Engraçado... - murmurei, me aproximando mais - você parece ter muito a dizer. Só não encontrou quem te escute.

Ela ergueu os olhos devagar, e o olhar que ela me deu... não era mais o de uma menina assustada.

Era o de uma mulher que, mesmo sem saber, estava prestes a cruzar uma linha sem volta.

- E você? Vai me escutar?

- Se você souber sussurrar - respondi, com a voz baixa, rouca.

Ficamos ali, tão próximos que eu podia sentir o perfume leve dela. Um cheiro doce, limpo, nada exagerado. Ela mordeu o lábio de leve e deu um passo para o lado, rompendo o momento como se ainda lutasse contra o óbvio.

- Estão nos esperando na mesa...

- Que bom que a noite ainda não acabou.

Ela se virou e voltou pro salão.

E eu fiquei parado ali, sorrindo como um predador que acabou de marcar sua presa

Camila podia até ser a filha errada...

Mas já era minha.

Voltei pro salão com passos firmes, mas a cabeça... já não estava na conversa. Não conseguia prestar atenção no que diziam. Os rostos à mesa se moviam, sorrisos se abriam, taças se erguiam - mas tudo o que importava era o olhar dela

Camila.

Ela estava sentada ao lado da irmã, com as mãos repousando sobre o colo e o olhar baixo. Fingia não me ver. Mas a respiração acelerada, o leve tremor dos dedos... entregavam tudo.

Quando cruzei a sala, senti. Ela levantou os olhos. Rápido. Discreto. Mas o bastante.

Olhei de volta.

E então começou.

O jogo dos olhos.

Os nossos se cruzaram por segundos longos demais. Aqueles segundos em que o tempo parece segurar o fôlego. Ela desviou primeiro, tentando parecer indiferente, mas mordeu o canto do lábio. Aquele gesto pequeno, mas perigoso, que me fez apertar a taça com mais força.

Durante o brinde do meu pai, eu ainda a observava.

Ela não me olhava diretamente, mas me via. Sentia. Toda vez que alguém ria de uma piada sem graça, Camila aproveitava pra me lançar um olhar rápido, como se estivesse roubando um momento que não lhe pertencia.

E eu deixava.

Deixava ela me olhar.

Deixava ela se perder.

Porque era isso que estava acontecendo.

Ela estava caindo, mesmo sem entender o motivo. E eu? Já estava lá embaixo esperando.

Camila era o proibido. O erro.

Mas quanto mais errada ela era... mais certo eu me sentia perto dela.

Capítulo 3 Eu não podia me apaixonar por ele

Camila narrando

Eu sempre sonhei em me casar.

Sonhava com vestido branco, véu esvoaçante, uma cerimônia no jardim, cheia de flores e promessas sinceras. Sempre fui assim... romântica, sonhadora. O tipo de garota que acredita que o amor verdadeiro existe, mesmo num mundo onde todos parecem rir disso.

Então, quando ouvi a notícia na sala, senti o coração acelerar.

- Catarina vai se casar - minha mãe disse, com um sorriso orgulhoso nos lábios.

Minha irmã, a mais velha. A preferida

Ela estava sentada ao lado, com um copo de vinho na mão, e deu de ombros como se aquilo não fosse nada demais.

- Não é exatamente meu sonho, mas... é o que esperam de mim - respondeu ela, casualmente.

Me doeu ouvir aquilo. Porque pra mim, casamento sempre foi um sonho. Pra ela... apenas um acordo. Mais um passo dentro de um plano familiar.

Engoli em seco e sorri, como sempre faço.

O tempo passou rápido desde então. E quando o dia do jantar chegou, eu ainda tentava fingir que era só mais um compromisso.

Mas alguma coisa dentro de mim... estava inquieta.

Vesti um modelo claro, discreto. Como sempre. Não era pra mim que as atenções estariam voltadas. E tudo bem. Eu já tinha me acostumado a ser o fundo da pintura. Aquela que observa.

Mas então... ele chegou.

Jefferson.

O homem que minha irmã ia se casar.

E naquele instante, minha respiração falhou.

Alto. Imponente. De olhar escuro e expressão fria. Ele não parecia caber naquele ambiente engessado. Não sorria com facilidade, nem se curvava pra agradar. Carregava uma presença pesada, firme, quase... perigosa.

E mesmo assim... meus olhos foram direto para ele.

Não consegui evitar. E o pior: ele também me olhou.

Um olhar preso no meu. Um olhar que não era de cunhado. Não era educado. Era um olhar de quem me via de verdade, como mulher.

Senti o coração bater mais forte. O rosto esquentar.

E pela primeira vez... me senti errada.

Errada por querer ser vista por ele.

Errada por imaginar, mesmo por um segundo, que poderia ser eu ao lado dele. Eu, e não Catarina. Eu com aquele olhar preso em mim.

Naquele jantar... eu descobri duas coisas:

Primeiro, que meu sonho de casamento ainda morava aqui dentro.

E segundo... que ele não era mais puro.

Porque agora, ele tinha o rosto - e os olhos - de Jefferson.

O homem da minha irmã.

O homem que eu não podia desejar.

Mas já desejava.

Depois de alguns minutos no jantar, eu precisava respirar.

A sala estava cheia de sorrisos forçados, brindes vazios e expectativas pesadas demais para mim. Catarina parecia à vontade, como se já tivesse aceitado seu destino. E talvez tivesse mesmo. Ela sempre foi forte, decidida, segura de si.

Eu? Eu só queria sair dali.

Levantei da mesa com a desculpa de ir ao banheiro e me permiti andar devagar pelos corredores da mansão. Aqueles quadros antigos nas paredes me observavam como juízes silenciosos, como se soubessem que algo dentro de mim estava errado.

Foi quando virei a esquina... e dei de cara com ele.

Jefferson.

Parado, imponente, como se o corredor fosse dele. Meus pés travaram. Meu coração disparou.

- Perdão... eu não sabia que tinha alguém aqui - murmurei, quase sem ar.

- E não tem. Só eu. E agora... você - ele respondeu, com a voz baixa, firme. Perigosa.

Senti um arrepio subir pelas costas.

Eu deveria ter recuado. Deveria ter sorrido e voltado pra sala. Mas fiquei ali, como se alguma força invisível me mantivesse presa. Os olhos dele estavam nos meus, intensos, fundos, como se me atravessassem. Eu nunca tinha sido olhada assim.

Nunca.

Tentei puxar conversa. Dizer qualquer coisa pra amenizar o clima.

- Foi um bom jantar - comentei, fraca, como se isso pudesse nos salvar daquele silêncio.

- Foi. Mas você não disse quase nada.

Sorri de canto, sem graça.

- Acho que... eu não sei muito o que dizer quando todos esperam que eu apenas sorria e fique calada

Ele deu um passo pra frente. O corredor pareceu encolher.

- Engraçado... você parece ter muito a dizer. Só não encontrou quem te escute.

Ergui os olhos devagar. E foi aí que aconteceu. O mundo parou. E só existia ele. E eu. E aquele olhar de prender a alma.

- E você? Vai me escutar? - perguntei, sem nem pensar.

Ele inclinou levemente a cabeça, e o tom da voz dele desceu como um sussurro direto na minha pele:

- Se você souber sussurrar...

Senti o sangue esquentar. Mordi o lábio. Me obriguei a dar um passo para o lado, quebrando o feitiço. Eu precisava fugir dali antes que cometesse o erro que meu corpo já implorava pra cometer.

- Estão nos esperando na mesa... - sussurrei.

- Que bom que a noite ainda não acabou.

Virei as costas e caminhei de volta, sentindo o peso dos olhos dele nas minhas costas. Meu coração não desacelerava. Minha mente gritava.

Era errado.

Mas era real.

Jefferson era o noivo da minha irmã.

Mas aquele corredor... me fez sentir como se fosse só meu.

Depois voltamos pra sala, mas o clima não tava mais o mesmo eu peguei e fui para o quarto um dos quartos que a gente for hospedado na mansão de Marino

Fechei a porta do quarto devagar, como se o silêncio pudesse esconder o caos que eu carregava por dentro.

Apoiei as costas na madeira fria e respirei fundo. Não adiantou. O peito ainda doía. O coração ainda batia acelerado. A imagem dele ainda estava aqui... cravada na minha pele, nos meus olhos, na minha boca que ardeu de vontade.

Jefferson.

O nome ecoava dentro de mim como um pecado.

Passei as mãos pelo rosto, tentando apagar aquele momento do corredor. Aquela voz baixa. O olhar que me prendeu. A presença dele tão perto, tão intensa, tão errada.

Mas era impossível esquecer. Meu corpo inteiro ainda tremia por dentro.

Caminhei até a janela, olhando a noite lá fora. Tudo estava quieto. As luzes da mansão refletiam nas árvores do jardim, e a lua parecia me observar com julgamento. Como se soubesse o que eu estava sentindo.

- Por que ele? - sussurrei para mim mesma.

Por que logo ele?

O noivo da minha irmã. O homem que deveria ser apenas mais um nome em um papel, parte de um acordo entre famílias. Um futuro cunhado. Um estranho.

Mas não era.

Jefferson era diferente de tudo que eu já conheci. Ele me olhou como ninguém nunca me olhou. Me escutou como se eu fosse importante. Me fez sentir... viva. Mulher. Desejada.

E isso me destruiu por dentro.

Eu me sentei na cama, abraçando os joelhos. A cabeça encostada nas pernas, os olhos ardendo.

Eu não podia me apaixonar por ele.

Eu sabia disso.

Mas o coração, esse traidor silencioso, não se importa com regras, promessas ou alianças. Ele só sente. E o que eu senti hoje... foi forte demais pra ignorar.

O problema é que, pela primeira vez, meu sonho de amor tem um rosto.

E esse rosto... tem o nome do homem que minha irmã vai se casar.

Jefferson.

E eu?

Eu estou perdida.

- E você? Vai me escutar? - perguntei, sem nem pensar.

Ele inclinou levemente a cabeça, e o tom da voz dele desceu como um sussurro direto na minha pele:

- Se você souber sussurrar...

Senti o sangue esquentar. Mordi o lábio. Me obriguei a dar um passo para o lado, quebrando o feitiço. Eu precisava fugir dali antes que cometesse o erro que meu corpo já implorava pra cometer.

- Estão nos esperando na mesa... - sussurrei.

- Que bom que a noite ainda não acabou.

Virei as costas e caminhei de volta, sentindo o peso dos olhos dele nas minhas costas. Meu coração não desacelerava. Minha mente gritava.

Era errado.

Mas era real.

Jefferson era o noivo da minha irmã.

Mas aquele corredor... me fez sentir como se fosse só meu.

Depois voltamos pra sala, mas o clima não tava mais o mesmo eu peguei e fui para o quarto um dos quartos que a gente for hospedado na mansão de Marino

Fechei a porta do quarto devagar, como se o silêncio pudesse esconder o caos que eu carregava por dentro.

Apoiei as costas na madeira fria e respirei fundo. Não adiantou. O peito ainda doía. O coração ainda batia acelerado. A imagem dele ainda estava aqui... cravada na minha pele, nos meus olhos, na minha boca que ardeu de vontade.

Jefferson.

O nome ecoava dentro de mim como um pecado.

Passei as mãos pelo rosto, tentando apagar aquele momento do corredor. Aquela voz baixa. O olhar que me prendeu. A presença dele tão perto, tão intensa, tão errada.

Mas era impossível esquecer. Meu corpo inteiro ainda tremia por dentro.

Caminhei até a janela, olhando a noite lá fora. Tudo estava quieto. As luzes da mansão refletiam nas árvores do jardim, e a lua parecia me observar com julgamento. Como se soubesse o que eu estava sentindo.

- Por que ele? - sussurrei para mim mesma.

Por que logo ele?

O noivo da minha irmã. O homem que deveria ser apenas mais um nome em um papel, parte de um acordo entre famílias. Um futuro cunhado. Um estranho.

Mas não era.

Jefferson era diferente de tudo que eu já conheci. Ele me olhou como ninguém nunca me olhou. Me escutou como se eu fosse importante. Me fez sentir... viva. Mulher. Desejada.

E isso me destruiu por dentro.

Eu me sentei na cama, abraçando os joelhos. A cabeça encostada nas pernas, os olhos ardendo.

Eu não podia me apaixonar por ele.

Eu sabia disso.

Mas o coração, esse traidor silencioso, não se importa com regras, promessas ou alianças. Ele só sente. E o que eu senti hoje... foi forte demais pra ignorar.

O problema é que, pela primeira vez, meu sonho de amor tem um rosto.

E esse rosto... tem o nome do homem que minha irmã vai se casar.

Jefferson.

E eu?

Eu estou perdida.

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