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A escrava comprada pelo príncipe

A escrava comprada pelo príncipe

Autor:: Leidy Gomez
Gênero: Romance
Ela me colocou no centro da praça e começou a realizar um leilão com os homens que estavam lá. - Vendo essa escrava, por uma moeda de bronze. Uma moeda de bronze? Eu me perguntava, o mais barato, estou com tanto medo. - Dou três moedas de bronze - levantou a voz um homem velho. - Dou dez moedas de bronze pela moça - outro homem barrigudo com os dentes amarelos, rindo olhando para o meu corpo. - Compro a escrava por uma moeda de ouro. - Todos olharam com um olhar de surpresa, o homem estava com uma capa preta e capuz, não dava para ver seu rosto. - Você quer dar uma moeda de ouro para uma escrava como esta, sem valor? - Perguntou incrédula a senhora Alba. - É isso mesmo que você escutou. - Então está vendida.

Capítulo 1 A procura de uma esposa

1ª Edição Copyright ©️ 2024 por Leidy Gomez Capa: Leidy Gomez Ilustração: Leidy Gomez Revisão: Leidy Gomez Edição: Jean Ferreira e Leidy Gomez @autoraleidygomez

Esta é uma obra de ficção criada totalmente pela imaginação da autora, qualquer semelhança com nomes, personagens, lugares e fatos são mera coincidência.

Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes - tangíveis ou intangíveis - sem prévia autorização da autora.

A violação dos direitos autorais é crime, estabelecido na lei nº 9.610/98, punido pelo artigo 184 do código penal.

Nota do Autor

Quando eu estava escrevendo o meu primeiro livro comecei a pensar em uma obra específica, mas para escrever ela eu precisava criar esta primeira, os personagens eram marcantes na minha mente, principalmente o vilão.

Nossa vida é uma vida complicada de muito trabalho e estudo, ler histórias de fantasia ou qualquer outra que seja do seu interesse te coloca em um mundo diferente e te deixa longe de toda a dificuldade que você está vivendo.

Se você está passando por um momento difícil e precisa superar, essa obra é perfeita para você, ela contará a jornada de uma simples escrava, maltratada que venceu todos os obstáculos, e se tornou um grande uma rainha.

"Adorava se perder entre as páginas do livro.

Em dias em que a realidade parecia pesada demais para suportar, as histórias eram sua salvação." Ben Oliveira

AMÉLIE

Eu não entendo como acabei dessa forma fui vendida muita nova por míseras moedas de

prata, acredito que era isso que eu valia para os meus pais, eu não me lembro de seus rostos, nem sei se eu tinha irmãos ou irmãs, o que eu sei agora é que eu sou escrava em um pequeno vilarejo chamado Raste no Reino de Armir.

- Amélie vem aqui garota, você ainda não limpou o quarto da Ava.

- Desculpe, senhorita Alba, eu estava limpando o seu quarto.

- Não quero desculpas, faça o que eu estou te mandando, assim que terminar vai ao mercado do meu marido e traga alguns legumes para o jantar.

- Sim senhora - a jovem abaixa a cabeça em sinal de reverência.

Adoro quando a senhora Alba me manda ir ao mercado assim posso olhar as belezas do vilarejo, quando eu terminei de arrumar tudo que a senhora Alba mandou fui fazer as compras, eu ando bem devagar para poder observar cada detalhe, a brisa, as flores que estão sempre a crescer com o encanto do verão.

- Senhor Gerald, sua esposa pediu para que eu levasse alguns legumes para o jantar.

- Aquela mulher sempre quer tudo do nosso mercado assim não sobra para ninguém comprar, por isso ela está daquele tamanho, toma leve para ela esses legumes aqui.

- Sim senhor.

Voltei observando o sol da tarde que estava se pondo atrás da linda montanha.

- Cheguei com os legumes, senhora.

- Esses foram os legumes que ele te deu? Não tinha nada melhor, vamos para a cozinha fazer a janta.

Era para eu fazer a janta sozinha só que a senhora Alba gosta de comer muito e eu não dou conta de fazer tudo sozinha.

- Você não limpou os legumes direito, você é tão incompetente por isso seus pais te venderam.

- Desculpe senhora, não vai se repetir.

- Arrume as mesas e suma da minha frente, coma as sobras no seu quarto.

O que ela chama de quarto era um pequeno espaço que eu cobria com panos para ter um pouco de privacidade, sempre comia todas as sobras, nunca me sentei junto a eles na mesa.

- Acorda preguiçosa.

A senhora Alba me acordou com um banho de água gelada, as vezes acabo dormindo demais pelo cansaço do dia anterior.

- Amélie vem até o meu quarto agora.

- Senhorita Ava no que posso ajudar?

- Me ajude a colocar meu vestido, tenho um baile importantíssimo para ir, talvez eu encontre meu tão sonhado marido.

Como eu queria participar dos bailes do vilarejo, mas eu sou tão feia e nem tenho um sobrenome, quem seria o louco que se casaria comigo? A senhora Ava é perfeita, cabelos sedosos, cintura fina e pele radiante, os vestidos enormes que ela escolhia apesar de ser pavoroso ainda sim fica lindo por conta de sua aparência.

- E aí como eu fiquei?

- Está perfeita senhora Ava.

- Minha querida filha está crescendo, logo encontrará um lindo marido.

Talvez eu tenha um pouco de inveja dela, ou melhor inveja de todas as meninas que podem ter tudo o que eu não tenho.

- O que tanto observa Amélie, ande pegue meus sapatos.

Os sapatos eram extravagantes assim como o vestido, a senhorita Ava sempre gostou de chamar atenção em todos os lugares que ela ia.

- Aqui estão eles, senhora.

Uma carruagem veio buscar a senhora Ava, eu a ajudei entrar na carruagem, na verdade todos tiveram que ajudar a empurrar o vestido dela que estava agarrado na porta da carruagem.

- Empurra mais fortes está quase entrando - disse Ava.

Empurramos com bastante força a anágua do vestido que era muito volumosa, um último empurrão fez com que ela entrasse com tudo dentro da carruagem.

- Graças a Deus consegui entrar.

- Filha, conquiste algum marido, quero eles batendo na porta amanhã.

- Pode deixar mamãe minha beleza estonteante vai atrair vários maridos.

Realmente vai atrair muita gente com esse vestido, a carruagem se foi e os pais de Ava ficaram observando-a indo pedindo em orações que ela encontrasse um marido, todos as filhas das vizinhas já tinham se casado, tinha apenas Ava que não encontrou ninguém apesar dos inúmeros bailes que ela frequentava.

Quem está batendo na porta a essa hora? Era o que Alba se perguntava assim que acordou pela manhã.

- Amélie abre a porta.

Quando abri a porta tinha um homem alto segurando flores procurando pela senhorita Ava.

- Queria falar com os pais de Ava, eles estão?

- Estamos aqui, por favor entre - Alba esboçava um sorriso emocionante enquanto arrumava a roupa que acabara de colocar.

- Deixe-me apresentar eu sou o duque Vitório Bianchi de Laska, vi sua filha no baile ontem e achei encantadora, queria conversar mais com vocês sobre ela.

- Claro, ela já está descendo, Amélie manda Ava descer o mais rápido possível.

Entrei no quarto e Ava já estava se trocando, ela conseguia escutar tudo do quarto dela, estava pulando de felicidade pela chegada do homem.

- Estou tão feliz, ontem ele me chamou para dançar, eu sabia que alguém ia se encantar por mim.

Ela desceu na maior felicidade, o homem entregou a ela o lindo buquê e disse que ela estava linda.

- Eu estou simples demais comparado com ontem, fico até com vergonha de você me ver assim.

- Eu te acho ainda mais bela assim como você está - disse o lorde.

- Nossa filha casada com um lord, isso é tão maravilhoso.

- Quero me casar o quanto antes e trazer grandes herdeiros para a minha família.

Já sei que meu trabalho vai dobrar daqui para frente, o primeiro casamento da família, Ava é a filha única, trazer netos homens vai ser importante.

- Amélie não fique aí parada, traga pão, biscoitos e suco para o senhor.

Fiz o que a senhora me mandou, deixei a mesa arrumada, pena que não pude ficar, mas da cozinha eu conseguia escutar algumas coisas que eles falavam, parece que a festa vai ser no jardim da grande casa do duque que fica aqui no vilarejo, o problema é que o duque não é daqui então Ava terá que sair do reino de Armir e ir para o reino de Laska, a senhora Ava terá uma dama de companhia, seria ótimo se eu deixasse o título de escrava para dama de companhia.

Hoje a cidade está um grande alvoroço, todos estão dizendo que o príncipe Erik o primeiro na linha de sucessão ao trono está chegando no vilarejo, ele está passando por todos os lugares do reino para mostrar ao povo que eles estão seguros.

- Vamos lá fora, o Príncipe está chegando. Alba chamou todos para apreciarem a presença do príncipe.

Eu estava tão curioso para saber como ele é, ele estava em uma carruagem cravejada de ouro e outras pedras preciosas, tinham muitas pessoas na rua está difícil de observar com atenção a carruagem, ela parou bem no meio da rua e as mulheres tentavam se aproximar mas os guardas não deixavam, o príncipe desceu da carruagem o dia estava ensolarado e a claridade batia bem em cima dele, seus cabelos loiros brilhavam ainda mais, seus olhos eram azuis como o mar, tão alto que eu me sinto uma formiga, seu corpo forte como se tivesse entrado em várias batalhas para proteger o reino, o que eu duvido um pouco, as mulheres não paravam de chamar por ele tentando atrair sua atenção, até a Ava que já está prometida estava lá se atirando pra cima do príncipe.

- Peço a atenção de todos, meu pai o Rei Zachary me enviou para certificar se todos os vilarejos estão dentro dos conformes, ele quer mostrar que se preocupa com os moradores do reino, e eu quero me apresentar como o futuro rei de Armir.

Ele veio aqui só para dizer isso e ir embora? Isso não é agradável, existem várias pessoas aqui pagando impostos altíssimos enquanto passam fome, eles deveriam dar mais atenção aos vilarejos, as mulheres estão quase se jogando para cima dele.

- Eu ouvi dizer que o príncipe está procurando uma noiva, será que ele não veio aqui para achar uma?

- É claro que não, ele provavelmente já deve estar prometido a alguma princesa

- Cochichavam as mulheres do vilarejo

A carruagem foi embora seguindo caminho para o próximo vilarejo.

- Mãe ele é tão perfeito, por que não chamamos ele para o baile do vilarejo?

- Ava você acha mesmo que o grande príncipe Erik iria vir em um simples baile? E eu não sei por que você está tão preocupado com isso já que seu casamento está chegando.

- Sim, é verdade, eu vou levar Amélie comigo no ateliê de madame Rose, preciso trocar todo o meu armário.

- Só não gaste uma fortuna em vestidos, lembre-se que quando você se casar terá bastante dinheiro para usar os melhores vestidos - disse Alba.

- Está bom mamãe, vem Amélie, preciso de você para segurar minhas roupas.

- Sim senhora.

Madame Rose recebe a Ava sempre de braços abertos, eu sempre recebo olhares de desprezo.

- Ava o que essa escrava está fazendo aqui dentro? E ainda com essa roupa, vai assustar minhas clientes.

- É a única coisa que ela tem para vestir, preciso dela para carregar minhas roupas.

- Eu ouvi dizer que vai se casar com o lorde, é verdade? - Perguntou Sabina, uma das filhas do comerciante mais famoso aqui do vilarejo.

- Eu vou sim, felizmente eu fui a escolhida e chamei atenção do lorde Vitório de Laska.

- Também com aquele vestido quem não chamaria a atenção dele.

Ava e Sabina sempre estão brigando por alguma coisa, as duas são filhas de comerciantes, a diferença é que o pai de Sabina é bem mais rico que o senhor Gerald.

- Madame Rose quero vestidos novos e quero comprar alguns vestidos que você já tem pronto - disse Ava.

Madame Rose tirou todas as suas medidas para fazer os vestidos exclusivos para a Ava, eu tive que voltar carregando todas as sacolas com os enormes vestidos que a Ava tinha escolhido, ela sempre pega vestidos tão extravagantes.

- Ava querida se arrume bem para essa noite, os pais do lorde virão para jantar conosco, Amélie vai para cozinha e comece a preparar a janta.

Eu queria apenas um descanso meu braço está doendo de carregar todas aquelas coisas, comecei a preparar a janta, hoje a senhora Alba não irá fazer comigo porque ela está ajudando a filha a se arrumar para o jantar, ela deixou separado na cozinha um frango inteiro, batatas e ingredientes para fazer biscoitos, depois de horas fazendo tudo Alba veio ver como estava ficando.

- O frango ficou bem assado, os biscoitos você pode colocar recheio de doce de pêssego por cima.

- Sim senhora.

Parece que o lorde chegou com seus pais, felizmente a mesa já estava arrumada com a janta.

- Bem-vindo a nossa casa, aqui está nossa filha Ava. - Alba pegou Ava colocando-a como o centro das atenções.

- Muito linda por sinal. Eu sou Vitório I Duque de Laska, essa é a minha esposa Duquesa Bianca.

- Prazer em conhecê-los, eu sou Gerald e essa é minha esposa Alba.

- Fiquei à vontade em nossa casa, vamos para a sala de jantar eu preparei uma refeição maravilhosa para vocês.

- Amélie traga vinho para os convidados - pediu Alba.

Levei vinho e servi cada um dos convidados, percebi alguns olhares intensos do senhor Gerald para o meu vestido desleixado enquanto eu servia o vinho, quando eu era mais nova o senhor Gerald já tentou tirar o meu vestido, mas a senhora Alba não deixou que ele mexesse comigo, ela sempre fica de olho nele desde então e eu tento ficar o mais longe possível.

- Amélie traga mais molho para o frango.

- Sim senhora Alba.

- Então, você sabe falar alguma outra língua?

Com curiosidade perguntou o senhor Vitório

- Ela não sabe falar outra língua, mas ela sabe tocar piano como ninguém, depois da janta ela pode tocar para vocês.

- Mamãe deixa que eu responda as perguntas.

- Nós podemos ensinar tudo o que ela precisa para ser uma Lady, ela já está preparada para ir embora para Laska?

- Sim Duquesa, vamos sentir muita falta da nossa querida filha, mas ela precisa crescer.

- Percebi que você não tem nenhum filho homem, um herdeiro será muito importante para sua família. - Preocupada perguntou a Duquesa.

- Não tive mais filhos, consegui apenas ter Ava, mas pode ficar tranquila que Ava dará muito filhos para o lorde.

- Assim espero. Então podemos marcar a data do casamento?

- Claro que sim, duque - disse Alba.

- Então o casamento será daqui a 3 dias.

- Nossa tão rápido, eu e minha esposa vamos fazer o possível para nossa filha estar pronta.

Depois do jantar, Ava tocou piano, eu sempre admirei esse lado dela, ela se esforçou bastante para aprender piano e conquistar um marido. Depois de todos irem deitar eu fui verificar se tudo estava organizado percebi que o quarto de Ava estava aberto, quando entrei não tinha ninguém, para onde ela foi a essa hora?

Erik

Eu estou afadigado com esse reino, eu não posso fazer nada do que eu quero, minha família sempre está atrás de mim me vigiando.

- Desculpa príncipe, mas o rei Zachary me pediu para te vigiar - disse Benny.

- É por isso que eu sempre fujo para algum lugar.

- Príncipe Erik o Rei mandou se apresentar na sala do reino.

O que esse velho quer comigo agora?

- Sim querido rei, mandou me chamar? - disse o príncipe Erik.

- Erik, eu e sua mãe decidimos e você vai se casar com sua prima, princesa de Laska.

- Vocês decidiram? E quando eu irei decidir alguma coisa?

- Você não pode falar assim com o seu pai Erick, é a terceira vez que você recusa um casamento. - Falou furiosa a rainha Judite.

- Vocês sempre estão decidindo a minha vida por mim, eu não irei me casar com a minha prima, eu irei fugir como eu fiz das outras vezes.

- Você vai se casar sim nós estamos mandando, não é como se você tivesse opção.

- Mamãe eu prefiro morrer a me casar com a minha prima, ela é tosca, dessa vez eu tomo veneno.

- Como você pode dizer isso para a gente? - indagou o rei.

- Senhor rei, eu o quero lhe dar uma condição, deixe eu escolher com quem irei me casar, se eu encontrar a mulher me casarei o mais rápido possível - disse o príncipe.

- Se esse for o jeito de te fazer casar com alguém, talvez eu aceite essa condição, mas primeiro você precisa trazer a mulher para a gente aprovar.

- Eu irei trazer ela, mas antes eu preciso andar por todos os vilarejos para encontrá-la.

- Meu filho você não irá trazer uma indigente para debaixo do nosso teto?

- Não mamãe, eu encontrarei alguma Lady ou Duquesa com certeza.

- Enquanto estiver andando pelos vilarejos não diga que você está encontrando uma esposa, diga que você está a ordem do rei para ver se todos estão bem.

- Pode deixar Rei.

- Também não vá para o último vilarejo, apenas pela área nobre dos vilarejos mais perto.

- Tudo bem mamãe.

- Benny irá com você.

Eles sempre colocam um guarda para me seguir, o que eles não sabem é que vou escolher a mulher que eu quiser, não ligo para títulos e se eles não aceitar quem eu escolher eu não me caso, a carruagem chegou e a gente foi em destino ao primeiro vilarejo do ouro, ele tem esse nome porque lá onde se encontra ouro que é levado para o castelo, esse vilarejo é o mais rico e demora pelo menos 2 dias para chegar nele.

-Sua alteza acorda, chegamos no Vilarejo de Ouro.

- Estava na hora não aguento mais ficar aqui dentro.

O primeiro vilarejo é refinado, com muitas vendas de pedras preciosas, as mulheres daqui são belas, irei dizer a mesma coisa em todos os vilarejos, minha mãe adoraria que eu encontrasse uma esposa aqui, muitos lordes moram nessa área por conta da nobreza.

- Peço a atenção de todos, meu pai o Rei Zachary me enviou para certificar se todos os vilarejos estão dentro dos conformes, ele quer mostrar que se preocupa com os moradores do reino, e eu quero me apresentar como o futuro rei de Armir.

Eu nem precisava falar nada, o povoado me ama, as mulheres estão sempre ao meu redor mas nenhuma me encantou.

- Vamos Benny, me leve até a casa real que existe aqui no vilarejo.

Em cada vilarejo existe uma casa para os nobres do reino se instalarem, de um vilarejo para o outro não é muito perto, quando cheguei em casa só queria deitar mas lembro-me que tenho que escolher uma esposa o mais rápido possível que seja do meu agrado.

- Benny, escolha mulheres diferentes e traga aqui, irei realizar uma avaliação com cada uma delas, lembre-se de não escolher nenhuma mulher que seja filha de lordes.

- De que tipo de mulher o senhor gosta?

- Mulheres ousadas, que sabem o que querem da vida.

- Pode deixar senhor.

Algumas horas depois Benny chegou trazendo 10 mulheres que de acordo com ele foi o que eu pedi, uma delas estava andando descalça.

- Eu irei realizar uma avaliação com cada uma de vocês separadamente, Benny leve as outras para a outra sala.

- Oi príncipe eu sou Ana, falaram que você queria uma mulher diferente para se casar, eu sei muito bem do que você quer. - A moça tentou agarrar o príncipe.

- Não é isso o que eu quero, não gostei de você, pode ir embora.

Essa mulher fede a bebida.

- Benny quem era essa mulher louca? - Perguntou o príncipe.

- Ela é prostituta.

- Por que diabos você trouxe uma prostitua? - Indagou o príncipe.

- Você disse que queria uma mulher diferente - disse Benny.

- Quantas ali são prostitutas? - Perguntou o príncipe.

- A metade.

- Desclassifica a metade então - disse o príncipe.

Eu não quero me casar com uma mulher da vida, isso seria um bom castigo para os meus pais, mas ainda sim nessa parte sou leal a eles, preciso de uma mulher pura, falei com todas as outras mulheres que sobraram e nenhuma delas me agradou.

- Benny vamos descansar agora, amanhã seguiremos viagem para o próximo vilarejo.

Ao amanhecer seguimos viagem, demorou um dia, chegamos no segundo vilarejo o Vilarejo Raste, aqui o foco é no comércio de todos os tipos, neste local você pode encontrar de tudo, existem muitos nobres vivendo nessa área também, como no outro vilarejo, já tem muita gente me esperando à notícia de que eu estou viajando pelos vilarejos chega rápido, desci da carruagem e tinha o triplo de mulher aqui querendo me agarrar, falei bem rápido o que tinha para falar e fui para casa.

- Benny vamos fazer o mesmo que da primeira vez, desta vez traga mulheres interessantes para mim.

Benny chegou com algumas mulheres, uma delas me chamava atenção, mas não era atração e sim desespero um vestido gigante com muitas flores, isso não me agrada nenhum um pouco.

- Eu sou Emma, meu pai é muito famoso aqui na região, eu sou a esposa perfeita para você, fique comigo e não se arrependerá.

A mulher sorria feito uma doida para mim, não quero dormir ao lado dela para o resto da minha vida.

- Próxima.

Chegou mais uma doida, Benny não entende mesmo o que eu quero, as outras meninas estavam empurrando o vestido gigante dela para ela conseguir passar pela porta.

- Desculpe a inconveniência agora, eu sou Ava prazer em conhecê-lo fiquei sabendo que estava à procura de uma esposa e estou aqui para me apresentar.

- E esse vestido? - Perguntou o príncipe.

- Ele é lindo, não é?

- Não, não é, próxima.

Imagina me casar com alguém que adora se vestir igual um saco de batatas, não dá, acabaram as moças e mais uma vez eu não me interessei por nenhuma, amanhã seguirei viagem para mais um vilarejo a fim de encontrar uma esposa que alegre meus olhos.

- Benny, vamos para o próximo vilarejo.

O próximo vilarejo se chama Lina demorou 5 dias para chegar aqui, ele tem foco na agricultura, plantação e animais, aqui vivem muitos fazendeiros, muitos buscam por essa área do Reino para ter uma vida relaxante, temos uma linda casa de campo aqui. Diferente dos outros vilarejos aqui não há muitas mulheres, as meninas são mais desarrumadas e fedem a coco de vaca, repeti a mesma frase e fui para a minha casa de campo, desta vez Benny me trouxe apenas duas mulheres. A primeira mulher cantou a música da cidade e tocou usando uma harmônica, a segunda falou que por dia tira mais de dez litros de leite, e como já era esperado eu recusei as duas.

Segui viagem para o quarto vilarejo chamado Dravilo voltado para Medicina, muitos médicos dessa região já salvaram a vida de pessoas do Reino, eles são habilidosos, demorou quatro dias para chegar neste vilarejo. Fui recebido com reverência e respeito, as mulheres não ficaram tentando chamar a minha atenção a todo custo, parece que eu gosto daqui, repeti a mesma frase e fui para casa. Benny trouxe 4 lindas mulheres desta vez, as três primeiras mulheres eram tranquilas e educadas, mas a quarta mulher era misteriosa me deixou com uma pulga atrás da orelha.

- Eu sou Dania, aprendiz de médico ajudo os pacientes daqui e dos outros vilarejos.

Ela é alta, cabelo negro grande, pele parda, seu corpo tem curvas maravilhosas que me faz querer ficar olhando.

- Ser mulher do Príncipe vai te trazer grandes responsabilidades.

- Eu já tenho muitas responsabilidades, tenho que conviver com pessoas doentes todos os dias, muitos aqui estão pegando varíola e morrendo, ser esposa do príncipe vai me dar uma vida confortável - disse a moça.

- Eu não falei isso como se o seu trabalho não fosse importante.

Um barulho estrondoso surgiu na sala principal com um homem entrando, Benny queria matar ele usando a espada, mas eu não deixei.

- Dania, o que você está fazendo aqui?

- Você é o pai dela? - Perguntou o príncipe.

- Eu sou o marido dela.

- Eu estou aqui para me casar com o príncipe, ele vai me dar uma vida confortável, estou cansada de ver tanta gente doente.

- Você é casada? Então eu não quero nada com você.

- Viu o que você fez entrando aqui, perdi a minha oportunidade com o príncipe.

- Tire esses dois daqui Benny.

Benny tirou eles, achei que tinha encontrado a minha parceira, mas pelo visto não, odeio mulheres mentirosas, minha última opção é ir até o último vilarejo em que fui proibido de ir. Benny amanhã iremos para Viene. - Mas Príncipe o Rei proibiu sua ida para este vilarejo

- Eu vou mesmo assim.

O próximo vilarejo chamado Viene não tinha foco em nada demorou apenas algumas horas para chegar aqui, era o último, as pessoas daqui são extremamente pobres, quando minha carruagem chegou as pessoas estavam implorando por comida. Não entendo por que os outros vilarejos são tão ricos? e aqui é assim, quando eu for Rei vou dividir a renda para que chegue deste lado do vilarejo também, eu nem sai da carruagem, pedi para Benny dar um pouco do dinheiro que a gente tinha para os pedintes e fomos embora, parece que terei que me casar com a minha prima mesmo, para chegar no Reino tenho que passar por todos os outros vilarejos.

Capítulo 2 Vendida como um objeto

AMÉLIE

Eu vi quando Ava voltou para casa, ela parecia frustrada. O grande dia do casamento de Ava chegou e eu estou preparando junto com várias outras cozinheiras contratadas pelo Duque Vitório I, estamos aqui faz horas a senhora Alba quer tudo perfeito para o casamento da filha, ela já deixou avisado que servirei bebidas para os convidados.

Na hora que o casamento começou eu fiquei escondida para assistir, a senhorita Ava estava linda desta vez, destacando ainda mais a sua beleza, a Duquesa escolheu o vestido dela porque o que ela tinha escolhido era tenebroso, as outras mulheres do vilarejo estavam invejando-a, todas estavam disputando pelo príncipe, mas foi a senhora Ava que conseguiu fisgar ele. Eles fizeram os votos e saíram com um grande sorriso, acredito que este casamento vai ser muito próspero.

- Escrava, temos que começar a servir a comida, para de ficar vigiando o casamento, você está aqui para trabalhar. - A cozinheira estava um pouco brava.

- Sim senhora.

Eu sempre me calei e respondi "Sim, senhora" para tudo, eu sou completamente submissa porque tenho medo de ser jogada no lixo de novo, hoje eu estou com uma roupa mais apropriada, estou me sentindo uma dama de companhia pena que é só até o casamento acabar.

Servi vinho, sucos de todos os tipos, logo me entregaram bandejas com bolos, biscoitos. As pessoas cumprimentavam o lorde e a Ava que agora é uma Lady. Eu estava tão atenta observando tudo que não percebi uma mulher que vinha na minha direção dançando e esbarrou em mim, eu caí e a bandeja de bolo que eu segurava acabou caindo toda no meu rosto. - Olha por onde anda, faça seu trabalho direito. - A moça estava muito brava com o ocorrido, mas a bandeja caiu em cima de mim e não dela.

- Amélie, limpa tudo isso agora não me faça passar vergonha no casamento da minha filha.

- Mil perdões senhora, vou arrumar tudo o mais rápido possível.

Todos voltaram a dançar como se nada tivesse acontecido, no final do casamento uma carruagem buscou Ava e Vitório e os levaram para Laska, Alba estava chorando feito um bebê - Minha menina foi embora, agora eu estou sozinha nesta casa. - O senhor Gerald tentava acalmá-la dizendo que ela está com um bom homem, agora nada lhe faltará.

A casa agora parecia mais vazia, realmente a senhora Ava está fazendo falta, o quarto dela está vazio. Comecei a perceber que os olhares do senhor Gerald para mim estavam se intensificando, aquilo estava me deixando muito incomodada, às vezes ele vinha até a cozinha e ficava me observando e depois ia embora. Hoje o dia amanheceu diferente, um sentimento de medo surgiu em meu coração, fui para a cozinha fazer o café da manhã e o senhor Gerald chegou bêbado.

- Você cresceu Amélie, quando seu pai vendeu você, você era bem pequena, agora consigo ver seus seios marcando pelo vestido.

Meu coração pulou pela boca ao escutar tais palavras saindo da boca do senhor Gerald.

- O senhor está bêbado, não acha melhor descansar no seu quarto?

- Você quer mandar em mim? A escrava aqui é você.

- Desculpe senhor, não foi isso que eu quis dizer.

Meu coração começou a bater mais forte quando o senhor Gerald se aproximou de mim, apertou o meu rosto me pressionando na pia da cozinha com sua enorme barriga, sentia que eu iria desmaiar a qualquer segundo.

- Ande tire esse vestido rasgado, quero te ver.

- Senhor, por favor, eu não quero fazer isso.

- Quem manda em você sou eu.

Eu não fiz o que ele mandou, então ele tentou tirar, mas eu segurava a minha roupa com as últimas forças que eu tinha, do meu lado tinha uma garrafa de vidro, eu peguei rapidamente e bati na cabeça dele muito forte, a garrafa quebrou, ele caiu e o sangue começou a jorrar.

- Meu Deus, o que eu fiz? - Por sorte ele estava vivo, começou a se levantar de vagar e Alba chegou.

- Gerald o que houve com você? - Perguntou Alba.

- Essa escrava tentou me matar.

- Senhora não é isso o que está pensando, seu marido tentou tirar a minha...- Alba não deixou com que eu terminasse a frase e me deu um belo tapa no rosto, em seguida me encheude tapas apenas no rosto.

- Eu te dei tudo o que pude para você, você tem teto, tem comida e é assim que você me agradece?

Ela falava e me batia com socos e tapas, depois ela me puxou pelo cabelo me levando até a praça.

- Agora você vai ver como é sofrer, vou te vender para uma família que vai te tratar com uma escrava de verdade.

- Não senhora Alba, me perdoe.

Ela me colocou no centro da praça e começou a realizar um leilão com os homens que estavam lá. - Vendo essa escrava, por uma moeda de bronze.

Uma moeda de bronze? Eu me perguntava, o mais barato, estou com tanto medo.

- Dou três moedas de bronze - levantou a voz um homem velho.

- Dou dez moedas de bronze pela moça - outro homem barrigudo com os dentes amarelos, rindo olhando para o meu corpo.

- Compro a escrava por uma moeda de ouro. - Todos olharam com um olhar de surpresa, o homem estava com uma capa preta e capuz, não dava para ver seu rosto.

- Você quer dar uma moeda de ouro para uma escrava como esta, sem valor? - Perguntou incrédula a senhora Alba.

- É isso mesmo que você escutou.

- Então está vendida.

Eu comecei a clamar pela senhora Alba - Não por favor, não faça isso comigo. - O homem me puxou pelo braço me levando embora, meu coração parecia explodir de tanto medo, eu nunca conheci o mundo fora da casa da senhora Alba.

- Para onde está me levando, quem é você?

Eu perguntava sem parar e o homem não me respondia, minha respiração estava ofegante, chegamos em uma casa que era bem maior que a da senhora Alba.

- Quem é essa mulher? Um homem perguntou.

- Minha esposa.

- Sua mãe não vai gostar nada de saber disso, agora você será exilado de vez.

- Eu dei a eles a condição de escolher a mulher e eles deixaram, se eu não me casar com ela não me caso com ninguém.

Casar-se? Do que eles estavam falando, o homem me sentou no enorme sofá da sala, se aproximou do meu rosto e tirou o capuz.

ERIK

Eu decidi que na viagem de volta para casa eu iria conhecer um pouco mais dos vilarejos, mas não quero ser reconhecido senão eu não terei paz - Benny Quero parar no próximo vilarejo para comer alguma comida típica do local. - Sim senhor, estamos chegando no vilarejo Lina. - A viagem demorou alguns dias, mas tem passado tão rápido que eu nem percebi, passei a viagem toda lendo livros. - Chegamos senhor. - Coloquei minha capa, e comecei a andar pelo vilarejo, as pessoas daqui eram simpáticas e acolhedoras, o queijo deles é um dos mais gostosos que eu já comi, logo depois seguimos viagem e chegamos em Raste, coloquei o meu capuz e fui visitar o vilarejo.

Eu estou impressionado com a beleza deste lugar, o sol chegando nas montanhas me deixava deslumbrado, muitas coisas eram vendidas neste local, as mulheres daqui são realmente belas. Um barulho chamou minha atenção, uma senhora levando pelos cabelos uma escrava, eu cheguei perto para ver melhor, a moça estava com uma roupa rasgada, o rosto todo vermelho e cheia de marcas pelo corpo, o choro dela era de dar pena, os homens no local estavam rindo e se maravilhando com a situação, a mulher começou a leiloar a escrava por um valor que nenhum ser humano devesse ser vendido. A escrava era baixinha, os seus olhos eram verdes como de uma esmeralda, uma linda esmeralda triste como se tivesse sofrido por muito tempo, os homens olhavam a menina como um objeto mordendo os lábios para comprá-la, aquilo deixou meu coração apertado então eu cheguei perto e decidi comprar a menina. - Compro a escrava por uma moeda de ouro. - A escrava começou a implorar pelo perdão da senhora, como pode ela querer ficar com uma mulher que trata ela feito lixo, levei ela comigo, estou decidido, farei dela minha esposa.

Quando cheguei em casa, sentei ela no sofá, me aproximei do seu rosto e tirei o capuz.

- Príncipe? - Ela perguntou.

- Eu mesmo, em carne e osso.

- Por que diabos um príncipe se casaria com uma escrava? Me conte os seus planos.

- Não tem planos, me deu pena te ver daquele jeito, você agora não é mais uma escrava.

Os olhos verdes dela brilhavam, me fazia querer saber mais.

- O que aconteceu para você ser humilhada daquela forma?

- Eu bati na cabeça do meu senhor com uma garrafa de vidro.

- Eu te entendo, tenho certeza de que ele fez alguma coisa para você agir dessa forma.

Ela está com medo, toda vez que me aproximo sinto o som do seu coração batendo mais rápido, pedi para Benny preparar um quarto para ela, quando ela chegou no quarto ficou assustada olhando tudo, parecia criança ganhando doce.

- Tem certeza de que este quarto é para mim senhor? - Perguntou a moça.

- Me chama de Erik, este é seu quarto até amanhã, vamos sair bem cedo, toma um banho e desce para o jantar.

- Tomar banho naquela banheira?

- Claro, não sabe? Quer ajuda com isso?

- Não. - Ela ficou toda vermelha.

- Não precisa ficar com vergonha, eu estou brincando, vou deixar umas roupas minhas para você usar, amanhã compro algumas roupas para você.

Fui ao meu quarto pegar alguma roupa que coubesse nela, minhas roupas são gigantes vou levar meu terno de reis, sei que é impróprio uma mulher usar tais roupas mas eu não tenho escolha agora, entrei no quarto e quando abri a porta ela estava de costas completamente nua, eu sei que era errado olhar mais meus olhos não conseguia se desviar de tal beleza, ela não escutou o barulho da porta abrir, sua cintura é tão fininha, ela entrou na banheira toda desengonçada dava para perceber que ela nunca entrou em uma, deixei a roupa em uma mesa de madeira que tinha perto da porta e sai, aquela visão me fez lembrar que faz tempo que não vejo uma linda mulher nua.

Ela desceu e veio para sala de jantar, o terno cobria o corpo dela por inteiro, o rosto dela agora sem sujeira, cabelo molhado com um lindo dourado escuro, a boca dela rosada estava tão aparente para mim.

- Eu não posso me sentar aqui príncipe, sou apenas uma escrava.

- Você agora é a futura princesa de Armir, se meus pais aprovarem é claro.

- Eu não acho que eles vão aprovar isso - disse Benny com muita certeza.

Eu sei que vai ser difícil fazer com que os meus pais aceitem, mas se eles não aceitarem eu não me caso com mais ninguém, não suporto as mulheres que eles arranjam para mim.

- Qual seu nome? - Perguntou o príncipe.

- Amélie.

Ela pegou os talheres errado, não conseguia cortar a carne, - Eu corto para você. - Cortei para ela, que me olhou profundamente nos olhos.

- Por que quer se casar comigo? - Perguntou Amélie.

- Meus pais querem me forçar a me casar com alguém que eu não quero, prefiro alguém que eu escolha, e você não precisa ter nada comigo se não quiser, pode ser minha amiga.

- Senhor, você não pode ter amigas, o reino precisa de herdeiros.

- Benny não se meta nos meus assuntos. Já que terminamos de comer vamos subir para dormir, amanhã teremos uma viagem longa.

Benny comprou algumas roupas para Amélie e depois seguimos viagem para o Vilarejo Ouro, ela estava sentada comigo na carruagem, ela ficava observando os livros que eu estava lendo.

- Quer ler algum?

- Eu não sei ler senhor.

Eu já imaginava que ela não soubesse ler, seus olhos se desviaram para a janela da carruagem observando as lindas paisagens, a carruagem bateu em um buraco ela caiu em cima de mim, seu rosto estava quase na minha boca.

- Desculpa por isso, meu senhor.

- Já falei para parar de me chamar assim.

- Desculpa Erik.

- Senhor chegamos em Ouro, quer descer?

Vendo a curiosidade dela pelo lugar, decidi descer, - Vamos sim Benny. - Ele deixou a carruagem em um lugar mais escondido para ninguém ver a gente chegando, coloquei meu capuz e coloquei um nela também, vamos tomar cuidado para ninguém te ver.

- Nossa aqui é tão lindo, tem tantas joias que eu nunca vi algo assim. - Amélie estava deslumbrada com tudo o que ela via.

- Você quer algum presente daqui?

- Não, eu não posso aceitar, deve ser tudo tão caro.

Eu comprei mesmo assim uma pulseira para ela de esmeralda, as cores combinam perfeitamente com a cor dos seus olhos, ela ria intensamente com tudo que ela olhava, a curiosidade dela me fazia querer levar ela em todos os lugares de Ouro.

- Olha isso Erik uma pedra em formato de cavalo.

- Eu estou vendo.

Ela é muito inocente, deve ter passado por muitas coisas ruins ao longo da vida, mostrar tudo para ela estava sendo legal mas temos que voltar, preciso chegar o quanto antes no castelo.

- Amélie precisamos voltar agora.

- Eu adorei este lugar, espero vir aqui de novo.

O que ela não sabe é que depois de casada terá que visitar estes lugares diversas vezes. Estávamos quase chegando no Reino, e Benny precisou parar porque o rio que precisamos atravessar está cheio, parece que vamos ter que passar a noite aqui.

AMÉLIE

O príncipe estava olhando bem de perto para mim, mais perto do que eu podia imaginar, aqueles olhos azuis mar são realmente bonitos, mas eu esposa de um príncipe? Ele só pode estar louco. Essa foi a primeira vez que visitei o Vilarejo de Ouro, este lugar esbanja riqueza, nunca imaginei que eu estaria aqui, a carruagem parou.

- Vamos ter que passar a noite aqui, por sorte os bancos da carruagem viram cama, eu vou dormir lá fora com Benny e você pode ficar aqui.

- Não, pode ficar, eu que deveria ir dormir lá fora.

- Jamais faria uma dama dormir no frio da noite.

- E eu jamais poderia fazer um príncipe dormir no frio da noite.

- Então podemos dormir os dois juntos aqui, o que acha?

- Por mim tudo bem.

Deitamos os dois juntos lado a lado, estávamos com os olhos abertos nos observando.

- Eu vou me deitar para o outro lado.

Tive que virar porque não aguentava olhar para aqueles olhos penetrantes. Quando eu o acordei ele ainda estava dormindo, o cabelo loiro estava caindo pelo seu rosto, fui tirar uma mecha que estava por cima dos seus olhos, na hora que eu o toquei ele segurou meu braço.

- É melhor você não me tocar porque eu não sei o que sou capaz de fazer.

Eu não entendi o que ele quis dizer com isso, conseguimos atravessar o rio, algumas horas depois chegamos em um grande portão de prata, guardas reais abriram o portão assim que o príncipe Erik deu o sinal, quando descemos da carruagem fiquei impressionada com a imagem do lindo castelo que estava bem na minha frente, era enorme maior do que tudo que já vi na minha vida entramos, vários guardas estavam na porta esperando nossa entrada, um senhor com uma linda coroa de ouro com pedras brilhantes e uma senhora com uma linda coroa de pedras brancas nas quais eu não sei onome, esperavam a gente na porta, assim que nos aproximamos o suficiente para ver nossos rostos a senhora olhou pra mim e desmaiou, o príncipe preocupado correu.

- Mamãe, mamãe...

As damas de companhia colocaram um algodão com álcool no seu nariz e ela se levantou.

- Erik, o que isso? - A rainha perguntou quase matando o príncipe.

- É a minha esposa, lembra do que a gente combinou?

- É claro que eu lembro, mas você disse que iria trazer uma Duquesa ou Lady, o que você trouxe uma? Uma dama de companhia?

- Não senhora, eu sou uma escrava - disse Amélie inocentemente. - O príncipe olhou para ela balançando a cabeça.

- Uma escrava? - Perguntou a rainha, desmaiando novamente.

A rainha acordou incrédula com que ela estava escutando, o rei parecia não se importar muito com a minha imagem, mas não sei se isso faria ele aprovar esse casamento.

- Erik, a moça é bonita e você está se deixando levar por isso, mas nem eu e nem a sua mãe podemos aceitar o nosso filho casado com uma escrava.

- Eu já disse que se não for com quem eu escolher não vai ser com mais ninguém.

A rainha acordou mais uma vez, me olhou atentamente e mandou uma de suas damas de companhia me levar até um quarto do reino, o quarto era três vezes maior do que o quarto que eu estava no vilarejo.

- Você precisa de um banho.

- Eu tomei banho ontem rainha - disse Amélie.

- Aqui você precisa tomar banho todos os dias.

- Sim senhora, onde eu morava antes eu não podia tomar muitos banhos.

- Essa é Wanda, agora ela será sua dama de companhia.

- Eu não preciso senhora, eu sei fazer tudo sozinha.

- Faça o que eu mando.

A dama de companhia estava tentando tirar as minhas roupas.

- O que você está fazendo? - Perguntei

- Você precisa tomar banho e trocar as suas roupas. - Eu posso fazer isso sozinha.

- É o meu dever ajudar a senhorita.

Não adiantava criticá-la, mesmo assim ela tirou as minhas roupas, eu entrei na banheira e ela começou a passar uma esponja nas minhas costas, a água tinha um cheiro muito bom. Ela colocou em mim um vestido enorme, mangas gigantes, e puxava as cordas atrás do vestido até eu ficar sem ar.

- Eu vou puxar bem o corset para você ficar bonita.

Em seguida descemos para jantar, a mesa era enorme com várias cadeiras, o príncipe me chamou para sentar-se do lado dele, o rei estava sentado na ponta, do outro lado da mesa estava a rainha e um homem.

- Muito prazer em conhecê-la, eu sou Valark Rocher, irmão do futuro rei de Armir, qual o seu nome?

- Meu nome é Amélie.

- Sobrenome?

- Eu não tenho sobrenome.

- Seu irmão trouxe uma escrava para se casar - reclamo a Rainha.

- Nossa, irmão você é realmente muito estranho, sabe que a união de um príncipe e uma princesa é a forma mais importante de unir riquezas.

- Mas eu não me importo com isso, não vou me casar com quem a minha mãe escolheu.

A comida chegou e eu não sabia cortar a carne, eu estava morrendo de vergonha, Erik vendo a minha situação cortou a carne para mim.

- Parece que você precisa ter aulas de etiqueta, senhorita Amélie, amanhã você começa.

- Sim senhora rainha.

- Até que você é bonita, acho que foi por isso que meu irmão te escolheu.

- Cala a boca Valark - disse Bravo o príncipe Erik.

O dia começou e a dama de companhia está colocando em mim essas roupas apertadas de novo, acho que vou ter que usar isso todos os dias, desci pelas enormes escadas do castelo fui para o lado de fora sentir a brisa fresca, o jardim daqui é realmente muito grande, de longe pude ver o príncipe sentado lendo, resolvi me aproximar.

- O que você está lendo?

- Nossa você me assustou, estou lendo um livro de história sobre o passado do reino, preciso aprender isso para se tornar um bom rei.

- Nossa que legal, gostaria muito de um dia poder ler isso também.

- Você quer que eu te ensine a ler?

- Sim, eu adoraria.

O príncipe começou a me mostrar as letras, e me mandava repetir cada uma delas, na hora de formar as sílabas estava um pouco complicado.

- Faz assim, fecha um pouco a boca para conseguir pronunciar a vogal. - O príncipe mostrava como eu deveria fazer apertando as minhas bochechas, ele estava bem pertinho do meu rosto, na hora de virar as páginas nossas mãos se tocaram, eu senti uns arrepios que eu nunca senti na vida.

- Você aprende rápido futura rainha.

- Eu não acho que serei a futura rainha.

- Eu farei o possível para te tornar uma.

Ele ficou me ensinando várias palavras e os seus significados. Nossos olhos se encontraram, ficamos nosolhando por alguns minutos até que fomos atrapalhados com a rainha me chamando.

- Não era para você estar aqui, você precisa aprender muitas coisas, venha comigo.

- Desculpa, senhora rainha.

A rainha me sentou em uma mesa, com vários talheres, foi trazendo comidas diferentes e ensinando cada uma delas, eu realmente não entendo por que não posso usar o mesmo talher para tudo.

- Você errou de novo, preste atenção - disse a rainha Judite gritando.

- Desculpa senhora. - As lágrimas estavam escorrendo pelo meu rosto.

- Por que você está chorando?

- Eu sei que não sou ninguém, apenas uma escrava, eu nãonasci para isso não sei porque o príncipe me escolheu, eu não tenho potencial nenhum.

- É nisso que você quer acreditar?

- Como não posso acreditar nisso? Meus pais me venderam quando eu era apenas uma criança.

- A vida não é fácil para todo mundo, mas você está tendo a oportunidade de ser a rainha mais importante de todos os reinos e você vai simplesmente jogar fora porque se sente uma fraca?

- Mas foi isso que eu escutei a vida toda.

- Então mostra para essas pessoas que elas estavam erradas, se você realmente quer ser uma rainha de respeito precisa se impor, se você não fizer isso então entenderei que você não é para o meu filho.

Eu limpei as lágrimas do meu rosto e comecei a fazer tudo o que a rainha mandava eu fazer, ela colocou um enorme livro na minha cabeça e me ensinou a andar, eu caia todas as vezes que eu tentava.

- Pode ir descansar agora, amanhã você terá aulas de francês, e de arranjo de flores, evita ficar com o príncipe sozinha para evitar falácias.

- Sim senhora rainha.

As aulas de francês são longas e chatas, eu não sei por quepreciso aprender outra língua, depois das aulas de francês fui levada para aprender a fazer arranjos de flores, confesso que adoro as flores, tinham outras moças comigo.

- Amélie, essas moças são filhas de Duques, espero que você aprenda alguma coisa com elas.

- Sim senhora rainha.

- Você é nova aqui?

- Sou sim, não entendo nada de arranjo de flores, meu nome é Amélie é o seu?

- Eu sou Vic, meu pai é Duque, ele quer que eu aprenda a fazer buquês, escrever com perfeição para conquistar o coração de um dos príncipes, se fosse o futuro rei seria melhor ainda, eles ainda não anunciaram se ele encontrou alguém.

- Você é muito bonita Vic, acredito que conquistaria o coração do rei se quisesse.

- E você, o que está fazendo na casa de sua majestade, acredito que seja algum membro da família real.

- Sou apenas uma visitante.

Eu não me senti à vontade para dizer que o príncipe me comprou e me quer como sua esposa, ela faz arranjos tão bonitos que sinto vergonha de ser uma escolha do príncipe.

- Amélie, está vendo como as meninas estão escolhendo as flores perfeitamente, quero que faça do mesmo jeito.

- Sim senhora rainha.

- Fica tranquila, a minha primeira vez também foi terrível, logo você pega prática.

Vic é uma pessoa maravilhosa, ela me ajudou nos meus arranjos, depois de horas fazendo isso finalmente a aula terminou, não sabia que se casar seria tão difícil.

- Amélie, amanhã terá aula de costura.

Eu preciso de ar fresco, minha cabeça está doendo, as árvores que ficam depois do jardim são todas linda, entrei em um bosque com grandes árvores que me chamaram atenção e me fizeram adentrar mais ainda, encontrei rosas espinhosas pelo caminho, até que cheguei em um grande riacho com muitas pedras, coloquei o pé na água e ela estava um pouco gelada, é verão e eu nunca entrei em um riacho antes. Fui jogando minhas roupas pelo chão, o vestido era difícil de tirar,mas eu consegui, tirei os sapatos e entrei na água, ô céus a água estava tão maravilhosa, eu podia sentir as pedras debaixo dos meus pés. Depois daquele belo banho eu saí da água e comecei a colocar a minha roupa, coloquei os sapatos... escutei um barulho vindo das árvores. - Quem está aí? -Perguntei morrendo de medo.

- Calma, não precisa ficar com medo, sou eu.

- Erik, o que faz aqui?

- Estou acostumado a caçar por esses lados da floresta, e você o que faz aqui sozinha?

- Eu acabei chegando aqui por acaso e decidi entrar na água, você não está aqui a muito tempo, né?

- Não, eu acabei de chegar, escutei um barulho e vi você aí sentada, seu vestido está desamarrado atrás, quer ajuda?

- Se não for um incomodo, pode me ajudar.

O príncipe chegou por trás de mim, pegou as linhas gentilmente e puxou, mas desta vez diferente da Dama de companhia, o aperto dele é bom, eu não sei explicar o que estou sentindo agora, sinto a respiração ofegante dele no meu pescoço, fica mais forte com cada puxada.

- Pronto amarrei.

- Obrigado.

- Seu cabelo está muito molhado, se minha mãe vê vai ficar brava com você, melhor você sentar e esperar um pouco o vento secar.

- Você está certo, farei isso.

- Tenho um pano aqui me deixa secar seu cabelo.

Ele jogou o pano em cima da minha cabeça e começou a secar, o pano deslizava sobre o meu pescoço, descia para os meus braços e voltava.

- Eu secaria suas pernas também, mas sei que é impróprio, por isso não farei.

Estou sentindo uma sensação estranha por debaixo do meu vestido que me faz querer dizer sim, passe seu pano nas minhas pernas.

Capítulo 3 Baile do reino

Erik

Eu estava caçando quando avistei Amélie olhando as flores, decidi seguir ela por que ela estava muito fofa, ela foi andando observando atentamente cada parte da floresta do reino, ela chegou no riacho colocou o pé na água, eu estava escondido atrás de uma árvore observando seus passos, ela tirou o corset que segurava seu vestido, eu não sei se estou certo olhando ela mas meu olhos não conseguem desviar nem por um segundo, ela tirou o restante da roupa e ficou nua, que corpo lindo, acho que estou vendo uma miragem porque isso não pode ser real, ela entrou na água deixando para fora seus seios redondos, grandes e pontudos, ela brincava com água com muita inocência, ela saiu da água ficando de frente para mim em um ângulo perfeito em minha direção, fazendo eu olhar diretamente para o triângulo que tinha no meio das suas pernas. Meu coração implorava para que ela não colocasse a roupa, mas ela colocou, eu tropecei em uma pedra e ela percebeu a minha presença. - Sou eu. - Resolvi mostrar que sou eu para ela não ficar com medo, ela estava molhada e tremendo, peguei o pano e comecei a secá-la.

- Pode secar minhas pernas também. - Amélie falou desviando o olhar dela.

Ela está com frio, eu vou secar e me segurar, não vou alémdisso. Sequei primeiro os pés dela, subi para a panturrilha, minhas mãos estavam chegando na coxa dela, meu coração pareceu que ia pular, mas eu irei aguentar, subi para sua coxa, e ela rangeu.

- Te machuquei? - Perguntou o príncipe.

- Não, pode continuar.

Eu continuei subindo pelas coxas dela, limpando cada parte e ela rangeu mais, aí eu entendi que ela que estava gemendo, isso me deixou ereto. O vestido dela estava na cintura deixando toda sua perna livre para eu passear com o meu pano, quando cheguei perto da cintura ela estava sem calção.

- Desculpa, melhor eu parar por aqui.

- Eu não coloquei o calção porque não achei necessário.

- Não deixe de colocar, pode ser muito perigoso, alguém pode mexer com você.

- Ninguém teria olhos para mim Erik.

- Eu tenho.

Ela olhou para o lado com uma expressão de vergonha.

- Quer terminar de secar meu corpo?

- Se eu continuar fazendo isso eu não irei parar, você não sabe o que eu sou capaz de fazer se eu subir um pouco mais esse vestido.

- Então eu voltarei para o castelo - Amélie replicou.

- Faça isso.

Ela foi embora, eu estou tão ereto que preciso esperar alguns minutos para ele diminuir, assim posso voltar com tranquilidade. Quando voltei para o castelo fui chamado para me apresentar para o rei, todos os chefes estavam na sala do reino me esperando.

- O que está acontecendo?

- Os chefes não acham certo você estar casado com uma escrava - exclamou o Rei.

- Ela não é mais uma escrava.

- Mas pode ser uma meretriz e você não sabe - o chefe religioso se levantou com braveza.

- Ela não é uma meretriz - Erik respondeu.

- Então deixa o médico do reino examiná-la - falou o rei.

- Vocês não podem duvidar dela assim.

- Certo, o médico do reino vai examiná-la hoje.

- Rei, como pode fazer isso com minha futura esposa.

- Eu já dei a ordem.

O médico chegou, foi até o quarto da Amélie, entrou sem nem bater na porta.

- O que é isso? - Perguntou assustada a moça.

- Viemos examiná-la.

- Eu não estou doente, nunca nem peguei varíola.

- Não é esse tipo de exame, precisamos conferir sua virgindade.

- Eu sou virgem, ninguém nunca me tocou, até tentaram, mas o último levou uma garrafada na cabeça e quase morreu.

- Então é por isso que ela foi vendida? Como alguém ousou tocá-la, meu sangue está fervendo - ferozmente bradou o príncipe.

- Abra as pernas, precisamos fazer isso.

- Eu não quero - Amélie começou a chorar de medo, tendo gatilhos do passado.

Me cortou o coração vê-la dessa forma, mas o rei ordenou e eu não posso fazer nada, todos saímos do quarto. Ela abriu as pernas, o médico real observou a intimidade dela bem de perto, ela estava com os olhos fechados, o rei e Erik estavam esperando fora do quarto o médico saiu.

- A moça é virgem, não tem com o que se preocupar.

- Viu eu disse, o senhor a fez passar pelo ridículo.

- Foi necessário, as dúvidas foram sanadas.

Eu entrei no quarto para ver como Amélie estava se sentindo, ela estava deitada encolhida na cama chorando.

- Desculpa, eu não queria que fizessem isso com você.

- Eu me senti muito mal.

- Alguém tentou tocá-la no passado?

- Sim, por isso fui vendida. O senhor Gerald tentou abusar de mim, mas eu taquei uma garrafa na cabeça dele, por sorte ele ficou vivo, mas a senhora Alba ficou com muita raiva de mim.

- Infelizmente ele ficou vivo, deveria morrer, eu mandarei matá-lo - respondeu seriamente o príncipe.

- Não faça isso, por favor.

- Só não farei por você, preciso ir agora.

Voltei para a sala do reino, estavam todos tendo uma grande discussão.

- Meu filho escolheu, provamos que ela é virgem, ele irá se casar com ela.

- Eu não acho certo, vossa alteza. Ela precisa de mais do que isso para ser a futura rainha de Armir, se ela se casar com o príncipe nunca a verei como uma princesa. - O chefe executivo estava muito irritado com toda a situação.

- Você não tem que ver nada, ela será minha esposa e ponto final.

- Então faremos um baile para apresentar a futura princesa para todos os Duques, inclusive iremos chamar os reis dos reinos vizinhos, Laska e Borlenger.

Ficou decidido que haverá um baile, eu não questionei nada para eles não mudarem de ideia. Eu preciso casar-se com essa mulher, a imagem dela nua não sai da minha cabeça.

- Príncipe, amanhã você retorna com seus treinos de espadas.

- Eu não quero voltar agora Taner, mas se eu não tiver opção não há nada a fazer.

Coloquei minhas armaduras pesadas e fui para o treino de espadas, Taner é o cavaleiro na linha de frente. Quando tem uma guerra é ele quem dá as ordens, um homem muito forte e influente.

- Venha Erik, você treinará com seu irmão.

- Eu não vou treinar com o idiota do Valark. Valark fica me irritando dizendo coisas no meu ouvido durante o treino para me desestabilizar.

- Tá com medinho Erik? - debochou Valark.

- Estou com medo de enfiar essa espada no seu pescoço.

O treino começou, os outros cavaleiros estavam nos olhando atentamente, eu sou bem mais forte que Valark mas ele sempre me vence quando começa a dizer coisas que eu não gosto de ouvir. Estávamos de longe rodeando um ao outro, Valark correu em minha direção apontando sua espada, ele foi muito precipitado quando ele chegou, eu desviava atacando sua espada contra a minha. O barulho que a espada fazia enquanto a gente se atacava era alto, os cavaleiros estavam vibrando com o meu ataque que era bem mais forte do que o do Valark, parecia que eu ia dar o golpe final quando ele começou a falar.

- Sua esposa Amélie é tão bonita.

- Não me venha com suas artimanhas, deixe Amélie fora disso.

- Seria incrível ver o corpo dela. - Escutar aquilo me deixou enfurecido, fui com mais braveza para cima dele com a minha espada.

- Já disse para você tirar o nome de Amélie da boca.

- Com certeza ela era uma meretriz antes de vir para cá. Ocorpo dela é lindo, eu adoraria sentir meu corpo sobre o dela.

- CALA A BOCA VALARK - disse o príncipe enfurecido.

Não aguentei, ataquei ele com toda a força que eu tinha apontando bem para o coração dele, ele conseguiu atacar a minha espada com a sua e jogou ela longe, me deu um chute na barriga me fazendo cair ajoelhado e apontou sua espada sobre a minha cabeça.

- Você é fraco mentalmente Erik, quando estiver em uma guerra vai escutar essas coisas o tempo todo, você tem odobro do meu tamanho, mas o cérebro de uma minhoca - advertiu Valark.

- Eu já falei para você treinar essa mente príncipe Erik, é por isso que sempre perde para o seu irmão, ele sabe seu ponto fraco.

- Desculpe Taner, eu vou treinar mais.

Todos saíram depois do treino para descansar, mas eu continuei treinando, amanhã enfrentarei meu irmão de novo e não posso perder. Depois do treino quando eu estava voltando para o castelo avistei de longe Amélie no jardim com asoutras moças fazendo arranjos de flores. De longe todas notaram a minha presença e começaram a acenar para mim, menos Amélie, o único aceno que eu quero é o dela.

No dia seguinte eu já estava esperando pelo meu irmão no treino, eu descansei bastante essa noite para enfrentá-lo.

- Vamos começar o treino, príncipe Erik e príncipe Valark,para o centro, vocês serão os primeiros.

Eu e Valark mais uma vez ficamos rodeando e pensando quem vai atacar primeiro. - Erik também estava mais esperto depois do erro precipitado dele. - Ele não vinha me atacar então eu me aproximei bem devagar e mandei o primeiro lance, ele conseguiu rebater com sua espada, nos atacamos bravamente.

- Príncipe Erik, se acha tão forte, mas não passa de um fracote.

- Digo o mesmo - respondi apenas.

- Você se acha forte, mas eu acho que sou o mais inteligente para comandar o reino, imagina Amélie ao meu lado como rainha. - Valark esperava uma resposta do príncipe que nadadisse, apenas observava atentamente os passos de Valark.

- Você não vai dizer nada? E se disser que vou tocar no corpo de Amélie nu?

No seu momento de fragilidade eu chutei suas pernas com força que o fez cair deitado no chão, pisei em cima da sua mão que segurava a espada, ele gritou de dor.

- Você nunca tocará em Amélie, porque eu arrancaria sua cabeça se fizesse.

- Muito bem príncipe Erik, gostei - disse o cavaleiro Taner.

Depois do treino eu fui tomar um banho e andei pelo jardim, queria encontrar com Amélie em algum lugar, achei ela sentada na grama com um livro.

- Você gosta mesmo do jardim do castelo.

- Eu adoro, aqui é deslumbrante.

- Está lendo?

- Sim, eu coloquei em prática tudo o que você me ensinou, estou lendo algumas coisas.

Amélie começou a ler para me mostrar o que tinha aprendido, ela está lendo bem agora, ela é muito inteligente.

- Você aprende rápido.

- Eu fico lendo todas as noites no meu quarto.

Amélie estava lendo algumas palavras do livro que ela escolheu, eram todos de romances.

- "Agora eu serei sua", o romance nesse livro é tão intenso.

Aquelas palavras saindo de sua boca me causavam palpitações, por que ela tinha que dizer aquilo tão claramente?

- Ei vocês dois, mandei fazer um lanche da tarde.

- Sim senhora rainha, já estamos indo.

Fomos atrapalhados pela minha mãe, tinha que ser ela, sentei-me ao lado de Amélie.

- Amanhã os dois treinarão a dança para o dia do baile.

- Mas para que isso?

- Amélie não sabe nada de dança, ela precisa treinar.

- Vou ter que desmarcar o treino de espadas.

- Não precisa se preocupar, eu posso treinar sozinha mesmo - respondeu Amélie sem querer incomodar.

- Precisa se preocupar sim, vocês dois vão se casar em breve. Eu não quero passar vergonha na frente de Laska e Borlenger.

- Está bem grande rainha, amanhã estarei aqui.

Minha mãe sempre se preocupou com as aparências.

AMÉLIE

Eu e a rainha temos conversado muito, sempre participando de todas as aulas possíveis, eu não sei se ela me aceitou, mas ela me trata com respeito.

- Amélie, você está bordando errado! você precisa pegar a agulha desse jeito, parece uma criança que não aprendeu nada da vida.

- Desculpa rainha, eu não tive uma mãe para me ensinar.

Ela pegou minha mão e me mostrou como eu devo fazer.Estou bordando um simples vestido, depois ela que me ensinará a borda vestido maiores.

- Com muita paciência você vai longe, seus arranjos de flores melhoraram muito, você já anda reta como uma Lady, mas ainda lhe falta muito.

- Acho que seria mais fácil se o príncipe encontrasse uma mulher pronta para ele, começar do zero comigo deve dar muito trabalho.

- Realmente dá, você está me dando muito trabalho, mas meu filho te escolheu então seja grata e levanta essa cabeça.

- Desculpa rainha, é que eu ainda não caí na real, parece que é mentira que eu estou aqui, até a uns dias atrás eu estava limpando o banheiro da senhora Alba.

- Pois caia na real se não uma mulher bem-feita irá tomar seu lugar.

A rainha é durona as vezes, mas ela sempre tem me encorajado, a cada dia que passa eu me sinto mais aberta em conversar com ela. Erik chegou para a aula de dança.

- Está atrasado Erik.

- Desculpa mãe, tive que resolver algumas coisas.

- Vamos começar, preciso que vocês fiquem um de frente para o outro. Erik, use uma mão nas costas dela, Amélie coloque sua mão sobre o peito dele.

A gente estava muito perto, a rainha colocou a música e começamos a dançar, eu estava quase pisando no pé do Erik,mas ele conseguia se desviar dos meus erros, sua mão estava entrelaçada a minha, ele tinha que abaixar a cabeça para ficar mais perto de mim, porque ele é muito alto, acabei dando um pisão no pé dele.

- Ai!

- Desculpa, foi sem querer.

- Tudo bem, vamos continuar praticando.

- Está tudo errado, Amélie preste atenção, nessa parte da música vocês precisam girar, Erik segure ela mais firme.

Ele me segurou mais apertado, seu peito estava encostado no meu rosto eu podia sentir seu coração bater, naquele momento ele estava um pouco acelerado.

- Muito bem, vocês melhoraram. Agora Amélie vem comigo porque nós vamos provar o vestido.

- Sim senhora.

Ah não, vestido não, nos meus pensamentos eu estou correndo fugindo dos vestidos apertados, chegou vários vestidos para mim experimentar, coloquei o primeiro.

- Essa cor não combina com você, próximo.

- Este vestido até que é bonitinho, mas a gente precisa de um perfeito.

Perdi as contas de quantos vestidos experimentei, o próximo vestido precisou de várias damas de companhia para colocar em mim, tinham duas de cada lado puxando o corset com toda força que era possível.

- E este rainha? Gostou?

- Esse vestido ficou deslumbrante, ele está perfeito em você, parece que temos o nosso escolhido.

Hoje é o dia do baile e eu vou ser a última a chegar na festa, sou eu que tenho que causar impacto, fiquei o dia todo presa nesse quarto. Wanda entrou no quarto e me contou como está ficando lá embaixo.

- A sala real está linda, cheia de arranjos de flores que foram feitas por vocês, você irá descer pelas escadas.

- Minha nossa odeio ser o centro das atenções.

- Você está tão linda, não fique com vergonha.

A rainha me chamou, deu mais alguns acerto no meu vestido e me mandou segui-la para um quarto que dava acesso a escada da sala real.

- Desça.

- Você não vem comigo?

- A futura princesa e rainha é você, ergue essa cabeça e mostre que você é forte.

Meu coração estava pulando, mas pela primeira vez eu não abaixei minha cabeça em sinal de reverência, eu a levantei com o nariz mais empinado que eu podia, e desci a grande escada.

- Nossa que linda, essa é a princesa - exclamou um homem que estava no salão.

Erik estava no final da escada esperando que eu chegasse, os olhos dele estavam vidrados em mim, quando eu cheguei perto ele esticou a mão pegando a minha.

- Você está tão linda, minha princesa.

- Obrigado príncipe.

- Amélie, vem aqui - chamou o rei.

- Esta é a futura princesa de Armir, que se casará com nosso filho, príncipe Erik. - Falou o Rei me apresentando para todos.

- Amélie vêm comigo te apresentarei para os reis dos reinosvizinhos.

- Está bem príncipe.

- Eu te apresento ao Rei Frederik de Laska.

- É um prazer em conhecê-la madame.

- O prazer é todo meu - cumprimentei segurando o meu vestido como a rainha me ensinou.

- Agora te mostrei o Rei Nicola de Borlenger.

- Muito prazer...

Não me deixando fazer o meu cumprimento o rei segurou a minha mão e a beijou, este rei é jovem e bonito, cabelos pretos bem escuro com um olhar acinzentado. - O príncipe Erik olhou para ele percebendo sua intenção.

- O prazer é todo meu, madame Amélie. Você é uma jovem muito bonita, o príncipe soube escolher bem.

- Obrigado pela gentileza.

- Minha esposa tem que ser a mais bonita mesmo, com toda licença, levarei minha princesa para dançar.

A hora da valsa começou, dançamos seguindo os passos que treinamos, Erik estava olhando bem nos meus olhos.

- Aquele rei é muito atrevido, como ousa te olhar daquela forma.

- Que forma?

- Você ainda é muito inocente e não percebe, precisa tomar cuidado para ele não tirar proveito de você - retrucou Erik.

A dança terminou, Erik parecia um pouco revoltado, ele e o rei estavam se encarando de longe, a prima do Erik chegou para nos cumprimentar.

- Muito prazer princesa, você sabia que o príncipe estava prometido a mim?

- Você chega do nada só para dizer isso para ela? Quem você acha que é Ana?

- Você sabe que era pra ficar comigo, me trocou por essa aí.

- Eu não quero brigas, ainda não sou a princesa.

- Mas você será Amélie, nem que eu tenha que destruir o mundo para te transformar em uma.

Princesa Ana saiu com muita raiva, o jeito que ela me olhava era assustador, Vic se aproximou de mim.

- Você sabe esconder segredos mesmo - falou Vic.

- Eu não podia contar, ainda não tinha certeza de nada.

- Eu te ajudei a fazer os melhores arranjos, te contei meu desejo de ficar com o príncipe e você nada.

- Eu realmente não podia falar nada, eu não sabia e ainda não tenho certeza se irei virar princesa.

- É claro que irá virar princesa, olha como o Erik te olha.

- Mas isso não é o suficiente. Olha, eu estou com falta de ar, este vestido está me apertando, vou no jardim respirar um pouco. Fui para o jardim, a noite está linda aqui, posso sentir a brisa um pouco.

- Não é bom uma princesa ficar aqui fora sozinha.

Me virei surpresa - Oi rei Nicola, eu estava com falta ar, já estou voltando.

- Para que a pressa? Não quer conversar comigo um pouco? - respondeu aproximando-se.

Eu comecei andar mais para trás à medida que ele ia avançando.

- Não tenha medo de mim, eu só quero te conhecer mais.

Uma voz me chamou - Príncipe Erik, estou aqui.

- Eu estava te procurando, não lhe encontrei no baile. Algum problema rei Nicola?

- Nenhum, eu queria conversar com ela apenas, mas parece que ela tem medo de mim, voltarei para festa.

- Vem comigo Amélie. - O príncipe segurou minha mão me levando.

- Já falei para você tomar cuidado, vou te levar para tomar um ar em um lugar mais reservado. - Andamos por um lugar que parecia um labirinto e chegamos num lugar lindo coreto de jardim, cheio de flores por todos os lados, ele me disse que eu podia ficar ali para respirar e que ninguém iria me incomodar.

- Você quer que eu vá?

- Não, fica aqui comigo.

- Você está tão linda - o príncipe olhando para o decote do seu vestido.

- Obrigado, você também está.

Ele estava olhando para minha roupa, será que exagerei? Ele se aproximou colocando uma mecha do meu cabelo atrás daminha orelha.

- Posso te beijar?

- Pode.

Seu rosto encostou no meu e seus lábios bem devagar se conectaram com o meu, ele beijava bem devagar me guiando.

- Desculpe, eu nunca beijei.

- Seu beijo inocente é fofo, eu vou te ensinar não se preocupe.

O beijo foi ficando mais intenso, minhas mãos estavam segurando a roupa dele com força, e suas mãos estavam apertando minha cintura com intensidade, acabamos deitando no chão sem nem perceber, eu estava deitada por cima dele, a mão dele estava caminhando nas minhas pernas por debaixo do vestido.

- Eu quero você.

- Não princesa, ainda não nos casamos.

A gente falava do quanto aquilo estava errado, cada palavra um beijo, cada beijo uma passada de mão, ele tirou meu calção me deixando nua por debaixo do vestido, eu abri minhas pernas e me sentei no seu colo, eu estava sentindo algo rígido na minha intimidade, me deu vontade de me esfregar.

- Só se esfregar tá, para não tirar sua virgindade.

Comecei a me esfregar, eu ia e voltava enquanto ele segurava minha cintura por dentro do vestido.

- Queria te ver fazendo isso sem nada.

Eu não queria saber de mais nada só de me esfregar na rigidez dele, ele soltava alguns gemidos e eu também.

- Preciso ver seus seios. - desamarrando meu vestido atrás e soltando meus seios que pularam para fora.

- Eu precisava ver essa obra de arte.

A língua dele passeava fazendo um mapa nos meus seios, eu me esfregava cada vez mais rápido, ele só pressionava com força a minha intimidade na dele, até que um líquido saiu de dentro mim.

- O que é isso?

- Calma princesa, você acabou de ter um êxtase, isso acontece quando você tem um enorme prazer.

- Olha como eu estou! Não posso voltar para a festa assim.

- Tem um caminho aqui que leva até os quartos, você pode ir eu falo que você não estava se sentindo bem.

Ele me levou até o caminho que dava para os quartos, chegamos ao meu quarto, - Durma bem - ele falou beijando meus lábios. Todos na festa estavam doidos, eu ainda não me acostumei com tantas perguntas para mim, mas o príncipe soube tirar do meu coração toda a insegurança, agora sinto muita vontade de ser uma princesa para me entregar a ele todas as noites.

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