Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > A especialista do bilionário
A especialista do bilionário

A especialista do bilionário

Autor:: Mary Lundh
Gênero: Bilionários
Adeline Howland havia vivido apenas o pior do amor. Como uma estudante universitária inexperiente, ela se deixou encantar por um jovem belo que a seduziu sem esforço algum. Três meses depois, eles já estavam noivos, prestes a se casar. Porém, na noite do seu ensaio de casamento, seu noivo fugiu sem dar nenhuma explicação. Um ano depois, após ter arrastado sua desgraça para todas as áreas de sua vida, Adeline descobre uma maneira de superar a ferida. Ela se transforma em uma mulher calculista, que busca apenas obter benefícios dos homens. A partir desse momento, todos os seus relacionamentos afetivos se tornam negócios lucrativos. Não há mais espaço para o amor, apenas para ganhos e diversão seguindo suas próprias regras. Usando sua beleza como vantagem, ela entra no mundo que tanto a repugnava: a "elite social" de homens ricos e poderosos. Seu único objetivo é ganhar dinheiro e se vingar daqueles que zombaram de sua dor. Assim, ela se torna "A Especialista", uma mulher capaz de se transformar na companheira perfeita de qualquer homem com apenas a assinatura de um contrato. Tudo estava indo bem até que Cameron Black, um bilionário muito atraente e desesperado, oferece 2 milhões de dólares para contratar seus serviços. Adeline cede à tentação e aceita o acordo, sem ter ideia da confusão em que estava se metendo. Copyright © Mary Lundh. Todos os direitos reservados.

Capítulo 1 Um casamento e uma fuga

Saint Joseph, agosto de 2018

Alguém poderia pensar que ser jovem e bela era uma grande bênção, mas com o passar dos anos, Adeline Victoria Howland compreendeu que essa ideia estava completamente equivocada. Ser jovem era apenas uma fase da vida em que todos cometemos erros, especialmente se a mãe natureza nos abençoou com uma beleza incomum. Sua juventude estava repleta de situações em que ela deveria ter sido mais sensata, mais reflexiva, mais forte, mais ela mesma, mas Adeline nunca se considerou uma mulher muito inteligente.

Quando seus pais insistiram que ela estudasse contabilidade na universidade, como uma filha obediente, esforçou-se para agradá-los. Em seu segundo ano de faculdade, já havia se adaptado à dinâmica do curso e às exigências dos professores, mas esse não era seu sonho. Ela só queria ser a filha perfeita que seus pais desejavam, mesmo que não estivesse totalmente feliz. Tudo corria bem em sua vida até que o conheceu.

Era uma quarta-feira, e ela caminhava apressadamente para chegar às aulas. Como sempre, acordara meia hora atrasada e depois tinha que correr para pegar o trem. Estava prestes a atravessar uma das ruas que levava ao campus quando aconteceu. Deixou um de seus livros cair bem no meio da rua. Agachou-se para pegá-lo sem perceber que um carro estava se aproximando em alta velocidade, prestes a atropelá-la.

- Cuidado! - alguém gritou.

Ela ergueu os olhos e viu uma caminhonete vindo em sua direção. O choque a deixou imóvel. Sua mente lhe dizia para se levantar, correr, mas seu corpo não se movia.

- Meu Deus! - finalmente disse, mas alguém já a havia jogado para o lado e o próximo que sentiu foi um forte golpe na cabeça.

- Você está bem? - a voz perguntou novamente. Ela estava atordoada e sentia uma dor aguda na cabeça.

- Eu... eu acho que sim - respondeu, tocando a cabeça.

- Quantos dedos você vê? - a voz perguntou, levantando dois dedos em frente ao seu rosto. Foi então que ela o viu. Seu coração acelerou, e ela ficou sem palavras.

- Você está se sentindo mal? - ele perguntou.

- Estou bem, só bati a cabeça - ele a segurou pelas costas para ajudá-la a sentar. Começou a verificar sua cabeça em busca de sangramento.

- Não há sangue, acho que não caímos com tanta força.

- Você me salvou... - ele a olhou atentamente e sorriu. Naquele momento, ela soube que estava apaixonada.

- Não foi nada, eu não deixaria uma mulher tão linda ser atropelada - ela corou imediatamente.

- Obrigada! - conseguiu dizer antes de se sentir mais desconfortável. Ele ergueu o olhar.

- Da próxima vez que atravessar a rua, certifique-se de segurar bem os livros.

- Claro... sou Adeline - disse, estendendo a mão. Ele estendeu a dele enquanto dizia:

- Muito prazer, Adeline. Sou Nick.

Após aquele encontro acidental, sua vida mudou. Nick se tornou o centro de sua existência. Ele a convidou para sair várias vezes antes de propor que fossem namorados naquele mesmo mês. Ela estava surpresa com toda a atenção que recebia dele, e, depois de três meses de namoro, ele a surpreendeu propondo casamento.

- Adeline, sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas sinto que fomos feitos um para o outro. Quer se casar comigo?

- Eu... - tinha dúvidas, sabia que deveria dizer não, mas respondeu - Sim, quero.

- Por um momento, pensei que diria não - brincou com ela, sem saber que estava certo.

- Sinto muito, você me pegou de surpresa - deu um sorriso forçado.

- Venha, vamos comemorar...

- Nick... ainda não conheci sua família. Na verdade, você nunca fala sobre eles.

- Não se preocupe, você os conhecerá em breve. Estão ansiosos para conhecê-la.

- Mesmo? - estava intrigada. Parecia que a família de Nick já estava ciente de sua existência.

- Claro, sempre falo de você. Eles concordaram com nosso noivado. - Ela estava muito feliz para perceber o sarcasmo em sua voz.

- Talvez devêssemos conversar com meus pais primeiro.

- Faremos o que for necessário, querida. Só espero que não mude de ideia.

- Não vou - afirmou com firmeza.

---------------------------------------------

Caro leitor

Obrigado pelo apoio. Siga-me nas redes sociais para mais novidades FB/IG @marylundhautor

Capítulo 2 Abandonada

Horas depois, já estava duvidando de sua decisão. Sua mãe ficou tão surpresa que mal conseguia articular uma palavra. Seu pai, por outro lado, estava zangado e achava que sua decisão era imprudente. Naquele momento, ela pensou que ele era um tradicionalista teimoso, mas anos depois concordou que ela havia sido uma jovem imprudente, ou melhor, uma tola cegada pelo amor.

- Adeline, eu sei que ama esse rapaz, mas você tem apenas 20 anos. Acha que está pronta para se casar? - perguntou sua mãe, que era mais paciente.

- Mãe, você se casou quase na mesma idade que eu.

- Eram outros tempos. Você tem muito pela frente.

- Sua mãe está certa, filha. Pense melhor nisso. Afinal, você mal conhece o Nick.

- Confie em mim, por favor - implorou, quase com lágrimas nos olhos.

- Nós te amamos e nos preocupamos com você, mas é sua decisão - concluiu seu pai.

- Obrigada, papai - ela correu para abraçá-lo.

- Não é o fim do mundo, apenas vai se casar - ele respondeu ao abraço dela, sem saber que a vida de sua querida filha estava prestes a mudar para sempre.

Na semana seguinte, ela conheceu a família de seu noivo. Sempre soube que ele vinha de uma boa família, mas nunca imaginou que fazia parte de uma das famílias mais poderosas do país. Sua sogra pareceu muito surpresa ao conhecê-la, como se esperasse algo "melhor", não uma jovem de classe média com pouca compreensão da realidade em que os Brown viviam. Mesmo que Nick não fosse esnobe, ela sempre notou que ele não se misturava com o povo comum. Estando ali entre as pessoas que faziam parte de sua elite social, ela percebeu que estava fora de lugar naquela festa.

- Estamos felizes que Nick finalmente tenha decidido se acomodar - comentou uma mulher elegante, que parecia ser tia dele.

- Tia, não fale assim, não sou tão velho, mal completei 24 anos.

- Você sabe como são as regras, querido - ele a olhou com irritação.

- Regras? - perguntou Adeline curiosa.

- Nada, querida - a mulher acrescentou.

- Já têm tudo pronto para o casamento? - perguntou a mãe de Nick, com seriedade.

- Em duas semanas, mãe, como prometi - acrescentou, vendo que ela não parecia muito convencida.

- Quanto antes, melhor.

- Mãe, não é o melhor momento.

- Tudo bem, vamos discutir isso em particular - Adeline começou a se sentir desconfortável. Algo não estava certo, mas não queria perguntar nada porque havia muita gente ao seu redor.

- Vamos brindar ao noivado! - disse um homem mais velho, o clima estava tenso.

- Por Nick e Adeline - acrescentou finalmente a mãe do noivo.

Duas semanas depois, tudo estava pronto para o casamento. Era o dia do ensaio final, e ela tinha ido cedo ao salão de beleza para seu tratamento de noiva. Sua amiga Jenny estava muito animada por ser uma das damas de honra. Ambas haviam crescido juntas e, desde pequenas, sonhavam com um grande casamento e um vestido branco.

- Adeline, você não faz ideia da sorte que tem! Acabei de descobrir que o avô do Nick vai deixar a ele a maior parte das ações da empresa.

- Onde ouviu isso?

- Li nas revistas de fofoca. Parece que estão apenas esperando o último suspiro do velho.

- Sua família já tem dinheiro suficiente para comprar metade da cidade. Acho que alguns milhões a mais não farão diferença.

- Você não entende. O avô dele é do lado materno.

- E daí? - ela olhou sem entender o ponto.

- Significa que ele não tem filhos homens, então Nick é o herdeiro de acordo com a tradição familiar.

- Isso é muito antiquado e machista.

- Acho que ele não quer deixar a empresa para uma mulher. Além disso, a mãe do Nick parece não se interessar pelos negócios.

- É verdade, acho que nunca trabalhou na vida - ambas olharam uma para a outra e riram em uníssono.

- Vamos parar de falar de coisas chatas e me conte sobre o que vai usar na noite de núpcias.

- Hummm, ainda não sei. Minha mãe me deu algumas roupas.

- Preciso ver! Ela sempre foi tão antiquada.

- Na época dela, a lingerie que está na moda hoje já era moderna.

- Não exagere, ela não é tão velha! Mas às vezes penso que sim. Ela me disse que o que vai acontecer amanhã à noite é algo natural e que eu não devo me preocupar com nada, que o Nick saberá o que fazer.

- Hahaha, ela acha que você é uma santa?

- Bem, não fale como se fosse uma vadia!

- Vamos lá! Você sabe que estou brincando, mas você sabe o que fazer, certo?

- Não ria! Não sou idiota. Vi alguns filmes para adultos algumas vezes.

- Ótimo, eu sabia que não me decepcionaria.

- Quanto tempo mais achamos que precisaremos ficar nessa sauna? Sinto que estou desidratando.

- Essa é a ideia - riu Jenny. - Quando sairmos daqui, você estará deslumbrante.

- Espero que sim.

Três horas depois, ela estava vestida com um vestido de noiva branco. Ela se olhou no espelho e parecia que já estava indo para o altar. Sua sogra insistiu em tomar as decisões, especialmente porque ela mal havia dito uma palavra sobre a organização do casamento.

- Querida, você está pronta? - disse sua mãe ao entrar no quarto, elegantemente vestida.

- Mamãe, acha que estou fazendo a coisa certa?

- O que aconteceu, querida? - ela a olhou preocupada.

- Não sei se consigo me encaixar nesta família, mamãe. Olhe para mim, mal consigo me reconhecer.

- Você ama esse rapaz?

- Acho que sim... eu o amo - ela se corrigiu.

- Então está fazendo a coisa certa.

- Te amo, mamãe - respondeu enquanto a abraçava.

Meia hora depois, todos esperavam que os noivos se apresentassem para iniciar o ensaio do casamento. Adeline estava inquieta, sentia que algo estava errado. Não tinha visto Nick o dia todo, mas sua sogra lhe dissera que era normal, que os homens não gostavam de estar por perto durante os preparativos do casamento. Ela acreditou nisso, mas agora estava preocupada.

- Onde ele está? - perguntou a sua sogra.

- Não sei, deveria ter chegado há uma hora.

- Ligue para ele, deve estar preso no trânsito.

- Ele não foi trabalhar, estava com amigos - ela a olhou incrédula.

- Ele me disse que estava ocupado com o trabalho e que eu não deveria me preocupar se não o visse hoje.

- Ele mentiu - disse a mulher sem muita cerimônia - acostume-se, os homens mentem o tempo todo.

Adeline achou que sua sogra era uma mulher fria, falava como se tivesse muita experiência com isso, mas sua voz não denunciava tristeza.

- É o ensaio do nosso casamento, ele tem que vir!

- O que você espera que eu faça? - ela estava brincando com ela? Pensou Adeline, mas ao ver a calma com que a mulher respondeu, decidiu agir por conta própria.

Caminhou entre as pessoas como um fantasma, esperando encontrar seu noivo. As pessoas a olhavam como se estivesse louca, e ela tentava disfarçar o pânico, mas nos últimos momentos já estava desesperada. Teria algo de ruim acontecido com ele? Voltou para a casa de Nick e, ao entrar em seu quarto, encontrou uma carta sobre a mesa. Naquele pedaço de papel estava a resposta que ela buscava, mas em seu íntimo, sabia que, se lesse, o rumo de sua vida mudaria. Reuniu toda a coragem que lhe restava e se aproximou para ler a mensagem.

"Adeline,

Lamento, mas não vou me casar com você."

---------------------------------------------

Caro leitor

Obrigado pelo apoio. Siga-me nas redes sociais para mais novidades FB/IG @marylundhautor

Capítulo 3 Sobrevivendo ao desastre

Ser deixada no altar poderia ser o pior, sem dúvida, mas ser abandonada um dia antes do casamento era muito pior. Se você fosse deixada no altar, as pessoas sentiriam pena de você, mas se isso acontecesse antes do casamento, era sua culpa, pelo menos era o que a família do noivo pensava. Depois de ler a nota de Nick, começaram a criticar Adeline. Para a família Brown, ela havia feito tudo errado, e assim que se livraram dos convidados, a expulsaram de casa. Seu pai não disse uma palavra, sua mãe não conseguia esconder seu escândalo.

Adeline estava agradecida por ser filha única, porque, de outra forma, provavelmente seria julgada por mais alguém. Ela mal conseguiu reunir o pouco de dignidade que lhe restava para não chorar diante de todas as acusações dos parentes de Nick.

- Filha...

- Não agora, mãe, não consigo suportar outro sermão.

- Adeline, precisamos falar sobre o que aconteceu. Ele realmente só deixou uma nota?

- O que você quer dizer?

- Ele não deu nenhum outro sinal de que não queria se casar?

- Sinais?

- Sim, os sinais comuns.

- Mãe, ele me pediu em casamento. Eu não o pressionei. Se ele não quisesse, por que teria me pedido?

- Eu não sei, deve haver alguma razão.

- Você também acha que é minha culpa?

- Não disse isso, mas acho que algo deve ter acontecido entre vocês.

- Já chega! Já tive o suficiente da maldita família Brown.

- Não fale assim com sua mãe - finalmente seu pai falou.

- Ela está me culpando pelo que aconteceu - ela retrucou.

- É sua culpa. Nós dissemos que era muito rápido, que era imprudente - ela olhou desolada. A última coisa que ela precisava agora era um sermão de seus pais.

- Se vocês tanto se opunham ao meu casamento com ele, por que concordaram?

- Nunca concordamos - afirmou seu pai. Sabíamos que aquele rapaz tinha um comportamento estranho. Não confiávamos nele - ela não podia mais suportar a pressão e explodiu.

- E esperaram até agora para me dizer? Esperaram até ele me abandonar para me avisar? Que tipo de pais são vocês?

- Calma, Adeline - sua mãe implorou.

- Maldita garota mimada! Você nunca escuta. Você estava apaixonada, tão cega. E agora, é culpa nossa? Assuma as consequências de suas decisões.

- Isso é o que eu farei. É óbvio que ninguém aqui me dará consolo - pegou sua bolsa e se dirigiu para a porta.

- Para onde você acha que está indo? - gritou seu pai.

- Para qualquer lugar onde não serei julgada!

- Filha, espere... - gritou sua mãe, mas ela já tinha saído pela porta.

Ela caminhou sem rumo pelas ruas. Não tinha um plano, só queria se afastar de tudo o que a cercava naquele momento. Supostamente, seria um dia especial, mas Nick a havia deixado à mercê dos lobos. Ele não apenas a havia deixado praticamente no altar, mas também a havia abandonado carregando toda a culpa, e ela era inocente. Não havia feito nada de errado. Agora, pensando melhor, ela tinha sido um anjo. Nunca tinha protestado, nem mesmo quando sua agora ex-sogra - ela se lembrou - a havia excluído de todas as decisões sobre a festa de casamento, nem quando ela disse que Adeline precisava perder peso para parecer uma verdadeira dama, ou o que diabos isso significava. Seu peso nunca a preocupou, ela era uma mulher cheia de curvas e se orgulhava disso, mas aparentemente isso parecia vulgar para sua sogra. Ela acabou chegando a um bar, entrou sem cerimônia e sentou-se em um banquinho.

- Olá, quero um uísque - o barman a olhou com incredulidade e disse:

- Seu documento, por favor.

- Eu tenho 22 anos - ela afirmou indignada.

- Querida, você parece ter 17.

- Eles me deixaram hoje! Eu deveria me casar amanhã - acrescentou. O homem a olhou com pena.

- Nesse caso, a primeira dose é por conta da casa.

- Obrigada! - disse enquanto tomava a bebida de um gole só. Começou a tossir, o homem a olhou sério.

- É a sua primeira vez? - quando ela terminou de tossir, respondeu:

- Sim!

- Você deveria ter pedido algo mais fraco.

- Eu quero ficar bêbada.

- Isso não é uma boa ideia.

- Não preciso de outro sermão.

- Haha, não estou tentando te dar um sermão. É do meu interesse que você beba enquanto puder pagar - ela o olhou séria, pegou sua carteira e jogou uma quantia substancial de dinheiro na bancada.

- Geralmente, não me preocupo com meus clientes, mas você parece ser uma boa garota. Devo chamar alguém?

- Se eu ficar inconsciente, você pode ligar para este número - disse, anotando um número de celular em um papel. Ele pegou o papel e depois perguntou:

- O que você quer beber?

---------------------------------------------

Caro leitor

Obrigado pelo apoio. Siga-me nas redes sociais para mais novidades FB/IG @marylundhautor

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022