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A ex-esposa brilhante

A ex-esposa brilhante

Autor:: Janie
Gênero: Moderno
Durante três anos, Christina se dedicava completamente à família sem reclamar, apenas para ser descartada pelo homem em quem mais confiava. Pelo primeiro amor, seu marido a abandonou, fazendo dela motivo de chacota. Após o divórcio, Christina revelou seus talentos há muito ignorados, surpreendendo a cidade inteira. Ao perceber o brilho dela, o ex-marido se arrependeu. "Querida, me perdoe!" Com um sorriso frio, ela cuspiu: "Cai fora." Um magnata a envolveu em seus braços. "Ela é minha esposa agora. Guardas, tirem esse homem daqui!"

Capítulo 1 Um divórcio e um novo começo

"Vamos encerrar este casamento."

Essa frase, simples e direta, bastou para transformar Christina Jones em uma mulher rejeitada por uma das famílias mais influentes da cidade. Três anos de casamento, de dedicação e lealdade a Brendon Dawson, resultaram apenas em decepção.

No dia que deveria marcar o aniversário de três anos de união, Christina foi até o escritório do marido, ansiosa para convidá-lo para comemorar. Quando seus olhos pousaram em um colar ornamentado que brilhava sobre a mesa dele, acreditava que a joia era para ela.

Brendon percebeu seu olhar e, sem disfarçar o tédio, fechou a caixa com um movimento indiferente.

"Yolanda voltou. Esse colar é para ela", ele explicou, garantindo que não houvesse espaço para mal-entendidos.

Nesse instante, tudo fez sentido. Christina abaixou o olhar, tentando esconder a dor por trás dos óculos de armação grossa, mas era impossível fingir.

A antiga paixão de Brendon, Yolanda Mitchell, havia retornado, tomando o coração dele. Enquanto isso, Christina percebeu que, após três anos ao lado de Brendon, sempre estava à margem, uma presença funcional, mas nunca amada, e agora deixada de lado como algo desnecessário.

A irritação se estampou no rosto de Brendon, impaciente com o silêncio dela. "Vou garantir que você seja compensada. Vamos encerrar isso e seguir em frente. Não se engane achando que pertence a um lugar onde nunca tinha espaço."

Na verdade, Brendon nunca tinha reclamações sobre Christina - sua aparência era agradável, ela mantinha a casa em ordem e sempre era discreta. Mas nada disso importava. Para ele, ela não era a mulher que ele ansiava e era como uma refeição sem tempero - suportável, mas sem graça.

O silêncio de Christina só servia para irritar Brendon, que disse, seu tom frio: "Você tem três dias para pensar. Não teste minha paciência - não pretendo esperar muito."

Sem hesitação, Christina respondeu: "Não preciso pensar. Vou assinar agora mesmo."

Com a dignidade intacta, a mulher pegou a caneta, assinou os papéis e encerrou o capítulo.

Eles passaram juntos pelo processo no cartório, sem lágrimas ou cenas, e logo todas as formalidades legais ficaram para trás.

Ao sair, Christina sentia uma dor silenciosa no peito, mas, junto dela, veio uma estranha sensação de liberdade.

A esperança de conquistar o amor de Brendon finalmente se dissolvera, e ela não desperdiçaria mais sua vida em um relacionamento unilateral. De agora em diante, não haveria mais montanha-russa de emoções, nem mais feridas autoinfligidas por amar um homem que não podia amá-la de volta. Era o fim - irrevogável e definitivo.

De repente, o toque do celular de Brendon cortou os pensamentos de Christina.

Ele atendeu rapidamente, preocupado. "O quê? Yolanda foi hospitalizada? Estou indo agora!"

Sem sequer olhar para trás ou dizer uma palavra de despedida, Brendon correu para seu carro e acelerou.

Sempre que Yolanda estava em cena, todo o resto desaparecia para Brendon.

Instantes depois, um Bugatti preto e vermelho parou em frente ao cartório.

Davina Morris, melhor amiga de Christina, saltou do carro, usando uma roupa provocante e um sorriso debochado. Lançando as chaves do carro para Christina com um movimento teatral, disse: "A liberdade te fez bem, garota. Parabéns por se livrar dessa âncora. Vamos fazer algo meio insano hoje à noite?"

Christina pegou as chaves e se dirigiu ao volante com passos decididos. "Entre."

Davina sorriu e se acomodou no banco do passageiro sem hesitar. Em segundos, o carro disparou pela Rodovia Azure, o rugido do motor embalando a sensação libertadora que se espalhava por Christina.

"Devíamos ir a um bar comemorar. Se você não tivesse me segurado, eu teria estourado uma garrafa de champanhe e jogado na cara daquele idiota ali mesmo", Davina resmungou.

"Você escolhe o lugar. Mas antes, preciso passar no salão", Christina respondeu, com um tom calmo que escondia uma necessidade urgente de deixar o passado para trás.

Davina arqueou uma sobrancelha, surpresa. "Três anos sumida, e ainda tem gente te procurando. Quando vai retomar seu lugar no topo e virar o mundo da medicina de cabeça para baixo outra vez?"

Christina deu de ombros, olhando a estrada à frente. "Não planejei isso ainda."

Davina soltou uma risada aguda. "Ouvi dizer que seu ex está desesperado atrás do médico King. Parece que a princesa dele está entre a vida e a morte, e ele está disposto a tudo para salvá-la. Imagine a cara dele se soubesse que você é King."

Christina permanecia em silêncio, os olhos fixos na estrada, a expressão impassível como uma pedra.

......

Enquanto isso, Brendon acelerava pelas ruas da cidade, os dedos tamborilando nervosos no volante. No caminho, ele pegou o celular e ligou para sua secretária. "Alguma novidade sobre King?"

O nome de King ecoava como lenda entre os grandes hospitais do mundo - um médico enigmático, com resultados milagrosos, mas que sumira do mapa por três anos. Todas as tentativas de localizá-lo não levaram a lugar nenhum. Ninguém sabia quem ele, ou ela, realmente era.

"Entramos em contato com todas as pessoas possíveis, senhor Dawson, mas ainda não conseguimos encontrar King", a secretária respondeu, hesitante.

Brendon franziu a testa. "Continuem procurando. Não importa o quanto custe!"

"Sim, senhor."

Ao chegar ao estacionamento do hospital, Brendon mal esperou o carro parar para sair correndo. Não importava o quão alto fosse o preço, ele não pararia de procurar King, pois a vida de Yolanda estava por um fio.

Capítulo 2 Vou elevar o nível

No bar Vertbrook, Christina retirou os óculos de aro preto e os guardou entre os dedos. Sem eles, seus olhos revelavam um brilho malicioso e intenso, como brasas acesas.

O cabelo liso e reto que ela sempre usava como armadura agora caía em ondas suaves, emoldurando seu rosto com elegância quase cinematográfica. O batom vermelho vibrava em contraste com a confiança estampada em seu sorriso.

Ela caminhava como alguém que havia rompido correntes antigas, alheia a olhares curiosos. A esposa simples e silenciosa que antes existia entre as paredes de casa desaparecera.

À sua frente, Davina mexia o canudo no copo, distraída. "Ei, vai rolar uma competição de tiro ao alvo na semana que vem. Está pensando em se inscrever?"

Christina respondeu sem hesitar: "Nem pensar. Faz tanto tempo... Minhas mãos não são mais tão firmes."

"Ah, qual o problema? Use isso como terapia. Imagine o rosto de Brendon bem no centro do alvo e vá com tudo."

Christina soltou uma risada baixa. "Confesso que é tentador."

Com os olhos brilhando, Davina continuou: "E não pare por aí. Sabe quem vai estar lá? Dillan, aquele cara que quase te derrotou há quatro anos. Você desistiu e, desde então, ele reina absoluto."

Antes que Christina respondesse, Davina deslizou o celular pela mesa, revelando: "E dê uma olhada nisso. O prêmio deste ano é um Bugatti personalizado. Não é modelo de prateleira, mas sim único. Uma obra de arte sobre rodas. Pegue e dê uma olhada na competição."

Christina pegou o celular e deslizou os dedos pela tela. Como sempre, além do prêmio impressionante, uma regra interessante chamava a atenção - os competidores usariam máscaras e pseudônimos. Ninguém saberia quem era quem, a não ser o vencedor, que teria o direito de exigir que os demais mostrassem o rosto.

"Se você entrar e ganhar, tem que fazer Dillan tirar a máscara. Eu preciso saber como é esse cara!", Davina exclamou.

"Tá bom." Christina girou levemente a taça de vinho, os olhos fixos no líquido rubro. Um sorriso provocante curvou seus lábios. "Se eu participar, não vou apenas jogar. Vou elevar o nível."

Davina arqueou uma sobrancelha, curiosa. "O que isso quer dizer exatamente?"

Christina sustentou o olhar da amiga com firmeza. "Quem vencer a competição este ano ganha uma sessão exclusiva com King. Sem prazo de validade. Desde que sigam as condições de King, o acordo permanece."

Davina quase derrubou a bebida. "Você está brincando! Se isso for verdade, as pessoas vão se atropelar para se inscrever. Isso vai explodir!"

"Vou ao banheiro", Christina disse enquanto se erguia.

Ela não deu dois passos antes de ser interceptada por um grupo de homens que entrou no bar com a arrogância de quem achava que o mundo lhes devia algo.

"Olhe só o que temos aqui. Parece que está precisando de companhia. Que tal uma bebida?", um deles disse, a encarando dos pés à cabeça.

Era como se, com apenas um olhar, eles pudessem despi-la.

Os olhos de Christina se tornaram duros como gelo. "Saiam do meu caminho!"

O aviso em sua voz era cortante, mas os homens apenas riram. "Ah, então é assim? Gosta de um pouco de resistência, né? Nós também, deixa tudo mais interessante."

Christina não vacilou. "Última chance. Sumam!"

Nesse momento, um dos homens assobiou e esticou a mão em direção ao seu peito com um sorriso lascivo.

Porém, ele não teve tempo de tocar nela. Com um movimento seco e preciso, ela torceu o pulso dele até ouvir o estalo nauseante.

O grito do homem ecoou pelo bar, silenciando a sala.

Os outros congelaram, mas foi só por um segundo.

Christina se moveu como um raio. Um chute direto no joelho de um. Um cotovelo certeiro no maxilar de outro. Cada golpe era medido, eficiente e implacável.

Em questão de segundos, o grupo inteiro jazia no chão, gemendo, encolhido entre hematomas e feridas que deixariam marcas por muito tempo.

Do segundo andar, a varanda oferecia vista privilegiada da cena.

Um dos amigos de Brendon, que observava de longe, arregalou os olhos, surpreso. "Caramba... que mulher! Um arraso total, confiante e poderosa, exatamente do jeito que eu gosto."

O olhar de Brendon, ao lado, seguiu para a figura da mulher de cabelos ondulados e, quanto mais a observava, mais forte era a sensação de que havia algo familiar ali. Os traços do rosto dela o fazia se perguntar se estava olhando para Christina, sua ex-esposa.

Após passar a tarde no hospital com Yolanda, Brendon havia concordado em ir ao bar por sugestão dela. Aliviar o estresse parecia necessário.

Estreitando os olhos para a mulher lá embaixo, Yolanda murmurou: "Espere um pouco. Não é Christina?!"

"Você está dizendo que... aquela mulher incrível lá embaixo é Christina? A mesma mulher apagada que mal abria a boca? Não pode ser."

Aos poucos, os olhares do grupo se estreitaram, tentando confirmar. O choque se instalou com a força de um tapa quando reconheceram - sim, era ela.

Katie Dawson, a irmã mais nova de Brendon, não escondeu seu desprezo. "Olhem para ela... vestida como se estivesse prestes a fazer um teste para algum reality show barato. Desde que foi abandonada, está desesperada. Aposto que está procurando um sugar daddy."

A risada do grupo foi imediata.

"Nada novo. Esse tipo de mulher só sabe como se pendurar num homem."

"Brendon se livrou de uma bomba. Desse jeito aí? Ela está implorando por atenção."

"Sem um homem, ela não é nada. Só mais uma interesseira tentando se passar por alguém importante."

A cada comentário, a mandíbula de Brendon se contraía, até que ele não aguentou mais.

"Já chega!", ele exclamou, a voz mais firme do que qualquer outra, lançou um último olhar duro para o grupo e começou a descer as escadas em direção a Christina.

Capítulo 3 Venha comigo!

"Brendon!"

"Espere, Brendon!"

As vozes de Katie e Yolanda ecoaram ao mesmo tempo, se misturando no ar enquanto ambas corriam apressadas na tentativa de detê-lo.

As duas se colocaram em seu caminho, o obrigando a parar.

"Por favor, me diga que você não vai atrás daquela vadia", Katie disse, a incredulidade evidente em sua voz.

Brendon fechou o semblante e, por um breve instante, a raiva reluziu em seus olhos. "Controle suas palavras, Katie. Esse tipo de comentário não é apenas rude, mas vergonhoso. Você carrega o nome da nossa família. Tente, ao menos, não manchá-lo."

Yolanda pousou uma mão suave no ombro de Katie, tentando apaziguar a tensão. "Brendon, não seja tão duro com ela. Katie ainda é jovem e não entende certas coisas. Se você ainda sente algo por Christina, seja honesto comigo. Eu não vou te atrapalhar. Só... vou sair de cena discretamente."

As lágrimas represadas nos olhos de Yolanda denunciavam sua dor, e seu rosto transbordava mágoa enquanto ela se virava para sair.

Ver isso apertou o coração de Brendon, que avançou para segurar sua mão e disse de imediato: "Yolanda, não. Por favor, não vá. Você está entendendo tudo errado. Entre mim e Christina não existe mais nada."

Yolanda a encarou com vulnerabilidade, sua voz baixa e trêmula: "Então me diga com sinceridade. Ainda existe alguma parte sua que a ama? Se existir, eu consigo lidar com isso. Não vou te culpar."

Brendon desviou o olhar por um segundo, lutando contra o desconforto, e disse apressadamente: "Você está se torturando à toa. O que Christina faz agora não me diz mais respeito."

Yolanda tocou a mão dele com delicadeza, sua voz firme: "Talvez ela tenha um motivo para estar vestida assim. Talvez esteja passando por dificuldades. Devíamos estender a mão, talvez."

Brendon ficou em silêncio por um instante, surpreso com a generosidade que ela conseguia manter. "Você tem um coração nobre, Yolanda. Mas, acredite, Christina não está sofrendo como você imagina. Eu garanti a ela uma vida confortável. Se ela escolheu ignorar isso, agir como interesseira e abrir mão da própria dignidade... é uma escolha dela."

Yolanda parecia querer responder, mas de repente vacilou, como se suas pernas não a sustentassem.

O corpo oscilou para trás, e Brendon a segurou antes que caísse.

"Yolanda!", ele exclamou, alarmado.

"Está tudo bem... Só está muito barulhento aqui. Acho que fiquei um pouco tonta. Vamos voltar para a sala reservada", a voz de Yolanda saiu fraca enquanto ela se apoiava nele.

Brendon a amparou com firmeza, franzindo a testa. "Você devia ter ficado no hospital por mais alguns dias. Não devia ter insistido em sair."

Se virando para Katie, ele instruiu: "Katie, leve ela de volta à sala reservada. Eu vou ao banheiro e volto logo."

A desconfiança brilhou nos olhos de Katie como faísca em pólvora. "Você não vai correr atrás de Christina, vai?"

Yolanda pousou a mão no braço de Katie. "Está tudo bem, Katie. Se ele quer falar com Christina, deixe que vá. Ela foi parte da vida dele. Fingir que ela não existe não vai fazê-la desaparecer. E se o jeito como ela está vestida hoje causar fofocas, isso não recai só sobre Brendon... o nome dos Dawson também pode ser arrastado nisso."

"Você sempre é tão atenciosa, Yolanda, até quando se trata daquela...", Katie parou quando percebeu o olhar frio de Brendon.

Logo em seguida, seu tom mudou. "Brendon, olhe, Yolanda ainda não está totalmente recuperada. Se alguma coisa acontecer enquanto você perde tempo aqui, a responsabilidade é sua!"

Com um suspiro irritado, Katie segurou a mão de Yolanda. "Vamos, Yolanda. Vamos embora."

...

Lá embaixo, Christina saiu do banheiro com passos calmos. Ela levou a mão ao cabelo e ajeitou uma mecha, um gesto simples, mas que bastou para virar todas as cabeças no bar.

Os olhares masculinos a acompanhavam abertamente, escancarando o desejo sem vergonha alguma.

Brendon observava de longe, tenso. A cada olhar invasivo que recaía sobre Christina, algo dentro dele se revirava. Eles não estavam apenas olhando, mas a devorando com os olhos. E ele odiava isso com intensidade sufocante.

"Christina Jones!", ele chamou, a voz baixa, mas carregada de irritação.

Christina se virou lentamente, o olhar encontrando o dele com uma frieza cortante. Ela o analisou lentamente antes de responder: "O que você quer?"

Seu tom era distante e indiferente, como se ele fosse apenas mais um rosto na multidão.

Isso o atingiu como um soco no estômago, rasgando algo dentro dele que ele não estava pronto para reconhecer.

Sem pensar, Brendon avançou e agarrou seu pulso. "Venha comigo!"

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