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A filha do CEO: Primeiro e único amor.

A filha do CEO: Primeiro e único amor.

Autor:: Carla Cadete
Gênero: Romance
(Spin-off de: A cunhada do CEO) Mary Smith é uma jovem adorável, filha mais velha do empresário Richard Smith e enteada de Anna Smith. Uma mulher bem sucedida, estudiosa e descontraída. Sua paixão é a mesma que da família toda: a patinação no gelo. Um atentado contra sua vida a faz relembrar o passado. Antony agora é seu salvador, ao observá-lo melhor, tem a certeza de que já o conhece.

Capítulo 1 O assassino de aluguel.

Capítulo 1

O assassino de aluguel.

Inglaterra - Verão.

O celular que está dentro da calça social de um homem alto e forte toca, ele está todo vestido de terno da cor cinza chumbo, anda apressado pelas ruas da cidade e o atende sem a mínima paciência.

- Fala - diz com sua voz grossa esperando o comando do outro lado da linha.

Assim que recebe as ordens, atira o celular na parede o espatifando em vários pedaços ao entrar pelo estacionamento de um imenso prédio.

Ele passa as mãos pelos cabelos arrumando os fios, ajeita a gravata, entra no elevador do estacionamento.

Conforme o elevador vai subindo, entram e saem várias pessoas, uma delas chama sua atenção o fazendo dar um leve sorriso, se não estivesse ocupado seduziria a bela morena de coxas grossas à sua frente.

Está sendo bem pago para esse serviço, se não precisasse cumprir horário, estaria entre as pernas da bela mulher nesse exato momento, só de imaginar sente seu pau dando indícios de uma ereção.

Suspirando, se contém, não é sempre que alguém oferece tanto dinheiro para eliminar uma única pessoa, não pode perder esse dinheiro fácil, terá oportunidade de tentar conquistar a morena ao voltar ou talvez um outro dia.

Observa as roupas dela, é um uniforme, tem o nome da empresa Corporation Smith, escrito nele, talvez seja da área do marketing, sorri imaginando quantas vezes pretende tomá-la em seus braços e com seus pensamentos eróticos passa o dedo indicador na gola da camisa social. De repente o local ficou quente só de se imaginar com a bela mulher.

Riddick, tem feições de um homem bom, é educado quando precisa, seu olhar é meigo e carinhoso, sua voz é grossa e sensual e tem um belo rosto aos 35 anos, tudo o que as mulheres gostam.

E seu trabalho, qual é? Eliminar uma mulher do mapa, não entende porque tem que ser justamente a filha do CEO da empresa, pois é tão jovem, tem apenas 22 anos, não gostaria de fazer esse trabalho sujo, mas isso envolve muito dinheiro e não é pago para sentimentalismos.

O mandante deixou bem claro que a jovem mulher deve morrer e que não era para cair em seus encantos, pois o conhece muito bem e sabe como gosta das mulheres.

Esse comentário do seu chefe o deixou muito curioso, afinal não sabe como ela é, não lhe deram nenhum foto, absolutamente nada a mais que a idade e o fato de ser filha do dono da Smith Corporation.

Em sua visão periférica não viu até agora entrar mulher nesse prédio mais bela que a morena de pernas esbeltas à sua frente.

Ela desce no décimo quinto andar, sente um desagrado muito grande ao ver o belo traseiro sair de sua visão sem poder fazer nada para a impedir.

- Merda! - Exclama com raiva, pois o seu membro está levemente endurecido entre as pernas, não tem como evitar, mulheres é seu ponto fraco.

Seu alvo é o sexagésimo andar, onde a filha do presidente irá se encontrar com ele em poucos minutos.

Olha para a mensagem que acabou de receber no celular que vibrou em seu bolso de um dos comparsas, diz que a jovem irá entrar no prédio em menos de cinco minutos.

Um sorriso toma sua face o deixando mais charmoso do que já é, uma mulher provavelmente na casa dos quarenta anos olha para ele.

Riddick sente como se estivesse sendo queimado pelas costas, olha para o lado e tem uma boa visão dos seios volumosos da mulher, ao lado dela está um homem de meia idade um pouco mais baixo que ela e lhe segura a mão, com uma certa possessividade.

A mulher suspira olhando para Riddick que sorri ao constatar que o homem deve ser seu marido e a safada está dando em cima dele mesmo assim, outra que pegaria assim que largasse a mão do marido, mas não tem tempo e suspira pelas duas oportunidades que está perdendo.

O elevador apita, abre as portas, Riddick sai com passos largos, seus olhos esverdeados e experientes percorrem todo o local.

A esquerda está o corredor até a sala da presidência, a direita seu destino, a sala de reuniões, onde se encontrará em minutos com o presidente da empresa: Richard Smith.

Entra na sala com um leve sorriso nos lábios, observa alguns assessores e advogados aguardando, cumprimenta todos educadamente, diz que é representante de uma famosa empresa de uma marca muito conhecida.

Como os outros, senta no local onde tem uma placa com o nome da empresa onde disse trabalhar com seu falso sobrenome e aguarda. Passado poucos minutos, a porta se abre, seus olhos de águia capituram duas pessoas conversando, não consegue ouvir, mas consegue ler o lábios do casal.

"- Pai, eu preciso mostrar para mim mesma que eu consigo... Por favor..." - diz Mary Smith.

"- Está bem, meu amor. Conversaremos sobre isso depois." - diz Richard Smith.

Por um momento Riddick não gostou nada de ver o rosto lindo e delicado da bela jovem que foi contratado para eliminar, suspira pesaroso, olha para baixo perdendo seu foco por um breve instante, mas volta a olhar para eles e ler seus lábios.

"- Obrigada, papai. Boa reunião, estarei aguardando na sala da presidência."

Riddick continua olhando para a beleza da filha do CEO, é como o pai, o mesmo tom de pele, o mesmo tom de cabelo e acredita que devem ter a mesma cor de olhos de onde está nao consegue ver, nunca antes viu uma jovem tão parecida com o pai como essa.

É um assassino de aluguel, nunca tinha sido contratado para eliminar alguém do sexo feminino, isso o está incomodando e muito, principalmente porque algo nela mexeu muito com ele.

Sempre foi um homem frio e sem coração, afinal é a exigência de seu trabalho, mas não resiste as mulheres seja qual for, praticamente todas o deixa louco, nunca amou uma, mas não é indiferente a feminilidade delas.

Incomodado com a gravata que não tem costume de usar, arruma o nó e passa a mão pelo colarinho para não continuar se sentindo sufocado, mais do que está.

Seu outro celular vibra no bolso, olhando para os lados, o pega, todos a sua volta estão ocupados, vizualiza a tela, mais uma mensagem desagradável da pessoa que o contratou.

"- Mate Mary Smith! Vou lhe dar o dobro do que te ofereci, mas tem que ser hoje!"

Sente que os cifrões dos dólares aparecem nos seus olhos, apaga a mensagem, suspira pesaroso novamente e passa a mão pelos cabelos, inquieto. Não é pobre, mas também não é rico, esse dinheiro o deixaria muito tempo fora de ação.

A pessoa que o contratou ofereceu um milhão de dólares pela vida dessa linda mulher, e para não desistir dobrou para dois milhões, agora sim está difícil resistir.

O CEO, Richard Smith entra na sala cumprimentando a todos, senta em seu lugar de presidente da empresa e começa a reunião com um leve sorriso nos lábios.

Repara bem no pai da moça que irá eliminar, ele parece ser feliz, muito feliz diria, se matar sua filha, acredita que essa felicidade mudará para sempre, não sabe porque a pessoa que o contratou odeia tanto a família Smith, mas no dia em que foi contratado viu ódio nos olhos dessa pessoa, muito ódio.

Continua...

Capítulo 2 As flores prediletas de Mary.

Capítulo 2

As flores prediletas de Mary.

Mary Smith anda até o fim do corredor, seu salto agulha faz barulho a cada passo, todos os homens e mulheres que passam por ela a cumprimentam, sabem que ela é a filha do CEO.

A beleza dela chama tanta atenção tanto quanto a do pai, é como se fosse uma cópia feminina de seu pai.

- Bom dia, senhorita Smith - diz o secretário do pai.

- Bom dia, Thomas. Vou aguardar o papai na sala - diz andando até a porta do escritório do pai.

- Claro senhorita. Gostaria de tomar um café? - diz ao se levantar.

Como um bom cavalheiro abre a porta do escritório para ela entrar. Mesmo tentando evitar, é impossível não reparar nas pernas da filha do patrão, limpa a garganta ao perceber suas intenções, fecha a porta e liga para a copa solicitando o café.

Mary senta na cadeira da presidência, sente uma leve dor no pé esquerdo e tira o salto, infelizmente seu dedinho estava sendo apertado pelo bico fino do salto, faz uma anotação mental para não comprar mais sapatos tão finos na frente.

- Isso dói... - diz passando os dedos pela pele machucada.

Como ficará sozinha na sala, tira o outro sapato, mexe os dedos dos pés sentindo alívio. Pegando o celular, sai da cadeira, anda até a imensa janela de vidro enquanto procura na agenda o número de sua amiga.

O telefone toca algumas vezes, até ela atender com a voz ofegante.

- Alô? Mary? Amiga você sabe que eu te amo, mas estou extremamente ocupada. Estou abarrotada de serviço, sabe como é vida de chefe de cozinha.

- Sim, eu sei, sinto muito. Liguei para te avisar que vou almoçar com você. O que tem de gostoso hoje?

- Comigo? Que honra, as treze está bom pra você? Estou fazendo um prato típico italiano, Spaghetti a Carbonara e de sobremesa seu doce predileto, Eton Mess.

- Hum... para mim está ótimo. Te vejo mais tarde, Paola.

- Até mais, Mary.

Mary desliga o telefone no instante em que a moça da copa entra com seu café.

- Aqui está senhorita Smith. Deseja mais alguma coisa? - diz reparando que a moça anda descalça pelo escritório.

- Não, obrigada - responde sorridente olhando a moça nos olhos em agradecimento.

Beberica o café com chantilly, Thomas sabe seus gostos, o acha tão prestativo, não se esquece de nada, acredita que ele tem memória de elefante, nada do que faz ele esquece, se lembra de tudo, seus gostos com bebidas, comidas e até mesmo sabe que tipo de flores mais gosta.

Sabe disso, pois no seu aniversário de vinte e dois anos o pai não lembrava que tipo de flores ela mais gostava e foi Thomas que o lembrou.

Quase duas horas se passam desde que o pai começou a reunião, olha para o relógio de cinco em cinco minutos, está cansada de esperar, suspira e resolve sair um pouco, talvez em pouco mais de meia hora seu pai volte para o escritório, veste os sapatos e se arrepende quase no mesmo instante.

Franze a testa ao sentir o sapato apertar novamente seu dedinho, anda até os elevadores, no caminho Thomas a observa sair mancando.

- Senhorita Smith, quer que peça outro calçado na loja do lado?

Com um sorriso no lábios ela para de andar e diz:

- Agradeço se o fizer, meu número é...

- Trinta e cinco, pedirei um extremamente confortável e tão bonito quanto este que está usando - ele diz com um sorriso nos lábios.

- Obrigada, Thomas. Volto em meia hora.

Ele sorriu em resposta, senta pegando o porta cartões na gaveta de sua mesa para ligar na loja de sapatos.

No corredor, aperta o botão de subir, olha para o painel do elevador, em seguida olha as unhas bem feitas e compridas enquanto aguarda.

O elevador apita abrindo as portas, ela entra, aperta o último botão, o prédio da Corporation Smith é um imenso arranha céu com 65 andares, ao chegar no último andar sai do elevador seguindo até uma porta a prova de fogo, sobe as escadas e sai sentindo a brisa do fim da manhã.

Segue pelo imenso jardim que seu pai mandou fazer na área externa da cobertura a seu pedido.

São inúmeras flores de diferentes espécies, agacha perto das rosas e sorri ao sentir o cheiro, fecha os olhos com o prazer que sente com o odor das flores em geral, mesmo com o vento do sexagésimo quinto andar a área foi construída com paredes de vidro fumê que são abertas durante o dia para as flores receberem vento e a luz solar para a fotossíntese.

Por um momento sente como se estivesse sendo vigiada, olha para trás, não tem ninguém, franzindo as sobrancelhas volta a olhar para frente.

Continua andando pelo imenso jardim, até ficar de frente com suas flores prediletas, lírio narciso amarelo. Agachando passa os dedos pelas pétalas delicadas.

***

Na sala de reuniões Riddick cumprime os lábios, está por um fio de desistir de matar a garota Smith, e sua decisão se confirma ao ver a esposa do CEO no corredor ao sair da sala de reuniões.

É um lindo casal, não pode negar, a esposa é incrivelmente atraente e o melhor de tudo, o jeito como olha para o marido, se vê muito amor em seus olhos, o olhar dele demonstra o mesmo. Prestando atenção escuta algumas palavras antes de desistir de uma vez por todas dessa loucura, afinal nunca foi assassino de mulher, principalmente de um anjo como a bela jovem de cabelos negros.

- Richard, meu amor - diz Anna Smith beijando o marido com paixão. - Vamos almoçar fora... - diz entre os beijos.

- Mary está aqui - diz abraçando a esposa com carinho.

- Ótimo, vamos chamá-la e iremos os três.

- Onde está Julian?

- No colégio, depois irá para a aula de patinação - diz abraçando o marido com mais carinho.

- Esse é o meu garoto, seguindo os passos dos pais, assim como Mary. Venha, vamos procurá-la e almoçarmos juntos.

Suspirando Riddick observa o casal andando sentido o fim do corredor, agora sim tem a certeza que nao tem coragem de destruir a paz e a felicidade dessa família.

Segue o casal, para e se encosta na parede, escuta quando o secretário diz onde encontrar a garota.

- Ela disse que desceria em meia hora, Senhor.

- Está bem, venha querida, vamos esperar no escritório - diz Richard entrando no escritório e sendo seguido pelo secretário. - Thomas peça...

- Café para o Senhor e chá com limão para a Senhora Smith, pedirei imediatamente. Licença - diz Thomas saindo da sala.

Richard fica calado, ainda consegue se surpreender com a eficiência de Thomas.

***

As portas do elevador se abrem, Riddick entra, está sozinho, sente o celular vibrar no bolso, lê a mensagem enquanto aperta o botão para o elevador fechar a porta.

"- Eu sabia que não teria coragem de a matar, a garota está sozinha e vive. Está andando pelo terraço do prédio. Mandei outro fazer o seu trabalho, se considere dispensado."

Termina de ler a mensagem e aperta o botão do último andar, aperta o celular com força dizendo:

- Desgraçado! Como esse filho de uma rapariga descobriu?

Continua...

Capítulo 3 Será o seu fim

Capítulo 3

Será o seu fim?

Base Aérea do Exército Britânico.

Um soldado entra correndo no galpão onde Antony de Castilho está terminando de consertar o motor de um helicóptero militar.

- Vamos almoçar? - perguntou o soldado ao parar do seu lado o observando trabalhar.

- Obrigado, mas agora não posso. Estou terminando de montar e faremos o teste em seguida.

- Saco vazio não para em pé. Depois do almoço vocês fazem o teste.

- Dessa vez não dá. Tenho que entregar ele pronto hoje no começo da tarde - diz a última frase se afastando da nave e dando seu serviço por terminado.

- Tudo bem, fica para a próxima então - diz o soldado se afastando.

O Coronel Lawford entra nas instalações juntamente com o piloto e o copiloto. Ao escutar passos, Antony pega um pano e limpa as mãos dando a volta no helicóptero para ver quem é. Ao ver o coronel, para o que está fazendo, deixando o tecido de lado e o esperando se aproximar.

- Esse helicóptero está apto para voar rapaz? - pergunta o coronel já sabendo a resposta, sabe que o rapaz é um excelente especialista quando o assunto é motor.

- Sim, coronel. Fiz os últimos ajustes, tenho certeza que está em perfeitas condições de uso.

- Ótimo, vão logo fazer o teste. Preciso de vocês de volta em uma hora.

- Sim, Senhor - diz Antony aguardando o coronel sair.

Piloto e copiloto tomam seus postos, estão devidamente vestidos, antes de ligarem os motores para começar os testes, tiram o helicóptero do galpão.

Enquanto isso, Antony vai lavar as mãos e tomar água. Do lado de fora do galpão o piloto liga os motores.

- Está ouvindo algum barulho diferente no motor? - pergunta o copiloto.

- Nada, parece estar em perfeitas condições de uso, esse rapaz é um gênio - respondeu o piloto satisfeito.

Antony termina de lavar as mãos no banheiro e se olha no espelho para tirar umas manchas de óleo em seu rosto, toma água e volta para o vestiário.

Coloca os equipamentos de segurança que faltam em sua roupa, principalmente o engate na cintura caso precise sair do helicóptero ainda em movimento.

Devidamente vestido e equipado segue para a área de decolagem. Com o helicóptero fora do galpão e os motores ligados, observa as hélices enquanto escuta o barulho do motor.

- Podemos decolar - diz após entrar, fechando as portas laterais e colocando o cinto.

Antony cruza os braços prestando atenção em cada virada das hélices e o barulho que sai do motor enquanto decolam e sobrevoam a cidade.

Faz um sinal positivo com a cabeça para si mesmo enquanto olha a beleza da cidade, mas não deixa por um instante de prestar atenção em qualquer eventualidade que possa acontecer com a nave.

***

Riddick observa que o painel do elevador está no sexagésimo quinto andar, tira a arma das costas e as engatilha, sai apressado assim que as portas se abrem.

Olhando para os lados enquanto corre subindo os degraus, chegando na porta da cobertura, abre com o pé bem devagar.

Olha ao redor, não está nada fora do normal, aparentemente. Até onde sua visão alcança não vê a jovem Smith, isso o preocupa em demasia.

Onde ela estará? Era só terminar o trabalho, que merda! Meu coração é muito mole quando se trata do sexo feminino - pensa nervoso olhando ao redor.

- Vejam só quem está aqui! - diz um de seus colegas de trabalho cruzando os braços e sorrindo com cinismo.

Jonas descruza os braços saindo do lado de uma árvore plantada em um imenso vaso dizendo:

- Você é um fraco, trabalho é trabalho. Não custava nada matar essa gracinha - diz apontando para seu lado esquerdo.

Riddick franze a testa olhando para o lado, atrás de outra árvore o comparsa de Jonas sai segurando Mary pelo pescoço com brutalidade.

Suspira ao ver o desespero estampado no rosto da jovem, está com a boca amordaçada e os olhos arregalados.

- Solta ela! Esse serviço é meu - diz tentando ganhar tempo para se aproximar.

- Você acredita mesmo que nasci ontem, Riddick? Essa gracinha aqui - diz segurando o queixo dela com força machucando sua pele. - Agora é minha. Suba com ela no parapeito. - diz a última frase para o comparsa.

Jonas abre uma porta dupla de vidro, seu comparsa empurra Mary com ignorância dizendo:

- Vai logo gracinha, eu não tenho o dia todo.

- Abaixa a arma Riddick - diz apontando uma pistola para ele. - Você pode tentar, mas não tem chance alguma. Ela vai morrer de qualquer jeito, não tem escapatória.

Riddick está sem saída, a jovem está sendo levada como se fosse um escudo não tem como atirar e Jonas é muito astuto. Está sem alternativas o jeito é se dar por vencido.

- Já disse pra baixar a arma! - grita Jonas sem paciência.

Com um olhar cheio de ira, Riddick levanta as mãos, em seguida joga a arma no chão que desliza até os pés de Jonas.

- Ótimo. Agora você vai ver como se executa um bom trabalho.

Ainda com as mãos pra cima Riddick olha para o colega sentindo uma veia saltar em sua testa.

- Jonas, solta ela. Ela não fez nada, podemos conversar melhor e... - tenta persuadi-lo.

- Cale-se! Está começando a me cansar.

No parapeito, Mary se desequilibra, isso faz seu salto quebrar, respira com dificuldade devido ao desespero e o medo.

Com as pernas trêmulas tira os sapatos, as lágrimas lhe cegam, não vê um palmo a sua frente.

Está desesperada, sente o coração bater tão forte que parece que vai ter um ataque cardíaco, em seus pensamentos vem a família que tanto ama, o pai, o irmão e a tia.

- Tire a mordaça dela - diz Jonas.

O homem arranca a fita com tanta força que ela sente o gosto do sangue no canto da boca.

- Diga suas últimas palavras, gracinha - diz Jonas olhando para ela, em seguida para Riddick.

Mary não consegue dizer uma palavra, seu corpo treme sem controle, está com tanto medo, que tem dificulta para raciocinar.

- Eu... Eu não... Eu não fiz nada.

- Mas que gracinha, sabemos que não fez nada. Alguém que não gosta dos Smith's quer todos vocês eliminados. Chega de papo furado, jogue ela! - diz Jonas olhando com satisfação para Riddick.

O olhar de Mary para Riddick é de desespero total, não faz ideia de como poderia ajudar a jovem. Com pesar no coração, observa seu colega de trabalho empurra-la.

- Não! - grita e cerra os dentes com raiva.

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