No Clube Zoria.
"Karlee, você tem certeza disso?"
No telefone, Jéssica Mason, amiga de Karlee Elliott, expressava sua preocupação. "Mesmo que Jeremy tenha te traído, você não deveria arriscar sua própria felicidade assim!"
Karlee tomou mais uma taça de vinho, sua visão turvando com o álcool. "É a única maneira que conheço para me vingar deles. Caso contrário, serei para sempre atormentada por essas duas pessoas sem vergonha!"
De fato, ela estava tramando seduzir Brian Olson, o CEO do Grupo Olson.
Era comentado que a família de Brian estava ansiosa para que ele se casasse logo, pois um membro da família estava gravemente doente e desejava vê-lo casado.
Depois de desligar o telefone, Karlee avistou Brian saindo do banheiro. Agarrando desajeitadamente seu copo, ela cambaleou em sua direção.
"Oh! Sinto muito."
Karlee "de forma involuntária" derramou sua bebida no peito de Brian, manchando instantaneamente seu terno sob medida.
"Cuidado, Senhor Olson." Dennis Fletcher, secretário de Brian, interveio, examinando a desleixada e embriagada Karlee. "Senhor Olson, devo..."
Brian levantou a mão para deter Dennis.
Karlee, com as bochechas coradas, limpava desajeitadamente a camisa de Brian, seu hálito exalando álcool. "Eu... eu vou limpar para você!"
Seu perfume envolvia Brian, e seu toque despertava um desejo inesperado. Brian ajustou sua gravata, sua expressão tensa, e segurou firmemente seu pulso.
Brian havia sido avisado de que seu tio, Laurence Olson, pretendia colocar uma mulher incrivelmente bela ao seu lado.
A mulher à sua frente, com seu olhar encantador e pele sedosa, tinha uma pequena cicatriz na bochecha-tão sutil que era quase invisível. Seus lábios, levemente curvados, lembrando pétalas de rosa.
Agora estava claro por que aquelas pessoas escolheram hoje, de todos os dias, para drogá-lo.
Karlee lutou contra o aperto de Brian. Em uma voz suave, ela exclamou, "Você está me machucando!"
Brian, com a respiração irregular devido à influência da droga, levantou gentilmente seu queixo. Diante de uma tentação tão irresistível, como ele poderia recusar?
"Como você planeja me compensar?"
Sua voz estava rouca por causa da droga, seus lábios quase tocando os de Karlee. O desejo nele ardia.
Karlee olhou para cima, mordendo o lábio inocentemente, seus olhos úmidos. Ela era como uma presa à sua mercê.
Ela murmurou, "Apenas... Apenas diga o que fazer. Eu farei qualquer coisa..."
Brian deu uma risada baixa, levantando-a em seus braços enquanto se dirigiam a uma suíte no andar de cima. Após trancar a porta, ele jogou-a na cama, tirou a gravata e a olhou com um olhar intenso.
"Espero que você não se arrependa disso!" ele disse.
Ao ouvir isso, Karlee estremeceu, mas Brian não perdeu tempo, pressionando seus lábios firmemente contra os dela.
Uma noite de loucura frenética se seguiu, rompendo sua determinação anterior. Ela havia reservado sua primeira experiência íntima para a noite de casamento com Jeremy Cooper, o homem que amara por mais de dez anos.
Ela fora fundamental na construção do estúdio deles do nada, ajudando Jeremy a orquestrar negócios e executar contratos, sempre deixando que ele levasse o crédito por cada design que ela fazia. E ela aceitara apenas dois mil dólares por mês como salário porque o amava.
Mas Jeremy a havia traído!
Quando a luz da manhã atravessou a janela, virar-se foi uma luta para Karlee. Seu corpo doía como se tivesse sido despedaçado.
"Senhor Olson, o motorista está esperando lá embaixo." A voz de Dennis ressoou do lado de fora da porta.
Brian murmurou uma resposta, e o olhar de Karlee se voltou para ele, perto do espelho do guarda-roupa; ele estava ajustando suas roupas.
Ela havia passado a noite com ele...
Rapidamente, Karlee puxou o cobertor sobre si mesma para esconder as marcas em sua pele, e Brian, ao prender os punhos da camisa, lançou um olhar em sua direção.
"Qual é o seu nome?" Seu tom era frio, completamente desprovido de qualquer calor.
Karlee, pega de surpresa por sua indiferença, mordeu o lábio e abaixou a cabeça. "Karlee... Karlee Elliott."
Ao ouvir seu nome, Brian se virou para encará-la, olhando para ela como um soberano decidindo seu destino.
"O que você deseja?" ele perguntou.
A pergunta soou peculiar para Karlee, mas a salvou do constrangimento de ter que perguntar a mesma coisa.
Com a traição de Jeremy fresca em sua mente, ela levantou o olhar. "Eu quero me casar com você!"
A expressão de Brian permaneceu inalterada, mas suas sobrancelhas se levantaram inquisitivamente enquanto ele a estudava.
Ele pensou que, embora a mulher que Laurence havia arranjado fosse única e deslumbrante, ela parecia impulsiva demais.
Karlee detectou a zombaria em seus olhos, percebendo o quão absurda era sua solicitação. Quando estava prestes a esclarecer, Brian tirou um cartão de visita de seu terno.
"Amanhã de manhã às nove, me encontre na Prefeitura," ele disse.
Ele jogou o cartão sobre os lençóis brancos.
Karlee o pegou, lendo o nome-Brian Olson.
Ela soltou um suspiro de alívio. Então, de repente, percebeu.
Ele realmente havia concordado?
"Aqui está o acordo pré-nupcial. Se você tiver certeza disso, basta assinar no final."
Na agitada Prefeitura, dentro de um escritório exclusivo de Brian, Karlee experimentava uma sensação surreal, quase onírica, ao ler as cláusulas do documento de divisão de bens pré-nupcial.
A pilha de papéis detalhando os bens de Brian parecia um dicionário grosso, em contraste marcante com a única folha de Karlee.
"Eu... Eu não vou gastar seu dinheiro", disse Karlee.
Embora seu objetivo final fosse usar o status de Brian para sua vingança, ela não tinha intenções de criar confusão desnecessária.
Brian, confortavelmente sentado no sofá enquanto distraidamente brincava com um anel na mão, respondeu à declaração dela com um sorriso casual, um tanto irônico.
Sentindo sua descrença, Karlee reuniu coragem e perguntou: "Posso adicionar uma cláusula?"
O encolher de ombros de Brian deu a ela o sinal verde para adicionar sua condição.
Karlee prontamente acrescentou uma nota especificando um prazo de casamento de três anos. Segundo essa cláusula, ambas as partes concordariam em encerrar o casamento após esse período.
Esse período de três anos lhe daria o tempo necessário para estabelecer seu próprio estúdio e superar Jeremy e Kathryn Lloyd, a mulher com quem ele a traiu, orquestrando um forte retorno.
Ao revisar a cláusula recém-adicionada, Brian disse com um tom de diversão: "Três anos? Sra. Elliott, você está pensando em divórcio antes mesmo de nos casarmos?"
Sua abordagem era casual. Mas seu rosto era tão bonito que fazia tudo o que ele dizia soar como uma provocação, fazendo Karlee ficar vermelha ao entender por que ele raramente revelava seu rosto em público.
Um homem excepcionalmente bonito como ele certamente atrairia perseguições incessantes de inúmeras mulheres se o fizesse.
"Eu-eu só..." Karlee começou.
"Concordo", Brian rapidamente interveio. "Como minha esposa, espera-se que você siga os valores tradicionais. Você pode seguir sua carreira, mas lembre-se, sua identidade principal é Sra. Olson; ser você mesma vem em segundo lugar."
Com os dedos batendo ritmicamente na mesa e seu olhar penetrante fixo nela, Brian declarou: "Se você puder aceitar isso, assine o acordo."
Karlee hesitou, caneta na mão, enquanto considerava as implicações.
Mas logo a clareza retornou. Abraçar a identidade de Sra. Olson a capacitaria contra Kathryn e Jeremy.
Com firmeza, ela assinou seu nome. Após verificar duas vezes se todos os detalhes estavam corretos, entregou o contrato ao advogado.
Brian observou sua expressão determinada e permitiu que um sorriso surgisse, estendendo a mão em sua direção. "Vamos nos casar agora, Sra. Olson."
As bochechas de Karlee esquentaram com um rubor enquanto apertava a mão dele, sua voz suave, mas clara. "Certo, Sr. Olson."
Após o aperto de mão, ela tentou retirar a mão, mas Brian apertou um pouco mais, até mesmo acariciando seus dedos com o polegar.
A provocação sutil fez as bochechas de Karlee corarem ainda mais. Ela evitou o olhar divertido de Brian e rapidamente puxou a mão.
Após registrarem o casamento, Brian teve que correr para o trabalho, mas garantiu que Karlee não ficasse sozinha. Ele instruiu seu assistente a ajudá-la a arrumar suas coisas e se mudar para sua ampla mansão.
Notando a hesitação de Karlee, Brian ofereceu um leve sorriso. "Embora nosso prazo de casamento seja de apenas três anos, você agora é minha esposa legítima, Karlee. Você não gostaria que vivêssemos separados, não é?"
"Claro que não..." Karlee só não tinha antecipado que tudo progrediria de forma tão suave e rápida.
Ela estava morando em um modesto apartamento alugado e planejava cancelar o aluguel até o final do ano para comprar uma casa de casados com Jeremy-antes de sua traição.
"Bom ouvir isso." Brian entregou-lhe um cartão preto. "Embora você pareça uma mulher independente, é minha responsabilidade cuidar de você financeiramente agora que estamos casados. Espero que você não recuse."
As palavras e gestos de Brian fizeram o coração de Karlee disparar.
Inicialmente, Karlee queria recusar, mas considerando o novo vínculo matrimonial, recusar parecia ingrato.
"Tudo bem", ela acabou dizendo.
Segurar o cartão preto parecia surreal, como se estivesse em um sonho.
A mansão de Brian, localizada na parte prestigiada de Ordmery, tinha um valor incalculável. A bagagem modesta de Karlee parecia lamentavelmente inadequada. Mas quando ela se mudou para seu quarto, descobriu um closet cheio de roupas elegantes e bolsas de grife.
Dennis, que estava atrás dela, explicou: "O Sr. Olson nos instruiu a comprar isso logo cedo hoje. Eu não tinha certeza de suas preferências, então, se houver algo com que você não esteja satisfeita, por favor, me avise."
A consideração de Dennis tornava difícil para Karlee sentir-se insatisfeita. Seus próprios pertences pareciam deslocados ali.
A penteadeira e o banheiro já estavam abastecidos com marcas de luxo que Karlee só tinha ouvido Kathryn mencionar antes-luxos que nem mesmo Kathryn conseguia bancar. Mas Brian os havia organizado como se estivesse abastecendo a granel.
Sentindo-se desconfortável em aceitar tamanha opulência, Karlee decidiu cozinhar o jantar para Brian quando soube que ele não tinha planos para a noite.
Enquanto estava na cozinha, lágrimas escorrendo pelo rosto devido à fumaça, a voz do mordomo ecoou do lado de fora. "O Sr. Olson está de volta!"
Karlee olhou para o peixe meio queimado na panela, sentindo-se desanimada e pronta para começar de novo quando ouviu uma voz profunda atrás dela. "Está cozinhando algo?"
Karlee não conseguiu se virar para olhar para Brian. "Eu só queria fazer isso para te agradecer por comprar todas aquelas coisas. Mas não deu muito certo..."
Brian riu suavemente. "Para mim, parece bom."
As bochechas de Karlee ficaram vermelhas. "Desculpa, não sou muito boa na cozinha."
Ela se lembrou de que ele havia mencionado querer uma esposa carinhosa, mas aqui estava ela, estragando tudo.
"Não se preocupe." Brian casualmente tirou o casaco e o entregou a ela, arregaçando as mangas e revelando seus braços tonificados. "Eu sei cozinhar. Deixe-me fazer isso."
Karlee ficou surpresa. Quem poderia imaginar que o grande chefe do Grupo Olson sabia cozinhar?
Em pouco tempo, o jantar estava pronto.
Brian fez um gesto para que Karlee se sentasse, depois serviu uma tigela de sopa de mariscos para ela. "Experimente."
Karlee pegou uma colherada e ficou surpresa com o quão bom estava o sabor.
De repente, sentiu os dedos de Brian em sua bochecha. Ela congelou, encontrando o olhar dele. Percebendo que agora cheirava a óleo de cozinha e fumaça, ela se sentiu constrangida. Será que ele ia...
Quando ele se aproximou, Karlee prendeu a respiração e instintivamente fechou os olhos.
Seus cílios tremularam, e por um momento, o tempo parecia ter parado.
Mas o que ela esperava não aconteceu.
Em vez disso, ela ouviu a risada baixa de Brian. Então, sentiu algo gentilmente limpando sua bochecha. Karlee abriu os olhos para vê-lo segurando um lenço úmido, limpando seu rosto.
Brian escondeu a zombaria nos olhos e limpou delicadamente o rosto dela, sua voz suave. "Como você conseguiu se sujar tanto cozinhando?"
Só então Karlee percebeu o que ele estava fazendo. Ela tentou se afastar, mas ele segurou gentilmente seu queixo.
"Não saiu tudo ainda. Por que está se afastando?" ele disse.
Ele não parecia se importar.
"Eu..." As orelhas de Karlee estavam quentes, e ela murmurou, "Posso fazer isso sozinha."
Ela estendeu a mão para pegar o lenço, mas Brian sorriu. "Já está pronto," ele disse.
Karlee não sabia o que dizer, e Brian brincalhonamente tocou seu nariz. "Certo, vamos comer."
Brian sentou-se de frente para ela, cada movimento dele demonstrando sua elegância. Karlee deu outra colherada na sopa de mariscos. Estava realmente boa.
Hoje era o primeiro dia deles morando juntos, e tal incidente fez Karlee se sentir bastante envergonhada. Quando terminaram de comer, ela falou. "Senhor Olson, eu..."
"O que você acabou de me chamar?" Brian perguntou, limpando a boca, seu olhar cativante fixo nela. Karlee percebeu que não podia mais chamá-lo de Senhor Olson.
"Bri..." ela começou.
Antes que pudesse terminar, Brian já havia se levantado, dando a volta na mesa para pegá-la nos braços e deixá-la sentar em seu colo.
Eles estavam tão próximos agora, e como ele havia afrouxado alguns botões da camisa enquanto cozinhava, Karlee podia ver não apenas o pomo de Adão dele balançando, mas também sua clavícula.
"Eu..." A respiração de Karlee acelerou. Ela se perguntava por que um homem tão cativante nunca se casou. Certamente, se ele quisesse, inúmeras mulheres disputariam sua atenção.
"Sra. Olson." A mão de Brian estava quente em sua cintura, seus olhos brilhando com travessura. "Você não deveria saber como se dirigir ao seu marido?"
O rosto dele se aproximou, seus lábios quase tocando os dela.
Karlee prendeu a respiração, sua voz tremendo. "Querido..."
Ela não percebeu que suas bochechas já estavam ardendo.
"Muito bem." Brian parecia satisfeito, inclinando-se para selar sua aprovação com um beijo, mas foi interrompido por Dennis na porta. "Senhor Olson, há notícias urgentes da Mansão Olson. Sua avó não está se sentindo bem..."
O momento terno deles foi interrompido, deixando Karlee com uma pontada de decepção. Brian bagunçou o cabelo dela carinhosamente. "Você deve descansar. Não precisa me esperar. Eu a levarei para conhecer minha avó em alguns dias."
Karlee sabia que não podia interferir nos assuntos da família de Brian.
Ela mordeu o lábio e assentiu, observando-o partir.
No banco de trás de um carro luxuoso, Brian analisava as imagens de vigilância, a testa franzida. Dennis, sentado ao lado dele, disse: "Senhor Olson, se a Sra. Elliott for realmente uma espiã, ela provavelmente tentará entrar em contato com Laurence. Devemos interceptar suas comunicações?"
A tensão sempre fervilhava entre Brian e Laurence, especialmente agora, com a saúde da avó de Brian em declínio. Laurence parecia ansioso por causar problemas.
Empregar uma mulher tão sedutora foi claramente planejado para prejudicar Brian.
A expressão de Brian era gélida, sem qualquer ternura.
"Não é necessário," ele afirmou friamente. Ele observava a tela, um sorriso frio curvando seus lábios. "É mais divertido brincar com o rato do que matá-lo imediatamente. Essa mulher é intrigante. Vou me divertir com ela por um tempo."