ATENÇÃO: Essa história é recomendada para maiores de 18 anos. Contém temática lésbica, brigas, sexo explícito e uso de álcool. Mas isso não quer dizer que menores de idade não possam ler. Só estejam conscientes do conteúdo que consomem.
- Essa história não incentiva o uso de álcool, nem faz apologia ao relacionamento abusivo, controlador e assedioso.
- No decorrer da história encontrarão muitas referências como: frases de livros, músicas, citações e etc...
Caso contrário, qualquer semelhança terá sido mera coincidência.
- Está é a minha primeira obra.
- História autoral. Personagens criados,
elaborados e pensandos exclusivamente para ela. Não me baseei em
cantores, atores ou qualquer outro artista ou famoso.
- Para quem já conhece a história, por favor não dar spoiler nos comentários, os mesmo serão apagados. Comentários preconceituosos ou de baixo calão também serão removidos.
- Se não concordar com os avisos acima, por favor não avance a leitura.
- Qualquer dúvida ou crítica (construtiva) sigam e perguntem no insta: @elas_girls_ ou @_siih_santoss. Responderei todos com muito prazer.
- Tenham uma ótima leitura e obrigada por lerem esses avisos importantes.
– PERSONAGENS PRINCIPAIS.
EMILLY CAMPOS
BRENDA RIBEIRO
BEATRIZ NOGUEIRA
LUCAS RIBEIRO
JHONATAS GUIMARÃES
LUIZ RIBEIRO
CLARA RIBEIRO
POV EMILLY
Domingo de manhã, existe dia mais preguiçoso?. Está um frio bom, o que é estranho, pois estamos em pleno verão. As cobertas estão tão gostosas, por isso enrolo um pouco para levantar, me pergunto que horas são, levando em conta o frio que esta fazendo deve ser bem cedo ainda.
Espreguiço meus braços sentindo todos os meus músculos protestarem. Esfrego os olhos preguiçosamente com a palma das mãos. Olho para o teto branco e fico encarando-o como se ele fosse uma coisa muito interessante para se olhar. Suspiro me virando para o lado. E lá estava ele, o cara mais lindo que já conheci. Olhos castanho claro, cabelos pretos e lisos, pele lisinha, lembrava até pele de bebe. Corpo totalmente definido, para muitas ele era a personificação de um deus grego. Ele era perfeito, mas infelizmente essa beleza só foi bem cultivada por fora. Por dentro é um completo idiota egocêntrico.
Fecho os olhos lembrado da noite anterior. Ele bateu a minha porta bêbado logo após mais uma noitada com os bons e melhores amigos. Eu idiota o carreguei até o banheiro, lhe dei um banho e o coloquei na minha cama, segundos depois ele já estava dormindo.
É sempre assim!
Ele é o tipo de cara que só quer saber de futebol, bebedeira, amigos, vídeo games, academia e sexo.
Principalmente, sexo!.
E adivinha quem é o seu brinquedinho particular para satisfaze-lo?
Isso mesmo, eu!.
O seu nome? Lucas Ribeiro, da grande e renomada família Ribeiro, uma das mais ricas da cidade, dona de uma rede de lojas de eletrônicos. Embora eu não saiba muito sobre eles dizem que em breve eles irão criar sua própria marca de celulares, tablets, notebooks... etc.
Todo mundo da cidade sabe quem ele é. Um grande filho de papai que sempre tem tudo em mãos sem nenhum esforço, não quer nada com a vida - a não ser gastar o dinheiro do pai - .
Faz pouco mais de dois meses que estamos namorando, ele nem se quer me apresentou para sua família. No nosso primeiro mês de namoro ele não se deu o trabalho de lembrar da nossa data. No nosso segundo mês o meu presente de namoro foi ele chegar bêbado de uma festa onde foi com seus amigos. Amigos interesseiros que na primeira oportunidade vão dar no pé, sempre estão com ele por que ele sempre banca tudo.
Eu como sempre fiquei em casa estudando para provas na faculdade. Não iria colocar meu sonho de ser psicóloga em risco por causa de uma noitada. Até tinha comprado um presente mas o joguei fora no dia seguinte quando ele foi embora antes mesmo que eu acordasse.
Aquela imensidão de olhos castanhos se abriram me obrigando a sair dos meus pensamentos, olhou para mim sorrindo. Apesar de tudo devo dizer:
Que sorriso!.
Como já disse, ele é perfeito por fora.
- Bom dia, amor . - Disse ele com uma voz rouca se sentando na cama e se espreguiçando.
- Bom dia. - Respondi não muito animada, pois já sabia o que vinha depois.
- Tenho que ir, tá? Já estou atrasado. - Ele falava a mesma coisa toda as manhas.
Mas sei que ele não está atrasado. Ele não trabalha, não estuda, não faz nada de construtivo na vida. Para o que ele estaria atrasado? Para encontrar os amigos e bater uma bolinha?.
Provavelmente sim!
- Não acha que esta na hora de conhecer seus pais? A gente já está junto oficialmente a quase três meses. - Falei me sentando e me escorando na cabeceira da cama. "Oficialmente" por que já nos conhecíamos a algum tempo, mas demorei para ceder as suas investidas e aceitar o pedido.
- Três meses? Já? Parece que faz dias apenas. - Revirei os olhos. Ele levantou pegando sua calça encima da cadeira e começando a vesti-la.
- Claro, você não lembra onde deixa suas chaves imagina lembrar da nossa data. - Falei ríspida encarando minhas mãos sobre minhas pernas.
- Perdão por isso, sou péssimo para essas coisas. Passo aqui para te pegar para o almoço, okay?. - Levantei a cabeça rapidamente para encara-lo.
- Que almoço? - Espero seriamente que não seja mais uma dessas reuniõezinhas com os amigos dele, onde ele desfila comigo como se eu fosse um... troféu?
Isso mesmo, troféu. Não é querendo me gabar, longe, bem longe disso, mas ele não foi o único a dar encima de mim ou a me pedir em namoro, por isso ele sempre faz questão de andar comigo com aquele ar de "Eu a ganhei" ou " Ela é minha".
Por que eu aceitei namorar com ele? Quando eu tinha outras opções BEM melhores? Simples!
Por ele não corro o risco de me apaixonar!
Já mais daria meu coração para um idiota como esse.
- Almoço com minha família. - Disse simples como se tivesse apenas dizendo que vamos ao parque. - venho te pegar para apresentar para eles. - Arregalei os olhos fazendo-o rir.
- Mas... mas hoje? Não esta muito encima?
- Não quer conhecer minha família?. - Pensei um pouco. Na verdade eu não sei. Droga! Por que fui tocar nesse assunto. - Enfim... se prepara, venho te pegar depois. - Disse vindo até mim me dando um beijo casto e indo embora me deixando sozinha com cara de paisagem.
Sinceramente não esperava que fosse conhecer a família dele, pelo não hoje.
Levantei de um pulo e corri para o banheiro. Fiz minha higiene matinal, tomei um banho bem demorado. Quando finalmente sai do banheiro enrolada na toalha, sentei na cama e fiquei encarando o guarda roupas aberto.
Não sei por onde começar.
Finalmente escolhi uma roupa, o que levou umas duas horas para acontecer. Escolhi algo bem discreto, nada chamativo, apenas um vestidinho solto preto, nada de decote. Coloquei um pequeno salto também preto e fiz uma make não muito forte, procurei ficar o mais discreta possível. Afinal é como dizem, a primeira impressão é a que fica. Soltei meus cabelos que estavam presos em um coque alto da cabeça, sequei apenas a franja deixando meus cabelos levemente ondulado nas pontas.
Parei em frente ao espelho e olhei para o meu reflexo
Nada mal. Disse para mim mesma.
Okay!
Tudo bem, pelo menos até agora está. Não sei se quero conhecer eles, não sei se estou pronta para isso, nem sei se o que tenho com o Lucas vai durar por mais tempo. droga! odeio ser tão insegura. Mas agora é um pouco tarde de mais para voltar atrás.
Estou pronta, só falta o Lucas chegar. Me olhei uma última vez no espelho, e um pouco mais decidida falei para mim mesma que era hora de recomeçar, e se essa era a única forma, então que fosse.
A campainha tocou. Peguei minha bolsa e fui até a porta, quando a abri não me surpreendi em ver que era ele. Estava sorrindo, o mesmo sorriso de mais cedo, a única diferença é que esse estava maior que o rosto. Parecia até sorriso de quem está... Apaixonado!?
- vamos?. - Assenti. Ele me estendeu a mão que de imediato aceitei. - Preparada?. - Perguntou enquanto caminhávamos até o carro.
- Preparada? Nenhum pouco. - Sentei no banco do passageiro.
Não sei o que tremia mais, minhas mãos ou as pernas, nunca me senti algo assim em toda minha vida. Quanto mais nos aproximávamos de sua casa, mais nervosa ficava. Senti minhas mãos soarem frio e ficarem geladas.
No caminho ele me falou um pouco de sua família. Lucas mora com seus pais e sua única irmã, será apenas com eles que iremos almoçar hoje. Fiquei até um pouco aliviada em saber disso.
Não sei quando tem passou, para mim pareceu horas até chegarmos em sua casa. Ele estacionou o carro em frente a um grande portão branco e descemos. Devo dizer que é uma bela casa, enorme por fora e imagino que dez vezes maior por dentro, parecia mais uma mansão.
Caminhamos até a grande porta branca em silêncio, em um ato que eu não esperava Lucas segurou minha mão antes de chegarmos ao último degrau e então sem aviso prévio ou oportunidade para que eu me preparasse ele a abriu. A primeira vista eu vi uma sala que era praticamente do tamanho da minha casa. Passei os olhos pelo lugar analisando cada detalhe, aquela casa parecia ter saído direto de uma novela. Parei meu olhar no sofá, nele vi o primeiro morador do lugar, uma moça... uma moça linda, linda e jovem.
Ela é idêntica ao Lucas, só que na versão feminina. Arrisco dizer que ela é ainda mais bonita, se é que isso é possível.
Assim que meus olhos estacionaram nela, quase de imediato ela me encarou com aqueles olhos castanhos, bem mais claros que o do Lucas. Ela sorriu, e... meu Deus, o sorriso é ainda mais bonito que o dele. Mau pude pensar e ela já tinha levantando e vinha em nossa direção. Se o lucas é a personificação de um deus grego, sem sombra de duvidas ela era a própria Cleópatra em carne e osso.
- Essa é a Brenda, minha irmã mais nova. - Soltei a mão do Lucas, quando ia estende-la para ela. Fui pega de surpresa por um abraço e um beijou no rosto em seguida.
Brenda!
Então esse é o seu nome! Um nome lindo para uma pessoa ainda mais bela.
- Prazer em conhece-la. - Sorri retribuindo o abraço.
- O prazer é todo meu. - Me obriguei a dizer um tanto sem jeito.
Em uma rápida conversa soube que a Brenda é apenas dois anos mais nova que o irmão, Lucas com seus 22 anos e ela 20. Que por coincidência é a mesma idade que eu.
Ela tem olhos castanhos claros, cor de mel e pude jurar ver um tom esverdeado. Eles chamam muita atenção, seria fácil se perder naquela imensidão, ficar completamente hipnotizada. Brenda é um pouco mais alta que eu, coisa de dois ou três centímetros, tem cabelos longos e pretos e um sorriso... encantador. Acho que é realmente coisa de família.
Lucas perguntou onde estava seus pais e ela respondeu que na cozinha, então nós nos caminhamos até lá. Lá se encontravam uma mulher e um homem, ambos aparentavam ter uns 45 anos mais ou menos, eles eram bem jovens para terem filhos dessa idade. Achei que tivessem uma aparência diferente, um pouco mais velhos. Lucas de imediato me apresentou a eles, ele é quem parecia estar nervoso agora.
- Mãe, pai! - Eles se viraram para nós. - Essa é Emilly, minha namorada. - A mulher veio até mim me abraçando forte.
- É um prazer conhecer você. - Ela disse de forma gentil.
- O prazer é meu em conhecer a senhora.
- Senhora não! Não sou tão velha. - Disse divertida saindo do Abraço. - Pode me chamar de você.
- Perdão. É um prazer conhecer você.
- Bem melhor. - Rimos.
- É um prazer conhecer uma namorada do Lucas. - O homem falou também me abraçando. - Ele não costuma trazer nenhuma aqui.
- Por favor não me envergonhe. - Lucas falou rindo sem jeito passando a mão na nuca.
- Fico feliz que veio Emilly. - Sua mãe disse sorrindo. Agora sei de quem os outros dois herdarão o sorriso. - Ah! Meu nome é clara, sinta-se em casa.
- Muito obrigada, clara.
- Meu nome é Luiz. - O pai do Lucas falou. - Você é muito bonita, Emilly.
- Muito obrigada, Senhor Luiz. - Disse um pouco tímida sentindo o meu rosto arder - É um prazer conhecer todos vocês. Não vim antes por que o seu filho estava enrolando.
Todos riram e um clima agradável se instalou Todos eram bem gentis e engraçados. Lucas e o pai saíram para fazer algo, não me dei o trabalho de perguntar o que. Eu, Brenda e Clara ficamos na cozinha conversando e terminando de fazer o almoço.
Depois de insistir muito elas me deixaram ajudar.
As duas eram muito engraçadas e logo o nervosismo e a tenção que eu sentia no caminho já não existia mais. Não sei por que mais as vezes tive a leve impressão de que a Brenda vez ou outra me encarava, mesmo não a olhando diretamente pude sentir seus olhos em mim, o que não era muito difícil.
Agora estávamos descascando algumas batatas. Clara disse que iria fazer escondidinho de carne, que por vês eu amo. Quando peguei mais uma batata do recipiente Brenda fez o mesmo movimento que eu e nossas mãos se encontraram, levantamos a cabeça e nossos olhares se encontraram
Encarei aqueles olhos, os olhos mais lindos do mundo, pareciam definitivamente hipnotizar quem os olhasse. E era assim que eu me sentia, completamente hipnotizada diante deles.
Pigarrei e rapidamente tirei a mão deixando que ela pegasse a batata. Brenda pareceu ter ficado um pouco sem jeito, assim como eu.
Terminamos o almoço e fomos para a sala enquanto sua mãe limpava a cozinha. Por que nisso ela não me deixou ajudar, mesmo eu insistindo muito.
Sentamos no sofá maior ficando uma de frente para outra.
- A quanto tempo você namora o meu irmão mesmo?. - Brenda perguntou se arrumando no sofá. Como isso era possível? até sua voz parecia ter um poder diferente.
- Um pouco mais de dois meses, quase três. Mas nos conhecemos a algum tempo. - Expliquei.
O Lucas foi a primeira pessoa que conheci depois que mudei de estado, ele me ajudou bastante depois que nos conhecemos.
- Sério? Acho que você é o relacionamento mais duradouro dele. Ele nunca passou mais de três semanas com alguém. - Isso eu já sabia, por isso não demonstrei surpresa.
Conversamos um pouco sobre tudo. Sobre infância, tempo de escola, faculdade, e... família.
Brenda cursa administração de empresas, já que será ela a cuidar dos negócios da família futuramente. O sonho do seu pai era que o Lucas fizesse isso, por ele ser o único filho homem e o mais velho. Mas como ele não quer nada com a vida - muito menos fazer faculdade -, esse dever está nas mãos da Brenda. O que deixava seus pais muito orgulhosos.
- Sua família também mudou para BH?
- Não. Vim sozinha, eles foram o motivo pelo qual me mudei. - Dei de ombros e encarei minha mãos.
- Sério? por que?. - A porta se abriu me fazendo olhar para trás.
Lucas chegou com seu pai. Não deu tempo para responder a pergunta da Brenda o que me deixou mais do que aliviada. O assunto família não é o meu assunto favorito.
Ficamos todos na sala conversado um pouco. Clara veio avisar que o almoço já estava na mesa, então decidimos almoçar. Estávamos todos morrendo de fome.
Conversamos e rimos muito durante todo o almoço. Percebi o quanto aquela família é amável, é até invejável todo aquele amor e carinho entre eles.