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A jovem órfã para o Bilionario

A jovem órfã para o Bilionario

Autor:: Julie Lion
Gênero: Bilionários
Uma garota inocente que deseja salvar o lugar em que vive, só não imaginava que estaria indo contra os desejos de um homem poderoso como Bruno Lafaiete no meio dos perigos, um amor puro que causará inveja e a verdadeira identidade desse bilionario será exposta. Os dois estão prontos para lidar com tudo isso? "Você não deveria ameaçar homens que não conhece." Sua voz se torna baixa mas o tom de ameça está lá. A porta do banheiro se abre e o outro homem reaparece ficando calado quando me vê, seus olhos azuis fazem uma varredura completa nas minhas roupas simples sinto como se fosse um pedaço de lixo nos pés de um sapato de grife. "Giulio, veja só papai gostaria que me casasse acabei de encontrar minha noiva." Sinto os olhos pulando das órbitas enquanto giro o pescoço na direção dos olhos verdes que agoram parecem faiscar. "Que merda Bruno?" "Você está louco" Rebato prontamente. "Quer ou não quer salvar esse lugar?" Sua voz soa calma enquanto coloca as mãos na calça social. Finalmente reparo bem no homem, muito mais lindo pessoalmente do que nas revistas mas são seus olhos que fazem meu coração pular. "Não tenho nenhum motivo para acreditar em você." Cruzo os braços buscando alguma proteção. "Nem eu em você, entretanto, podemos fazer um negócio - Fala de modo calmo passando as mãos no cabelo desfazendo o penteado. - O orfanato por um casamento, a menos que esse lugar não seja tão estimado." Quase rosno com a sua audacia em tentar mensurar o quanto é importante para mim o cuidado das crianças e desse lugar. "Tudo bem - Respondo derrotada. - Mas quero um contrato no qual você se compromete em manter o orfanato e as despesas." "Só isso?" Questiona Respiro fundo procurando algo dentro da minha mente até que encontro. "Meus estudos, você terá que arcar com a minha faculdade." "Prepare um documento com esses termos Giulio." O tal de Giulio parece estupefato com a ordem recebida porém não questiona, Bruno abre a porta do banheiro gesticulando para que saia na sua frente. Quando o faço sua voz soa rouca ao pé do meu ouvido. "Não deveria fazer negócios com desconhecidos." Sinto estar entrando em uma enrascada mas engulo o medo e oro para ter tomado a decisão certa.

Capítulo 1 O orfanato vai fechar

Livia

"Madre não podemos fechar o orfanato" Suspiro cansada repetindo mais uma vez a frase.

Como sempre ela busca dar-me conforto mesmo que o medo esteja maltratando seu coração tanto quanto o meu, enquanto varremos o pátio vazio.

"Não quero que isso aconteça filha, mas entenda que não temos dinheiro para as contas básicas e o banco está cobrando." Ela repete mais uma vez.

Já estamos a mais de um mês e meio sem ter como pagar as contas básicas como água e luz, vivo nesse orfanato desde que fui abandonada em uma cesta com alguns panos e uma corrente de prata que hoje uso como pulseira com meu nome : Lívia.

Madre Magnólia é como uma mãe, afinal, foi ela que cuidou e ainda cuida de mim. As crianças que vivem aqui são como irmãos, apesar de nunca ter sido adotada sinto uma felicidade enorme por cada um que encontra uma família. Todos vivemos em busca de cuidar dos menores para que eles se sintam acolhidos.

"Por favor querida, vamos receber a visita do gerente do banco e o possível comprador, vamos manter a fé." A Madre abre um sorriso e me abraça com carinho.

Derrotada faço uma pequena oração pedindo a Deus que seja quem for traga uma solução para os nossos problemas financeiros, não existe outro orfanato sem fins lucrativos em Denver.

Vivemos em uma grande cidade, na qual os orfanatos são basicamente financiados por políticos em busca de votos. Algumas das crianças são bastardos dos mesmo que usam a manobra de adoção para se eleger. Algo, que Madre jamais aceitaria vivemos com doações e após a pandemia de SARS Cov diminuíram tanto que nem ao menos conseguimos comprar comida direito. Finalizamos a limpeza e vamos para as pequenas salas de aula na qual as crianças passam parte do dia recebendo aulas, minha melhor amiga Lia abre um enorme sorriso quando apareço na porta as crianças gritam e veem abraçando as minhas pernas.

Preciso segurar a vontade de chorar diante de tanto amor, eles são o único motivo pelo qual continuo tentando mesmo com tantos problemas o meu maior sonho é finalizar a ensino médio e cursar advocacia para ter um grande escritório que possa lidar com casos de adoção assim, esses pequenos terão casas e familias.

"Oh minha amiga vamos manter a fé." Sinto a mão quente em meu ombro e como boa noviça que é Lia reforça o que a madre falou.

"Está no caminho certo amiga, daqui a pouco estará repetindo as mesmas palavras da madre." Respondo fazendo as crianças rirem.

Ela balança a cabeça com a minha brincadeira e nós duas conduzimos duas filas de pequeninos divididas em meninos e meninas para os dormitórios, está no horário do almoço e essas crianças precisam de um banho antes de comer.

Brincamos junto com eles e os preparamos para logo depois ficarem no refeitório junto com algumas das poucas freiras que ainda residem aqui.

"Vem Livia vamos comer, não adianta de nada você ficar com fome."

Aceno em negativo para Lia, estou nervosa demais para conseguir comer.

"Não amiga, não consigo irei para a igreja orar." Respondo saindo do refeitório.

Amarro meus cachos com uma fita, andando pelo jardim em direção a pequena igreja que mantemos com cuidado e dedicação. Paro admirando um passarinho numa roseira suspiro com tanta beleza.

Fecho os olhos buscando aquela paz no coração ficando mais calma e confiante de que tudo dará certo. Escuto vozes meio distantes diferentes das que conheço, curiosa vou na direção delas dando a volta pelo jardim, escuto eles se aproximando e sem nenhum lugar para ficar escondida entro dentro do banheiro masculino. Agradeço a Deus o fato de todos estarem almoçando, quando a porta se abre subo em cima de um vaso.

"Bruno você precisa entender que às familias desejam fechar o acordo o mais rápido possivel."

"Foda-se isso Giulio não vou me casar agora." A voz exaltada é grave.

"Tudo bem, diga-me o que pretende fazer com esse pedaço de lixo" Sinto vontade de gritar de raiva com esse homem que fala mal do meu lar.

"Vou transformar em algo rentavel."

Coloco a mão sobre a boca completamente indignada com o que esses dois falam, a porta se abre e fecha mas escuto o som de uma torneira aberta. Não tivemos condições de reformar os banheiros então eles não tem espelho.

Apoio as mãos na porta ficando na ponta dos pés e ao ver o perfil do homem posso reconhece-lo, Bruno Lafaiete um dos playboys bilionarios da cidade apesar de ser um cafajeste mantém a fama de ser filantropico. Desço do vaso completamente revoltada abrindo a porta fazendo com que ele pare antes de sair do banheiro.

Coloco as mãos na cintura furiosa mesmo diante de tanta beleza.

"Tenho certeza de que a midia irá adorar descobrir que Bruno Lafaiete é um cretino como todos os outros."

"E quem você pensa que é garota?" Ele avança na minha direção.

Mantenho-me firme sem perder a postura não vai ser um riquinho que irá destruir a minha casa.

"Se você não desistir de comprar o orfanato irei ligar para a midia e dizer que você não passa de um cretino, tenho certeza de que será uma otima noticia no meio da candidatura do seu pai a prefeito."

Os olhos do homem brilham com fúria e pela primeira vez sinto medo, dou um passo para trás apesar de conferir se estou muito longe da porta para fugir.

"Você não deveria ameaçar homens que não conhece." Sua voz se torna baixa mas o tom de ameça está lá.

A porta do banheiro se abre e o outro homem reaparece ficando calado quando me vê, seus olhos azuis fazem uma varredura completa nas minhas roupas simples sinto como se fosse um pedaço de lixo nos pés de um sapato de grife.

"Giulio, veja só papai gostaria que me casasse acabei de encontrar minha noiva."

Sinto os olhos pulando das órbitas enquanto giro o pescoço na direção dos olhos verdes que agoram parecem faiscar.

"Que merda Bruno?"

"Você está louco" Rebato prontamente.

"Quer ou não quer salvar esse lugar?" Sua voz soa calma enquanto coloca as mãos na calça social.

Finalmente reparo bem no homem, muito mais lindo pessoalmente do que nas revistas mas são seus olhos que fazem meu coração pular.

"Não tenho nenhum motivo para acreditar em você." Cruzo os braços buscando alguma proteção.

"Nem eu em você, entretanto, podemos fazer um negócio - Fala de modo calmo passando as mãos no cabelo desfazendo o penteado. - O orfanato por um casamento, a menos que esse lugar não seja tão estimado."

Quase rosno com a sua audacia em tentar mensurar o quanto é importante para mim o cuidado das crianças e desse lugar.

"Tudo bem - Respondo derrotada. - Mas quero um contrato no qual você se compromete em manter o orfanato e as despesas."

"Só isso?" Questiona

Respiro fundo procurando algo dentro da minha mente até que encontro.

"Meus estudos, você terá que arcar com a minha faculdade."

"Prepare um documento com esses termos Giulio."

O tal de Giulio parece estupefato com a ordem recebida porém não questiona, Bruno abre a porta do banheiro gesticulando para que saia na sua frente. Quando o faço sua voz soa rouca ao pé do meu ouvido.

"Não deveria fazer negócios com desconhecidos."

Sinto estar entrando em uma enrascada mas engulo o medo e oro para ter tomado a decisão certa.

Capítulo 2 Garota atrevida

Bruno Lafaiete

Observo as costas da baixinha furiosa completamente intrigado pela maneira como ousa se colocar diante de mim fazendo uma ameaça tão ultrajante, se ela ao menos imaginasse o tipo de homem que habita sob essas roupas de grife escondido das lentes dos reporteres jamais ousaria falar dessa forma.

Entretanto, sinto certo prazer em saber que terei algo para brincar pelo menos durante algum tempo além de aliviar os pedidos de casamento que venho ignorando nos últimos dois anos. As mulheres de familia bem vestidas com respostas prontas e cabeça baixa não causam nem uma leve ereção quanto mais vontade em casar.

Posso muito bem aproveitar essa baixinha quente, dentro de um contrato pré estabelecido talvez até mesmo consiga o divorcio sem receber nenhuma critica do meu pai devido a origem da moça.

"Livia por onde você..." A voz da senhora para ao encontrar meu olhar. "Bruno Lafaiete." A senhora que suponho ser uma das freiras do local ofega.

Uma reação bastante comum as mulheres, dou um passo a frente tomando a sua mão em um beijo casto e rapidamente pisco fazendo com que as bochechas fiquem avermelhadas.

"Madre Magnolia, estava apenas..." Interrompo a garota.

"Madre a tanto tempo que sonho em conhece-la pessoalmente." Digo exibindo um sorriso por completo.

Ao endireitar a postura passo um braço pela cintura de Livia, vejo outra moça só que mais jovem vestida de freira ou noviça arregalando os olhos atrás da madre que franze o cenho.

"Livia o que isso significa?" A mulher fala com uma voz autoritaria.

Percebo que diante da senhora a baixinha fica sem reação, o gerente do banco aparece e antes que possa falar algo que estrague os meus planos, começo a falar.

"Desculpe-me madre, mas acredito que saiba bem como os reporteres me perseguem."

"E como eles fazem a sua fama também, quero saber como isso se enquadra com a minha menina?" Magnolia parece ter se tornado uma fera em busca de defender Livia.

Aperto sua cintura levemente para que fique calada enquanto desenrolo a mentira, assim, nossos problemas com essa parte do orfanato ficarão completamente sanadas.

"Apenas um subterfugio para encobrir a realidade." Rebato firme.

"E que realidade é essa senhor Lafaiete?"

"A de que sou um homem completamente apaixonado por essa singela porém encantadora adolescente." Falo direcionando um olhar a Livia.

Ela ergue os olhos aos meus, ficando paralisada enquanto abro um sorriso de canto.

"Sou um homem apaixonado madre, desde que a vi pela primeira vez em um dos colegios publicos nos quais financio" Continuo sem desviar o olhar dela. "Diante da crise na qual estão passando resolvi tomar coragem de enfrentar a todos por ela."

Termino de falar voltando a olhar para os três espectadores abismados, o gerente do banco Ricardo, um colega de longa data arregala os olhos para logo, balançar a cabeça e fingir que não me conhece. Enquanto as duas mulheres estão completamente palidas, vejo o momento em que a madre se recompõe.

"Não sei o que esta pensando senhor Lafaiete, mas Livia é apenas uma garota de dezessete anos, não vou deixar que use minha menina." Ela avança puxando a garota pelo pulso e a colocando atrás de mim. "Conheço muito bem homens do seu calibre e como gostam de se aproveitar, não precisamos da sua pena vá embora, iremos resolver nossos problemas com o gerente do banco."

Admiro a cabeça erguida da mulher e posso ver de onde a garota aprendeu a falar tão firmemente.

"Entendo muito bem as suas duvidas para comigo, Madre Magnolia é por isso que estou aqui contrariando a tudo e todos." Dou um passo para a frente e me ajoelho na frente da senhora de idade seus olhos se arregalam, as duas jovens ficam lado a lado dela provavelmente com medo de que sofra um infarto. "Gostaria de saber se a senhora concederia-me a honra de casar com Livia?"

As três ofegam enquanto Ricardo se engasga, a senhora de idade leva a mão ao peito e me ergo a pegando nos braços, rapidamente vamos parar dentro de um escritório a coloco em um sofá enquanto a jovem freira abana a mulher, Livia reaparece com um comprimido e um copo de água. Após ver a senhora mais calma a baixinha me encara, ergo a sobrancelha.

"Está vendo o motivo pelo qual não queria que você viesse até aqui." Ela rosna e bate no meu braço com força.

Ela acabou de me bater?

"Mas precisava vir Livia, primeiro para que entenda o quanto te amo e quero finalmente poder andar com você na frente das câmeras como a minha esposa." Abro um sorriso galanteador.

A baixinha troca os pés fazendo o meu sorriso aumentar pela consciência de que é afetada.

"Livia, minha filha." Vejo o modo carinhoso como se volta para a senhora sentada que estende a mão. "Isso é verdade? Porque não me contou nada? Você .. você está grávida?"

"NÃO!" Livia grita em resposta.

Todos olhamos para ela em questionamento pelo seu claro nervosismo, estava certo em imaginar que ela não é uma boa mentirosa.

"Eu.. eu estou apaixonada pelo Bruno mas jamais começaria um relacionamento sem contar para vocês duas." Ela dá um olhar para as duas mulheres. "Nós apenas conversamos e nossos sentimentos crescem a cada dia, mas por termos uma realidade tão diferente jamais..." Ela faz outra pausa me direcionando um olhar. "Jamais imaginei que fosse real ao ponto dele vir aqui e me propor em casamento."

Todos ficamos em silêncio enquanto as mulheres trocam olhares silenciosos mas que devem ser significativos.

"Você não precisa fazer isso pelo orfanato minha menina, podemos dar um jeito." A madre finalmente fala.

Livia se ergue do chão estendo a mão que seguro prontamente e volta a olhar para a senhora de idade que a trata como uma filha.

"Não é pelo dinheiro madre, estou apaixonada por Bruno." Ela fala de um modo tão firme que chego a acreditar.

Magnolia escrutina nossos rostos procurando a farsa, aparentemente Livia sabe como driblar a mulher já que essa se detém mais tempo me olhando.

"Se você realmente quer se casar com ele, então tenho condições para ambos." Decreta

Abro um sorriso amarelo e puxo Livia para o meu lado voltando a ficar com a mão espalmada em sua cintura.

"Estamos prontos para cumprir qualquer que seja suas condições Madre." Respondo firme.

Assim que termino de falar sinto estar fazendo um acordo com o pior tipo de sogra que pode existir , se bem que nunca tive uma sogra mas meu pai sempre falou que essas são a prova viva do diabo na terra.

Capítulo 3 Uma loucura e uma mentira

Livia

Preciso de um autocontrole horrível para manter os olhos tranquilos quando a Madre aprova a fala desse homem.Sei que ela não deve estar acreditando muito nessa história mas diante de todos esses problemas precisamos disso. O olhar de Lia chega a ser engraçado, abaixo a cabeça e solto um suspiro abrindo um sorriso amarelo.

"Então, senhor Lafaiete aqui não precisamos que mantenha nenhum tipo de imagem, então o primeiro pare de aparecer em manchetes com mulheres. - Ela faz uma pausa esperando o aceno dele. - Segundo o aniversário de dezessete anos da Livia é amanhã, desse dia até o próximo ano vocês estarão noivos assim, terão tempo suficiente para se conhecer melhor."

Abro a boca prestes a protestar , o orfanato não tem esse tempo todo para se manter.

"É um prazo justo Madre." Escuto a voz firme.

Viro o rosto encontrando com o perfil angulado, um meio sorriso exibindo a ponta do dente. Ao olhar para Madre, vejo as suas bochechas avermelhadas, Bruno Lafaiete definitivamente tem o charme que envolve às mulheres.

"Terceiro ponto nada de sexo antes do casamento e encontros somente comigo presente- Ela declara firme, vejo o banqueiro engasgar com uma risada mas Bruno não perde a postura. - Quarto venha participar das missas aos domingos pela manhã, está de acordo com tudo isso senhor Lafaiete?"

Inspiro profundamente sentindo o medo balançando minhas pernas, desse jeito não irei salvar o orfanato esse homem precisa de um casamento para convencer a família dele. Não acredito que possa aceitar alguma dessas exigências.

Um ano de noivado?

"Aceito todas as suas exigências Madre, porém gostaria de pedir algo."

Demoro um longo minuto para processar as palavras é um tiro no escuro e a sensação de estar fazendo um pacto com o diabo. Vejo o olhar da minha melhor amiga completamente incrédula tanto quanto estou.

"E o que seria rapaz?"

"Gostaria de levar Livia todos os dias ao colégio."

A mão firme aperta minha cintura enquanto o sorriso se amplia.

"Não acho certo vocês dois juntos e sozinhos." Ela cruza os braços e sei que está pronta para negar.

"Lia pode ir conosco. - Declaro rápido demais atraindo a atenção de todos, pigarreio para clarear a voz.- A faculdade da Lia é quase do lado e sempre vamos juntas, então, você poderia levar nos duas." Completo virando o rosto para ele.

Seu olhar brilha como o de um caçador e o mais estranho é que não sinto um pingo de vontade em correr para longe, quero jogar tudo em cima dele e deixá-lo com raiva.

"Eu acho ótimo isso, princesa." Ele responde e travo os dentes com esse apelido odioso.

Mas abro um amplo sorriso e finjo suspirar, enquanto a Madre claramente está sem reações para essa troca.

"Se é assim, então tudo bem." Ela finalmente concorda.

"Madre, posso acompanhar o Bruno até a entrada?" Questiono.

"Sim, querida. - Ela passa as mãos no tecido que recobre o cabelo como se lembrasse de algo. - O senhor ia me esquecendo do Senhor Ricardo ."

Fico tensa observando o gerente do banco entrando na conversa, abrindo um sorriso pelo meio da barba cheia fazendo algumas rugas aparecerem no canto dos olhos.

"Ah não se preocupe comigo Madre, na verdade vim aqui hoje, para lhe informar que alguns doadores da cidade destinaram fundos para uma das contas sociais e com isso consegui conversar com eles, por isso as contas do orfanato estão pagas."

Ele mantém o sorriso, mas posso apostar que é mentira o que disse. Os olhos da Madre se enchem de lágrimas e Lia suspira em alívio.

"Oh Gloria A Deus, irei orar uma novena pelo senhor, muito obrigada."

"Acho que estou longe de salvação, mas aceitarei suas orações." Ricardo declara.

"Ninguém está longe de ser salvo meu filho " a Madre o abençoa e aperta sua mão.

"Então, Livia me acompanha até lá fora?"

Saio do transe com a voz dele, olho ao redor e concordo. Saímos os três, Bruno, Ricardo e eu em direção ao pátio externo do orfanato. O som das risadas das crianças no parquinho aquecem o meu coração com a decisão que tomei.

Próximo ao portão o outro amigo dele reaparece com um olhar interrogativo.

"Amanhã virei para o seu aniversário e trarei o contrato."

"Mas e as exigências da Madre?"Questiono.

"Só preciso de um papel assinado para garantir o contrato e o casamento civil, quanto a Madre e suas exigências são ótimas para te introduzir a minha família, mas não se preocupe eles irão querer o nosso divórcio e antes que o prazo da Madre termine estaremos divorciados." Responde junto com o sorriso convencido.

"Você já tinha tudo isso planejado?" Questiono.

O frio do medo pelo desconhecido retorna principalmente porque esse homem parece ser tão misterioso.

"No ramo em que trabalho quanto mais rápido elaborar uma saída maior o saldo."

"E que saldo dessa vez." O amigo dele complementa.

Viro o rosto encontrando com o homem que analisa as minhas roupas outra vez, sinto como se estivesse me despindo.

"Cuidado Giulio, independente do que acontece Livia agora é minha noiva." O tom autoritário na voz dele estremece meu peito.

"Uma bela noiva." Ricardo estende a mão.

Aceito o seu gesto e recebo um beijo sobre a pele, sinto as bochechas corando.

"Obrigada."

"Não esqueça de passar no meu escritório Bruno, agora, com a sua licença." O hoje educado sai em direção a um carro alto prateado.

Observo a movimentação da rua que costuma ser quieta mas homens estranhos agora estão vestidos em roupas normais, porém sei que não são daqui.

"Se acostume, meus seguranças estarão de olho em você princesa."

Ergo a cabeça encontrando com ele próximo demais, os olhos brilhantes como uma joia rara atraindo-me.

"Sei me cuidar." Declaro

"Claro que sabe- As pontas dos seus dedos tocam meu queixo, virando meu rosto e depositando um beijo na bochecha.- Cuidado Livia, não divido nem mesmo em contratos." Sua voz grave é arrepiante ao falar próximo da minha orelha.

"Se preocupe em não ser pego por paparazzi- Respondo ficando na ponta dos pés, nossos olhares se encontrando pelo canto enquanto depósito um beijo na bochecha dele. - A única palavra em dúvida aqui é a sua." Falo próxima à sua orelha.

Afasto-me colocando as mãos na frente do corpo enquanto ele se mantém com um sorriso.

"Até amanhã princesa" Ele fala mais alto.

Mantenho o sorriso enquanto ele sai, junto do homem que se chama Giulio. Nem mesmo se passa um minuto e a Madre sai de trás da parede que divide os pátios.

Finjo estar suspirando enquanto eles entram no carro e saem, outros dois carros passam pela rua logo depois e imagino ser os seguranças.

"No que você estava pensando ao não me contar sobre nada disso, Livia?" Viro o rosto vendo ela com os braços cruzados e furiosa. "Vamos para a capela, você vai orar três rosários pedindo perdão por essa mentira"

"Tudo bem Madre, me desculpe." Falo recebendo o olhar mais tranquilo dela.

A abraço suspirando, entrei em um compromisso com um homem poderoso que tem todas as condições de destruir tudo o que mais prezo e amo.

Apenas para proteger o meu lar, não posso ficar triste preciso me manter de cabeça erguida.

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