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A loba em pele de cordeiro

A loba em pele de cordeiro

Autor:: Charlier
Gênero: Bilionários
**Deusa: Uma deusa em busca de vingança, consumida pelo desejo e em busca de justiça.** Deusa, uma mulher de beleza estonteante e personalidade forte, carrega um fardo: a perda trágica de sua irmã gêmea, Danna. Apesar de suas diferenças, o amor entre elas era inabalável. Danna, uma alma livre e apaixonada, encontrou um fim brutal nas mãos de seu marido, o poderoso magnata Andrew Forbes. Agora, Deusa se vê consumida por um desejo ardente de vingança. Ela usará sua beleza e inteligência para se infiltrar na vida de Andrew e destruí-lo, transformando sua existência em um inferno. Mas será que a vingança é a única força que a move? Ou será que, em meio ao caos, Deusa encontrará algo mais? **Loba em Pele de Cordeiro: Uma história de amor, perda, vingança e redenção. Prepare-se para ser seduzido por Deusa e sua busca por justiça.**

Capítulo 1 Sua doce Danna

Deusa estava desembarcando no aeroporto, quando recebe uma breve mensagem no celular.

" Grande Deusa, já confirmamos desde aqui e parece que a cerimônia de enterro de Danna Forbes foi antecipada. Imagino que, mesmo que seu voo chegue a tempo, terá que correr. Seu veículo já espera no estacionamento VIP. Junto está seu modelito!

Chego para atender-te na próxima semana com sua encomenda.

Charles."

O enterro de Danna, sua irmã gêmea, foi antecipado, e ela, atrasada e furiosa, estava inconformada com aquela situação. Sua irmã, sua doce Danna, morta pelas mãos daquele selvagem marido. Deusa sabia desde o início que aquilo não ia realmente dar certo. Como poderia ter escapado dela o cuidado com sua amada irmã? O único que amava na sua vida.

Mas Danna era assim, evitava contar para os demais que tinha uma irmã gêmea, e a havia afastado de sua vida. Tudo porque Deusa, em muitas ocasiões, quando descobria que sua irmã se envolvia com um tipo errado, assumia a dianteira e já acabava com tudo. Seus pais sempre quiseram que tivessem vidas independentes, e para eles pesava que, por serem gêmeas univitelinas, iriam passar uma copiando a vida da outra. Assim, até em colégios diferentes, elas foram educadas.

Seu carro, um Ford, acabava de estacionar próximo ao cemitério. Decidida a não ser reconhecida, pelas razões óbvias, queria antes de mais nada ver aquele sujeito que destruiu o que mais amava. Da sua irmã, ela iria se despedir em outro momento, íntimo, pessoal, não em uma pantomima criada para juntar pessoas chorando.

Usava um vestido elegante negro em lã vicunha. Levava um chapéu Fedora com um véu e óculos escuros. Claro, não podia faltar o escarpam negro brilhante, pois afinal era o enterro de Danna e estava vestida para sua irmã.

O cementério era um parque, possuindo uma ampla área verde, trilhas, bosques e demais atrativos naturais. Proporcionava aos visitantes um ambiente tranquilo e sereno. Assim, além de fazer a homenagem ao seu familiar, o visitante pode passear pelo local e aproveitar a paisagem natural.

Naquele momento, desciam a sua amada Danna ao jazigo subterrâneo. Havia muitas pessoas, personalidades famosas, muitos familiares da família Forbes, e lá no palco, dando seu último discurso, o infame Andrew Forbes. Atrás dele, haviam dois homens de terno negro, que deviam ser agentes da polícia. Mas todos sabiam que Andrew não ficaria muito tempo preso, já que ele era considerado a maior fortuna no país. Competia inclusive com as fortunas de Dubai.

Aquele homem tinha as sobrancelhas grossas e a mandíbula larga e quadrada. Sua altura chamava a atenção, assim como o fato de seu corpo bem modelado pelos exercícios ser uma prova de força. Covarde, como um homem deste tamanho, pode atacar Danna, esguia e delicada.

Deusa observava tudo à distância. Deusa estava observando aquela cena entre umas árvores, e a cada movimento dele ao descer daquele púlpito fazia virar o estômago, quando muitas pessoas, aproximando-se dele com um choro dramático, pareciam apoiar aquele infeliz. Quando o apoio, na verdade, teria sido para Danna. Deusa se emociona, entre o ódio e a indignação, aquela despedida à distância, arrancando suas lágrimas enquanto sua pequena irmã é baixada ao jazigo, repleto de flores e coroas.

Se em algum momento pensam que Deusa ia ficar em silêncio sem corrigir esta situação, estavam todos enganados, pensava Deusa que se dirigia à casa de campo de seus pais. Esta casa havia sido usada por eles até o dia de sua morte, outro trágico acidente. Estava vazia e era seu lugar de viver quando voltava ao seu país de origem. A casa era simples, mas com interior elegante e minimalista. Não tinham fotografias familiares, já que as lembranças das pessoas se guardam na mente. Deusa não se apegava às coisas e isso era um fato. Diferente do seu Duplex em Londres, esta casa seria perfeita para que Deusa estivesse até completar o seu plano de vingança. Fazer a vida de Andrew Forbes um inferno até que ele perdesse completamente a razão e por suas próprias mãos fizesse a justiça, ou entregando-se à ruína, ou enlouquecendo. A morte não era vingança, já que seria paz para a consciência. Teria ele uma? Bem, isso já não importava mais.

Ao chegar à casa de campo, veio uma sensação de nostalgia. Sua última estadia foi há mais de 5 anos, e agora, aos seus vinte e quatro anos, ela já não era mais uma jovem dependente. Sua própria fortuna como modelo havia dado a Deusa uma condição de não ter que depender de ninguém mais.

Capítulo 2 Grande Deusa!

A noite de Deusa foi agitada, apesar daquela cama ser agradável e confortável, a primeira tarefa seria mudar aqueles travesseiros. A vida de Londres, com seus travesseiros de penas e lenções de linho egípcio, dava a Deusa mais conforto. Não que fosse o momento para reclamar, mas já que estamos, um pouco de conforto não seria nada ruim.

A casa estava bem, em geral, seus primeiros dias foram trocando mensagens com Charles, passando orientações das suas necessidades, fazendo seus cuidados de beleza, mantendo sua rígida dieta, e com passeios entre as grandes árvores, que protegiam a sua casa, dando uma aura de mistério. Era melhor concentrar-se nesses assuntos, em vez de entrar em um redemoinho de emoções. As emoções estavam proibidas, a não ser quando fosse o momento de colocar a sua maravilhosa atriz em ação.

Estava na sua banheira estirando e admirando, acariciando suas longas pernas, que deviam ser bem cuidadas, já que, graças a elas e todo o charme da grande 'Divini Sherman', seu nome na modelagem, deram tudo o que ela tinha. E agora elas tinham uma missão muito importante.

Mais tarde, decidiu escutar as notícias. E lá estavam todos falando daquele homem infame novamente.

"Na tela, a repórter local destacava as principais notícias.

Boa noite, hoje estamos dando as notícias de última hora. Tenho novidades sobre a denúncia de assassinato de Danna Forbes, na última semana, que foi retirada pelo promotor público. Como sabem, a notícia gerou um impacto significativo não apenas localmente, mas também internacionalmente. Filha de Ana e Josheff Aiken, Danna Forbes estava casada com não menos de quem, o magnata Andrew Forbes, que foi liberado esta manhã e já não é o alvo da investigação atual. A denúncia deste assassinato por uma das amigas de Danna ocultava o fato de a mesma Danna, segundo o legista, também ser dependente de entorpecentes, mudando o perfil de assassinato para um possível suicídio. Enfim, mais notícias, aguardem o resumo da noite."

Em seguida, aparece um vídeo de Andrew saindo da delegacia, cercado de jornalistas. Levava um ar sério, uma imagem derrotada, e estava acompanhado por vários guardas-costas que evadiam vários repórteres e público que tentavam avançar sobre ele. Abaixando a cabeça e ao lado de uma linda mulher, Andrew Forbes entra em um ranger negro com vidros cobertos de vantablack.

Deusa, furiosa, jogou a taça de champanhe que tomava com morangos contra a tela da televisão.

"Minha irmã! Danna usando drogas! Isso é impossível!" Os gritos de Deusa eram um eco entre as árvores daquele lugar. Sua fúria crescia a ponto de desejar enforcar o próprio demônio com suas mãos.

E gritando as paredes e respondendo aos seus próprios argumentos, pegou o telefone e ligou para Charles. Ele era o único que podia trazer algo de paz naquela tormenta e indignação presentes.

"Grande Deusa!" Estou já terminando meu check-in e logo nos vamos reencontrar. Tenho muitas informações que você vai amar! Divini!

"Perfeito Charles, te espero, estou com enxaqueca e tenho necessidade de beber, sair e divertir-me para esquecer do que estou vendo por aqui!"

"Vamos, Grande Deusa, você vai comer a todos sem nenhum problema! E não se tranquilize, hein, mantenha esta energia! Chego pronto. Tchau!"

Charles era assim, com este jeito alegre e vivaz e seus modos mais do que delicados. Mesmo com a sua idade, seguia sendo mais do que uma pessoa amiga ou um apoio em toda sua carreira. Ele era como um irmão mais velho, cheio de sonhos e fantasias, como uma libélula feliz que não se derrubava por nada. Em alguns momentos, a confiança entre eles era tão grande que tinham a liberdade não só de dividir o que sentiam, mas de curar suas carências. Charles e Deusa tinham uma química diferente. Mas claro está, Deusa não era o seu prato predileto, mesmo sendo a mulher mais fascinante que havia conhecido. Assim, mantinham esta união em liberdade, já que tanto Deusa como Charles o que os interessava mais era sua vida de elegância. Sabendo que não era nem a questão de depender do dinheiro, já que se podia gastar o que quisesse, mas também existia aquela consciência de ajudar a muitas pessoas, que estavam obrigadas a sair do zero para recomeçar a vida. Sim, eles eram uma ótima equipe.

Capítulo 3 Aqueles olhos...

Saindo de um dos mais luxuosos condomínios, um Lexus se dirige à cidade. No veículo está Linda Nelson, uma das maiores advogadas criminalistas e seu cliente mais importante, Andrew Forbes. O motorista de Forbes mantinha uma velocidade elevada, já que estavam atrasados e Linda repassava todos os detalhes da entrevista.

"Algo completamente desnecessário. Linda!", comentava Andrew, "este é meu momento para estar só. Não me interessa este tipo de espetáculo". Andrew se via contrariado. Estar explicando acontecimentos que já eram de domínio público era uma perda de tempo, além do que, o promotor havia desestimado o caso, e voltar a tocar neste tema agora não tinha mais sentido para Forbes.

"A questão não é essa, Andrew, o fato de a sua imagem ter sido manchada está atrapalhando todos os índices da bolsa e isso também afeta a você!" Linda Nelson era uma mulher direta, inteligente e muito ativa. Não tinha sangue nas veias, segundo Andrew, mas resolvia os problemas e, desde há muito tempo, era a única mulher em que confiava.

"Bem, não vamos discutir", seguiu ele, menos irritado. "Mas saiba que é única entrevista. Não vou, baixo nenhuma hipótese, estar em vários programas de televisão para fazer o papel de homem ferido, enganado e traído! Você entendeu bem, Linda?"

"Não se preocupe, comentou ela, colocando suavemente suas mãos no braço de Andrew Forbes. Esta é a única e, depois disso, aconselho reservar um voo para as ilhas gregas e ficar lá por um mês. Assim estará mais isolado e desde aqui vou gerindo o que necessite". E com um sorriso animador, seguiu.

O local da entrevista coletiva era situado no Hotel Hilton. Havia todo um andar reservado, para evitar curiosos, e a segurança vigiava rigorosamente quem eram os convidados. Apenas os repórteres das melhores emissoras de televisão, revistas e os principais jornais nacionais e correspondentes estrangeiros estavam credenciados. Uns cento e cinquenta profissionais aproximados eram esperados.

Para que a coletiva não ficasse exaustiva, Andrew não aceitava cadeiras. Que todos os repórteres ficassem de pé e saíssem rápido, cadeiras deixam as pessoas muito comodas. Assim, o chão, linhas indicativas por cores limitavam os espaços. Diante deles, um grande palco. Sobre ele, uma mesa toma toda a extensão em formato de lua. Tinha oito assentos com seus respectivos microfones, garrafas de água e um garçom para servir aqueles que tivessem que se manifestar. Forbes, ao centro, teria à sua direita Linda Nelson e dois assessores legais. À esquerda, o representante do promotor público, dois detetives e um assistente de Andrew Forbes. Tudo para não deixar dúvida alguma, e que as perguntas se resolvam todas naquele dia. Um esquema digno realmente de um chefe de estado.

A coletiva é apresentada pelo assistente de Andrew, que inicia dando uma explicação aos acontecimentos de como havia sido encontrada Danna Forbes e a dor que tudo isso provocou a todos os que a amavam. Em seguida, dá espaço aos repórteres que começam com suas perguntas.

"Sra. Nelson, esta pergunta é referente à Carolynne Benson que denunciou o crime. Sabendo-se que era dependente química, por que foi aceita a alegação inicial?"

Linda respondia a esta e às demais perguntas sem exitar, colocando em parte a falta de organização na apresentação dos documentos que confundiram a promotoria. E assim sucessivamente.

O representante confirma que estariam preparando uma compensação pelos danos e prejuízos que aquele inconveniente causara à imagem de Andrew Forbes.

Outro dos assistentes informou dados do laudo final do legista.

As perguntas seguiam e os repórteres já estavam algo agitados, já que existia, constantemente, a interrupção de um correspondente estrangeiro que deixava o microfone aberto, provocando ruídos estridentes durante a coletiva.

Novamente, Linda Nelson volta a insistir em uma pergunta repetida.

Todos estavam de pé, as câmeras gravando e Andrew estava exausto. Aquilo para ele era um circo. Procurando se distrair da eloquente advogada, decidiu observar todas aquelas pessoas, que estavam ansiosas por descobrir algo mais que o colocasse em evidência. Em um instante, ele começou a perder a cor. Uma mulher estava no centro, vestida de branco, e com uma cinta de cetim no cabelo. Seus cabelos compridos e loiros e, ... Aqueles olhos... Sim, não, sim... era... ela... era a sua mulher! Se levanta para ter melhor visão entre aquelas centenas de pessoas, que estavam movendo-se muito entre microfones e celulares, e havia desaparecido.

Com aquele movimento rápido e muito ruído, da sua cadeira caindo detrás. Os repórteres começaram a fazer perguntas. Mas Andrew saltou a mesa, correu entre os repórteres dando cotoveladas nos que tinham adiante, desceu as escadas de serviço já que o elevador estava em uso, e saindo como um louco pela portaria do hotel, avistou aquela mulher caminhando tranquilamente na calçada à sua frente. Apertou os passos e, alcançando-a, girou-a para ele, dando de cara com uma mulher muito diferente daquela que estava seguro de ter visto!

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