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A luz da lua

A luz da lua

Autor:: Olivgabi
Gênero: Romance
Uma garota, um casamento arranjado, um homem perverso, uma família desajustada e falida, uma casa cheia de mistérios e um amor sombrio. Como Luna se sairá na nova vida...

Capítulo 1 Introdução

Dia dezesseis de outubro essa vai ser a minha última semana de liberdade e estou aqui jogada na cama de pijamas e meias fofinhas, olhando para as estrelas fluorescentes que colei no teto quando tinha dez anos, naquela época tudo era mais fácil, e eu me dava muito bem com meu pai a gente costumava passar muito tempos juntos em viagens e explorações pelo quintal atrás de joaninhas.

Hoje em dia o odeio com toda a força do meu ser, ele é um babaca e só de pensar nisso agora meu estômago revira, porém vamos do início.

Há dois anos meu pai abriu falência e teve que fechar a fábrica dele, ficamos tão pobres que tivemos que mudar para Newark, uma cidade de Nova Jersey onde a criminalidade e as máfias eram tão normais quanto levantar pela manhã e bocejar.

Meu pai não conseguia viver com pouco e recebeu uma oferta para pegar um empréstimo com uma das famílias mais temidas da cidade.

A família Fernandes era muito influente e vendo que meu pai faria qualquer coisa para viver com luxo novamente, começaram a fazer um empréstimo atrás do outro para o meu pai, que não pensou duas vezes e pegou cada um deles, os valores eram altíssimos e como meu pai achava que ia recuperar sua empresa e sua fortuna ele nem estava se preocupando em que uma hora eles iriam cobrar o dinheiro todo.

Basicamente o idiota do meu pai deve muito dinheiro a eles, e no mês passado o senhor Claudio o chefe da máfia esteve aqui em casa para cobrar os empréstimos, pois já tinham se passado dois anos e meu pai já devia muito a ele.

Meu pai o implorou pedindo mais tempo, porque até o momento ele não tinha recuperado nada da fortuna que foi tirada dele, porém o senhor Cláudio não quis saber e disse que se ele não tivesse dinheiro para o pagar teria que pagar de outra forma.

Dando sua filha para se casar com o herdeiro dele.

Se ele desse a filha dele, o senhor Claudio iria dar uma pensão ao meu pai para o ajudar nas despesas e esquecer a dívida.

Sim, como vocês estão imaginando o idiota do meu pai aceitou essa proposta absurda mesmo eu gritando e falando que não queria, ele não me deu ouvidos e aceitou o plano, me casaria uma semana depois do meu aniversario de dezoito anos.

Odiei meu pai desde aquele dia em que ele assinou aquele contrato, e agora estou aqui jogada em minha cama sentindo raiva por estar completando dezoito anos hoje.

Capítulo 2 Feliz Aniversario

Filhota parabéns pelos seus dezoito aninhos agora é uma mulher. Disse a mãe dela se jogando na cama.

Ai, ai, que susto. Disse Luna levando um baita susto e a tirando de seus pensamentos.

Vamos sair e comemorar então levante e se arrume eu e seu pai estamos esperando por você lá na cozinha. Disse Sara entusiasmada.

Não quero comemorar nada, esqueceu do acordo do papai? Disse Luna que se levantou e se sentou na cama para encarar sua mãe.

A para hoje não é dia de tristeza e será que é tão difícil você deixar eu aproveitar os últimos momentos com a minha filha querida? Disse Sara com um tom de chantagem na voz.

Ah tá bom chantagista, eu já to indo. Luna se levantou e foi para o banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.

Sei que minha mãe não passa de uma vítima como eu e apesar de tudo eu a amo muito e sei que ela sempre fez de tudo para me proteger das loucuras do meu pai então vamos Luna colocar um sorriso no rosto e fazer dessa última semana a semana. pensou ela enquanto se olhava no espelho.

Ela foi para o quarto e achou uma caixa com um laço azul em cima com um cartao, ela então foi olhar e nele estava escrito.

"Acho que ficará linda nesse vestido, espero que goste

Assinado Anton"

A raiva tomou conta de Luna e ela jogou a caixa pelo quarto até o outro lado, foi até o guarda roupa e vestiu um jeans e uma regatinha florida, pegou seu casaquinho de couro e foi até a cozinha onde o pai e a mãe dela a esperava.

Entraram no carro e foram até uma lanchonete que Luna adorava, eles entraram e se sentaram próximo de uma janela, Luna pediu ovos mexidos com bacon e um pedaço de torta de maçã com sorvete que era sua preferida.

Eles ficaram lá sentados esperando o pedido, Luna percebeu que seus pais estavam tentando esconder a tristeza deles, só que não eram muito bons em fazer isso e a única pessoa na opinião dela que podia ficar triste era ela mesma.

Filha tinha esquecido de te avisar o senhor Cláudio quer que você dê uma passada na casa dele hoje ele precisa falar com você, acho que é sobre o seu casamento com Anton. Disse Sara com uma voz triste.

Depois de terminarmos aqui vocês podem me deixar lá que aí eu vejo o que aquele velho asqueroso quer. Disse Luna revirando os olhos.

Não fale assim do senhor Claudio Luna. Advertiu o pai dela.

A é eu esqueci que temos um amante dele aqui, que o defende com unhas e dentes. Disse ela virando a cara para a janela para ignorá-lo.

Não vamos brigar, Josh ela tem as razões dela para não gostar disso, e Luna tenha o mínimo de respeito por seu pai. Disse Sara com firmeza na voz.

A comida chegou e eles comeram em silêncio, Luna estava de mau humor e não queria trocar mais nenhuma palavra com eles.

Terminaram de comer e foram para o carro, como prometido Josh e Sara deixaram Luna em frente a casa dos Fernandes, a mãe de Luna desceu do carro abraçou a filha e a beijou, assim que eles foram embora ela se sentiu muito sozinha.

Ela nunca tinha vindo na casa dos Fernandes e esperava encontrar muitos homens armados porém não era assim era uma casa bem grande branca com algumas árvores na frente e um lindo gramado, por um breve momento Luna se imaginou morando ali e saindo todas as manhãs para caminhar pelo jardim.

Ela então caminhou até a porta e bateu, logo uma mulher morena com uma rede no cabelo atendeu e pediu que ela entrasse, ela caminhou casa adentro atrás daquela mulher que parecia uma empregada do lugar.

chegaram em uma sala e a mulher pediu para que ela esperasse que o senhor Cláudio já descia para falar com ela, então se sentou em um sofá cor caramelo, a sala era toda branca, com algumas plantas e uma lareira que em cima contia uma Pintura do senhor Cláudio de terno e muito sério.

Luna deu uma risada ao pensar que esse tal de Cláudio, o chefe da máfia, tinha um ego tão alto que precisava de uma pintura gigantesca na sala para lembrar a todos dele.

Olha só quem está aqui. Disse Cláudio se aproximando de Luna.

Me disseram que você queria me ver, aí eu vim. Disse ela revirando os olhos.

A sim, sim, queria. Te trouxe aqui para falarmos do seu contrato com minha família que você vai assinar hoje.

A eu vou é? Disse ela confusa com a situação.

Sim minha querida, este contrato diz que vai casar com o meu filho e que não poderá se divorciar ou fugir e que se você é obrigada a dar um herdeiro a ele sendo menina ou menino, e que em caso de traição por ambas as partes o parceiro tem o direito de castigá la(o) ou matar em caso de ter sido mais de uma vez.

Meu deus isso é um absurdo eu não vou assinar isso, você só pode ser louco. Disse Luna assustada com tudo aquilo.

Tudo bem, você não é obrigada a assinar, porém se não assinar eu vou matar toda a sua família desde seus parentes mais próximos ao mais distante e todos os seus primogênitos deixando somente você viva para que sofra com sua decisão pelo resto de seus dias. Disse ele com um semblante tranquilo como se aquilo tudo fosse apenas um negócio normal como qualquer outro.

Meu Deus, você é completamente doido, como pode falar isso com a maior tranquilidade do mundo, não sei no seu, mas no meu mundo não é normal matar pessoas e suas gerações. Disse ela a ponto de surtar com tudo aquilo.

Minha querida, a pergunta é: você vai assinar ou não? Disse ele calmo e sorrindo para ela.

Eu não tenho escolha, me de essa bosta aqui. Disse ela arrancando o contrato da mão dele e assinando.

Assim que ela terminou de assinar ele pegou o contrato e o olhou, olhou para ela ainda com um sorriso nos lábios e deu um tapa forte na cara dela que a fez cair no chão com a mão no rosto e o olhou assustada pois não tinha entendido o que havia acontecido.

Exijo que me trate com respeito e não vou tolerar linguajar impróprio nessa casa então levante-se e peça desculpas, sua garota insolente. Disse ele sério olhando para ela no chão.

M..Me perdoe senhor. Disse ela com lágrimas nos olhos.

Meu filho e a confeiteira do seu casamento te aguardam no jardim atrás da casa, se recomponha e vá até lá fazer a prova dos doces e bolos.

Sim senhor. Disse ela de cabeça baixa limpando as lágrimas.

Ela ajeitou o cabelo, limpou o restante das lágrimas que escorriam pelo rosto e caminhou até a porta que dava ao jardim.

Capítulo 3 Gostosuras

Luna não acreditava no que tinha acabado de acontecer, aquele homem era cruel ela não podia se casar a força, porém com tanto que eles não tivessem que morar ali com aquele homem estava tudo certo.

Quando passou pela porta que dava ao jardim ela se deu conta de que nunca tinha visto o Anton pessoalmente e que essa seria a primeira vez que o veria, isso a fez sentir um frio na barriga.

Ela logo avistou ele de costas para ela e de frente para uma mesa repleta de bolos e doces e do outro lado havia uma mulher vestida de branco com uma rede no cabelo, ela tinha o rosto bem angelical e tranquilo.

A mulher a olhou nos olhos e falou algo para o Anton que se levantou rapidamente e caminhou começou a caminhar na direção dela, ele era alto, musculoso, moreno com um cabelo preto bem penteado, seus olhos eram escuros e profundos e a observava de cima a baixo como se estivesse saboreando cada parte do seu corpo com os olhos, ele tinha uma expressão safada que a fez queimar de vergonha e desviar o olhar.

Acho que não gostou do meu presente né. Disse ele parando na frente dela.

O clima não está muito bom para andar de vestido por aí, e eu não sabia que viria aqui até agora pouco. Disse ela lamentando não ter aberto a caixa.

Bom você terá oportunidades de usá-lo, sem dizer que você fica linda vestida de Jeans. Disse ele olhando para as pernas dela.

Então você já tem um sabor preferido? Disse ela tentando mudar de assunto já que o calor do olhar dele percorrendo o corpo dela está deixando-a constrangida.

A não provei nada ainda cheguei a pouco e a Meg estava montando a mesa ainda, e não seria justo eu provar sozinho né? Disse ele olhando para ela.

Acho que sim, você sabe se vai ser uma festa grande ? perguntou ela começando a caminhar para a mesa de doces.

Acho que para umas seiscentas pessoas, minha família é grande e ainda tem a sua parte de convidados, então acho que vai dar mais ou menos isso. Disse ele com uma voz serena.

Meu deus, da minha parte só tem duas pessoas que são meus pais. Disse ela surpresa com a quantidade de gente.

e os seus amigos e amigas não vão vir? Perguntou ele curioso com a ideia de que ela não convidaria ninguém.

Não tenho amigos nem amigas para convidar. Disse ela em um tom triste.

Entendi, isso vai ser ótimo, não vou ter que te dividir com ninguém. Disse ele sorrindo e puxando a cadeira para ela sentar.

Então vamos às provas. Disse ela sorrindo.

Eles provaram cinco sabores de bolos e mais de cinquenta sabores de docinhos, eles conseguiram chegar em um acordo, conversaram bastante e assim que terminou a prova eles ainda ficaram lá sentados, aproveitando a companhia um do outro.

Para Luna tinha sido incrível conhecer o Anton, ele parecia bem legal, diferente do pai dele que era um crápula inacessível, ele pareceu ser gentil e amoroso, bem galanteador também, não que Luna tivesse gostado dele.

Bom acho que vou para casa. Disse Luna pegando sua bolsa que estava na cadeira ao lado.

Mas já? Fiz algo que você não gostou? Perguntou ele se levantando rapidamente e a olhando fixamente.

Não, só estou um pouco cansada já está tarde. Disse ela tirando o celular da bolsa e vendo que já tinha se passado das seis da tarde, era incrível como o tempo voou enquanto estava ali com ele, nem parecia que já tinha se passado seis horas desde que chegou ali.

Entendo, adorei passar o dia com você Luna, você é bem divertida e me parece que iremos nos dar muito bem. Disse ele se aproximando e olhando nos lábios dela.

Bom, deixa eu chamar um uber se não fica muito tarde. Disse ela bem constrangida com aquele quase beijo e tentando sair daquela situação.

Eu levo você em casa. Disse ele pegando o casaco dela e a entregando.

Não. Imagina, não é necessário eu peço um carro, já chega, não se preocupe. Disse ela caminhando pelo jardim para dar a volta na casa.

Ok, sei que não quer me incomodar, porém você vai ser minha esposa daqui uns dias então esse é o mínimo que posso fazer por você. Disse ele seguindo ela pelo jardim.

Ela assentiu com a cabeça e foi com ele até o estacionamento, ele tinha uma picape quatro portas azul, era linda e até onde a Luna sabia era bem cara também, ela teve dificuldade para entrar já que ela só tinha 1,60 de altura.

Muito bonito seu carro, só um pouco alto né. Disse ela sorrindo.

Desculpa, não imaginei que seria complicado subir. Disse ele notando o sofrimento dela e rindo.

Isso é injusto, não ria de mim. Disse ela fechando a cara e batendo no braço dele.

Desculpa, Você é muito linda quando fica brava, sabia. Disse ele chegando perto do rosto e colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela.

Você sabe mesmo como me deixar sem jeito em. Disse ela sorrindo e virando o rosto para o outro lado.

E você sabe como fugir de mim. Disse ele voltando para o lugar e colocando o cinto.

Eles passaram metade do caminho sem trocar nenhuma palavra, o silêncio era constrangedor, ela observava o caminho e às vezes via que ele a observava de canto de olho, ele era muito bonito e tinha um cheiro amadeirado que a deixava em êxtase de tão gostoso.

Talvez e só talvez não fosse tão ruim se casar com ele, ela pensou enquanto imaginava a vida que teriam juntos, porém a ideia de ser forçada a isso tomou conta da mente dela e a deixou triste.

Você está bem? Perguntou ele.

Estou sim. Disse ela baixinho olhando para o outro lado para que ele não visse os olhos cheios de lágrimas dela.

Sua voz me diz outra coisa. Disse ele estendendo a mão e colocando sobre o ombro dela.

Quando nos casarmos teremos que morar com seu pai? Disse ela mudando de assunto.

Ele é um cara difícil de lidar né, mas não se preocupe assim que voltarmos da nossa lua de mel acho que nossa casa já vai estar pronta, aí não vamos precisar morar com ele, Falando nisso você não quer ir comigo lá amanhã para conhecer? Disse ele com empolgação na voz.

Tudo está acontecendo tão rápido né, ainda estou com dificuldades para acompanhar, vou com você sim. Disse ela ainda com a voz triste porém mais aliviada de não ter que morar com aquele lixo de ser humano que é o pai desse homem que parece incrível.

Eu sei que para você não deve estar sendo fácil, mas vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para facilitar para você. Disse ele sorrindo e parando o carro em frente a casa dela.

Bom, nos vemos amanhã então. Disse ela tirando o cinto e colocando a mão na maçaneta para abrir a porta.

Luna! Disse ele pegando no braço dela e a trazendo pra perto dele.

Estou esquecendo algo? Disse ela assustada e olhando em volta.

Posso te pedir para usar o vestido que te dei amanhã? Disse ele a encarando.

Usarei sim. Disse ela sorrindo para ele.

Venho te buscar amanhã às onze da manhã, boa noite Luna. Ele encarou os lábios dela como se quisesse atacá-los.

Tá bom, estarei te esperando, boa noite Anton. Disse ela chegando mais perto e por um breve momento ela queria que ele a beijasse.

A luz da frente da casa se acendeu e tirou a concentração dos dois que viraram para olhar e tinha um gato na varanda, ele tinha acionado o sensor que ligou a luz, Luna tomou aquilo como um sinal e saiu do carro e foi direto para seu quarto.

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