Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > A mercê da maldade
A mercê da maldade

A mercê da maldade

Autor:: Anie C.
Gênero: Romance
Luna é uma jovem que conheceu precocemente a maldade existente no mundo, mas especificamente a crueldade que existe dentro do ser humano. E em um dia comum a sua rotina muda e Luna não só vê como também é vítima da podridão do homem e diante de tal circunstância ela foge para o mais longe possível do seu agressor. E em meio a um momento em que Luna se vê perdida em todos os aspectos possíveis da vida, seu caminho se choca com o de Mason Wood. Essa é uma história em que a pureza se contamina com a sujeira que é a vida de Mason. Onde a inocência atrai a malícia. E a bondade é vista como desvantagem. Será que o bem vencerá o mal? Será que o amor vencerá a guerra? Ou isso tudo não passa de uma mera fantasia humana?... É isso que vamos descobrir durante essa intensa relação entre Luna e o poderoso Mason Wood.

Capítulo 1 Prólogo

Existe alguém totalmente bom ou totalmente mau? Ou a gente ver aquilo que a pessoa quer mostrar?

Desde que o mundo é da forma que conhecemos há essa separação entre o bom e o mau, os mesmos sempre mostrado em lados diferentes, mas nunca no mesmo espaço. Então somos induzidos a escolher um desses papéis: O vilão e o mocinho.

E nessa história não será diferente, aqui você conhecerá o Mason, o temido malvadão. Um homem frio, calculista e dominador, que não se importa com os sentimentos das pessoas ao seu redor, que gosta de sentir o poder que ele tem, utilizando o mesmo ao seu favor. Se ele ver algo, gostar e querer, tenha certeza isso será dele, pois quando ele denomina o objeto em questão como seu, é dele e ninguém mais pode cobiçar, e ele não medirá esforços para o outro lado entender que pertence a Mason Wood.

Mas o que acontece quando o que ele quer é a pureza? A inocência personificada em uma jovem órfã chamada Luna. Uma garota que foi tocada pela maldade desde o seu nascimento e mesmo assim continua pura. Uma garota tão linda quanto a lua e que onde passa ilumina as pessoas com a sua bondade. Que sempre coloca o outro acima de si, independente da situação.

O que será dessa união? O bom continuará sendo bom e o mau permanecerá mau ou ambos irão se contaminar?

Luna e Mason, uma zona de guerra ou paz? É isso que iremos descobrir com essa excitante mistura.

Capítulo 2 Luna

A vida desde o meu primeiro respirar me mostrou que eu sou indesejada, que não sou digna do mais puro amor. Assim que eu nasci, minha mãe, digo, a mulher que me deu a luz, com apenas algumas horas de vida me mostrou o lado ruim do ser humano. Ela me descartou como um objeto defeituoso, para minha infelicidade foi bem assim, sem nenhuma empatia jogou-me numa lixeira apenas coberta por um fino pedaço de pano. Deixada para morrer. Abandonada. Indesejada. Não amada. A primeira rejeição dentre muitas que eu iria vivenciar.

Por sorte, após sôfregas horas de um choro por estar em um ambiente totalmente diferente de um seguro e aconchegante útero, um reciclador de lixos me achou e levou-me até um hospital, onde fui cuidada e a polícia foi acionada.

A minha progenitora nunca se arrependeu, ela nunca voltou.

A Irmã Maria, disse que quando eu cheguei ao Orfanato Coração de Maria, eu era uma bebê miudinha, as irmãs tinham até medo de me pegarem no colo com medo de me machucarem. Foi nesse lugar que eu conheci o que é zelo. Geralmente recém-nascidos são logo adotados, mas eu tinha que ser a exceção da história.

Me coube na vida o papel de rejeitada.

Os dias foram passando, depois meses que se tornaram anos, precisamente dezessete anos e eu ainda continuava lá. Enquanto eu crescia cada casal que adentrava o orfanato me dava a esperança de que eu seria a escolhida, no entanto eles sempre saiam pela porta levando uma criança que não era eu, matando em mim a esperança. Por muitas vezes eu questionei o que havia de errado em mim, e até hoje não sei dizer o que é. Amigos que criei foram desfeitos com as suas partidas. A vida me dava algo e depois tirava, foi sempre assim, é assim. Logo para me resguardar da dor da rejeição, da perda, do abandono e da saudade, passei a viver uma vida solitária.

Tão jovem e tão sozinha.

A irmã Maria é a que mais chega perto de uma figura materna para mim, mas eu nunca me apeguei a ela, porque as pessoas sempre tendem a me deixar. Ela é uma senhora muito meiga, carinhosa e bondosa. Sempre cuidando de mim, contando histórias para dormir, limpando os meus machucados e secando as minhas lágrimas. Talvez ela fizesse isso tudo por pena, pois eu era uma pobre coitada, entretanto eu não me importo com as pequenas migalhas.

Eu sou a mais velha do orfanato, as outras que moram aqui são todas crianças. Por ser a mais velha eu ajudava as irmãs a cuidar das pequenas fofurinhas. E mesmo dando trabalho, eu gostava, essa tarefa fazia os dias passarem mais rápido, sem me deixar a merecer da solidão que eu mesma criei.

Trimmmmm.... Trimmmmm.... Trimmmmm. Toca o alarme avisando que são seis horas da manhã. Levanto sem muito trabalho, já acostumada com a rotina. Arrumo a cama como a irmã Maria me ensinou, pego uma saia cinza que fica dois dedos abaixo do joelho e uma blusa de mangas compridas da mesma cor e vou ao banheiro, no qual divido com as demais crianças. Tomo um banho rápido, o suficiente para me deixar limpa, aqui no orfanato cada pessoa tem apenas cinco minutos liberados para o banho. Retiro toda a gotícula de água do meu corpo e me visto. Eu sei que não estou vestindo a última moda de Paris, mas eu não me importo, agradeço em apenas ter o que usar, aqui aprendemos a não nos apegar a vaidade. As irmãs dizem que vaidade é pecado. Volto para o meu quarto e faço um trança simples no cabelo e já pronta saio do quarto para o café da manhã.

Assim que desço a escada já posso ouvir o barulho que as crianças fazem no refeitório, vou ao local em que estão os pequenos agitados seres para me juntar a eles no desjejum. A cantina do orfanato é consideravelmente grande e nela são distribuídas dezenas de mesas retangulares de madeiras e bancos do mesmo material... Adentro o local e vejo a cena que já se tornou cotidiana para mim, crianças sentadas lado a lado, comendo ou brincando com o alimento. Vou até uma das irmãs que distribui o desjejum e pego uma bandeja branca de plástico.

_Bom dia, Irmã_ digo pegando uma maçã e colocando na minha bandeja.

_ Bom dia, Luna_ diz a Irmã Piedade me entregando um pão com manteiga e um copo com leite. Não tínhamos muita diversidade de alimentos para escolher, na verdade não escolhíamos, mas temos que dá graças porque temos o pão de cada dia. Assim como a vaidade, as irmãs ensinam que a gula é pecado... Após pegar tudo, vou em direção a uma mesa vazia e afastada, sento e em silêncio, olhando para as crianças conversando com seus amigos faço o meu desjejum.

Quando termino, a cantina já está mais silenciosa, pois a maioria das crianças foram organizar os seus matérias escolares para sair daqui alguns minutos. Assim como elas eu também estudo, no entanto gosto de deixar tudo preparado a noite, levanto e deixo a minha bandeja no espaço de louças sujas. Olho para o relógio na parede amarela da cantina e vejo que são 06:40, daqui a dez minutos a van chegará para nos levar, então caminho para o meu quarto, pego a escova de dentes e vou até o banheiro, após tirar toda sujeira deixada pelo café da manhã, pego a minha mochila no quarto e vou até a frente do orfanato e lá está a van e uma fileira para entrar no automóvel, vou para o fim da fila e sem demora entro e sento.

O percurso não é demorado, em 15 minutos chegamos na escola, o local é dividido em dois pavimentos, um para as crianças menores, e o outro para os alunos a partir da sétima série. A Escola Marie Curie, é uma instituição particular situada na Queen Anne, que é um bairro conhecido pelo alto nível educacional em Seattle, no qual o orfanato tem uma parceria, então todos nós temos um boa educação. No entanto, tem o lado ruim de estudar aqui, algumas pessoas só por terem pais com condições financeiras boas, se acham no direito de zombar dos que não tem.

_ Olha lá a esquisita_ diz alguém arrancando gargalhada de todos quando entro na sala de aula. Como sempre não dou importância para o que eles falam de mim, apenas sento no final da sala, na cadeira ao canto da parede.

_ Ei esquisita, roubou o guarda roupa de qual vovozinha?_ mais outro insulto e como o anterior não dou a mínima. Desde cedo aprendi que as pessoas são cruéis, então não me importo com um bando de adolescentes com ego de superioridade.

_ Da minha avó que não foi, ela se veste melhor do que essa esquisita._ E reconhece ser a voz da Larissa dessa vez. Essa garota vem perturbando a minha vida escolar desde a terceira série. Não se surpreenda com isso, até crianças são maldosas, e o pior, é que essa perseguição não tem nenhum motivo, acho que é simplesmente por prazer.

_Nerd esquisita_ Outra garota grita e novamente como se eu fosse um palhaço e as pessoas a plateia, elas gargalham.

- Silêncio! todos para o seus lugares e abram o livro na página 64– diz a professora Ana, da disciplina de história. E só com a sua chegada, eles me deixam em paz... Após mais cinco aulas, chega o horário de ir embora, pego as minhas coisas com intuito de sair desse lugar o mais rápido possível. Entretanto sou impedida com um perna colocada no meio do caminho que me leva ao chão.

- Olha por onde anda, Nerd.- diz a Larissa, a garota que gosta de infernizar a minha vida. Respiro fundo e ponho-me de pé.

- Olha só o que você fez no meu all star, ele tá todo sujo, sua imunda.

- Me desculpe, não foi a minha intenção.- digo olhando para baixo, evitando o máximo em olhar para o seu rosto.

- Só saia da minha frente, Nerd- E não espero ela falar nem duas vezes e saio dali o mais rápido possível. Eu sei que não foi minha culpa, mas não quero sofrer mais uma agressão hoje. Já na frente da escola avisto a van, na qual entro e em menos de 3 minutos dá a partida a caminho do orfanato.

E durante todo o caminho questiono o porquê da minha vida ser assim, tão sofrida.

Capítulo 3 Luna

O dia hoje foi igual aos outros: almoçar, fazer atividades de casa e ajudar as irmãs com os pequenos. Agora são quase seis da noite, e como regra da instituição temos que comparecer a uma capela para oração. Por ser uma instituição ligada à igreja e coordenada pelo Padre Manuel, que é o diretor do orfanato, eu até entendo essa regra e como eu não quero receber um castigo, vou ao encontro de todos. Quando adentro a capela percebo que todos já se encontram no local e dessa vez as crianças não fazem barulho, e nem podem, devemos respeitar o lugar sagrado.

No púlpito está o Padre Manuel se preparando para a oração. O padre é um senhor com uma barriga saliente que pode ser observada mesmo vestindo uma batina. Assim que entro ele olha para mim de uma forma que não sei explicar, e com esse olhar segue todos os meus passos e isso me deixa nervosa, com isso apresso os meus passos para sentar e me esconder dos seus olhos, no entanto o único local vago fica bem na sua vista, na primeira fileira. Vou até o lugar e mesmo não olhando para ele sinto que seus olhos estão sobre mim e isso me deixa desconfortável, e quando estou assim eu tenho a mania de fechar a minha mão e apertar com força, sentindo a dor das minhas unhas em contato com a minha pele, isso me permite esquecer o que está se passando e focar apenas na dor.

Não era a primeira vez que ele fazia isso, já faz um tempo que o padre tem esse estranho hábito de ficar me olhando em qualquer lugar. Na primeira vez eu achei que tinha feito algo de errado e que estava muito encrencada, e ele iria me chamar atenção, mas a repreensão nunca veio e as suas olhadas continuaram. Depois eu achei que fosse coisas da minha cabeça, mas seu olhar em mim tornou-se mais frequente e não mais disfarçado como era antes. Logo passei a evitar ao máximo estar no mesmo lugar que ele, no entanto havia um momento do dia que não tinha como fazer isso, na oração da noite antes do jantar.

- Que o Espírito Santo esteja com vocês. Fechem os olhos e tenham seus pensamentos em Deus.- E assim eu faço e após alguns segundos ele começa a rezar. Mesmo durante a prece a sensação de está sendo vigiada continua, e isso faz com que eu abra os olhos e assim que levanto a cabeça, vejo o Padre orando com seus olhos cravados em mim, e diferente das outras vezes ele sorri, causando arrepio em todo o meu corpo. Instantaneamente eu me encolho no lugar, abraçando o meu corpo ao mesmo tempo que fecho os olhos, pedindo a Deus que esse desconforto passe logo. Eu não sabia o porquê mais quase estava chorando, o olhar do Padre Manuel me remete sensações ruins e eu não gosto de me sentir assim.

- Luna, minha filha, a oração terminou. Vamos- diz a irmã Maria. Eu estava tão nervosa e querendo que aquela sensação fosse embora que nem percebi. Olho ao redor e todos já haviam saído e só estava eu, Maria e o Padre, e não querendo ficar mais ali, e pior, sozinha com ele, sigo a Maria.

- Irmã Maria, me espera, por favor.- E assim ela faz e eu a acompanho até a cantina onde janto com as outras crianças. Eu não estava com fome diante de tudo que senti a alguns minutos atrás, no entanto me forcei a comer tudo.

Já na cama, vestida com uma camisola branca longa, que chega até aos meus pés e com uma manga curta, deito na cama e oro agradecendo a Deus por mais um dia e sem esforço adormeço... Durante o sono tenho um pesadelo de está sendo perseguida por um cachorro de olhos vermelhos que quer me atacar e eu corro dele, quanto mais eu corro parece que mais perto o cachorro está de mim. Cansada de fugir, eu tropeço e o cão me alcança e além da cor dos seus olhos, vejo os seus dentes grandes e afiados quando ele abre a boca, e com muita rapidez ele avança sobre mim e nesse momento eu acordo sobressaltada, com o coração acelerado e suada. Após alguns minutos, com o meu estado mais calmo e com o meu cérebro entendendo que nada daquilo era real, eu tento voltar a dormir, mas não consigo, e assim passo uns trinta minutos inquieta, virando de um lado para outro na cama. Já cansada com a minha repentina insônia, sinto sede e decido levantar para ir beber água.

Ainda é madrugada, então todos estão dormindo, com muito cuidado para não fazer barulho desço a escada e vou até a cozinha. Ascendo a luz e pego um copo no armário, em seguida vou até a geladeira, despejo a água no copo e bebo. Quando termino lavo o copo, seco e coloco de volta no lugar. E no momento que vou retornar para o meu quarto, ouça a voz do dono dos olhos que me causa frio.

- Está com formiga na cama?- ele diz e tenho receio em olhar em sua direção.

-N-não Padre, apenas senti sede, mas já estou voltando para o meu quarto- digo tentando sair da sua presença o mais rápido possível.

- Não precisa ter pressa, criança- diz segurando em meu braço e com o seu toque sinto minhas pernas tremerem. - Sabe Luna, você não imagina por quanto tempo esperei ficar a sós com você- ele continua a falar passando a sua mão pelo meu braço, estimulando assim o medo em mim.

- P-Padre Manuel , já é tarde e tenho que ir dormir- gaguejo por causa do nervosismo e também por está malmente respirando durante todo esse tempo.

-Shiii...- diz passando o seu polegar pelos meus lábios. Seu toque me deixa estática, com nojo, eu quero correr, mas o meu corpo não me obedece. - Você é uma garota muito bonita- diz passando a mão em meu cabelo e o levando para o encontro do seu nariz, onde ele cheira. E não aguentando mais aquela situação uma lágrima cai dos meus olhos.

- E-Eu tenho que ir, por favor, me deixe ir- digo desviando do seu toque.

-Você cresceu e está se tornando uma ninfeta tão linda, que nem as roupas largas e compridas são capazes de esconder as curvas do seu corpo- E dessa vez seu toque se torna mais ousado, descendo para o meu pescoço e parando na região da minha clavícula.

- P-Por favor, pare com isso Padre- digo em meio ao choro, ao mesmo tempo que tento me soltar dele que aperta com força os meus braços, me machucando.

- Calada, agora eu vou ter o que eu sempre quis. Você.- segura o meu pescoço e desfere tais palavras com raiva.

- O S-Senhor está me m-machucando- digo com dificuldade por causa da sua mão em meu pescoço, me impedido de respirar normalmente. Eu tento afastá-lo, mas não consigo, eu estava apavorada e as lágrimas não paravam de cair dos meus olhos.

- Você vai ficar quietinha, e se fizer algum barulho eu te mato- diz dando um tapa em meu rosto, o local automaticamente dói e sinto uma ardência. Pisco os meus olhos diversas vezes com o intuito de acordar do pesadelo, mas diferente do anterior, nesse eu já estava acordada e então eu choro copiosamente.

- Eu falei para você não fazer barulho- e ele me agride puxando o meu cabelo cabelo. - Calada.

- P-Por favor, me deixar ir- imploro.

- Só depois que eu tiver o que quero- diz passando a língua em minha bochecha, o que me causa ânsia de vômito. Tento me soltar, mas a sua mão ainda continua me prendendo com firmeza... Meu Deus, porque isso está acontecendo comigo, penso enquanto choro silenciosamente.

- Você é uma ninfetinha deliciosa- diz tocando em meus seios, tento proteger o meu corpo dele e ele me bate mais uma vez.

- Se você resistir, será pior- diz me virando e pressionando o meu corpo na bancada da pia e juntando o seu corpo no meu. -Se você colaborar, prometo ser carinhoso com você- diz subindo a minha camisola e passando a mão em minha bunda.- Seu corpo é perfeito para mim, criança- e com as suas palavras sinto a minha calcinha sendo rasgada, e querendo evitar o pior me debato pedindo, implorando, suplicando para que ele pare, no entanto ele continua. Ele pressiona o meu rosto no frio metálico da pia e chuta com força a minha perna de modo que se afastam. E nesse momento eu sei, eu sinto que serei estuprada e choro sem me importar com o barulho. E ele não se compadece em nenhum momento comigo, e continua a passar as suas asquerosas mãos pela minha perna chegando próximo a minha intimidade... E talvez por sorte, ou Deus, um barulho surge perto de onde estamos o fazendo afastar de mim.

-Não diga nenhuma palavra do que aconteceu aqui, se não eu te mato, mas antes irei te torturar a ponto de você se arrepender de ter aberto a boca- diz com olhos ameaçadores, ele abaixa a minha camisola, e esconde a minha calcinha em sua mão.

- Oh criança, não precisa chorar foi só um pesadelo- diz limpando as minhas lágrimas.

- O que aconteceu Padre? A Luna está bem?- diz a Irmã Maria ao aparecer na nossa frente.

- Ela está bem, só teve um pesadelo. Não é mesmo, Luna?- pergunta olhando em meus olhos com vestígio de ameaça.

-S-Sim, foi só um p-pesadelo- digo ainda chorando. - Por favor, Maria fique um pouco comigo no quarto, estou com medo- imploro, pois estando alguém comigo ele não irá atrás de mim.

- Claro, minha menina-diz andando em minha direção e pegando meus ombros. - Vamos!

- Não se esqueça o que eu lhe disse, Luna- sua voz mesmo que calma, meus ouvidos captam o aviso.

- O que você disse a ela Padre?-questiona Maria olhando para mim e depois para ele.

- Nada demais, apenas disse a ela que nada daquilo é real.

- Mas você já sabe disso né Luna?- confirmo com o levantar e descer da cabeça.

- Vamos Maria- e seguimos para fora dali, mas não sem antes ouvir a sua voz nojenta. - Durma bem, criança.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022