"Seu marido está com um câncer de estômago em estágio avançado", explicou o médico, mantendo a voz firme e composta. "Com o tratamento conservador, ele só terá cerca de dois meses de vida. Por outro lado, há uma opção cirúrgica, mas é cara e apresenta riscos significativos. Se for bem-sucedida, poderá prolongar a vida dele por vários anos. Sendo assim, você deve levar essas informações para casa e discutir com seu marido."
Ao ouvir isso, Vivian franziu as sobrancelhas.
Já fazia meio ano que ela estava inquieta. Vincent Brown não estava bem, mas toda vez que ela perguntava, ele negava, culpando o cansaço do trabalho e se recusando a fazer exames médicos. Foi só na semana passada que ela o convenceu a fazer um check-up completo no hospital.
Tendo ido até lá apenas para pegar os resultados dos exames dele, ela nunca imaginou que a realidade seria tão devastadora.
Quando ela saiu do hospital, sua mente estava um turbilhão. Ela mal se lembrava do trajeto para casa, tanto que seus dedos seguravam o relatório com tanta força que as bordas se amassaram.
Assim que ela fechou a porta, Vincent jogou uma pilha de papéis em sua direção. "Vivian, quero o divórcio."
Por um breve momento, ela teve um pensamento frágil: Talvez ele já soubesse. Talvez essa fosse a maneira dele de poupá-la, a dispensando para que ela não tivesse que carregar esse fardo. "Então... você já descobriu, não é?"
Antes que Vincent pudesse responder, Chloe Carpenter, sua suposta prima, entrou com a mão na barriga levemente saliente.
Com um sorriso satisfeito nos lábios, Chloe interrompeu: "Claro que ele já sabe. Fui eu que contei a ele. Acabei te vendo durante minha consulta de pré-natal. Você chamou minha atenção, então te segui e ouvi alguns trechos da sua conversa com o médico. Câncer em estágio avançado... quem diria?"
"Você está enganada. Não foi isso que...", Vivian começou a se explicar, mas a mãe de Vincent a interrompeu antes que ela pudesse terminar.
Apoiada pesadamente em sua bengala, Helen se aproximou em passos lentos. "Vivian, não leve isso a mal, mas Vincent já tem pressão demais sustentando essa casa. Se ele tiver que lidar com a sua situação também, só acabaria com tudo. Você é sensata e não quer atrapalhá-lo, quer?"
Ao ouvir isso, o ar parecia ter congelado ao redor de Vivian. Então essa era a verdade por trás de tudo...
Vincent acreditava que ela estava doente. Na mente dele, ela havia se tornado um fardo, e isso era motivo suficiente para abandoná-la.
Apegada à última esperança que lhe restava, ela olhou para Vincent. "Querido, esse não é o fim. Ainda há possibilidade de tratamento. Quanto ao dinheiro, podemos vender o apartamento."
No instante seguinte, a voz de Helen se elevou: "Vender o apartamento? Você perdeu o juízo?"
De repente, o carinho que Vincent costumava ter desapareceu sem deixar rastros, dando lugar a um olhar frio e implacável.
"Isso não vai acontecer." Enquanto falava, um lampejo de impaciência ilustrou seu rosto, e qualquer resquício de autocontrole que ele ainda tinha se desfez. "Cansei de fingir, Vivian. Chloe está grávida do meu filho. E o apartamento? Já está no nome dela."
Como se tivesse levado um golpe que não pôde suportar, Vivian perguntou: "O que você disse?"
Agora, a verdade se revelava diante dela em toda a sua feiura. Chloe passou o braço pelo de Vincent e se inclinou para ele, com uma expressão triunfante.
"Vivian, você nunca percebeu isso?", ela perguntou em um tom agudo e incisivo. "Nunca fui prima dele. Isso foi só uma história que inventamos para que eu pudesse ficar ao seu lado sem questionamentos. Você acreditou nisso por cinco anos inteiros e passou todo esse tempo cuidando de nós."
"Me diga uma coisa... tudo isso é verdade?" A voz de Vivian saiu trêmula enquanto olhava de Helen para Vincent. No entanto, nenhum dos dois olhou de volta para ela.
O relatório médico se amassava em suas mãos enquanto seus dedos o apertavam.
Em vez de dor, um vazio estranho se instalou nela.
Cinco anos atrás, ela havia se tornado esposa de Vincent. No dia do casamento, ele apresentou Chloe como uma prima que estava passando por dificuldades e precisava de um lugar para ficar. Pouco tempo depois, Chloe acabou se tornando uma presença permanente na casa deles.
No dia seguinte, Vincent convenceu Vivian a pedir demissão do seu emprego, alegando que sua mãe estava acamada e precisava de cuidados constantes. Acreditando que estava se casando com um filho dedicado, Vivian abriu mão de um futuro promissor na área farmacêutica e se dedicou à família.
Durante cinco anos, ela usou todas as conexões profissionais que possuía para ajudar Vincent a progredir na sua carreira, até que ele finalmente se tornou o CEO da Life Pharmaceuticals.
Ela permaneceu ao lado de Helen, supervisionando os tratamentos, organizando as sessões de terapia e a auxiliando pacientemente a se recuperar da paralisia.
Ela tratava Chloe como uma família. Quando complicações ameaçaram a gravidez de Chloe, Vivian fez de tudo para conseguir os medicamentos e administrou pessoalmente o tratamento que protegeu o bebê.
Agora, a verdade se revelava diante dela em toda a sua feiura. Tudo o que ela havia acreditado por cinco anos foi construído com base em uma mentira.
Lentamente, Vivian fechou os olhos, e um longo suspiro escapou dos seus pulmões. Quando ela olhou para cima novamente, a tristeza e o carinho haviam desaparecido. "Tudo bem. Se é isso que você quer..."
Ao se abaixar, Vivian pegou os papéis do divórcio. Enquanto seus olhos percorriam o conteúdo, uma risada fraca escapou da sua garganta.
Depois de tudo o que ela havia feito por eles, eles pretendiam mandá-la embora de mãos abanando.
Sem discutir ou questionar uma única cláusula, Vivian assinou seu nome. Assim que a caneta deixou a folha, ela olhou para Vincent e advertiu: "Um dia, você pode se arrepender disso."
A facilidade com que Vivian assinou surpreendeu Chloe por apenas um segundo, mas logo a satisfação se espalhou pelo seu rosto.
"Se arrepender? Por que nos arrependeríamos? Provavelmente estaremos comemorando." Chloe olhou para Vivian com desdém antes de continuar: "Mas... talvez eu possa deixar você ficar e trabalhar aqui como empregada."
"Chloe, você é uma garota tão gentil", disse Helen com um sorriso.
Ao encarar Vivian, sua expressão ficou fria. "Você não passa de uma dona de casa sem valor algum. O futuro de Vincent deve ser compartilhado com alguém competente, respeitado, alguém como Chloe. Francamente, você deveria estar agradecendo a ela. O cargo de empregada já é mais do que você merece."
Um sorriso sutil surgiu nos lábios de Vivian.
"Não, obrigada." Então, ela olhou para Vincent novamente. "Amanhã às três da tarde. Vamos finalizar os procedimentos do divórcio."
No dia seguinte, depois que o divórcio foi oficializado, Vincent não perdeu tempo, e antes que a manhã terminasse, ele e Chloe já haviam registrado seu casamento.
"Vivian..."
Quando Vivian estava prestes a ir embora, a voz de Chloe ecoou atrás dela.
Ela reconheceu a voz de Chloe no mesmo instante, mas continuou de costas.
Com Vincent ao seu lado, Chloe se aproximou e exibiu a certidão de casamento para Vivian. "Dê uma olhada. Vincent e eu nos casamos hoje. Assim que seu divórcio foi finalizado, fomos direto registrar nosso casamento. Tudo ocorreu sem problemas e foi bem rápido, não acha?"
"Que bom para vocês. Parabéns ", disse Vivian, com um leve sorriso nos lábios.
Chloe estreitou os olhos, não acreditando nessa reação nem por um segundo sequer. "Pare de fingir, Vivian. Sei que, no fundo, você está infeliz. Como poderia estar feliz, estando doente e com pouco tempo de vida?"
Vincent interveio, seu tom visivelmente mais suave: "Vivian, a família de Chloe pratica medicina por gerações. Em alguns dias, ela será uma aluna do Rei Médico. Se você pedir com jeitinho, ela pode estar disposta a te ajudar. Pelo menos, ela poderia prolongar sua vida."
Olhando para ele, Vivian questionou: "Se tornar uma aluna do Rei Médico? Ela não tem qualificação alguma para isso."
Ao ouvir isso, o rosto de Vincent se contraiu, mas Chloe o silenciou com um leve aceno da mão. "Por que estamos perdendo tempo discutindo com alguém que já está com um pé na cova? O Rei Médico voltará em três dias. É melhor eu aproveitar esse tempo preparando um presente adequado."
"Você tem razão. Fico me perguntando o que alguém como ele gostaria de ganhar." Enquanto dizia isso, Vincent acompanhou Chloe em direção ao carro, mantendo um braço protetor em volta dela.
Vivian os observou desaparecerem no horizonte. Em seguida, um sorriso frio se formou lentamente no seu rosto.
Então isso quer dizer que Chloe ainda sonhava em se tornar sua aprendiz...
Em três dias, ela faria com que Chloe recebesse uma surpresa que jamais esqueceria.
Após tomar sua decisão, Vivian pegou o celular e fez uma ligação. A ligação foi atendida quase que instantaneamente. "Arthur, mantenha minha identidade em sigilo por enquanto. No banquete de boas-vindas daqui a três dias, quero revelá-la pessoalmente. Há alguém que eu gostaria de surpreender."
O homem do outro lado da linha era Arthur Coleman, diretor do renomado Instituto Yadem. "Não se preocupe, Vivian. Ninguém saberá de nada através de nós", ele respondeu.
Um breve silêncio se seguiu.
"Há mais uma coisa que preciso discutir com você. O projeto de pesquisa que você pretendia retomar exige os dados NR. Infelizmente, o Grupo Marshall detém os direitos exclusivos. Já entrei em contato com o responsável, mas ele se recusou a colaborar. Segundo ele, as informações são estritamente confidenciais e não podem ser compartilhadas."
Ao ouvir isso, Vivian franziu a testa e disse: "Conversaremos quando nos encontrarmos."
Após encerrar a ligação, ela foi para o local do encontro. Pouco depois, um movimento mais à frente chamou sua atenção.
Um grande grupo de pessoas se reuniu na beira da estrada. Algumas pessoas apontavam para o centro da multidão, outras filmavam com seus celulares e algumas até já haviam começado a fazer uma transmissão ao vivo.
"Parece que é mais um golpe do acidente forjado."
Ao ouvir o comentário, Vivian olhou em volta. Ela não tinha intenção de se envolver, mas no momento em que avistou uma idosa entre os espectadores, mudou de direção e foi até lá.
A idosa estava encolhida na calçada, com a pele pálida e sem vida.
Quando Vivian se agachou, um homem que estava por perto rapidamente tentou impedi-la. "Moça, pense bem antes de ajudar. Essa região é conhecida por golpes como esse. Não faz muito tempo que um entregador parou para ajudar uma idosa e acabou sendo processado e teve que pagar dez mil dólares."
Outro espectador concordou imediatamente: "Isso mesmo. Se você tocar nela, só vai arranjar problemas para si mesma. É melhor esperar as autoridades chegarem."
Vivian não deu ouvidos a nenhum deles. Ao invés disso, ela pegou o pulso da idosa e verificou discretamente seus batimentos cardíacos.
No instante seguinte, sua expressão se transformou.
A idosa havia sido envenenada, e a toxina já se espalhara pelo seu corpo. A julgar pelos sintomas, ela estava perigosamente perto do ponto sem volta.
Sem perder mais um segundo, Vivian colocou a mão no bolso, onde carregava um pequeno frasco de remédio para todos os lugares que ia.
Após retirar a tampa, ela tirou um único comprimido escuro.
Segurando com cuidado o queixo da mulher, Vivian colocou o comprimido na boca dela.
A multidão reagiu imediatamente.
"Será que ela ficou louca? Por que está colocando algo na boca dessa mulher?"
"E se algo acontecer agora? Ela nunca conseguirá se explicar!"
Antes que o tumulto pudesse diminuir, um Maybach preto parou por perto.
Um homem alto saiu do carro e foi direto para o local. Ao vê-lo, a multidão se afastou instantaneamente, e ninguém se atreveu a ficar no seu caminho.
A luz da noite projetava sombras nítidas no seu rosto, deixando-o ainda mais frio. Sua expressão era indecifrável, e a aura poderosa que o envolvia fez as pessoas recuarem sem pensar duas vezes.
No momento em que seus olhos pousaram na idosa, sua compostura vacilou. Em questão de segundos, ele percorreu a distância e a pegou nos braços com cuidado. "Vovó!"
Ao descobrir que ela havia desaparecido, ele havia enviado pessoas por toda a cidade para encontrá-la, mas nunca imaginou que a encontraria dessa forma.
De repente, ele pegou o pulso dela, e seus dedos o seguraram com uma força surpreendente. Um olhar arrepiante surgiu nos seus olhos enquanto ele a encarava: "O que você fez com minha avó?"
Waylon Marshall segurou o pulso de Vivian com um aperto inquebrável, sem lhe dar qualquer chance de resistir.
No momento em que percebeu que não havia saída, Vivian se imobilizou, endireitou a postura, ergueu o queixo e o olhou fixamente: "Me solte. Estou tentando ajudá-la."
As vozes abafadas da multidão se misturavam à atmosfera tensa.
"Te avisei para não se meter quando estranhos desmaiam em público. Geralmente, isso é uma armadilha, um tipo de golpe. Francamente, a culpa é sua", disse alguém em voz baixa.
Um dos guardas de Waylon lançou um olhar frio para o homem, o que fez com que o comentário cessasse imediatamente.
Ao perceberem que a situação estava ficando perigosa, os espectadores não perderam tempo em se afastar, pois não queriam se envolver.
Waylon mantinha os olhos fixos em Vivian, com um olhar afiado de desconfiança.
Não havia nada de anormal na aparência dela. Seu rosto estava sem maquiagem, sua camisa branca estava gasta nas beiradas e seu jeans estava desbotado. Uma bolsa de lona estava apoiada ao seu lado, antiga.
A atenção dele se desviou do frasco na mão dela para o rosto dela. Ela manteve a compostura, com uma expressão firme e indecifrável.
"É bom que nada tenha acontecido com minha avó. Se ela estiver ferida, não vou...
Ele foi interrompido antes que pudesse terminar. A velha nos seus braços começou a se mexer, e a ameaça nunca chegou a sair de seus lábios.
Matilda Marshall abriu os olhos lentamente. Ela piscou, com a visão desfocada no início, mas depois se fixou em Waylon. A confusão estampava seu rosto, perguntando: "Waylon? Por que está aqui?"
A tensão de Waylon se dissipou imediatamente. Ele soltou Vivian sem hesitar e ajudou Matilda a se sentar com cuidado. "Vovó, você desmaiou. Está se sentindo bem?"
Matilda não respondeu, olhando para Vivian intensamente antes de dizer: "Minha nora me salvou."
Diante dessas palavras, o silêncio caiu, pesado e atônito.
Waylon foi o primeiro a se recuperar, e um lampejo de compreensão passou pelos seus olhos. Vivian realmente a salvou.
"Ela não é sua nora. Vamos para casa agora", ele explicou.
Matilda afastou a mão do neto com uma força surpreendente: "Vocês não foram ao cartório? Você disse que iria se casar. Por que ainda estão aqui? Brigaram?"
Vivian ficou perplexa por um momento, mas logo percebeu que isso não era uma simples confusão, mas se tratava dos sinais de demência causados pela exposição prolongada a toxinas. "Senhora, acho que você me confundiu com outra pessoa."
Com a expressão ainda mais sombria, Waylon tentou novamente, suavizando o tom o máximo que pôde ao dizer: "Vovó, sua memória está confundindo as coisas. Ela não é...
Ignorando completamente tudo o que eles diziam, Matilda interrompeu: "Quero o comprovante de casamento. Me mostre a certidão de casamento. Onde ela está?"
Vivian olhou a hora no seu celular e disse com urgência: "Ela está bem agora, então preciso ir."
Antes que ela pudesse se afastar, Matilda segurou sua mão com uma força muito maior do que o esperado, dizendo: "Você não vai embora. Não até eu ver essa certidão. Se não me mostrar, vou fazer greve de fome."
Waylon soltou um suspiro profundo e esfregou a têmpora com os dedos. Quando sua avó decidia algo, não adiantava argumentar com ela.
De repente, o celular de Vivian começou a tocar, e o nome de Arthur surgiu na tela. Como uma das suas mãos ainda estava presa, ela atendeu desajeitadamente com a outra.
"Sinto muito, Arthur. Surgiu algo urgente. Sim, teremos que adiar. Te ligo mais tarde", ela disse.
Após encerrar a ligação, Vivian olhou para cima e viu Matilda estava sorrindo para ela, com um sorriso satisfeito, dizendo: "Não fique brava com Waylon. Vou fazê-lo te dar o Grupo Marshall de presente. Isso te deixaria feliz?"
Grupo Marshall?
No instante seguinte, Vivian se perguntou: Será que esse homem estava realmente ligado a essa empresa?
Antes que ela pudesse perguntar, Matilda se virou para Waylon novamente. "Por que ainda está parado aí? Leve-a para registrar o casamento agora. E se você a irritar de novo, não volte para casa!"
Com a paciência claramente se esgotando, Waylon cerrou os dentes, mas ele acabou cedendo, respondendo: "Tudo bem."
Assim que ele concordou, Matilda soltou a mão de Vivian, e se sentou calmamente nos degraus do tribunal, completamente à vontade, dizendo: "Vou ficar aqui esperando."
Sem outra opção, Waylon levou Vivian para um lugar mais afastado, dizendo: "Sobre o que aconteceu... te julguei mal."
O pedido de desculpas que ele deveria ter feito nunca saiu.
"Como pode ver, preciso que se case comigo, só para satisfazer minha avó."
Vivian estava prestes a recusar de imediato, mas algo a fez parar, a levando a perguntar: "Qual é exatamente sua relação com o Grupo Marshall?"
"Sou o CEO. Sou Waylon Marshall", ele respondeu sem hesitar.
Ao ouvi-lo, os olhos de Vivian se arregalaram um pouco. Então ele era o chefe do Grupo Marshall, o homem que tinha a reputação de ser implacável e decisivo no mundo dos negócios.
Waylon continuou: "Vamos nos divorciar em um mês. Em troca, você pode fazer qualquer exigência, e eu a cumprirei."
Ele ergueu o pulso e verificou a hora, num gesto preciso e indiferente, dizendo: "Você tem dois minutos. Faça sua escolha."
A recusa que Vivian estava prestes a expressar não saiu.
Os dados NR que ela estava buscando para sua pesquisa estavam guardados nos cofres do Grupo Marshall, e ela não conseguiria obtê-los em nenhum outro lugar.
Duraria apenas um mês. Ela conseguiria lidar com isso.
Com um sorriso decidido nos lábios, ela disse: "Tudo bem. Aceito."
Depois de assinarem o acordo pré-nupcial e os trâmites serem concluídos, eles saíram.
Foi só quando Matilda conferiu a certidão que concordou em sair dos degraus do tribunal: "Perfeito! Venha comigo, minha querida nora."
Waylon massageou a têmpora enquanto uma dor latejante começava a surgir. Hoje era um casamento. Ele não queria nem imaginar o que ela pediria em seguida.
Enquanto Vivian ajudava Matilda a entrar no carro, Leo Beckett, assistente de Waylon, finalmente se aproximou.
Leo mal podia acreditar no que estava vendo. O homem que transformou o Grupo Marshall num gigante do setor em apenas três anos, a figura mais influente de Ekaville, estava completamente impotente quando se tratava de sua avó.
Limpando a garganta, ele disse: "Senhor Marshall, verifiquei as informações. O Rei Médico aparecerá novamente em três dias."
Ao ouvir isso, um brilho intenso surgiu nos olhos de Waylon, que ordenou: "Prepare o presente. Entre em contato com ele imediatamente. Ele é o único que pode remover a toxina do corpo da minha avó."