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A obsessão selvagem do magnata arrependido

A obsessão selvagem do magnata arrependido

Autor:: Mira Vale
Gênero: Moderno
Um ano após o casamento, Thea chegou em casa, transbordando de felicidade - ela estava grávida! No entanto, Jerred, seu marido, mal levantou os olhos e disse: "Ela voltou." A mulher que ele amava havia retornado, e ele se esqueceu de que era marido, passando todas as noites cuidando da sua amada no hospital. Thea forçou um sorriso. "Vamos nos divorciar. " Ele murmurou: "Você está com ciúmes de uma pessoa que está morrendo?" Então, só porque aquela mulher estava em estado terminal, ele a perdoou e ela, a esposa, deveria mostrar gentileza e tolerância? Sentindo que o amor estava desaparecendo, Thea deixou os papéis do divórcio e saiu furiosa. Quando a encontrou no aeroporto, Jerred caiu de joelhos e perguntou com os olhos vermelhos: "Querida, para onde está indo com o nosso filho?"

Capítulo 1 Estou grávida

Thea Dawson acabara de descobrir que estava grávida. Ao sair do hospital, mal conseguia conter a empolgação enquanto segurava os resultados do exame e se apressava em ligar para o marido, Jerred Willis.

"Alô, Jerred..." A voz dela estava trêmula, e suas mãos estavam úmidas contra o papel que segurava. "Eu... preciso te contar uma coisa."

Do outro lado da linha, a resposta de Jerred carregava um frio inesperado: "Certo. Eu também tenho algo a dizer. Nos vemos em casa às sete."

Antes que Thea pudesse responder, a linha ficou muda, a deixando com o zumbido do silêncio no seu ouvido, ao passo que uma sensação de aperto se espalhava pelo seu peito.

Havia algo de estranho na voz do seu marido, mais fria do que o habitual.

Incentivando-se a não pensar muito sobre isso, ela respirou fundo para se acalmar, deu alguns tapinhas nas bochechas e forçou um pequeno sorriso.

Jerred era o CEO da maior multinacional de Braptin, e a pressão constante o deixava frustrado às vezes. Sendo assim, seu tom frio não significava necessariamente que ele estava chateado com ela.

Quando deram sete da noite em ponto, Thea já estava sentada à mesa de jantar perfeitamente arrumada, seus olhos se desviando para o relógio à medida que cada minuto se arrastava.

Querendo amenizar o que ela imaginava ter sido um dia exaustivo para Jerred, ela preparara todos os pratos favoritos dele com todo o carinho e cuidado.

No entanto, para sua surpresa, o homem que se orgulhava da pontualidade estava atrasado nesse dia.

Uma hora depois, a porta da casa se abriu e Jerred entrou, sua presença imediatamente impondo autoridade ao ambiente, enquanto o frio da noite impregnava seu casaco, que ele tirou e entregou à empregada que o aguardava.

Thea se levantou rapidamente, seu sorriso brando e acolhedor ao dizer: "O que te atrasou tanto?"

"Tive um imprevisto", ele respondeu secamente.

Com uma pasta na mão, ele se dirigiu à mesa em passos compostos, depois se sentou na cadeira e cruzou as pernas com uma elegância despreocupada.

"Você disse que queria me falar algo?" Seus olhos fitavam Thea, frios e investigativos, enquanto a comida intocada permanecia entre eles.

Num tom frígido, ele insistiu: "Diga o que tem a dizer."

O comportamento frio de seu marido fez Thea contrair os dedos sobre o colo, com a notícia da gravidez presa na garganta.

Por fim, seus lábios se contorceram num sorriso forçado. "Você também disse que queria me contar algo. Por que não começa primeiro?"

Por um longo momento, Jerred mantinha os olhos fixos nela, firmes e sufocantes. Então, assumiu uma voz lenta e deliberada para declarar: "Jaylynn voltou."

Thea sentiu essas palavras a atingirem como uma maré gelada, deixando-a atordoada, pois Jaylynn, a quem seu marido se referia, era sua prima - Jaylynn Dawson, que havia crescido com ele, formando um forte vínculo entre eles desde a infância.

Há um ano, Jaylynn fora designada para ser a noiva de Jerred. Mas, por razões desconhecidas, ela desaparecera na noite anterior ao casamento.

Para proteger as duas famílias do escândalo, a família Dawson tirara Thea da sua tranquila vida no campo e a colocara nos braços de Jerred.

Embora Thea sempre soubesse que o coração de Jerred pertencia a outra, e que, no momento em que Jaylynn retornasse, ela deveria se afastar, nunca imaginara que esse dia chegaria tão abruptamente.

Ela fechou os dedos em volta do teste de gravidez amassado, escondido no bolso, antes de desviar os olhos para o documento sobre a mesa e perguntar com a voz trêmula: "Então... Isso que você trouxe é um acordo de divórcio?"

"Não. Não estou pedindo o divórcio - pelo menos por enquanto", Jerred respondeu num tom plano.

Um suspiro leve escapou dos lábios de Thea, mas esse breve alívio logo se transformou em temor, pois as palavras dele carregavam o peso da previsibilidade, sugerindo que o casamento já estava com os dias contados.

Sentindo o peito apertado, Thea deu um leve fungado. "Então o que é este documento?"

Jerred explicou calmamente: "Jaylynn me disse que decidiu desaparecer porque achava estar com uma doença terminal e não queria me preocupar com isso. Desta vez, ela não voltou para reatar nada entre nós."

Após dizer isso, ele deslizou o documento pela mesa em direção a Thea, o desdobrando com precisão deliberada. "Ela precisa da sua ajuda."

Thea ficou sem reação por um momento, até que seu olhar recaiu para os papéis sobre a mesa num gesto instintivo.

O título em negrito fez seu batimento disparar - era um relatório de compatibilidade de medula óssea.

Em seguida, seus olhos percorreram as palavras científicas até que a verdade a atingiu no fundo do seu ser: sua medula óssea era compatível com a de Jaylynn.

Encarando o documento, uma pontada atravessou seu peito e ela vasculhou a memória, mas não conseguia se lembrar de ter feito tal exame.

A menos que...

Um nó se formou na sua garganta conforme ela juntava as peças do quebra-cabeça. Sufocando a angústia crescente, ela ergueu os olhos para Jerred, a tristeza gravada no seu semblante.

"Dois meses atrás, quando seu assistente disse que eu precisava fazer um check-up... foi para esse teste?"

Jerred deu um aceno de cabeça breve. "Isso mesmo. Mantive isso em segredo porque o retorno de Jaylynn precisava ser sigiloso."

Cada palavra que saía da boca desse homem atingia o coração de Thea com uma força brutal.

Aquele check-up, a única vez em mais de um ano de casamento em que ele demonstrara um pingo de preocupação por ela, na verdade, não tinha nada a ver com ela.

Na época, ela ficou tão feliz, convencida de que isso indicava que o relacionamento deles finalmente estava progredindo. Mas, olhando para trás agora, parecia completamente patética.

O que antes ela acreditava ser um avanço no relacionamento deles agora se revelava como nada mais do que Jerred fazendo suas artimanhas silenciosas para ajudar a mulher que ele sempre amou.

Erguendo a cabeça, Thea fixou os olhos no marido do outro lado da mesa.

"Não vou fazer isso", ela declarou firmemente, seus dedos deslizando num gesto protetor sobre sua barriga ainda plana.

A pequena vida ali, com apenas dois meses, era frágil e preciosa demais para suportar algo assim.

Jerred foi pego de surpresa pela recusa direta, e sua expressão se enrijeceu numa carranca mal disfarçada. "Vou providenciar a melhor equipe médica e tudo será conduzido com exatidão. Você não correrá nenhum risco. A situação de Jaylynn não pode esperar."

Apesar da tempestade que se formava dentro de si, Thea mantinha seu olhar e compostura firme.

Após um longo e tenso silêncio, ela respirou fundo e disse lentamente: "Jerred... estou grávida."

Capítulo 2 A mamãe vai te proteger

A zombaria de Jerred cortou o ambiente como uma faca afiada. "Eu já desconfiava que você inventaria uma desculpa qualquer para não doar a medula óssea para sua prima."

O silêncio pairou por um instante antes de ele acrescentar com um sorriso debochado: "Faz um ano que estamos usando proteção. É impossível que você esteja grávida."

Sem palavras para refutar o escárnio do homem, o semblante de Thea paralisou, seguido por um sorriso tenso e amargo.

Dois meses atrás, no dia em que o assistente de Jerred levou Thea para o exame, Jerred a surpreendeu à noite ao esperá-la em casa com um extravagante buquê de rosas escarlates.

Ele havia bebido muito, o que resultou em horas de intimidade intensa.

Embora ela tivesse avisado seu marido para usar proteção, ele se inclinou perto do ouvido dela e, com um sorriso malicioso, murmurou, seu hálito cheirando a álcool: "Quero te sentir melhor essa noite."

Envolvida nessa ilusão, Thea acreditara que cada gesto dele - as flores, a súbita ternura, e até a imprudência íntima - significava que ele finalmente estava se abrindo para ela.

O que ela não percebera era que, no dia seguinte, ele esquecera tudo porque estava bêbado demais.

Agora, a realidade a atingia como um banho de água fria. No fim das contas, tudo isso não tinha nada a ver com ela, mas sim com o retorno de Jaylynn, que era a única capaz de desarmar Jerred, um homem que normalmente era composto e reservado, e levá-lo a agir impulsivamente.

O silêncio de Thea só instigava a convicção de Jerred de que a gravidez não passava de uma desculpa para se esquivar da doação de medula óssea.

Franzindo a testa em indignação, ele disse com a voz rígida: "Thea, sei que você não é muito próxima de sua prima."

Ele colocou um cartão bancário black sobre a mesa, o J dourado em relevo brilhando sob a luz. "Há dez milhões nesse cartão. Considere isso uma compensação."

Os olhos de Thea se fixaram no cartão reluzente, um sorriso irônico surgindo no seu rosto.

Em um ano de casamento, todas as mesadas e os tais "presentes" que Jerred lhe deram mal chegavam a um milhão. No entanto, pela mulher que ele amava, ele desembolsou dez milhões como se não fosse nada.

"Se você quiser outra coisa, é só dizer", Jarred acrescentou no seu tom neutro de sempre.

Vendo a esposa em silêncio, ele insistiu: "Se você concordar em doar, farei questão de te recompensar de todas as formas possíveis."

Ao ouvir isso, Thea ergueu a cabeça, observando o homem à sua frente como se ele fosse um estranho, enquanto o tom distante e profissional dele reduzia o momento a nada mais do que uma negociação fria.

O ano que passaram juntos, o afeto fugaz e o calor frágil, de repente parecia uma história que ela mesma havia criado. Entretanto, a inegável realidade era que agora ela carregava seu filho.

Pensando nisso, Thea sentiu uma aflição dominar seu ser, seus cílios se abaixando ao fechar os olhos por um instante. Quando os abriu novamente, a determinação firmou sua expressão, fazendo com que as sobrancelhas de Jerred se franzissem diante das palavras decisivas dela: "Não vou doar minha medula óssea, e não me importo com o que você pensa de mim por causa disso. Se você acha que estou sendo insensível ou egoísta, podemos pôr um fim nesse casamento agora mesmo."

Afinal, o título de esposa de Jerred nunca pertencera a ela, assim como seu amor. A única coisa que podia reivindicar sem questionamentos era a vida frágil que crescia dentro dela, pois nunca arriscaria a segurança do filho por Jaylynn, uma mulher que nada significava para ela.

A atmosfera na sala de jantar estava cada vez mais pesada, o silêncio pressionando como uma tempestade prestes a desabar.

Uma sensação de inquietação dominava Jerred, com um medo persistente de que algo precioso estivesse escapando dele.

Thea passara um ano desempenhando o papel de esposa obediente - com fala mansa, um jeito complacente e um sorriso no rosto enquanto atendia a todos os pedidos que ele lhe fazia. Porém, nessa noite, ela se transformara em alguém feroz, cheia de rebeldia, o enfrentando a todo momento e até ousando falar em divórcio.

Nesse momento, o silêncio sufocante foi quebrado pelo toque abrupto do celular de Jerred, que atendeu rapidamente, seu tom mudando num piscar de olhos - mais gentil, praticamente amoroso. "Jaylynn, o que houve?"

A casa estava tão silenciosa que Thea, sentada rígida à mesa, podia ouvir a voz frágil e trêmula do outro lado da linha.

"Jerred, estou com tanta dor...", murmurou Jaylynn entre soluços, sua voz se embargando. "Quando tentei me levantar, bati minha mão no metal da cama, o soro soltou, e o sangue está escorrendo por toda parte. Será que não vou passar dessa noite..."

"Estou a caminho", Jerred respondeu com urgência.

Ele se levantou rapidamente, indo em direção à porta enquanto murmurava palavras de conforto ao celular. Mas, ao se aproximar do batente, parou e se virou para olhar para Thea, que ainda estava imóvel.

"Casamento não é um brinquedo que você pode jogar fora quando se aborrece. Vou fingir que essa conversa sobre divórcio nunca aconteceu. Quanto à doação de medula, espero que pense seriamente sobre isso. Só voltarei mais tarde, então não me espere para ir dormir." Sua voz era calma, mas as palavras tão duras quanto aço.

Dito isso, ele saiu, e a pesada porta se fechou com um estrondo atrás dele.

O baque da madeira contra a moldura estilhaçou o peito de Thea, como se o próprio som tivesse partido seu coração.

Ela fechou os olhos e, enquanto sua mão trêmula acariciava o ventre, sussurrou fracamente: "Meu bebê, não tenha medo. A mamãe vai te proteger."

Uma vez que Jerred escolhera Jaylynn, ela decidiu nesse instante que nunca mais o escolheria.

Capítulo 3 Eu não devia ter voltado

Lá fora, a tempestade rugia pelo céu noturno, os relâmpagos cortando a escuridão enquanto trovões ressoavam como disparos de canhão.

Thea estava debaixo das cobertas, seu corpo se movendo de um lado para o outro, enquanto o sono se recusava a vir. As lembranças de um ano de convivência com Jerred se repetiam em sua mente, num turbilhão incessante e implacável.

Seus avós eram amigos inseparáveis, unindo as famílias Dawson e Willis, um vínculo que trouxe Jerred para sua vida quando ela era bem jovem.

Mesmo quando era um menino de apenas oito anos, Jerred tinha uma maturidade solene, sempre vestindo um terno preto elegante - arredio e distante de tudo ao seu redor.

Thea, por sua vez, tinha cinco anos naquela época e era seu oposto - uma menina brilhante e carinhosa, sempre tentando chamar a atenção dele.

A gentileza inata de Jerred não permitia que ele a ignorasse, então sempre ficava por perto, tolerando a tagarelice dela e assumindo até o papel implícito de seu protetor.

Numa tarde de verão, as brincadeiras descuidadas de Thea resultaram em desastre quando ela caiu num lago, a água gelada congelando seus ossos.

Sem perder tempo, Jerred pulou e a arrastou para a margem, lhe devolvendo o fôlego por respiração boca a boca.

Quando os olhos dela finalmente se abriram, em meio à névoa de frio e medo, ela pensou estar olhando para um anjo.

Porém, algum tempo depois do trágico acidente dos pais, a família Dawson passou a ver Thea como um fardo, o que levou a menina a ser enviada ao campo para morar sob os cuidados dos avós maternos, e desde então ela nunca mais voltou a Braptin nem se encontrou com Jerred.

Foi só há um ano que seu tio a encontrou na pequena e desgastada cabana onde ela vivera todo esse tempo.

Todos achavam que Thea havia se casado com Jerred para escapar das dificuldades da vida no interior e conquistar riqueza e status. Mas só ela sabia a realidade - o quão forte seu coração batera de alegria quando soube que se casaria com Jerred.

No entanto, ela passou a compreender o casamento pelo que ele era - um sonho fugaz concedido pelo destino, frágil e efêmero. Agora, chegou o momento de acordar desse sonho.

A chuva continuava batendo nas janelas, o rugido da tempestade preenchendo a noite.

Encolhida sob o cobertor, Thea o puxava ao seu redor, seu coração se acalentando gradualmente.

Na manhã seguinte, o toque estridente do celular a despertou, a voz desdenhosa da mãe de Jerred arrancando sua sonolência. "Ainda na cama a esta hora? Como meu filho acabou preso a uma mulher tão preguiçosa como você?"

Thea passara um ano suportando os comentários sarcásticos de Maggie Willis sem responder uma palavra. Entretanto, esse silêncio não era resultado de fraqueza, mas sim uma forma de evitar discussões que apenas complicariam a vida de Jerred.

Sendo o chefe da empresa mais poderosa de Braptin, ele já tinha muitas responsabilidades, então ela não queria que esses conflitos familiares se juntassem aos seus problemas.

Mas, nesse dia, cansada de aguentar isso, algo dentro dela mudou.

Alheia aos pensamentos da nora, Maggie continuava com suas reclamações, cada vez mais escarnando: "Se minha família não estivesse desesperada no ano passado, eu nunca teria aceitado que você se casasse com meu filho. Você não o merece e nunca estará à altura dele."

Thea se sentou, sua voz branda, mas firme ao responder: "Você está certa. Realmente não mereço Jerred. Mas o casamento não é uma decisão de uma parte, mas do casal."

Respirando fundo, ela continuou: "Se sou uma decepção, então diga ao seu filho para se divorciar e casar com quem você acha digna. Jerred se casou comigo por necessidade, mas agora os problemas da sua família foram resolvidos, não foram? Então ele pode pedir o divórcio."

Atônita com a resposta de Thea, Maggie ficou paralisada, as palavras presas na garganta, pois não conseguia acreditar que a mulher que sempre fora submissa e discreta agora tinha a coragem de retrucá-la.

Será que Thea enlouquecera?

Nesse momento, a voz de Thea ecoou novamente, afiada e inflexível. "Você só me ligou para me criticar, Maggie? Se tem tanto tempo livre, talvez seria melhor usá-lo para convencer seu filho a se divorciar de mim. Enfim, vou continuar dormindo, pois não quero perder nem mais um segundo falando com você. Tchau!"

Num toque decisivo, ela encerrou a chamada, não dando à sogra chance de responder.

A fúria de Maggie se intensificou, seu peito arfando com a audácia da nora, que além de ter desprezado sua repreensão, também não mostrou o menor respeito por ela.

Essa insolência corroía a mulher, até que a raiva transbordou. Furiosa, ela ligou para Jerred e descarregou sua ira num grito raivoso: "Sua esposa perdeu o juízo?! Liguei para acordá-la e ela me rebateu dizendo para eu te convencer a se divorciar dela! Quem ela pensa que é, agindo com tanta arrogância?"

No corredor do hospital, Jerred estava imóvel, seu olhar fixo nas folhas lavadas pela chuva do lado de fora da janela.

Uma leve ruga se formou na sua testa enquanto a frustração o assolava. "Thea disse isso mesmo?"

Maggie diparou as palavras como adagas: "Disse! Jerred, eu já te pedi várias vezes para se divorciar dela, mas você sempre inventa uma desculpa para escapar do assunto. Agora que ela está dizendo isso, é a chance perfeita. Pouco me importo com suas justificativas. Você precisa acabar com esse casamento agora mesmo! Por acaso tem ideia de quantas pessoas da elite riem da nossa família pelas costas só porque você se casou com ela? Você..."

"Mãe", Jerred interrompeu com uma carranca no rosto. "É bem provável que a tempestade da noite passada tenha mantido Thea acordada. Ela só deve estar de mau humor."

Desviando os olhos para o relógio de metal brilhante no seu pulso, ele acrescentou calmamente: "Ainda são sete da manhã, e não há nada urgente hoje. Para que perturbar o descanso dela?"

Enquanto as palavras saíam da sua boca, seu olhar mudou para a porta do quarto, onde uma figura frágil numa bata hospitalar estava recostada.

A expressão de Jerred ficou tensa, e sua voz abaixou. "Estou ocupado. Vou ter que desligar agora."

Guardando o celular no bolso, ele foi até Jaylynn e perguntou, sua voz tingida de preocupação: "Por que não está na cama?"

Pálida e fraca, Jaylynn lhe respondeu com um sorriso tênue: "Ouvi sua mãe dizer que Thea quer se divorciar... É por minha causa?"

Lágrimas brilharam nos seus olhos ao mesmo tempo que olhava para o homem à sua frente. "Jerred... Eu não devia ter voltado?"

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