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A prometida do Capo italiano

A prometida do Capo italiano

Autor:: Edilaine Beckert
Gênero: Moderno
Este livro é recomendado para maiores de 18 anos. Conteúdo de sexo explícito, violência e temas sensíveis, podendo assim ser considerado um romance Dark. SINOPSE: Na máfia italiana, acordos são feitos. Laura não conseguiu fugir do seu destino, e acabou se casando com aquele que seu pai escolheu junto ao seu irmão para se unir, porque tudo a levava a crer, que era um bom homem e de princípios. Mas no dia do seu casamento, Laura conheceu quem Alexander Caruso realmente era, ao mudar completamente o seu comportamento. "O que aconteceu com você? Não estou entendendo!" "Nada! - jogou a mala dela no chão, deixando com que as suas roupas espalhassem como se não fossem nada. - Sou Alexander Caruso, e não o idiota com quem pensou que casou! Não espere nada de mim!" O problema foi que ele nunca imaginaria que uma moça simples e silenciosa guardava dois segredos, e assim que se levantou, começou a conhecer um deles quando ela arremessou uma faca que guardava no lindo espartilho branco que usava. - Bem vindo ao inferno!

Capítulo 1 O casamento

CAPÍTULO 1

Laura Strondda

- Pronta? - ouço aquela voz vindo do meu lado direito e sorrio para minha cunhada, Fabiana.

- Eu não tenho medo! No fundo, meu pai e meu irmão, me deixaram dar a palavra final, e aceitei com boa vontade esse acordo. Alexander Caruso é um bom homem, vem de família muito honrada que segue melhor do que a gente, muitos princípios. A máfia da Sicília tem regras rígidas. - me expressei, apertando os dedos e estralando para acalmar os nervos.

- Isso na teoria, né? - Rebeca, irmã da Fabiana mencionou enquanto verificava as unhas.

- Vamos, é melhor não atrasar! - Fabiana gargalhou ao dizer, então apenas sorri e segui com ela até o carro.

Jamais quis um casamento arranjado, mas Alexander é tão prestativo e bom, que me fez pensar que isso não seria tão complicado como dizem.

Quando chegamos, a igreja já estava lotada. Alex estava no altar me esperando, e senti um frio na espinha ao perceber que ele estava muito mais sério do que o normal... devo estar muito ansiosa para ficar vendo coisas que não existem, "o meu rosto deve estar exatamente, igual".

Quando meu pai me entregou a ele no altar, Alex deu um leve sorriso após segurar na minha mão, e respirei aliviada, "estava tudo bem!"

Senti a sua mão quente na minha, e mesmo de frente eu via de canto de olho como ele me olhava enquanto a cerimônia acontecia, deve estar ansioso para a lua de mel, assim como eu.

Embora eu não precise de prova nenhuma do sangue no lençol, sei que na Sicília eles presam muito um casamento quando há pureza, e o fato de saber que não há divórcio, também me deixa um pouco apreensiva, mas ficará tudo bem.

De frente para ele, sorri ao vê-lo declarar os votos olhando para aquele cabelo charmoso, levemente bagunçado, com proximidade àqueles olhos castanhos marcantes e a barba tão perfeitamente desenhada no seu rosto de pele tão perfeita.

Na minha vez também fiz questão de olhar nos seus olhos, na máfia siciliana eles presam muito a confiança, não pode haver adultério, pois se você é capaz de trair, quem confia em fechar os olhos e dormir ao seu lado, você não é digno de confiança de ninguém!

Quando acabou, senti aquele calor absurdo que tenho sentido toda vez que ele me toca. Alex me beijou como nunca, ignorou os aplausos depois do "sim", me soltei nos braços dele e pela primeira vez relaxei, enfim estava com o meu marido, a quem eu poderia confiar a partir de agora.

O meu corpo inteiro arrepiou, senti algo estranho e aquela compressão no meio das pernas voltou, "estou louca para saber como será ter um homem ali, e será hoje!"

Quando ele me colocou em pé já estava atordoada, olhei para aquela igreja lotada ficando sem graça, mas logo tudo ficou leve e divertido. Alex se afastou para fazer algumas ligações e aproveitei para me despedir da minha família, pois ficaremos quinze dias na Sicília, (onde ele morava antes vir para Roma), em lua de mel.

- Vamos? Já está pronta? - ele perguntou ao se aproximar, encostando aquelas mãos quentes na minha cintura, por trás, e me controlei para não demonstrar a minha ansiedade na frente dos meus pais.

- Sim, só preciso buscar as malas no carro do meu pai...

- Ah, pode deixar, eu faço isso! - como sempre, ele logo se prontificou, me fazendo sorrir novamente.

Me despedi da minha mãe outra vez, e então fui até o carro do Alex para irmos até o avião.

Quando entramos no jato dele, estava calado. Acabei encostando a cabeça no assento e cochilando.

- Laura! - acordei com ele me chamando e levei um susto. - Chegamos! Se apresse!

Tirei o cinto e me levantei. Um homem de preto que veio com a gente, carregou as minhas coisas depois que cochichou com o Alex, e então fui entrar no carro e ele abriu a porta de trás e quando entrei ele fechou, "ué? Não vai sentar comigo?" Pensei quando o vi ir na frente com o motorista.

Fiquei na minha, deve ser alguma conduta rígida da Sicília ou relacionado com o seu cargo de Capo-regime... não demorou nada, percebi que entramos num lugar de muros altos e portão automatizado, havia outros homens de preto lá dentro.

Alex desceu e não abriu a minha porta como de costume, então eu mesma abri. Porém, quando me viu o seu rosto se transformou.

- Porque abriu a porta? - estranhei e sorri.

- Você está realmente engraçado, hoje! - recebi um olhar pesado, e por um momento voltei a sentir aquele frio na espinha, "o que tem de errado?" Pensei.

- Pegue as suas coisas e me espere no quarto, a Magnólia vai te acompanhar! - olhei para o outro lado e vi uma mulher com base de uns trinta e cinco anos de cara fechada, então fiquei observando e ele não entregou as minhas coisas, eu tive que pegar no porta-malas.

Havia muitos homens lá fora e não quis conversar com ele ali, então entrei conforme ele me pediu e fui até o quarto. "Ele parece ser mais rico do que imaginei", pensei ao olhar tudo em volta.

Comecei a tirar os sapatos e depois me olhei no espelho para retirar o véu e os grampos do cabelo, quando ele entrou.

- Alex, o que está acontecendo? O que aconteceu com você? Não estou entendendo! - perguntei ao me virar para ele.

- Nada! - ergueu a minha mala que estava aberta do chão, deixando com que as minhas roupas espalhassem como se não fossem nada. - Sou Alexander Caruso, e não o idiota com quem pensou que casou! Não espere nada de mim! - atacou a minha mala com força no chão.

- O que é isso? - fiquei paralisada, vendo o seu olhar de desprezo sobre mim, um olhar que jamais havia presenciado, antes. "Que merda era aquela?"

- Tire as roupas e deite-se na cama!

- O quê? Acabamos de chegar, não comi nada, nem conversamos, eu...

- Cale a boca! Já aguentei demais a sua reclamação, mulher minha faz exatamente tudo o que eu mando, e acabou! - apertou o meu queixo de repente e com força, foi empurrando o meu corpo até a cama, e sem reação senti quando caí sobre o tecido macio do lençol.

Eu me gelei por inteira, o olhei assustada, começando a entender o que havia acontecido.

- Você... me enganou? Traiu a minha família, traiu a corporação? Porque fez isso, quando te dei toda a minha confiança? - perguntei calmamente, sentindo a minha pele arrepiar, as unhas encostando na palma da mão e os dentes doerem ao comprimirem um no outro... a raiva já me dominava, faltava muito pouco para que eu perdesse o juízo.

- Pare de se fazer de ingênua, porque não combina com você! Não sou idiota, sei de tudo o que fez, e não vou cair na sua conversa! - esse homem não me conhece para dizer algo assim, precisaria ser esperto demais para saber o que faço nas horas vagas, ele deve estar falando de outra coisa...

- Do quê está falando? Eu...

- Se não calar a boca e me respeitar, as coisas vão ficar piores! Te aconselho a engolir o seu orgulho de garota mimada e traiçoeira e me obedecer! Agora tire esse vestido horroroso e deite-se, porque quero o que é meu! - tirou o blazer com raiva e arregalei os olhos. - Paguei um preço absurdo para ter você, e se não cooperar... - bateu palmas duas vezes e uma televisão na parede ligou, olhei e vi uma imagem da cabeça do meu pai no escritório de casa, então o meu juízo esvaiu.

- MALEDETTO! MALEDETTO TRAIDOR! EU ACABO COM VOCÊ! - levantei com força o empurrando e gritando com ele, sem acreditar que fui enganada a esse nível. - MALEDETTO! MALEDETTO. - ele gargalhou ao invés de se defender, então a porta foi aberta com força, era um soldado de preto.

- Meu Deus, o que está acontecendo, aqui! - o soldado perguntou apavorado, olhando para todos os lados.

- RETIRE-SE DO MEU QUARTO, AGORA! - Alexander gritou e o homem pareceu em dúvida, me lançou um olhar preocupado, mas virou as costas obedecendo ao Siciliano, que nesse momento tirou uma pistola da cintura e disparou no soldado, que provavelmente caiu morto no chão, pela quantidade de tiros. - LIMPEM ESSA MERDA! - Gritou para outros soldados e voltou a fechar a porta, agora com a chave. Levantou a pistola para mim.

- Tem dez segundos para ficar nua! - olhei aquela arma e pensei que fui muito idiota, mas não seria mais...

- Vai para o inferno!

Capítulo 2 Briga

CAPÍTULO 02

Laura Strondda

Com facilidade ergui aquele vestido branco, coloquei a perna direita à frente, puxei a minha menor faca, daquele impecável espartilho que eu mesma fiz à mão. Aquela pequena faca que jurei para mim mesma que não precisaria usar, porque confiei no Alex, coloquei apenas por hábito ali... "Guardaria assim que estivesse segura, seria apenas uma lembrança". - Idiota... fui uma idiota. Lancei com destreza a faca, ao olhar naqueles olhos traidores que agora eu desejei fechar.

- PUTTANA DEL DIAVOLO! - sorri ironicamente ao ouvi-lo gritar ao fugir do meu "perfeito arremesso" - pelo menos, seria... se ele não fosse bom o suficiente para escapar quando viu o meu brinquedinho voando lindamente. Seu corpo mudou de lugar em milésimos de segundos.

- Hoje é seu dia de sorte! Nunca deixo as minhas belezinhas separadas! - falei com sarcasmo ao olhar para a faca.

- Maledetta! - resmungou.

Eu deveria estar muito irritada, mas o semblante desesperador do Alex ao perceber que não era o dono da festa, me deixou muito animada.

- Gostei... enfim terei um adversário à minha altura! - falei com ironia e o distraí com alguns objetos que estavam ao meu alcance ao jogar um a um sobre ele. Ele não atiraria em mim. Pelo pouco que conheço da Sicília, ele deve lealdade, precisa me manter viva, e seja lá qual sejam os motivos dele, me matar não é o foco... pelo menos "não, o dele".

Enquanto ele se esquivava de tudo que eu ia lançando, eu me adiantei fazendo as duas coisas, conseguindo dar alguns passos e me aproximei enquanto o atacava. Ele não foi atingido em nenhuma das vezes, preciso admitir que é um homem rápido, bem treinado..., mas duvido que seja tão bom quanto eu.

- Vou fazer da sua vida um inferno! - falou quando fui audaciosa o suficiente para atacá-lo. O ataquei armado, segurei no seu pulso com força, ficamos frente a frente, e ele se lascou se pensou que eu realmente era fraca, pura e indefesa.

- "Eu" sou o inferno! - fiz a arma dele voar, e vi a fúria que surgiu nos seus olhos. Sou ótima nisso, até ensinei algumas mulheres que conheço a fazer o mesmo, porque acho o máximo.

- MALEDETTA! EU MANDEI TIRAR A ROUPA! - ele segurou o meu vestido tentando puxar, o empurrei com força, mas ele também era forte e bem alto, segurou na borda e rasgou parte da saia, me deixando irritada o suficiente, agora.

- Eu não recebo ordens de ninguém, mas adoro ficar sem roupa! - desci a mão até o membro dele, e o desestabilizei completamente. Nunca vi um homem tão chocado, apertei por cima da calça e o maledetto estava duro. Sorri ao fazê-lo bater na beira da cama e cair sobre ela. - Vou tirar esse vestido porque me cansou, mas você jamais terá o meu corpo... - comecei a tirar o vestido e os olhos dele estavam fixos sobre mim, me encarando e olhando para o meu corpo que ficou à mostra, com a cinta-liga mais incrível que já vi, os bicos dos seios quase saltando, a cintura bem apertada, e amarras que deixavam o look perfeito. Em seguida arranquei aquele véu. - Vou te fazer olhar pra ele até me cansar, vou esfregar na tua cara diariamente o que perdeu... e quando você pensar que está conseguindo e terá essa merda que fica no meio das pernas dentro de mim... - acariciei um dos bicos que tirei pra fora e logo o escondi quando ele levantou afoito. - Vou te fazer se arrepender de ter me conhecido!

Alexander Caruso voou sobre mim, aquele maldito Siciliano estava disposto a continuar, e eu não esperaria por menos vindo dele.

- Vai aprender a me respeitar e vai ser agora! - seus braços prenderam os meus e por alguns segundos senti a sua força e sua fúria apertando a minha pele, mas esse idiota não sabe nada sobre mim.

- Acho que já temos intimidade o suficiente para te contar uma coisinha! - coloquei a perna esquerda para trás, fiz um movimento dragão, elevando os pulsos por dentro das mãos dele, cortando pelo seu polegar, sem usar nenhuma força, apenas usei a técnica mais simples que conheço, trazendo para a cintura, as palmas e na sequência firmei as duas mãos e bati no seu peito, empurrando meu querido marido para trás.

- Que merda é essa? Eu sempre soube que foi treinada, mas você nunca me disse que havia se aperfeiçoado. Que palhaçada é essa?

- Pelo visto você se enganou... não sabe nada sobre mim! - ri do seu semblante confuso.

- O que mais, sabe fazer? - perguntou me encarando irritado.

- Matar! E, você acabou de se tornar o meu alvo! - o encarei na mesma proporção, mas ele começou a gargalhar. Colocou as mãos na parede e alguém inexperiente na máfia até acreditaria que ele facilitou, mas eu o observava o suficiente para saber que não, não... eu deveria manter os dois olhos bem abertos.

- Pensei que fosse mais esperta agora, querida esposa! Você me assustou! Pelo visto terei que te lembrar que não há divórcio para nós, e no caso de morte minha, ou sua... É considerado traição e o caminho é a morte.

- Meu pai e meu irmão irão te matar após torturá-lo por dias suficientes, para que até a última geração da sua família se lembre que não deve trair um Don! - o rosto dele ficou escuro, sombrio, e senti aquela sensação estranha de novo.

Quando menos esperei, ele praticamente se jogou no chão e pegou a sua arma. Alex apontou pra mim, e foi levantando aos poucos, enquanto dei dois passos para trás.

Me distraí um segundo quando ele praticamente me comeu com os olhos. Alex é um filho da mãe, gato demais! Pousei o meu olhar naquele corpo alto e ombros largos, aqueles olhos bonitos, na sua pele bronzeada e cabelos lisos, naquele corte que cai sobre os olhos, realçando a barba tão bem desenhada, e nem vou comentar da boca que será triste não beijar mais, imaginei tantas coisas para essa noite.

Notei que ele também observava cada parte do meu corpo naquele espartilho, e deixei que ficasse assim, me senti quente ao ver que ele não era completamente de ferro, vacilou ao me olhar assim... até que senti o cano da arma no meu rosto... estava gostando da adrenalina, ele não atiraria, e eu queria saber até onde iria, antes de escolher o próximo ataque.

- Sabe... até que você é gostosinha! Não nego que tenho vontade de esquecer das coisas que já me fez e te possuir... - arrastou o cano da arma, abaixando uma das alças do meu espartilho.

- Então chegamos ao ponto correto da conversa, porque quero entender o que te fiz para fazer isso comigo! - eu perguntei e ele parou o movimento da arma na mesma hora, erguendo o cano na minha cara.

Para provocar, eu capturei o cano com a boca e o introduzi parcialmente nela, deixando mais uma vez, o Siciliano descontrolado, ele só olhava para os três movimentos que fiz com a boca, perdeu completamente o juízo e o senso, senti quando afrouxou a arma e seu corpo voltou a parecer com o noivo que tive durante esses meses, e não o idiota que me trouxe em lua de mel... o peguei nos meus seios descaradamente até que falou merda:

- Eu sabia... de virgem você não tem nada, é uma puttana qualquer, como me disseram! - Quando ouvi isso, percebi que já havia ido longe demais, e aquele Siciliano não merecia nem a minha presença...

Tomei a arma dele enquanto ele abaixou a guarda olhando meu corpo, ele poderia ter me matado, estava com a arma e seu corpo prevalecia sobre o meu, mas seus olhos o traíram e seu descuido me rendeu a minha fuga.

Aproveitei para ir até a minha mala, abri o fundo falso, peguei as minhas armas e joguei numa bolsa menor que estavam meus itens pessoais, enquanto o vi vindo até a cama.

- Maledetta! O que você está fazendo? - eu já estava na porta, com as minhas armas e a dele, então apenas puxei um sobretudo preto que estava perto, mantendo a arma apontada para ele, e fechei o deixando sozinho.

Tranquei pelo lado de fora, fui vestindo aquele sobretudo pelo corredor e entrei no primeiro quarto que vi... eu só precisava de uma ligação e tudo estaria resolvido por agora...

- Alô! Eu vi certo? Ou você está me ligando em plena lua de mel? - falou aquela voz que sempre me salva..., mas não perdi tempo:

- Preciso que venha imediatamente! Vou enviar a localização e só você pode saber!

- Sim, senhora...

Capítulo 3 Luigi

CAPÍTULO 03

Alexander Caruso

"Merda! Mil vezes merda! Eu só precisava ter esperado até amanhã, mas não... perdi a paciência e entreguei o jogo, hoje!" - Meti chutes naquela porta para ir atrás dela, não me lembrava que havia deixado tudo tão fortificado aqui, levei alguns segundos a mais do que planejei para colocar a baixo, então vi meu primo Peter chegando assim que derrubei.

- Não me diga que deixou ela escapar? - logo perguntou de olhos arregalados.

- Como iria imaginar que essa maledetta era tão boa, nisso? Se no dia que a sequestrei ela parecia uma gatinha com medo? - respondi enquanto abri o cofre do quarto e peguei outra arma.

- Claro, demos medicação para ela dormir, ninguém reage com aquilo! - ele disse enquanto saíamos andando por toda a casa atrás dela.

Fiquei em silêncio, pois sei melhor que ninguém, de tudo o que havia acontecido naquele sequestro quando estávamos de casamento arranjado, onde os Russos foram apenas usados como laranjas, e usei aquilo para conseguir pontos e me casar com ela.

- Que merda você fez? O combinado não era levar a farsa até amanhã? Você disse que queria um filho ou uma maneira de mantê-la mais vulnerável. Sem contar que um casamento consumado não pode ser desfeito. - Peter perguntou e abriu mais uma das portas em que procuramos.

- Eu não aguentei! Não sou de ferro, não suporto olhar pra ela e lembrar que mesmo noiva de mim, me traía com outro! Vou tomar o que é meu de qualquer maneira! - chutei uma mesinha de centro para longe. O pior de tudo é que desejo ter a Laura pra mim, sentir o meu pau dentro dela e sufocá-la para que grite muito, ou que talvez nem consiga gritar, para ajudar a controlar esse demônio que existe dentro de mim por culpa dela.

- Você precisa focar mais nas coisas, desse jeito não vai conseguir! Pelo que vejo, nem lembra o motivo de porque tudo começou, apenas que ela te traía com um cara que até hoje só descobriu o primeiro nome! - apontei a arma para o Peter, enquanto soquei seu corpo contra a parede.

- Se voltar a repetir isso, estouro os seus miolos, maledetto! Ninguém pode saber disso, não até que eu decida que pode! - ele se contraiu.

- Claro... - suavizei a expressão, o soltei e continuei a procurar, fui até a saída, mas vi que havia muitos homens lá.

- A minha esposa passou por aqui?

- Não senhor! Eu garanto que não...

- Saiam todos! Vão procurá-la, ela deve estar aqui dentro! - abaixei a arma quando vi que todos se moveram para encontrar a Laura, então fiz o mesmo, ainda quero vê-la chorar antes amanhecer.

Laura Strondda

(Momento da fuga)

- Laura, já verifiquei a sua localização! Encontre uma maneira de subir no telhado, só precisa ser pela parte mais baixa, pois tem vários seguranças no portão! Você vai sair por cima, vai pular para o telhado vizinho e te ajudo descer aqui, é coisa simples, nem precisa de cinto de segurança! - falou o Luigi e não pensei duas vezes, confio nele o suficiente pra isso.

- Estou indo, me dê dois minutos! - falei e desliguei. Rapidamente andei por alguns quartos, um deles havia uma abertura para o forro, subi com facilidade e depois tirei algumas telhas, como sou magra, isso foi bem fácil.

Andei abaixada pelo telhado, e pulei no local mais indicado, com poucos saltos eu já estava do outro lado da quadra. Assim que avistei o carro preto parado, já sabia que era do meu amigo, então entrei.

- Nem deram dois minutos... - brincou, olhando no relógio de pulso.

- Eu não acredito que você viajou atrás de mim! - eu disse ao abraçá-lo.

- Eu não pude comparecer no casamento, é claro que viria na lua de mel, sabe que não confio naquele cara com quem casou, mas pelo visto eu tinha razão, não é? - ele segurou a minha mão e em seguida começou a dirigir.

- Poderia ter ido como o segurança... afinal, para a minha família o Luigi nem existe, só te chamam de El Chapo, por ser estrategista como ele!

- Deixe pra lá! Me diga o que aconteceu.

- Você tinha razão, ele enganou a todos... - comecei a contar o pouco do que eu sabia, e também sobre os meus pais na mira daquele louco, e Luigi ouviu tudo com atenção. Ele era o estrategista do meu pai e agora é do meu irmão, o Don de Roma. Lidera os soldados que atacam, não os que defendem e protegem a nossa família, pelo contrário, matam a escória, aqueles a quem o conselho decidiu que devem morrer.

- Precisamos investigar mais, Laura! Faremos de forma fria, você precisa se manter firme e agir como se estivesse trabalhando em uma das missões secretas pra mim! Não vai mudar nada, só precisa ser fria, seus pais estão em perigo, mandarei homens vigiarem. - parou o carro.

- Eu já estava acostumada com a ideia de parar de trabalhar, tanto nas missões como... bom, não quero falar disso, preciso da sua ajuda! - Luigi me olhou por um tempo, estava pensando.

- Você precisa voltar! Volte por onde saiu para não ser anunciada, faça como nas nossas buscas, mantenha o seu marido ocupado, sem permitir que te machuque ou te toque, sei que consegue!

- Mas, e depois? - engoli seco. - Estou Legalmente casada com esse idiota, jamais poderei me separar...

- Calma... deixe que eu vou descobrir tudo, e só me ligue se estiver em perigo, porque se eu voltar a ver o seu rosto aqui na tela, eu entro com a nossa equipe e destruo tudo, mato o maledetto e entrego a cabeça a famiglia como traidor, o Don ficará a nosso favor! - assenti.

- Não sei como vou distraí-lo tanto assim, pode levar dias ou até meses até que descubra algo...

- Então me ajude! Seja fria, seduza-o, descubra o que ele quer, para depois vingarmo-nos! Quando eu te ligar é por que já temos as respostas! - ele disse e abriu o porta-luvas me entregando algemas. - Se precisar, use! - me deu um beijo na testa, ele é um ótimo amigo.

- Obrigada!

Luigi me levou de volta, fiz rapidamente o mesmo percurso, e senti o meu corpo mudar de temperatura quando dei de cara com o Alex pelado, cheio de espumas, em baixo do chuveiro.

Ele demorou para me notar, fiquei parada olhando seu corpo e por um momento vacilei, precisei segurar melhor a arma e fechar a boca. Ele é grande, cheio de gominhos discretos, com braços levemente malhados, a cintura bem desenhada, e... Uau... o que é aquilo? Aliás, que tamanho é esse?

- Laura? - me espertei quando ouvi o meu nome.

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