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A rainha dos disfarces

A rainha dos disfarces

Autor:: Ocean Blue
Gênero: Moderno
Marissa era uma lenda oculta, uma figura suprema com inúmeras identidades secretas. Para viver um amor simples, decidiu esconder seu verdadeiro poder e se casar com um homem humilde. No entanto, na véspera do casamento, o noivo revelou-se o herdeiro perdido de uma família poderosa e quebrou o compromisso. "Uma mulher ordinária como você já não me merece!" Pouco depois, as revelações começaram: médica renomada, CEO, mercenária... Isso intensificou o arrependimento do ex-noivo, e ele a procurou, implorando por reconciliação. Foi então que um magnata se colocou à frente de Marissa e declarou: "Quem ousa cobiçar minha esposa?"

Capítulo 1 Um casamento repentino

"Ai!"

Marissa Nash havia se esquecido do maço de Dreamweed no assento e acabou se sentando em cima nos espinhos dele, o que lhe tirou um grito repetino.

A Dreamweed era conhecida por suas fortes propriedades anestésicas, o que significava que ela provavelmente ficaria dormente durante as próximas seis horas. Ao se dar conta disso, ela decidiu fechar a loja e descansar.

Rangendo os dentes, ela foi colocar a placa de "Fechado por hoje".

No entanto, antes que ela pudesse, um homem alto e vestido com um terno elegante entrou na floricultura pela porta de vidro. Sua presença imponente tomou conta do lugar rapidamente.

Seu rosto era atraente e severo, com olhos que eram uma mistura de desdém, ódio e algo ferozmente destrutivo.

Marissa franziu a testa levemente - ela não o reconheceu e não sabia de suas intenções.

Contudo, era evidente que ele não estava ali para uma visita amigável!

Ela tinha muitos inimigos. Embora costumasse usar pseudônimos e disfarces em suas missões, sempre havia o risco de ser desmascarada. Também havia a possibilidade de um traidor surgir na organização a qual ela pertencia. Não era incomum que os inimigos a procurassem para se vingar.

Sentindo suas forças se esvaírem, ela não se atreveu a agir impulsivamente. Tudo o que podia fazer era tentar manter a calma na superfície.

"Veio comprar flores, senhor?"

"Heh!" O homem bufou.

Sem dizer uma palavra, ele a pegou no colo e a carregou para fora.

Marissa tentou instintivamente bater nele, mas seus golpes fracos pareciam mais leves toques contra o corpo sólido dele.

O que a esperava lá fora a deixou atônita.

Na estreita e precária Rua Vintage, mais de uma dúzia de luxuosos Rolls Royces pretos estavam alinhados de forma impressionante.

Mais de cem guarda-costas com rostos severos e trajados de preto cercavam sua modesta floricultura, fazendo-a parecer uma fortaleza.

Movidos pelo medo, os pedestres já haviam se escondido nas lojas próximas.

Apesar da vasta experiência de Marissa, ela não conseguiu identificar qual pessoa poderosa de Blebert a tinha como alvo.

Causar um espetáculo desses em plena luz do dia era incrivelmente ousado e insano!

O homem a empurrou bruscamente para dentro de um carro e depois entrou, se acomodando ao lado dela.

Quando a porta foi fechada, o interior do carro foi tomado pela presença intensa e arrepiante dele, dificultando a respiração.

Marissa tentou manter a compostura e colocou a mão no bolso discretamente para pegar seu celular e enviar um pedido de socorro.

Porém, no momento em que seus dedos tocaram o aparelho, o homem ao seu lado o arrancou.

Ela olhou para o rosto duro e tenso dele. "Senhor, poderia pelo menos me dizer seu nome e por que está fazendo isso... Ugh!"

Seu pedido foi interrompido quando a mão dele se fechou em volta do seu pescoço.

"Não estou interessado nas suas gracinhas! Diga mais uma palavra e acabo com você agora mesmo!"

Para salvar sua vida, Marissa fechou a boca rapidamente.

Sem poder reagir, ela só pôde ficar sentada e se perguntar o que aconteceria a seguir.

No entanto, o que aconteceu depois a deixou completamente perplexa.

O homem a levou para o Cartório Civil.

Antes que ela pudesse se dar conta, seu nome já estava ao lado do dele na certidão de casamento.

De volta para o carro, Marissa estava em choque.

Ela encarou, atônita, a certidão de casamento em sua mão, finalmente vendo o nome do homem: Connor Daniels.

Em Blebert, apenas um Connor Daniels se encaixava no perfil de possuir uma riqueza e influência tão imensas: o atual chefe da família Daniels, também conhecido como o homem mais rico de Blebert!

A situação era desconcertante.

Ela nunca havia encontrado uma pessoa tão prestigiada e temível.

Mesmo que pudesse tê-lo ofendido sem querer, uma tentativa de vingança contra ela faria sentido, mas um casamento forçado...?

"Hum, senhor Daniels..."

"Cale a boca!"

Marissa tentou entender o que estava acontecendo, mas Connor a interrompeu antes que ela pudesse fazer qualquer pergunta.

Em seguida, ele pegou a mão esquerda dela e deslizou um anel de diamante inestimável em seu dedo.

"Deixe minha avó feliz como você fazia antes. Não me provoque mais!," ele ordenou.

Marissa ficou sem palavras.

Ela nem sequer conhecia a avó dele, então como poderia fazê-la feliz?

"Senhor Daniels, claramente houve um mal-entendido... Hmm..."

Ela se viu mais uma vez com o pescoço agarrado.

A expressão dele era tensa e sombria. Cada palavra que ele dizia parecia ecoar de um lugar profundo e escuro.

"Você se desdobrou para enganar minha avó e me forçar a este casamento. No entanto, depois que eu concordei e nossos convites de casamento foram enviados, você desapareceu no dia em que íamos legalizar nosso casamento? Não estou interessado no motivo pelo qual você me perseguiu e depois fugiu, nem me importo com o constrangimento e as complicações que isso causou. Mas minha avó foi levada às pressas para o hospital por causa disso, e precisamos resolver! Com a saúde dela em estado crítico, você vai voltar e representar o papel da nora dedicada. Se tentar alguma gracinha, farei com que toda a família Nash pague caro!"

Marissa começou a ligar os pontos.

Ele havia sequestrado a pessoa errada!

Ela se parecia muito com a verdadeira noiva fugitiva dele, o que levou a este engano?

Ela planejava voltar para sua cidade natal, Adagend, amanhã para se casar com seu noivo, Derek Tucker. O que ela faria agora?

Capítulo 2 Garantirei que você tenha o mesmo fim!

Marissa estava tomada pela raiva por ser confundida com outra pessoa.

Seus planos bem elaborados foram completamente destruídos por Connor, e mesmo que ela conseguisse sua liberdade de volta no futuro, acabaria sendo uma mulher divorciada.

"Que homem cego", ela pensava, consumida pelo desejo de esbofeteá-lo.

Mas, naquele momento, sentia-se impotente para se defender. A presença autoritária e agressiva dele a obrigou a se submeter mais uma vez.

Enquanto o sol se punha, lançando seus últimos raios dourados, o carro deles entrou na luxuosa propriedade da Mansão Daniels.

Assim que Connor a tirou do carro, um mordomo angustiado correu até eles com uma notícia urgente.

"Senhor Daniels, precisa vir imediatamente. Sua avó teve outro colapso e eles estão tentando reanimá-la. É a terceira vez que ela desmaia. Os médicos dizem que o coração dela está falhando e o estado dela é... bastante crítico..."

A expressão de Connor se transformou em raiva.

Notando o olhar penetrante dele, Marissa recuou por instinto.

Antes que ela pudesse reagir, ele a empurrou contra a porta do carro.

"É bom você torcer para que minha avó sobreviva! Se ela não sobreviver, garantirei que você tenha o mesmo fim!"

Então, marchou furiosamente em direção à mansão.

Ao vê-lo se afastar, Marissa soltou um suspiro de alívio.

Esse homem era um completo louco!

Ele ainda nem havia se dado conta de que havia se casado com a mulher errada?!

Considerando o comportamento instável e agressivo do homem, se a avó dele...

Para garantir que sobreviveria até que a verdade viesse à tona, ela sabia que precisaria tentar salvar a avó dele.

Com essa decisão, reuniu suas forças e seguiu Connor para dentro da mansão.

Dentro do quarto, Arabella Daniels, uma idosa de cabelos grisalhos, estava deitada na cama.

A equipe médica tentava desesperadamente salvá-la, mas os monitores que acompanhavam seus sinais vitais indicavam que sua pressão arterial e frequência cardíaca estavam criticamente baixas. Ela estava, de fato, à beira da morte.

Connor parou na porta, com o rosto tenso.

Marissa, que o seguia, prendeu a respiração.

De repente, o bipe rítmico do monitor cardíaco cessou, sendo substituído por um tom contínuo e plano.

A equipe médica fez uma breve pausa, mas logo retomou seus intensos esforços para reanimar Arabella.

No entanto, o coração da idosa não reagiu.

Finalmente, o médico responsável disse em um tom sombrio: "A senhora Daniels faleceu. Por favor, aceitem nossas condolências."

Os olhos de Connor, que já estavam avermelhados, ficaram selvagens de tristeza.

"Eu não aceito! Continuem tentando! Usem todos os meios necessários, não importa o custo!"

O médico suspirou e disse: "Senhor Daniels, o coração da sua avó parou. Outras tentativas serão fúteis."

Connor estava à beira de um colapso.

Ele havia perdido os pais quando era jovem, e foi sua avó quem o criou. Ela era a parente mais próxima que ele tinha.

"Não, a vovó não pode simplesmente ter ido embora assim! Ela queria me ver casado e conhecer os bisnetos. Ela disse que só isso a deixaria em paz!"

O quarto ficou estranhamente silencioso, com todos apreensivos demais para dizer qualquer coisa.

Finalmente, Neil Daniels, o irmão mais velho de Connor, 23 anos mais velho que ele, quebrou o silêncio com um comentário desdenhoso: "Já chega, Connor. Qual é o sentido de dizer tudo isso agora?"

Suas palavras foram afiadas:

"A vovó morreu de estresse por causa da sua noiva fugitiva. Você não consegue nem lidar com uma mulher. Como podemos confiar em você para administrar toda a família? Se você sente algum remorso pela vovó, entregue a liderança e as ações da família e renuncie à administração dos negócios da família!"

Os lábios de Connor se cerraram enquanto ele tentava conter suas emoções.

Neil sempre se ressentiu por sua avó ter confiado as ações e a liderança da família a Connor, e não a ele, seu neto mais velho. Ele nunca perdia uma chance de culpar o irmão.

Normalmente, Connor não deixava as acusações de Neil passarem batidas e sempre tinha uma resposta pronta para manter seu irmão ardiloso sob controle.

Mas, naquele dia, ele não estava com vontade de discutir, pois estava muito abalado pela tristeza e só queria que sua avó descansasse em paz.

Entretanto, Glenn Daniels, o terceiro irmão mais velho de Connor e que usava uma cadeira de rodas, não aguentou mais.

"Neil, a vovó escolheu Connor para estar no comando. É indecoroso você tentar tomar a liderança e as ações da família agora!"

"Glenn, desde quando você tem voz nesta família?", retrucou Neil.

Antes que ele pudesse continuar, sua esposa, Lorna Daniels, interveio bruscamente, com a voz carregada de sarcasmo. Apesar da maquiagem cuidadosamente aplicada, sua natureza maliciosa era evidente.

"Connor não tem a integridade necessária para o cargo. É justo que ele entregue a liderança e as ações da família! E você, que não contribui em nada nessa cadeira de rodas, acha que merece uma parte também?"

Lorna era conhecida por suas palavras duras, e ela atingiu exatamente onde doía.

Como era de se esperar, Glenn fez uma careta de dor, segurando o joelho, sem palavras diante da angústia.

Marissa observava o drama familiar à distância, sem se interessar pelas discussões deles.

Enquanto os outros discutiam, ela observava atentamente o estado de Arabella.

À medida que a discussão se intensificava, ela disse calmamente: "A senhora Daniels ainda pode ser salva..."

Capítulo 3 Quem se atreve a tocar na minha mulher !

Quando Marissa falou, a atenção de todos se voltou para ela.

Connor, profundamente de luto, virou a cabeça abruptamente em sua direção, os olhos cheios de uma raiva feroz.

Marissa instintivamente deu um passo para trás, sentindo que estava pisando em ovos.

"Essa não é a noiva fugitiva da família Nash?"

"Como ela ousa aparecer aqui?"

A multidão a olhou com evidente desdém.

Marissa se sentiu como uma presa cercada por uma matilha de lobos. Com cautela, ela perguntou a Connor: "Posso ver a senhora Daniels? Talvez eu possa ser de alguma ajuda."

O quê?! Todos ficaram chocados.

Lorna soltou uma risada aguda e zombeteira, dizendo: "Senhorita Nash, você enlouqueceu? Todos sabem que você nem terminou o ensino médio. Desde quando se tornou uma especialista em medicina?"

Marissa ignorou o comentário mordaz.

Seu foco era apenas tentar salvar uma vida, e ela implorou a Connor: "Já que os médicos desistiram, que mal há em me deixar tentar? As coisas não podem piorar muito."

A equipe médica ficou indignada.

Como poderiam deixar uma garota considerada um fracasso pela própria família contestar sua declaração de óbito?

Os membros da família Daniels também estavam fervendo de raiva.

Essa mulher, que os havia desonrado ao fugir do casamento, agora tinha a audácia de intervir na morte de Arabella?!

Todos esperavam que Connor a expulsasse.

Inesperadamente, a raiva feroz nos olhos de Connor desapareceu.

Ele continuou a encarar o rosto de Marissa, deixando o quarto em suspense sobre seus pensamentos.

Neil, incapaz de conter sua raiva, bateu na mesa e disse: "Como podemos deixar essa garota ignorante se intrometer? Expulsem-na agora!"

Os seguranças, antecipando essa ordem, começaram a se aproximar de Marissa para levá-la embora.

"Quem se atreve a tocar na minha mulher?!" De repente, a voz de Connor ecoou, fazendo todos pararem imediatamente.

Todos ficaram atônitos.

A presença imponente de Connor dominou o local, não deixando espaço para contestação.

Até Neil e Lorna foram forçados a permanecer em silêncio.

Com uma única ordem, Connor assumiu o controle da situação.

Então, ele pegou a mão de Marissa e a levou até a frente de Arabella, dizendo simplesmente: "Por favor."

Ninguém ousou questionar a decisão do chefe da família.

Marissa começou a examinar o corpo da idosa.

Dado que ela não havia recuperado totalmente suas forças, suas mãos tremiam visivelmente, fazendo seu exame parecer desajeitado.

Essa falta de jeito foi mal interpretada pelos espectadores.

Eles presumiram que ela não sabia nada sobre medicina, estava apenas querendo chamar a atenção e estava visivelmente nervosa.

Sempre houve muitas mulheres tentando atrair a atenção de Connor com gestos dramáticos.

Mas Marissa usar Arabella como parte de seu esquema era algo inédito.

Ela havia convencido Arabella a concordar com o casamento dela e de Connor, mostrando certa astúcia. Mas agora, ela realmente achava que poderia reviver os mortos?

Tal pensamento era pura loucura!

Todos observavam Marissa atentamente.

Eles estavam ansiosos para vê-la passar vergonha, esperando que Connor a expulsasse e que a família Nash caísse junto com ela.

Marissa não lhes deu atenção. Após terminar seu exame, parou para pensar por um momento antes de pegar seu kit de acupuntura.

Ao ver o kit, os médicos zombaram, e os observadores a ridicularizaram ainda mais.

Eles esperavam alguma intervenção médica sofisticada, mas ela recorreu à acupuntura?!

O coração de Arabella havia parado de funcionar. Nem mesmo uma cirurgia poderia salvá-la, e Marissa achava que algumas agulhas a reviveriam?

Connor devia estar louco para permitir que ela tratasse Arabella.

Arabella era tão respeitada. Como Marissa podia ter permissão para fazer isso? Era um desrespeito a ela!

No entanto, Connor não interveio, então ninguém ousou criticar abertamente as ações dela.

Marissa esterilizou as agulhas de prata e começou a posicioná-las em pontos estratégicos no corpo de Arabella.

Sua fraqueza crescente fazia suas mãos tremerem mais visivelmente, e gotas de suor se formaram em sua testa.

Os espectadores, percebendo suas mãos trêmulas, ficaram ansiosos e aterrorizados.

Na nona agulha, ainda não havia sinal de nenhum milagre.

Nesse ponto, os espectadores não conseguiram mais se conter.

"Pare!", gritou Neil furiosamente.

"Você tem muita audácia, tentando nos enganar!"

"Usar o corpo de Arabella para o seu esquema - você deve estar cansada de viver!"

Todos olharam para Marissa, furiosos.

Até o geralmente gentil Glenn parecia irritado. "Connor, você vai mesmo deixar essa mulher continuar com suas palhaçadas?"

Mas Connor não impediu Marissa. Em vez disso, ele gritou: "Todos, fiquem quietos!"

Marissa soltou um suspiro de alívio. Ela só tinha uma agulha restante.

Se Connor tivesse cedido à influência da multidão e a impedido, todo o seu esforço teria sido em vão.

A presença autoritária de Connor silenciou as vozes contrárias mais uma vez, mas a sala ficou mais pesada com toda aquela raiva reprimida à espreita sob a superfície.

Com a atenção de toda a sala voltada para ela, Marissa posicionou a última e décima agulha.

Ao fazer isso, Arabella abruptamente inspirou uma lufada de ar.

Ela estava viva.

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