Mortalmente cansa e desestimulada, estressada, assim começa a merda da noite a pós trabalhar todo o dia só quero chegar em casa, se é que chamo esse lugar de casa, pedi tanta privacidade ao universo esqueci de pedir
dinheiro também mas vamos lá. Sou Jey não cabe sobrenomes para contar minha historia, tenho 35 anos
trabalho numa merda de escritório sendo um tipo de faz tudo, de gente chata com um salto horrível a verdade era para eu apenas ser a secretaria fazer o que se preciso comer ,no final do dia só quero ver meu filho e jogar
conversa fora, ou atrapalhar ele no vídeo game e dar risada dele me achar
velha jogando. Mais para mantê-lo bem eu faço qual quer coisa, conheci um homem bom lindo de mas para mim, Ramsés Lucyen, um imigrante alto de cabelos
compridos, e bronzeado, porém ele vive as turras coma ex namorada
Vitória, apesar de tudo somos bons amigos e as vezes damos varias
gargalhadas juntos, mas ele tem um olhar diabólico as vezes quando nos olhamos, profundamente. Bom sai da casa dos meus pais em busca de certa liberdade para viver sobas minhas próprias regras, após meu divorcio com Lucca, pelo menos o Naden ficou comigo, o resto não me importava. Mas o Lucyen tinha um irmão chamado Maryon que ele diz ter falecido em sua terra, pelo oriente a fora, não procurei saber a fundo, mas sei que eram gémeos, ele sempre vinha a cidade onde moro pois a mãe deles era daqui, ela morreu quando ele tinha 15 anos e foi criado pelas tias. Estou em casa agora não vi o Lucyen tem uns dias já, deve estar com seu melhor amigo Luiz ou com um cara que detesto Eduardo, arrogante, boçal
tudo de mais cafajeste esse cara é aff. Mãe já arrumei tudo que você pediu até as roupas sujas tão na lavanderia, agora posso jogar? tá um diluvio lá fora e nem posso andar de bike ? Falou Naden
-Vai, mas me diz uma coisa você sabe do Lucyen, ele sumiu filho? já tem mais de uma semana. -Mãe sei que ele estava com o Henrique que é filho do Luiz amigo dele, a internet tá pegando, manda mensagem, ele deve estar procurando lugar
para morar por que o prédio vai ser derrubado. -Dei um grito histérico NADEN AGORA VC ME DIZ ISSOPELOAMOR DE DEUS!!!!
Mãe está todo mundo falando, mas você sempre tá trabalhando eu achei
que você estava procurando uma casa para alugar ,por isso não comentei, desculpa mãe, e fez uma cara de choro.
Acordei com o Lucyen me chamando, as 9:00 da manhã, com aquele sotaque, e um cheiro gostoso de perfume de homem, ou loção nem sei mas o que era.
-Linda, hei acorde, precisamos ir, precisamos sair do prédio.
-Oi bom, dia que horas são? como você entrou aqui? começava a me dar conta de como estava vestida e do que havia acontecido noite passada.
-Calma, o Naden me chamou disse que você estava fria, e te cobriu fechou as janelas e depois foi me chamar pois você não acordava, mas já vi que você está bem ok estou indo.
Ele me olhava com uma cara fechada segurando uma caneca de café, e eu toda perdida, atordoada, sem saber o que aconteceu.
-Lucyen espera o que aconteceu? por que você está aqui? Acordei atordoada, sem ter noção das coisas.
Ele apenas olhou para o lado e viu uma peça de roupa no chão e apontou uma mancha roxa em cima do meu seio, onde estava o colar, que antes era vermelho e ao amanhecer se tornou tão azul quanto uma gema de tanzanita pura, quando ia lhe contar minha aventura noturna vi Senhora Karen na porta do apto fazendo sinal de silêncio, como se pudesse ler meus pensamentos.
-Jey acho que somente deviéramos manter o respeito e não trazer ninguém para dentro de casa já que seremos forçados a viver dentro da mesma casa, respeite pelo menos a minha presença e do seu filho, ok, cada um no seu quarto, e continuamos como amigos como sempre fomos.
Minha natureza se revoltou por que ele nem se quer olhou para mim ou perguntou o motivo daquela, mancha roxa em mim, já disse que não sou deslumbrada, e sei ser muito má quando quero.
-Pois é Ramsés, realmente eu não tinha nenhuma intenção além disso, se pensou que seriamos um casalzinho errou profundamente, não confunda amizade e respeito com outras coisas não estamos na escola, e já deixamos de ser adolescentes a muito tempo se não me engano.
comecei alevantar quando o colar bateu em cima da mancha fazendo o exato formato ele ficou perdido, tentou me chamar de linda, catei meu robe no chão olhei o de cima a baixo, e sai.
Vi seu olho de verde ficar transparente de vergonha, cai em mim que ele gostava de mim , mas lutava contra algo dentro de si, algo que não sei que é, mas nem sabendo disso minha raiva dele passou, tomei um banho coloquei um vestido qualquer joguei a camisola na mochila, tomei um café em silêncio, Nadem me deu um beijo e ficou observando, nessas horas ele sabe que é melhor manter uma certa distância.
Nunca havia chamado o primeiro nome do Lucyen ele ficou aturdido, ficou sem ar, como se soubesse que fez uma grande merda, uma realmente das grandes.
-Linda? olha para mim Linda?
Olhei para ele com tal fúria, que ele se entalou com o café e gritou, um homem de 1,95 com medo de uma mulher de um 1,70, assustado ele perdeu a cor, e comecei a me controlar porque ele realmente estava com medo de mim.
-O que você tem Ramsés surtou foi? pensou que ia jogar café em você, mesmo tendo me chamado de promiscua em poucas palavras, eu não faria isso.
-Não, eu sei que não jogaria café me mim, mas cortaria minha garganta, olha a cor dos seus olhos, olhei meu reflexo no celular e me assustei, mas não demonstrei, meus olhos de âmbar escuro estavam vermelho rubi, como a pedra do colar que amanheceu azul, fui a pia da cozinha e lavei o rosto e me acalmei e os olhos voltaram a cor normal.
-Acho que você bebeu algo, o que você colocou nesse café? eu hein tá tendo alucinação as 10:00 da manhã? ai ai, Vamos temos muito que carregar, para baixo.
Começamos o trabalho em silêncio, e olhei para fora D.Karen estava sentada a porta do apto que ficava no final do corredor, e me fez sinal de cuidado como morador, do apto, mas se posso ver o espírito dela, porque ela não fala? e decidi chamar, mentalmente como vi num livro antigo.
-D. Karen o que houve por que a senhora está aqui? e não em outro plano? por que posso te ver? Mas não te ouvir?
-Ora Ora, veja só menina você sabe usar seus poderes, consegue falar comigo por telepatia, isso é ótimo, minha amiga saia do prédio o mais rápido que puder, pois quem mora aqui se chama, Miguel Antunes, desde que eu passei para o lado espiritual, ele anda a te cercar, ele é partidário das trevas, se finge de religioso, mas precisa do sacrifício magnético de alguém para ter poder.
Meu coração gelou, as pernas tremeram, o estômago deu sinal de dor, e pude sentir com ajuda da força da minha amiga um homem, deitado ao chão não conseguia ver seu rosto apenas a cicatriz estranha no peito, em meio a escrituras estranhas, nu, com uma faca ritual nas mãos a energia, que vinha de lá era nauseante, era horrível, então percebi que minha amiga estava mantendo ele dormindo, até que eu pudesse sair, sem ele saber para onde fui. Trocamos um ultimo olhar eu e Karen, quando o Naden me chamou de lado.
-Mãe se eu te contar uma coisa jura que não grita nem me chama de maluco?
-Sim claro, porque farei isso amor?
-Tá, mãe eu vejo a D.Karen ela está ali sentada, olhando para nós mãe, as vezes tenho medo, mas depois ela sorri e sei que é ela de verdade, porque ela não é má, sabe eu vejo essas coisas, nunca te falei por que você ia pensar que sou doido ou que sou mentiroso.
-Não filho, nunca ia pensar isso de você por que também vejo essas coisas desde criança, só que depois que você nasceu isso se tornou muito mais forte, a ponto de eu ter sonhos que se tornam realidade, lembra que te conto alguns e outros ponho no diário?
-Sim mãe acho que vou fazer isso também, você me compra um diário?
-Compro sim filho.
Trocamos um sorriso de cumplicidade e fomos interrompidos pelo Lucyen anunciando que só estava nos aguardando no caminhão do Henrique, segurei a mão do Naden e descemos, as escadas, e olhei para trás vi a entrada do prédio, velho deteriorado, agradeci a esse um ano e meio morando ali, e parti para um novo futuro. Após 5 minutos que saímos o transito normal eram quase meio dia de sábado, senti um fluxo de energia, estranho, Naden me olhou de olhos arregalados, e percebi que ele havia sentido mesmo que eu, onda de energia da mais perversa.
Vale ressaltar que alguns não sabem, mas essas energias possuem características, cheiro ruim, vibração que descontrola o ambiente e as pessoas, fazem você passar mal, e foi o que ocorreu o Nadem, pediu para pararmos o caminhão e desceu correndo fui no encalço dele e começou a vomitar, e disse que se sentiu tonto, dei água a ele o Lucyen ficou assustado, mas pedi que ficasse no caminhão que eu cuidava disso, voltamos ao caminhão o Nadem estava mole, deitei ele no meu colo e seguimos, fechei os olhos e coloquei as mãos na cabeça do meu filho, e fiz uma oração ao universo, ele adormeceu, depois de 30 min, ouvi alguém falar
-Chegamos Linda! anunciou o Lucyen Abri os olhos e vi, um galpão diferente a frente parecia de um escritório, ele abriu o portão, e entramos com o caminhão, o lugar era mesmo enorme, tinha uns 4 degraus para entrar, e uma porta bem larga e uma grande sala comprida, Lucyen me mostrou 4 salas que poderiam servir de quarto, em três tinham banheiro, e outro banheiro no corredor das salas que era curto pois todas ficavam de portas viradas umas para as outras. Me mostrou outra sala interligada a sala comprida que tinha uma pia, onde limpavam as coisas de motor, peças etc, serviria de cozinha, uma enorme cozinha diga se de passagem, tinham outras 2 salas com porta de vidro, e outra sem porta onde tinha outra pia funda, pensei em área de serviço ao lado tinha uma porta que dava para um vasto quintal, onde tinham árvores era uma enorme terreno que dava para outra rua mas tinha uma construção que ainda não tinha visto no final do terreno, na futura cozinha tinha uma porta de vidro enorme, que dava para a lateral, onde colocamos o caminhão tinha outro pequeno galpão, tipo uma casinha ou deposito não entrei lá.
-Mãe vem cá, já escolhi meu quarto esse que dá para ver o quintal, aqui é tão grande que dá para andar de bike sem sai na rua ,lá fora que tem manga, coco, tem até banana no quintal mãe, caramba temos uma fazendinha no meio da cidade incrível, e ainda perto do mar olha mãe o mar da porta da sala todos os lugares dá para ver o mar, incrível, pena que está nublado e vai dar uma chuva daquelas.
-Verdade, vamos linda tirar as coisas do caminhão o Henrique não pode ficar o dia todo ele vai fazer outros trabalhos.
Apesar de eu estar visivelmente irritada com ele, o diabo delicioso não parava de ser gentil e sorrir para mim, mas o diabo é o pai da mentira enquanto nos somos filhas da astucia.
-Sim Ramsés, vamos, logo não quero estragar as coisas com essa chuva.
Vi o medo em seus olhos e os pelos do braço eriçarem por chama-lo pelo primeiro nome, pois sempre o chamo de Lu.
-Ei como vocês não me chamam, que vizinhos ingratos.
Diz Luiz acompanhado da esposa Carla, linda, que mulher é essa meu Deus, o cabelo? dela, fiquei pasma, trocaram abraços com Lucyen, e ele me apresentou a esposa, Carla é negra alta, e bem bonita dona de um salão, ela lembra essas rainhas da África.
-Ei gritou um outro era Daniel, acompanhado de mais dois dentre eles o Eduardo detestável, o outro era Ricardo, sempre sério e educado, já os conhecia, pois visitavam o Lucyen, mas o Eduardo me dava nos nervos, descobri que ele é primo da ex-namorada do Lucyen a Vitoria.
-Chegamos amigo, viemos ajudar; Olá Jey, como vai? Falou Ricardo
-Estou bem, graças a Deus e você? sua bebê, soube que ela ficou boa, que coisa maravilhosa.
Ele trocou olhares com Lucyen e respondeu.
-Ah sim os médicos fizeram um bom trabalho.
Todos ajudaram a carregar as coisas, para dentro os homens se encarregaram, de arrumar os moveis pesados, e eu e a Carla da cozinha enquanto arrumávamos as coisas eu me virava num jantar porque já haviam se passado, varias horas e estávamos famintos. Lá pelas 19:00 horas jantamos e quase as 21:00 todos se foram, agora só restava nossas coisas pessoais para arrumar, esse o dilema, onde o Lucyen ia guardar as roupas dele, pensava isso enquanto uma chuva fortíssima, caia lá fora, sentia o ar esfriando cada vez mais, queria cobrir o Nadem com edredom mais estava empoeirado da casa da Karen e busquei um cobertor velho meu. Meu corpo já doía, tomei um banho quente, o Lucyen foi ótimo em instalar, chuveiros quentes nos banheiros, esses doados pelo Luiz, pois ele falou que era muito frio ali, ele morou em meio aos motores da oficina com a Carla e três filhos antes de mudar de vida, e me mostrou os painéis de energia solar que ele colocou a anos atrás, isso era uma alivio, pois desempregada não teria como pagar contas altas.
Fui para cama, e deitei me cobri depois de uns minutos, senti um peso ao meu lado afundando meu colchão, senti algo frio passar por minha cintura, quando ia gritar, ouvi a voz, do Lucyen.
-Me perdoa Linda? eu fiz uma merda enorme, duvidando do seu comportamento e nem poderia te cobrar nada assim, mas, mas é que, ai meu Deus, é que eu estava com ciúme, e se soubesse que você estava com alguém, acho que meu coração não aguentaria, sabe, você sabe, que gosto de você, mas tem coisas que não posso contar sobre mim, se você puder conviver com isso, sei que podemos ser felizes.
Ele gaguejava ao falar, sentia o coração do Lucyen bater com a força de mil cavalos em um estouro, um calor, uma força estranha, a nos circundar, o calor invadiu o quarto, estávamos amoveis.
-Sim Lu, te perdoou.
-Mas linda vou te pedir perdão até ver isso nos seus olhos, perdão precisa vir da alma.
Puxou meu corpo contra o dele, e colocou a boca no meu pescoço, e de repente ouvi a musica tocar no celular dele, All Nights Beyonce. Me virei para olhar seu rosto esperando um sorriso bobo, como sempre, mas me assustei ao ver aquele homem que não conhecia, em baixo da pele daquele pelo qual meu coração se derretia ao me chamar de linda. Aconcheguei me ao peito dele, e senti seu coração batendo cada vez mais forte, levantei a cabeça, para falar, e respirei fundo, quando o primeiro som ia sair ele me sufocou com um beijo lascivo, intenso e por vezes dolorido, ouvia a musica ao fundo e tudo fazia sentido, meu torturador era meu remédio, que ironia do destino. Entramos numa espiral sexual intensa de fluxo e refluxo de energia somente nos tocando, cada respiração nossa, cada grunhido em meu ouvido e de repente, o sussurro delicioso.
- Hoje será amor gostoso a noite toda, minha linda, a noite vai ser longa, por que esperei muito por isso! A tempos não sentia uma combinação tão intensa, sua língua deslizando, em meus seios, era um loucura senti ele puxar minha camisola para baixo devagar, o quarto iluminado pelas luzes da rua, aquele homem nu, uma verdadeira fera em seu instinto primordial, em minha frente andando como um lobo a ter sua caça, ele não tinha vergonha de sua nudez, e se exibiu num caminhar diabolicamente sexy, fazendo minha natureza devoradora se manifestar, me senti como a primeira das mulheres, a força primordial circulava entre nós, eu não seria a caça e sim ele, o homem esta muito acostumado a dominar, mas não ser dominado, faria ele me render louvores essa noite, como disse o sobrenatural sempre me atraiu, mas um segredinho sobre mim sei mais do que digo, pois aquela que habita em todas as mulheres e ao mesmo tempo é una estava manifestada e sua força me habitava, também o fogo de Lillith percorria minhas veias.
-Venha disse lhe, venha a mim, com uma voz sensual.
Conduzi ele a meu corpo fazendo sua boca vagar em cantos que ele desconhecia, o fiz descer e provar o doce fogo do meu sexo, num vagaroso rebolar de quadris em sua boca enquanto ele se deliciava, e sugava avido, e gemendo.
Os homens precisam aprender a serem conduzidos em certas ocasiões, e serem gratos por nossa generosidade, e dar lhe uma fagulha da nossa centelha. Quando estava próxima a alcançar o clímax, o tirei do delírio de sentir meu sabor por completo, sabia que ele estava como eu queria, ereto, ansioso, tenso, e a qual quer sinal ele iria invadir meu corpo, com avidez, mas ele precisava saber que eu mando esta noite, puxei o em direção a cama, ele ficou aturdido sem saber o que fazer, beijei o com uma mistura de calor, sensualidade e delicadeza, onde ele se entregou a mim como um sentenciado ao carrasco, sem forças, eu não hesitarei em o sacrificar, não, não hesitarei, deitei o na cama, e montei eu seu corpo quente, como a uma amazona, e conduzi seu membro a me empalar, lentamente contraindo minha musculatura interna num processo lento e torturante, arrancando dele deliciosos grunhidos, fiz valer os anos de dança do ventre assim como Salomé fiz a dança secreta que só as mulheres donas de si, de sua liberdade sabem, de posse de todo meu controle corporal, o fiz sentir, movimentos lentos sumi-circulares, o levei do oito ao infinito.
Com um oito egípcio completo em sua ereção o levei a gemidos mais altos, sussurros, me controlei, para não deixar o orgasmo me dominar, fiz o oito de fogo, e sentindo o Lucyen gritar apertando meu seio com uma mão e minha coxa com a outra, entramos na linha do orgasmo sem retorno, era impossível segurar, a explosão que se iniciou, e com um movimento rápido soergueu se na cama e me abraçou suado, gemendo alto, tenso e deliciosamente gemendo meu nome, Jey entre os dentes e juntos tivemos um orgasmo tão poderoso e convulsivo como nunca senti, estávamos tão colados um ao outro que parecia impossível nos separar, meu corpo se liquefez, em ondas de orgasmo, meu corpo havia esquecido como era bom, fazer amor gostoso se é isso que ele pensa que fiz, como havia dito, ficamos assim nesta posição nos beijando lenta e vagarosamente por intermináveis minutos a sensação do toque dos lábios dele nos meus seios era inebriante.
o cheiro do sexo exalava pelo quarto, quando satisfeitos nos separamos, deitamos agarrados e continuamos a nos beijar, ele tocava meu rosto com uma delicadeza que já mais senti, nos tocamos e dormimos de mãos dadas, corpos colados cabeças no mesmo travesseiro, quase dois corpos ocupando o mesmo espaço.
Pensei dias felizes nos aguardam... não não mesmo.
O dia amanheceu mais lindo que nunca, levantei cedo, olhei a cama o Lucyen estava esparramado nu, deliciosamente, num sono preguiçoso, entre meus velhos lençóis,já bem desgastados, levantei me, me lavei rapido ainda flutuando pelo orgasmo maravilhoso da noite anterior, mas meu instinto, me dizia, o demônio está a espreita.
Nem se quer olhei o relógio, e tratei de arrumar a cozinha numa velocidade absurda estava ligada no 220w, fiz café arrumei a mesa, coloquei as roupas para lavar, abri as caixas que estavam na casa da Karen, e fui brindada com um belíssimo enxoval,tinha de tudo, coloquei para lavar, na maquina, parti a procura de um lugar para instalar os livros, montei as prateleiras, quando senti mãos tocando meu pescoço, pensei ser o Lucyen,quando virei era uma sombra, de olhos cor de fogo, a tentar me sufocar, dei um grito, tão alto que todos estavam em meu encalço em segundos, neste momento lembrei me de um feitiço de banimento, essa lembrança veio da minha alma, e não de ter aprendido isso em algum lugar, sem vacilar falei em tom autoritário,e com uma força a mim desconhecida. -Diabolus potestatem habeo te, ego iudicabo te convallium quo affliguntur damnati, ubi non sairas.(Tenho poder sobre ti demônio, eu o sentencio ao vale dos condenados, de onde nunca mais sairá) Uma fumaça negra saiu em forma de redemoinho pela porta de vidro da cozinha e cai no chão de joelho em uma tosse horrível,Nadem veio desesperado em meu socorro, enquanto Lucyen ficou, estupefacto, imóvel sem acreditar no que havia acabado de presenciar, e Naden gritou. -Tio água, rápido, rápido ela engoliu alguma coisa. Lucyen correu a buscar água e fiquei debruçada em Naden enquanto ouvia ele dizer. -Respira mãe, respira, com calma, mãe o que era quilo? meu Deus. Ele pegou o copo das mãos do Lucyen que ainda estava envolto em lençóis e aturdido, fui para mesa da cozinha que estava coberta pelas cinzas e sentei numa cadeira e bebi a água,melhorei lamentei nosso primeiro café da manhã na casa nova. -Linda você tá bem? meu amor? por favor fala algo. Por um segundo fiquei congelada nas palavras "meu amor" -Sim estou bem, mas que droga foi aquilo? que Porra foi essa Lucyen? Nos olhamos, ele parecia saber mais do que realmente dizia, mas não disse nada só ficou com a boca semiaberta, e as palavras morreram quando uma voz de mulher falou, vindo da porta. -Isso é um demônio um Jinn, e ele veio matar você,sugar sua energia vital, ou seja sua magia. 21Ficamos a nos encarar a quase um minuto, uma senhora de belos cabelos brancos, ondulados, e olhos azuis,num vestido que mais parecia de um filme dos anos 50, elegante,não era alta mais devia ter uns 60 anos. -Deixem apresentar me, Sou Wera, Fraw Wera, sou alemã, e Karen me mandou aqui, posso entrar? Eu o Lucyen nos olhamos por um segundo, ele sem saber o que fazer deu de ombros, pois ainda estava em lençóis, fiz um sinal com os olhos ele entendeu fez um aceno de cabeça e se retirando, disse. -Sim claro, pode entrar, senhora Wera, o que a traz aqui? Por favor. lhe indiquei uma cadeira limpa, e comecei a afastar os objetos sujos, da mesa e leva los a pia, joguei rapidamente a toalha na lavanderia, e voltei antes que ela pudesse responder qual quer coisa, servi café sem ao menos pergunta lhe se gostava. -Obrigada ela disse, você está bem? sente se bem? depois desse pequeno embate? -Não sei ao certo, mas acho que sim. -Bem você é Jey Salvesi, não é? -Sim, como sabe? o que é isso? -Olá dona Wera, está tudo bem? como chegou aqui? perguntou Naden Olhei ele abraçar a senhora, ela com um sorriso amoroso, disse. -Menino valente, nossa amiga Karen me mostrou o caminho. -Ei de onde vocês se conhecem? -Mãe ela é a coordenadora da escola, não lembra? -Desculpa filho não lembro. -Calma tudo vai se acertar, dizia Fraw Wera -Bem Jey, eu vim pelo caminho guiada pela Karen, e vi quando aquilo entrou na sua casa, e tentei ajudar, mas quando consegui entrar, você havia lançado um feitiço de banimento em latim antigo, ao qual, muitos não conseguem lançar, e como aprendeu isso? Pois muito conhecimento se perdeu, ao longo dos séculos. -Sim isso também me interessa, muitíssimo, disse o Lucyen atrás de mim já devidamente vestido. -Ei que direito você tem de me cobrar explicações desse tipo, já que você mesmo me disse que tinha coisas sobre você que não poderia me contar, como ousa me cobrar assim? Hã senhor? Ele assustado pois nunca me viu falar assim, ficou de olhos arregalados, e eu sem perder a pose sustentei o olhar duro nele, aguardando uma resposta evasiva, mas para minha surpresa. -Minha mãe era uma bruxa e morreu numa batalha, contra um feiticeiro, terrível no Egito, ela não morreu doente de febre, e sim foi assassinada, mas quando você ia me contar que era uma BRUXA? Hã? e apontou o dedo para mim. 22-Quando eu tivesse certeza do que realmente sou e se seria possível tudo isso que vi, e pudesse provar a você antes que me internassem num sanatório, simples assim Ramsés. Sentei me na cadeira sem perder a altivez, ele revirava os olhos, sem paciência. -Outra coisa Ramsés Lucyen, deixar bem claro que estou ciente que você usou, feitiçaria, bruxaria, magia seja o que for na filha do Ricardo, por que senti isso quando ele estava aqui arrumando a mudança, ok então chega de segredinhos, e isso começa agora, chega, o gato comeu sua língua foi? -Bom Jey, Karen está muito preocupada, falou Wera,- Você precisa proteger a casa, pois aqui é seu local de trabalho ou não lhe foi informado isso? -Sim, me foi, mas chegamos ontem a tarde, e estávamos muito cansados eu não tive tempo, não consegui, fazer nada, a esse respeito e mesmo assim, teria que procurar nos livros da Karen algo assim. Ouvi a risada do Lucyen, olhei fuzilando ele, mesmo assim ele riu. -Bruxa kkkk, como você realiza um banimento, que nem a minha mãe era capaz de fazer, sendo ela a sahirat Kabira. -Bom guarde sua ironias, pois mesmo sua mãe sendo a grande bruxa, será que ela pediu a Maat, o que realmente precisava? Vi o Lucyen arregalar os olhos por eu ter entendido sua língua tão facilmente. -habib khayif?( Assustado querido) -Aywa(Sim) Levantou se saiu, respirei fundo, o Nadem só me olhava, pensei que merda acabou tudo, e Lucyen voltou trazendo uma mala. -Bom isso é o que tenho da minha mãe, livros já que percebi que as línguas não serão barreiras para você. E colocou a mala em cima da mesa, abriu tinha 5 grandes livros antiquíssimos com capas de couro, metal, seda, linho, e madeira, Fraw Wera sorriu e agradeceu com um sorriso. -Bom Salvesi precisamos trabalhar, após o fim dos trabalhos vocês terão muito tempo para conversar, em particular. -Tudo bem se Karen a guiou aqui Fraw, deve ter um motivo muito forte. Passamos a trabalhar, buscamos água limpa, e colocamos num balde novo, da sua enorme bolsa Fraw Wera tirou alguns pequenos frascos, e explicou sendo ervas de proteção, alguns cheiros me eram bem conhecidos, como louro, alecrim, Arruda, manjericão e erva-pimenteira, Sálvia Branca -Esta você pode substituir por Palo santo disse, e Cânfora natural, aquecemos uma quantidade de agua até quase a fervura, e colocamos tudo e abafamos até as propriedades das ervas passarem para a água, depois despejamos no balde já previamente cheio, depois Fraw me ensinou um, encantamento de proteção em Latim arcaico. 23-Qui affecto protego, mixtisque iubas serpentibus et posteris meis stirpique meae domum meam, et deducet me ruunt momenta ut potest iactare servate innoxias -Vamos Jey repita, Naden você também e você Lucyen. -Isso protegerá a casa e vocês prontos? respondemos -Sim Misturamos o preparo a água fria no balde, e recitamos sete vezes o feitiço de proteção, com mãos estendidas sobre o balde e liberamos nosso poderoso magnetismo, com a força do coração, pois nem uma magia, é feita sem a chama secreta que habita no coração de um mago ou Bruxa, estávamos suando os quatro, Fraw Wera muito clara como uma bela boneca de marfim, estava vermelha, encarregou Lucyen de derramar no telhado parte da poção de proteção, eu e Nadem de espalhar pelas portas janelas e cantos dos da casa inclusive o banheiro, pois existem seres que habitam esse tipo de cómodo, pois gostam do mau cheiro de dejetos os chamados Jinn da demonologia árabe e outros demônios, e foi o que enfrentei a pouco, eles são feitos de fogo frio, fogo negro como é conhecido aqui no ocidente, causam grandes tragédias, e manipulam os humanos e invadem seus corpos sugam sua energia vital. Com medo de mais uma ataque espargi mais da poção em baixo das camas, em todos os cantos não deixei nada passar é preciso saber que esse tipo de feitiço não dura para sempre, proteção de casas, e principalmente de pessoas precisam ser renovados, e não pense você que se você é americano só vai ser atacado por Rake isso não existe definitivamente, não só os demônios como seu subordinados, e vários tipos de entidades sombrias, elas não escolhem você pela nacionalidade e sim por padrão vibratório, demônios domésticos escolhem casas com égregoras desequilibradas, para se alimentarem, e manterem sua força, pois são incapazes de gerar algo, como a magia de luz, que vem da centelha divina da alma, lembra se eu sei mais do que digo, não se confunda com minha aparência de mulher sofrida, que vive a espera do príncipe no cavalo branco, pois cairá do cavalo, meu príncipe encantado,
SOU EU.