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A secretaria do CEO

A secretaria do CEO

Autor:: renata medeirosM
Gênero: Romance
Garota, você fará o que eu mando! Olho bem para o rosto de Henry, não posso desviar o olhar. Uma olhada para o lado e sei que vou receber um tapa, um soco ou um chute, quem sabe, até mesmo, todos de uma vez. - Eu não posso. - sussurro. - Oh, não pode? - Henry ri. - Por que não, porra? Quem manda em você sou eu! - Pai, por favor, não precisamos disso. - Charlie ajoelha-se ao meu lado, tocando as minhas costas e pedindo para eu ter calma. - Não precisa trata-la dessa maneira. Calma? Charlie é pior que seu pai. - Não entende, Charlie? - Henry olha para o filho. - Não entende que essa é a nossa chance de vingança? Eu vi a pequena vadia entrando naquele prédio. É só colocar Jennifer e pronto! Teremos a nossa vingança. - E eu perco a minha mulher? - Charlie beija o meu ombro. Desvio-me do seu toque, mas ele já me tem presa em seus braços. - Eu não quero perder Jennifer, jamais vou querer perdê-la! Charlie vai distribuindo beijos em meu ombro. Tremo a cada toque de seus lábios em minha pele. - Chega disso! - Henry dá um soco na parede, nos assustando. - Pare de ser burro, porra! Uma puta não pode atrapalhar seus planos. - Não, Jennifer não vai até lá! E não trate dessa maneira. - apesar da raiva que sente, Charlie não deixa isso muito claro na voz, apenas sei disso porque ele aperta meu ombro com muita força, tudo isso para que seu pai não perceba. - Pai, dê o seu jeito, mas Jennifer não vai até lá. Charlie segura o meu rosto e faz com que eu o olhe. - Amor, eu estou com você. - Deus, como esse homem é estranho. - Conseguiremos a nossa vingança, mas não desse jeito. Elas pagarão por tudo o que nos fez. O telefone de Charlie começa a tocar e ele corre para fora para atender, deixando-me sozinha com o seu pai. Henry sorri de maneira estranha para mim. Ele sempre faz isso quando vai me bater ou me xingar. Em um pulo, Henry está a minha frente, apertando o meu pescoço e rosnando em meu ouvido. - A vagabunda se livrou dessa, mas não será sempre assim. - o seu aperto vai afrouxando, apenas para que eu possa respirar um pouquinho. - Você ainda será útil para o meu plano. Apenas não a usarei agora. Deito-me no chão, em busca de ar. Fecho os olhos com força, tentando não chorar mais uma vez. Vingança? Eu não quero vingança! No momento eu só quero sair desse lugar. Fecho os olhos, sentindo a dor forte em meu peito. Eu não quero matar duas garotas, no momento eu só quero morrer!

Capítulo 1 A secretaria do CEO

Capítulo 1 JESSICA Estou distraída comendo o meu pão, quando escuto o grito histérico de Brittany: - Oh meu Deus! - Brittany grita com surpresa. - O que foi? - pergunto. - Você já viu o seu novo chefe? - pergunta, sem tirar os olhos do celular. - Ainda não, ele não estava na empresa quando eu fui até lá. - Então venha ver. - bate no sofá, para que eu sente ao seu lado. - Ele é uma das trinta pessoas mais ricas do mundo e, ainda por cima, é lindo. - Deixe-me ver. - pego o celular das suas mãos. Olho para a foto do meu mais novo chefe.

Brittany está certa, ele é lindo! - Quer trocar? - Brittany cutuca o meu ombro. - Eu trabalho para o seu chefe e você fica com a minha supervisora insuportável. - Se eu quero trocar por sua chefe estressada e antipática? Não, obrigada. - reviro os olhos. - Se bem que não importa que ele seja lindo, afinal de contas, serei apenas uma funcionária. - Garota, vai que o clichê do CEO e da secretária acontece com você? - Claro, Brittany, claro que vai. - cruzo meus braços, encarando-a. - Sei bem como você ama uma fanfic, ainda mais esses clichês, mas, na vida real, minha querida, rico fica com rico, para, assim, juntarem suas fortunas. Eu sou rica de dívida, nada a mais. - Ah, sei lá, vai que o cara queira fazer uma caridade? - Brittany! - grito, mas depois dou risada, afinal, não dá para esperar muita seriedade vindo dela. - Vamos ver as fofocas sobre ele. Eu não imaginei que a empresa fosse desse Christopher das fofocas. - Mas o sobrenome dele é o nome da empresa. - É, mas ele tem o pai, imaginei que fosse a empresa do pai, não a do playboy. Quer ver as fofocas ou não? - Não. - Mas verá de qualquer maneira! - senta ao meu lado. Brittany entra em vários sites de fofoca e sempre aparece a mesma coisa: "O jovem bilionário, Christopher Dalgliesh, apareceu acompanhado por uma mulher misteriosa". - Se não é uma mulher misteriosa, é uma modelo. Viu, Brittany, pessoas ricas tem um tipo muito específico. Mulheres bem brancas, loiras, altas e magras. Você tem mais chances do que eu, pelo menos no quesito cabelo. - Vai que uma morena não o faz mudar de ideia? - arqueia uma sobrancelha. - Uma morena com um quadril largo e a bunda enorme, a galera daqui não acha isso atraente, o padrão é a pessoa magra. - Coxas grossas, seios médios e sensualidade natural. Jess, você é linda, ainda mais esse rostinho meigo contrastando com esse corpo curvilíneo. - Você é muito fanfiqueira. - jogo-me no sofá, deitando e ignorando Brittany e seus devaneios. - Secretária namorando com o CEO só rola na ficção. - Vamos ver a Wikipédia. - e ela me ignora por completo. Nome Completo: Christopher Dalgliesh Junior. Nascido em: Manchester – Reino Unido. Idade: 27 anos. Estado Civil: Solteiro. Fortuna estimada em 35 bilhões de dólares. Conhecido como empresário do luxo. Dono de grifes, agência de modelos, bebidas, hotéis, restaurantes, concessionarias de carros de luxo e, também é conhecido por comprar empresas falidas e colocar o negócio à ativa novamente. - Nossa, ele é impressionante. - Britt murmura ao meu lado. - Claro que a fortuna do pai ajudou muito nisso, mas o cara ultrapassou o pai bilionário. - Ele deve ser aquele tipo de patrão que não tolera atrasos de um minuto. Deve ser super exigente. - Talvez arrogante. - É melhor irmos dormir. - desligo o celular. - Sua chefe é uma chata e o meu é um desconhecido, não quero levar uma bronca no meu primeiro dia. - Boa noite. - Brittany sussurra. - Sonhe com seu chefe lindo. - Sonhe com a sua chefe maravilhosa. - provoco. - Vaca! - Idiota! (...) Dalgliesh Enterprises Holdings Inc. Chego ao meu destino e vejo que o prédio é simplesmente enorme, 20 andares no mínimo. Aqui é o lugar no qual se resolve tudo do senhor Dalgliesh. Vou trabalhar diretamente para ele, sou a sua secretária. Só espero que não seja como Meryl Streep em O diabo veste Prada. - Bom dia. - sorrio para os dois seguranças e mostro a minha credencial. - Bom dia, senhorita Montserrat. - eles me deixam passar. Corro em direção ao elevador, torcendo para não cair com esses saltos enormes. Por sorte uma mulher segura à porta, para que eu consiga entrar. - Obrigada. - agradeço. - De nada. - ela me olha. - Primeiro dia? - Sim. - Vai trabalhar em qual setor? - Sou secretária do senhor Christopher Dalgliesh. Ela me puxa para mais perto dela. - Boa sorte, você precisará. - sussurra. - Ele é tão ruim assim? - Ele é muito perfeccionista. Eu trabalho como secretária do responsável pela a escolha das modelos. Se eu errar uma letra no relatório, eu ouço um sermão enorme. Quer um conselho? - balanço a cabeça, afirmando. - Não fique desconcentrada, não traga seus problemas de fora para o trabalho e o principal: Não retruque nada, porque homens como ele não gostam de pessoas de língua afiada. Ou seja: Se ele te gritar, te humilhar, você abaixa a cabeça e concorda. O elevador chega ao 15° andar. - Tchau, nos vemos por aí. - ela aperta a minha mão. - Tchau e... Obrigada. A moça sai do elevador. Chego ao 20° andar. Uma enorme porta de vidro está fechada. Uma mulher olha para mim e eu mostro a minha credencial. Ela sorri e a porta abre. - Bom dia. Eu sou Cíntia, a recepcionista. Você deve ser Jessica, a nova secretária do senhor Dalgliesh. - ela fala tudo de uma vez, junto com um sorriso simpático. - Bom dia. Sim, sou a nova secretária. - sorrio de volta. - O senhor Dalgliesh ainda não chegou, vou leva-la à sua mesa. Cíntia me leva até a mesa e vou observando tudo ao redor. Olho as mulheres e fico feliz por ter vindo vestida com uma saia lápis preta, que vai até um pouco acima dos joelhos, e uma camisa de manga comprida vermelha. As outras secretárias estão vestidas como eu, a única diferença é que eu pareço com a Kim Kardashian depois do nascimento da North West. Não, eu não pareço com ela, mas perto dessas mulheres eu fico enorme de corpo e minúscula de tamanho. - Aqui está a sua mesa. - Cíntia aponta para o lugar. - Daqui a pouco o senhor Dalgliesh chegará. - Obrigada. Sento no meu lugar e olho tudo ao redor. Eu já trabalhei como secretária antes, saí do emprego porque meu ex- chefe era bem assustador, me olhava de uma maneira estranha, além de fazer comentários sobre meu corpo. Pedi demissão antes que um estupro acontecesse. Espero que aqui será diferente. Afinal, Christopher Dalgliesh Junior nunca vai me olhar... A antiga secretária que trabalhou aqui pediu demissão para ir morar com seu namorado em outro país, ele é funcionário do Senhor Dalgliesh e foi promovido. Não sei muito sobre o assunto, na verdade a moça do RH falou do nada... Ela é bem tagarela. Ajeito as minhas coisas e dou uma olhada em minhas mensagens. Britt: Já viu o chefe gato? Eu: Ainda não. - Bom dia, senhorita Knowles. - o senhor Dalgliesh fala, sem olhar em minha direção. Fico em pé, encarando as suas costas. - Bom dia. A senhorita Knowles não trabalha mais aqui. Eu sou Jéssica Montserrat, serei a nova secretária. Ele vira para mim e me olha de cima a baixo. Ok, ele é mais lindo que nas fotos. Senhor Dalgliesh deve ter, no mínimo, 1.90 de altura. Seu corpo parece ser musculoso, não exagerado. Seus cabelos são bem pretos, assim como a sua barba que parece não ter sido feita há algum tempo - já que nas fotos que vi ontem à noite, ele estava barbeado. Sua pele é bronzeada. Seus olhos são castanhos claros e eles estão brilhando por algum motivo, que não faço ideia do que seja. Olho para a sua boca e a vejo abrindo, para falar algo. - Quantos anos você tem? - pergunta, sem tirar os olhos dos meus. - Vinte e um. - falo com um pouco de nervosismo, o seu olhar está me dando calafrios. Ele me olha de cima a baixo novamente, vira as costas e entra em sua sala. Isso foi... Estranho. Capítulo 2 JESSICA Meu primeiro dia de trabalho está ocorrendo normalmente, atendo as ligações e anoto os recados, nada de muita dificuldade. Senhor Dalgliesh não falou mais nenhuma palavra comigo, prefiro assim, o seu olhar foi um pouco intimidador e já deu para perceber que ele não é muito de conversa. -

Capítulo 2 A secretaria do CEO

Bom dia. - olho para cima e sorrio. - Quero falar com Christopher. - Bom dia. Qual o seu nome? - pergunto. O homem me olha com uma carranca. - Você não sabe quem eu sou? - pergunta com raiva. - Como assim você não sabe quem eu sou? - Desculpe, senhor. - trato de redimir o meu erro. - Esse é o meu primeiro dia aqui. - Jesus! Christopher deveria escolher melhor suas secretárias. - olha para mim, fazendo cara de poucos amigos. - Eu sou Pierre Beaumont, um dos melhores e maiores estilistas do mundo. Conhece? Não! - Claro! Senhor Beaumont, desculpe-me, estou um pouco nervosa com meu primeiro dia.

- tento parecer simpática, mas ele não muda a carranca. - Eu já te vi em várias revistas. - minto. - Revistas? - cruza os braços. - Eu revolucionei a moda e você me viu em revistas? - isso não é bom? - Será que Christopher pode me receber? - Um minuto, por favor. - continuo com a minha tentativa de parecer simpática, por dentro sou pura raiva. Pego o telefone e ligo para a sala do senhor Dalgliesh, que me atende rapidamente. - O que é? - ele pergunta. Educação não é muito o seu forte. - O senhor Pierre Beaumont está aqui. - Peça para ele esperar um pouco, estou em uma teleconferência. - Tudo... - ele desliga na minha cara. Ignorante! - Ele está em uma teleconferência e pediu para o senhor esperar um pouco. - ele apenas balança cabeça. - O senhor gostaria de um café, um chá... - Café. - interrompe-me mais uma vez e senta na poltrona. - Já estou indo pegar. - sorrio, mas, na verdade, quero esganá-lo. Vou para a cozinha, que fica no mesmo andar onde trabalho, mas é um pouco afastado das outras salas. Provavelmente não sou eu que pego o café, no entanto, para tentar me acalmar, preferi sair do mesmo ambiente que ele. - Aturar esse Pierre é para poucos. - olho para o lado, encontrando a moça que trabalha na cozinha. - Que bom que não sou a única que pensa assim. - sorrio, enquanto pego o café. - Ele falou que é um dos maiores estilistas do mundo? - pergunta, soando com brincadeira. - Sim. Eu não o conhecia e ele falou exatamente isso. - Muitos estilistas são assim, se prepare para as modelos. - Elas vêm até aqui? Pensei que esses assuntos fossem resolvidos na agência. - Alguns vêm até aqui e esses são as piores, se acham melhores que todo mundo. Acho melhor você aprender o nome de todos os modelos da agência do senhor Dalgliesh, o ego deles conseguem ser maiores do que o do nosso chefe. - São tão ruins assim? - Uma vez, Cíntia teve dificuldade de pronunciar o nome de uma das modelos, a mulher deu um chilique e disse que Cíntia havia a desrespeitado. - Deus,​um​ótimo​trabalho,​repleto​de​pessoas​educadas.​- murmuro para mim mesma. - Pelo menos, o senhor Dalgliesh entendeu o motivo da confusão, o nome da modelo realmente é estranho. - E como é? - pergunto, apenas por curiosidade. - Nem eu mesma sei, é ucraniano. - dá de ombros. - Qual o seu nome? - Jessica e o seu? - Mariane. - aponta para o café em minha mão. - Acho melhor você levar o café, antes que o senhor "melhor estilista do mundo" dê um ataque. - Acho melhor mesmo. - coloco o café na bandeja. - Obrigada. - De nada. Ando de volta para a minha mesa. Chego à minha mesa e me assusto ao perceber que o senhor Beaumont não está mais aqui. Será que ele foi embora? Se eu entrar na sala do senhor Daligliesh e Pierre estiver, eu posso entregar o café, mas se ele foi embora, eu atrapalharei a teleconferência. O que eu faço? Resolvo perguntar a Cíntia: - Com licença. - Cíntia sorri para mim. - Onde o senhor Beaumont está? - Ele entrou na sala do senhor Dalgliesh. Bem, o seu telefone estava tocando e Pierre atendeu. - encolhe os ombros. - Desculpe, eu poderia ter feito algo, mas o senhor Beaumont estava perto da sua mesa e foi primeiro. Oh, merda! - Obrigada. Seguro a bandeja do café com mais força. Estou tremendo por conta do pavor que toma conta de mim. Senhor Beaumont está na sala do meu chefe e, com certeza, está falando de mim. Respiro fundo e caminho até a porta do senhor Dalgliesh. Respiro fundo mais uma vez e bato na porta. - Entre! - o senhor Dalgliesh ordena. Entro pela primeira vez em sua sala. Vejo o senhor Dalgliesh sentado atrás de sua mesa e o senhor Beaumont logo à frente. - Fiquei muito feliz por ter feito o seu trabalho. - olho para o senhor Beaumont, que tem um ar de superioridade. - Desculpe, senhor. Fui buscar o seu café e acabei demorando um pouco. - minha voz vacila um pouco. Estou muito nervosa. - Espero que esteja quente. - experimenta o café. - Christopher, você deveria escolher melhor suas funcionárias, ela não faz a menor ideia de quem eu seja. - Eu disse ao senhor que te conheço, só estava um pouco nervosa e acabei esquecendo. Agora percebi meu erro, eu acabo de chamar o "melhor estilista do mundo" de mentiroso. Pierre me dá um olhar de advertência. - Esse é o primeiro dia da senhorita Montserrat, ela está um pouco nervosa. - o senhor Dalgliesh responde, para a minha surpresa. - Pode voltar a sua mesa. Viro-me e percebo que da sua sala dá para ver tudo o que acontece do lado de fora. Pensei que o vidro fosse escuro, mas isso é apenas por fora. Tenho que lembrar para não fazer nada de constrangedor e nem mexer no celular. Continuo fazendo o meu trabalho. Depois de alguns minutos, o senhor Beaumont sai e nem ao menos olha em minha direção. Paro de prestar atenção nisso quando o telefone da minha mesa toca. - Escritório de Christopher Dalgliesh. Jessica Mon... - Venha na minha sala, agora! - desliga. Levanto imediatamente e vou para a sua sala. Pelo o tom de voz do meu chefe, eu tenho que ir imediatamente, ou cabeças vão rolar. O que será que aquele Pierre Beaumont falou de mim? Entro em sua sala. Senhor Dalgliesh me encara sem demonstrar nada. - O que o senhor deseja? - pergunto, tentando não fazer muito contato visual. - Pierre falou de você. - ele aponta para a cadeira a sua frente. - Você não o conhece? Minto ou falo a verdade? - Não, senhor. - sento na cadeira. - Eu não o conheço. - Como minha secretária, você tem que saber o nome de todos que trabalham para mim, falo sobre modelos, estilistas... Empresários. Ele está calmo, mas eu tenho certeza que, por dentro, está irritado por ter essa conversa. - Eu sei... - Então, por que você não sabia quem é Pierre? - me interrompe. - Ele é o meu melhor estilista e você não o conhece. Que tipo de secretária você é? Senhor Dalgliesh está certo. Ele lida com vários estilistas e modelos, eu, como sua secretária, tenho que saber o nome de todos que trabalham para ele. - Ele ainda teve que atender ao telefone. - continua, mas agora eu noto um ar... Como eu posso dizer? Parece que está zombando de mim. - Eu acho que você está sendo paga para isso. - Eu fui buscar o café dele... - O que tinha na cabeça quando te contratei como minha secretária? - Eu prometo que vou pesquisar sobre todos os estilistas, modelos... - Acho bom. - me interrompe novamente, dirigindo um olhar furioso para mim. - Se no seu primeiro dia de trabalho você já está assim, eu não quero nem imaginar como será depois. - Eu prometo que isso não acontecerá novamente. - Espero que esteja certa. - aponta para a porta. - Pode sair. Saio rapidamente da sala. Vou ter que estudar sobre a sua vida e os negócios do meu chefe. Já aprendi que os estilistas e modelos são arrogantes e dão chilique por qualquer coisa e que meu chefe é insuportável. Entro no Google e dou uma pesquisada sobre os negócios da Dalgliesh Enterprises Holdings Inc. Olho principalmente os estilistas e os modelos, que trabalham para ele, todos são conhecidos, muitos são considerados como os melhores do mundo. Encontro à modelo que deve ser a que deu um chilique quando Cíntia errou o seu nome, não a culpo, definitivamente, é muito complicado. - Estou saindo para um almoço de negócios. - o senhor Dalgliesh avisa, porém, não olha em minha direção. - Pode sair para o seu almoço, volto daqui à uma hora. - ele sai. Pego meu celular e mando uma mensagem para Britt:

Capítulo 3 A secretaria do CEO

Já vai almoçar? Arrumo minhas coisas e penso sobre meu primeiro dia. Foi péssimo! Não tão péssimo como o outro, mesmo assim foi ruim. A resposta de Britt chega: Já estou passando aí. Pego o elevador e desço. E logo encontro Britt na entrada. - Como foi com seu chefe gato? - ela pergunta assim que me vê. - Foi horrível. - conto tudo o que aconteceu enquanto vamos até o restaurante. - Que cara escroto. - resmunga, quando entramos no restaurante. - Mas você também, como não conhece o Pierre Beaumont? - Você sabe que eu não ligo pra esse mundo da moda. - olho o cardápio.

- E agora vai ter que pesquisar tudo sobre isso. Incrível como foi trabalhar naquilo que detesta. - Nem imaginei que um dia seria escolhida. - olho para Britt. - Não sou qualificada, você disse para jogar na sorte, fui à empresa para a entrevista e fui selecionada. Definitivamente, eu não imaginei que estaria nesse emprego. O garçom vem para a nossa mesa e anota o nosso pedido. - Será que esse Christopher não sabe das suas qualificações? - Britt pergunta. - Afinal, seu maior cargo de secretária foi em uma empresa de enlatados, enlatados de péssima qualidade. - Não sei, às vezes penso que a mulher da seleção odeia o Christopher e quer castiga-lo, por isso fui aceita. Mas o salário é bom, então tenho que me habituar e aprender minha nova função de secretária de CEO. Continuamos o almoço conversando. Tive que sair logo para não chegar atrasada. Quando chego aos elevadores, vejo várias pessoas paradas em volta. - O que aconteceu? - pergunto a uma mulher no meu lado. - O elevador parou. Os técnicos já estão consertando. - ela responde. Ótimo! Se demorar mais 12 minutos eu estarei atrasada, se bem que meu chefe disse que demoraria uma hora, ele também deve chegar atrasado. Depois de quase 30 minutos, o elevador finalmente foi consertado. Entro e aperto o 20° andar. O lugar está cheio de pessoas, a cada andar o elevador para e alguém sai. Finalmente consigo chegar ao meu destino. Cíntia libera a minha entrada. - O senhor Dalgliesh quer falar com você. - ela avisa. Como assim ele chegou primeiro do que eu? Não o vi lá embaixo, só se o almoço terminou antes. - Ok. - assinto e me preparo para a outra bronca que está por vir. Passo na minha mesa e coloco a minha bolsa. Vou para a sala do Senhor Dalgliesh. Bato na porta. - Entre! - grita a sua ordem. Respiro fundo e entro preparada para a bronca. - Cíntia disse que o senhor quer falar comigo. - falo. - Por que demorou tanto? - grunhe. - O elevador quebrou e estava sendo consertado. O senhor disse que o almoço demoraria uma hora. - Então​você​deveria​estar​aqui​com​quinze​minutos​de antecedência. - Eu estava, mas o elevador demorou mais de meia hora para ficar pronto. - Por que não subiu as escadas? - Mas são vinte andares. Ele olha as minhas pernas. - Pelo o que vejo, as suas pernas são boas, não teria nenhum problema de subir as escadas. Não retruque! - Pode ir para casa. - ele ordena. Aproximo-me da sua mesa. - Não, por favor, eu preciso desse emprego! - devo parecer uma desesperada. - Eu prometo que não me atrasarei mais, melhor ainda, eu almoço na cozinha, mas, por favor, não me demita! - Não estou te demitindo, deveria, mas não estou. - alisa o seu terno. - Não vou precisar de você por hoje. - Ah... - me recomponho. - Ok. Desculpe-me pelo meu desespero. - Já perdi as contas de quantas promessas você já fez hoje e quantas desculpas já pediu. Espero que amanhã você se saia melhor do que hoje. Agora, pode ir embora. Saio imediatamente. Pego minha bolsa e vou para o elevador. Definitivamente, esse é o chefe mais arrogante que existe na face da terra. Capítulo 3 JESSICA Arrogante! Imbecil! Babaca! Mal educado! Verme! Escroto! - A comida está queimando, sua louca! - Brittany entra correndo e desliga o fogo. - O que aconteceu? Estava fazendo macarrão, mas meus pensamentos só estavam no meu chefe imbecil. - Estou um pouco aérea hoje. - respondo evitando a verdade. - Percebi. - vem para o meu lado. - Um batalhão vem jantar com conosco? Olho para baixo e vejo que cortei muito tomate e cebola. É isso o que acontece quando se está xingando o chefe. - Desisto. - solto a faca e o tomate que estão em minhas mãos. - Aquele insuportável do senhor Dalgliesh está me consumindo. - Esqueceu o nome de mais alguém importante? - pergunta, se referindo ao estilista Pierre Beaumont, eu não fazia a menor ideia de quem era. - Não apareceu mais ninguém. Prometi estudar o nome de cada estilista e modelo que trabalha para ele. - sento exausta no sofá. - Você acredita que hoje o elevador quebrou e ele falou que era pra eu ter subido os vinte andares? - O que ele tem de bonito tem de babaca. - Não sei como fui aceita nesse emprego. - Por que está falando isso? - Britt senta ao meu lado. - Vinte e um anos, só trabalhei como secretária uma vez na vida e não fiz faculdade, nem mesmo um curso, no máximo sei espanhol além do português, por que me escolheram? - Talvez escolheram por rosto, vai saber. - Tinham que ter escolhido pela paciência, aturar esse cara não é para qualquer uma. - levanto e vou para a cozinha. - Daqui a pouco o jantar estará pronto. - Não queime a comida novamente, nós não temos dinheiro para pagar o prejuízo de um incêndio. (...) Depois do jantar vou para o Google, dar mais uma pesquisada nos estilistas e modelos. Minha curiosidade fala mais alto e clico na pesquisa sugerida ''Christopher Dalgliesh e namorada''. Vários sites apontam modelos como seu affair, algumas são da agência dele, outras são mulheres desconhecidas ou herdeiras de alguém muito importante. Não tem nenhum artigo confirmando o namoro dele com alguém, mas todos destacam a sua preferência por mulheres do tipo ''modelo''. - Você não vai dormir? - Britt entra no meu quarto. - Que horas são? - olho a hora no notebook e vejo que já passa de meia noite. - Perdi a noção do tempo. - É melhor dormir, se não quiser irritar mais o seu chefe. - olha o notebook. - Stalkeando a vida do patrão? - Preciso conhecê-lo melhor. - Só não se apaixone. - Jamais me apaixonaria por ele, você sabe que não estou aberta para relacionamentos. - Você tem que esquecer o que... - Já está tarde para esse papo de autoajuda. - fecho o notebook. - Boa noite. - Só quis ajudar. - Britt vira as costas para mim. - E continuo falando que precisa seguir em frente. - Britt... - Ok, Jess, não está mais aqui quem falou. Suspiro com cansaço. É melhor dormir, assim não preciso lidar com mais uma reclamação do senhor Dalgliesh. (...) Meu celular não para de tocar. Olho no despertador e vejo que nem são duas da madrugada. Não conheço ninguém que me ligaria a essa hora. Espero que não seja um trote, meu sonho é muito sagrado para ser interrompido. Atendo a ligação com muita raiva: - Que tipo de pessoa liga essa hora para o celular de alguém? - O seu chefe. Oh merda! - Desculpe, eu não... - Você é minha secretária e não tem meu número? - pergunta, como se isso fosse uma piada. Eu acho que é ele quem deve me passar o número. Falar isso só pioraria a situação. - Desculpe, senhor. - sinto-me como uma criança falando isso. - Preciso que você vá agora ao meu escritório e pegue um relatório que esqueci. - Agora? - Qual a parte do agora você não entendeu? A parte que é de madrugada? - Mas está tarde e... Ele me interrompe. - Você é minha secretária, se eu falo agora é agora! Estúpido! Imbecil de merda! - E como vou entrar na sua sala? - Meu motorista vai estar lá e te entregará a chave, depois que você pegar o relatório, entregará a ele e pronto. - Certo. Eu es... - ele desliga. Ninguém merece ter que sair agora para fazer algo que ele mesmo poderia fazer. Levanto da cama e vou para o quarto de Britt, não vou até a empresa sozinha de forma alguma. - Acorda! por aí. Ela não se mexe. - Britt, acorda! - grito. - Não quero. - fala sonolenta. - Brittany, acorda! - sacudo o braço dela. - Não! Faço a minha última tentativa: - Você não sabe o que aconteceu com Demi Lovato! - O que aconteceu com a minha diva? - Britt levanta assustada. - Ela está muito bem curtindo os seus milhões de dólares e militando - Por que você fez isso? - ela vem pra cima de mim. - Estou te chamando e você não levantou, você só levanta quando alguém fala algo de divas pop. - desvio de seus tapas. - Temos que ir ao meu trabalho. - Agora? -

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