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A segunda esposa do mafioso

A segunda esposa do mafioso

Autor:: Taty Costa
Gênero: Romance
Megan é a única menina dos irmãos Hiss, parece delicada, mas as habilidades física que tem se comparam a inteligência do irmão. Ela tem como referência o tio, que a treinou desde pequena e agora é o atual chefe de todo Reino Unido, Megan fará de tudo para proteger as filhas dele até mesmo se passar por uma delas. Ela é silenciosa e observadora, como diz o tio Argos: "Silenciosa, mas mortal". O medo roubou sua voz, mas ela tem quem fale por ela, essa é sua amiga Alinne, a única pessoa que ao mesmo tempo que suporta o seu silêncio, a faz se abrir. Mimada pelo pai, pela mãe, pelo tio e pelo futuro marido Marcos, o único que não a mima é seu irmão Ítalo, ele não deixa que os traumas façam dela uma pessoa fraca, ele conhece a força de Hiss. Megan tem um acordo desde pequena com o jovem Marcos, ele é o atual segurança da família Hiss e executor do Reino Unido, como sabia que um ela seria sua esposa se esforça para agradá-la, sabe que não adianta usar as palavras, se comunica com ela através da dança, mas o que os outros vão achar? Ela sabe se defender, mas ele precisa aprender que seu dever é protegê-la. Marcos fará de tudo para tocar seu coração até mesmo se casar com outra pessoa.

Capítulo 1 O início de uma amizade

Megan é uma criança de 11 anos, ela não gosta de falar, viu seu pai adotivo perder a vida em um suposto assalto quando ela tinha apenas três anos, o som do tiro calou sua voz, até seu choro perdeu o som. Depois de muito tempo ela voltou a falar, fazia isso pouco, mas a presença do pai biológico lhe trazia segurança e ela voltou a ser a menina risonha, falava pouco, mas a conexão com o pai Carlos era ótima.

Em uma invasão o pai foi baleado, Megan não viu o que aconteceu, mas ouviu cada tiro, apenas a ideia de perder o pai a fez se calar novamente, hoje é uma menina calada, não é muda, mas fala pouco.

- Argos, a minha filha gosta de treinar com você, agora que está indo embora não sei o que fazer com a Megan. Não queria que ela ficasse magoada.

- Carlos, a menina precisa de amigos, alguém da idade dela...

Argos estava de partida para o esconderijo do chefe Inglês Leonel Blink, agora que estava casado com sua única neta precisava manter a segurança da descendência do chefe inglês, logo ele mesmo assumiria o posto mais alto em toda a organização.

Danilo entrou no escritório, também queria um último contato com o homem que chamou por anos de tio.

- Posso entrar? - Perguntou Danilo da porta.

- Claro filho, estávamos falando da sua irmã, ela ficará muito sentida com a partida de Argos.

- Sabem que a mimam demais, por isso ela é assim. - Danilo tinha muito carinho pela irmã, mas nunca concordou com a super proteção dada pelo pai ou pelo tio.

- Não implica com a minha princesinha, sabe que sempre foi uma companhia pra mim, estou indo, mas ela pode me visitar, Morgan sabe o endereço e pode levá-la lá. - Disse Argos.

- Danilo, estávamos pensando que sua irmã precisa de amigas, crianças da idade dela...

Danilo riu da colocação do pai. - Pai, a Meg não tem amigos na escola, ela é excelente em tudo, mas as outras meninas se irritam por ela não falar, acabam desistindo de ter algum contato com ela, a Meg passa todo o tempo sozinha. Mas se quiser, fale com o Bryan a menina dele, a Alinne tem a mesma idade da Meg, só que estuda em outro colégio.

Carlos sorriu, faria um pedido simples ao amigo em troca de proteção para a menina.

- Danilo, meu filho... Gostei da ideia.

Carlos ligou para Bryan e pediu para que viesse a casa da família Hiss com a filha Alinne.

Eles chegaram e a menina de pele branca e cabelos negr0s parecia assustada, Bryan não a tirava muito de casa, ela estudava em uma escola diferente das outras crianças da organização, ele tentava a todo custo mantê-la longe desse mundo.

- Carlos, que bom lhe ver, confesso que estranhei seu convite, nunca exigiu a presença de minha filha aqui. Espero que não seja para falar sobre o futuro dela. - Inicialmente Bryan e Carlos pensavam em um possível acordo em nome de Ted, mas a diferença de idade deles era grande, Carlos não achava adequado e Bryan também não gostava da ideia, assim a menina estava livre para encontrar alguém no futuro.

- Não seu velho rabugento! O meu assunto é no presente, minha Megan está chateada, logo Argos vai embora e ela não tem amigos, gostaria de pedir que transfira sua filha para o colégio da Meg, falarei com o diretor, elas tem a mesma idade o que possibilita estudarem juntas, quero que Alinne seja amiga de Meg.

Bryan riu do pedido, não era nada demais para ele, e a escola de Megan era muito conceituada em Londres, com ótimos programas extracurriculares, porém extremamente cara, ele não tinha tantos ganhos como Carlos na organização, e não possuía negócios por fora, ele tinha uma vida confortável, mas custear um colégio tão caro não estava em seus planos.

- Carlos, não vejo problema! Onde está sua menina agora?

- No estúdio, treinando com Argos pra variar.

Eles saíram pelos fundo e Alinne estava olhando as flores, sempre gostou da natureza, ela viu o pai e se aproximou.

- Pai, aqui tem tulípas, podemos comprar e plantar em casa também? - Disse Alinne.

- Claro querida. Alinne tenho um pedido a fazer... Carlos tem uma filha da sua idade, a menina tem dificuldade em fazer amigos, será que se aproximaria dela, a pedido meu?

Alinne riu, ela era bem popular na escola em que estudava, fazer amigos para ela era fácil, achou o pedido engraçado.

- Pai, se me trouxesse mais vezes aqui eu já seria amiga dela, mas não a conheço...

Carlos não conseguiu conter a risada, a menina tinha razão.

- Alinne a minha Meg está ali dentro, aquele é um estúdio de dança que eu construí para ela, é o espaço dela nessa casa.

Alinne foi saltitante para a entrada do estúdio, enquanto Carlos e Bryan se dirigiam para a janela.

No estúdio Megan treinava com Argos, ela era experiente já, treinava a mais de um ano. Ali também tinha um garoto da mesma idade dela, ele estava no início do treinamento, Argos sempre deixava os garotos iniciantes treinarem com ela, Megan acabava dando uma surra neles.

- Meg vai com calma... Dennis, não tenha medo de machuca-la, faça o movimento de defesa que aprendeu hoje.

Megan mesmo tentando controlar a força acabou acertando um soco bem no meio do rosto do garoto. Alinne estava parada na porta, ela olhou a cena e depois para o pai na janela do outro lado, tinha uma expressão assustada.

O menino correu do estúdio segurando o nariz.

- Argos, vamos conversar um pouco! - Disse Carlos.

Ele saiu e deixou as meninas sozinhas. Alinne entrou timidamente, Megan estava na barra de ballet se alongando.

- Oi, eu sou a Alinne, seu espaço é bem legal.

Megan apenas sorriu e voltou a se alongar.

- Qual o seu nome?

- Megan.

- Você luta bem... O que mais gosta de fazer?

Megan passou por Alinne e ligou o pequeno som, colocou as sapatilhas e começou a dançar os passos que sabia, fez alguns saltos e giros.

- Que legal! Eu faço ballet também na minha escola, mas não sei muito.

Megan riu e continuou dançando, Alinne tirou os sapatos e começou a segui-la nos passos parecia copiar com perfeição, em certo momento Megan fez uma sequência de giros na ponta do pé, Alinne parou e cruzou os braços.

- Eu não sei tanto, eu disse!

Megan riu e foi até ela, pegou sua mão oferecendo equilíbrio, Alinne girava e se apoiava em Megan.

Carlos, Argos e Bryan voltaram para a janela do estúdio, viram as meninas dançando e ficaram felizes com a cena.

- Bryan, tenho que lhe agradecer desde já. - Disse Carlos.

- A minha Alinne é assim, consegue extrair o melhor daqueles que ela conhece. Não se preocupe Carlos, ainda essa semana mudo ela de escola, principalmente porque você vai pagar.

Capítulo 2 Ballet

Na semana seguinte Megan já estava na sala quando Alinne chegou, ela sentava no canto do fundo sozinha e colocava os livros na cadeira ao lado, era uma forma de manter os outros alunos distantes.

- Oi Meg, posso sentar do seu lado?

Meg sorriu e começou a tirar os livros para Alinne sentar. Uma outra menina se aproximou.

- Oi novata, me chamo Marian senta com a gente ali na frente...

- Oi, eu sou a Alinne, só vou se a Meg vier também.

- Não somos amigas dela, vai ver que ela é estranha, estou te poupando perder tempo com ela. - Marian disse de braços cruzados.

Alinne não gostou do comentário, achou rude falar assim da nova amiga na frente dela, Megan terminou de tirar os livros da cadeira e voltou a escrever, no máximo levantou uma sobrancelha, não gostando do comentário.

- Então não vou ser sua amiga também, já sou amiga da Meg, se não a aceita, então não vai me aceitar...

Marian saiu e Alinne sentou do lado dela.

- Não precisa ser minha amiga só porque nossos pais se conhecem.

- Meg eu achei você legal, e ela foi rude, sou sua amiga porque gostei de você.

Na hora do lanche Megan estava em uma mesa pequena sozinha, ela observava os grupos comendo e rindo, Alinne sentou de frente para ela e começou a comer sem dizer nada.

- Não vai falar nada? - Megan estranhou.

- Eu percebi que você não gosta de conversar, se não se importa eu vou ficar ao seu lado, você não precisa falar se não quiser, mas podemos ser a companhia uma da outra.

Meg sorriu e balançou a cabeça que sim. Era primeira pessoa que não a forçava a um diálogo. Depois da aula Alinne estava saindo, mas Megan tinha ballet.

- Ah, eu não falei com o meu pai, não sei se ele vem me buscar.

Alinne esperou com Megan na sala de ballet, fazia os passos do grupo em um canto, tentava aprender a dança.

- Menina, gosta de ballet? - Perguntou a professora.

- Sim, eu fazia na minha antiga escola, mas não sei se meu pai me inscreveu para as aulas aqui.

- Tudo bem... Por hoje você faz a aula conosco, depois eu peço para ligarem para o seu pai.

Depois da aula, Danilo foi buscá-la, quando era Argos ou Carlos eles esperavam na sala de ballet com as outras mães, mas ele odiava as conversas, então ficava do lado de fora encostado no carro.

Elas estava se preparando para sair quando uma das mães a parou.

- Megan querida, seu pai não veio mais te buscar, pode dar algo a ele?

Megan apenas balançou o ombro e a mulher entregou um pequeno papel, apertou a bochecha dela e saiu.

- Pensei que quem te buscava era o Argos.

- Eu sou muito parecida com meu tio, a maioria das pessoas acham que ele é o meu pai e que Carlos e pai apenas do Lilo.

- Megan, e você não desmentiu?

- Alinne eu não fico de papo com ninguém sabe disso.

Elas saíram e Danilo deu um beijo na testa dela e de Alinne. Ele deixaria a amiga em casa e depois seguiria para a própria.

- Meg, o que é isso na sua mão? - Danilo evitava que os meninos se aproximassem, quebraria a cara de algum pivete se aquilo fosse um bilhete apaixonado para sua irmã. Ela entregou o bilhete para ele.

- Uma das mães do ballet pediu para entregar isso ao pai dela...

- Como é Alinne? Agora você fala pela Meg? - Danilo riu de como a relação das duas funcionavam bem, nem a deixou terminar.

Em casa o pai estava na cozinha com Marcela, queria aproveitar que a casa estava quase vazia e levá-la para o quarto.

- Vem my heart... A gente sobe, eu ligo a banheira e entro junto, como você gosta...

- Carlos, me dá um dia de sossego! Quero terminar o almoço, a noite a gente aproveita...

Danilo passou pela cozinha e pegou um copo de água, ia saindo e lembrou do bilhete.

- Ah pai, te mandaram isso. - Danilo disse estendendo o papel ao pai, mas Marcela pegou primeiro.

"Acho linda sua relação com a Meg... Me chamo Grace, sou a mãe viúva da Marian, adoraria que nossas filhas se conhecessem mais e a gente também, me liga!

555-8778"

- Que palhaçada é essa Carlos? Quem é essa vagabund@? - Marcela ficou imediatamente irritada.

- Não sei! Não faço a mínima ideia. Danilo, de onde veio isso?

- Uma das mães do ballet da Meg pediu a ela que entregasse o bilhete ao pai... - Danilo disse.

- E você resolveu entregar? Perdeu o juízo meu filho? Seu pai e eu somos casados, não tem que receber recadinhos de ninguém! Amanhã você vai buscá-la na escola Carlos e eu vou com você!

Marcela saiu da cozinha batendo o pé, foi atrás de Megan. Danilo ficou na cozinha com o pai.

- Danilo, que merd@, né? Me entregar algo assim e ainda na frente da Marcela! Sua mãe vai me matar...

- Desculpa pai, eu não pensei direito.

- Conte isso a Violeta, vai ver que sua esposa vai te xingar... Isso não se faz!

- Então não vou contar. - Danilo saiu rindo, e subiu para ver a esposa e o filho.

No dia seguinte era a despedida de Argos, Megan correu logo cedo para o estúdio, colocou uma música, mas não começou a dançar, se jogou no chão e começou a chorar, pensava que agora estaria sozinha, que o pai daria ainda mais atenção a Ted e Danilo estaria sempre com Daniel, que ela por ser menina não teria mais a atenção de ninguém, sabia que o sobrinho de Argos se mudaria para lá naquele mesmo dia, mas o viu poucas vezes, não era um amigo.

Marcela foi até o estúdio junto com Ted, o menino de agora 4 anos dava estrelinhas e cambalhotas enquanto Marcela tentava acalmar Megan.

- Minha filha, não é pra sempre... Poderá vê-lo depois, vamos! Tem que se despedir...

Carlos entrou e se ajoelhou no chão.

- Meg, se não levantar ele vai embora e nem se despedir vai conseguir, é isso que quer? - Disse Carlos.

- Nunca iria sem me despedir da minha princesinha.

Megan imediatamente se levantou e correu para Argos, se jogou nos braços dele. Nos últimos dois anos passou seu tempo treinando lutas com o soldado, era rápida e habilidosa, tinha um carinho e amizade imensos por ele.

- Princesinha, não é pra sempre, virei te visitar e você poderá me ver também é uma promessa!

- Tio, ninguém saberá onde mora! - Ela disse entre lágrimas.

- Uma única pessoa sabe e ela terá permissão para te levar lá, você irá em todas as férias para treinar comigo e me ajudar quando o bebê nascer, sabe que não sei cuidar de crianças, e a Pietra parece outra criança...

Eles saíram do espaço e Argos falou com Carlos.

- Chame a outra menina aqui, ou mande sua filha para lá, vai ser bom para ela.

Carlos aceitou a ideia, Marcos levaria Megan para passar o dia na casa da amiga Alinne, voltaria apenas no dia seguinte depois da escola.

- Meg, o Marcos vai te levar na casa da Alinne, vai dormir lá.

Assim que arrumou suas coisas Megan desceu, Marcos era um rapaz se 16 anos alto e forte, tinha a pele morena, e o cabelo preto, não se parecia com a família da mãe, ele tinha os traços de Ronald, era um pouco mais claro que o pai, provavelmente foi a mistura perfeita dos dois, os olhos eram castanhos claros, lembravam os olhos de Suzan, já seu porte físico era como do tio Argos, um resultado que arrasava os corações das adolescentes no colégio.

- Lembra de mim Megan? - Ele disse e pegou da mão dela a pequena bolsa.

Megan balançou a cabeça que sim e entrou com ele no carro, a viagem foi silenciosa, Marcos não tentou conversar com ela.

Chegaram rápido a casa de Bryan, Alinne estava na porta esperando a amiga.

- Oi Meg! Que bom que veio... Vou te mostrar meu quarto.

Marcos ficou com Bryan na entrada.

- É moleque, assumiu cedo o posto de seu tio, espero que esteja preparado.

- Tio Bryan estou sim, estou preparado para tudo...

Capítulo 3 O treinamento de Megan

Marcos no colégio passou a sentar perto das duas meninas, ele e Alinne falavam a todo tempo, as pessoas não achavam estranho, pois sabiam que Marcos era o novo segurança da família Hiss, ele não gostava muito de ficar ao lado delas, preferia as conversas com os rapazes da sua idade, mas era leal e responsável, não deixaria Megan sozinha.

Era uma quarta-feira, depois das aulas Megan tinha treino de ginástica artística, a menina era excelente em todos os aparelhos, principalmente no solo e nas barras assimétricas, quando tinha treino Alinne a acompanhava, ficava sentada lendo enquanto Megan treinava, Marcos fazia o mesmo, sentava com Alinne, afinal teria que levar as duas para casa de qualquer jeito.

Megan fazia movimentos na barra mais alta quando ouviu um som que ela conhecia bem, ela caiu no chão, Marcos e Alinne correram até ela.

- Meg, precisamos sair daqui!

Marcos nunca esteve presente nesses momentos era a primeira vez que via os olhos de Megan brilharem de medo, seus olhos estavam marejados, ela tentou se levantar, mas caiu novamente...

- Meg se machucou? - Perguntou Alinne, Megan apenas balançou a cabeça que sim.

- Vou levar você nas costas, preciso das mãos livres, Alinne fique perto de mim, não falem, não façam barulho... Na sala ainda tinham outras crianças que rapidamente foram acolhidas por algum pai ou segurança.

- Marcos, teremos mais chances se formos juntos. - Quem disse foi Jhonatan, ele estava com a irmã Marian, era colega de classe de Marcos.

- Vamos, me cubra atrás, estarei com a Meg nas costas.

Eles saíram e a escola parecia deserta, alguns seguranças estavam caídos no corredor, tinham outros dois encostados em na parede, se preparavam para um possível combate.

- Moleque você é o segurança do Hiss, certo? Sabe atirar?

- Sim, e Jhonatan também! - Jhonatan foi treinado pelo pai, quando este morreu teve algumas aulas com Argos.

O segurança entregou armas para os garotos e indicou um corredor que ele já havia passado e matado dois invasores.

- Siga por aqui, saia pela porta dos fundos da cozinha da cantina, já verifiquei lá, estão atrás da filha de um chefe.

Marcos e Jhonatan seguiram com as meninas, não encontraram ninguém a frente, assim que abriu a porta da cozinha um homem encapuzado se virou para eles, Marcos atirou sem hesitar.

- Vamos Jhonatan, preciso chegar ao estacionamento!

Assim que estavam na parte de fora da escola, se via homens andando pelo estacionamento, chegar ao carro seria impossível.

- Marcos vamos pela saída de pedestre ali na lateral, depois pegamos algum veículo.

Eles correram e um dos homens os viu.

- Corre Marcos, leve a Marian com você!

Jhonatan ficou atrás de um carro fazendo a cobertura enquanto Marcos saía pelo pequeno portão com Meg nas costas, Alinne e Marian ao lado.

Assim que chegou a rua o telefone de Alinne tocou.

- Pai! Estamos do lado de fora, saímos pela lateral esquerda do colégio.

Rapidamente um carro parou, nele estavam Carlos, Danilo e Bryan.

- Vamos, entrem! - Disse Danilo ao volante.

- Não! Meu irmão, meu irmão não veio ainda! - Marian estava desesperada.

Marcos colocou Megan no colo de Carlos e Alinne rapidamente entrou no carro.

- Marian, vá com eles, vou voltar e ajudar seu irmão!

- Não vai sozinho! - Danilo saiu do carro e Bryan assumiu o lugar de motorista, Marian entrou no carro chorando. - Vamos Marcos!

Eles chegaram na casa da família Hiss, e Carlos deixou Megan no sofá.

- Vou buscar seu irmão... Precisa falar o que aconteceu.

Carlos saiu de casa logo em seguida, Marcela abraçou a menina e tentou falar com ela.

- Minha filha, está machucada? - Megan balançou a cabeça que sim e colocou a mão no tornozelo.

- Como foi isso? - Marcela perguntou e Megan olhou para Alinne, a amiga era a sua voz nesse momento.

- Senhora Marcela, a Meg estava nas barras assimétricas, ela caiu da barra alta quando ouvimos o primeiro tiro.

Marcela pegou gelo e água, todos estavam aflitos. Alguns minutos depois Danilo, Marcos e Carlos passaram pela porta. Danilo tinha um ferimento no braço, o tiro pegou de raspão, mas precisaria de pontos.

- Meu amor! seu braço... - Violeta disse preocupada. - Suba, sua mãe já chamou um médico.

- Marcos, cadê meu irmão? - Perguntou Marian.

- Marian, o Jhonatan foi muito corajoso, se ele não tivesse ficado, não teríamos escapado, infelizmente quando voltei já era tarde demais.

A menina chorou desesperada, Carlos ligou para a mãe da menina, o irmão era o homem da família, agora ficariam sob os cuidados de um tio.

- Marcela e a Meg? - Carlos perguntou.

- Já sabe, ela não está falando, Alinne responde tudo quando pergunto algo a Meg.

Carlos se aproximou da filha e ficou segurando o gelo no tornozelo.

- Meg, sabe alguma coisa desse ataque?

- Senhor Carlos, um dos seguranças falou que estavam atrás da filha de um chefe. - Disse Alinne.

- Mas que filha de chefe estuda lá? - Bryan perguntou.

- Não sei, conheço quase todas as meninas, mas não sei de nenhuma que seja filha de chefe. A não ser que... - Alinne parou e olhou para Megan, muitos colegas pensavam que ela era filha de Argos, agora que ele era chefe do Reino Unido ela poderia estar em perigo.

- Diga Alinne, suspeita de algo?

- Não pai, acho que eles devem ter se enganado ou é alguém que eu não conheço.

- Não estavam atrás da Megan? - Disse Marian ainda soluçando.

- Não menina, apesar de não se parecer comigo Megan é minha filha. - Carlos disse calmamente.

- Não é o que a maioria dos alunos pensam... Minha mãe mesmo tinha certeza que a pessoa que a levava as aulas de ballet era o pai, eles são tão parecidos...

- Senhor Carlos, não é melhor a Megan deitar um pouco? O Marcos pode levá-la...

Carlos concordou, ele mesmo pegou a filha nos braços e subiu com ela. Na sala ficaram Marcela e Marian, Marcos levaria mãe e filha de volta para casa.

Logo depois Alinne e Bryan também se despediram.

- Marcela como está a Meg? - Violeta perguntou.

- Assustada, sabe que ela para de falar quando está assim, Carlos está com ela, ele a deixa mais calma.

- Vou falar com o meu pai, ele já pretendia ir na casa do chefe Leonel, será bom para Megan, ela gosta bastante do Argos.

Carlos ligou para Morgan e acertou tudo com ele, além de entrar em contato pessoalmente com a direção do colégio, eles tiveram que engolir os gritos do Escocês por colocar os filhos de seus sócios em risco, em especial Megan, que era cunhada de sua filha.

Naquela semana não teria mais aulas, na sexta-feira Morgan estava cedo no escritório de Carlos, eles chamaram Megan.

- Minha filha, Morgan está de saída, ele vai te deixar na casa da Alinne, tudo bem? - Perguntou Carlos.

Ela balançou a cabeça e subiu, trocou de roupa e se encontrou com Morgan na sala.

Ela deu um beijo na mãe e no pai e saiu ao lado de Morgan.

- Menina, quer que eu ligue o som? - Morgan olhava Megan pelo retrovisor e ela prestava atenção na estrada.

Em certo momento ela abaixou o vidro do carro por completo, Morgan olhou desconfiado, mas não disse nada. Depois ela soltou o cinto de segurança, assim que o carro parou no farol ela saltou a janela e começou a correr. Morgan desceu do carro e correu atrás dela. Megan começou a sentir o tornozelo o que deu tempo a Morgan para se aproximar. Ele segurou seu braço, Megan virou e tentou acerta-lo com a outra perna, mas Morgan segurou a perna dela.

- Qual o seu problema menina, por que está fugindo?

- Não vai me levar! - Megan ainda lutava e chorava ao mesmo tempo.

- Megan, você me conhece, por que fugiu?

- Não é o caminho para casa da Alinne!

Nesse momento Morgan percebeu que não poderia esconder nada dela, a menina fugiria se assim fizesse.

- Não vamos para casa do Bryan, vamos ver Argos!

Megan parou, e ficou olhando para Morgan, era uma pergunta silenciosa.

- Estou falando a verdade, chegaremos em poucos minutos, Argos não sabe que estou te levando, mas seu pai sim! Sou o pai da Violeta, avô do Daniel, você é como se fosse da minha família, acha que eu lhe faria algum m@l?

Megan negou com a cabeça e voltou para o carro com Morgan, ele estava espantado com a habilidade da menina, se ela fosse mais forte e não estivesse com o tornozelo dolorido teria escapado facilmente.

- Megan, se os seguranças que Argos ou Marcos treinam pra mim forem quem nem você, não terei mais problemas o resto da vida. - Morgan disse e olhou pelo retrovisor, a menina deu um pequeno sorriso, sabia que aquilo era um elogio.

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