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A vidente do chefe

A vidente do chefe

Autor:: Mirra Maya
Gênero: Romance
Marisa vive uma singela vida como cartomante, sendo uma humilde vendedora de artigos místicos em sua loja. A vida dela começa a tomar um rumo totalmente diferente quando um misterioso homem pede sua ajuda e faz uma proposta incomum.

Capítulo 1 O noivo misterioso

Era um dia lindo de primavera, quente, com cheirinho de dia bom. Eu sai da minha casa para a minha loja cantarolando uma música qualquer de romance mal resolvido. Eu não era muito romântica, mas estava com essa música fazia tempo na cabeça.

Eu gostava de vestido com estampa florida, estilo ombro caído. Fazia sucesso, principalmente por ser parecida com uma cigana. Eu me aproveitava do meu estilo para chamar mais atenção, isso era bom para os negócios . Hoje eu decidi usar um mais justo e curto, o calor me despertava para a liberdade de mostrar meus joelhos sem medo de ser julgada.

Mal sabia eu o que me esperava aquele dia. Eu, como uma boa vidente e cartomante bem requisitada, deveria ter previsto que algum dia uma pessoa importante iria precisar dos meus serviços.

- Bom dia Mariah.

- Bom dia Marisa. - Disse a minha funcionária, uma atendente discreta e gentil. - Dia lindo, não é?

- Lindo e especial, parece que estamos no verão.

Logo quando cheguei coloquei meu sapato alto. Eu amava ser elegante, isso passava autoridade e segurança para todos.

Minha loja vendia artigos místicos, tudo de forma positiva e amorosa, essa era minha filosofia, mas o sucesso era a cartomancia. Eu era cartomante desde a adolescência. Consegui prever o sucesso de alguns alunos em provas e até namoricos, com isso, fui crescendo e abri meu próprio negócio.

- Senhora, chegou a remessa de quadros que encomendou.

- Ótimo, vamos expor as de frase de casais, para o dia dos namorados, que está próximo.- Disse me debruçando no balcão. - Vamos bombar com totens de proteção de casal esse ano, ou eu não me chamo Marisa!

- Vamos sim. - Ela riu com simpatia, pegando a caixa de trás do balcão e colocando em cima para eu procurar as melhores imagens.

Enquanto eu pegava a escada no fundo da loja e a posicionava na frente da minha pequena vitrine, pude ver através do vidro um carro preto muito elegante de uma marca que eu desconhecia se aproximar, senti um arrepio. Era um bom sinal? Não sei, mas fiquei ansiosa.

Um homem alto, bronzeado de óculos escuros e terno cinza escuro veio pisando firme mais andava suavemente. Eu, ainda escorada na escada, comecei a me sentir sem jeito com a possível presença daquele homem bem vestido na minha loja, fiquei estática.

- Senhora, Marisa? Tudo b-...? - Mariah iria terminar a frase, mas parou quando o homem entrou.

- Bom dia. - Disse o misterioso homem com uma voz grave numa postura imponente. - Gostaria de falar com Marisa Miranda.

- Oi. - Não consegui nem dizer "bom dia". - Sou eu mesma.

- Preciso dos seus serviços de... vidência. - Concluiu ele com a voz mais baixa.

- Claro. - Disse coçando a minha mão abaixando levemente minha cabeça. - Me acompanhe.

No final da loja havia uma sala muito bem arrumada para as minhas sessões. Eu atendia com hora marcada, mas não consegui dizer isso para ele , por sorte aquela manhã não havia cliente.

Eu abri a porta ainda sentindo um arrepio. Entrei primeiro e depois ele me acompanhou e eu indiquei a cadeira para ele se sentar.

Era tudo com estilos esotéricos com elementos e símbolos positivos. Gostava de cores vermelhas nas cortinas e nas toalhas das mesas, principalmente a redonda no centro da sala, a tapeçaria e os quadros remetiam a Índia e a África também. Algumas imagens de borboletas e pomba branca também compunham o mosaico de elementos que eu acreditava trazer paz.

- Bom, eu sou Marisa. Bem vindo. - Disse eu me sentando e ele me acompanhou se sentando na minha frente.

- Eu prefiro não dizer o meu nome. - Disse se apoiando com as mãos entrelaçadas sobre a mesa. Notei que ele era noivo. - Se eu tiver que dizer , terei que apresentar o contrato de confidencialidade que estou carregando.

Eu fiquei impressionada. Por um momento eu fiquei sem ar, sem voz. Fiquei encarando aquele óculos com dificuldade de pensar, porque a vidência exigia um preço: o nome do consulente e confiança.

- Perdão. - Disse suspirando. - Eu preciso saber o seu nome. Eu compreendo...

- Certo. - Interrompeu ele tirando um papel do bolso.

A folha era elegante, tinha até marca d'água e um código no canto.

- Leia as cláusulas. - Prosseguiu ele sério.

Sutilmente eu comecei a sentir o cheiro dele, o seu perfume com certeza era caro, era quase hipnótico, muito envolvente.

Eu me recompus e peguei o papel. "Pedro Henrique de Almeida", dizia ser seu nome. Tinha algo de errado, eu sentia. Mas o contrato era convincente, mesmo eu começando a sentir medo.

- Você já se consultou alguma vez com algum tipo...?

- Não, mas a pessoa que me indicou você é de confiança.

- Certo. - Eu estava pensando, afoita, ganhando tempo, buscando respostas para aquela situação. Foi quando eu tive um impulso. - Esse não é o seu nome verdadeiro.

- Como é que é? - Perguntou ele com uma voz lenta se debruçando ainda mais na mesa. Era intimidador.

Eu não conseguia olhar para o seu rosto, eu não conseguia ver seus olhos por entre as lentes dos óculos e isso estava me deixando nervosa. Eu precisava ver seus olhos e saber quem ele era...

Capítulo 2 A confiança

- Desculpa, moço. - Disse eu umedecendo meus lábios. Eu mal podia saber para onde ele estava olhando e me sentia desconfortável com isso. - Mas não posso atendê-lo sem saber exatamente com quem estou falando. - Dessa vez eu me debrucei na mesa sem medo de expor meus ombros e olhar preocupado. - Eu preciso ver seus olhos também. - E mostrei as palmas das minhas mãos para ele. - A janela da sua alma precisa estar inteiramente aberta a mim.

Ele abriu levemente a boca, acho que ele iria falar algo ou até demonstrar aborrecimento, mas não, ele sorriu discretamente.

Aos poucos seu sorriso se transformou num riso grave e gostoso, levemente sarcástico balançando a cabeça em negativa olhando para baixo mas pude ver suas sobrancelhas arqueadas.

- Bem que me disseram que você era boa. - Disse ele dando uma pequena mordida nos lábios.

Aos poucos suas mãos foram chegando próxima do rosto, ele tirou os óculos com tranquilidade.

Um homem de aproximadamente 30 anos se revelou na minha frente, parecia que agora eu o via por completo. Barba serrada , olhos castanhos esverdeados claros com um contorno escuro, pupilas dilatadas, sorriso discreto, uma expressão de superioridade, mas ainda assim, eu sentia humildade vinda dele.

Aos poucos ele soltou os ombros, escorou na cadeira pegando o falso contrato e rasgou com elegância deixando alinhadamente os pedaços ao lado, sobre a mesa.

- Obrigada.

- Eu sou Pablo. Pablo Romero. Preciso da sua ajuda, Marisa.

E novamente eu senti um arrepio.

- Agradeço a confiança. - Insisti, já que senti que estava diante de um homem muito importante.

- Agora eu só preciso saber se você já sabe porque estou aqui, aí eu vou ter certeza que você não é apenas boa, é perfeita. - Disse ele sorrindo, revelando dentes perfeitos.

Eu fiquei ainda mais sem graça, não sabia o que responder, eu apenas peguei meu deck e os embaralhei em sua frente.

- Então, Pablo. - Precisava focar minha atenção e energia na minha intuição e não em sua aparência elegante e atraente. - Eu vou abrir as castas. Três é o suficiente para eu entender o motivo da sua presença.

- Uau. - Disse ele descontraído.

Eu prossegui e tirei três cartas. Cavalo, chave e sol.

- Uau digo eu. - Murmurei com sorriso tímido. - Sei que está noivo. - Disse apontando para a mão dele. - Mas é por causa da aliança.

- Ah, sim, claro.

- Mas compreendo sua preocupação para uma grande realização que está em sua mente e que em breve pode acontecer. Você acredita que será a chave, um momento novo que se abrirá em sua vida...

- Eu quero saber se minha noiva me trai.

- Oi? - Ele atirou na lata, sem rodeios.

- Eu quero saber se posso confiar nela.

- Ah, certo. - Eu embaralhei novamente o deck enquanto olhava seus olhos preocupados para minha mão. Seu sorriso começou a vacilar.

- Pablo. - Murmurei fazendo ele ficar um pouco surpreso voltando seus olhos para os meus. imagino que em seu ambiente de trabalho seus funcionários preferem o chamar de Senhor Romero. - Você a ama?

Ele jogou a cabeça de lado sutilmente. Não sei se ele respondeu ou se ele sabia responder

- Isso não é relevante agora.

- Desculpa, entendo. - Não, eu não entendia até aquele momento, mas podeira supor.

- Você lembra do Lucas? Lucas Rodrigues?

- Sim. - Eu realmente me lembrava.

- Ele é meu primo.

- Que bacana, ele é maravilhoso.

- Sim, ele é e graças a você o pai dele está vivo. - Eu parei de embaralhar e coloquei o monte de cartas na frente dele o observando. - Você o alertou, disse que sua família precisava fazer exames completo com urgência. Descobriram o câncer antes de se alastrar.

- Você não tem ideia de como fico feliz . - E muito emocionada.

- Se vê que é uma mulher extraordinária.

Eu não sabia onde enfiar minha cara com tantos elogios.

- E como o Lucas está?

- Não está muito bem. - Como eu previa. - Mas você já deve saber disso.

Sim, eu sabia.

- Marisa...

- Pablo... - O interrompi. - desculpa, não deveríamos estar falando dele.

- Mas é sobre isso também! - Ele voltou a se debruçar sobre a mesa com uma expressão de preocupação. - Marisa, a esposa dele está consumindo tudo, só pensa na aparência, estética e não dá atenção a ele, ela nem quer ter filhos e eu não quero isso pra minha vida, preciso saber com quem estou lidando.

Eu senti pena do Lucas. Eu o atendi a seis meses atrás e nunca esqueci. Ele era um elegante gerente de uma multinacional, cheio de carinho e amor por todos, até comprou um colar de pimentinha para a esposa que eu duvido que ela usou. Era um adorno muito humilde que ele carinhosamente escolhei com afeição.

Me senti mal por ele, ele também ajudava ONGs que acolhiam animais abandonados. Uma pena ter tido azar com a esposa. Eu sabia que ele iria enfrentar dificuldades, eu disse a ele que poderia ter problemas mas ele não acreditou, estava cego de paixão. Mas pelo pai, ele ouviu e saber que deu tudo certo me deixava muito feliz. O destino sempre me trazia as respostas.

- Pablo. - Prossegui pausadamente. - Essa é uma decisão muito séria. - Dezenas e as vezes até centenas vem até mim com essa dúvida, e eu sou muito receosa porque já recebi ameaças de morte dos ex-noivos e noivas revoltados quando soube...

- A sua vida jamais estará em risco. - Disse ele pegando em minhas mãos. - Eu dou minha palavra. Ela não sabe que estou aqui, ela está viajando e só meu primo sabe, eu só posso confiar nele.

Eu senti pena dele também.

Nos meus anos de profissão eu sabia que ser rico, bem sucedido, trazia complicações de confiança e casamento era algo sagrado. Um erro, uma má escolha poderia destruir toda uma vida.

- Ok. - Disse soltando suas mãos. - Eu vou fazer uma previsão ampla, mas você precisa estar ciente que o futuro e o universo tem suas próprias ferramentas com o destino. Não tem como fugir dele caso esse seja o destino.

- Eu pago o quanto for preciso...

- Nunca foi por dinheiro.

Ele me encarou com uma emoção quase de orgulho, era o que eu sentia..

- Você existe mesmo?

Capítulo 3 A revelação

- Sim, e essa é minha missão...

- Ser perfeita? - Brincou ele com um sorriso bonito.

Meu Deus, ele não estava ajudando eu a ficar concentrada. Seus elogios constantes estava me deixando vermelha, com certeza, eu sentia meu rosto queimar e minha respiração ficar inquieta.

- Eu sou uma simples cartomante que sonha em ver o mundo melhor...- não sei bem o que deveria dizer. - como qualquer pessoa.

- Não, Marisa. - Disse ele sério. - Infelizmente muita gente só pensa em si mesmo. Você com certeza ouve pessoas pedindo o número da Mega-Sena...

Nessa hora eu sorri e dessa vez eu ri e ele ficou me encarando, não prosseguiu, e um silêncio estranho ficou após eu terminar de rir.

- Então, vamos focar em você. - Disse suspirando, tomando ar e notando que eu estava com sede. - Você quer água?

- Sim. - Ele respondeu pensativo.

Eu me levantei e fui até a minha mesa onde havia um filho e copos descartáveis. Apenas o som do meu salto e dele arrastando a cadeira me prendeu. Eu estava envergonhada de estar com aquele vestido, era um pouco curto e jovem demais para uma mulher de 27 anos com poucas vivências.

- Não precisa pegar para mim. - Disse ele se aproximando. - Eu posso? - Perguntou ele apontando para os copos e eu confirmei com a cabeça me afastando, segurando o meu copo e decidindo o beber.

Estava estranhamente silêncio e o som da minha respiração também me deixava envergonhada, parecia que tudo estava chamando a atenção. A energia daquele homem era confusa mas uma coisa eu tinha certeza, ele era grande, ele era forte e tinha um destino incrível que estava buscando por ele, em algum lugar da sua história.

Ele bebeu água comigo o observando sem esboçar vergonha, ele era seguro de si.

Eu deixei o copo sobre a mesa e voltei a me sentar, ele me acompanhou.

- Embaralhe você e tire sete cartas, colocando-as uma ao lado da outra da direita, - e apontei para o canto da mesa - para a esquerda. - E arrastei meu dedo em meia Lua, fazendo ele acompanhar com olhar.

- Certo. - Murmurou ele.

Eu o acompanhei enquanto fazia os comandos.

As cartas não eram boas, revelava uma série de armadilhas e dores, mas tive medo de revelar. O medo dele não era por acaso, no fundo ele tinha uma boa intuição.

- Então..? - Perguntou ele ansioso e preocupado.

- Você já pensou em colocar um investigador para saber o passado dela?

- O que!? Eu... - Ele gaguejou e olhou para cima pensativo. - Eu pensei sim, mas como..?

- Não, Pablo, não está nas cartas. Isso é uma pergunta racional. Você não precisa só buscar ajuda no misticismo, na fé, mas precisa de dados concretos sobre quem você está desconfiado.

- Nossa...- Disse ele suspirando e passando as mãos nos cabelos com as duas mãos revelando os grandes braços. Me perguntei se ele não estava com calor, porque eu estava sentindo mesmo de vestido.

Eu não tinha ar condicionado e não pensava em ter ventilador... eu realmente não era tão elegante assim, eu precisava pensar mais na comodidade de clientes como ele.

- Você tem razão. - Prosseguiu ele largando os belos cabelos lisos escuros, bem volumosos e levemente ondulados e brilhosos. - Eu sei pouco dela.

Acho que todo rico tinha uma boa genética. Mesmo eu de salto, e me achando a bem vestida, a minha barriguinha de massa de pão e cabelos ondulados com creme finalizador revelava as minhas origens.

- Foca nisso, antes de qualquer conclusão. Mas preciso te alertar sobre o que estou vendo, é por isso que você está aqui. - Disse batendo as pontas dos dedos sobre a mesa. Era meu estilo. Ele concordou em silêncio. - Ela pode ser perigosa. - Ele suspirou com tristeza. - Ela não é uma pessoa cruel, veja bem, mas pode ter ferramentas e índoles para tal.

- Como assim?

- Já ouviu o ditado " a situação faz o ladrão"?

- Sim.

- Então seja cauteloso se quer manter essa relação. Se imponha e se preserve porque...

- Ontem a noite ela disse que se eu não dissesse a senha do meu celular para ela, era porque eu não a amava. - Disse ele com pesar na voz.

Ela era manipuladora.

- É uma situação de intimidação...

- Eu dei.

Ai meu Deus.

- Ok, e ...

- Não sei lidar com isso.

Eu tomei fôlego, precisava ser dura.

- Pablo. - Olhei bem em seus olhos. - O seu futuro está em jogo e não o meu. Ou você se impõe diante das situações que desconfia ou sua vida e futuro estará em risco.

- Está nas cartas?

- Está. - E estampado na cara de bobo que ele estava fazendo.

Ele suspirou e colocou as mãos no rosto. Achei que ele iria chorar mas ao tirar as mãos ele sorriu com gentileza, um pouco acanhado.

- Eu só queria me casar com alguém legal... - E bufou olhando para o chão. Ele parecia descrente e decepcionado consigo mesmo.

- Ela trabalha?

- Não. - Disse ele com uma voz baixa.

E novamente um silêncio ficou. Acho que eu não deveria perguntar mais nada..

- Ok...

- Você tem estudos?

Eu olhei no fundo da sala, para o relógio discreto que eu deixava. A sessão já estava com uma hora, e nós nem tínhamos falado sobre dinheiro. Naquela altura eu acho que não deveria me preocupar com isso, tudo com aquele cliente estava diferente, tinha um clima diferente.

- Sou formada em jornalismo.

Ele deu um sorriso sarcástico novamente. E eu novamente não compreendia tal comportamento.

- Até você tem estudos, é esforçada...

- O que quer dizer com "até eu"?

Não gostei do tom arrogante. Senti algo negativo naquela observação.

- Bom, é que...

- Seja autêntico. - O meu tom de autoridade vez seu olhar mudar. Pablo demonstrou submissão, era esse seu defeito.

- Me perdoe. De verdade. Eu ... - Ele umedeceu os lábios com real arrependimento. - Eu quis dizer que... você não é alguém desinteressada, você se importa com estudos. Minha noiva teve de tudo e nunca se interessou em estudar...

- É mesmo? - Não sei porque eu fiquei alterada. Eu nunca levava desaforo para casa na adolescência mas no trabalho eu tinha que me manter firme, já havia aguentado muita confusão mas graças a minha personalidade destemida eu estava focada em minha missão.

- Marisa, desculpa. Não quis soar arrogante, eu confio em você...

Ok, eu tinha que me recompor.

- Certo, lamento também por ter ficado exausta, eu não costumo ser assim.- Sim, eu fico sempre assim. - Então, sobre esse tema, da sua vida amorosa, são esses conselhos que te deixo. A partir daqui é sua conta em risco. Precisa ficar atento às pistas que o destino está te dando para não cair em armadilhas, - eu apontei para a carta do rato - você é forte Pablo - e apontei para a carta do cavalheiro - você é grande - e apontei para a carta da cruz - você é importante - e apontei para a carta do sol - não deixe uma pessoa destruir tudo que você tem, seu futuro é incrível - e finalizei apontando para a carta dos lírios.

- Eu vou contratar um investigador.

- Faz bem. Há mais algum ramo da sua vida que quer saber?

- Você aceitaria ser minha vidente pessoal?

- O que?

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