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A vizinha esquecida

A vizinha esquecida

Autor:: Jennifer
Gênero: Romance
Aos dezessete anos, Beatrixa Watson e seu vizinho Maverick Fuller provaram o amor proibido, escondendo seu romance de todos. Naquele dia, ela segurava nervosamente suas tarefas de casa, buscando a ajuda dele. Seu afeto nascente brilhava intensamente. Ele percebeu seus sentimentos e gentilmente a persuadiu a levantar a saia. "Fique tranquila. Não vai machucar", disse ele. Sua inquietação e resistência derreteram sob o sorriso encantador e terno dele. Depois daquele dia, sempre que ela o visitava ao lado, sua voz carregava um calor provocante. "Trabalhei tanto ajudando você com seus problemas, Bae. Que tal um agrado para mim?" Suas bochechas ruborizaram enquanto ela concordava. Quando a paixão tomava conta, ele sempre beijava sua testa. "Bae, você é tão boa. Eu realmente gosto de você." Ele prometeu tornar público o relacionamento deles assim que ela fosse aceita na universidade dele. Mas quando ela chegou à casa dele, segurando ansiosamente sua carta de aceitação, a voz despreocupada e zombeteira dele a paralisou. "A única de quem eu me importo é Bailee. Beatrixa é apenas a menina do lado. Se Bailee não tivesse estado no exterior como estudante de intercâmbio no último ano, e se Beatrixa não se parecesse um pouco com ela, eu nunca teria estado com alguém tão acima do peso como ela. Agora que Bailee voltou, é hora de deixar isso para trás."

Capítulo 1

Aos dezessete anos, Beatrixa Watson e seu vizinho Maverick Fuller experimentaram o amor proibido, escondendo seu romance de todos.

Naquele dia, ela segurava nervosamente sua tarefa de casa, buscando a ajuda dele.

Sua afeição nascente brilhava intensamente. Ele notou seus sentimentos e suavemente a incentivou a levantar a saia.

"Não tenha medo. Não vai doer," ele disse.

Sua inquietação e resistência derreteram sob o sorriso encantador e terno dele.

Depois daquele dia, sempre que Beatrixa o visitava na casa ao lado, a voz dele tinha um calor provocador. "Trabalhei tanto te ajudando com seus problemas, Bae. Que tal uma pequena recompensa para mim?"

Suas bochechas coraram quando ela concordou. Quando a paixão tomava conta, ele sempre beijava sua testa. "Bae, você é tão boa. Eu gosto muito de você."

Ele prometeu tornar pública a relação deles assim que ela entrasse para a universidade dele.

Mas quando ela chegou à casa dele, segurando a carta de aceitação com entusiasmo, a voz descuidada e zombeteira dele a paralisou. "A única que me importa é Bailee. Beatrixa é só a garota vizinha. Se Bailee não tivesse passado o último ano fora como estudante de intercâmbio, e se Beatrixa não se parecesse um pouco com ela, eu nunca teria estado com alguém de corpo cheio como ela. Agora que Bailee está de volta, é hora de me livrar desse problema."

...

Beatrixa ficou congelada do lado de fora da porta, sentiu um frio na espinha.

"Quando você vai terminar com ela? Por que não a chama aqui antes de fazer isso e nos deixa provar um pouco?" um dos amigos dele disse.

"Nunca experimentamos uma garota de corpo cheio. Dizem que elas são boas, agradáveis e macias."

Na sala de estar, os amigos de Maverick riam com sorrisos sugestivos.

O coração de Beatrixa se afundou, seu estômago revirando com pavor.

Ela sabia que deveria ir embora, bloquear o número de Maverick e nunca olhar para trás, mas seus pés pareciam enraizados no chão.

Uma esperança tímida surgiu em seu coração, esperando que mesmo se Maverick não a amasse, ele não descesse tão baixo a ponto de oferecê-la aos amigos.

A testa de Maverick franzia, sua expressão se obscurecia. "De jeito nenhum. Ela é muito apaixonada por mim. Ela nunca concordaria."

Um deles deu uma sugestão. "Deixe-a sem perceber o que está acontecendo."

O rosto de Maverick permaneceu frio, e ele não disse nada.

Seus amigos trocaram olhares, seus olhos se estreitando. "Maverick, não me diga que você realmente gosta dessa garota de corpo cheio."

Beatrixa prendeu a respiração, uma fagulha de esperança surgindo em seu coração.

Mas então, como um balde de água fria, as próximas palavras dele a esmagaram.

"Não há como eu gostar dela," Maverick disse, sua voz carregada de desdém. "Ela tira notas ruins, é gorda, insegura e tímida. O que há para gostar? Se vocês querem se divertir, vão em frente. Eu vou chamá-la."

As palavras dele perfuraram o coração de Beatrixa como pedaços de gelo.

Sua visão se turvou, e ela quase desabou.

O garoto que ela amava secretamente há dez anos a via dessa forma.

Até ontem, quando a beijou, ele a chamou de doce, dizendo que amava como ela era sensata e gentil.

Agora, sua voz era fria e desgostosa, chamando-a de gorda, insegura e indigna de seu afeto.

O telefone de Beatrixa estava no silencioso. Quando Maverick ligou, ela olhou para a tela, mas não atendeu.

Ninguém dentro da casa notou que ela estava ali, do lado de fora da porta.

A chamada não foi atendida e se desligou. Então, uma mensagem de Maverick apareceu. "Bae, você recebeu sua carta de aceitação? Venha para a minha casa. Tenho uma novidade para você."

Suas mãos e pés estavam gelados, lágrimas escorriam por suas bochechas e caíam no chão.

Após um longo momento, ela enxugou os olhos, se virou e foi para casa. Com os olhos vermelhos de tanto chorar, falou com seus pais. "Mãe, pai, eu não quero ficar aqui para a universidade. Vou com vocês para estudar em Elda."

Capítulo 2

Os pais de Beatrixa ficaram atônitos com suas palavras.

Sabiam que sua filha sempre adorara Maverick, o vizinho, três anos mais velho.

Ela havia se esforçado tanto para entrar na mesma universidade que ele. Por que de repente ela mudaria de ideia e gostaria de se mudar para Elda com eles?

Sua mãe observou os olhos vermelhos de Beatrixa e perguntou gentilmente: "Bae, o que aconteceu? O Maverick te machucou?"

Beatrixa lembrou-se das palavras que ouvira, seu coração doendo de amargura. Ela balançou a cabeça. "Mãe, ele não gosta de mim. Está apaixonado por outra pessoa."

Seus pais trocaram um olhar e suspiraram, sem dizer mais nada.

"Vá arrumar suas coisas e se despedir dos seus amigos daqui. Temos um mês", disse seu pai, dando-lhe um tapinha no ombro com um sorriso gentil.

Beatrixa assentiu. Então, alguém bateu à porta.

Sua mãe abriu e encontrou Maverick ali, tão educado como sempre. "Preciso falar com a Bae por um momento. Ela pode sair?"

Beatrixa não esperava que ele aparecesse só porque ela ignorou sua ligação e mensagem.

Sua mãe olhou para ela e, após um momento de hesitação, Beatrixa saiu.

Maverick notou seus olhos inchados, olhou para ela brevemente e suspirou, sua expressão uma mistura de compreensão e resignação.

Naqueles poucos segundos, ele percebeu que ela ouvira suas palavras, seu rosto mostrando uma mistura de impotência e irritação.

"Bem, que pena. Você ouviu tudo", ele disse.

As mãos e pés de Beatrixa ficaram frios, seus olhos cheios de lágrimas. Ela olhou para ele, atordoada. "Se você ama outra pessoa, por que me iludiu?"

Maverick bagunçou seu cabelo, seu tom suave. "Você não ouviu? Você se parece muito com ela. Eu planejava esconder isso de você. Neste último ano, você foi tão boa, tão obediente. Eu realmente gostei disso em você."

As lágrimas finalmente escorreram pelas bochechas de Beatrixa.

"Não se preocupe, eu não vou te deixar", ele disse, enxugando suas lágrimas gentilmente com os dedos. "Vamos ficar juntos, como antes.

Mas, aos olhos dos outros, você será apenas minha vizinha."

Seus olhos permaneceram gentis.

Através deles, Beatrixa viu seu próprio reflexo patético e humilhado.

Atordoada, ela falou devagar, cada palavra deliberada. "Maverick, você está me pedindo para ser sua outra?"

Ele não negou.

O corpo de Beatrixa ficou frio, seus olhos arregalados de incredulidade.

Pela primeira vez, a garota que sempre fora obediente na frente dele o desafiou.

Seus olhos ainda estavam vermelhos, sua voz tremia, mas ela falou firme, lentamente, com determinação. "Eu não vou fazer isso. Maverick, estamos acabados. De agora em diante, você é apenas meu vizinho."

Maverick não esperava que Beatrixa se levantasse contra ele.

A raiva surgiu em seu peito, e ele soltou uma risada fria. Ele a soltou, deu um passo para trás e a olhou de cima a baixo, seu tom afiado. "Não se arrependa disso. Afinal, uma garota como você? Quem mais além de mim te queria? Se você voltar rastejando, não será tão fácil."

Sem mais um olhar, Maverick se afastou.

Beatrixa abaixou a cabeça e beliscou seu braço com força.

Durante seus três anos de ensino médio, a ansiedade a levou a comer compulsivamente, fazendo-a ganhar muitos quilos.

Ela estava acima do peso, mas isso não dava a Maverick o direito de atacá-la.

Beatrixa se virou e voltou para dentro de seu quarto, onde começou a separar as coisas que Maverick lhe deu.

Havia notas de estudo escritas à mão e pontos-chave que ele preparou meticulosamente para ajudá-la a alcançá-lo.

Nos cem dias antes de seu exame de admissão, ele lhe deu cem pássaros de papel, um para abrir a cada dia.

Cada pássaro carregava palavras de encorajamento escritas por ele.

Olhando para essas coisas, os olhos de Beatrixa ficaram vermelhos novamente enquanto as memórias inundavam sua mente.

Quando ela tinha sete anos, a família de Maverick se mudou para a casa ao lado. Ele se tornou o filho perfeito aos olhos de seus pais-inteligente, bonito e decente.

Ele a resgatou de um afogamento, e a partir daquele momento, ela o amou secretamente até completar dezessete anos.

Por mais que tentasse, não conseguia reconciliar o garoto que um dia a salvara bravamente com o Maverick frio e cruel de hoje.

Beatrixa embalou os pássaros de papel, as notas de estudo e os pequenos presentes que ele lhe dera em uma caixa.

Quando chegasse o dia de partir, ela devolveria cada um deles.

Capítulo 3

Com um mês restante antes de partir para o exterior, Beatrixa convidou sua amiga mais próxima para jantar.

Ela chegou cedo ao restaurante e pediu pratos que ambas adoravam.

Enquanto buscava uma bebida, alguém acidentalmente esbarrou nela.

Pegando-a de surpresa, Beatrixa caiu no chão.

Ela usava uma saia, e com um rasgo alto, a alça do ombro rasgou, expondo seu ombro suave e o contorno leve de seu peito.

O garoto que esbarrou nela começou a se desculpar, mas congelou ao reconhecê-la. "Beatrixa? A vizinha gordinha do Maverick?"

Todos ao redor pararam para olhar a cena.

Beatrixa agarrou freneticamente o tecido rasgado, tentando se cobrir.

Os olhares ao seu redor eram como facadas, penetrantes e dolorosos.

O garoto percebeu seu constrangimento e deu um sorriso malicioso. "Você é tão pesada e ainda usa saia? Olha, você rasgou tudo."

Ele se virou e gritou: "Maverick, vem aqui! Você tem que ver isso agora!"

Beatrixa percebeu que Maverick estava por perto quando ouviu o garoto chamá-lo.

Ela se virou para sair, mas o garoto bloqueou seu caminho, recusando-se a deixá-la ir. "Para onde você está correndo? Você não gosta do Maverick? Eu quero que ele te veja assim e decida se ainda se importa."

Beatrixa mordeu o lábio, sua mão direita agarrando a saia com força enquanto a humilhação e a vergonha fervilhavam dentro dela.

Desesperada para escapar, ela empurrou o garoto, derrubando-o no chão.

Ele caiu de surpresa, bateu a cabeça e começou a sangrar.

Tocando o sangue na testa, os olhos do garoto se acenderam de raiva. "Sua idiota, você ousou me empurrar? Você vai pagar por isso e terá que se desculpar!"

Ele agarrou o braço dela, gritando: "Ei, pessoal, olhem! Essa idiota me bateu e acha que pode simplesmente sair andando!"

A atenção da multidão se voltou para ela, seus olhares cheios de desgosto e julgamento.

Maverick aproximou-se à distância, ao lado de uma garota esbelta e bonita.

Seus olhos marcantes tinham uma leve semelhança com os de Beatrixa, e ela segurava a saia que Beatrixa havia admirado anteriormente.

Então, esta era a garota que Maverick amava.

Comparada a ela, Beatrixa se sentia completamente diferente - menos bonita, menos confiante.

Tudo o que ela não tinha, essa garota possuía.

Os olhos de Beatrixa ardiam com lágrimas não derramadas.

Ela abaixou a cabeça, consciente de sua própria vulnerabilidade.

Quando Maverick chegou, o garoto exagerou na história, alegando que Beatrixa esbarrou nele, caiu, rasgou a saia e depois o empurrou quando ele apontou seu peso.

"Ela é tão gorda que nem consegue usar uma saia direito. E ainda ousa me empurrar?" ele disse. "Não é verdade? Uma garota desse tamanho não deveria sair por aí se envergonhando com uma saia."

Após ouvir o relato do garoto, Bailee virou-se para Maverick, sua voz suave. "Maverick, Simon só está dizendo a verdade. Ela o machucou. Pedir que se desculpe não é demais, certo?"

Beatrixa olhou para Bailee, que encontrou seu olhar com um leve sorriso, um lampejo de malícia nos olhos.

Beatrixa queria falar, explicar que ele esbarrou nela primeiro, a humilhou e bloqueou seu caminho, o que a forçou a empurrá-lo.

Mas sua garganta parecia bloqueada, as palavras se recusando a sair.

Ela olhou para Maverick, esperando sua resposta.

Seu olhar pousou sobre ela, seu tom neutro. "Ela deveria se desculpar."

Simon segurou a testa e zombou. "Ouviu isso? Maverick diz que você precisa se desculpar."

Beatrixa ficou congelada, como se fosse atingida por água fria, seu corpo gelado até os ossos.

Ela nunca imaginou que Maverick, que sempre a protegeu, exigiria uma desculpa sem se importar com a verdade.

Tudo porque Bailee achava que deveria.

Quando Beatrixa não falou, os olhos de Maverick se desviaram para sua saia rasgada.

Ela viu uma expressão familiar em seu rosto, uma que parecia suspirar em exasperação.

Era o olhar que ele lhe dava sempre que ela cometia um erro, como se ela lhe causasse problemas infinitos.

Maverick virou-se para Simon. "Ela é como uma irmã para mim. Se ela fez algo errado, eu me desculpo por ela."

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