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A voz do Coração

A voz do Coração

Autor:: Luciana. M.M
Gênero: Romance
Abandonada por seus parentes, aos 10 anos. Melissa se fecha, e se torna uma garota fechada, que não gosta de socializar. Até que conhece Ângelo, um jovem seminarista, que aos poucos consegue derrubar as barreiras que a jovem construiu. Uma linda amizade nasce, porém acontecimentos levam Ângelo para longe. Sentindo-se traída, Melissa, jura que nunca irá perdoá-lo por ter a abandonado. Anos se passam, Melissa agora noiva de um duque, descobre que seu primeiro amor, em que ira celebrar seu casamento, e além disso Ângelo se revela na verdade irmão do seu noivo.

Capítulo 1 Melissa

5 Agosto de 1990, Melissa completou o seu quarto ano de vida. Depois de retirar os pratos do pequeno-almoço, para a mulher que ela mais admirava no mundo sua heroína a olhava tão feliz e encantada. A mãe da menina tentava transformar a vida dela em algo bom, sempre dizia a ela " Não faça do seu problema ser o problema, você não é a vítima, você é forte minha filha" sem dizer mais nada, enfiou-lhe um embrulho de papel pardo debaixo do braço e mandou-a sair.

Melissa pulava alegre não se aguentando de tanta alegria foi atrás de sua Árvore preferida e se sentou no grande galho ao pé do portão da frente e começou a puxar o papel com impaciência, mas os seus dedos eram desajeitados e o embrulho grosso; o cheiro dele, muito leve, lembrava o da loja de brinquedos mais famoso da cidade de Nápoles donde concluiu que o que se achava dentro do pacote, fosse lá o que fosse, tinha sido milagrosamente comprado e não fora feito em casa nem oferecido. Como outras vezes que ela ganhava de sua avó as bonecas de pano que ela costurava.

Uma coisa linda e vagamente macia , ao menos ela tateou com as pontas dos dedos para sentir a textura do presente, aproximou a coisa misteriosa perto do nariz e cheirou com vontade , tinha um cheiro de talco de bebê , ela sorriu mais quando sentiu que era fofo e os pelos eram um pouco curto e sacudiu com cuidado para tentar descobrir e avaliar o produto. Melissa era especialista em descobrir e adivinhar , se não fosse a deficiência visual, tinha perdido a visão do olho esquerdo o direito ela conseguia ver somente sombras , mas não era só esse problema, ela também tinha problemas de fala, não conseguia pronunciar uma palavra se quer só balbuciava alguns barulhos, mas ouvia perfeitamente. Ela puxou o papel mais depressa, descascando o embrulho como se descascasse uma banana, em tiras compridas e irregulares.

-Humm ! Hum hum -exclamou com amor, pestanejando para a pelúcia de lobo deitado num ninho de trapos. Só uma vez em toda a sua vida Melissa estivera em Nápoles ficou recordando quando sua mãe e o vovô a levou na charrete.

Ela lembrou quando em fevereiro, por ter se comportado bem, sua mãe e seus avôs prometeu a ela de passear em Nápoles. Sentira-se tão emocionada que não vira quase nada e se lembrava de menos ainda. Exceto .O lobo de pelúcia sentado no balcão da loja. Ali mesmo, naquele momento, Melissa não tinha amigos e mal conhecia brinquedos tao refinados, só tinha suas bonecas de pano.

Ela sabia que sua mãe não tinha condições de comprar uma boneca da Barbie ou aquelas casinhas decoradas que custava o olho da cara, ela Mas a mãe dela a conhecia tão bem que quando viu a pequena olhando encantada para o Lobo de Pelúcia ela sabia que era aquele que ela mais desejava.

Melissa colocou a pelúcia no colo com toda a delicadeza, cruzou os pés confortavelmente debaixo do corpo e ficou sentada, tateando as pontinhas das orelhas a ponta do nariz e ficou acariciando o Lobo .

Ela ficou pensando que nome poderia dar ao Lobo , mesmo que ela ainda não sabia escrever e nem ler, ela saiu correndo atrás da mãe e mostrou o Lobo como um tesouro.

- Você gostou dele ? Perguntou a mãe fazendo uns gestos com as mãos para a filha. Que imediatamente ela conseguiu ler os movimentos dos braços e respondeu.

-Hum hum.

- Cuide dele, e não quero ver ele caído no barro.

A menina entendeu e saiu abraçada ao seu mais novo amiguinho.

Melissa nunca desobedecia sua mãe e seus avôs, os lugares que ela passeava era somente a igreja do padre Antônio e só. Sua família morava numa pequena casinha doada pelo padre Antônio, ficou com tanta pena da viúva e os avós que acabou dando o terreno para eles. Padre Antônio se preocupava com a educação da menina, e aconselhou a mãe a colocá-la numa escola especial para crianças cegas e mudas.

Mas Melissa não estava nada feliz com a ideia.

Na manhã do seu primeiro dia de escola sentiu-se tão nervosa que vomitou o desjejum e teve de ser levada de volta, a mãe por sua vez tentou ensinar tudo o que ela sabia, mesmo que ela tinha dificuldade de aprendizagem, mas Melissa se esforçava era inteligente e ela escutava pouco, quando nasceu os médicos disseram que ela tinha nascido com 0 % de baixa audição, mas a medida que crescia ela foi percebendo que podia ouvir alguns ruídos pequenos, então sua mãe teve esperança que a audição dela poderia voltar até a fala.

Mas Melissa vivia assim ela adquiriu formas especiais para poder entender o que estava acontecendo em sua volta, então para ela, só sua mãe que podia ensinar sendo sua professora, e mais ninguém, quando ela disse que ela iria para uma escola, ela não gostou e começou a chutar tudo em sua frente.

Mas com a mãe as birras que Melissa fazia não convencia ela mais . No dia seguinte a carroça estava pronta para levar a menina para a escola Orfanato dos Irmãos Oblatos de São Policarpo. Era uma excelente escola que ensinava crianças e adolescentes com necessidades especiais. Surdas, Mudas e Cegas.

Ela só chorava de cara feia fazendo gestos para seu avô que não queria ir, mas sua mãe tornou a dizer.

_ Não adianta fingir choros Melissa, você vai para escola ponto final, você precisa ficar perto de crianças de sua idade.

Ela a encarou séria enxugando as lágrimas abraçada ao Lobo.

Quando chegaram a porta do grande Orfanato, havia muitas crianças como Melissa outras choravam com medo de entrar agarradas aos pais.

" Vai minha filha, descobre o mundo que te espera, eu vou estar aqui te esperando, não tenha medo. Irmã Agatha com certeza lhe dará umas boas varadas. Comporte-se e obedeça as Freiras . Vá . Ela empurrou Melissa pela porta afora com o lanche de sanduíches de geleia arrumado numa sacola velha. "

A freira velha tinha esquecido que aquelas crianças ali a maioria não escutava, então pegou na mão da menina levando junto das outras crianças.

Na sala as crianças já estavam bem adiantadas que ela, algumas já conseguia ler o Braile passando os dedinhos sobre o livro, outras se comunicavam com as mãos fazendo as letras de Libras, ela olhava e não entendia nada, e queria só chorar, a freira Jasmine já estava perdendo a paciência com ela a gorda Freira tinha o rosto redondo rosado, usava um hábito negro e um véu longo sobre a cabeça, era de se notar que ela não tinha paciência com as crianças deixava elas bem enfileiradas no refeitório para comer e se não se comportassem ela já dava sua punição com a régua na mão.

Como Melissa não sabia e não escutava direito, a velha gorda fazia os sinais de Libras olhando para ela perguntando.

" E você menina como se chama? "

Melissa só ficou olhando para ela em silêncio quase chorando.

" Menina eu to perguntando, não sabe Línguas de sinais ? "

"-"

" Oh inferno ! "

E lá foi ela perto de Melissa pegando pelo braço e ela começou a espernear batendo nela .

As outras crianças umas começaram a se agitar outras riam olhando a cena lamentável .

" Calma minha filha eu só quero te mostrar, para de chutar , mas que menina malcriada, Brigida me ajuda aqui "

A outra freira mais magrinha que tinha mais paciência se aproximou de Melissa e ela ficou olhando para ela que lembrava sua mãe e viu que ela carregava no braço um Lobo de brinquedo, e ela olhava para ele, a freira percebeu e disse .

" Oi calma você não precisa chorar, você gosta de Lobo? " Perguntou ela com gestos que ela sabia.

Ela disse sim com a cabeça .

" Então pode ficar com ele "

Sem pensar Melissa agarrou o Lobo e ficou com ele até a tarde sozinha brincando, as outras crianças não chegava perto dela.

Até que um jovem rapaz de aproximadamente uns 14 anos a observava de longe, quando Melissa direcionou seu olhar para ele, o jovem deu um largo sorriso acenando para ele.

Capítulo 2 Ângelo .

Angelo como as outras crianças, era surdo mas falava bem. Só que ele era o mais velho entre elas, tinha chegado no orfanato ainda recém-nascido. A mãe foi obrigada pelo marido a deixar ele só porque o menino tinha deficiência auditiva. Então Ângelo foi crescendo e aprendendo tudo sobre linguagens de sinais, e como se comunicar, e sentiu um desejo forte de ser Padre e ajudar aquelas crianças, quando completou 14 anos foi admitido na ordem tão novo, mas ainda precisava concluir seus estudos.

Ângelo estava arrumando uma cerca quebrada da horta das freiras, quando ele vê uma menina agarrada a um brinquedo sozinha quase chorando, ele vai até ela com uma maçã e se aproxima sorrindo.

_Você gosta de maçã ? - Perguntei a criança fazendo linguagem de sinais. Mas não tive resposta, ela ficou parada sem dizer uma palavra, percebi que apenas o olho esquerdo tinha uma fina camada de pele que aquela seria a causa da perda de sua visão. Mas o rosto todo era de uma criança inocente em meio ao silêncio e a escuridão.

Melissa olhou para ele sem entender nada e abaixou a cabeça.

–Humm não entende o que digo, você não sabe língua de sinais?

–Humm humm - Ela começou a querer me bater levantando os braços pelo ar e resmungava.

_Calma, calma ok ok , não vou te machucar. Calma to longe viu .

A menina se virou de costas abraçando as pernas, eu apenas deixei a maçã do lado dela e sai.

Quando me afastei vi ela tateando a madeira e depois a fruta e rapidamente pegou cheirando ela, reconheceu do que se tratava e deu aquela mordida.

Ângelo ficou observando ela de longe pegando as lindas tulipas e sorriu pensando como aquela menina tinha algo especial e diferente nela.

A semana corria rápido no orfanato e infelizmente Melissa não estava progredindo nas aulas, mal deixava as crianças chegar perto dela, e nem as Freiras. Jasmine e Ir. Xian Lin tentava enturmar as crianças junto de Melisss, mas ela sempre se recusava a ficar perto delas, então a Superiora achou melhor conversar com a mãe de Melissa e decidiram que ela voltaria para casa.

Claro a mãe de Melissa não gostou e já não sabia mais o que fazer para que a menina se enturmasse com as outras crianças, ela era muito solitária e distraída, mas percebeu que desde pequena era inteligente e vivia em seu mundo. Era uma criança curiosa, que vivia enfurnada no sótão da casa, e pegava gafanhotos, baratas, folhas e minhocas para suas pesquisas, escrevia no papel as letras que conseguiu aprender com sua mãe e dizia que seria uma cientista, ou Veterinária ou até bailarina, pois Melissa dançava fazendo passos de balé que sua mãe ensinou a mãe não sabia como ela poderia chegar a tanto se ela mesmo não dava chance de querer aprender numa boa escola.

Quando Melis completou 14 anos sua mãe ficara muito doente, de um câncer de mama, o único médico da família já não podia fazer mais nada, ela ja estava designada, só esperava pra morrer, Melissa já entendia a dura realidade da morte, ficou com a mãe em seu leito, cuidando dela, dia e noite, ela não deixava ela sozinha um minuto sequer, não queria perder a chance de estar com ela o pouco que restava, na frente da mãe ela se mostrava forte e calmo, mas quando ela dormia e ela olhava pra ela, ela chorava em segredo, mas sua mãe a ouvia e lhe partia o coração com o sofrimento da menina.

Na tarde de Natal de Dezembro, fazia um frio de castigar qualquer um, a neve lá fora caia fininha, no relógio velho da família marcava exatos oito horas da noite, quando a mãe de Melissa deu seu último suspiro, segurando a mão da filha que chorava debruçada a mãe, aquele dia que tanto achavam especial, mesmo que a família não era religiosa, mas ela sabia que se tratava do nascimento do Menino Jesus ou que o Papai Noel lhe traria presentes se fosse uma menina comportada, sua mãe a ensinou bem essas tradições, mas aquele dia, Melissa odiou com toda sua força, porque teria que ser justo naquele dia que sua mãe se foi, ela não queria mais comemorar a chegada do papai noel, onde que o mesmo levou sua mãe, o bom velhinho pra ela, não tinha mais esse nome.

Os meses se passaram, e Melissa estava ficando difícil de lidar, os avos não conseguia mais educá-la , ela não obdecia eles, estava se tornando desobediente, malcriada, quando a chamava para comer, ou fazer as tarefas, ela esperneava, não queria mais tomar banhos, se vestir e se pentear, era algo impossível, os cabelos já estavam quase no ombro, não deixava tocar em seus cabelos, pois só quem tocava neles, era sua mãe.

As roupas lavadas, o banho que ela tomava, a comida que ela comia, tudo era feito pela mãe . Ela não queria mais viver, os avós temia que a menina estava entrando em uma forte tristeza que se não tomassem uma atitude pratica, e salvar a vida da neta, ela poderia morrer, pois nem se alimentar Melissa tinha forças, ela não tinha vontade de mais nada, pois a morte da mãe foi dura e seus avos também não tinha paciência com a menina, as vezes o avô batia nela, dando varadas nas pernas quando ela se recusava a levantar da cama, ou comer no almoço, já a avozinha tinha mais pena da menina, mas eles eram velhos beirando os 80 anos e eles não conseguia cuidar dela.

Foi quando o avô teve a ideia de deixar Melissa no orfanato das freiras para cuidar dela.

Capítulo 3 Eu vou te ajudar

Humm não entende o que digo, você não sabe língua de sinais?

Humm humm -

Ela começou a querer me bater levantando os braços pelo ar e resmungava.

- Calma, calma ok ok , não vou te machucar. Calma to longe viu . A menina se virou de costas abraçando as pernas, eu apenas deixei a maçã do lado dela e sai. Quando me afastei vi ela tateando a madeira e depois a fruta e rapidamente pegou cheirando ela, reconheceu do que se tratava e deu aquela mordida. Ângelo ficou observando ela de longe pegando as lindas tulipas e sorriu pensando como aquela menina tinha algo especial e diferente nela. A semana corria rápido no orfanato e infelizmente Melissa não estava progredindo nas aulas, mal deixava as crianças chegar perto dela, e nem as Freiras. Jasmine e Ir. Xian Lin tentava enturmar as crianças junto de Melissa, mas ela sempre se recusava a ficar perto delas, então a Superiora achou melhor conversar com a mãe de Melissa e decidiram que ela voltaria para casa. Claro a mãe de Melissa não gostou e já não sabia mais o que fazer para que ela se enturmasse com as outras crianças, ela era muito solitária e distraída, mas percebeu que desde pequena era inteligente e vivia em seu mundo. Era uma criança curiosa, que vivia enfurnada no sótão da casa, e pegava gafanhotos, baratas, folhas e minhocas para suas pesquisas, escrevia no papel as letras que conseguiu aprender com sua mãe e dizia que seria uma Veterinária mas a mãe não sabia como ela poderia chegar a tanto se ela mesmo não dava chance de querer aprender numa boa escola. Quando Melissa completou 14 anos sua mãe ficara muito doente, de um câncer de mama, o único médico da família já não podia fazer mais nada, ela já estava designada, só esperava pra morrer, Melissa já entendia a dura realidade da morte, ficou com a mãe em seu leito, cuidando dela, dia e noite, ela não deixava ela sozinha um minuto sequer, não queria perder a chance de estar com ela o pouco que restava, na frente da mãe ela se mostrava forte e calma, mas quando ela dormia e ela olhava pra ela, ela chorava em segredo, mas sua mãe a ouvia e lhe partia o coração com o sofrimento da menina. Na tarde de Natal, fazia um frio de castigar qualquer um, a neve lá fora caia fininha, no relógio velho da família marcava exatos oito horas da noite, quando a mãe de Melissa deu seu último suspiro, segurando a mão da filha que chorava debruçada a mãe, aquele dia que tanto achavam especial, mesmo que a família dela não era religiosa, mas ela sabia que se tratava do nascimento do Menino Jesus ou que o Papai Noel lhe traria presentes se fosse uma menina bom, sua mãe o ensinou bem essas tradições, mas aquele dia, Melissa odiou com toda sua força, porque teria que ser justo naquele dia que sua mãe se foi, ela não queria mais comemorar a chegada do papai noel, onde que o mesmo levou sua mãe, o bom velhinho pra ela, ja não

tinha mais esse nome.

Os meses se passaram, e Melissa estava ficando difícil de lidar, os avos não conseguia mais educa-lo, ela nao obdecia eles, estava se tornando desobediente, malcriada, quando o chamava para comer, ou fazer as tarefas, ela e esperneava, não queria mais tomar banhos, se vestir e se pentear, era algo impossivel, os cabelos ja estavam quase nas costas, não deixava tocar em seus cabelos, pois só quem tocava neles, era sua mãe , as roupas lavadas, o banho que ela tomava, a comida que ela comia, tudo era feito pela mãe ela não queria mais viver, os avós temia que a menina estava entrando em uma forte tristeza que se não tomassem uma atitude pratica, e salvar a vida da neta, ela poderia morrer, pois nem se alimentar Melissa tinha forças.

Ela não tinha vontade de mais nada, pois a morte da mãe foi dura e seus avos também não tinha paciência com a menina, as vezes o Avô batia nela, dando varadas nas pernas quando ela se recusava a levantar da cama, ou comer no almoço, ja a avozinha tinha mais pena da menina , mas eles eram velhos beirando os 80 anos e eles não conseguia cuidar dela.

Foi quando o avô teve a ideia de deixá-la no Orfanato das freiras para cuidar dela . O dia da ida ao orfanato fazia um frio de castigar a espinha, como eles não tinha muito dinheiro, seu avô sentiu a necessidade de vender a charrette velha, para por comida na mesa, e único meio de transporte que eles tinham era sua carroça velha, para levar a menina, mas Melissa parecia adivinhar o que iria acontecer, ela usava alguns trapos velhos, o cabelo todo sujo desarrumado até os ombros, a cara tinha algumas manchas sujas por falta de banho, as unhas então nem se fale, como o avô sabia que a força de Melissa era algo demais pra ele, aproveitou que ela estava dormindo, a avozinha antes tinha feito um chazinho com pão amanhecido que ela preparou, e sem Melissa perceber, ela fez uma mistura de ervas com sonífero natural e deu para ela beber, sem ela notar, ela comeu tudo e caiu num sono profundo. Foi o suficiente para que o avô d jovem a colocasse na carroça dormindo, a avó deu um beijo na testa de Melissa e chorando pedindo perdão a ela.

Quando Melissa chegou no orfanato o avô pegou ela no colo com dificuldade, e naquela hora Ângelo passava com o cavalo que ganhou do Padre Paulo. Nas noites de Sexta feira junto do amigo Jorge saiam pela noite para pastar as ovelhas, Ângelo aprendeu com o Padre Paulo o ofício de fazendeiro que ficava alguns quilômetros do orfanato, os cavalos e ovelhas era o ganha pão deles, foi uma doação generosa que ganharam da Senhora Miller que sempre ajudou os Irmãos e Freiras do orfanato, e Ângelo adorava tomar conta das ovelhas e ficar nas montanhas olhando o céu estrelado, contava suas experiências ao amigo Jorge que também tinha deficiência auditiva e os dois se entendiam muito bem. Ângelo desceu do cavalo e abriu o grande portão deixou o cavalo perto de uma árvore e ajudou o senhor Tomás com a menina Melissa que estava desmaiada. Ele olhou para o senhor e colocou ela no chão pegando um braço e envolvendo ela sobre seus ombros e o levaram até a superiora.

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