Estou sentada, observando meu amor caído sobre uma poça de sangue...
Não consigo saber o que houve, cheguei e ele já estava assim.
Será que foi ela que fez isso com ele? Não consigo parar de chorar, preciso pedir ajuda, mas não tenho forças, o que faço?!
Um ano antes...
- Vamos Laura, corra!
Grito para minha amiga se apressar, para pegarmos o ônibus. Conseguimos uma entrevista de trabalho em uma empresa maravilhosa no centro da cidade.
-Estou indo Sarah!
Responde ela correndo, toda destrambelhada de salto fino pela rua.
-Amiga você repassou o que vai falar na entrevista?
Pergunto a Laura, depois de nos acomodarmos no assento do ônibus.
- Sim amiga, mas estou muito nervosa, você acha que iremos conseguir esse trabalho?
- Claro que iremos, tenha fé que tudo vai dar certo!
- Ha três meses, Laura e eu, decidimos vir tentar nossa sorte aqui no Rio de Janeiro. Viemos para cá, com a esperança de construir um futuro melhor nessa cidade.
Laura é minha amiga de infância, sempre fizemos tudo juntas, do primeiro dia de aula, ao primeiro emprego, temos um pacto, uma cuida da outra, e tem sido assim desde que fui adotada por seus pais aos 10 anos. Eles têm cuidado de mim, e me ajudado a superar a tragédia que ocorreu na minha infância. Vi meu pai atirar em minha mãe e depois se matar. Levei muito tempo para me recuperar, tudo aquilo me abalou profundamente, e mesmo não falando mais sobre o assunto, as lembranças daquela noite, tem me perseguindo até hoje.
Ao chegarmos ao local da entrevista, Laura e eu ficamos impressionadas com a arquitetura do prédio. Ele é todo preto, com o letreiro prateado escrito Collins Engenharia, tem duas portas enormes giratórias, e ao passar por elas, ficamos de queixo caído com tanta beleza.
Por dentro é muito mais impressionante, o saguão parece mais um salão de um hotel dez estrelas, porque cinco fica pouco para tanto luxo. O local é repleto de moveis modernos, há um jardim no meio do saguão com paredes de vidro. E não há só lindas plantas nele, há também várias espécies de passarinhos.
As pessoas estão muito bem vestidas, e há segurança para todos os lados. Olho para Laura e vejo que ela está de boca aberta, e tento segurar o riso. Seguimos em direção á recepção, e nos identificamos para a recepcionista que nos olha com um olhar desconfiado, acredito que ela não tenha aprovado nossos modelitos para entrevista.
Laura veste um terninho branco com uma blusa preta e salto finos também na cor preto. Eu estou usando um terninho vinho com uma blusa branca e saltos baixos na cor branca. Fiz no cabelo um rabo de cavalo bem discreto, e Laura um coque no alto da cabeça. Seu penteado ressaltou o loiro do seu cabelo, e sua leve maquiagem o verde de seus olhos.
Já o meu simples rabo de cavalo parece não ter valorizado muito meus longos cabelos pretos. O mesmo posso dizer da minha maquiagem que quase não estou usando, não há nada ressaltando meus olhos castanhos claros.
A moça da recepção nos entrega dois crachás de visitantes e pede para nos dirigir ao decimo andar, é onde fica o RH da empresa. Seguimos para o elevador, com o coração quase saindo pela boca.
Laura treme de nervoso muito mais que eu, que tento me controlar a cada instante. Nós sabemos o quanto precisamos dessa oportunidade, se ela não acontece, teremos que retornar para nossa terra natal. E isso é uma coisa que não desejamos que aconteça. Temos tantos planos e sonhos, seria um golpe duro não conseguirmos esse trabalho.
Mas procuro levar meus pensamentos para o lado positivo, fecho meus olhos e eu imagino que já deu certo. Enquanto o elevador sobe, vou imaginando que já trabalho aqui, imagino que estou chegando ao meu primeiro dia de trabalho.
- Sarah, chegamos amiga, você está dormindo em pé?
Diz Laura me tirando do meu devaneio momentâneo.
Abro os olhos e me deparo com um escritório superluxuoso, as paredes são brancas, e os moveis são modernizados. A recepção tem uma bancada de madeira clara, e atrás dela há um quadro que toma quase toda a parede. O quadro é feito de plantas que parecem ser naturais. Em frente á recepção, há um sofá em forma de L. Há também obras de artes por todo o ambiente, mas tudo muito discreto, nada exuberante, exceto o quadro de plantas atrás da recepção.
- Bem-vindas a Collins engenharia, meu nome é Susan, em que posso ajudá-las? – Diz a moça loura bem vestida que está sentada atrás da bancada da recepção.
-Bom dia Susan, me chamo Sarah Miller e essa é Laura Rios, vocês entraram em contato pedindo para que viéssemos aqui hoje para uma entrevista a vaga de secretaria.
- Claro, aguardem só um momento por gentileza que vou anunciá-las para o RH.
Laura e eu agradecemos, e nos dirigimos para o lindo sofá branco em forma de L.
Enquanto aguardamos ser chamadas, nosso nervosismo vai aumentando, e Laura sem perceber, começa a morder as pontas dos dedos, ela nem se deu conta de que a tal de Susan olha para ela com uma cara enojada. E eu para alerta-la, dou um belo pisão na ponta do seu pé. Para que ela perceba os olhares da tal Susan, e pare de fazer aquilo. Mas ela se vira pra mim sem perceber o volume de sua voz e diz:
- Está louca Sarah? Quer me arrebentar o pé?!
Eu totalmente sem graça abaixo a cabeça morrendo de vergonha. E fico desejando que se abra um buraco e me engula.
De repente ouço uma voz masculina forte, e um perfume delicioso preencher toda a recepção, levanto a cabeça e vejo a criatura mais perfeita que Deus fez depois de seu filho.
- Bom dia Susan, tem algum recado para mim?
Perguntar o homem mais lindo que já vi na face da terra.
- Bom dia Sr. Collins, seus recados já estão em sua mesa.
Responde toda melosa a tal da Susan.
O Senhor cheiroso agradece a Susan, e segue para sua sala sem nem olhar para o lado.
Meu Deus como ele cheira bem, e essa voz que me arrepiou todos os pelos do corpo, de repente começo a ter pensamentos pervertidos com um homem que acabo de ver. - Nossa eu devo estar muito carente mesmo.
De repente sinto um tapa na perna e acordo da minha loucura erótica.
- O que está acontecendo com você hoje? Está mais sonhadora do que de costume.
Olho para Laura e a vejo em pé, fazendo gesto com uma das mãos, para que eu levante.
- A moça já nos pediu para entrarmos e você fica aí olhando para o nada com uma cara estranha, estava pensando no quê?
- Há Laura, estava pensando na entrevista, estou nervosa, você sabe que temos que nos sair bem.
Laura olha para mim com uma cara de quem não acreditou em nada do que falei, balança a cabeça e diz para irmos logo.
Quando entramos no RH, nos pedem para seguirmos para salas diferentes, olho para Laura e peço a ela calma com os olhos, ela entende meu olhar e balança a cabeça afirmativamente.
Entro na sala e um rapaz aparentando ter uns 35 anos me cumprimentar.
- Bom dia, senhorita Miller sente-se aqui, por favor.
- Me chamo Rafael Brandão, sou chefe do RH da empresa, serei eu a entrevistá-la.
Minhas pernas tremem de nervoso, logo o chefe do RH, que sorte que eu tenho para não dizer ao contrário.
- Muito bem senhorita, me conte quais foram suas experiências profissionais.
Começo a falar de todos os meus trabalhos e cursos que fiz em toda minha vida, o Sr. Rafael vai se concentrando no que digo, e anotando em um papel, parece gostar de todas as informações que vou lhe passando, sobre minhas experiências profissionais.
Ele explica-me que existem duas vagas na empresa, uma para secretária do diretor geral, e outra para secretária do vice-diretor.
Ele explica-me que são cargos muito importantes dentro da empresa, que a pessoa que for ocupa-lo terá que se dedicar quase 24 horas por dia.
Ele explica-me também que o salário é muito bom, e que se eu fosse ocupar o cargo teria que assinar um contrato de confidencialidade.
Enquanto ele vai falando, eu vou avaliando os prós e contra de trabalhar ali. Penso na dificuldade que estou vivendo, e não sei por que motivo o Senhor cheiroso vem na minha mente e eu sem perceber esboço um sorriso.
- Então a senhorita concorda com nossos termos?
- Ouço o homem dizer enquanto estou olhando para ele com um sorriso idiota.
- Claro que sim Sr. Rafael. - Digo antes que ele perceba, que não registrei quase nada do que ele falou.
- Ok, entraremos em contato com a senhorita até amanhã informando nossa resposta, obrigada por vir. – Diz ele se levantando de sua cadeira e me estendendo a mão.
Eu me levanto, lhe dou um aperto de mão, agradeço e sigo novamente para a recepção.
Quando retorno para a recepção vejo que Laura ainda não terminou sua entrevista, e sinto um aperto no coração. Será que está indo tudo bem lá dentro?!
Olho para a tal da Susan, que me olha de volta e pergunta se desejo algo mais.
- Sim, gostaria de um copo com água. – Digo lhe dando um sorriso simpático.
Ela pega o telefone e fala por alguns segundos com alguém da copa, e pede para trazer água e uns cubos de gelo na recepção, eu olho para ela e agradeço com um pequeno gesto de cabeça.
Sento-me no sofá, começo a olhar umas revistas que estavam em cima da mesinha de centro, de repente sinto aquele perfume delicioso novamente, levanto a cabeça e me deparo com o olhar sedutor do Senhor Cheiroso, meu coração dispara...
Meu Deus, ele está bem na minha frente me olhando, o que faço?
Entra a moça da copa com uma bandeja nas mãos, vem em minha direção e diz:
- Bom dia senhorita, a água é para a senhorita?
Olho para ela e respondo com um Sorriso amarelo e com a voz trêmula.
- É sim, obrigada.
Ela começa a servir a água, mas meu nervosismo é tanto, por ter o olhar do Senhor Cheiro em mim, que deixo o copo cair no chão. Ao ver o quanto sou desastrada, o Senhor Cheiroso começa a vim em minha direção, e meu coração acelera mais que carro de corrida em dia de campeonato.
Ao se aproximar de mim, se abaixa, pega o copo e vai se levantando bem devagar.
Enquanto ele faz esse processo, fecho os olhos e vou aspirando seu cheiro. Meu Deus, como esse homem cheira bem.
Ao abrir meus olhos, me deparo com seu olhar, me dou conta de que devo está fazendo uma cara ridícula porque seus lábios estão em um meio sorriso. Tento disfarçar.
- Oi, sou Sarah Miller
- Prazer senhorita Miller, me chamo Jhonny Collins.
- Prazer, Sr. Collins. – Digo lhe dando um sorriso.
Ele crava seus impressionantes olhos azuis nos meus, e me dá um sorriso largo e receptivo.
Sinto as pernas fraquejar, minha cabeça dar voltas. não consigo entender o porquê de sentir tudo isso por um homem que acabo de conhecer, são sensações estranhas, mas ao mesmo tempo maravilhosas.
Enquanto acontece esse duelo de olhar, eu vou passeando meus olhos por todo seu corpo, como ele é forte. É bem alto parece ter quase dois metros, seus olhos são azuis celestes, e seu cabelo castanho. É um verdadeiro macho alfa, o homem que toda mulher desejaria ter entre suas pernas.
- A senhorita veio para a vaga de secretária? – pergunta ele me
Acordando do meu delírio momentâneo.
- Sim, Sr. Collins, espero conseguir a vaga. – Digo tentando disfarçar.
- Bem, desejo boa sorte para a senhorita. Foi um prazer conhecê-la.
- O prazer foi meu Senhor.
Ele me olha de cima a baixo, sorri novamente e vai embora.
E eu fico ali com cara de boba apaixonada.
- Sarah, amiga, vamos!
- Sarah, sonhando de novo?!
- Meu Deus o que deu em você hoje?!
Saio do meu sonho e vejo novamente Laura me olhando com cara de espanto.
- Não me deu nada amiga. Respondo antes que ela desconfie que fiquei caída pelo Sr. Cheiroso.
Saímos do prédio feliz e com esperança de que seremos as escolhidas para ocupar os cargos. No caminho contamos uma para outra como foi nossas entrevistas, rimos animadas e fazemos planos.
No dia seguinte estamos mais nervosas do que o dia anterior, e para matar o tempo, resolvemos nos ocupar com os afazeres domésticos. Enquanto eu vou cuidando da casa, Laura vai lavando a roupa... O telefone toca.
Largo a Vassoura, e saiu correndo pelo corredor. Laura vem o mais rápido que pode, mas bate no sofá e cai com a cara no balde de água, que eu estava usando para limpar o chão. Devo ajudar minha amiga a levantar, ou atendo o telefone?
Decido atender ao telefone, ela consegue levantar sozinha, vejo que não está sangrando, então está tudo bem.
- Digo alô, tentando respirar normalmente, pois a correria no corredor me deixou sem ar.
- Bom dia, aqui é da Collins engenharia sou Rafael Brandão, gostaria de falar com a senhorita Laura Rios.
- Sim, claro, só um minuto que vou chamá-la.
Passo o telefone para Laura, e presto atenção no que ela fala com o Sr. Brandão. Laura vai escutando e dizendo sim em tudo que o homem diz. Ela então agradece, e desliga olhando para mim.
- Amiga, consegui a vaga!
- Diz Laura dando pulinhos de alegria.
- E de mim amiga, ele não falou nada? – Pergunto curiosa.
- Não amiga, mas eles devem ligar para você ainda hoje, vamos aguardar.
Concordo com a cabeça, e digo:
- Sim amiga, vamos aguardar.
O dia vai passando e o telefone não toca, meu coração vai se apertando. Laura me disse que iria começar seu treinamento amanhã às 08h00min. Fico feliz por ela, mas ao mesmo tempo triste, porque eu também queria trabalhar lá.
Logo penso no Senhor Cheiroso, e me dou conta de que não vou vê-lo mais. Isso também me deixa triste.
O dia acaba, e eu penso que minhas chances de ir trabalhar lá, foram por água abaixo.
Tento me conformar com a situação, afinal não é o fim do mundo, só mais um sonho que foi adiado.
Agora é hora de ficar feliz por minha amiga, que sempre está ao meu lado em todos os momentos.
Deixo então a tristeza de lado, e vou ajudá-la a escolher uma roupa para seu primeiro dia amanhã, dou algumas dicas, e digo que ela vai se sair bem, pois sei que ela vai.
Na manhã seguinte, Laura sai para seu primeiro dia de trabalho na Collins engenharia. Fico feliz por ver a animação dela.
A vida de Laura está começando a tomar o rumo que ela quer, e eu preciso fazer o mesmo com a minha vida. Já que não consegui o trabalho lá, preciso correr atrás de outro. Não posso ficar desanimada em casa.
Decidida, corro para o banheiro, tomo um banho, coloco uma roupa social apresentável, e saio para procurar trabalho em outros prédios lá no centro.
Passo toda a manhã andando pelas ruas do centro, deixo vários currículos nos prédios próximos ao trabalho novo de Laura.
Fico imaginando, já que não conseguimos trabalhar no mesmo lugar talvez possa trabalhar perto uma da outra.
Já são quase 13h00min da tarde, decido dar uma parada para comer alguma coisa, sigo pelas ruas procurando um lugar baratinho para comer.
Paro na frente de vários restaurantes para ver um que caiba em meu orçamento. Avisto um que possa ser o felizardo, atravesso a rua para ver o cardápio mais de perto. Depois que acabo de ver me viro para entrar, e zás! Bato com a cara em um homem. Fico tonta, caiu de joelhos e só consigo ver seus pés.
- Que sapatos lindos, e esse cheiro, eu conheço esse cheiro. – Digo a mim mesma em pensamento. Ainda de joelhos vou erguendo os olhos para olhar o homem que me derrubou, quando consigo ver seu rosto meu coração bate mais forte. O Senhor Cheiroso!
- Meu Deus, você se machucou?
- É senhorita Miller, certo?
Pergunta-me ele, pondo suas mãos fortes na minha cintura para me levantar.
Fogo... calor...
- Sim, quer dizer, não.
- Você não é Miller?
- É sim, eu disse não para a primeira pergunta.
Uau, ele lembrou meu nome! Vibro por dentro.
- Está perdida pelo centro senhorita?
- Eu estava procurando um lugar para almoçar. Respondo com um sorriso bobo.
- Que coincidência, eu também estava indo almoçar, gostaria de me fazer companhia?
Olho para seus lindos olhos azul e penso se isso seria uma boa ideia.
Um frio me percorre todo o corpo, fico mais nervosa do que já estava.
- Você não vai me responder?
- Desculpe Sr. Collins, é que eu só vou comer algo rápido, pretendo não levar muito tempo no almoço.
- Tudo bem, eu só tenho meia hora. vamos me dê esse prazer de ter sua companhia.
Ele me dá um sorriso que me desmonta, e eu não consigo mais dizer não.
- Tudo bem, vamos então.
- É nesse restaurante que você iria comer? – Diz ele apontando em direção á entrada do restaurante que eu estava olhando o preço.
- Na verdade Senhor, eu ainda não havia me decidido em qual eu iria almoçar.
- Podemos ir a um de sua preferência. – Digo.
- Ótimo, tem um aqui excelente, aposto que você vai gostar. – Diz ele com um sorriso sedutor.
Caminhamos em direção ao restaurante, e como as ruas estão cheias, muitas pessoas esbarram na gente, ele com delicadeza põe suas mãos em minhas costas para me afastar dos esbarrões.
Quando chegamos ao restaurante, vejo que é um bem caro, meu nervosismo aumenta, penso logo no pouco dinheiro que tenho para comer. Ele parece notar minha preocupação, e logo me avisa que é tudo por conta dele.
O maitre nos leva a um lugar reservado, separado das outras mesas, pelo que notei, o Senhor Cheiroso é um cliente preferencial.
Acomodamo-nos e logo entra o garçom para nos atender. O Senhor Cheiroso pergunta o que eu gostaria de beber, eu peço um suco de abacaxi com hortelã, ele pede uma taça de vinho, que o garçom já parece saber o vinho preferido dele.
Para comer eu deixo por conta dele, digo que como é ele a conhece o local, confiava nele para fazer os pedidos.
- Então, senhorita, me fale de você enquanto nossos pratos não chegam. - Me diz ele olhando diretamente nos meus olhos. Fico vermelha, e sinto uma onda de calor percorrer meu corpo.
- Bem Senhor O que gostaria de saber sobre mim?
- O que você quiser me contar.
- A propósito, não vi você no treinamento hoje, você foi escalada para que horário?
Não sei o que dizer. Será que ele não sabe que não fui contratada para trabalhar em sua empresa?!
- Bem Sr. Collins, eu não estava no treinamento, porque não fui contratada.
- Não?! - Me diz surpreso.
- Não senhor, imaginei que soubesse.
Ele não diz nada, só faz uma cara de que não gostou muito de saber que não fui contratada.
- Ok então, vamos mudar de assunto...
- Você veio para o centro para procurar trabalho?
- Sim, já que não sou qualificada para sua empresa, decidi procurar em outras aqui mesmo no centro.
- Alguém da minha empresa disse que você não era qualificada para trabalhar lá?
- Não, ninguém disse isso, fui eu mesma que deduzir.
Ele me olha com uma expressão séria, e eu não consigo saber se ficou chateado com o que acabei de dizer.
- Mas o senhor, faz o que lá? Pergunto tentando dar um pouco mais de leveza em nossa conversa.
Ele me olha esboça um sorriso, e responde:
- Sou o diretor geral da empresa.
- Então o senhor é o dono?
- Não, meu pai é. Eu só ocupei seu lugar porque ele não anda bem de saúde.
- Sinto muito por seu pai, espero que ele se recupere logo... falo em um tom de preocupação.
- Obrigada senhorita.
Responde pondo seus cotovelos na mesa, e apoiando seu queixo nas mãos. Silêncio ...calor.
Como me olha, o que será que se passa pela cabeça dele quando me olha assim?
O garçom chega com nossos pratos, vejo que ele pediu uma carne assada com molho madeira e uma salada verde, tudo é muito apetitoso.
- Vamos atacar! Diz ele levantando uma de suas sobrancelhas.
Dou um sorrisinho, e faço sim com a cabeça.
A cada garfada que dou, eu olho em direção a ele que me olha de volta. Comer uma comida deliciosa, em um restaurante maravilhoso, e na companhia dele, se tornou um dos melhores dias da minha vida.
Quando terminamos, o garçom traz um pedaço de torta de chocolate, com sorvete de morango por cima.
O garçom põe na minha frente e em seguida sai... o Sr. Collins vulgo Senhor Cheiroso me olha e faz sinal com a cabeça para que eu coma.
- E você não vai comer? Não responde só me olha e faz sinal novamente.
Pego a colher, tiro um pedaço da torta, levo a boca, e sem saber por que fecho os olhos e solto um gemido baixinho... Que delícia!
Quando abro os olhos vejo que ele me olha com um sorrisinho safado.
- Posso provar? Perguntar de repente.
Faço que sim com a cabeça, ele se levanta, pega a cadeira põe próxima a minha, pega a colher enche com mais torta, e passa por meus lábios, colocar a colher no prato e sem pedir permissão ele põe sua língua para fora passa por meus lábios e depois os suga para dentro de sua boca me deixando totalmente sem ar.
Sua língua habilidosa invade minha boca me causando sensações que quase me fazem engasgar.
Quando para me olha e diz com voz rouca:
- Eu estava louco para fazer isso.
Beija-me mais uma vez, suas mãos fortes passeiam por minhas costas. Sinto espasmos por todo meu corpo.
Quando ele, para me olha novamente e diz:
- Gostaria de te ver de novo.
Eu não sei o que dizer. Estou atordoada, ainda não acredito que um homem lindo desse está me beijando e falando que quer me ver de novo.
- Por favor, diga que sim. Insiste ele me beijando novamente.
- Sim... Sim... - Consigo responder.
Ele sorri, e suas mãos descem até minhas coxas e para ali, tremo.
Seu cheiro, sua proximidade, seu toque, seus beijos... Só falto ter um orgasmo. Ele consegue mexer com todas minhas terminações nervosas.
Fico ali de olhos fechados esperando que ele continue, mas ele faz ao contrário. Levanta, pega a cadeira e volta para seu lugar.
Em seguida aperta um botão que fica próximo á mesa, e logo aparece o garçom, ele pede a conta e diz que precisa ir embora... que broxante.
Enquanto aguardamos o garçom retornar com a conta, ele fica me olhando. Será que está me achando uma mulher fácil demais?!
Rapidamente tirou esse pensamento da minha cabeça e pergunto:
- Tudo Bem Sr. Collins?
- Por favor, me chame de Jhonny.
- Sim, está tudo ótimo Sarah, e você?
- Está tudo maravilhoso Johnny. - Respondo sorrindo como uma boba.
Ficamos nos olhando e sorrindo um para o outro até o garçom chegar.
Ele paga a conta e seguimos para fora do restaurante.
- Então... Preciso ir Sarah, tenho uma reunião daqui uns 5 minutos.
- Poxa, você está muito atrasado. - Digo brincando com ele.
- Sim, mas valeu a pena esse atraso. Você pode me passar seu número?
- Claro, que sim. - Respondo toda boba como se fosse uma menina de 15 anos.
Ele tira o celular do bolso e anota meu número, coloca o celular novamente no bolso. Olha-me, sorri e diz:
- Eu adorei te encontrar hoje, estava precisando disso.
- Espero te ver logo.
- Eu também. - Digo com uma voz toda melosa.
Ele pega minha mão, beija e vai embora... Eu fico parada na rua olhando, ele se afastar e virar a esquina, e me pergunto se o que aconteceu foi real, ou obra de minha imaginação fértil.