Estava na loja de utensílios da cidade comprando algumas coisas que precisava!
Não sou muito de vir ao centro da cidade desde que me isolei no alto da montanha, mas sempre que preciso de algo, quando não peço ao meu assistente, eu mesmo venho, mas dessa vez passei por uns momentos bem estressantes.
Estava distraído escolhendo o que eu queria, do nada senti a perna da minha velha calça jeans surrada, sendo puxada! Olho, e me deparo com um menininho de uns quatro, cinco anos mais ou menos, lindo! De olhos e cabelos de um castanho escuros, seus cabelos eram tão lisos caídos pela testa, naquele momento eu fiquei sem saber o que fazer, já que, depois que a minha mulher e meu filho morreram na mesa de parto há cinco anos! Eu me isolei no alto da montanha onde não vejo e nem tenho quase nenhum contato com pessoas, principalmente com crianças, nada contra só não quero ninguém sentindo pena de mim, então me isolei no alto da montanha, lá é um lugar ideal para ficar sozinho comigo mesmo, e além do mais e sossegado, ninguém vai até lá, principalmente depois que eu resolvi morar lá em cima pra ficar longe de tudo e todos.
A minha única companhia é o duque, meu cachorro labrador retriever.
-Fiquei paralisado ali olhando aquele rostinho tão angelical que me olhava com uma certa admiração, acho que pelas minhas roupas tão rústicas, como também a minha aparência que a anos me pareço mais com um ogro, do que um homem bem sucedido,
-Oi, -disse aquele menininho lindo, com os olhos brilhando e um sorriso no rosto! Mas eu não quis saber, nem o respondi! Continuei escolhendo o que eu queria comprar, sem dar atenção a ele, até que uma mulher louca veio na nossa direção e começou a falar: Jonas, sai de perto desse mal educado, você não está vendo que ele está te ignorando! Vem aqui filho, a mamãe já não falou pra você parar com essa sua mania de querer falar com todos. Principalmente com estranhos, além de ser perigoso alguns não gostam filho, então vem comigo, vamos, eu já vou pagar as compras pra nós podemos ir pra casa. -Enquanto a mulher falava, eu, em nenhum momento olhei pra ela, continuou escolhendo tudo o que queria, e segui para o balcão para pagar pelas compras.
- Deixando, ela lá falando sozinha, coisa que a deixou mais ainda furiosa, mas eu nem liguei, segui meu caminho! Queria muito sair dali, sendo assim fingir que não era comigo, e que não ouvir nem uma palavra que ela estava falando, mas eu ouvir sim, cada palavra que ela dizia, que eu não tinha respeito, não com ela que não ligava pra isso, mas sim com o seu filho, que continuava me seguindo, como se quisesse muito a minha atenção.
- Enquanto a mulher se aproximava do balcão para pagar pelas suas compras, eu, pagou e sai da loja apressado para seguir para a minha camionete que estava estacionada do lado de fora do estabelecimento.
-Augusto, caminhou para o estacionamento sem nem ao menos perceber que estava sendo observado por aqueles par de olhinhos castanhos escuro tão brilhante, que ele mesmo sendo um homem rude, achou lindo! Ele continuou colocando suas compras na carroceria da camionete, depois seguiu para a porta do motorista entrou, ligou seu carro e seguiu seu caminho.
-Já dentro da loja, quando a mulher se aproximou da atendente no balcão, ela perguntou: quem é aquele homem tão tosco? Você viu, como pode fazer isso com uma criança que só quis comprimenta-lo.
-À senhora, como a senhora chegou agora aqui na cidade a pouco tempo, a senhora ainda não o conhece, e nem deve ter ouvido falar dele.
Então, ele e o Augusto Bell, o homem mais rico da cidade! Mas também o mais sofredor, já que há cerca de cinco anos, a sua mulher e filho morreram no parto, desde então ele se isolou em um chalé no alto da montanha e não fala com ninguém! A sua única companhia e o seu cachorro que por sinal é um cão muito lindo e bem cuidado! Todos aqui na cidade se compadecem com a sua dor, mas infelizmente ninguém pode fazer nada.
Então, ele não aguentou os olhares de pena que todos davam na sua direção, e uma semana depois da fatalidade, ele foi pro alto da montanha e não voltou mais só vem a cidade de vez enquanto, que é muito raro. Aquela mansão luxuosa que tem próxima a praça principal é dele, onde ele vivia com a esposa depois que se casaram, dizem que tudo está igualzinho como ela deixou até o quarto do bebê.
-As mulheres ficarão tão envolvidas na conversa que a mãe só veio sentir falta do filho na hora de ir embora, um bom tempo depois, desesperada ela começou a chamar e procurar pelo filho dentro do estabelecimento.
-Jonas, Jonas -depois que procurou e chamou por alguns minutos a mulher já desesperada correu pra rua perguntando e procurando pelo filho, mas nada de encontrá-lo, ninguém tinha visto o menino, ninguém o conhecia já que ele e a mãe se mudaram para aquela cidade a poucos dias.
Já no alto da montanha Augusto chegou e quando foi tirar as suas compras da carroceria da caminhonete, no que ele foi pega os materiais de construção que havia comprado, tomou um grande susto ao tocar em algo diferente embaixo da lona, quando ele levantou toda a lona ficou totalmente surpreso com cena diante dos seus olhos, aquele menino ali dormindo tão tranquilo que apesar do susto Augusto, achou aquele momento surpreendentemente lindo! Augusto, ficou ali olhando e pensando que nem em seus sonhos ele iria imaginar poder presenciar uma cena tão linda como aquela! Mas depois que o susto passou, ele ficou imaginando como aquilo pode acontecer sem que ele percebesse, foi quando ele se lembrou do que tinha acontecido dentro da loja o fazendo querer sair depressa daquele lugar já que aquela mulher não parava de falar o deixando totalmente atordoado.
Mesmo assim, agoniado, ele não parava de pensar e falar com si mesmo: como eu não o percebi subir e entrar aqui?
-Ele ficou ali pensando o que ele iria fazer agora que já estava anoitecendo.
-Eu não vou voltar com ele pra cidade, não mesmo!
- sem pensar mas, ele o pegou bem devagar com muito carinho, e o levou para dentro do Chalé, onde o colocou no grande sofá e depois de o cobrir bem devagar, seguiu para acender a lareira para amenizar o frio que a noite trazia para aquele lugar! Ao se virar pra dar mais uma olhada naquele menininho lindo que poderia ser seu filho, viu que duque estava cheirando-o, então falou em tom baixo:
- então amigão, vamos cuidar bem dele né! Você vai me ajudar a fazer com que ele fique bem?
-Duque o olhou com olhos brilhantes dando sinal que entendeu e inclinando a cabeça pro lado em sinal de concordância,
-Augusto sorriu satisfeito pois eles se entendiam como ninguém, e nesse momento ele teve a certeza que o menino não corria nenhum perigo com o seu companheiro.
Agora era só aguardar o que estava por vir
1 CAPÍTULO DE UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR.
A SURPRESA
Depois que guardou todos os objetos que comprou, olhando para aquele menino que dorme tão tranquilo a sua frente, Augusto se lembrou que entre a cidade e o seu chalé e um boa caminhada mesmo de carro, pensando nisso ele imaginou que o menino iria acordar a qualquer momento com fome -pensando nisso, ele imediatamente seguiu para a parte da cozinha para preparar uma sopa pra quando o menino acordasse teria o que comer, e depois teria que se explicar o que fazia na carroceria da sua caminhonete, só que fizesse isso já de barriguinha cheia com algo quentinho e saudável.
As horas passou e nada do menino acordar, Agosto já estava ficando preocupado, quando ele se recostou na cabeceira da sua cama para descansar e esperar que o menino acordasse, não aguentou, e acabou adormecendo em um sono profundo, acordando com batidas fortes na porta, quando ele abriu os olhos ele se deparou com o menino dormindo no seu lado, surpreso e atordoado, pensou -como pode isso estar acontecendo com ele, -toc toc toc mais uma vez as batidas fortes na porta o tirou dos seus pensamentos, sem acreditar que aquilo estava realmente acontecendo ele se levantou surpreso já que ninguém nunca o procurou ali, ele seguiu para a porta e quando abriu sem acreditar que estava diante daquelas pessoas, esquecendo completamente que o menino estava no seu Chalé, ele já foi logo dizendo com a voz rude e grossa, o que querem aqui?
-Augusto, nós viemos pelo menino, onde ele está?
-Breno, o que leva você a achar que eu sei de algum menino?
-Augusto, nós vimos pelas câmeras quando ele entrou na carroceria da sua camionete!
-Me fala logo o que você fez com o meu filho?
-Como assim! O que eu fiz com o seu filho? O que você está querendo insinuar? O que você acha que eu sou? Você acha realmente que eu faria mal a uma criança? -não sei me diga você,
-olha aqui sua mulher to...
-Calma vocês dois vamos manter a calma huh, -Breno como você pode me pedir calma, não está vendo o que essa desequilibrada está me acusando, mais cedo lá na loja me acusou de ser rude, ignorante por ignorando o filho dela, e agora está aqui mais uma vez me acusando! Eu quero vocês longe daqui agora. -Não, não, eu não vou sair daqui até você me dizer o que fez com o meu filho! -Nesse momento Augusto esticou o braço direito e pegou uma arma que ele usa para casar na montanha e ficou segurando bem firme, mas sem apontar pra ninguém, já que ele não tinha intenção nenhuma de atirar em ninguém por não ser um homem violento, na verdade ele só queria Assustá-los.
Mas a mulher não se deixou intimidar e não recuou nem um pouquinho, olhando bem nos olhos dele ela falou: olha aqui, você vai ter que decidir se você realmente quer terminar seus dias solitário nessa montanha ou na prisão por dar sumido em uma criança de apenas cinco anos! Então senhor isolado, qual vai ser?
-Do que você está falando, você acha mesmo que eu seria capaz de fazer mal a uma criança?
-Pelo que tudo indica sim! A não ser que você nos fale logo onde colocou o meu filho -olha aqui senhora, não sei quem é você, mas uma coisa eu já sei de você! -A é, e eu posso saber que coisa é essa? -que você não sabe tomar conta do seu filho direito!
-O que, olha aqui senhor, eu tomo conta do meu filho muito bem, desde que ele nasceu eu não desgrudo dele, a não ser para ir trabalhar! E só por isso que eu estou aqui nessa mald... nessa cidade já que me transferiram contragosto, eu só vim por não ter alternativa nenhuma, e ainda por cima estou aqui sem meu sincero consentimento, tive que vir a trabalho para ficar no lugar de um verdadeiro incompetente, que não está fazendo o seu maldito trabalho direito deixando a empresa da sua família ir a falência. Agora deixa de conversa fiada e me fala cadê o meu filho, não vai me disser que você o deixou até agora lá na sua camionete com esse frio que está fazendo aqui em cima?
-bom, já que eu não vi nem um menino na minha camionete então com certeza ele anda deve está lá!
-O que, se ele estiver lá com esse frio ele... ai meu Deus, Jonas, filho -todos correram para a camionete, menos Augusto que nem saiu do lugar! Quando todo chegaram lá e não encontraram o menino em nenhuma parte do veículo, a mulher muito nervosa cambaleou, os dois homem e a mulher que foram com ela os ampara, enquanto isso Augusto, que estava de pé no mesmo lugar na porta vendo ela chorar desesperada, nem se comoveu, simplesmente chamou seu antigo amigo de longas datas!
-Breno, vem aqui -quando o homem chegou preto dele eles entraram, logo depois que Augusto e Breno estavam, a mãe do menino entrou feito um furacão gritando -seu maldito o que você fez com o meu filh...
-quando ela olhou pro mesmo lugar que eles estavam olhando se deparou com uma cena que a fez engolir todas suas palavras, já que diante dos seus olhos estava o seu pequenino Janas, dormindo tão tranquilo que nem percebeu a confusão que todos estavam fazendo.
A mulher levou a mão na boca, enquanto isso Breno foi até a porta e falou pros demais que ainda permanecia lá fora: gente podem entrar, aí fora está muito frio! Quando todos entraram ficaram pasmos com o que viram o menino enrolado nas cobertas luxuosas e quentinha em uma cama que apesar de estar na montanha parecia bem cara, todos ficaram sem reação com aquela cena diante dos olhos.
Depois de se recuperar a mulher então falou: alguém pode me ajudar a pegar o meu filho e tirá-lo desse lugar.
-Sem ao menos olhar pro homem responsável por tudo que está acontecendo, ela pediu ao Breno que pegasse o seu menino e os levassem embora dali, e assim Breno fez, só que antes que todos atravessasse a porta Augusto falou: porque você não o deixa aqui lá fora está muito frio, eu fiz uma sopa pra quando ele acordasse, já que o tirei da caminhonete dormindo e não quis acordá-lo.
- Não, vamos senhor Breno, eu preciso levar meu filho pra dormir comigo na nossa cama. -Depois que todos foram embora, Augusto mais uma vez se incomodou com a sensação de perda novamente, frustrado, ele se deitou na cama em forma de concha e ali ficou lembrando da noite que sua esposa e seu filho morreram na mesa de parto.
O dia amanheceu, Jonas acordou totalmente atordoado pois a única coisa que ele se lembrava era de ver aquele homem que ele queria muito que fosse seu pai e de sair da loja e se esconder na carroceria da caminhonete dele, depois de acordar sentindo a falta da sua mãe e ir para a cama a procura dela.
-Bom dia rapazinho dormiu bem?
-Mamãe, como eu vim pra casa? eu não me lembro! -Ah, é do que você se lembra, posso saber?
-Como o menino abaixou o olhar e ficou calado, ela continuou falando: se levanta lava seu rosto pra tomar café, pois nós dois temos que ter uma conversa muito séria! -Mamãe, porque você está sentada aí na poltrona me olhando dormir?
-Porque por sua causa eu quase não dormi Jonas, eu sempre te pedi pra não mentir pra mim né!
-Sim mamãe mais e que...e que nada Jonas, você tem ideia de como eu fiquei quando não te encontrei naquela loja, se não fosse os donos de lá, eu jamais iria imaginar que você tinha subindo na caminhonete daquele homem desconhecido, quando eles me mostraram as filmagens do estacionamento, eu não pude acreditar no que eu estava vendo você foi muito imprudente Jonas, eu só tenho você nessa vida e não quero te perder, então por favor nunca mais faça uma coisa dessas entendeu meu filho.
-Sim mamãe, me desculpe, e como você me achou e me trouxe?
-Bom, pelo que eu entendi os donos daquela loja, são amigos de infância do tal homem, e me levaram até lá, você sabia que lá é muito alto e faz muito frio?
-Bom mamãe, eu não vi nada porque com o balanço do carro eu dormi e durante a noite eu acordei com frio e sentindo a sua falta, então eu fui dormir com você na cama!
-Como assim, e antes de ir para a cama onde você estava dormindo?
-No sofá!
-Hum, entendi, mas meu filho, não era eu naquela cama e sim o tal homem que eu nem sei direito o nome dele, só seu que os amigos dele o chamaram de Augusto.
Mas agora que está tudo bem vamos esquecer isso e nos divertir, já que segunda-feira eu começo a trabalhar, afinal é pra isso que me mandaram pra essa cidade que nem sei se vou gostar de morar aqui.
O fim de semana passou e chegou a segunda-feira, Augusto, se levantou cedo como de costume só que dessa vez seu dia iria sair completamente da sua rotina, já que ele precisa ir a sua empresa.
Depois de fazer a sua higiene e tomar seu café ele entrou na sua caminhonete e mais uma vez desceu a montanha seguindo para a empresa que herdou da sua família.
Quando Augusto chegou na sua empresa entrou como sempre fazia, sem falar nenhuma palavra com ninguém ele seguiu pelos corredores e foi direto para sua sala seguido pelo Nicolas, seu assistente tanto na empresa como pessoal, no qual o mesmo, não falou uma única palavra até que chegaram na grande sala do poderoso Augusto Bell, o ceo de uma grande fábrica de tintas de todos os tipos, ele gerencia a empresa desde que herdou do seu pai já falecido há mais de dez anos, no qual ele anda bastante ausente, sendo assim, pediu para seu assistente contratar, uma pessoa de total confiança para administrar
a empresa por ele daqui, claro que ele vai acompanhar toda a movimentação de casa, e de vez em quando virar a empresa.
Nicolas, Breno e Augusto se conhecem desde menino já que seus pais também sempre foram amigos de infância, Augusto, perdeu sua mãe quando ainda era um menino, sendo criado pelas empregadas da casa, já que seu pai tinha que trabalhar para não deixar o legado da família falir, tendo pouco tempo para o filho que sentia muito a falta tanto do pai como da mãe que faleceu depois de seu carro cai de uma ponte em um rio, ela não conseguiu abrir as portas e morreu afogada! Deixando Augusto e seu pai sozinhos aos cuidados dos empregados da mansão, e há dez anos atrás, seu pai veio a falecer, depois de um tempo acamado com uma doença terminal.
Nessa época, Augusto estava noivo da sua falecida mulher se casando três anos depois do falecimento do seu pai e esquecendo todas suas dores, até que anos depois de sua mulher luta para engravidar conseguiu, mas novamente o destino foi bem cruel com ele, levando-o mais uma vez seu coração sangra com a perda da sua amada esposa e seu filho de uma só vez, sem nem um pingo de dó, do homem que apesar de toda sua vida de sofrimento era maravilhoso com todos ao seu redor, assim como os funcionários, inclusive os mais próximos como amigos e familiares.
Já o Breno, era um menino adotado mas muito bem tratado pelos seus pais adotivos que são os donos da loja onde Augusto estava quando conheceu o menino Jonas, já o Nicolas, sempre foi o mais humilde dos três amigos, não conheceu seu pai, e sua mãe sempre trabalhou na fábrica da família Bell, e como os três estudavam no mesmo colégio desde menino já que a fábrica fornece bolsa de estudo para os filhos dos funcionários poderem ter uma educação adequada, que no futuro pode favorecer a própria fábrica e empresa, já que rendia muito empregos aos moradores da cidade de Jundiaí. Os antigos moradores da cidade apreciam muito as oportunidades que a fábrica da família Bell que sempre proporcionou a todos, e Augusto não é diferente do seu pai e avô, ele dá procedimento ao legado da família, e se tornou um homem simples e justo como que seu pai e avô sempre o ensinou dizendo, que dependente do tanto de dinheiro que tenha ou venha a ter, ele terá que ser sempre o mesmo com muita humildade, pois a arrogância não leva ninguém a lugar nenhum, mas as boas amizades sim! Porque ninguém faz nada sozinho.
-Então, Nicolas e hoje que a nova contratada começa aqui na empresa?
-Sim, senhor Bell...Nicolas eu já não te falei pra me chamar de Augusto, afinal nós somos amigos de infância!
-Sim, mas eu também já te falei que aqui na empresa eu preciso ser formal, afinal você é meu chefe! Assim como o da minha mãe também, então não pega bem tanta intimidade.
Agora respondendo a sua pergunta, sim, ela irá participar da reunião e se apresentará a todos.
-Ótimo, espero que essa pessoa seja realmente muito competente como você e o diretor da filial do Rio de janeiro, me falaram! Toc toc -os dois ouviram as batidas na porta e logo a secretária entrou dizendo: senhor Bell, todos já estão lhe esperando para a reunião.
-Ok, então vamos.
-E assim, os três seguiram pelo corredor que os levou para a sala de reunião.
Ao abrir a porta todos estavam sentados e ao vê-los entrarem, todos ficaram de pé para cumprimentar o ceo, da empresa! Foi aí que Augusto se surpreendeu com uma figura, no meio de todas aquelas caras já conhecidas, estava uma pessoa não conhecida na empresa, mas que ele já tinha esbarrado em um momento bem desagradável, pasmo ele ficou paralisado ali completamente imóvel no mesmo lugar, olhando diretamente nos olhos daquela pessoa que ele se esforçou muito para esquecer durante todo o final de semana.
Nesse momento toda a cena na loja veio a sua mente como se ele estivesse vivendo tudo de novo! Completamente atordoado ele quis sair dali imediatamente porém ele não podia, e como ele nunca foi homem de fugir dos seus compromissos ele recuperou a compostura, respirou fundo e terminou de entrar já falando: Bom dia a todos, podem ficar à vontade.
-Depois de se acomodar na cadeira do presidente majoritário da empresa ele olhou novamente na direção da mulher sentada e reparou que ela o olhava com olhos de surpresa também, parece que ambos estão totalmente surpresos daquela situação, ele fez sinal para o Nicolas começar a reunião onde o seu assistente logo começou pela apresentação da nova integrante da empresa Bel Family que é o nome da fábrica de tintas.
Nicolas começa a falar: Bom, estamos fazendo essa reunião para apresentar a nova administradora, a senhora Glaucia Bellaver que se encontra aqui presente.
-Nesse momento ela se levanta e faz sinal com a cabeça afirmando ser quem Nicolas disse! Augusto, abaixa os olhos não aguentando olhá-la nos olhos já que quando eles se conheceram não foi nada agradável, sem saber o que fazer ele se levantou e saiu da sala sem ao menos olhar e nem falar nada.
Surpreso com a reação do chefe, Nicolas também ficou sem saber o que fazer já que não estava entendendo a reação do seu chefe. Depois de falar mais algumas coisas ele deu a reunião por encerrada. Saindo imediatamente da sala e seguindo para a sala do amigo que estava de pé de frente a grande janela de vidro do chão ao teto olhando lá pra baixo com as mãos no bolso, Augusto não sabia o que fazer se aceitava ou não aceitava aquela mulher que no momento ele abominava.
Nicolas entrou sem bater já falando: o que deu em você Augusto, não vai me dizer que você agora deu pra ser machista, e não quer uma mulher na direção da administração dessa empresa?
-Sem olhar pro amigo e funcionário Augusto, respirou fundo e fechou os olhos só então depois de uns segundos falou: claro que não é nada disso, é só que eu já a conheci, e não gosto dela só isso!
-O que! Cara, quando você conheceu essa mulher? Me conta essa história direito, Augusto, não vai me dizer que essa mulher é alguém de seu passado?
-Não, claro que não, eu a conheci sexta-feira na loja do Breno, quando eu fui fazer algumas compras! Não gosto nem de me lembrar daquela tarde que foi muito complicada, quando eu estava na loja de utensílios, ela estava lá com o filho, um menino muito lindo e amável que cismou comigo, a ponto de entrar na carroceria da minha caminhonete sem eu ver! E eu só fui perceber quando cheguei no chalé, e essa mulher me acusou de várias coisas, até passou pela cabeça dela que eu poderia fazer mal ao filho.
E agora ela está aqui novamente na minha frente, e o pior na minha empresa e pra piorar é uma das minhas funcionárias! Eu realmente não sei o que fazer.
Nicolas como você não me passou a ficha dela antes com a foto, assim eu teria me livrado desse constrangimento agora.
-Me desculpa Augusto, você nunca me pediu isso antes então...tá você tem razão.
Mas Nicolas, e agora como eu vou encará-la, toda vez que precisar resolver assunto da empresa se eu ao menos não aguentei continuar ve-la na reunião! -Não sei Augusto, mas agora eu vou te falar como amigo, não seja injusto com aquela mulher que precisa trabalhar, principalmente, como você mesmo falou ela tem um filho e parece que só são os dois já que na ficha dela consta que ela é solteira!
-Me trás a ficha dela agora!
-Ok, eu vou providenciar isso agora mesmo, mas e o que eu faço com ela? Ela vai querer saber se vai ou não trabalhar aqui?
-Sim verdade, por enquanto manda ela ir pra casa, fala que entraremos em contato com ela amanhã, me de até amanhã pra pensar Nicolas, eu simplesmente estou atordoado! -Uau o todo poderoso Augusto Bell o ceo da Bel Family está atordoado com uma simples funcionária, e meu amigo, acho que enfim você está diante de uma mulher que verdadeiramente mexeu com você! - Não fala bobagem Nicolas, eu só nunca fui insultado por uma mulher antes! Além do mais, ela é uma mulher bem topetuda! -Sim, ela deve precisar ser, já que é sozinha com um filho pra criar e educar e pelo que você falou é uma criança adorável né?
-Sim, ele é mesmo! Bom, eu suponho, já que não tive muito contato com ele, já que na loja eu o ignorei e lá em casa quando eu o encontrei ele estava dormindo e quando ela foi buscá-lo ele ainda estava dormindo!
-O que ela esteve na sua casa, como assim? Me conta essa História direito!
-Tá eu te conto tudo mas não agora, e nem aqui, vai pegar a ficha dela, eu quero saber mais sobre ela!
-Ah se é só isso, porque você não a chama para sair tomar um café ou um jantar?
-Para de brincadeira Nico...Toc toc eles ouviram batidas na porta e Dolores a secretária abriu a porta e ao colocar a cabeça pro lado de dentro falou: senhor Bell, a senhora Bellaver está aqui e pediu pra falar com o senhor!
-O que! não, diga que eu estou muito ocupado, sim senhor!
-Não o senhor vai me receber agora mesmo já que não está nada ocupado a não ser que ficar aí falando da vida alheia e ocupação, porque eu tenho certeza que vocês dois estão falando de mim! -Olhando surpreso para aquela mulher topetuda na sua frente, Augusto ficou sem reação olhando fixamente nos olhos dela, vendo como um ficou olhando pro outro hipnotizados, Nicolas, saiu sem ao menos eles perceberem.