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Acordo Com Meu Chefe Árabe

Acordo Com Meu Chefe Árabe

Autor:: JL Oliveira
Gênero: Bilionários
Lemi Murabak recebe uma notícia que abala suas convicções: seu pai, o atual soberano de Karilink, está gravemente doente. Para herdar o trono, ele precisa se tornar o príncipe árabe que o país tanto necessita, mas isso implica em uma exigência que Lemi jamais considerou: casar-se e formar uma família. Totalmente avesso a qualquer compromisso amoroso, depois de sofrer um acidente e ficar manco. Lemi se depara com um dilema ao conhecer sua misteriosa secretária, Alisson Smith. Enigmática e escondendo segredos sombrios de seu passado, Alisson precisa manter-se em disfarce para garantir sua própria segurança. Porém, quando uma ameaça de seu passado ressurge, ela se vê em perigo e desamparada. Lemi toma uma decisão, ele propõe a Alisson um casamento de conveniência, oferecendo-lhe a proteção de um homem poderoso. O que começa como uma aliança calculada e pragmática, logo se transforma em uma intrincada teia de desejo e paixão, desafiando suas próprias convicções. E no meio dessa trama toda ele descobre um dos segredos de Alisson que o deixa ainda mais envolvido por ela.

Capítulo 1 Acordo Com Meu Chefe

Alisson Smith

Brasil

Era para ser somente uma viagem com meu chefe, mas acabou se tornando um pesadelo para mim. A reunião de negócios tinha saído do controle e eu estava terrivelmente nervosa. Assim que chegamos no Brasil, onde eu pensei que nunca mais colocaria meus pés, lá estava eu parada naquele hotel novamente, onde tudo havia começado. O meu pesadelo parecia não ter fim.

Assim que chegamos, meu chefe foi para o seu quarto e eu tinha uma hora para arrumar tudo. Então corri até a sala de reuniões. Muitas vezes abaixei a cabeça para que funcionários antigos não me conhecessem, afinal Alisson Smith é inglesa, nasceu na Inglaterra e fala sem sotaque. Me esforcei muito para isso. Ninguém nunca desconfiou de nada, e não seria agora que iriam desconfiar.

Uma hora se passou e estava tudo perfeito, como deveria estar. Meu chefe logo chegaria com um novo sócio para assinarem a papelada, o homem havia herdado as ações. Então meu chefe veio pessoalmente para conhecer a pessoa que faria parte da empresa que pertencia à família. Eles tentaram comprar as ações, mas o homem foi categórico e não quis vendê-las.

Assim que o elevador abriu suas portas, lá estava meu chefe. Nossos olhos se encontraram e posso dizer que fiquei corada. Como ele podia fazer isso comigo? Ele era um dos meus segredos. Ajeitei os meus óculos, sem jeito. Uma mecha do meu cabelo caiu sobre meu rosto quando abaixei a cabeça. Quando voltei a fitá-los ainda por baixo do óculos, o pequeno sorriso que tinha em meu rosto foi se desfazendo e deu lugar ao desespero.

As pastas que eu segurava em minhas mãos pareciam queimar os meus dedos e deixei que caísse no chão. Quando o homem olhou para mim, eu me abaixei e para me esconder, deixei que meu cabelo caísse sobre meu rosto. Ele se apressou e caminhou até onde eu estava.

"Você precisa de ajuda?" Falou com aquela voz que pensei não ouvir nunca mais. Estava diferente e parecia um executivo com um terno caro.

"Não. Com licença."

"Alisson?" Ouvi a voz do meu chefe ecoando pelo corredor.

Meus pés batiam no chão com tanta força. Tive vontade de correr e sumir dali. Ele sabia onde eu estava? Ou será que só agora que me viu? Se aproximou dessa família, pois sabia que eu era a protegida do Sheik? Minha cabeça encosta na porta e se pudesse abrir um portal e desaparecer. As palavras gritam em minha mente: "Fuja... Fuja do seu passado."

"Alisson," a voz de Lemi. Ele está atrás daquela porta. "Abra a porta, por favor."

"Eu estou..."

"Abra a merda da porta," ele diz, e eu obedeço com lágrimas nos olhos.

Fico parada em frente ao grande espelho do banheiro, sem reação. Ele me olha, e agora eu sei que ele sabe quem eu sou. Abaixo meu olhar e o mantenho fixo em algum lugar imaginário. Lemi se aproxima de mim. Sinto seu corpo grande e quente.

"Por que se escondeu de mim? Você achou mesmo que eu não iria te reconhecer?"

"Eu não me escondi de você, eu me escondi daquele monstro que está lá fora e com certeza já sabe quem eu sou."

"Tenho uma proposta para te fazer, Alisson Smith?" O meu nome saiu de forma debochada.

"Proposta? Que proposta?" Pergunto olhando para ele através do espelho.

"Eu preciso de uma esposa, e você precisa de proteção, não é mesmo?"

"Não estou entendendo."

"É simples: você se casa comigo e eu protejo você daquele homem que está lá fora. O que acha desse acordo?"

"Um acordo com meu chefe?"

Capítulo 2 Nova Secretária

Alisson Smith

Londres - Dias antes

Enquanto eu olhava aquela tabela mais uma vez, repleta de números e gráficos, respirei fundo. Estava exausta, minha rotina era extenuante. No entanto, agradeço pelo trabalho que tenho hoje. Nem sempre as coisas foram boas para mim, não quero nem me lembrar do passado.

"Alisson, venha até minha sala", minha supervisora me chama me tirando dos pensamentos.

Caminho até lá, os outros funcionários me olham, alguns sorriem de lado, sabendo que algo bom não vem daquela sala quando ela nos chama. Não é à toa que ela tem o apelido de "bruxa loira da contabilidade". Todos temem o que ela pode fazer. Respiro fundo e bato na porta que está aberta.

"Posso entrar?" Ela gesticula com a mão, "Com licença", eu entro na sala.

"Fecha a porta", ela aponta para a cadeira e segura um lápis em sua mão. "Vou ser bem sincera", ela parecia falar consigo mesma e não comigo. "Você não se encaixa em nada, é uma incompetente, mas quando me descreveram..."

"Descreveram o quê?"

"Shh... Não me interrompa. Um dos sócios da empresa virá para Londres e vai precisar de uma secretária temporária, ouviu bem? Temporária. Dizem que ele é mal humorado, então pensei em você. Será a secretária perfeita", o sorriso de lado dela é intimidador.

"Secretária? Mas não tenho experiência. Como vou..."

"Isso não é problema meu, Alisson. Se vire ou será demitida", ela grita. Aquela bruxa queria que eu fosse demitida, pois desde que cheguei aqui, ela implica comigo.

"Ótimo, eu vou fazer o meu melhor", digo com ironia.

"Faça o seu melhor, queridinha, pois vai precisar", ela mexe o lápis nas mãos. "Vá até o último andar e fale com a sua amiguinha, lá ela mostrará a sala onde ele vai ocupar enquanto estiver aqui." Eu me viro e antes de colocar os pés para fora. "Não se esqueça de terminar as planilhas que lhe passei mais cedo. Só depois você estará dispensada."

"Mas..."

"Faça o seu melhor, Alisson", a gargalhada pode ser ouvida pelo andar todo. "Agora vá, você quer mais coisas para fazer? Se não, saia daqui."

Por isso ela me deu tanto trabalho quando cheguei na empresa. Essa vaca. Terei que terminar todas aquelas planilhas e ainda preparar a sala do novo sócio. Pelo jeito, vou sair daqui mais tarde de novo.

"Alisson, você ainda precisa arrumar a sala do novo sócio, fiquei muito feliz por escolherem você, é uma ótima oportunidade. Venha, já está fora do nosso horário, e eles chegam muito cedo." Assim que chego no andar da presidência, vejo como tudo ali é luxuoso e imponente.

"A bruxa me deu muito trabalho e disse que só podia sair quando terminasse tudo."

"Aquela mulher é ridícula", minha amiga Berna não gostava dela. "Venha, vou ajudar você a arrumar a sala, e depois vamos embora. Precisamos estar aqui no primeiro horário, os chefes chegam cedo."

Ela me ajudou a limpar a sala do meu novo chefe, deixamos tudo limpo, cheiroso e organizado. Enquanto trabalhávamos, ela me explicou o que eu deveria fazer, e fiquei pensando se eu daria conta de tudo aquilo.

Em seguida, ela me convidou para comer uma pizza. Eu não ganhava tão bem como ela e tinha que economizar ao máximo, pois tinha muitos gastos. Mas aceitei e fomos a um local próximo ao apartamento dela e da empresa. Ela então me convidou para dormir lá. Mesmo receosa de incomodá-la, aceitei. Depois de um banho quente, adormeci.

O pesadelo, como todos os dias, me assombra novamente. A mesma pessoa toma as minhas noites. É o meu passado assombroso, trazendo medo e incerteza que me acompanham.

Acordei suada, tensa e apavorada. Levantei da cama do quarto de hóspedes da casa de Berna e fui até

a janela. Precisava de ar e deixei-o bater em meu rosto. Como sempre faço após o pesadelo, caminhei pelo apartamento, abri a porta da frente, e não havia ninguém lá, me vigiando. Era a certeza de que tudo estava bem.

Depois de não encontrar nada, voltei para a cama e me deitei, olhando para o teto, enrolando o pano em meus dedos, tentando me acalmar. No escuro do quarto, meu coração ainda batia acelerado, e a sensação opressiva do pesadelo teimava em me seguir. Tudo parecia tão real, como se as lembranças dolorosas do passado nunca me abandonassem por completo.

Tentei mudar meus pensamentos. Eu precisava encarar aquele novo desafio como secretária temporária e provar a todos, inclusive a mim mesma, que era mais do que uma mera "incompetente". Aquele sócio mal humorado não seria um obstáculo intransponível, eu estava disposta a mostrar do que era capaz.

"Tomara que não seja um velho baixinho e rabugento, e que não tente nada comigo ou não vou suportar. Pelo que a Bruxa disse, ele é mal humorado, mas como preciso do dinheiro e do trabalho, e como é temporário, vou ter de aguentar."

No dia seguinte, decidi me permitir uma mudança de visual. Com a ajuda de Berna, escolhi uma roupa elegante que me fez sentir confiante e poderosa: uma saia de couro preta até os joelhos, uma camisa num tom bege e sapatos pretos. Meus cabelos também haviam passado por uma transformação há pouco tempo, eu não podia mais ser a mesma mulher e os óculos que se tornaram um acessório para o meu disfarce.

Meu reflexo no espelho era quase irreconhecível em relação ao que costumava ser. Hoje, se alguém me visse, jamais se lembraria da antiga...

"Você está incrível, Alisson!" exclamou Berna, me tirando dos pensamentos.

"Obrigada."

"Eu vou mais tarde hoje, como meu chefe está viajando, vou ter alguns minutos a mais."

"Eu tenho que ir, senão vou me atrasar. Não quero chegar depois do meu novo chefe ou seria um mau começo."

"Vá, querida, e boa sorte."

Segui em direção à empresa, sozinha, pois eu tinha uma nova missão. Dei bom dia ao recepcionista e, enquanto meus saltos batiam no chão, fazendo barulho no saguão ainda vazio, segui para o elevador e fui apertar o botão do último andar.

As portas começaram a se fechar, mas foram impedidas por alguém. Olhei para baixo e pude ver os sapatos finos e caros. Uma bengala foi com o que ele conseguiu evitar que as portas metálicas se fechassem.

Meus olhos foram percorrendo o corpo do homem à minha frente. Subi o olhar, admirando suas coxas grossas e longas. Podia jurar que o bumbum dele era durinho, e a barriga com gomos, com a pele morena igual à da mão dele.

O peitoral deveria ser moldado e forte, e aquela gravata cinza... Me imaginei sendo amarrada por ela. Aquele homem emanava sensualidade e prazer. E o rosto? Como seria?

O rosto dele me fez dar um passo para trás. Meus olhos se arregalaram, e fiquei com o corpo paralisado, pois eu o conhecia muito bem. Não posso acreditar, pensei que nunca mais o veria, mas ele estava bem ali na minha frente. Será que ele...

"Você já terminou sua inspeção?" Ele me repreendeu, seus olhos se estreitaram, imagino que não gostou da forma que eu o olhava e eu fiquei envergonhada. Ele não tinha me reconhecido.

Ele entrou e se posicionou atrás de mim. O perfume dele continuava o mesmo e me trouxe lembranças. O que esse homem estaria fazendo aqui? Estava com medo dele me reconhecer. Eu estava mudada, mas o medo gelou a minha espinha. As portas se fecharam, ele não disse

sobre o andar.

Eu estava praticamente na frente do painel, o corpo grande se posicionou atrás de mim. Pude sentir sua presença, mas ele não me tocou, apertou o botão do último andar. Ele iria para o mesmo lugar que eu.

"Você" - a voz dele continuava igual ao que me lembrava - "não vai colocar o seu andar? Não tenho o dia todo para esperar uma garota sair do torpor."

"Me desculpe." Apertei o botão que já estava vermelho. Eu estava seguindo as ordens dele. "É que eu..."

"Não quero saber" a voz grosseira saiu de sua boca, mas ele se aproximou do meu ouvido. "Só espero que nem todas as funcionárias se comportem como você, que ficam olhando demais e parecem desejar tocar o meu corpo, não é assim que você se sentiu?"

A voz dele tão próxima, foi quase um sussurro, entrou no meu ouvido como uma música erótica, me deixando arrepiada e excitada. Como ele me tinha em suas mãos.

Capítulo 3 Meu novo chefe

Alisson Smith

Foram minutos intermináveis, enquanto aqueles números pulavam pelo painel acima da porta. Não acredito que ele estava ali atrás de mim num elevador. Como isso poderia estar acontecendo? E para minha sorte ele não me reconheceu.

Fechei meus olhos, sentindo o cheiro dele e como mexia comigo. Quando esta porta abrir eu vou sair daqui o mais rápido possível, eu pensei. Cada parte do meu corpo entrou em uma nostalgia erótica.

Um solavanco no elevador, me fez cambalear e me desequilibrar, indo em direção a parede de músculos atrás de mim. Era como se aquele corpo tivesse sido feito para se encaixar com o meu. As mãos grandes dele seguraram em minha cintura, não me deixando cair.

O barulho da bengala caindo no chão misturou as batidas do meu coração. Como foi bom me aninhar pelo corpo dele. Tudo ficou escuro, não podíamos ver um palmo à nossa frente. Somente sentir o calor que emanava dos nossos corpos.

O aperto em minha cintura e a respiração ofegante no meu pescoço. Eu me remexi. E posso jurar que ouvi um palavrão quase inaudível. A mão se movimentou e fechei meus olhos esperando o que eu tanto ansiava, ter mais dele.

"Você está com medo?"

"Eu... Talvez esteja."

"Logo a luz vai voltar", ele sussurra.

"Eu espero", digo baixinho.

"Eu não."

Vagarosamente a sua mão pousa em meu pescoço, uma leve pressão se fez ali. Eu estava de costas para ele e meu corpo todo colado ao dele, me mexi, e ele gemeu. Podia sentir sua excitação. Eu engulo seco.

Sua boca está em meu ouvido, o nariz está cheirando os meus cabelos, podia implorar para ele lamber minha orelha a qualquer momento. Aquele homem me deixava louca de desejo. Mas ele brincava comigo. Eu estava molhada e pensava em mil formas de como ele podia simplesmente mexer as suas mãos no meu corpo.

O homem que eu conhecia, estava ainda mais forte, mais deliciosamente lindo. Sua mão grande deslizou do meu pescoço, e parou um pouco abaixo e seu dedo mindinho ficou entre as duas elevações de um corpo feminino, mas não se moveu.

Sentiu apenas o calor, ele tinha controle total da situação e eu, que sempre estava na defensiva, desta vez estava exposta a qualquer coisa que ele quisesse comigo. E o pior de tudo queria que ele fizesse, ansiava e desejava.

A luz se acendeu como mágica, pude ver o clarão e meus olhos se fecharam imediatamente. O aperto da minha cintura se desfez e meus olhos se abriram, me mostrando a imagem distorcida de mim mesma na parede metálica do elevador.

"Você já pode se recompor" a voz grossa disse ainda no meu ouvido.

"Me desculpe" o que eu diria para ele do meu comportamento.

"Você estava com medo, não é mesmo" eu dei uma passo para frente saindo do espaço dele e o elevador começou a andar

"Sim, eu tive medo."

"Espero que a senhora não se comporte assim com os outros homens da empresa, quando tiver medo."

Quando fui responder, as portas se abriram, e Berna estava lá. Pareceu confusa ao ver quem estava ali, assim como eu fiquei. Mas ela não disse nada. Todos nós guardamos nossos segredos.

"Você está descabelada, o que aconteceu?"

"Eu... Ah... Entrei em Pânico quando o elevador parou" Eu olho para ele que está atrás de mim e dá um mínimo sorriso "Tenho claustrofobia. É isso. Por isso meu cabelo está bagunçado."

"Entendo", ainda bem que ela não estendeu a conversa "Bom dia, senhor. Como posso ajudá-lo?"

"Quero saber onde fica minha sala."

"Você é o novo sócio?" Eu digo com os olhos arregalados e o olhar dele é matador.

"Onde é minha sala?" Ele me olha como se chama-se de incompetente.

"Me desculpe, senhor. Eu vou levá-lo até a sua sala, pode me acompanhar?"

"Estou esperando você me levar."

Seguimos em direção a sala que havia sido destinada a ele. No fim do corredor, duas grandes portas podiam ser vistas, uma era do chefe de Berna e a outra do meu chefe mau humorado. Assim que entramos ele inspecionou tudo.

"Onde está minha secretária?"

"Sou eu senhor. Espero que..."

"Só pode ser brincadeira" ele me analisou e eu cheguei a pensar que tinha se lembrado de mim.

Observei enquanto o homem alto andava com a sua bengala, pela sala. E ele também viu a minha observação.

"Você deve estar se perguntando o que aconteceu comigo, não é mesmo?" Quando abri a boca para negar, ele respondeu a sua própria pergunta, "Tive um acidente de ski, a alguns anos atrás. Já que você é minha secretária, anote algumas observações."

Tentei pegar a agenda na minha bolsa, e como eu era atrapalhada, enquanto ele me observava, o desespero tomava conta de mim. Enfim, encontrei.

"A primeira coisa: Fale o mínimo possível comigo e não fale sobre mim com ninguém. Segundo: Se alguém perguntar sobre a minha condição, responda o que lhe disse sobre o acidente de ski e mais nada."

Ele listou muitas coisas e eu anotei tudo. Depois me enxotou de lá, e disse que não queria ser incomodado até a hora do almoço.

"Se eu precisar de você, vou chamá-la. Lhe enviarei um e-mail com tudo que preciso. Próximo do almoço, lhe enviarei uma mensagem sobre o que quero comer, pois não vou sair."

Eu saí de lá com meu coração batendo mais que uma escola de samba. E fui até a minha mesa que era próximo a de Berna.

"Ele te reconheceu?" Ela vem até a minha mesa assim que me vê.

"Não, eu acho que não. Pelo menos não deu indícios. Fiquei paralisada quando o vi naquele elevador."

"Eu também. Não o via há muitos anos, desde aquele dia horrível, que eu quero esquecer."

"Vai ser difícil trabalhar com ele, droga. Estou refazendo a minha vida aqui em Londres e não posso mudar de emprego, não vou ganhar o mesmo salário se sair daqui e..." eu estava nervosa.

"Não precisa se demitir. Calma vamos encontrar uma solução. Se quiser eu falo com John, assim que ele voltar."

"Só vai levantar mais suspeitas, Berna. E eu não posso ser uma má funcionária para ele me demitir, pois não posso ficar sem emprego."

"Eu não sabia que ele viria, John não me disse nada, talvez nem ele saiba e por ironia do destino logo você foi escolhida para ser a secretária dele."

"Por que Lemi foi aparecer na minha vida de novo? Ainda mais como meu chefe?"

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