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Acorrentada ao mafioso

Acorrentada ao mafioso

Autor:: Annie Ferreiraa
Gênero: Romance
A máfia Sérvia apresenta: DUSAN. Ele recebeu o nome de Dusan, "somente Deus é o seu juiz". Ela será o pagamento de uma dívida. Ele, desde criança foi escolhido para ser O CHEFE da maior organização de tráfico, tanto de drogas, como humano. Ela será enviada para a maior casa de luxo de New York. Ele é considerado a própria encarnação do mal. Ela terá a sua inocência e liberdade roubadas. Um homem frio, calculista e implacável, que jamais aceitará que um anjo fique entre ele e a máfia.

Capítulo 1 DUSAN

PRÓLOGO

Alguns anos atrás na sede da Máfia Sérvia...

Senti mãos fortes me segurando enquanto Boris tentava a todo custo impedir que me levassem para aquele lugar terrível.

- Ai! Está doendo - o meu braço latejava devido ao ferimento ao cair bruscamente no concreto.

- Vladimir, ele ainda é muito pequeno para tudo isso.

- Boris, você foi escolhido para treinar o futuro líder da nossa organização. Dusan necessita aprender que a dor não pode fazer parte da sua vida.

As lágrimas se formaram em meus olhos, mas as segurei. Pois, sabia que o castigo seria pior. Nunca o escolhido deveria chorar, isso era somente permitido aos fracos. Minhas pequenas pernas se mexeram e por instinto comecei a espernear tentando impedir que me levassem. Contudo, era somente uma criança e não tinha forças para lutar.

Os meus pulmões estavam em chamas. O Pânico me dominou assim que as enormes portas foram abertas e uma imensa escuridão surgiu em minha frente. Era sempre assim se fizesse algo que dava errado, então, me jogavam nesse lugar. E, quando as portas se fechavam, parecia que estava no próprio inferno.

Dessa forma que Boris me dizia de como era o submundo. Rapidamente as portas se fechavam quando me jogavam. Um barulho infernal ecoava naquele lugar.

Senti algo liso passando pelas minhas pernas. Não conseguia olhar nada, pois estava na escuridão total. Sequer sentia as minhas pernas e muito menos os meus braços. A minha respiração se tornou pesada e o coração disparou. Fechei os meus olhos e soando como um mantra as palavras de Boris surgiram em minha cabeça.

- Eu não posso ter medo. Eu não posso sentir dor.

Não sei por quanto tempo fiquei repetindo a mesma frase. Senti a coisa se enrolado em minhas pernas, me causando uma forte dor, como se fosse quebrá-las ao meio. De repente, algo começou a me incendiar por dentro. Um misto de sensações que nunca havia sentido antes, apoderou-se de todo o meu ser. Meus membros, que antes estavam imóveis, voltaram ao normal e uma força que parecia sobrenatural assumiu o controle sobre mim. E, num único movimento, minhas mãos foram ao encontro das minhas pernas e alcançando o ser asqueroso que estava sobre elas. Apertei com tanta força, no mesmo instante que o lugar foi iluminado.

- Eu sou Dusan Borislav. Não posso ter medo e nunca voltarei a senti dor

New York – Dias atuais...

DUSAN BORISLAV

Alguns anos antes do meu nascimento, um dos anciãos mais antigos da máfia Sérvia, teve uma visão de uma criança que seria enviada pelos nossos ancestrais, ele iria tornar-se o grande líder, que comandaria com mãos de ferro a nossa organização. A infeliz que me gerou, passou por vários rituais, pois, havia sido escolhida pelos membros do conselho, para ser a mãe do enviado. Porém, a maldita, que para todos era pura, já havia se entregado a um desconhecido. E este, simplesmente desapareceu no momento em que soube de sua gravidez.

Durante toda a gestação, ela teve o acompanhamento dos membros do conselho. E, após o meu nascimento, deram-na o fim que merecia. O que para mim sequer fez diferença.

Assim que completei cinco anos, passei a ser treinado por Boris. A partir daí ele tornou-se o meu conselheiro e a única pessoa em quem confio. Aos 20 anos, vim para os Estados Unidos. Local onde o Vozdovac se tornou o grupo criminoso mais temido dentro do território americano.

Meus pensamentos são interrompidos quando ouço Simão, avisando que chegamos ao nosso destino.

Com os olhos fixos na imagem à minha frente, observo o lugar que se tornou a maior fonte de renda da nossa organização. Embora atuando em várias atividades, nada se compara com o tráfico humano.

The Brothel Empire® é o maior e mais procurado em todo o mundo. Além de oferecer as mais belas mulheres, temos disponível verdadeiras máquinas humanas de sexo, que são capazes de transar com mais de trinta homens numa só noite.

O que todos desconhecem é a origem e o motivo delas serem diferentes de qualquer outra que já conheceram. Além do tráfico, algumas vieram como pagamento de dívidas. Porém, além de virgem, todas tinham entre dezesseis e dezessete anos e passaram meses sendo treinadas para se tornarem insaciáveis. De tal forma que, a qualquer aproximação do sexo masculino, já estavam prontas para proporcionar todo o prazer que assim eles desejassem.

Algumas já estão com idade avançada. E, por isso, um novo carregamento será feito daqui a alguns dias, onde teremos novas mercadorias. Assim, as desgraçadas que não tem mais serventia serão descartadas, estas ficarão sob os domínios da máfia e se ousarem a falar algo serão exterminadas pelas minhas próprias mãos, enviadas diretamente ao inferno.

Capítulo 2 A DÍVIDA

Nebraska

LUNA YSMIT

Acordo em um sobressaltado quando ouço o barulho infernal do despertador. Ainda sonolenta, abro meus olhos lentamente para tentar me acostumar com a claridade. Assim que os abro por completo, me deparo com a mais bela visão a minha frente. Fico com eles fixos na pessoa que mais amo na vida. Essa está com um largo sorriso em seu rosto. Antes que eu tenha qualquer outra reação, sua voz ecoa.

- Parabéns, minha irmã. Desejo do fundo do meu coração que Deus sempre ilumine a sua vida. Eu a amo muito, Luna - instintivamente levantei e a envolvi em um forte abraço.

- Obrigada Mila! Você sabe o quanto eu amo você. E, daria a minha vida para te ver feliz, meu raio de sol.

Passamos um bom tempo, abraçadas. Logo, a minha irmã foi para escola. Camila tem apenas 16 anos. Mesmo sendo somente dois anos mais velha, é como se fosse minha filha, pois, passamos por momentos muito difíceis.

Há um ano, quando minha irmã esteve com pneumonia, era como se parte de mim também estivesse sobre aquela cama de hospital. Além disso, para complicar ainda mais, Mila ficou com a saúde bem debilitada e com vários problemas respiratórios, necessitando de um tratamento que somente uma alta quantia em dinheiro poderia lhe proporcionar.

Tentamos de várias formas, para que pudéssemos custear. Mas não conseguimos o valor necessário. E, quando já estávamos perdendo as esperanças, meu pai chegou com a soma que precisávamos. Quando lhe perguntei como havia conseguido, ele me disse que um grande amigo tinha o emprestado.

Deixo os meus pensamentos de lado e resolvo tomar meu banho. Embora só hoje fizesse 18 anos, há alguns meses que consegui um emprego de meio turno numa lanchonete do bairro. Espero que algum dia possa proporcionar a minha família uma vida melhor e que a minha irmãzinha tenha um futuro brilhante.

New York – Cinco dias depois...

DYLAN CARTER

Meu nome é Dylan Carter. Há mais de dez anos entrei em uma das organizações criminosa mais temida de todos os tempos. Fazer parte do grupo Vozdovac sempre foi o meu maior sonho. Além de cuidar para que as novatas passem pelos devidos treinamentos, eu sou o responsável em receber os novos carregamentos relacionados ao tráfico humano e de informar ao "CHEFE" sobre os malditos devedores que estão em atraso.

Deixamos New York nas primeiras horas da manhã, para ir buscar o novo carregamento que o chefe havia solicitado. E esse, em poucas horas já estaria chegando ao local combinado.

Notei que o fluxo de veículos estava intenso. Os taxistas desta cidade eram criaturas singulares, destemidos ao extremo, indo à alta velocidade pelas ruas abarrotadas com uma tranquilidade excepcional.

Para preservar a minha sanidade mental, me concentrei na tela do notebook a minha frente, em vez de ficar vendo os carros passarem ao lado, a milímetros de distância. Fiquei em total alerta, quando meus olhos foram ao encontro do arquivo com o nome de Bryan Scott. Atentamente, meu olhar fixou ali e observei todo relatório que me foi enviado há algumas semanas. Por uma fração de segundos, quase deixei passar o nome do desgraçado do Antony Ysmit a quem Bryan Scott emprestou um alto valor há um ano e hoje vence o prazo estipulado.

O barulho do meu telefone desviou minha atenção e ao olhar para tela, o nome de quem eu menos esperava apareceu no meu campo de visão. No mesmo instante, um calafrio atravessou todo o meu corpo, e, imediatamente atendi a ligação.

- A sua disposição chefe. Já estamos indo para o local combinado.

- Quero que antes passem em outro lugar. Pois, chegou o momento do infeliz do Antony, pagar o que me deve.

Fiquei completamente atordoado com as palavras que foram proferidas. Ele é como se estivesse presente em todos os lugares e nada escapasse de seu domínio. O som da sua voz me tirou dos meus devaneios.

- Ele pagará de outra maneira, se caso maldito não tiver o valor que foi estipulado no contrato. Segundo as informações de Bryan, ele possui duas filhas. Traga a mais nova como pagamento da dívida.

- Assim será feito, senhor.

- Estarei aguardando no The Brothel Empire®. Você já sabe que todas devem começar o treinamento ainda hoje, já que não temos tempo a perder.

Segundos depois, após ele ter encerrado a ligação, passei ao motorista as instruções do nosso próximo destino. O infeliz do Antony vai se arrepender profundamente por não ter pagado o que nos deve.

"Espero que a filha do desgraçado seja bem novinha. Assim, terei todo o prazer em me deliciar do seu corpo, enquanto o treinamento não chegue ao fim".

Enquanto isso em Nebraska...

LUNA YSMIT

Minha cabeça ainda estava a mil, em razão do grande fluxo de pessoas no estabelecimento. Estava grudenta de suor. Contudo, assim que o movimento foi se dissipando, restando somente os funcionários, um sorriso surgiu entre meus lábios e mais ainda por receber o meu primeiro salário.

Nos minutos seguintes, depois de deixar tudo organizado. Caminhei até o setor dos funcionários, tomei um banho rápido e vesti minha roupa. Despedi-me de todos e deixei o ambiente.

Sempre venho e volto andando de casa para a lanchonete. Assim economizo o dinheiro que recebo para o meu deslocamento, dando-o a minha irmã para garantir o seu lanche na escola.

Assim que paro na direção da faixa de pedestre, um barulho de um apito me traz ao presente. Um guarda de trânsito corpulento, vestido um colete fluorescente, apareceu e mandou que o ônibus voltasse para faixa, fazendo um gesto autoritário com a mão coberta pela luva branca e, um grito, o que não deixou dúvidas de que estava falando sério. Fez um sinal para que atravessássemos o cruzamento pouco antes do semáforo fechar.

O trajeto entre a lanchonete e a minha casa, era bem curto, mas, dessa vez, pareceu ter durado uma eternidade. Minutos depois, dei alguns passos, virei à cabeça e vi vários veículos de cor escura, parados próximos à minha casa. Senti uma dor forte em meu peito e um calafrio percorrer por todo o meu corpo. Pois, havia alguns homens de preto em frente aos carros. E isso me deixou desconfiada.

Apesar do abatimento que sentia e provavelmente aparentava, endireitei os ombros e aumentei o ritmo das passadas. Quando levei minha mão de encontro à maçaneta, ouvi o som dos gritos da minha irmã. Desesperada, abri a porta e ao ver a cena a minha frente, a dor em meu peito se intensificou.

Minha respiração estava irregular, um nó se formou em minha garganta ao assistir o meu pai, com o rosto ensanguentado. Enquanto minha mãe segurava o braço da minha irmã, puxando-a das garras do homem todo vestido de preto, que segurava o outro braço da Camila.

Respiro fundo para acalmar meus batimentos e em seguida minha voz se faz presente.

- Solte minha irmã, seu infeliz - as órbitas negras logo ficaram fixas em minha direção. E, uma voz potente ecoou no ambiente.

- Ela vem conosco ou irei agora mesmo enviar o seu pai direto para o inferno. Esse infeliz, há um ano pegou um alto valor emprestado e chegou o momento de a dívida ser paga. Como não tem o dinheiro, o chefe exigiu sua filha mais nova como pagamento.

Olhei para o meu pai arriado em um canto, que mantinha sua cabeça abaixada. Levantei o olhar e as lágrimas grossas desciam pelo rosto da minha mãe e da minha princesinha. As palavras do homem martelavam em minha cabeça e tudo começou a fazer sentido. Saio do estado em que me encontrava quando, mesmo com a voz entrecortada, meu pai sussurrou.

- Perdoe-me, eu não poderia deixar a Mila passar por tanto sofrimento sem fazer nada.

O pânico me dominou quando ouvi uma voz quase sem vida ecoando no ambiente.

- Luna, me ajuda... Luna, e-e-eu não consigo respirar.

Pela sua expressão, tudo indicava que estava por um fio de ter uma crise. O homem desconhecido, vendo que ela não parava de se debater, soltou bruscamente o seu braço, fazendo-a cair feito uma boneca no chão. Enquanto minha mãe ajudava minha irmã, a minha cabeça parecia um vulcão prestes a entrar em erupção. E, diante de tudo isso, precisava fazer o que era o certo. Pelo bem da minha família, eu não poderia deixar que um ato do meu pai, mesmo que tenha sido movido pelo desespero, acabasse com a vida da pessoa que mais amo na vida.

- Eu irei com você. A minha irmã tem sérios problemas de saúde e como viu, ela dará bastante trabalho. Farei tudo o que quiserem, mas, deixem a minha família em paz.

O homem me analisou de cima a baixo e ficou em silêncio. Ver a desolação nos olhos da minha mãe era de cortar o meu coração. Voltei minha atenção novamente para o homem, que continuava me encarando. Notei como o seu olhar era malicioso. Seus lábios se mexeram e assim que abriu a boca o silêncio foi quebrado novamente no ambiente.

- Quantos anos você tem?

- Farei dezessete daqui a um mês.

Ao ouvir minha resposta, uma expressão de agrado surgiu em sua face e, antes que fizesse algo, levantou a mão e em seguida senti algo úmido de encontro ao meu nariz. Comecei a me debater, mas logo fui envolvida por uma escuridão sem fim.

Capítulo 3 MEU PIOR PESADELO

LUNA YSMIT

Acorda!

- Luna! Luna! Acorda! Acordaaaa... - o som da voz da minha irmãzinha me arrancou das profundezas do meu desespero.

Senti uma onda de frio por todo o meu corpo e uma dor forte na minha cabeça. Lentamente vou abrindo os meus olhos. A cabeça está pesada, minha mente completamente enevoada, de tal forma que nem eu mesma consigo me encontrar.

Aos poucos as lembranças vão se tornando cada vez mais claras. E, com elas o medo que se apodera de todo o meu corpo. O lugar está na penumbra.

Ao mover minha cabeça para o lado, me deparo com vários pares de olhos fixos em minha direção, que pareciam tão perdidos quanto os meus.

O pânico tomou conta de todo o meu ser. Desesperada, tentei me levantar, mas ao sentir algo em minhas pernas, logo caí de encontro ao chão, só aí percebi as algemas com correntes grossas, que estavam me impossibilitando de me mover.

A única coisa que me restou a fazer foi gritar.

- Socorro! Alguém me ajude! Socorroooo...

Quando já estava no limite da minha agonia, um forte clarão surgiu no ambiente, no mesmo instante que as portas foram abertas pelo indivíduo responsável por todo o meu sofrimento, eu jamais me esqueceria do seu rosto.

Então, engoli em seco. Novamente virei à cabeça para o lado e uma dor se expandiu em meu peito ao ver que tinha mais sete garotas. Todavia, todas aparentavam ser mais novas do que eu. O medo estava visível através dos olhos de cada uma delas.

Meus pensamentos foram interrompidos quando a voz do homem ecoou. Instantaneamente vários outros homens, igualmente vestidos de preto, surgiram ao seu lado.

- Sejam bem-vindas ao seu novo lar. O lugar de onde vocês só sairão mortas - um sorriso irônico surgiu em sua face.

O medo atravessou o meu peito, o que fez a dor em minha cabeça se intensificar. Mas, antes de ter qualquer reação, um barulho sutil ecoou, em seguida minhas pernas foram liberadas, mas, antes que fizesse algo, o infeliz segurou com força o meu braço.

Enquanto o homem me puxava, os seus companheiros também estavam retirando as outras meninas do lugar. Só então percebi que era o baú de um caminhão. Ele se deteve e novamente sua voz asquerosa se fez presente.

- Levem todas para o setor B e já sabem o que devem fazer. Dessa atrevida aqui, eu cuidarei pessoalmente.

Ele continuou me puxando assim que terminou de falar. Eu tropeçava nas minhas próprias pernas, mas o homem apertava ainda mais o meu braço.

Minutos depois, parou frente a um elevador, em seguida me puxou, entramos e a porta se fechou. Logo foi ao destino solicitado, e, segundos depois saímos do ambiente.

Atravessamos um hall espaçoso e seguimos para um corredor estreito, onde havia várias portas. Tinha um som de uma música vindo de um dos quartos, porém, logo meus pensamentos se direcionaram para o homem. Este me jogou com brusquidão dentro de um dos quartos e fechou a porta com o pé.

Começou a retirar sua roupa e logo me aproveitei do seu momento de distração e levantei num pulo. Logo, saí em disparada em direção à porta. Antes que cogitasse em alcançar o lugar que era meu objetivo naquele momento, sentir mãos fortes segurando o meu cabelo e o meu corpo foi jogado em cima de cama. Num único movimento, notei que meu vestido foi arrancado do meu corpo, deixando-me somente com as peças íntimas.

Ele se afastou e terminou de retirar suas roupas e ficou completamente nu em minha frente. Ver a imagem dele despido e seu olhar de desejo sobre mim ocasionou uma reação abrupta, como se estivesse recebido um soco no meu estômago. O meu peito se expandiu em um grande suspiro. Acabei perdendo o fôlego e meu coração se acelerou ao o ver caminhando em minha direção.

"Pense Luna! Pensa! Preciso fazer algo ou aquele infeliz irá conseguir o que tanto deseja. Essa será a minha última chance."

Ele foi se movendo pela cama até seu corpo ficar estendido sobre o meu. Respirei fundo assim que olhei o objeto em cima do criado mudo ao lado. Enquanto ele se esfregava em mim, minha mão que tremia igual vara verde foi de encontro ao objeto. Então, reunindo forças, o segurei firme em minhas mãos, percebi que era de metal e bem pesado.

Sua mão se moveu entre minhas pernas e assim que seus dedos alcançaram a minha calcinha, sem hesitar e com toda a força vinda através do pânico e do meu desespero, passei o objeto em sua cabeça, fazendo seu corpo grande e pesado cair sobre mim.

Afastei o corpo dele para o lado e ao me certificar que somente estava desacordado, não perdi tempo e me levantei.

Abaixei o olhar e as roupas dele estavam espalhadas no chão. Notei que havia somente um pedaço de pano que sobrou do meu vestido, mas precisava de algo para cobrir o meu corpo.

Em desespero, me abaixei para pegar a camisa dele. E, foi quando a porta foi aberta bruscamente. No mesmo instante, um calafrio atravessou todo o meu corpo.

DUSAN BORISLAV

Meus olhos estavam fixos no grande telão a minha frente. Pois, sempre acompanho de perto a chegada dos novos carregamentos. Temos dezenas de câmeras espalhadas, tanto na parte externa, como interna desse lugar, incluindo a minha própria suíte.

Contudo, há algumas câmeras que somente eu tenho conhecimento. Visto que, pessoalmente as instalei antes da inauguração do The Brothel Empire.

Para os intelectuais, o Voyeurismo é um distúrbio mental. No entanto, o The Brothel Empire tornou-se a maior e mais procurada casa de luxo do mundo, onde as salas que temos nesse lugar permitem aos indivíduos sentir prazer através da observação de pessoas praticando sexo.

Nunca gostei de mulheres inexperientes. Tanto, que somente após concluírem o treinamento, é que todas passam por mim, para me certificar de que estão realmente qualificadas para serem apresentadas aos clientes. Contudo, nenhuma mulher sequer entrou em minha suíte.

Jamais perderia o meu tempo com uma virgem. No entanto, me deixa em puro êxtase observar cada etapa do treinamento e, principalmente, ver a primeira vez de cada uma delas. Fecho as portas do meu pensamento ao constatar que finalmente chegaram.

Meus olhos permanecem fixos em cada movimento que está acontecendo em volta do ambiente. Dylan e os outros caminham em direção ao baú onde todas estão. Assim que as portas são abertas, o maldito barulho vindo do meu celular tira minha atenção do monitor a minha frente.

Encerro a ligação minutos depois após ter sido informado pelo conselho que dentro de uma semana terei que ir para Belgrado. Contudo, imediatamente a minha atenção se voltou para tela a minha frente.

Apertei o botão que dava acesso às câmeras do setor B, porém, algo me intrigou por não ver Carter. E, havia somente sete garotas, que estavam gritando a todo vapor, já estavam sendo encaminhadas para o treinamento. Deslizei os dedos em volta do controle digital, acionei as imagens do quarto de Dylan, no exato momento que o vejo completamente despido, vi uma infeliz que estava prestes a acertar a sua cabeça com a maldita estatueta que trouxe quando veio da Austrália.

Senti o ódio inflamando em minhas veias. Meus demônios que minutos atrás tinham se acalmando, desta vez voltaram com tudo. E o único pensamento que vinha em minha frente era arrancar com as minhas próprias mãos o coração da maldita.

Num impulso, me levantei e em passos largos caminhei em direção aos aposentos do imbecil. Esse desgraçado só me mostrou o quanto é incompetente. Seja lá o que a vadia fez, será pouco perto da punição que ele vai receber.

Assim que cheguei frente ao quarto do infeliz. Abri a porta e meus olhos foram de encontro ao seu corpo, que estava sob a cama e havia uma poça de sangue próximo a sua cabeça.

Abaixei o olhar identificando a responsável. Mas, assim que a mulher se pôs de pé e levantou a cabeça revelando a sua face. Nesse exato momento, senti todo o meu corpo estremecer ao me deparar com o rosto semelhante ao de um anjo, com suas órbitas azuladas e fixas em minha direção.

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