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Adeus, Meu Ex-marido

Adeus, Meu Ex-marido

Autor:: LONDON NEWMAN
Gênero: Moderno
Loraine era uma esposa dedicada desde que se casou com Marco três anos atrás, no entanto, ele não se importava nem um pouco com ela. Parecia que tudo o que ela fizera não valeu a pena. Finalmente, ela se cansou de tudo, pediu o divórcio e o deixou sem pensar duas vezes. Os outros olhavam para ela como se fosse louca. "Você enlouqueceu? Por que está tão ansiosa para se divorciar?" "Porque tenho que voltar para casa para assumir a propriedade da família. Além disso, não gosto mais dele", ela respondeu sorrindo. Todos zombaram dela, alguns até pensaram que o divórcio a afetou mentalmente. Mas no dia seguinte, eles perceberam que ela não estava mentindo, pois uma mulher foi repentinamente declarada a bilionária mais jovem do mundo, e essa mulher era Loraine! Marco ficou muito surpreso com essa notícia. Quando reencontrou sua ex-esposa, ele descobriu que ela já mudou muito. Um grupo de jovens bonitos a cercava e ela sorria para todos eles. Essa cena machucou o coração dele. Deixando de lado seu orgulho, ele tentou reconquistá-la. "Querida, você é uma bilionária agora, não deve ficar com idiotas que só querem seu dinheiro. Talvez possamos voltar a ficar juntos? Também sou rico, podemos construir um império forte juntos, que tal?" Loraine semicerrou os olhos para o ex-marido, franzindo a testa com desgosto.

Capítulo 1 Sangue injustiçado

No breu da noite, Loraine Bryant caminhou nervosamente para um quarto, endireitando sua camisola de seda com as palmas de suas mãos suadas. Esta era a primeira vez que ela usava uma camisola tão reveladora. Por debaixo, ela estava completamente nua. A brisa fresca da noite roçava em sua pele, fazendo-a tremer e se sentir estimulada. 'Não há o que temer', ela repetiu em sua mente.

O homem no quarto era seu marido, Marco Bryant, e eles já eram casados há três anos. A camisola que Loraine vestia era projetada para momentos como este. Após dar alguns tapinhas no próprio rosto e respirar fundo várias vezes, ela finalmente bateu na porta. Logo, um homem alto e de aparência forte surgiu. Seus olhos transbordavam hostilidade e seus lábios estavam ligeiramente franzidos. Ele era bonito como um deus grego de uma pintura a óleo antiga.

"Está tarde. O que você quer?", ele perguntou com a voz fria como gelo, parecendo lidar com uma estranha.

Por um instante, Loraine quase perdeu toda a coragem que havia trabalhado tanto para reunir. "Você sabe que dia é hoje, Marco?"

O homem franziu a testa. "Vá direto ao ponto..."

Em um piscar de olhos, a expectativa nos olhos de Loraine se transformou em decepção. Com um sorriso forçado, ela disse: "É nosso terceiro aniversário de casamento. Você anda tão ocupado ultimamente, mas isso não importa agora. Preparei uma surpresa para você!"

Assim que ela terminou de falar, uma mulher surgiu atrás de Marco. Ela se acomodou confortavelmente ao lado dele e cumprimentou Loraine com um sorriso. "Loraine, Marco me falou muito sobre você. Nunca fomos apresentadas, não é?"

A mulher era absolutamente linda, sua voz era gentil e seus olhos eram vivos como o mar. A pretensa inocência que a rodeava fazia as pessoas quererem protegê-la. Loraine, no entanto, mal podia conter sua perplexidade. Ela ficou estática, apenas sentindo um calor inexplicável se espalhar pelo seu corpo. "Keely? O que você está fazendo aqui?"

Embora nunca tivessem se conhecido, a existência de Keely Haywood sempre ofuscou o casamento de Loraine, como uma neblina espessa e ininteligível. Em cada canto da casa, havia vestígios da mulher. Todos os membros da família Bryant faziam questão de lembrar Loraine de que Keely era a mulher preferida de Marco, o que fazia dela uma mera substituta no coração do homem.

Ao notar a camisola sexy de Loraine, Keely baixou os olhos envergonhados. "Estou atrapalhando algo, Marco?", ela perguntou.

"É claro que está!", Loraine retrucou, encontrando uma oportunidade para extravasar sua hostilidade.

"Me desculpe!", Keely argumentou com o rosto empalidecido. "Não fique com raiva, por favor. Já estou de saída."

Nesse momento, a mulher fez menção de ir embora. Marco, por sua vez, franziu a sua testa e fixou seus olhos em Loraine. "Keely é nossa convidada. Cuidado com sua postura hostil."

Essas palavras fizeram Loraine se sentir humilhada, como se estivesse despida no meio da rua. Legalmente, ela era esposa de Marco, mas nunca foi tratada como tal, tampouco era respeitada pela família Bryant. Seus três anos de casamento foram uma verdadeira tortura. Marco vivia ocupado com o trabalho e raramente voltava para casa. Quando finalmente o fazia, ele nunca dormia no mesmo quarto que ela. Como se isso não bastasse, agora Loraine estava sendo instruída a não ficar com raiva por ver outra mulher no quarto do seu marido. O que diabos estava acontecendo? Todos os seus esforços, paciência e expectativas ao longo dos últimos três anos não passavam de uma piada.

"E quanto a mim, Marco?", Loraine perguntou com uma voz carregada de desapontamento.

"Não tente complicar as coisas", o homem respondeu, claramente impaciente. "Keely ainda está se recuperando e precisa descansar. O que você quer? Dinheiro? Presentes? Posso te compensar depois, está bem?"

Loraine podia ver os olhos de Keely brilhando presunçosamente. Sua paciência, que já estava por um fio, havia acabado. "Como você pode não entender que eu nunca quis seu dinheiro, Marco?", ela gritou antes de dar meia-volta e sair.

Marco a observou se afastar com as sobrancelhas franzidas. "O que há de errado com ela hoje?"

"Acho que ela está com raiva de mim", Keely respondeu com uma piscadela. "Vou me desculpar com ela."

A essa altura, Loraine voltou para o quarto, tirou a camisola e se deitou na cama. De repente, uma batida soou na porta, trazendo-a de volta de seus pensamentos conturbados. Por um instante, seus olhos brilharam. Será que Marco estava ali para vê-la?

A mulher se levantou de sobressalto e correu para a porta, mas o rosto de Keely foi tudo o que ela viu. "O que você está fazendo aqui?", ela perguntou com os olhos desesperançosos.

Keely decidiu não fazer rodeios. "Você e Marco podem estar casados há três anos, mas sou eu a mulher que ele ama. Até pouco tempo atrás, eu estava fazendo um tratamento no exterior. Como achei que não tinha muito tempo sobrando, deixei Marco se casar com você. Agora, no entanto, estou recuperada. Espero que você respeite nosso amor e se divorcie dele o quanto antes."

O coração de Loraine afundou, mas ela era digna demais para se deixar abater pelas palavras de Keely. "Você, uma mera amante, está pedindo para uma esposa se divorciar de seu marido? Não percebe o quão ridículo isso soa?"

O sorriso no rosto de Keely desapareceu imediatamente. "Cuidado com o que você fala, Loraine. Não sou uma amante! Quando se trata de amor, a verdadeira amada nunca será a amante!"

"Enquanto eu não me divorciar de Marco, você será sua amante!", Loraine zombou.

Com os olhos cheios de raiva, Keely retrucou: "Não seja tão complacente. Vamos ver o que Marco vai fazer quando algo acontecer comigo. Acha mesmo que ele vai deixar você se safar?"

Por alguma razão, Loraine teve um mau pressentimento. "O que você quer? Fale de uma vez!"

Abruptamente, Keely se lançou sobre Loraine e a arrastou para as escadas. Tudo aconteceu muito rápido, não deixando margem para reação.

"Marco! Socorro! Loraine está tentando me matar!", a mulher gritou enquanto se jogava escada abaixo, ainda segurando sua arqui-inimiga.

Loraine não teve tempo de se libertar e rolou pela escada até cair pesadamente contra o chão. A queda brutal e os repetidos golpes aplicados pelos degraus abriram uma ferida profunda em sua cabeça, fazendo com que seu sangue começasse a jorrar. Logo, uma poça se formou ao redor de seu corpo. A mulher sentiu uma dor aguda percorrer todo seu ser, deixando-a tonta e finalmente fazendo-a perder a consciência.

Foi só quando tudo começou a escurecer que Loraine viu Marco se aproximando, mas a reação do homem, mais uma vez, foi devastadora. Ele passou direto para ajudar Keely, deixando-a deitada na poça de seu próprio sangue injustiçado.

Capítulo 2 O divórcio

No hospital.

"Você não pode entrar aí, senhorita! A paciente ainda está muito fraca e precisa de repouso absoluto."

"Que se foda! Sei que Loraine está aqui! Você não pode me impedir!"

Ao ouvir a gritaria, Loraine lutou para abrir os olhos. Quando conseguiu virar a cabeça, ela avistou a figura de Marina Bryant empurrando a enfermeira para longe e caminhando na sua direção. Seus olhos bestiais transbordavam um ódio assassino.

"Loraine, sua puta! Você sabia que Keely ainda está lutando para se recuperar e você teve a coragem de empurrá-la escada abaixo! Espero que saiba que você está ferrada! Marco não vai deixar você se safar dessa!", ela gritou.

Se sentindo debilitada, Loraine lutou para se sentar. "Eu não a empurrei, foi ela que me empurrou!"

Marina bufou, em um claro sinal de desconfiança. "Ninguém vai acreditar nas suas desculpas mirabolantes! Keely vem de uma família rica e influente. Por que diabos ela machucaria uma camponesa como você? Você só está com ciúmes porque meu irmão a ama! É por isso que você a quer morta, não é? Bem, isso não vai acontecer!"

Incapaz de se defender, Loraine procurou desesperadamente por pistas que pudessem provar sua inocência. Nesse momento, Marco entrou na enfermaria com uma expressão abatida. Loraine o encarou com um brilho nos olhos, como se ele fosse sua última esperança. "Marco, eu não fiz nada com ela! Por favor, acredite em mim!"

"Já chega!", o homem respondeu com a voz tensa. "Não quero ouvir suas desculpas. Erros devem ser punidos. O rim de Keely foi seriamente danificado pela queda e, segundo os médicos, o seu é o único compatível."

"Sim!", Marina gritou. "Como você prejudicou o rim de Keely, deve compensá-la com um dos seus!"

Loraine mal podia acreditar no que estava ouvindo.

"Levem-na para a sala de cirurgia!", Marina gritou para os guarda-costas de Marco.

Sem pestanejar, os brutamontes cercaram Loraine e seguraram suas mãos e pés.

"Vão se foder! Vocês não têm o direito de fazer isso!"

Seus gritos, no entanto, caíram em ouvidos surdos. Em pânico, ela se virou para o marido e tentou uma última cartada, esperando que o homem fizesse algo. "Marco!"

O homem permaneceu apático, como se concordasse plenamente com o que estava prestes a acontecer. Foi só então que o último pingo de esperança no coração de Loraine evaporou. Todo e qualquer vestígio de amor pelo homem morreu naquele momento. O casamento deles não passou de uma peça com uma atriz, do começo ao fim. Estava claro que Marco não sentia nada por ela e preferiria acreditar em qualquer coisa que Keely dissesse, mesmo que a mulher não tivesse provas. Essa era a diferença do amor verdadeiro e da apatia completa. Estava na hora de tomar uma decisão, Loraine sabia disso.

"Muito bem! Vocês querem que eu dê meu rim a Keely? Antes disso, quero ver o quão machucada ela está!", ela gritou, sentindo seu coração batendo de raiva.

Com uma súbita explosão de energia, Loraine conseguiu se livrar dos guarda-costas e correu para a sala de cirurgia. Alguém tentou impedir sua entrada, mas ela não se deixou abater. Era verdade que Keely estava deitada na mesa de operação, mas não parecia estar morrendo, como Marco havia dito. Embora empalidecida, ela estava acordada e parecia bem.

Loraine se virou para encarar Marco. "Esta é a lesão grave no rim de que você estava falando?"

O homem franziu a testa, mas antes que pudesse dizer algo, a voz de Keely soou: "Por que ela está aqui, Marco? Estou com tanto medo!"

Sem tempo para pensar, Marco estendeu a mão para segurar Loraine. "Já chega!"

A mulher, no entanto, não queria ouvir o que ele tinha para dizer. Se livrando de sua mão forte, ela correu até a mesa de operação e deu um tapa forte em Keely. O som nítido ecoou pela sala de cirurgia, deixando todos perplexos. O rosto de Keely ficou vermelho e começou a inchar imediatamente. Antes mesmo que ela pudesse reagir, Loraine arrancou o uniforme cirúrgico dela. Não havia nenhum ferimento em seu corpo, apenas alguns hematomas leves.

Os olhos de Marco se apertavam raivosamente. Loraine havia descoberto que Keely não estava seriamente machucada, embora estivesse querendo fingir o contrário. Como caiu por cima do corpo de Loraine, era pouco provável que ela tivesse se machucado gravemente.

"O que porra está acontecendo?", Marco perguntou, notando algo suspeito na versão de Keely sobre o que tinha acontecido.

Em pânico, o rosto da mulher se empalideceu ainda mais. "Eu... Eu não faço ideia! Estou em coma desde que Loraine me empurrou escada abaixo! Acordei há poucos minutos. Que rim? O médico deve ter cometido um erro!"

"Nossa, que erro conveniente! Se eu não tivesse exposto seu truque barato agora, teria perdido um rim!", Loraine retrucou.

"Que absurdo!", Keely gritou com os olhos desesperados. "Não confie nela, Marco! Foi ela quem me empurrou!"

Após lançar um olhar furioso para Keely, Marco se virou para Loraine e disse: "Vou descobrir a verdade. Você será recompensada por tudo o que aconteceu."

Loraine encarou o homem que um dia amou profundamente, como se estivesse anestesiada. Durante três anos, a mesma história se repetiu à exaustão, sempre que esperava algo de Marco, ele a decepcionava. Sua promessa de compensação não significava absolutamente nada para ela.

"Não quero nada, Marco", ela murmurou amargamente. "O que quero é me divorciar de você!"

O homem arregalou os olhos, encarando-a como se estivesse lidando com uma incógnita. Essa foi a primeira vez em três anos que Marco tentou entender o que se passava em sua mente, mas Loraine já não se importava mais. Após anunciar que queria o divórcio, ela deu meia-volta e saiu sem olhar para trás.

Assim que colocou os pés fora do hospital, Loraine se sentiu fraca. Até mesmo se manter de pé parecia um desafio. Ela havia se esforçado demais ao tentar resistir aos guarda-costas de Marco há pouco, esgotando o resto de suas energias. Rapidamente, a mulher pegou seu celular e discou um número. Não muito tempo depois, um Lincoln preto parou diante dela e um homem bonito saiu do carro. Assim que o viu, a visão da mulher escureceu. Loraine desmaiou.

Em um movimento rápido, o homem avançou e conseguiu pegá-la antes que ela caísse no chão. "Tio Rowan...", Loraine ainda conseguiu murmurar antes de perder a consciência.

Capítulo 3 A família Torres

A atmosfera na enfermaria estava tensa e pesada. As pessoas ao redor não podiam ignorar a raiva nos olhos de Marco pelo que acabara de acontecer. Até mesmo o médico que estava atendendo Keely tremia de medo.

Abruptamente, Marco jogou o relatório médico no chão e encarou o homem. "Ruptura renal? Ela precisa de um transplante de rim? Que porra é essa?"

A testa do médico estava molhada de suor. Incapaz de se explicar sob o olhar bestial de Marco, o homem até tentou dizer algo, mas não conseguiu.

Fazendo o possível para se controlar, Marco fez um ultimato. "Alguém que comete um erro tão estúpido não merece mais ser médico!"

O homem de jaleco tremeu como uma folha, ciente de que Marco não estava de brincadeira. Bastava que o homem dissesse algumas palavras e ele nunca mais conseguiria encontrar trabalho em um hospital. Tremendo, o médico finalmente abriu o jogo. "A senhorita Haywood me mandou fazer isso, senhor! Não vou cometer o mesmo erro novamente. Me dê uma segunda chance, por favor!"

"Saia!", Marco rugiu.

Sem esperar pela espontaneidade do médico, um dos guarda-costas o arrastou para fora. Então, Marco virou a cabeça e encarou o rosto pálido de Keely. Seus olhos transbordavam decepção. "Você armou tudo...", ele murmurou.

"Não foi minha intenção, Marco!", Keely retrucou, prestes a entrar em pânico. "Só fiz isso porque Loraine me tratou mal, então... Fiquei com raiva e quis dar uma lição nela!"

"Já chega!", Marco gritou, incapaz de ouvir mais justificativas vazias. "Você quis ensinar uma lição a Loraine fazendo-a abrir mão de um rim? Acho que tenho sido tolerante demais com você!"

Ciente de que sua situação estava piorando, Keely caiu no choro. "Sei que cometi um erro, Marco! Mas só fiz isso porque estava com medo. Depois que Jorge morreu, nunca tive com quem contar e acabei adoecendo. Tive medo de que você me abandonasse só porque se casou com outra. Me perdoe, por favor!"

Ao ouvir essas palavras, o coração de pedra de Marco amoleceu. "Prometi a Jorge que cuidaria de você e vou manter minha palavra..." Keely suspirou aliviada, mas Marco ainda tinha algo a dizer: "Mas, legalmente falando, Loraine é minha esposa. Não apronte mais com ela. Espero que esta tenha sido a última vez!"

Embora estivesse aliviada, a mulher não estava satisfeita. "Como uma camponesa pobre como Loraine pode merecer ser sua esposa, Marco? Ela já não te envergonhou o suficiente pelos últimos três anos? Você quer mesmo passar o resto de sua vida com ela? Além disso, ela quer se divorciar de você..."

"Não quero ouvir seus conselhos matrimoniais", o homem retrucou, interrompendo-a. "Por enquanto, você só precisa descansar e pensar no que fez."

Marco se virou e deixou a enfermaria com um ar de indiferença, mas não pôde deixar de se sentir irritado pela atitude de Loraine. Ele não esperava que ela fosse mencionar o divórcio. Pelo menos em sua mente, essa nunca foi uma possibilidade. Marco só se casou com Loraine porque precisava de uma esposa, o que fazia dela, uma garota solitária do interior, que não tinha ninguém em quem confiar e sem dinheiro ou poder, a candidata perfeita.

Durante seus três anos de casamento, Loraine foi uma esposa obediente e comportada, exatamente como Marco queria. Embora não houvesse amor envolvido, ele assumiu que era aceitável manter este matrimônio. Se Keely fosse a única razão pela qual ela queria se divorciar, o homem tentaria apaziguar a situação e a compensaria pelos problemas causados.

Acenando para seu subordinado, Marco exigiu: "Traga minha esposa para cá e não deixe que nada aconteça com ela. Além disso, transfira cinco milhões de dólares para a conta dela."

O homem pareceu confuso por um momento, o que não passou despercebido por Marco. "O que foi?"

"Senhor, quando a senhora Bryant deixou o hospital, ela foi embora com um homem em um carro de luxo."

"O que você disse?", Marco perguntou com os punhos cerrados, sentindo a sensação de que as coisas estavam prestes a sair do seu controle. "Encontre-os agora mesmo! Então, traga ela de volta."

Quando Loraine abriu os olhos novamente, ela não estava sozinha em uma enfermaria, deitada em uma cama quente e luxuosa.

"Finalmente, depois de três longos anos longe de casa, você está de volta! Por que você faria isso por causa de um homem? Você ainda é uma Torres?"

Reconhecendo a voz imediatamente, Loraine virou a cabeça e avistou um homem alto e corpulento ao lado da cama. Seu rosto era bonito e irradiava autoridade.

"Tio Rowan, cometi um erro!", ela disse com lágrimas nos olhos. "Eu nunca deveria ter saído de casa, tampouco magoado você por um homem indigno! Sinto muito!"

Rowan Torres, um oficial do exército, sentiu seu coração se abrandar quando viu sua sobrinha favorita chorando. Tentando confortá-la, ele respondeu gentilmente: "Está tudo bem! É bom ter você de volta. Quando seus pais morreram em um acidente, você se perdeu no campo. Te procuramos feito loucos! Você é o tesouro da família Torres, está bem? Não vamos deixar ninguém te machucar!"

De repente, um homem grisalho entrou no quarto. Era Aldo Torres, CEO do Grupo Universo em Vagow. cuja presença tinha o poder de assustar uma cidade inteira. "Não chore, Lorrie! Você é a herdeira do Grupo Universo. Centenas de milhões de propriedades serão suas muito em breve. Qualquer um que ousa te machucar vai pagar um preço altíssimo!"

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