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Afeto Profundo: Querida, Volte Para Mim

Afeto Profundo: Querida, Volte Para Mim

Autor:: Josefa Anselmo
Gênero: Romance
Dois anos antes, Nina casou-se com um homem totalmente estranho. Ela não sabia o nome ou a idade dele, não sabia nada sobre essa pessoa com quem iria casar. O casamento deles só foi um contrato com condições, e um das cláusulas era que ela não podia dormir com outro homem. No entanto, Nina perdeu a virgindade com um estranho quando bateu à porta errada numa noite. Com a indenização que ela tinha que pagar, ela decidiu elaborar um acordo de divórcio. Quando ela finalmente encontrou o marido para entregar o acordo, ficou chocada ao descobrir que o marido não era outro senão o homem com quem o "traíra"!

Capítulo 1 Há quanto tempo você está fazendo isso

Na sexta-feira à noite, às oito horas, no Four Seasons Garden Hotel se celebrava um grandioso jantar. O local luxuoso estava repleto de pessoas felizes conversando alegremente sobre o evento.

Ao ver as indicações, Nina Lu disse: "Deve ser aqui."

No entanto, ela não pôde deixar de sentir uma certa preocupação ao pensar que não seria fácil de entrar num local como este sem convite. O que ela diria naquele caso? Enquanto ela se perguntava como faria, uma figura magra apareceu bem na frente dela. Era Isabella Zhang, uma colega de classe.

"Isabella", Nina chamou a menina pelo nome. Como se voltasse à realidade, a garota virou-se surpresa quando viu quem era que a chamava. "O que você está fazendo aqui?"

Ao aproximar-se dela, Isabella não sentiu o cheiro do "perfume de feromonas" que ela tinha enviado para Nina, então questionou: "Por que não está usando o perfume?"

"Tenho algo urgente para fazer, por isso não o coloquei." Verdade seja dita, Nina não estava acostumada a usar nenhum tipo de perfume. Então ela olhou para a multidão. "A propósito, você poderia me ajudar a entrar?"

"Claro que sim!", disse Isabella com um sorriso ingênuo, quando algo fez seus olhos brilharem.

Em seguida, ela tirou o perfume do bolso e o borrifou em todo o corpo de Nina.

Ao mesmo tempo, Isabella tapou o nariz. "Eu sou alérgica a esse cheiro", ela explicou ao mesmo tempo que agitava a mão para dispersar o perfume no ar.

Sem que Nina tivesse tempo para pensar, Isabella a levou ao hotel e praticamente a empurrou para dentro do elevador.

Uma vez que a garota desapareceu ali dentro, sua colega esboçou um sorriso cruel, pensando que felizmente, ela carregava o perfume com ela. A verdade era que o perfume se tratava de um invento conveniente. Pois não importava o quão pura ou santa fosse uma mulher, ela atuaria de maneira provocativa sob sua influência, e independentemente do quanto fosse controlado o homem, ele se deixaria ser seduzido por aquele cheiro.

Nesse dia haviam centenas de homens na festa. Isabella sorriu e pensou: 'Boa sorte, Nina. Para o seu bem, espero que não termine fazendo sexo com alguém muito feio.'

Nina chegou ao vigésimo andar, que alojava somente duas suítes VIP. Ela bateu na porta à esquerda, e um homem encantador abriu a porta com uma mulher sensual pendurada no seu pescoço.

Ela deu um passo atrás, pensando que tinha batido na porta errada, e desviando o olhar, pediu desculpas envergonhada: "Desculpa! Vocês podem continuar."

Ela mal tinha se virado para deixar o local, o homem a deteve. "Espere, você está procurando o senhor John?"

Ele a olhou dos pés à cabeça, e pensou como ela parecia inocente e que talvez, fosse por este motivo, John não podia dispensá-la como tinha feito com as outras no passado.

Alguns minutos antes, James Shi tinha ligado para John Shi dizendo que estava preparando uma surpresa para ele, porém não esperava que a garota chegasse tão cedo.

"Ele está aqui dentro." Antes que a jovem conseguisse entender do que ele estava falando, ele a empurrou para dentro do quarto e fechou a porta.

Nina entrou na suíte, cambaleando, quase caiu. Quando a porta se fechou atrás dela, ela percorreu o quarto com os olhos.

Mal escutou uns passos aproximarem em sua direção, girou-se e deu de cara com um homem alto e bonito, que a deixou surpresa. Ela já tinha visto muitos homens bonitos na vida, porém não era possível comparar nenhum deles com este que se encontrava bem na frente dela nesse momento.

Ele tinha um peitoral malhado, sua pele era clara e seus músculos bem definidos eram extremamente atrativos. Aquelas gotas de água que estavam escorrendo no seu abdominal definido o deixavam ainda mais especial. Nina engoliu em seco ao ver aquela imagem.

"Está gostando do que está vendo?", ele perguntou friamente, trazendo-a de volta à realidade. Ao lembrar-se do que se tratava o seu trabalho, ela virou a cabeça rapidamente para o outro lado e desculpou-se: "Sinto muito. Creio que entrei no quarto errado."

Naquele mundo somente duas classes de pessoas entrariam no quarto errado: os estúpidos ou os manipuladores. Ele pensou que ela se tratava do segundo caso.

John olhou bem nos olhos dela. Ela tinha um rosto lindo com um nariz pontudo delicado.

Sua pele de porcelana era tingida de rosa claro, e seus olhos brilhantes eram grandes e inocentes. Algo nela fez com que ele se sentisse atraído quase que imediatamente e ele sorriu.

"Não, você não se enganou."

Aquela garota deveria ser a surpresa que James tinha mencionado.

Ele já estava acostumado com aquele tipo de situação, embora tivesse expulsado todas as garotas que o outro tinha enviado antes. Na verdade, a uma certa altura, ele nem se dava o trabalho de olhar para elas.

Ao perceber que aquela garota que estava bem em frente a ele tinha aproximadamente uns vinte anos, mais ou menos a idade de James, ele sentiu que tinha que ser amável com ela.

"Há quanto tempo você está fazendo isso?", ele perguntou como se estivesse repreendendo o seu sobrinho James.

Com uma expressão intrigada no rosto, Nina franziu a testa. "É a minha primeira vez", ela respondeu sinceramente.

Ela não tinha o costume de manejar casos que não tinha sido discutidos na sala dos professores e aquela era a primeira vez que ela saiu para fazer uma investigação de campo.

Nina tinha escutado falar que tinham dois casos de suicídio que estavam a ponto de fechar na delegacia. No entanto, ela suspeitava que não se tratava de um simples suicídio. Na verdade, ela estava neste local para associar os dois casos, pois ela acreditava que as vítimas estavam conectadas e queria descobrir mais pistas que pudessem associá-las.

Na semana anterior, ela tinha estado visitando os hotéis nas redondezas na esperança de encontrar algumas pistas que validassem a sua teoria.

"É a primeira vez? Quer dizer que tudo o que você aprendeu foi na teoria?", John perguntou sentando-se para em seguida, pegar um copo de vinho e tomar um gole.

Por acidente, Nina olhou novamente para ele e percebeu que não conseguia tirar os olhos de cima daquele homem.

"Estudei a parte teórica durante dois anos."

"Ah sim?", ele disse debochando como se tivesse acabado de ouvir uma piada.

"Sério que ensinam teoria neste tipo de profissão? Quais são os seus trabalhos de fim de curso? Encontrar um homem com quem praticar o que aprendeu na teoria?"

"Não me menospreze", retrucou a garota. No instante em que ela estava prestes a virar-se para sair, escutou sua voz.

"O que faz com que você pense que é digna de respeito? Quanto você recebeu deles?" Disse, acendendo um cigarro e exalando uma nuvem de fumaça. Ele não acreditava que as mulheres pudessem fazer coisas assim sem cobrar.

"Nada", ela respondeu friamente.

"Nada?", ele repetiu.

Ela era a garota mais linda que ele tinha visto, tanto que, acreditava que naquele tipo de ambiente ela poderia valer dezenas de milhões de dólares.

Ao perceber que ela estava a ponto de ir embora, John se irritou. "Eu disse que você podia ir embora?"

Ninguém podia entrar ou sair onde ele estivesse assim, sem sua permissão.

Por sua vez, ela parou e seu coração batia mais forte da raiva que ela sentia. "Escuta, não pode valorar a nossa profissão com dinheiro. Você precisa entender o quão perigoso isso é, especialmente nos casos deste tipo. Num local tão fechado, alguém poderia morrer se eu não faço bem o meu trabalho, assim que devo ir agora mesmo."

'Alguém poderia morrer?'

O homem baixou a cabeça sem intenção. Ele realmente era tão terrível?

Os olhos de Nina se arregalaram, como se de repente ela entendesse o que estava acontecendo.

'Esse homem deve ter me confundido com...'

Ela ficou vermelha na mesma hora.

"Você é um... canalha!", ela exclamou apontando o dedo para ele.

Pasmo, John se perguntou, como ela tinha coragem de falar com ele daquela maneira, se ela estava ao seu serviço nesta noite.

Capítulo 2 Casada

"Você ao menos sabe o que significa canalha, pequena?" De repente, John levantou-se para jogar o cigarro que tinha na mão no cinzeiro e em seguida, aproximou-se de Nina, que parecia muito pequena ao lado dele. Ele caminhava na direção dela e ela se afastava até que estava atrapada num canto do quarto. Ela tinha os punhos apertados, tentava conter a respiração nervosa, pois sabia que já não tinha como voltar atrás.

Seu rosto ficou vermelho e olhando para ele furiosa, quase gritou: "Não sou o tipo de pessoa que você pensa que eu sou!"

Quando ele aproximou-se dela, soube que tinha algo que não estava bem, pois o perfume que ela usava fazia com que ele não conseguisse se afastar dela.

Isso fez com que todas as suas defesas se quebrassem. Sob a influência do perfume, John mudou a expressão do rosto completamente.

O perfume também fez com que o corpo de Nina se suavizasse diante dele. Era como se o perfume estivesse manipulando os dois como marionetes.

"É o seu cheiro! Isso é uma armadilha!" Sem pensar duas vezes e segurando a raiva, ele a levantou porque a única coisa que desejava naquele momento era estar perto dela.

"Não! Eu... Me solta! Eu... sou..."

Ela era casada.

Apesar de não saber quem era o seu marido e nem como ele era, ela tinha assinado o acordo de casamento.

No entanto, John já não tinha intenção de escutar nenhuma das suas bobagens, assim que o único que fez foi beijá-la com toda a vontade que tinha. Assim que o fez, sentiu o seu corpo tenso, seus lábios tinham um sabor incrivelmente doce.

"Solte-me..." Ela pedia soluçando e ao mesmo tempo golpeava o peito dele.

Nina tinha um pouco de força, porém não o suficiente para superar o perfume, o qual aumentava ainda mais os seus desejos.

Num piscar de olhos, este homem a estava devorando completamente.

Da sua parte, ela estava assustada que chegou a ficar pálida, porém as carícias dele lhe transmitiam uma espécie de corrente elétrica que se espalhava por todo o seu corpo, fazendo com que ela se entregasse em silêncio.

Um tempo depois, começou a amanhecer.

Nina sentia o corpo todo dolorido. Ela abria os olhos lentamente enquanto girava o corpo para o outro lado. Ao ver aquele homem do lado dela, tomou um grande susto.

"Não!" Sufocou um grito. Aquilo não podia estar acontecendo!

Ao pensar no seu estado civil, a mão da jovem tremeu ao tocar a mesa de cabeceira. Tudo o que ela queria era investigar os casos de suicídio. Como ela poderia imaginar que ia terminar entrando no quarto do diabo?

O canto dos pássaros que chegava do lado de fora fez com que por um segundo ela se sentisse calma, assim não demorou muito para ela voltar à realidade.

Sabendo que poderia colocar em risco o seu próprio casamento, ela vestiu-se rapidamente e saiu sem sequer olhar para o homem que dormia profundamente ao seu lado.

Se ela tivesse a sorte, eles nunca se encontrariam novamente.

Uma vez fora do hotel, ela deduziu que não tinha ocorrido nenhum suicídio, devido à falta de jornalistas e funcionários correndo de um lado para o outro, então suspirou aliviada.

Atordoada, ela voltou para casa e passou toda a manhã lavando-se uma e outra vez até ficar com a pele toda avermelhada.

O problema não era ter tido uma noite de paixão com um estranho, o problema era que ela estava casada!

Há dois anos, ela tinha assinado os papéis do casamento com um homem que não conhecia.

Na verdade, não sabia absolutamente nada sobre ele, seu nome, altura, peso ou idade.

Se não estivesse estado tão desesperada naquele momento, não teria cavado sua própria cova daquela maneira!

Ela estava sendo dominada pela ansiedade e angústia.

'Maldição!' Um pensamento do nada assombrou a sua mente e fez com que ela corresse até suas gavetas assustada, de onde tirou um documento que era um acordo.

Nina tremia de medo enquanto passava página por página. Ela lembrava que tinha uma cláusula naquele documento que falava sobre infidelidades. Se tivesse um caso enquanto o casamento ainda estava válido, quanto teria de pagar?

Ao encontrá-la, ela congelou como se tivesse acabado de ser atingida por um raio. "Vinte milhões?!", ela deu um grito.

Nina esfregou os olhos para ler novamente. No documento estava escrito claramente que ela deveria pagar vinte milhões de dólares, e para validar, no final estavam sua assinatura e sua impressão digital.

'Maldição. Agora não tenho mais saída. Vinte milhões.' Com as mãos tremendo, ela se jogou no chão, desejando que ele a engolisse.

De onde ela iria tirar todo aquele dinheiro?

Não tinha sido como se ela tivesse a intenção de enganar o marido!

Depois de pensar um pouco, tomou uma decisão.

Ela se olhou no espelho e apertando os dentes e com os olhos quase fechados, pensou que nunca mais voltaria a ver aquele homem, e caso isso acontecesse, ela simplesmente compraria o seu silêncio.

Caso ele não concordasse, ela continuaria o ameaçando até não poder mais.

Uma vez que este assunto estivesse resolvido, ela solucionaria o assunto do divórcio.

Então, finalmente conseguiria o que desejava: liberdade. Depois de tudo isso, poderia converter-se numa criminologista qualificada sem nenhum marido para detê-la.

Ao pensar nessa possibilidade, ela deu um suspiro de alívio.

Eram dez da manhã, quando um homem de terno e sapatos de couro entrou na suíte presidencial. Tinha cerca de 24 anos, usava óculos de aro dourado e tinha uma pasta na mão.

O homem era Henry Ye. Não fazia muito tempo, ele tinha se candidatado para o posto de assistente do CEO do Time Group. Embora tivesse conseguido o emprego, na verdade, aquela era a primeira vez que ele via seu chefe, John Shi.

John era o filho mais novo da família Shi, considerado muito poderoso e incrivelmente implacável, tanto que era o dono de metade da Cidade de Lexingport.

Assim que o assistente abriu a porta, viu um homem alto saindo do banheiro enrolado numa toalha. O homem olhou para Henry com indiferença. "Roupas."

"Sim, senhor John", disse, para em seguida chamar alguém para buscar um terno.

Ao passar os olhos pelo sofá bagunçado e as roupas espalhadas, ele viu um sapato feminino. Ele ainda viu alguns arranhões vermelhos nas costas do seu chefe que o levaram a concluir que este tinha tido uma noite especial.

Timidamente, o rapaz tirou os óculos e alguns segundos depois chegavam as roupas solicitadas.

John parou em frente ao espelho, vestia uma calça reta preta até a altura do tornozelo e uma camisa branca com o colarinho desabotoado que deixava entrever um pouco de sua pele.

Ao levantar os olhos, Henry viu um rosto bem esculpido, olhos escuros e frios.

Apertando os lábios com força, o CEO começou a ajeitar o cabelo. Então, sorriu satisfeito para sua imagem no espelho e começou a ajustar os pequenos detalhes na roupa, um de cada vez.

'É um homem incrivelmente narcisista', pensou o assistente.

Ao ver que o seu chefe estava pronto, o rapaz se ajeitou. "Senhor John, seu pai pediu para que você vá a casa esta noite."

"Organize isso."

"De acordo. Algo mais que eu possa fazer pelo senhor?", perguntou. 'Por exemplo, investigar a mulher da noite passada?'

"Investigue tudo sobre a mulher que esteve aqui ontem à noite. Quero saber tudo sobre ela." John precisava descobrir a verdade.

A razão que levou James a enviar aquela garota tinha sido por sua aparência, porém ele lembrou que ela tinha mencionado ter recebido treinamento teórico.

Considerando que ele tinha acabado de voltar, precisava ter cuidado com essas coisas.

Não muito tempo depois, Henry havia encontrado informações sobre Nina, embora não tivesse preenchido uma página.

Com a testa franzida, seu chefe não conseguia acreditar que, como hacker, Henry tivesse encontrado tão pouca informação.

Na verdade, quando recebeu o documento, Henry engoliu em seco, nervoso.

Ele nunca tinha estado tão ansioso para averiguar informações confidenciais.

"Nina tem 20 anos. Está no segundo ano do Departamento de Psicologia da Universidade L. Não há informações sobre os seus pais e parece que ela é filha única. Além disso, é casada", relatou o assistente.

Embora houvesse algo no nome dela que despertou a curiosidade de Henry, ele não sabia o que era.

John ficou surpreso com o estado civil dela, e se lembrando do sangue nos lençóis, não pôde deixar de se sentir confuso. 'É casada? Por acaso, o seu marido é impotente?'

Capítulo 3 Acordo de divórcio

Quando não ouviu mais nada de seu assistente, John ergueu os olhos. "Isso é tudo?"

Ele fez um gesto com a cabeça para confirmar e disse: "Não existem informações sobre ela antes de ela entrar na faculdade, assim que não consegui encontrar mais nada."

"Nem você pode encontrar nada?", o homem perguntou olhando para Henry como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo.

O assistente concordou novamente fazendo um gesto com a cabeça. "Todas as suas informações foram excluídas propositalmente."

Como se podia eliminar completamente a informação de uma pessoa? Mesmo aquele rapaz sendo um dos melhores hackers do mundo, ele não conseguia encontrar nada sobre ela. Parecia que aquela mulher não era como qualquer outra.

Naquele momento, John pensou que provavelmente o marido dela não era um oponente fácil de vencer, sendo assim, era possível que aquela noite tinha sido a única vez que eles tiveram a chance de se encontrar.

Ao ver a expressão pensativa no rosto do chefe, o assistente deduziu que ele realmente estava interessado naquela garota, o que o levou a crer que saber que ela era casada tinha o decepcionado.

Era uma pena que fosse assim.

"Confirme que ela não está esperando um filho meu", disse o CEO friamente enquanto se afastava.

'Ele parecia não ser apenas frio, mas também implacável', Henry pensou ao escutá-lo.

Apesar de ter sido apenas uma noite de paixão, como John poderia ser tão indiferente a aquela mulher?

Henry deu novamente uma olhada no relatório.

De repente, algo o fez recordar quem realmente era Nina.

'Ela era...'

Ele sentiu-se petrificado.

Não era de se admirar que quando a viu, ela pareceu muito familiar!

Não era ela que tinha casado secretamente com o seu chefe?

Na verdade, nem mesmo o chefe sabia que estava casado.

Parecia que eles tinham estado se divertindo juntos, sem saber que estavam destinados a ficar um com o outro.

"Senhor John...", Henry o chamou para impedir que ele entrasse no elevador.

John virou-se para atendê-lo, porém no seu olhar era como se fosse possível ler que caso não fosse nada de importante, ele não deveria de jeito nenhum incomodá-lo.

Por um lado, o assistente não ousaria falar nada, porém por outro lado, ele estava assustado com a possibilidade de que o seu chefe descobrisse que ele ocultou alguma informação e o queimasse vivo. Diante do dilema, ele deu um respiro profundo para se acalmar.

"Senhor, a senhorita Nina em realidade é..."

"Quando você foi contratado para ser o meu assistente, ninguém te informou que deveria estar em silêncio se eu não perguntasse nada?", o homem o interrompeu severamente.

Surpreso com as duras palavras que tinha acabado de ouvir, o assistente inclinou-se e assentiu com a cabeça. "Sim, senhor John. Não voltarei a repetir."

"Reta um mês do seu salário. Esse será o seu castigo", disse John acenando com a mão como se ele fosse um rei dando ordens aos seus súditos.

Henry ficou de boca aberta sem emitir uma única palavra, estava completamente paralisado.

Era seu primeiro dia de trabalho! 'Que diabos!'

Embora estivesse muito zangado, não se atreveu a falar novamente.

Às três da tarde.

Ainda sonolenta, Nina atendeu uma ligação que pedia que ela estivesse presente num jantar às seis em ponto no No. 1 da Rua SQ. Ela concordou sem hesitar, a verdade era que mal podia esperar.

A garota planejava pedir o divórcio neste dia, e a oportunidade apareceu bem na hora.

No endereço que lhe deram ficava uma casa com um grande terraço. Era uma rua muito tranquila, aquela casa era a única no local.

Ao chegar, sem perceber, tocou a bolsa que carregava, dentro dela estava o acordo de divórcio recém redigido.

Assim que ela entrou no jardim da frente, uma voz forte soou atrás dela. Era o seu sogro sorrindo com a sua chegada.

O senhor Sam Shi aparentava ter cerca de 60 anos, então Nina deduziu que o seu filho já devia ter pelo menos uns 40.

No entanto, com aquela idade, ainda não estava casado e foi preciso que o seu pai encontrasse uma esposa para ele. Isso só poderia significar que o homem era feio ou padecia de alguma doença mental.

Diante dessa conclusão, ela sentiu-se ainda mais animada para entregar o acordo de divórcio.

"Você veio!" O senhor tinha o cabelo grisalho e as rugas no seu rosto destacavam-se cada vez que ele sorria. Embora parecesse velho, ele demonstrava ainda ter bastante energia.

A garota aproximou-se dele e fez uma discreta reverência. "Senhor."

A maneira como ela se dirigiu a ele não o agradou.

Queria dizer, era sua nora! Como ela poderia falar com ele como se ele fosse qualquer outra pessoa mais velha?

"Creio que você dirigiu-se a mim agindo incorretamente", ele a recordou amavelmente.

De repente, ela sentiu-se desconfortável.

"Você ainda é a esposa do meu filho.

Como pode me chamar de senhor?"

'Em breve deixarei de ser sua nora.'

A jovem se conteve para não dizer isso, com medo de assustá-lo.

Porém, por que não acabar com isso de uma vez?

Sam tinha organizado um jantar em família naquele dia, e certamente, a pessoa com quem ela estava casada iria. E se quando ele a visse, se negasse a assinar o acordo de divórcio?

Ela queria cortar todos os laços com ele o quanto antes!

"Senhor, na verdade estou aqui hoje para lhe dizer algo importante." Sem dizer nenhuma palavra mais, Nina tirou o acordo de divórcio da sua bolsa.

O documento ainda estava com a tinta fresca, pois tinha sido impresso naquela mesma manhã. "Eu já assinei. Por favor, entregue os papéis para..."

Qual era mesmo o nome do seu marido?

Naquele momento, pestanejou surpresa porque nem sequer sabia o nome do próprio marido. Então ela continuou: "Por favor, entregue ao meu marido e insista para que ele assine."

Acordo de divórcio?

A expressão do rosto do seu sogro mudou abruptamente. Ele deu uma olhada nos papéis antes de voltar a olhar para Nina para ter a chance de analisar o seu semblante.

Enquanto olhava os papéis, teve a impressão de que ela realmente desejava divorciar-se, uma vez que ela mesmo tinha escrito o documento.

"Você gostaria de pensar melhor sobre isso?", Sam perguntou gentilmente.

A questão era que ela estava muito determinada e não aceitaria nenhuma oferta.

Provavelmente, se ela não tivesse traído o marido, não teria tanta pressa para se divorciar, porém vinte milhões de dólares era muito dinheiro.

Ela tinha medo que o seu marido aparecesse do nada, e acabasse descobrindo o que tinha acontecido na noite anterior.

Ela não queria pagar tanto dinheiro!

Nina pressionou um dos lados da testa ao ver a decepção estampa no rosto do sogro ao receber aquela notícia. "Já tomei uma decisão e estou disposta a abrir mão sem pegar nenhuma propriedade."

"Sério? Você não vai querer o suporte da família Shi?"

Todo o suporte tinha sido feito pelo Sam. Ele sabia a identidade dela em realidade.

Se ele não tivesse apagado todas as informações da vida dela, ela seria assombrada pelo próprio passado, sendo pegada pela sua família.

"Sim."

Sempre e quando ela não tivesse que pagar os vinte milhões de dólares, não tinha mais nada que a importasse.

Não era que ela não pudesse pagar, porém queria evitar estar metida em problemas.

Além disso, Nina sabia bem como se esconder da sua família.

Depois de alguns minutos pensando, o senhor se deu conta de que a razão pelo qual a garota queria divorciar-se era provavelmente porque ela ainda não tinha visto o seu filho.

"Eu sou responsável pelo seu casamento e eu sou o culpado pelo fato de que vocês ainda não tenham se visto", disse desculpando-se.

Em seguida, Sam tirou do bolso do casaco uma pequena foto desbotada para entregar a ela. "Este é o meu filho mais novo. Você pode tomar sua decisão uma vez que tenha visto ele."

A foto era muito velha e estava deteriorada, Nina quase não podia ver o garoto, porém parecia que ele tinha acabado de sair da universidade e era muito bonito.

No entanto, seria melhor saber como ele estava nos dias atuais.

"Senhor, eu não quero fazer com que seu filho perca tempo", disse, pensando que nem menos ela queria perder tempo.

Percebendo que ela não tinha mudado de ideia, Sam tinha que encontrar uma outra maneira para acabar de vez com o tema do divórcio.

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