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Ainda Nos Braços do Mafioso livro 2- série sequestrada pelo mafioso

Ainda Nos Braços do Mafioso livro 2- série sequestrada pelo mafioso

Autor:: AutoraAngelinna
Gênero: Romance
SINOPSE No momento em que esse pesadelo começou, mais uma vez me vejo presa, destino desconhecido. No entanto, desta vez, meu sequestrador é o homem que destruiu meu mundo de forma irreparável. Aleksei Popov – o mafioso número um da Rússia e o homem a quem fui vendida. Suas intenções comigo são claras – submeta, obedeça e o chame de mestre – mas não vou me render. Não sou como as outras garotas. Seja isso uma bênção ou maldição, ainda tenho que decidir. O problema é que minha desobediência intriga ainda mais meu raptor. Quando chegamos à Rússia, as regras mudam. Saint, o homem que já foi um pecador, é minha única salvação. O que era proibido, agora me dá esperança de que haja luz na escuridão. Ele arriscará tudo para me libertar. Mas, por trás dessas paredes luxuosas, as coisas não são o que parecem, e quando a linha tênue entre o prazer e a dor começa a se confundir, só uma coisa importa – salvar minha alma. Vou mentir. Enganar. Roubar. Já fui um anjo, mas agora... sou uma santa caída, pronta para infligir minha própria dor e queimar esse inferno até o fim.

Capítulo 1 1

SINOPSE

No momento em que esse pesadelo começou, mais uma vez me vejo presa, destino desconhecido. No entanto, desta vez, meu sequestrador é o homem que destruiu meu mundo de forma irreparável.

Aleksei Popov – o mafioso número um da Rússia e o homem a quem fui vendida.

Suas intenções comigo são claras – submeta, obedeça e o chame de mestre – mas não vou me render. Não sou como as outras garotas. Seja isso uma bênção ou maldição, ainda tenho que decidir. O problema é que minha desobediência intriga ainda mais meu raptor.

Quando chegamos à Rússia, as regras mudam.

Saint, o homem que já foi um pecador, é minha única salvação. O que era proibido, agora me dá esperança de que haja luz na escuridão. Ele arriscará tudo para me libertar.

Mas, por trás dessas paredes luxuosas, as coisas não são o que parecem, e quando a linha tênue entre o prazer e a dor começa a se confundir, só uma coisa importa – salvar minha alma.

Vou mentir. Enganar. Roubar.

Já fui um anjo, mas agora... sou uma santa caída, pronta para infligir minha própria dor e queimar esse inferno até o fim.

Capítulo 1

Tudo isso foi em vão... não, isso não é inteiramente verdade.

Eu a conheci.

E agora devo protegê-la. Mas primeiro preciso acordar.

Dia 34

Mesmo que ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo...

Salmo 23: 4

ESSA PASSAGEM era a favorita do meu pai. Seu objetivo é para quando os tempos estão difíceis. Me lembro de estar sentada no meu melhor domingo com as mãos pequenas ligadas enquanto ouvia seus sermões. Eles sempre me enchiam de tanta esperança, e sempre que falava desse Salmo, sentia-me tão ligada a Deus.

Como não poderia?

A passagem afirma que, independentemente do mal que se enfrenta, nunca se está sozinho.

Mas, sentada aqui atada, observando Saint inconsciente sangrar na minha frente, sei que o Salmo é um monte de merda. Onde Ele está agora? Estou andando... não, estou cambaleante pelo vale mais sombrio, fodida, mas estou sozinha. Ninguém está comigo.

Não há graça salvadora.

A única graça seria se um maremoto engolisse esse iate e arrastasse todos nós para o fundo do mar. No entanto, isso já aconteceu, fiz isso, e aqui estou, ainda uma maldita prisioneira.

Meus pés e mãos estão amarrados. Tentei me libertar, mas desisti quando ficou claro que não iria a lugar nenhum. Mas para aonde iria? O que faria se fugisse? Estou presa com um psicopata e seu animal de estimação, que é muito mais perigosa do que o homem que começou toda essa merda.

Zoey Hennessy não tirou os olhos de mim, olhos tão parecidos com os de seu irmão, que está sangrando aos meus pés. Ao invés de cuidar do seu próprio sangue que está ferido, ela deixou claro com seus olhares que só se importa em me fazer pagar.

De certa forma, sou grata a Saint não ter que ver sua irmã, mas ele logo despertará. Não se pode manter um bom homem para baixo. É isso o que ele é. Um bom homem.

O homem que me comprou em um jogo de pôquer, no entanto, não é.

"Não se preocupe, аhгел1." O nome que uma vez amei foi contaminado para sempre. "Está segura agora."

Segura? Está drogada, porra?

O mafioso russo Aleksei Popov arruinou minha vida, então falar comigo como se fôssemos amigos parece irônico. Quando se vira e sorri, o cabelo na parte de trás do meu pescoço ficam arrepiados. Eu o odeio. E farei tudo que estiver ao meu alcance para fazê-lo pagar pelo que fez.

"Pa..." limpo a garganta rouca, "para onde estamos indo?"

Aleksei gesticula com a cabeça para um de seus capangas tomar o volante. É tão simples para ele. Nem precisa falar para que todos estejam à sua disposição.

Mas eu não. E nunca estarei.

1 Аhгел: Significa Anjo em russo.

Ele caminha, mas para quando Zoey começa a segui-lo, de joelhos. "Fique," ordena, dirigindo-se a ela como um cachorro.

Ela faz o que ele diz.

Engolindo minha repulsa, escondo meu desgosto por tê-lo perto de mim quando se senta. Não o afeta nem um pouco que estou amarrada. "Estamos indo para sua nova casa. Rússia," explica ele enquanto cada parte de mim se revolta. "Você vai adorar lá."

Abro a boca. "Adorar?" O desejo de machucá-lo aumenta. "Está me sequestrando. Nunca concordei com isso," acrescento, no caso ter esquecido.

Ele não esqueceu, e o que diz em seguida confirma que Saint estava dizendo a verdade o tempo todo.

"Mas seu marido sim."

E aí está. A dura realidade que estava na minha cara o tempo todo.

Saint revelou que meu marido, Drew Gibbs, perdeu um jogo de pôquer, e para pagar suas dívidas concordou em me dar a Aleksei. Na época, ele não me conhecia, então poderia ter sido qualquer garota. Mas, aparentemente, eu me encaixo no perfil, e, como uma idiota, apaixonei-me por suas mentiras.

Deveria saber que algo estava errado. Mas pensei, pela primeira vez, que talvez a vida me desse alguma folga. Estava errada.

"Não pode fazer isso." Contorço contra as amarras. "Não sou uma propriedade que possa trocar! Sou um ser humano."

Espero que, por algum milagre, minhas palavras o atraiam, e veja o erro de seus métodos. E quando ele enfia a mão no bolso e tira um lenço branco para limpar o sangue do meu rosto, graças ao fato de um de seus homens me dar um soco no nariz, acho que talvez tenha feito isso.

Mas então ele me nivela com aqueles olhos azuis de aço, e sei que desperdicei meu fôlego. "Você é minha. E farei com você o que quiser." Ele continua a limpar meu rosto, mas seu toque não é gentil. É possessivo e cheio de aviso.

"Quanto mais cedo entender isso, mais fácil isso se tornará. Aí," diz ele, inclinando-se para trás para me ver melhor. "Muito melhor."

Isso que é olhar nos olhos de um monstro?

Seus olhos não têm compaixão, nenhum remorso pelo que fez. Arruinou inúmeras vidas porque pode. E parece que sou a próxima da fila.

Um gemido gutural corta o ar, e embora desejasse que fosse qualquer outro som, estou agradecida por ele estar se mexendo.

Quando aqueles olhos cor de chartreuse2 se abrem, uma respiração presa me escapa. Por uma fração de segundo, esqueço que estou sentada ao lado de um maníaco, porque tudo o que importa é que Saint está acordando.

Ele toma seu tempo, avaliando onde está. Quando gradualmente se concentra em Aleksei sentado ao meu lado, segurando o lenço ensanguentado em sua mão, a mandíbula de Saint aperta, e ele tenta levantar, com a intenção de matá-lo. Mas Aleksei conhece Saint e garante que fique para baixo, colocando seu sapato italiano sobre a garganta de Saint.

Saint agarra o pé de Aleksei, tentando se libertar, mas não tem chance. Ferido e coberto de sangue, Saint parece a segundos de desmaiar mais uma vez. "Não!" Grito, debatendo para me libertar, mas é inútil. Meus gritos e a luta de Saint só animam esse imbecil narcisista.

"Acalme-se." Aleksei fala para Saint. Em resposta, Saint se vira, ainda tentando tirar o pé de Aleksei de sua garganta.

Aleksei sorri, parecendo gostar da brincadeira como se fossem dois amigos discutindo sobre um jogo de futebol. Eventualmente, libera a pressão, permitindo que Saint tome um bocado de ar.

2 Chartreuse: Licor francês cuja cor é esverdeada.

Assisto com olhos arregalados porque não posso acreditar que essa cena improvável que está diante de mim é a minha vida.

Quando finalmente consegue respirar, Saint se apoia lentamente em uma posição meio sentada. Ele segura seu ombro, gemendo. Não fala, mas seus olhos penetrantes se comunicam. Estão perguntando se estou bem.

Dou um aceno imperceptível, querendo, mais do que qualquer coisa, consolá-lo. Mas não posso.

"Desamarre-a," exige Saint, sua respiração irregular, mas seu olhar nunca oscilando do meu. Aleksei levanta uma sobrancelha, claramente surpreso com as ordens de Saint, mas Saint não se intimida. "Disse para desamarrá-la."

Aleksei se recosta no assento, casualmente cruzando os tornozelos enquanto gira o anel de ouro em seu dedo mindinho. "E por que faria isso?" Seu inglês tem apenas um leve sotaque, então mal se pode determinar de onde ele é. Como todos os camaleões, ele aprendeu a se encaixar para sobreviver.

"Porque atirou em mim, seu idiota, então alguém tem que me ajudar a tirar a bala. A menos que queira sujar sua seda italiana?"

Não ouso respirar – certamente, Aleksei verá as mentiras de Saint – mas Saint parece convencê-lo. Aleksei se aproxima de mim, inalando profundamente, e permaneço perfeitamente

imóvel. Um tique no olho de Saint revela que ele mal se segura, mas quando Aleksei pega um canivete e chega atrás de mim para cortar a corda, Saint acena sutilmente, insinuando que vou ficar bem.

Aleksei corta a corda em meus pulsos cuidadosamente, sua respiração baixa cobre meu pescoço. Quando estou livre, ele passa os dedos pelas marcas da corda, em satisfação. Parece que tortura é coisa dele. "Você vale muito dinheiro. Vá se limpar. Quero ver meu prêmio," ele sussurra em meu ouvido, alto o suficiente para que Saint ouça.

Meu estômago revira e encolho os ombros, imediatamente trazendo minhas mãos para frente para esfregar meus pulsos em carne viva. No entanto, quando joga a faca no chão na frente de Saint, congelo.

Saint espia a faca e depois volta para mim. Sabemos o que é isso. Um teste.

Saint poderia pegar essa faca e acabar com a miserável existência desse bastardo cortando sua jugular. Mas ele não se aproximaria mais de dois metros antes que um dos homens de Aleksei nos matasse.

Aleksei está exibindo seu poder para provar quem está no controle. Mas nunca nos esquecemos. Como poderíamos? Estou amarrada. Saint tem um ferimento de bala sangrando. E isso é tudo graças a ele e sua obsessão pelo poder.

Saint alcança a faca e, com os dedos trêmulos, corta a corda nos meus tornozelos. Ele respira profundamente pelo nariz para aliviar a dor, mas continua até que eu esteja livre. No momento em que estou, exalo. É um passo mais perto de sair deste barco.

Ele estende a faca para Aleksei, exatamente como fiz com ele uma vez.

Aleksei mantém a calma enquanto alcança a lâmina. Isso tudo é um jogo de poder. Eu me pergunto o que vai acontecer quando um de nós quebrar, mesmo que esse tempo não seja agora.

Saint levanta ainda instável. "Vamos." Agarra meu braço e me puxa bruscamente.

A pressão severa me faz recuar, mas permito que me maltrate, porque não quero ficar aqui com Aleksei. Quando ele vê Zoey, no entanto, faz uma pausa.

Ela ainda está de joelhos, à espera de mais instruções de Aleksei. Não posso imaginar o que isso faz para Saint. Ela é a razão pela qual está aqui – por que nós estamos aqui – mas ela o enganou. Ela nunca quis ser salva.

Esperando que diga algo a ela, fico surpresa quando ele me arrasta em volta dela e desce as escadas para a cozinha. Um suspiro me deixa quando vejo este lugar. Parece um resort na água. A cozinha totalmente funcional de aço inoxidável rivaliza

com qualquer chefe de cozinha com um grande frigorífico, fogão e forno, e balcões de mármore branco.

À direita, oito cadeiras de couro cercam uma mesa grande. Uma fruteira ao centro com maçãs vermelhas, bananas e peras cria uma atmosfera acolhedora. Se não soubesse, pensaria que todos a bordo deste iate estavam aqui por vontade própria.

Quando um grupo de homens sai de seus poleiros, substituindo suas cartas de baralho por armas de fogo, grito, mas Saint não se intimida nem um pouco. "Onde é o banheiro?" Ele late, apertando mais meu braço.

Aquele que bateu em mim e Saint, um homem repugnante de cabeça careca e barba espessa, gesticula para uma porta atrás de si. Quando dois deles tentam nos seguir, Saint sacode a cabeça. "Não preciso de você para segurar minha mão."

Mas o homem que nos atingiu tem outras ideias quando ergue a arma. "Adrian e Rahil irão com vocês."

Os dois homens em questão dão um passo em direção ao banheiro, mas Saint fica enraizado no lugar, nem um pouco intimidado. "Esqueceu seu lugar, Diak? Você me obedece. Não o contrário."

"As regras mudaram desde que você se foi," ele responde com inteligência. Os outros homens riem em concordância, mas

seus olhares famintos não passam despercebidos. Mais uma vez me sinto como um pedaço de carne.

"Oh, elas mudaram?" Saint brinca, caminhando casualmente em direção a Diak, arrastando-me com ele.

Quanto mais nos aproximamos das armas e dos sorrisos vorazes desses lobos, mais ansiosa me torno. Mas confio em Saint. E, além disso, me sinto mais segura em suas mãos porque sei que ele não me largará.

"Sim. O Chefe não está muito feliz com você. Ele não gosta de esperar, especialmente por boceta." Diak foca seus olhos sem vida em mim, lambendo seus lábios gordurosos e flácidos.

Embora tenha o desejo de encolher atrás de Saint, eu me mantenho firme. Não mostrarei medo porque não posso demonstrar fraqueza; será o meu fim se eu fizer.

"Mas para uma boceta como essa... pode valer a pena a espera." Diak tenta estender a mão e me tocar, mas quando ouço um estalo e algo rachar, é evidente que é a última coisa que ele tentará por um tempo. Saint quebrou seu pulso, desarmando-o com um soco e depois uma cotovelada no nariz.

Aconteceu num piscar de olhos, mas quando Diak chia e tenta segurar o nariz com a mão, parece que é tudo o que Saint precisa. A satisfação que sinto quando vejo sangue saindo de seu

nariz deve me deixar envergonhada, mas isso não acontece, porque o carma é uma vadia.

O resto dos homens permanece imóvel, ignorando os gritos de ajuda de Diak quando ele cai de joelhos. Saint age tão friamente quanto pode ser quando me puxa para frente para pegar a arma. Faço o que ele propõe, o metal duro como um poder absoluto sob meus dedos.

Quando os olhos dos homens se arregalam, os brancos revelando o medo, é um afrodisíaco. Deveria estar com medo, mas não estou. Sou insensível a tal violência? Poderia puxar o gatilho e matar todos eles. Mas Saint estala sua língua, insinuando que escolhemos nossas batalhas com sabedoria.

Passo a arma para ele, que a coloca nas costas.

"O que aconteceu com Kazimir?" Adrian pergunta, e quando dou uma olhada mais de perto, vejo a semelhança. Um irmão mais novo, talvez?

Saint o matou. "Isso que aconteceu." Ele gesticula com a cabeça em direção a Diak uivando, segurando seu pulso enquanto o sangue jorra do seu nariz. "Mas muito mais sangrento. E muito mais morto."

A mandíbula de Adrian aperta enquanto a sala fica em silêncio.

"Se alguém tiver outras perguntas, agora é a hora de falar." Ninguém se atreve a proferir uma palavra. "Como pensei." Saint me arrasta para o banheiro, deixando os homens para limpar sua bagunça. Quero me livrar dele, porque está me machucando, mas sou mais esperta.

Ele quase arranca a porta de suas dobradiças quando a abre e me empurra para dentro. Quando a porta fecha, ele finalmente me libera. Se não estivesse sendo mantida contra minha vontade e temendo pela minha vida, admiraria o quão espaçoso é aqui.

Além de um grande box de vidro e uma banheira, o mármore preto cobre até onde a vista alcança. Tudo brilha, cada centímetro. Nenhuma despesa foi poupada, pois tudo aqui me permite tomar banho com conforto. Nada além do melhor para Alek, parece.

A respiração dura de Saint me traz de volta ao agora, e me viro lentamente. Ele está encostado na parede, segurando o ombro, o cabelo grudado no rosto. Agora que estamos sozinhos, a gravidade de onde estamos me bate, e parece que não estou insensível depois de tudo.

Lágrimas brotam, mas mordo a bochecha para impedi-las de cair. Saint ergue os olhos para mim, mas não consigo ler o que está pensando. A sala se torna explosiva.

"Sua garota boba e teimosa," ele repreende, balançando a cabeça lentamente. "Deveria ter feito o que eu disse." O que ele

me disse foi para correr e me esconder – para ser uma covarde – mas não podia. Não poderia deixá-lo para lidar com isso sozinho. Não sei o que isso diz sobre mim e minha sanidade, mas não teria sido capaz de viver comigo mesma se tivesse feito isso.

"Não importa agora," digo, escovando o cabelo emaranhado das minhas bochechas, tentando ser corajosa.

"É claro que importa!" Antes que eu tenha a chance de responder, ele se aproxima, agarrando a parte de trás do meu pescoço e pressionando sua testa com a minha. "Desculpe-me se fui rude, mas tinha que ser. Não posso mostrar fraqueza quando se trata de você, porque senão você pagará o preço."

A sensação de suas mãos em mim é indescritível. "O que vamos fazer?" Sussurro, esfregando meu nariz contra o dele.

Ele inala profundamente, e tão perto dele, quase posso esquecer nossos problemas. Quando estamos assim, nada mais importa. "Ainda não sei. Tenho que falar com Popov e descobrir seu plano de ação. Ele sabe que algo está acontecendo entre nós."

Sua admissão me faz recuar para olhá-lo nos olhos. "E o que é isso?" Nem sei o que é isso entre nós. Nunca soube. Talvez ele possa me explicar isso.

Mas quando ele balança a cabeça, parece que está tão confuso quanto eu. "Apenas confie em mim, аhгел."

Fechando os olhos brevemente, saboreio a maneira como o apelido sai da sua língua. Quase posso esquecer a maneira como soou quando Popov falou isso.

"Posso ter que fazer algumas coisas que não gostará." "Como o quê?" Meu coração começa a acelerar.

"Só preciso que confie em mim," ele repete, apertando minha nuca suavemente.

Com um toque hesitante, coloco minha mão sobre a dele, enroscando nossos dedos juntos. Quando ele não foge, suspiro de alívio. "Ok. Confio em você."

Ficamos assim, ambos precisando de um momento para nos centrarmos e nos preparar para o que vem pela frente. "Tome um banho. Vou tirar essa bala."

A menção de sua lesão me desperta, tento cuidar de sua ferida. Mas Saint coloca sua mão sobre a minha, bem em cima do buraco de bala, e simplesmente me olha. Quem saberia que um olhar poderia transmitir mil palavras?

Por instinto, meu olhar cai para seus lábios. Quero beijá-lo. Tão forte. Quero parar de sentir esse medo constante e apenas me perder em algo que não está envolto em escuridão e tristeza. Mas Saint me libera, pondo fim a essa linha de pensamentos.

"Não estava mentindo quando disse que foi apenas de raspão. Posso cuidar disso."

Com um suspiro profundo, sei que não faz sentido pressionar porque está decidido.

Ele vai em busca de um kit de primeiros socorros enquanto decido que a ideia de tomar um banho de verdade, depois de todo esse tempo, é incrível demais para deixar passar. Sem hesitar, deslizo o vestido verde sobre a cabeça e alcanço as costas para tirar o sutiã.

Quando cai no chão, deslizo meus polegares no cós da minha calcinha, mas paro quando percebo que Saint está me observando. Ele encontrou um kit de primeiros socorros, mas sua ferida de bala parece ser a menor de suas preocupações enquanto permanece imóvel, focalizando seus olhos animados em meu corpo.

Meus mamilos instantaneamente endurecem e meus seios se apertam.

Ele coloca o kit no balcão, então caminha até mim em um ritmo lento enquanto seu olhar percorre cada centímetro da minha pele. "Não sei quando poderei tocá-la novamente." Ele coloca a palma da mão contra o lado do meu pescoço, gentilmente. "E isso me mata por dentro."

Estou com muito medo de me mexer porque, se o fizer, esmagarei meus lábios nos dele e implorarei que me consuma enquanto tivermos a chance.

"Quero você, аhгел." Ele desliza a mão na minha garganta e descansa no meu peito sobre meu coração.

Meus joelhos se dobram e meu sexo aperta. Sua esmagadora honestidade me deixa sem palavras.

"Não queria mais nada na minha vida. Mas não importa o quanto te queira." Sempre existe um, mas. "Não vou arrastar você nessa bagunça. Vou tirá-la daqui. Prometo."

Ele pode sentir a batida do meu coração sob a palma da mão. "E você?" Não sou idiota. A probabilidade de nós dois sairmos ilesos parece impossível.

Ele sorri maliciosamente, fazendo com que meu peito se arrepie de repente com falta de ar. "Não se preocupe comigo."

"Saint..." Mas toda a conversa termina quando ele se inclina para frente e suga meu pulsar trovejante.

"Quero marcar você. Como um maldito homem das cavernas, quero esfregar meu cheiro em você."

Meus olhos rolam para a parte de trás da minha cabeça porque ele se esfregando em qualquer lugar parece uma ideia

brilhante. Ele está fazendo isso para me distrair e isso quase funciona.

"Você tem uma arma. É um bom atirador."

Ele cantarola contra minha garganta, enviando uma corrente elétrica até os dedos dos pés. "Muito mais está em jogo."

"O que poderia significar mais para você do que sua vida? Sua liberdade?" Pergunto, recusando a me render ao deslizar de seus lábios.

Saint beija para baixo, lambendo um caminho do meu pescoço até meus seios. Arqueio para ele, passando meus dedos pelo seu cabelo desarrumado e gemendo baixinho. Quando ele toma um mamilo em sua boca, vejo estrelas. Mas persevero.

"Diga-me."

Ele circula a aréola, chupando meu peito com uma fome desesperada.

No que diz respeito às distrações, isso é absolutamente incrível, mas preciso saber o que ele planejou. Ainda pretende salvar Zoey? Se sim, de que jeito, visto que eu era a moeda de troca?

Mas quando meu mamilo se solta e Saint nos leva para trás até minha bunda atingir a pia, de repente, gostaria de ter mantido a boca fechada, porque a resposta dele muda tudo.

"Você."

Minha boca se abre enquanto estou sem palavras. Uma simples palavra acabou de mudar o curso de tudo.

Quero dizer muitas coisas, mas Saint pressiona um beijo na minha bochecha, então pega o kit, deixando-me uma bagunça devassa e carente.

Quando ele abre o kit e arranca uma tesoura, empalideço e caminho até o chuveiro. Saindo da calcinha, abro as torneiras e fico sob a ducha quente. Sonhei com esse momento por semanas, mas, de repente, fica abaixo das minhas expectativas porque estou distraída.

O que acontece depois? Mas, o mais importante, o que farei para garantir que Saint e eu sairemos juntos desse barco? Quando lembro de seus toques e me perco em suas palavras, sei que farei qualquer coisa. Qualquer coisa.

Até mesmo vender minha alma... para o próprio diabo.

Procrastinei o suficiente. É hora de enfrentar o inevitável.

Depois que Saint removeu a bala e se enfaixou, disse que ia falar com Aleksei. Queria ir junto, mas sei que eles têm muito a discutir. Sozinhos.

Entendo Saint e terei que ser cuidadosa, sabendo que Aleksei usará qualquer coisa entre nós como vantagem. Assim como usou Zoey como garantia para Saint.

Quando Saint me protegeu na ilha ao ficar na minha frente quando Zoey apontou sua arma, ele sem dúvida deu uma pista para Aleksei. Mas, conhecendo Saint, vai fazer com que pareça outra coisa. Temos que nos proteger. Não só de Aleksei, mas também de Zoey. Ela é uma arma carregada, e tenho medo do que ela pode fazer a seguir.

Uma batida na porta alerta de que meu tempo acabou.

Encontrei uma muda de roupa no balcão de mármore quando saí do chuveiro. O vestido vermelho fogo parece um pouco inadequado, mas precisava de algo para cobrir a roupa íntima de renda que acompanhava.

Ter tudo no meu tamanho me assusta, já que significa que Aleksei estava se preparando para a minha "volta ao lar". Pergunto-me o que mais ele tem reservado para mim.

Quando a batida soa mais uma vez, olho no espelho e dou três respirações calmantes. Vasculhei as gavetas por uma arma,

mas tudo que encontrei foram artigos de higiene pessoal e a maquiagem que usei para não parecer como uma morta viva.

No entanto, lembro da tesoura no estojo de primeiros socorros e rapidamente a pego. Sem muita escolha sobre onde esconde-la, levanto a bainha do meu vestido e a coloco no cós da calcinha. Mesmo que não seja o ideal, tê-la me dá uma sensação de segurança. Não importa o quão falso isso possa ser.

Assim que endireito o vestido, a porta se abre e um dos homens de Aleksei aparece. Ele parece desapontado quando passo por ele. Acho que esperava uma luta ou que estivesse deitada em uma poça de meu próprio sangue.

Disfarçando, saio para a área de jantar, ignorando os olhares dos capangas de Aleksei. Quando não vejo Saint em lugar nenhum, decido subir ao convés superior para encontrá-lo. Mas Adrian tem outras ideias quando bloqueia meu caminho.

"Chefe disse para ficar aqui embaixo."

Assim como seu irmão, ele faz minha pele arrepiar. No entanto, enquanto Kazimir queria me violentar, tenho a sensação de que Adrian quer violentar meu interior enquanto me mata.

Sem me preocupar em discutir, vou até um banco, longe dos meus raptores, e viro de costas para olhar pela janela. Ainda não tenho ideia de onde estamos, mas não estou preocupada com a viagem. O destino final que está reservado para mim quando

chegarmos a Rússia é o que me faz levantar o cabelo e torcê-lo em um topete alto. Estou morrendo de medo.

Quando a sala fica em silêncio, pergunto-me se vou conseguir chegar à Rússia. Se Zoey conseguir o que quer, estarei no fundo do mar ao anoitecer. Os homens resmungam baixinho, claramente esperando ver uma briga quando Zoey desce as escadas. Mas não estou numa competição. Ela pode ficar com Aleksei.

A geladeira abre e o som de uma de garrafa de água sendo aberta corta o silêncio. Mantenho meus olhos na frente porque, mesmo que desse meu braço por um gole de água fria, permaneceria quieta. Zoey, no entanto, não compartilha o sentimento.

Quando seus pés descalços se espalham pelo chão, anunciando sua chegada, eu me preparo para a Terceira Guerra Mundial.

"Pode ter enganado meu irmão, e Alek pode estar animado com seu novo brinquedo" – enrolo as mãos em punhos apertados para me impedir de lhe dar um tapa – "mas não se engane, sempre serei a número um deles."

Não poderia me importar menos com Aleksei. Mas o que ela diz sobre Saint vira meu estômago.

"Saiba o seu lugar e não teremos nenhum problema porque meu irmão sempre me colocará em primeiro lugar. Nunca se esqueça disso."

Incapaz de segurar a minha língua por mais tempo, viro por cima do ombro, prendendo-a com um olhar fuzilante. "O que isso deveria significar?"

Os lábios curvados de Zoey se inclinam em um sorriso malicioso. "Isso significa que se pensar em levar Alek para longe de mim, darei a meu irmão o que ele sempre quis. A irmã doce e inocente que ainda pensa que sou."

De olhos arregalados, fico boquiaberta com ela.

"O fato dele ter te protegido significa que você está envolvida com ele. Mas serão necessárias apenas algumas lágrimas e promessas vazias de ir para casa para seu modo protetor de irmão mais velho entrar em cena. Vou enfiar uma parede entre vocês dois, enchendo sua cabeça com inseguranças, como se ele não fosse o único homem que você quer, e ele acreditará em mim porque Saint não se considera bom o suficiente para alguém como você. Então não será tão rápido para te proteger quando eu te matar com minhas próprias mãos."

Pensei que tinha visto tudo. Estava errada.

Ela dá um passo à frente e, sem ter para onde ir, viro para encará-la. "Vou mentir, enganar e matar para tirar você da minha

vida. Então, se isso significa mentir para meu irmão, então que assim seja. Conheço Saint. E embora seja leal, seu ciúme o deixará fraco."

"E então o quê?" Cuspo, recusando-me a recuar. "Isso não é uma conversa confiante, está com medo de Aleksei jogar sua bunda triste na sarjeta?"

Furiosa, ela avança, mas para abruptamente e toma uma respiração profunda. "Sou a pessoa com quem quer se meter," ela ameaça. "Pode pensar que está segura com Saint aqui, mas ele tem que dormir. E se eu não chegar até você primeiro, os outros homens neste iate irão."

"Não quero Aleksei," esclareço caso ela tenha perdido o memorando. Ela simplesmente ri e não é um som agradável.

"Isso é o que todas dizem. Mas Aleksei é como heroína." Seu rosto fica tranquilo enquanto me pergunto onde ela está indo com essa analogia. "Você fica viciada com o primeiro gosto, e não sabe que está viciada até que seja tarde demais. Tudo o que precisa é de um pequeno solavanco para atravessar o dia, mas em pouco tempo não poderá sobreviver sem isso."

"Sorte minha," digo, de forma lenta, "sempre disse não às drogas."

Zoey parece surpresa com a minha inteligência. "Não teria tanta certeza." Ela é alguns centímetros mais baixa do que eu, mas como seu irmão, exala controle. "Saint não é sua heroína?"

Minhas bochechas empolam instantaneamente porque ela me pegou desprevenida. Mas apago meu constrangimento. "Se você pensa assim, então por que está tão preocupada que eu fique entre você e Aleksei?"

Ela dá outro passo à frente, quase pressionando o nariz no meu. "Porque ele vai se infiltrar na sua alma e fazer você esquecer uma vida antes dele existir. Acredite em mim, eu sei." Quando ela traça os dedos sobre as marcas em seu braço, quase sinto pena dela.

"Não quero estar aqui. Odeio ele," cuspo, querendo deixar isso muito claro.

Mas ela revela de quem é esse show. "Não odiava meu irmão também?" Meu silêncio diz tudo.

Não sei como pode dizer, mas ela está certa. E sabe disso. E então diz a coisa mais assustadora que poderia dizer.

"Quem acha que ensinou a ele tudo o que sabe? Então, assim como uma vez odiou Saint, você pode odiar Aleksei agora, mas mais cedo ou mais tarde," – ela arranca o ar dos meus pulmões quando pressiona seus lábios nos meus e sussurra – "ele também se tornará sua heroína."

Ela sela meu destino com um beijo casto – o beijo da morte.

Se afasta com um sorriso presunçoso porque ganhou essa batalha. Estou muito chocada para me mover e observar com os olhos arregalados enquanto se afasta de mim. Meus joelhos ameaçam se dobrar, então caio no banco, precisando de um minuto para recuperar o fôlego.

O que diabos aconteceu?

Zoey fez um ponto porque está certa sobre Saint. Eu o odiei e agora... não mais. Mas Saint não é nada como Aleksei.

"Quem acha que ensinou a ele tudo o que sabe?"

As palavras de Zoey me assombram.

Um mestre manipulador, Aleksei claramente adora jogar com a mente das pessoas. Mas o mesmo acontece com Zoey. Ela deixou claro que colocaria Saint contra mim se não jogasse pelas regras dela. Quero pensar que ele veria através de suas mentiras, mas sabendo que ela é a razão pela qual ele fez tudo isso, não tenho tanta certeza.

Mas o fato dela achar que eu sentiria algo diferente de ódio total por Aleksei revela que sou mais forte do que ela. Ele pode tentar me enganar, mas só podem me enganar uma vez, e Drew foi uma lição aprendida. E nunca serei como Zoey – viciada na droga mais potente de todas.

"Ele será o seu atormentador, mas ele também será a pessoa que fará a dor desaparecer."

As palavras de Saint ecoam alto na minha cabeça, parecendo confirmar o que Zoey acabou de dizer. De repente, tenho mais medo pela minha alma do que pela minha virtude. E quando ouço a voz de Aleksei, meu corpo começa a suar frio.

Saint, desce as escadas, instantaneamente me procurando. Quando me vê caída, levanta uma sobrancelha, mas rapidamente encobre qualquer emoção quando Aleksei o atropela. Seus homens param o que estão fazendo, alguns até mesmo ficam em pé, enquanto Zoey se encosta na parede me observando.

Respirando fundo, não permitirei que suas palavras me afetem. Preciso ter uma cabeça clara, porque é a única maneira de sobreviver a isso.

"Quase não a reconheci." Sei que está falando comigo, mas não posso olhar para ele. A tesoura queima minha pele, gritando para usá-la contra esse homem vil. Quando seus sapatos aparecem, minha respiração aumenta, não importa o quanto tente manter a calma.

"Depois de tudo que passou, deve estar exausta. Saint me disse que na maioria das noites, você dormiu ao ar livre?" Ouvir seu nome me fez levantar os olhos para encontrar o olhar de Aleksei.

Não sei o que ele espera de mim, então simplesmente aceno uma vez.

"Isso não parece muito confortável."

Nem estar aqui contra minha vontade, seu idiota, penso comigo mesma.

"Bem, tudo sobre suas aventuras me deixou cansado. Vou me deitar." Exalo em alívio, mas é em vão.

Quando Zoey desencosta da parede, sem dúvida pronta para aliviar toda a fadiga de seus ombros, Aleksei surpreende a todos. "Pode ficar aqui, Zoey. Não exijo sua presença. Willow?"

Mesmo que tenha acabado de ouvir meu nome e ver sua mão estendida, meu cérebro não consegue compreender que ele requer minha presença. Todas as partes do meu corpo protestam, suplicando para que não siga o leão em sua toca.

Mas que escolha tenho?

Sou grata por não ter comido porque quando deslizo a mão na sua, a necessidade de vomitar vem. Sua mão é quente, macia, mas quando penso em todas as vidas que essas mãos destruíram, incluindo Saint, fica frio.

"Está absolutamente linda, a propósito. Vermelho é a sua cor." Ele acentua seu comentário com uma piscadela enquanto um pequeno pedaço de mim morre.

De pé, tento tirar a mão da dele, mas ele segura firme. Sou uma verdadeira prisioneira.

Quando nos viramos, quero mais do que qualquer coisa fazer contato visual com Saint, mas ele olha para frente, com a mandíbula cerrada e os olhos frios. Zoey, no entanto, não mascara suas emoções, como seu irmão. Parece estar a segundos de arrancar meu baço.

Aleksei não parece incomodado por ninguém enquanto me leva em direção a uma porta, que sem dúvida leva ao seu quarto.

Esta é minha última chance de fugir. Mas quando olho para Saint rígido, fica claro que somos todos prisioneiros e peões no jogo de Aleksei. Eu o sigo com o queixo para baixo de vergonha. Lembranças de estar em primeiro lugar naquele tapete sujo com o peso de Kenny me pressionando me roubam o ar, mas destruo as lembranças porque me recuso a ser uma vítima novamente.

Aleksei abre a porta, levando-me a um elegante quarto envolto em veludo dourado e seda. Virando-me rapidamente, encontro os olhos de Saint, e sua expressão atormentada faz um buraco em mim. Aleksei fecha a porta, mas não antes de Saint dar um passo à frente, preparado para me salvar como sempre fez.

Aleksei se inclina contra a porta trancada, um sorriso reptiliano se espalhando de uma ponta a outra. Recuo, só para minhas pernas baterem na cama king size. Ele me assiste com

fome. "Acho que é hora de nos conhecermos sem toda a ... distração."

Distração? Ele quer dizer Saint.

Engulo, as paredes se fechando em mim.

Sentimentos de lado, ando devagar pela cama, sem tirar os olhos de Aleksei enquanto me encolho no canto mais distante da sala. Ele assiste divertido, um verdadeiro jogo de gato e rato.

"E para fazer isso, preciso ver você."

Meu coração começa a bater contra minha caixa torácica. "Pode me ver muito bem agora."

A risada animada de Aleksei corta o ar. "Fique à vontade."

Quando ele empurra a porta, vasculho freneticamente a sala da esquerda para a direita, procurando por uma rota de fuga. Mas o homem com a intenção de me prender para sempre bloqueou minha única saída.

Sentimentos de desamparo me cercam, e o fedor da respiração encharcada de Kenny bate em mim. Mas outro cheiro se sobrepõe a essa fraqueza, e essa é a combinação de fragrância apimentada, doce e fulminante de Saint.

Pensamentos dele e sua crença em mim de que sou a mulher mais corajosa que ele conhece me fazem recusar a me render. Vou fazê-lo orgulhoso quando eu nos salvar desta vez.

É hora de mostrar a Aleksei meu real valor.

Capítulo 2 2

Vou matá-lo. Não sei como nem quando, mas é inevitável. Deveria ter feito isso anos atrás. Depois de ver o jeito que ele olha para ela, é preciso toda minha força para não acabar com ele agora. Mas tenho que esperar meu tempo. Tenho que ser esperto. Independentemente dos meus sentimentos por ela.

Dia 34

MEU CORAÇÃO BATE contra minha caixa torácica; tanto, que o ritmo frenético me ensurdece. Mas me recomponho e não perco de vista o predador que me persegue.

A julgar pela enorme protuberância que se projeta das calças de Aleksei, ele gosta desse jogo. Não tenho para onde ir, já que estou encurralada em um canto, então corro para a cama, com a intenção de fugir desta sala. Mas Aleksei é mais rápido e pula no colchão, prendendo-me.

Imagens de documentários sobre animais selvagens invadem meus pensamentos quando, de repente, sinto-me como

uma gazela sendo derrubada por um leão. Aleksei me segura com pouco esforço, mas luto contra ele mesmo assim.

"Me solta!" Grito freneticamente, mas ele segura meus pulsos acima da minha cabeça. "Shhh," ele balbucia, seu peso em cima de mim tornando difícil respirar. "Não lute contra isso."

Isso? Ele realmente acha que sinto um pouco de atração por ele? É hora de deixar meus sentimentos bem claros.

"Não se engane. Sempre lutarei com você," choro, tentando afastá-lo. "Não vou me submeter a você. Nunca."

Minha resposta parece diverti-lo quando ri alto. "Vamos ver, аhгел."

"Não me chame assim," digo entre os dentes cerrados, olhando para ele.

"Pensei que gostasse," ele responde, enlaçando sua perna ao redor da minha para me impedir de ajoelhá-lo nas bolas.

"Não sabe nada sobre mim." Estar tão perto me permite enxergar esse monstro.

Seu cabelo castanho escuro desliza para frente e os fios macios roçam minha testa. Seus profundos olhos azuis seriam uma cor hipnótica, se não fosse pelo fato de pertencerem a um assassino. Seu rosto barbeado expõe suas feições agudas e

enfatiza a plenitude de seus lábios rosados. Viro o rosto para escapar de seu cheiro sufocante de sândalo.

A rebelião apenas o excita ainda mais porque posso sentir sua ereção me pressionando. Isso me faz querer vomitar.

"Está certa. Não sei. Mas quero mudar isso."

"Por que eu?" Imploro para que esclareça por que sou tão especial. Ele é rico, alguns até diriam que é bonito e exala poder. Poderia ter um milhão de outras mulheres que estariam mais do que dispostas a estar à sua disposição, mas escolheu me atormentar.

"Porque..." Ele abaixa os lábios na minha bochecha enquanto congelo de horror. "Não sou desafiado há muito tempo."

Ele coloca um beijo na minha bochecha antes de ir até meus lábios. Balanço a cabeça de um lado para o outro, mas ele agarra meu queixo com firmeza, impedindo-me de mover uma polegada. Olho para ele, meu peito sobe e desce rapidamente. Sua atenção se dirige para onde meus seios estão expostos graças ao decote baixo do meu vestido. A língua dele sai para molhar o lábio inferior.

"E você me desafia. Gosto porque não posso esperar para ver você ceder."

"Foda-se... você," ofego entre os lábios franzidos enquanto ele mantém seu aperto punitivo no meu rosto.

Ele ri mais uma vez antes de lamber a costura da minha boca.

Lágrimas de raiva ardem porque não posso fazer nada, mas a tesoura no cós da minha calcinha revela que não é exatamente verdade. Lutar parece atrair Aleksei, mas e se eu não fizesse isso? E se fosse a dócil submissa como quer?

Meu corpo protesta com o pensamento, pois me render a esse idiota é uma completa blasfêmia, mas é a única maneira de fazê- lo baixar a guarda e pegá-lo de surpresa. Então saio do meu corpo e paro de lutar, permitindo que deslize sua língua pelos meus lábios frouxos.

O desejo de morder me domina, mas olho para o teto, aguardando minha hora. Aleksei não parece notar ou se importar e geme em minha boca, dirigindo seus quadris para mim. Tudo sobre isso parece tão errado, mas quando seu aperto no meu pulso diminui, anulo meu desconforto e concentro em me libertar.

Meus lábios flácidos permitem que Aleksei moleste minha boca do jeito que quer. No entanto, a maneira como me morde, lambe e me chupa não é de modo algum prazeroso para mim. Meu estômago se agita, mas permaneço imóvel, pensando em algo além de estar presa debaixo dele.

Uma sequência de palavras em russo deixa Aleksei enquanto rola seus quadris e me cutuca com seu monstro duro.

Preciso acelerar as coisas porque não posso ficar assim por muito mais tempo. Então me arqueio nele, pressionando os seios em seu peito.

Sua aparência é usada para o mal ...

As palavras de minha mãe me estimulam porque esse mal o faz soltar meus pulsos para me apalpar. Agora que meus braços estão livres, coloco-os lentamente ao meu lado, usando minha mão esquerda para levantar sutilmente minha bainha. O aperto de Aleksei no meu queixo nunca vacila porque sabe que está me machucando. A dor o excita. Assim como estar no controle.

Mas quando baixa a cabeça para por a língua nos meus seios, os papéis são invertidos, e sou a única no controle. Pego a tesoura e a pressiono em sua garganta numa velocidade extremamente rápida. Ele levanta a cabeça, mas apenas aperto mais profundamente, desafiando-o a se mover um centímetro.

Peguei desprevenido, assim como fiz com Saint uma vez, mas ao contrário disso, quero acabar com a vida miserável desse bastardo.

"Estou impressionado," diz ele suavemente, olhando-me de perto quando levanta as mãos em sinal de rendição. "Mas me dê a tesoura antes de se machucar."

Esse idiota arrogante. "Não está em condições de fazer exigências". Para enfatizar o meu ponto, empurro a tesoura mais

fundo. Mas o pensamento de seguir em frente me faz sentir náuseas. "Saia de cima de mim." Quando não se move, ameaço tirar sangue.

"Ok, tudo bem." Ele se afasta de mim, o que me faz comemorar, mas é cedo demais porque no momento em que meu aperto na tesoura diminui, ele bate na minha mão. A tesoura derrapa pelo chão, ecoando as terríveis consequências em minha direção.

Esforço em pura adrenalina e surto, mas Aleksei me força de volta ao colchão quando pressiona seu antebraço sobre minha garganta, segurando-me para baixo. Agarro seu braço e chuto as pernas, mas ele só empurra com mais força. "Você é uma surpresa agradável. Devo agradecer ao seu marido."

A mera menção de Drew me faz debater como um gato selvagem, sem me importar com Aleksei me sufocando até a morte. Sem suar a camisa, ele alcança a mesa de cabeceira com o braço livre e pega um par de algemas.

Puxa meus braços para cima, prende uma argola em volta do meu pulso antes de fazer a volta na cabeceira de estilo vitoriano e rapidamente tira seu braço da minha garganta para prender minha outra mão.

Vou para frente, mas o movimento apenas arranca meus ombros do lugar. "Seu maldito bastardo!" As algemas chocalham

contra a cabeceira da cama enquanto puxo, mas não consigo me soltar.

Aleksei sorri, arrastando-se pela cama e me abraça. Tento me livrar dele, mas suas coxas fortes me prendem na cama. "Deveria forçar meu pau na sua garganta como punição por falar comigo desse jeito."

Sua ameaça me faz ranger os dentes. "Experimente e veja o que acontece," aviso, desta vez, garanto que não vou soltar.

"Mas quando isso acontecer," ele se inclina para sussurrar em meu ouvido "e isso vai acontecer. Não estarei a segundos de explodir nessa linda boca como estou agora. Você me deixa tão excitado, e não quero que pense que estou na seca, porque com alguém como você, quero saborear cada centímetro." Ele chupa o lóbulo da minha orelha enquanto fecho os olhos. "No momento, só quero gozar. Suponho que ter Zoey aqui tenha seus benefícios afinal."

Ele é repugnante, porque Zoey, parece, ser apenas um corpo quente para se masturbar. "Não vá a lugar nenhum," ele brinca enquanto se afasta. Viro o rosto, recusando-me a olhá-lo.

Quando a porta se fecha atrás dele, exalo de alívio.

Uma corrente elétrica pulsa através de mim, mas não é do tipo bom. Puxo as algemas, mas estão apertadas. Meus pés não estão amarrados, mas nesta posição não tenho para onde ir.

"Foda-se!" Grito em frustração e fico louca, com raiva de mim mesma por hesitar em vez de ir para cima.

Tive a oportunidade de acabar com isso, mas vacilei e isso me custou caro.

Durante as últimas semanas, senti-me sem esperança, mas isso, isso é outra coisa. Com Saint, nunca senti aterrorizada porque no fundo sempre confiei nele. Mesmo quando não deveria. Mas Aleksei me assusta porque suas promessas não estão vazias.

Afundo no travesseiro, meu cérebro dá voltas, tento bolar um plano para dar o fora deste barco. Mas, quanto mais penso, mais desoladas parecem. De repente, daria tudo para estar de volta à ilha. Lá, as coisas eram complicadas, mas estava com Saint e, juntos, nunca duvidei que pudéssemos realizar qualquer coisa.

As coisas nunca eram preto e branco, mas por um mero momento, aquela ilha era meu oásis particular. Comecei a sentir coisas que nunca senti antes, e fui tola em não abraçá-las, porque agora... fiquei sem tempo.

Quando a porta se abre, amaldiçoo meus pensamentos, mas quando vejo quem acaba de entrar, meu coração se enche com um pedaço de esperança. Saint silenciosamente fecha a porta atrás dele, seus olhos aflitos quando me vê algemada na cama.

"Ahгел." Ele corre, escovando o cabelo do meu rosto. "Ele te machucou?"

"Não." Inclino-me em seu toque, fechando os olhos em alívio. "Tire as algemas. Por favor." Saint acena com a cabeça e procura freneticamente na sala.

"Procure na mesa de cabeceira." Gesticulo com o queixo para onde Aleksei tirou as algemas.

Depois de caçar desesperadamente, ele passa a mão pelos cabelos, puxando os fios rosnados. "Porra. Ele provavelmente está com a chave."

Ele deveria saber. Não fez o mesmo comigo? "Onde ele está?"

Quando Saint desvia o olhar, sei a resposta. Sem dúvida foi encontrar Zoey. O pensamento vira meu estômago.

"Não tenho muito tempo," diz ele, sentando-se perto de mim e olhando para as algemas. "Preciso reconquistar sua confiança. É a única maneira de te tirar dessa porra de iate! Ele está me observando de perto. Todos eles estão."

"Então, como fará isso?"

Seu pomo de Adão sobe quando engole profundamente. "Tenho que fazer o que ele diz... independentemente dos

meus sentimentos."

Ele não precisa soletrar. Somos ambos prisioneiros e Aleksei é o mestre das marionetes, puxando ambas as nossas cordas.

"Então farei. O que for preciso," respondo, virando a cabeça lentamente. "Vai ficar tudo bem."

Sei o que está propondo. Para ganhar de volta a confiança de Aleksei, terá que provar que ainda é o homem número um de Popov. Não pode mostrar bondade. Ou compaixão. Tem que punir e matar sem remorso. Tem que me tratar como sempre deveria, mas nunca fez – como uma refém.

Mas Saint revela que não é mais o homem que já foi. "Não sei se posso," confessa com pesar.

Meu coração incha, mas logo apago minha emoção porque não há outro jeito.

"Tem que fazer. É a única maneira de escaparmos."

Quando ele abaixa o queixo, parece que só há espaço suficiente para um.

"Você vem comigo, certo?" Sei a resposta, mas pressiono de qualquer maneira. "Certo?"

"Não posso deixar Zoey," ele responde. Seu cabelo protege seu rosto, mas seu tom derrotado me diz que está quebrado também. "Ele vai escorregar, e quando acontecer" – ele levanta os

olhos hipnóticos – "Vou libertá-la. Não importa o que aconteça, faça o que digo, ok?" Meu estômago cai em seu comando sinistro.

"Ok?" Ele pressiona quando não respondo. "Sim," finalmente respondo.

Com o mais lento dos movimentos, ele se inclina para frente. Descansando uma mão pela minha cabeça, e paira sobre mim, percorrendo cada centímetro do meu rosto. "Não olhe para trás. Nunca olhe para trás," ele sussurra, enquanto lágrimas inesperadas quebram as comportas do meu passado.

Com a mão livre, ele afasta minha tristeza com o polegar. "Desculpe-me por ter feito isso com você."

Um soluço escapa porque é a primeira vez que pede desculpas por me sequestrar. Mas não é sua desculpa que quero. Ele é tão prisioneiro quanto eu.

"Mas vou fazer isso certo. Prometo."

Não posso me livrar da sensação de que isso é um adeus. Que tudo o que planeja terminará em nós nunca mais nos vendo.

Abro a boca, preparada para argumentar que não quero ir sem ele, mas seus lábios sobre os meus me rouba todas as palavras. Leva um segundo para recuperar os sentidos, mas quando isso acontece, eu me rendo e me perco nessa benção.

Com as mãos atadas, estou impotente nos lábios e na língua de Saint, mas quem estou enganando? Não há nada que goste mais. Posso não ter a intenção de me submeter a Aleksei, mas com Saint... imploro por muito mais. Ele me dá ainda mais.

Segurando minhas bochechas, ele se posiciona sobre mim, devorando minha boca com um beijo frenético cheio de urgência e incerteza. Nossas línguas duelam, nossas respirações se fundem em uma. Eu me arqueio para ele, ignorando a dor nos meus ombros porque quero tudo e mais.

"Ahгел," ele diz entre o beijo, seu toque me queimando viva.

As algemas chocalham quando as puxo, porque cada golpe de sua língua me deixa louca. Sua fragrância é um soco inebriante para minha libido, aperto as pernas para criar atrito, na esperança de apagar as chamas. São beijos sem desculpas porque ambos sabemos que esta será a última vez.

Sei o que é isso – o beijo final, de despedida.

"Saint, não," murmuro contra seus lábios, tentando mantê- lo como refém, mas sem meus braços, sou incapaz de detê-lo.

Ele beija meus lábios uma última vez antes de cortar nossa conexão com um suspiro pesado. Nós nos olhamos, e sei que o perdi, porque para se tornar quem ele era, tem que se desprender do sentimento. É a única maneira de poder fazer isso.

Quando o som distinto de uma maçaneta de porta girando pode ser ouvido, Saint pula da cama, limpando os lábios. Tudo o que posso fazer é observar, com medo do que vem a seguir. Quando Aleksei entra, faz uma pausa, pois claramente não esperava companhia.

"Saint?" Ele pergunta, olhando para mim. "O que está fazendo aqui?"

Saint aperta os punhos ao seu lado e seus ombros ficam levantados. Ele parece estar a momentos de começar a se mover e arrancar a cabeça de Aleksei. Quando não responde, sei que isso não terminará bem. Então olho para meus pés, espero que funcione.

"Foda-se você! Não pode me manter amarrada como um animal." Contorço-me freneticamente, as algemas batem contra a cabeceira da cama. A agitação faz com que Aleksei e Saint voltem sua atenção para mim.

"Solte-me!"

Aleksei sorri enquanto Saint empalidece. Mas se recompõe e segue as dicas do meu plano. "Ela estava me dando uma dor de cabeça com todos os gritos. Vim aqui para lembrá-la o que acontece quando se comporta mal. Não sabia que a tinha algemado."

Exalo de alívio, grata por ele seguir a mentira.

Aleksei toma um momento para analisar tudo. Quando vê que tudo está como deixou, acena, fechando a porta atrás dele. "Ela é muito desobediente."

Aperto os dentes, furiosa, ele está falando sobre mim tão descaradamente como se não estivesse aqui.

"Eu sei," diz Saint, seu comentário cheio de insinuações. Se não estivesse algemada e temendo pela minha vida, seu aborrecimento seria divertido.

"Então, como a puniu? Como conseguiu fazer com que o chamasse de mestre?" Ele se inclina contra a porta, cruzando os braços enquanto espera Saint responder.

"Na ilha, ela me chamou de mастеp3," ele explica quando Saint permanece em silêncio. "Presumo que seja porque a ensinou a chamá-lo desse jeito. Estou certo?"

Saint aperta a mandíbula com força. Prendo a respiração e só exalo quando ele responde.

"Sim."

"Excelente," Aleksei diz, sua postura ainda relaxada. "Me mostre."

3 Mастеp: Significa "mestre" em russo.

"Mostrar o quê?" Saint contrapõe rapidamente, irritado.

"Mostre-me como a puniria. Isso é o que veio fazer aqui, certo? Veio para cá para puni-la?" Aleksei é um homem inteligente. Mesmo que termine suas frases com uma pergunta, não temos escolha. Nunca tivemos.

"Sim," Saint consegue cuspir entre os dentes cerrados.

"Bem. Mostre-me," ele repete, gesticulando com a mão de que o espaço é dele.

Saint inspira, seu peito expande sua respiração pesada. Ele me olha e tudo que vejo é um tormento absoluto. Entendo porque um segundo depois. "Dê a chave das algemas."

Sei que concordamos que, para sobreviver, Saint tem que reconquistar a confiança de Aleksei. Mas até que ponto terá que ir para conseguir isso?

É tarde demais para voltar agora, então simplesmente espero o próximo passo de Saint.

Aleksei enfia a mão no bolso de trás, e pega uma pequena chave. De repente, gostaria de poder ficar algemada. Saint não hesita e a pega. Quando está em sua mão, exalo, mas seus ombros duros me fazem suar frio.

Ele se vira lentamente e, parecendo um robô, caminha até a cama. Pergunto-me o que Aleksei espera ver. Ele acredita que

Saint seja meu amante, meu mestre, então permaneço imóvel. Quando chega na minha frente e abre as algemas, ele passa por cima do meu pulso com o mais rápido e gentil dos toques. Aleksei não consegue ver o gesto, pois Saint deliberadamente vira as costas de um jeito que me protege dos olhares indiscretos.

Isso me dá força para continuar. "Ajoelhe-se."

Sem questionar, levanto lentamente da cama e sigo para o meio da sala. Quando se posiciona de modo que Aleksei possa ver, sei o que tenho que fazer.

Caio de joelhos e curvo a cabeça.

"Oh meu Deus." Um suspiro atordoado deixa Aleksei. "Isso é incrível. Assim como um cachorro treinado."

Um forte sabor metálico enche minha boca, alertando-me que tirei sangue mordendo a língua com tanta força.

"Qual é o seu nome?" Saint pergunta entorpecido. "Ahгел"

"E quem sou eu?"

"Mастеp," respondo baixinho, usando o meu cabelo como um véu.

"O quê? Não posso te ouvir."

Antes que tenha a chance de responder, Saint se abaixa e balança meu queixo, forçando-me a olhar para ele. Arqueio o pescoço, encarando-o. Os redemoinhos de âmbar se misturam entre as partículas de verde e me deixam em chamas. Ele mal está aguentando.

"Mастеp," digo, mais alto desta vez.

"Boa menina." Ele me solta enquanto me afundo na humilhação. "Sabe o que acontece quando me desobedece?"

"Sim, Mастеp." A verdade é que não sei o castigo que pretende dar. Ele revela o que é um momento depois.

"Levante seu vestido."

E assim, sou transportada de volta para a noite quando me atingiu pela primeira vez com o cinto.

Sei que para isso ser convincente, Saint tem que tornar as punições reais. Mas o pensamento de ser espancada novamente me faz choramingar.

"Disse para levantar o seu maldito vestido." O tom de Saint é venenoso. Sem outra escolha, faço o que exige.

Quando ouço seu cinto sendo desatado e retirado através das alças de sua calça, preparo-me para o que vem a seguir.

Minhas costas estão voltadas para Aleksei, então ele tem uma visão clara da minha bunda. Minha calcinha de renda não deixa nada para a imaginação, mas parece que ele quer mais.

"Tire-as."

Encaro Saint, implorando para que não me force a ceder às exigências desse pervertido, mas ele mantém sua fachada apática. No entanto, por baixo desse disfarce, sei que sempre me protegerá.

"Com todo o respeito, Aleksei, você me pediu para te mostrar, então, por favor, permita-me fazer o meu trabalho." Ser chamada de trabalho me faz recuar como se ele tivesse me dado um soco. Sei que é parte do plano, mas é difícil não me perder no passado.

"Está certo. Desculpa. Eu me empolguei. Continue." Sua desculpa é pior que insulto, como se estivesse se desculpando por sugerir que Saint tire minha roupa enquanto me leva à submissão.

Isso é tão fodido.

Saint anda ao meu redor e chuta minhas pernas. Suprimo a necessidade de gritar. Ele não me dá nenhuma esperança. Ouço o chiado cortar o ar pouco antes da dor me atingir. Com um grunhido alto, eu me movo para frente, mas continuo ajoelhada.

Minha bunda pulsa onde Saint bateu seu cinto, mas sei que poderia ter me batido muito mais forte. Quando bate na parte de trás das minhas coxas, choramingo, mas permaneço firme. Esse golpe foi mais suave que o primeiro.

"Tem alguma coisa que quer me dizer?"

Chicotada

Lágrimas ardem nos meus olhos, mas me recuso a chorar. "Sinto muito, por favor. Não vou desobedecê-lo de novo."

Chicotada

"Tem certeza?" Mesmo que Saint mal sue ao me bater, sua falta de ar revela que está tomando cada grama de sua força de vontade para não matar Aleksei.

Quando ouço o cinto sendo colocado em posição, grito: "Sim! Sim. Sinto Muito. Não vou fazer de novo."

Preparo-me para outra chicotada, mas isso não vem. "Abaixe seu vestido."

Com as mãos trêmulas, faço o que diz.

Como estou de costas para Saint, não consigo ver o que está acontecendo, mas acredito que, pelo silêncio, não é bom.

"É isso aí?" Aleksei está longe de ser impressionado. Parece que só ficará satisfeito quando eu estiver chorando de dor e implorando por misericórdia.

"Sim. Ela se submeteu, não foi?" Silêncio.

O ar está cheio de desafios. Os métodos de Saint não são satisfatórios porque Aleksei sabe que ele poderia ter sido muito mais cruel.

"Ela lutou comigo como uma gata selvagem. Acho que ela gosta de você."

Minhas bochechas esquentam, mas diminuo meu constrangimento porque este exercício deveria convencer Aleksei do contrário. Rapidamente penso, na esperança de provar que Aleksei está errado, mas Saint está dois passos à frente.

"Ela tem medo de mim," ele argumenta. "Ela ainda não te conhece, mas a quebrei. Apenas me permita passar mais tempo com ela, e prometo, vai temer você também. Sou o único que pode quebrá-la, então preciso ficar perto dela para garantir que permaneça na linha. Não pode tê-la se comportando dessa maneira quando voltarmos para a Rússia. O que o Círculo dirá?"

O círculo? Quem, ou que porra é o círculo?

Logo esqueço minha pergunta porque se pudesse jogar os braços em torno de Saint, jogaria. Mas simplesmente deixo isso em segundo plano, espero que Aleksei acredite nas mentiras de Saint.

Apenas quando acho que ele vai nos matar, uma luz brilha de cima. "Você está certo. Muito bem," Aleksei diz. "Estou sem tempo, então se acha que pode domá-la, vou permitir. Não posso tê-la agindo assim quando voltarmos para casa. Mas..."

Há sempre um, mas.

"Mas se seus métodos não forem satisfatórios e não ver uma mudança muito em breve, vou assumir. Estamos entendidos?"

Meu sangue fica frio.

"Estamos claros," responde Saint.

"Não vou tê-la se comportando como um cão raivoso, porque você sabe o que acontece com eles?" Aleksei faz uma pausa enquanto a sala cai dez mil graus. "Atiro neles."

Não se engane, ele está nos avisando.

Saint agarra a parte de trás do meu pescoço, insinuando que devo ficar em pé. Quando levanto, ele me leva de volta para a cama. Não olha para mim, e o distanciamento me faz subir na cama, desesperada por eles irem embora para que possa

processar isso sozinha. Sem que ele pergunte, coloco os braços sobre a cabeça depois de me deitar.

Uma lágrima cai do meu olho quando me algema, mas viro o rosto para que não possa ver.

"Vamos para meu escritório. Temos algumas coisas para discutir." Assim que Saint se levanta, Aleksei diz algo que me faz questionar quão boa atriz realmente sou. "Amordace-a. Disse que ela estava gritando mais cedo."

Você vai ser uma boa menina, não é Willow?

De repente, acho impossível respirar.

Estou a instantes de soltar nossa farsa quando uma carícia flutua na minha lateral. Embora seja um toque sutil, é o suficiente. "Isso não é necessário. Ela não vai gritar." Saint reconhece meu pânico; sabe que lembranças estão surgindo de quando fui amordaçada.

"Eu disse amordace-a," Aleksei persevera, precisando manter alguma aparência de controle.

Sei que disse a Saint para fazer o que for preciso, mas esse é o meu limite, então não sei se posso aguentar isso. Mas já deveria saber que Saint sempre será o alfa. "Aleksei, acabou de dizer que está disposto a permitir que faça isso do meu jeito. Está voltando com sua palavra?"

Não sei por que sua palavra é tão importante. Ele é um maldito criminoso, pelo amor de Deus. Mas me lembro de Saint dizendo que Aleksei tem alguma honra entre seus homens. Só posso esperar que esteja certo.

"Que assim seja. Mas se ouvir um pio dela, vai ser o último por um tempo."

Engulo com sua ameaça cheia de promessas.

"Ela ficará quieta," assegura Saint, falando por mim, como sabe que estou perto de quebrar. "Vamos lá."

Quando se levanta da cama, viro o rosto para olhá-lo. Mas quando olho para Aleksei, percebo que preciso ser mais cuidadosa. Embora o tenhamos convencido hoje, o amanhã pode não ser tão fácil.

Saint não olha para trás e é rápido em partir. Logo descubro por que isso acontece.

"Não está esquecendo alguma coisa?" Aleksei bloqueia a porta enquanto assisto com horror. Ele vai matar Saint e me fazer assistir. Não o enganamos nada.

Quando Saint enfia a mão no bolso e tira a chave das algemas, sinto que ele tem um plano, afinal. Aleksei parece desapontado que ele se rendeu tão facilmente.

Saint abre a porta, insinuando para Aleksei se mover. Ele finalmente anda, mas não antes de sorrir para mim. O gesto envia um arrepio pela minha espinha.

Este é apenas o começo das coisas que estão por vir.

Capítulo 3 3

Popov não se engana. Mas o pensamento de machucá-la mais do que já magoei... não sei se posso.

Dia 35

MAIS UMA VEZ, DESMAIAR de exaustão me permite esquecer onde estou. Mas quando acordo, não demoro muito a lembrar o pesadelo que tem sido minha vida nos últimos trinta e cinco dias.

Não vi Saint ou Aleksei desde que saíram desta sala. Outros me trouxeram comida e água, e me soltaram para que pudesse usar o banheiro, mas está claro que vou permanecer algemada a esta cama até instruções adicionais de Aleksei.

O relógio na mesinha de cabeceira indica pouco depois das

7 da manhã. Pergunto-me o que o dia reserva e quão perto estamos da Rússia. O pensamento de chegar ao meu destino final vira meu estômago, mas é o menor de dois males.

Estar presa neste iate com Aleksei e seus homens é muito mais sufocante do que ser mantida prisioneira na Rússia. Posso ser ingênua em pensar isso, mas estar em terra apresentará oportunidades mais plausíveis de escapar do que minha atual situação de estar presa no mar.

Se por algum milagre escapasse agora, onde exatamente iria? Estou cercada por nada além de água. Verdade seja dita, não há necessidade de ser algemada porque sou verdadeiramente uma prisioneira – uma prisioneira dos elementos, assim como de um psicopata maníaco.

Quando a porta se abre, viro para ver quem é. Quando Zoey aparece, com um sorriso de orelha a orelha, instantaneamente temo o que vem a seguir. "Hora do café da manhã." Ela está em um top de biquíni preto e tanga, com o cabelo amarrado no alto da cabeça. Ela parece que está pronta para descansar no sol o dia todo, que se lixem as circunstâncias.

A nova menção de comida vira meu estômago. "Não estou com fome."

Quando ela cai na gargalhada, sei que perdi a piada. "Isso é uma coisa boa para você, porque até que todos sejamos alimentados, você não come."

Levanto a cabeça do travesseiro para dar uma olhada melhor nela.

"Desculpe?"

Ela está claramente se divertindo, e quando mostra a chave das algemas, sei o porquê. Ela está no controle mais uma vez, e de repente sinto como uma formiga sendo assada viva sob uma lupa.

"É hora de ganhar seu sustento."

"A menos que tenha tido um lapso de memória, estou aqui contra a minha vontade," estalo, puxando as algemas para provar o meu ponto.

Mas ela não parece se importar de qualquer maneira.

Ela chega até mim e abre as algemas, mas não me dá um momento para esfregar meus pulsos em carne viva, antes de me puxar pelo meu braço. Tento dar de ombros, mas ela segura firme.

"Alek não gosta de ficar esperando, e este será o primeiro café da manhã que tivemos juntos que eu não cozinhei."

Em breve, sou informada.

Parece que sou uma escrava em todos os aspectos da palavra.

"Cozinhe seu maldito café da manhã," cuspo, tirando seus dedos de mim.

Minha sugestão é em vão quando ela me empurra entre minhas omoplatas.

"Mexa-se."

Não tendo muita escolha, abro a porta e me pergunto se é assim que alguém se sente quando entra em uma sala onde todos estão falando sobre eles. Todas as cabeças se voltam para o meu caminho e as conversas param enquanto os homens olham para Zoey e eu.

Estou supondo que a maioria está apostando em quem venceria essa briga, porque isso vai acontecer se não parar de me empurrar.

"Alek gosta de seus ovos poché."

É preciso toda a minha força de vontade para não dizer a ela para ir se foder enquanto passo pelos pervertidos até a cozinha. Saint não está aqui embaixo, o que me faz pensar onde está.

"Os ovos estão lá dentro." Quando aponta para a geladeira, percebo que está falando sério. Os homens olham para mim e depois para Zoey, e sei que está fazendo isso na frente de todos para me humilhar. Ela quer que a vejam como a melhor cachorra, porque mesmo que esteja aqui para substituí-la, ela quer reiterar que ainda é a número um.

Sem escolha, caço através da geladeira e armários para reunir o que preciso. Ambos estão bem abastecidos. Há bacon suficiente para alimentar um pequeno exército, que suponho que seja. Pelos produtos frescos a bordo, ouso dizer que estamos perto da Rússia porque vai acabar em dois, três dias no máximo.

Ou podemos sempre atracar em algum lugar.

O desconhecido aumenta meus nervos, então decido me concentrar em alimentar esses idiotas para que possa voltar para minha prisão. Encontro uma tigela de vidro no armário acima do fogão e coloco os ovos nela.

No entanto, uma dor surge quando minha cabeça é puxada para trás.

"O que acha que está fazendo?" Zoey rosna, puxando meu cabelo com mais força enquanto mexo violentamente para me libertar.

"Fazendo café da manhã!" Grito, alcançando meu cabelo para tirar seus dedos. Mas o movimento só a enfurece ainda mais.

"Você é uma fodida estúpida? Acabei de dizer como Alek gosta dos ovos dele."

Quero estrangulá-la. Mas não posso me mexer. Puxar o cabelo é uma coisa tão idiota para se fazer. Eu a respeitaria mais

se ela me deixasse inconsciente porque aí não teria que cozinhar o maldito café da manhã dela.

"Estou fazendo ovos mexidos para os rapazes felizes," explico sarcasticamente com os dentes cerrados. "Solte-me."

Quando ela solta, giro rapidamente, com a intenção de matá-la, mas ela me interrompe quando bate forte no meu rosto que sinto um gosto de sangue. Cubro o rosto, os olhos apertados enquanto movo meu queixo de um lado para o outro.

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