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Além De Um Desejo

Além De Um Desejo

Autor:: YLA
Gênero: Romance
Duologia Otton Borsi é um grande e renomado advogado, dono de um dos maiores escritórios de advocacia, com uma beleza invejável e bastante exigente quando o assunto é mulheres, solteiro nato! Nada e nem ninguém o prendeu ainda hoje, mas o que ele não esperava era ter a missão de soltar a irmã da sua secretária da cadeia, a estudante de arquitetura Yanah Moutis uma jovem humilde e valente, altamente destemida, linda, provocante que irá virar o seu juízo de cabeça para baixo e provocá-lo com o seu jeito livre, leve e solto de ser. Será que tudo não passará além de um desejo? ******** Malvino Cruz é um grande e poderoso engenheiro conhecido pelo seu talento e inteligência, totalmente sério e discreto nem todos sabem da sua fama de usar e joga fora as mulheres com quem ele já ficou, nunca aceitando um não como resposta Malvino compra a mulher que quiser para receber um sim, mas nem todas são iguais quando o mesmo conhece e se interessa por Alina uma simples secretária, mulher essa cheia de princípios, pé no chão, sensível e religiosa que trabalha somente para ajudar os seus dois irmãos, Malvino usará todas as suas cartas na manga para ter Alina ao menos por uma noite na sua cama e a mesma fugirá a todo custo das suas investidas.será que Malvino irá conseguir o que tanto quer?

Capítulo 1 Yanah

Aqui em casa somos três Alina, Ykaro e eu! Alina é a mais velha, a irmã protetora, eu sempre fui decidida e dona de uma personalidade forte desde de criança, mas com uma curiosidade ímpar. Os nossos pais faleceram quando eu ainda era criança.

Tudo nos faltou nesse tempo, menos amor! Alina sempre tratou de fazer o impossível por nós dois e nos encher de muito amor e carinho.

Sempre quis mais que isso e nunca me conformei com a forma que vivemos, tudo muito sofrido e pobre! Mesmo Alina querendo que eu acredite que um dia tudo vai mudar, as vezes olho para o cenário e me pergunto quando! Porquê nunca vivemos de caridade e o pior disso é que Alina não me deixa trabalhar, somente estudar enquanto afundamos na mesmice.

No dia seguinte, mais um dia se inicia e ao me levantar da cama respiro fundo, olho para o lado vejo a cama da minha irmã, e do outro lado a cama do meu irmão caçula, tem horas que me dá vontade de chorar pelo fato de sermos pobres e não morar num lugar digno, o meu sonho é ter um quarto só meu, ao me levantar acabei tropeçando numa mala de roupas e quase caí causando barulho.

- Ai, droga! - Resmungo baixo para não acordar Ykaro.

- Não fale nome feio pela manhã Yanah, vai acordar o nosso irmão que não passou bem a noite. - Alina reclama baixo.

Não falei nada e a deixei sozinha no quarto e segui para a nossa pequena cozinha buscar água e Alina vem atrás de mim.

- Yanah sei o quanto é difícil a nossa vida nesse metro quadrado, para mim também é difícil, mas estou dando o meu melhor para pagar a parcela da sua faculdade, para você ter um futuro melhor que o meu, eu prometi a nossa mãe que faria o impossível por vocês e estou tentando. - Alina me encara.

- A minha vontade é de largar tudo e virar uma prost. - Falo e Alina me interrompi.

- Não terminar essa frase Yanah pelo amor de Deus, jamais deixaria isso acontecer, tenho feito de tudo para isso não acontecer com nós duas, vou conseguir trabalho extra e mudaremos para algum lugar melhor.

- Alina deixa eu trabalhar para te ajudar com o tratamento do nosso irmão, alugar uma casa maior eu quero muito ter a minha privacidade. - Resmungo baixo.

- Sabe Yanah, eu só quero que estude e tenha uma profissão digna e verás que tudo isso aqui é só uma fase. - Alina fala triste.

- Queria ter a sua paciência Alina, mas não tenho, desculpa mais não tenho nem um pingo, o tempo passa rápido e nem sempre podemos esperar por um milagre. - Falo alto.

- Você é a cópia da nossa mãe, age por impulso, sem fé que as coisas possam melhorar.

Abraço a minha irmã, Alina é a mais velha de nós três, trabalha que nem uma louca para pagar a minha faculdade e ajudar o meu irmão que tem problemas de saúde desde bebê, hoje ele está com sete anos e o nosso maior desafio é arcar com o seu tratamento.

Sei que Alina faz o que pode, mas tem hora que me sinto cansada por não fazer nada, nunca a vi reclamando, não sei nem se o seu trabalho como secretária do advogado Otton Borsi é bom, afinal não sei nem quem é ele, ela só vive do trabalho para casa e igreja, quase uma santa. Já sou muito diferente, adoro uma festa e amo usufruir dos prazeres que a vida pode me proporcionar.

Alina antes de ir para o trabalho, deixa tudo organizado, e eu fico responsável por dar café da manhã a Ykaro e o levar para a escola e ir para a minha faculdade e durante o caminho falo para o meu irmão.

- Sabe Ykaro, eu vou dar a você tudo o que eu não tive quando criança. - Falo confiante.

- Eu acredito nisso Yana, você e Alina são as minhas heroínas. - Ykaro fala beijando o meu rosto.

Tento não chorar com tanto carinho, se tem uma coisa que engulo ainda é choro, eu vou conseguir tudo o que eu quero, sou dona de mim e tenho a mais plena certeza que não vou terminar os meus dias assim nessa dificuldade. Coração até agora blindado de sentimentos e isso é maravilhoso, amo ser assim livre, leve e solta que posso ser eu e quem não gostar não posso fazer nada.

Fui para a minha faculdade e ao chegar entro pelos portões e a turminha de patricinhas ficam a me olhar, eu não suporto a soberba dessas garotas, às vezes sinto-me um alienígena com o modo que elas me olham é como se o meu dinheiro não tivesse o mesmo valor que o delas e quando estou indo para a minha sala, as garotas me acompanham.

- Olha a bolsista! - A líder do grupinho fala debochando de mim e eu já respiro fundo.

- Para você saber, não sou bolsista, a minha faculdade é paga assim como a de vocês. - Viro-me encarando ela.

- Olha meninas, ela pensa que a gente não sabe que ela mora num bairro pobre, não tem condições de pagar nada. - A loira oxigenada debocha de mim.

- Olha, não sabia que eu era tão importante a tal ponto de vocês produzirem um dossiê da minha vida, se vocês não têm o que fazer? Eu tenho. - Falo e saio deixando elas sozinha.

- Volta aqui! - Uma das garotas me chama.

- O que quer? Eu não te conheço, não sei nem o seu nome, sua loira oxigenada. - Grito perdendo a paciência porque não tenho sangue de barata.

Viro as minhas costas para ela e a mesma puxa nos meus cabelos e começa a me agredir e eu revido segurando a tal.

- Garota solta ela! - Uma mulher que não conheço me pede nervosa e tira-me de cima dela.

Nessa hora já estava rodeada de gente, inclusive o diretor da faculdade e a loira oxigenada finge desmaiar.

- Solta ela e me acompanhe agora Yanah. - O diretor fala sério.

- Ela está fingindo desmaio, não fiz nada de mais - Tento me defender.

A soltei nervosa e caminho rápido acompanhando o diretor pensando que agora é o meu fim, só pensava na Alina, ela vai ficar muito decepcionada comigo, mas não me arrependo do que fiz e no caminho tento me explicar que foi as garotas da outra turma que começou toda confusão e o mesmo disse que vai ligar para a minha irmã, pelo menos Alina trabalha para um advogado quem sabe ela pede a ajuda do seu chefe Otton Borsi para me ajudar.

Capítulo 2 OTTON

Tenho uma vida muito corrida, não é tão fácil comandar um dos maiores escritórios de advocacia de Los Angeles entre outros espalhados por outras cidades, sempre que posso estou sempre viajando a trabalho com a minha equipe e a minha secretária competente Alina que já trabalha a alguns anos comigo, a nossa relação é somente a trabalho e nada mais.

Antes de ir trabalhar vou para a academia malhar para enfrentar um novo dia, e ao voltar para a casa vejo o carro da minha mãe e ela ao me avistar.

- Filho querido da mamãe, como está meu bebê? Desde que resolveu vir morar aqui, quase não vai me visitar. - Dona Marina fala.

- Mamãe estou trabalhando demais, muitos processos, não esqueci da senhora e nem da minha irmã.

- Trouxe uma ótima notícia, Késsia voltou a estudar arquitetura. - Mamãe fala toda contente.

- Fico muito feliz, mas lhe conheço bem mamãe e sei que não veio aqui só para avisar que Késsia voltou a estudar. - Falo de uma vez.

- Não, claro que não! Vim lhe trazer o convite do baile da sua tia.

- Não vou prometer ir, mas vou fazer o possível. - Digo coçando a cabeça.

- Faça o impossível também, porque Evelin está de volta e ela já me confirmou que estará presente, quem sabe vocês não reatam.

- Evelin é somente uma amiga, não nego que já tivemos um breve romance, mas foi na época da faculdade, nada de mais. - Falo sério, lembrando que foi a relação mais morna da minha vida.

- Querido filho, o tempo passou e aqui está um homem decidido, bem-sucedido e que sabe o que quer da vida, lembre-se que ela é uma mulher de uma boa família.

- No momento eu só quero paz e se a senhora me dá licença, quero tomar um banho daqui a pouco terei que ir ao trabalho.

A deixei sozinha e fui tomar um banho, após sair do banheiro olho-me no espelho às vezes acho que a minha mãe tem razão já estou quase com 33 anos, já é hora de procurar uma mulher da minha preferência Evelin é até uma mulher interessante que combina comigo, tem a mesma idade que a minha, uma mulher independente que sabe o que quer, nunca gostei de ficar com garotas de vinte e poucos anos, acho as mesmas imaturas não tenho mais paciência para infantilidades, nem em sonho me vejo relacionado com garotas.

Me arrumei completamente e ao descer para tomar café minha mãe está dando ordens a minha colaboradora que trabalha aqui em casa, sobre como por corretamente a mesa do café da manhã.

- Mãe por favor deixe a senhora Eulina em paz e venha tomar café comigo. - Falo sem um pingo de paciência.

A mesma vem até onde estou, sentamos juntos, a minha mãe fala ao extremo e em silêncio ao lhe ouvir, fico imaginando ao meu lado, uma mulher calma, até hoje só conheci duas mulheres assim Evelin é uma, mais calma do que ela só a minha secretária Alina, mas enfim voltei os meus pensamentos para à terra e me despedi da minha mãe e fui para o trabalho.

Quando cheguei no escritório tudo estava limpo e organizado, dou bom dia a todos e Alina bate levemente na porta e ela ao entrar já traz o meu café.

- Bom dia senhor Otton, aqui está o seu café. - Alina fala tímida.

- Alina como está a minha agenda? - Pergunto sério.

- Está tranquila senhor, tem muito processos para analisar, muitos documentos para ser analisado, inclusive os contratos que chegou no nome do Malvino cruz.

- Malvino cruz dê preferência a tudo o que for dele e me envie imediatamente, caso ele venha pessoalmente aqui deixe ele entrar.

- Sim, senhor pode deixar, posso ajudar em algo mais? - Alina pergunta de cabeça baixa.

- Não Alina, pode se retirar. - Falo de olho no computador.

Preciso dar preferência o Malvino, ele odeia receber não nessa vida e tudo dele tem que dá certo nem que seja na força do ódio. Mas enfim, trabalho é trabalho e esse é só mais um desafio na minha vida.

Trabalhei toda a manhã revisando vários processos e a minha equipe de advogados estão de parabéns, paro para ver o quanto estou cercado de pessoas competentes e tenho que reconhecer isso, sei que às vezes sou um chefe chato porque exijo muita responsabilidade e eficiência, mas isso tudo é para o nosso crescimento.

Quando ia saindo para almoçar percebo a senhorita Alina comendo biscoito, quando ela me viu os escondeu, qual pessoa come biscoito a essa hora, pago ela muito bem e não é possível que ela esteja passando necessidade.

- Senhora Alina, estou saindo para almoçar aceita vir comigo? - Faço o convite.

- Senhor Otton, melhor não, tenho que sair também agora. - Alina fala sem graça.

- Venha comigo, vi você comendo biscoitos, essa refeição não é a mais adequada para um almoço - Ao falar isso a secretária Alina abaixa a cabeça.

- Eu aceito! - Alina fala timidamente.

Não entendo tamanha vergonha da Alina, ela já é uma mulher praticamente da minha idade e às vezes se comportar como uma adolescente, parece ter medo de homens, a mesma pega a sua bolsa e me acompanha e durante o caminho fizemos o trajeto todo em silêncio.

Quando entramos no restaurante a primeira cara que vejo é a do Malvino Cruz que nos encara e a minha secretária Alina está fascinada pela decoração do restaurante.

- Alina vamos nos sentar - Falo tocando no seu braço.

- Claro senhor - Alina fala despertando.

Alina me segue e lógico que eu tinha que passar na mesa para cumprimentar Malvino.

- Como vai Malvino prazer em revê-lo. - Demos um aperto de mãos.

- Advogado Otton Borsi prazer é meu. - Malvino me cumprimenta, mas os seus olhos estão em Alina.

- Malvino deixa eu apresentar Alina a minha secretária.

- Alinaaa. - Malvino estende a mão para ela.

Alina segura a sua mão e eu o conhecendo muito bem, sei que ele ama mulheres independentes da idade.

- Façam-me companhia, claro se não tiver atrapalhando o casal. - Malvino fala.

- Não somos o casal - Falo rápido. - A nossa relação é somente profissional.

Sentamos na mesma mesa que a do Malvino e aproveitamos para conversar sobre vários assuntos, inclusive ele mostra-me o seu novo condomínio, aliás um dos! O homem é o rei da engenharia e só tenho a ganhar com a nossa sociedade.

Voltamos para o escritório para continuar a trabalhar durante toda a tarde e quando era exatamente, seis da tarde que marquei para sair e beber um pouco para relaxar estou precisando transar, desliguei o computador e a secretária Alina invade a minha o meu escritório.

- Senhor Otton me ajuda pelo amor de deus - Alina fala chorando bastante.

- Fala o que aconteceu Alina. - Falo coçando a cabeça sem saber o que fazer com ela e continuo a falar. - Senhorita Alina respira fundo, não sei lidar com mulheres chorando.

- A minha irmã, senhor Otton foi presa, recebi a notícia agora, por favor senhor Otton tire a minha irmã da cadeia, ela é a coisa mais importante da minha vida, eu prometo trabalhar todas as minhas folgas, lavo as suas roupas, faço qualquer coisa - Alina diz desesperada.

- Quantos anos tem a sua irmã? - Pergunto curioso.

- Vinte e dois anos, senhor Otton, aconteceu algo na faculdade e me ligaram da delegacia falando que ela precisa de um advogado. - Alina fala desolada.

Tinha que ser uma garota de vinte e dois anos e por sinal delinquente para parar numa delegacia deixando a Alina desolada nunca imaginei ver essa mulher nesse estado, respirei fundo vesti o meu terno, busquei a minha maleta.

- Alina é o seguinte: Se acalma que vou soltar a sua irmã, arrume as suas coisas e vai para a casa, se acalma e anote aqui o seu endereço e o nome da sua irmã. - Falo tentando manter a calma.

Alina anota o seu endereço e o nome completo da sua irmã, que se chama Yanah Moutis, respiro fundo e faz um bom tempo que não vou a uma delegacia, maldita hora que essa garota foi aprontar estragando os meus planos para a noite em que eu ia saciar os meus desejos.

Capítulo 3 YANAH

Fui levada até a sala da secretaria, andava rapidamente e eu só conseguia pensar na pessoa que mais se sacrifica por mim que é Alina, mas não posso demonstrar fraqueza, eu não sou culpada, a loira oxigenada que começou.

- Yanah, o que aconteceu para agir daquela maneira, você deixou a Riana desmaiada no chão, tal ato nunca aconteceu aqui. - O diretor questiona.

- Eu não tenho culpa de nada, as câmeras podem provar isso, eu entrei e elas me perseguiram chamando-me de pobretona e a minha paciência sumiu, não deixo nada e nem ninguém me humilhar. - Falo seria.

- Nada justifica a sua agressão Yanah, a família da Riana vai fazer um b.o contra você por agressão, fica aqui que vou saber notícias dela.

O diretor sai da sala e fico a olhar o meu celular sem ter coragem de ligar para Alina, como ela vai ficar decepcionada e após alguns minutos e dois policiais entram acompanhados do diretor.

- A senhora precisa nos acompanhar até a delegacia.

Me levantei de onde estava sentada e de cabeça erguida, os acompanhei entrando na viatura e como imaginei de nada adiantou as filmagens das megeras me coagindo e sai como a errada da história, começaram a me interrogar e falei para o delegado que só falaria na presença de um advogado, o dia não era para mim literalmente. Acabei desacatando o delegado e um policial que a todo momento queria me igualar a pior pessoa do mundo, me humilhando e chamando-me de delinquente, perdi totalmente a linha, vim para a delegacia por um motivo e fui presa por outro.

Fiquei sozinha numa cela, se a minha irmã não der por falta de mim, vou mofar aqui nessa cela fedida.

- Drogaaa. - Grito pondo as mãos na cabeça.

Mas as horas passaram-se e quando já eram quase seis horas da noite, ouço passos de alguém vindo levanto-me rapidamente para olhar quem é, e um homem de terno vem andando acompanhado de um policial, a minha esperança chegou, ele só pode ser um advogado o homem é alto, forte, cabelos escuros levemente alinhados, de barba feita, lindo aos meus olhos.

Analiso ele da cabeça aos pés, admirada com tamanho pecado a minha frente, isso é o que dá ficar muito tempo sem fazer sexo, o tal homem pede o policial que nos deixe a sós.

- Quem é você? - Pergunto aflita.

- Infelizmente o seu advogado. - O tal homem de terno fala parecendo estar com raiva de mim.

- Como assim, infelizmente!Se não está aqui para me defender, o que faz aqui então? - Pergunto já bastante exaltada.

- Estou aqui somente pela sua irmã que está em casa agora chorando por uma pessoa sem limites e mal criada. - O desconhecido fala cheio de autoridade.

- Mal criada é a sua mãe, todos me insultam, querem me humilhar e eu tenho que manter a Leide, a sonsa. Não sou Alina e se veio para me xingar também saia da minha frente. - O respondi rápido.

- Cala a boca, você fala de mais, baixa o tom que se você não me respeitar te deixarei mofar aqui. - O tal homem grita.

- Nada e nem ninguém grita comigo, muito menos homem dessa terra. - Grito mais alto ainda

- O homem dessa terra se chama Otton Borsi, então garota vai ter que me ouvir, guarda abra a cela. - O tal Otton ordena.

E eu fico em choque ao ver Otton Borsi, chefe da minha irmã, o homem que eu pensava que seria um velho barrigudo, horroroso, é um tremendo homem, lindo, bravo, chato e rude, arrogante, gostoso, a ficha ainda não caiu e Otton continua a falar comigo enquanto caminha a minha frente.

- Garota, você precisa dar o seu depoimento mais uma vez, se controlasse essa boca grande já estaríamos em casa, queria saber o que se passa na sua cabeça não basta ter espancado uma aluna, ainda foi desacatar uma autoridade, um delegado, você só pode ter sérios problemas mentais. - Otton fala com raiva.

- Queria que eu ficasse calada ouvindo as patricinhas me humilhando, é isso de que lado você está? - Pergunto me atravessando na sua frente encarando os seus olhos.

- Prometi a Alina que a levaria de volta para casa, e vou cumprir o que prometi. - Otton fala retirando-me da sua frente.

O segui e mais uma vez relatei tudo o que aconteceu e o delegado com mais raiva de mim do que todos os bandidos dessa cidade, mandou me prender novamente e o policial algemas as minhas duas mãos novamente e leva-me para a cela, quando ia sair olho para trás e Otton me encara, fazendo um gesto com a cabeça para eu seguir em frente.

Eu não sabia ao certo se estava com medo, raiva ou se eu queria esganar um, penso novamente em Alina, como vai ser para ela pagar o honorário desse homem, já não passamos muito bem com ela ganhando bem, imagina agora pagando ele para tentar me soltar.

Estou perdida no tempo, não sei que horas são, ouço passos novamente e em silêncio o policial abre a cela novamente.

- Saia, o seu advogado está te esperando. - O policial fala sério.

Sai apressada, nunca passei por adrenalina maior na minha vida, e ao sair lá fora Otton me espera com a minha mochila nas mãos.

- Aqui estão as suas coisas - Otton fala respirando fundo.

Se eu não seguro rápido a minha bolsa, teria caído no chão, Otton sai sem olhar para trás e eu o segui, enquanto ele andava rapidamente até o estacionamento.

- Como conseguiu me soltar? É sempre assim mal-educado? Não responde o que pergunto. - Faço perguntas insistentemente, mas nunca vi homem mais chato.

- Entra no carro, a sua irmã está te esperando, se tem alguém preocupado com você, é ela. - Otton fala arrogante entrando no carro.

Entro no carro também e se tem uma coisa que eu odeio é fazer uma pergunta e não responderem.

- Garota você está solta mediante a pagamento de fiança, ouve atentamente o que vou falar, qualquer outro vacilo seu, vai presa novamente em regime fechado, e por enquanto vai precisar prestar serviços comunitários.

- Eu só queria saber o porquê tanto ódio no modo de você falar, sua vinda aqui atrapalhou a sua transa com alguém na hora em que ia gozar, porque todo esse ódio só pode ser por isso, ódio faz mal para o coração.

- Estou no inferno, só pode! Vamos embora, deixa eu ir te deixar em casa antes que eu perca o meu resto de paciência que se esgotou desde a minha vinda para cá, eu devia voltar a delegacia e mandar te prender novamente, só que agora jogando a chave fora. - Otton fala isso com mais raiva ainda.

- Você não faria isso advogado! - Falo debochando.

Otton põe o cinto de segurança e uma loucura passa pela minha cabeça embriagada pelo seu perfume e de uma vez sento sobre o seu colo no banco do motorista colando corpo com corpo, fixo os meus olhos no dele e Otton me olha assustado.

- Enlouqueceu de vez garota o que está fazendo? - Otton pergunta ficando sem ação.

Retiro o cinto dele, seguro na sua nuca encarando a sua boca vermelhinha carnuda e o beijei sem a sua permissão a minha língua invade a sua boca quente, Otton corresponde ao nosso beijo mudando de ângulo enquanto eu rebolo no seu colo o excitando, já sentindo o seu membro crescer dentro das calças, e as grandes mãos de Otton apertam a minha bunda e eu já estou quente e amando essa minha loucura quando Otton bruscamente me tira de cima do seu colo.

- O que você fez, sua louca, vou ter que pedir a sua internação. - Otton fala todo desconcertado, quase sem fôlego e com o cabelo bagunçado.

- Bem que você gostou da louca aqui, correspondeu ao beijo e que beijo, deu até calor e poucos os homens conseguiram tirar o meu fôlego e você conseguiu. - Falo sem ar.

- Maldita hora que vim te soltar, se soubesse que é uma louca jamais teria te soltado. - Otton fala bravo.

- Você fica lindo assim bravo. - Falo isso para tirar ele do sério.

Otton sai do carro para realizar uma ligação, e não demorou muito um carro se aproxima e Otton vem até a mim.

- Venha o meu motorista vai te levar para casa. - Otton fala com raiva.

Resolvi obedecer ele caladinha, com a influência que Otton tem ele poderia me prender novamente, uma coisa eu sei que nesse mundo pobre não tem vez na mão de gente rica. E sem olhar para trás entro no carro que ele mandou e durante o caminho olho o luxo que é esse carro, penso na loucura o qual foi o meu dia, de tanto ser chamada de louca, acabei incorporando uma. Sem pensar nas consequências que essa minha loucura possa gerar, inclusive na demissão da minha irmã, depois de tudo o que aconteceu a minha cabeça ficou uma loucura, o motorista deixou-me na frente da minha casa e agora era só me preparar para ouvir sermão.

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