Eu juro, mãe, eu não fiz nada!
- Você acha que eu não percebo esses olhares de vagabunda que você dá para o meu marido?
- Mãe, ele é meu pai!
- Isso não impede você de tentar seduzir meu marido. Você vai embora daqui agora! Você não existe mais aqui.
- Mãe, são 11 horas da noite. Você quer que algo aconteça comigo?
- Você seduziu meu marido e quer que eu tenha piedade de você?
- Cadê o Papai? Ele vai te explicar que isso não tem como! Ele é meu pai. Isso é simplesmente nojento.
- Eu percebi como ele te olha e fica te chamando de "Lírio, Lírio trouxe um presente". Você está tentando seduzir meu marido e tomar meu lugar. Eu não vou deixar. Sua vadiazinha.
Nessa noite fria e gelada, que antes estava sendo motivo de felicidade para Líria, sendo a sua formatura, agora estava acabando em confusão.
Sua mãe a estava acusando de tentar roubar seu pai. Líria não acreditava em tamanho absurdo.
Ela pensou que sua mãe estava brincando, mas a cada xingamento, ela tinha certeza de que sua mãe tinha enlouquecido.
Assim que ela percebe que sua mãe está falando sério, ela é jogada na calçada e a porta é fechada.
Ela só estava com seus documentos, seu celular tinha sido pisoteado por sua mãe e agora estava em pedaços.
Ela não sabia para onde ir, estava sem dinheiro, e todos os seus amigos estavam comemorando a formatura, então não tinha ninguém a quem recorrer.
Líria sempre achou que sua mãe fosse um pouco ciumenta em relação aos presentes que ela ganhava, mas ser expulsa logo que chegou da formatura foi totalmente uma surpresa. Sua mãe achou que ela teria coragem de ter algo com o próprio pai.
ALGUMAS HORAS ATRÁS.
- Líria, vamos, você vai se atrasar para a formatura.
- Se você demorar mais um pouco, eu não irei. Não sei qual é o sentido de uma formatura.
Assim que Líria saiu do quarto, Fernanda observou o rosto de seu marido. Ele olhava para Líria como um homem apaixonado.
Henrique não tirava os olhos de Líria nem por um segundo. Quando estavam no carro, Líria estava sentada no banco traseiro, mas ele não tirava os olhos dela nem por um segundo.
Fernanda reconheceu o olhar de desejo que seu marido estava dando a Líria. Fernanda estava enfurecida por dentro.
Assim que chegaram ao salão, um homem veio cumprimentar Líria. Henrique tentou puxar Líria para perto dele, mas ela se afastou com o homem.
Henrique demonstrava ódio em seu rosto enquanto via Líria no meio de homens que estavam se formando junto com ela.
Ele resolveu ir embora mais cedo, junto com Fernanda, enquanto Líria ficou para ir depois.
Fernanda não tirava os olhos de seu marido. Para ela, ele estava escondendo algo.
Quando os dois foram dormir, Henrique não conseguia dormir de jeito nenhum, até que tomou um remédio e caiu no sono.
Fernanda não conseguia dormir. Ela achava que estava ficando paranóica em relação a Líria e seu marido, até que começou a ouvir seu marido falando dormindo.
"Líria, estou tão apaixonado por você. Como você estava linda com esse vestido hoje, fiquei me imaginando rasgando o vestido com os dentes. Por favor, não se aproxime mais de homens. Você é só minha. Você ainda será minha esposa, meu lírio."
Fernanda entrou em choque com isso, parecia ter levado um banho de água fria com esse comentário. Ela se perguntava:
"Líria teve a ousadia de seduzir o meu marido? Então essa era a razão pela qual ele sempre a parabenizava por qualquer coisa. Então Líria quer tomar o meu lugar como esposa."
Fernanda acreditava firmemente que Líria tinha seduzido o marido e queria se tornar sua esposa, agora que tinha concluído os estudos. Mas isso ela nunca permitiria.
Quando Líria chegou acompanhada de dois rapazes, Fernanda suspirou. Ela achava que Líria era uma vagabunda por seduzir o seu marido e ainda seduzir mais homens pelas ruas, e decidiu expulsá-la de sua casa.
Ela percebeu o olhar de confusão no rosto de Líria, mas nunca iria acreditar que ela fosse inocente.
Fernanda estava com tanta raiva que deu três tapas em Líria, ela só não bateu mais pois tinha medo de Líria acordar Henrique.
Assim que fechou a porta e deixou Líria do lado de fora, foi até o quarto de Líria e juntou tudo que era dela no quintal, jogou gasolina e ateou fogo.
AGORA
Assim que Henrique acordou, sentiu um cheiro de queimado e perguntou a Fernanda:
"O que você está queimando? Não faça isso, vai acabar com a nossa grama. E onde está Líria? Ela voltou que horas?"
Fernanda não falou nada, continuava a fazer a comida como se fosse muda e surda. Assim que Fernanda começou a arrumar a mesa para o almoço, Henrique levantou e Levantou e vai em direção ao quarto de Líria.
Ele abre a porta e vê um quarto completamente vazio.
- Cadê a Líria? Ela não voltou ainda? Aquelas coisas no quintal são delas?
Henrique parecia ter um pequeno surto dentro dele, mas Fernanda não falava nada. Até que Henrique agarra o pescoço dela e pergunta:
- Onde está meu lírio?
- Ela está na casa dos namorados.
- Namorados?
- Sim, dois. Ela namora com os dois ao mesmo tempo. Devem estar fazendo uma criança agora, já que terminaram os estudos.
Henrique sentiu uma bomba explodir dentro dele. De repente, em um ataque de raiva, ele destrói a cozinha.
- Quem são os homens com quem Líria está? É aquele bastardo da formatura de ontem? Ela te falou que vai casar com aquele cara? Impossível, ela é minha, só minha.
- Como sua, Henrique? Eu sou a única que pode ser sua. Eu sou sua esposa!
- Você não entendeu, a Líria é minha e de mais ninguém. Você entendeu? Eu tenho o direito sobre ela.
Líria estava bem cansada, ela tinha dormido em um banco de ônibus. Quando amanheceu, ela não sabia que rumo sua vida tomaria. Então, ela foi até a floresta onde há muito tempo caçava com seu pai.
Líria estava sem saber o que seu pai quis dizer, mas quando seu pai tirou o cinto e tentou abaixar as calças, ela lembrou do que sua mãe disse.
Líria olhou para o pai com choque e repugnância. Ela nunca imaginou que seu próprio pai pudesse confrontá-la dessa maneira, muito menos que ele poderia expulsá-la junto com sua mãe.
- Pai, você está louco? Eu sou sua filha! Como pode dizer tais coisas?
Henrique sorriu de forma doentia e se aproximou de Líria.
- Não se faça de inocente, Líria. Eu vi como você me olhava, como tentava me atrair para seus jogos. Agora que você está livre da sua mãe, podemos finalmente nos unir. Vamos ser felizes juntos.
Líria sentiu o medo percorrer todo o seu corpo. Ela percebeu que, além de ser expulsa de casa por sua mãe, agora também corria o risco de ser abusada pelo próprio pai. Ela se levantou rapidamente do sofá e tentou se afastar dele.
- Papai, você está doente! Isso é um absurdo! Eu nunca quis seduzir você, eu sou sua filha!
- Líria, aqui não é tão ruim, né? O que acha de morar comigo aqui? Vamos dizer que você foi para o exterior e nós podemos ficar aqui juntinhos sem ninguém desconfiar. Se você sentir ciúmes da sua mãe, eu posso me divorciar dela. Eu farei tudo o que você me pedir, meu lírio. Mas sabe, eu fiquei com bastante raiva por você ter perdido sua inocência com outra pessoa, esse direito é meu.
- Você é tão nojento.
- Você usou proteção? Não quero que você carregue nenhuma semente além da minha.
Henrique avança em direção a Líria, com um olhar cheio de luxúria e obsessão. Ela entra em desespero e corre em direção à porta da cabana, em busca de ajuda.
Já estava escurecendo e Líria corre do seu pai, na floresta, quando ela percebe o perigo que está se aproximando.
Logo à frente deveria ter um penhasco, ela deveria parar de correr. Mas o medo de ser pega pelo seu pai é ainda pior.
Quando Henrique acha que conseguiu pegar Líria, ela simplesmente pula do penhasco.
- Não!!!
Henrique pede ajuda das pessoas, buscas foram feitas, mas só um pedaço do tecido do vestido de Líria foi achado. Um grande pedaço de seda roxa.
Henrique olhava para os homens que estavam chorando por Líria, ele sentiu um sentimento de ciúmes esmagador. Quando de repente várias pessoas postavam fotos juntas de Líria.
Fernanda estava feliz, agora ela poderia aproveitar com o seu marido. Mas ele não a olhava, só conseguia olhar para o tecido roxo e para o lago à sua frente.
Ela sabia que com a queda seria difícil Líria sobreviver. Mas ela não se importava. Agora Líria estaria fora das vistas de seu marido.
Charles estava com a cabeça cheia de problemas. Seu avô o estava pressionando para ele encontrar uma esposa.
Porém, ele não estava apaixonado por ninguém e tinha certeza de que alguém só se aproximaria dele por conta de dinheiro.
Ele não queria ficar ao lado de alguma interesseira, pois isso poderia atrapalhar sua vida, agora ou no futuro.
Seu avô queria que ele casasse, mas essa pessoa não podia apresentar nenhum problema.
Tinha que ser apenas por aparência, só que seria difícil encontrar alguém que o aceitasse assim.
Charles estava olhando para o lago quando percebeu um corpo sobre as pedras. Ele foi em direção ao corpo.
Surpreendeu-se quando o corpo ainda apresentava sinais vitais. Charles não conseguia ver o rosto da mulher.
Quando ele tirou o rosto da água, que antes estava molhado de água, começou a ficar molhado de sangue.
Charles entrou em desespero ao perceber que a mulher estava gravemente ferida. Ele tentou encontrar uma maneira de ajudá-la, mas estava longe de qualquer ajuda médica. Ele decidiu carregá-la nos braços, com cuidado, em busca de algum lugar seguro.
Enquanto isso, Julho, o avô de Charles, estava observando a cena de longe, intrigado com o que estava acontecendo. Ele decidiu se aproximar e oferecer ajuda, percebendo que a mulher precisava de cuidados médicos urgentes.
Os dois homens levaram a mulher para um chalé próximo, onde tentaram estancar o sangramento e buscar ajuda. Charles ligou para uma ambulância, enquanto Julho tentava acalmar a mulher, que parecia estar perdendo a consciência.
A ambulância chegou rapidamente e a mulher foi levada às pressas para o hospital. Os médicos lutaram para salvá-la, enquanto Julho e Charles aguardavam ansiosos por notícias.
Após algumas horas de espera insuportável, o médico apareceu para informá-los sobre a situação. A mulher estava em estado grave, mas estável. Ela havia sobrevivido à queda, mas seu caso era delicado. Seria necessário permanecer internada para tratamento intensivo.
Charles sentiu-se aliviado por ter salvado a vida da mulher, mas também se preocupou com seu futuro. Eles decidiram juntar esforços para ajudá-la, garantindo que ela recebesse o melhor tratamento e cuidado possível.
Enquanto isso, Líria, que agora estava sendo tratada no hospital, lutava para se recuperar de suas feridas. Físicas e emocionais.
Julho olhou intrigado para o seu neto.
- Charles, você conhece essa moça?
- Não, por quê? Você a conhece? Se sim, devemos entrar em contato com a família.
- Não a conheço, mas ela foi encontrada no lago da nossa propriedade. Ela é nossa responsabilidade enquanto não estiver bem.
Os dias foram passando e os meses. Líria tinha entrado em coma logo depois de chegar ao hospital. Por conta disso, Charles pagava para uma enfermeira cuidar de Líria em sua casa.
Desde o acontecido, o avô de Charles ficou mais preocupado com a garota, então ele ficou mais livre em relação à questão do casamento.
Charles tinha se acostumado a ler livros em voz alta para Líria ouvir, era um acontecimento que sempre ocorria quando ele estava na propriedade.
- Mulher desconhecida, quando você vai acordar e me dizer quem é? Se eu investigar, não será tão divertido.
Charles pegou na mão de Líria e apertou.
- Você é minha esposa? Por que eu ainda não experimentei a outra versão, só a parte da doença.
Charles sentiu que sua mão foi mexida e ficou encarando Líria. Achou que o que acabara de ver fosse imaginação. Porém, Líria continuou mexendo os dedos.
- Chame o Dr. Raul, Alice.
- O senhor está se sentindo mal? Quer ajuda para ir até o hospital?
- Faça o que eu digo! Não pergunte.
A empregada fez o que Charles tinha pedido, mas estava meio desconfiada. Assim que Raul chegou, foi correndo para o quarto.
- O que aconteceu? Você se machucou?
- Ela mexeu os dedos.
- Isso é muito bom. Significa que logo ela acordará. Mas Charles, você está preparado para quando ela acordar?
- Por que eu não estaria? Ela com certeza vai me agradecer por eu ter ajudado ela.
- Charles, eu ainda não entendi o motivo pelo qual você a ajudou. Seu avô realmente parou de importunar depois que ela chegou. Mas o que vocês vão fazer quando ela quiser ir embora?
- Faça seu maldito trabalho, Raul. Não se meta mais.
Assim que Raul estava examinando Líria, a expressão de seu corpo azedou. Ela não soltou Charles de maneira alguma.
Charles parecia orgulhoso até certo ponto. Até Raul olhar para ele e dizer:
- Bom, ela eventualmente acordará. Você está fazendo algo que ela goste? Tipo conversar com ela? Ou fazer ela escutar algum som? Se sim, continue. Ela parece gostar muito, já que pelo que percebi, ela reconhece o seu cheiro e se sente à vontade.
- Quando ela acordará?
- Isso só depende dela. A pancada na cabeça foi bastante profunda. Foi verdadeiramente um milagre ela ter sobrevivido. Porém, ela ainda pode ter outras sequelas.
- Você não tem nenhuma base? Já faz meses.
- Não tenho como prever quando exatamente ela acordará, mas estamos fazendo tudo o possível para ajudá-la em sua recuperação. Com o tempo, esperamos que ela vá melhorando e recuperando suas funções normalmente. É importante que ela receba cuidados adequados e atenção constante durante esse processo. E é um processo lento, faz sentido.
Demorar mesmo.
Assim que Raul saiu, Charles deitou na cama onde Líria estava deitada. Já fazia um tempo que ele ficava assim, desde que começou a dormir junto com Líria. A insônia dele tinha melhorado muito.
Charles lia livros inteiros para ela, explicando a história para que ela pudesse entender. Naquela noite, Charles estava dormindo ao lado de Líria quando sentiu que ela se mexeu.
Charles pensou que poderia ter sido um sonho e não deu importância. Assim que Charles acordou, percebeu que o corpo dela estava em uma posição diferente.
Charles estava confuso. Ele pensou que poderia tê-la movido, mas quando abriu seu celular para ver as filmagens do quarto, ficou surpreso. Líria tinha se mexido muito.
Ele agradeceu por ter instalado as câmeras no quarto, por precaução caso algo acontecesse e ele estivesse fora do país.
Ele olhou para Líria e teve certeza de que, pelas filmagens, ela tinha acordado e provavelmente dormido novamente devido ao cansaço.
Charles tinha pedido para seu assistente trazer todo o seu trabalho para o quarto. Ele tinha certeza de que ela acordaria novamente e queria estar ao lado dela quando isso acontecesse.
Charles queria perguntar quem ela era. Ele poderia ter investigado, mas não se sentiu à vontade para fazer isso. Por algum motivo, ele queria ouvi-la falar sobre o motivo de estar dentro de um lago e ainda usando um vestido de festa.
Charles tinha guardado o vestido, mesmo que estivesse faltando alguns pedaços. O vestido era realmente lindo.
Charles estava em uma videoconferência quando sentiu os lençóis se mexendo. Quando ele olhou para a moça na cama, viu que ela estava abrindo os olhos. Charles correu até a cama e se aproximou rapidamente de Líria, que respondeu com uma expressão assustada.
- Calma, está tudo bem. Não vou te fazer mal algum. Quer algo? Consegue falar?
Charles não tinha recebido nenhuma resposta, então ficou um pouco desapontado. Líria ficou pouco tempo acordada e dormiu novamente.
Charles ficou um pouco preocupado, então chamou Raul novamente. Mas assim que ele chegou, o clima ficou menos tenso.
- Relaxa. Agora que ela acordou, o cérebro precisa de mais tempo para ficar completamente consciente.
- Ela se mexeu ontem à noite e hoje ela acordou. Ela não deveria estar mais ativa?
- Charles, faz quanto tempo que ela está em coma? Não faz horas, são meses. Quase 8 meses. O corpo dela precisa assimilar.
- Eu sei que faz meses, por conta disso ela poderia ter acordado antes.
- O coma foi devido a uma lesão na cabeça, agora deve ter se recuperado completamente. Então não se preocupe. Eu ainda vou para o casamento de vocês.
- Casamento?
- Ué, você não sabe? A sua ex-noiva traidora ficou com muito ciúmes depois de descobrir que você mantém uma mulher no seu quarto todo esse tempo.
- Meu tempo não precisa ser associado a pessoas desse nível. Então pare com besteiras.
- Bom, meu pai me contou que ela teve um ataque de raiva e quebrou os móveis da casa inteira.
- Fique quieto, Raul.
- Mas não seria interessante? Você se casar com a pessoa que você salvou. Seria uma história de príncipe encantado que encontrou a donzela e a salvou, e viveram felizes para sempre. Imagina só.
- Não diga baboseiras, não sabemos nem se ela tem um namorado.
- Bom, seu avô parou de pressionar você para se casar. Então essa pode ser a sua chance, faça dessa mulher a sua. Tipo um acordo, onde vocês dois se beneficiam. Você se livra da sua ex louca e ainda tem a sua liberdade mesmo casado com outra. Aí vocês podem até fazer outro acordo para terem um filho, assim o velho para de te encher o saco.
- Raul, pare
Mas não seria interessante você se casar com a pessoa que você salvou? Seria uma história de príncipe encantado que encontrou a donzela, a salvou e viveram felizes para sempre. Imagina só.
- Não diga baboseiras, não sabemos nem se ela tem um namorado.
- Bom, seu avô parou de pressionar você para se casar. Então essa pode ser sua chance, faça dessa mulher a sua. Tipo um acordo, onde vocês dois se beneficiam. Você se livra da sua ex louca e ainda tem sua liberdade mesmo casado com outra. Aí vocês podem até fazer outro acordo para terem um filho, assim o velho para de te encher o saco.
- Raul, para de criar histórias e eu não me importo mais com o que aquela mulher acha! Se ela acha que estou com outra, ninguém precisa esclarecer nada para ela. Já que ela não faz mais parte da minha vida.
- Eu nunca disse que ela continua fazendo parte da sua vida, só estou comentando que finalmente aquela vadia está tendo o que merece.
- Raul, se você se considera meu amigo, não fale mais dessa mulher perto de mim. Agora ela deve até estar casada e eu não preciso saber nada sobre eles, está bom?
Raul assentiu com a cabeça, percebendo que havia tocado em um assunto sensível para Charles. Ele concordou em não falar mais sobre a ex-noiva e se concentrou em cuidar de Líria.
Enquanto isso, Charles continuava ao lado de Líria, esperando ansiosamente por sua recuperação completa. Ele tinha muitas perguntas que queria fazer a ela, mas também estava ciente de que precisava ter paciência.
À medida que os dias passavam, Líria mostrava pequenos sinais de melhora. Ela começou a se mover mais, a abrir os olhos com mais frequência e, ocasionalmente, até mesmo a emitir sons. Charles estava esperançoso de que em breve ela seria capaz de falar e se comunicar com ele completamente.
Enquanto isso, Charles continuava a conversar com Líria, a ler para ela e a tocar músicas que ele sabia que ela apreciava, ele estava determinado a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudá-la em sua recuperação.