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Alexandre II - Seu pior pesaelo

Alexandre II - Seu pior pesaelo

Autor:: Ellen Lima
Gênero: Romance
Spin-off de Amaldiçoado Um homem frio e violento, Alexandre II seguiu os passos do seu pai e se tornou um assassino e cruel, conhecido como aquele que não tem coração, ele a viu crescer e se tornar uma linda mulher, ele a quis e a pegou, ela é a única que despertar algo nele! Hanna vai descobrir todos dos segredos de sua origem e vai conhecer o inferno nas mãos do homem que sempre amou! Será o amor capaz de vencer o ódio e a vingança?

Capítulo 1 Sinopse

2 anos antes...

Alexandre Monte Negro II

Eu sempre soube que tinha algo em mim diferente, uma força que pulsava sem descanso em meu âmago que me impulsionava a mais tenebrosa escuridão, eu não me importava com a dor dos outros, não me importava com nada além de mim mesmo e depôs que ela chegou, ela se tornou para mim como algo sagrado, eu me importava com ela.

Cresci num lar cheio de amor, mesmo que meu pai fosse um carrasco temido fora de casa, em casa ele era o ursinho da minha mãe, eles se amavam e era algo notório, tinha irmãs amorosas e prestativas, mamãe é a pessoa mais doce que já conheci, sempre me deu amor e carinho e mesmo quando me recusa a ir a igreja ela falava do infinito amor de Deus para mim, mas eu me encantava mesmo era pelo lado sombrio das coisas, pela lado da escuridão, eu admirava o Lúcifer e não a Deus.

Achava impressionante e louvável sua coragem em se rebelar contra Deus e tomar o poder, mesmo não conseguindo ele tentou e criou seu próprio reino, era algo grandioso o que ele fez e deveria ser refeito, eu faria igual, eu tomaria o poder, seguiria os passos do mal, mas a diferença entre mim e Lúcifer é que eu não falharia.

Sempre observei meu pai desde criança, ainda pequeno ele me carregava a tabacaria e ali eu me mantia atento a tudo, mesmo sem compreender bem do que falavam e toda hora meu pai falava:

__ tudo isso ainda será seu meu filho, isso e muito mais Alexandre!

E eu queria esse muito mais!

Quando fui ficando rapaz comecei a ter noção das coisas e do que era dinheiro, dinheiro era poder, eu queria o poder, por mais que meu genitor falasse que tudo era meu, era ele quem tinha a palavra final e isso me perturbava profundamente, eu precisava do poder.

Seguir observando e aprendendo com ele, eu era ótimo com os cálculos e ainda cedo comecei a cuidar das finanças da tabacaria, era demasiado a quantidade de dinheiro que entrava, dinheiro grosso, meu dinheiro.

Aos 12 anos eu era um rapazote muito esticado para minha idade e notava os olhares das raparigas em mim e isso despertou algo desconhecido em meu corpo e ascendeu o vicio da luxuria e prostituição, com 12 anos eu conheci minha primeira boceta, fiquei obcecado, era uma sensação divina me enfiar entre as pernas de alguma rameira, despejar meu esperma e ir embora, comecei a frequentar postribulos e cabarés.

Meu pai continuava a me ensinar tudo o que conhecia e eu sempre necessitava demais.

Quanto mais eu crescia mas eu sentia curiosidade em conhecer o que não podia ser conhecido, procurei e busquei até que conheci um livro que terminou de quebrar todas as correntes que me mantinha contido e calmo, o livro tinha uma capa grossa e negra, na sua capa tinha desenhado uma estrela de cinco pontas que estava dentro de um círculo e dentro dessa estrela tinha a imagem de um animal com chifres, não tinha mais volta eu tinha escolhido qual caminho seguir.

Os carinhos da minha mãe já não mais me tocavam, eu não sentia nada ao ser tocado e amado por ela, minhas irmãs me irritaram com sua união e companherismo, eu fiz crescer uma crosta tão grossa e resistente sobre mim que era impossível ser quebrada, eu me tornei impermeável ao amor.

Eu não sabia como sorrir, por diversas vezes observava pessoas proseando e sorrindo e eu me perguntava como elas conseguiam sorrir com tanta facilidade?

Minha mãe bastava ver uma criança na rua e já estava a sorrir, minhas irmãs viviam a dar gargalhadas por nada e eu simplesmente não sabia sorrir, tentei por diversas vezes sorrir em frente ao espelho, mas não saía um som sequer da minha boca e tudo que conseguia fazer era mostrar os dentes de forma assustadora e ameaçadora.

Queria aprender a sorrir pois sabia que isso atrairia as pessoas a mim e eu poderia ter mais sucesso em dar o golpe em alguém, se mantivesse uma falsa cordialidade, mas ao mostrar os dentes eu repelia as pessoas e então não o faço mais, não aprendi a sorrir, isso não era para mim.

Tudo estava a andar de vento em polpa quando esse pulha surgiu no meu caminho: Bento Gonçalves! Meu pai quis fechar negócio com ele assim que soube que ele comprou a maior fazenda da região.

Não fui com as fuças do sujeitinho e eu nunca erro, ele se apossou das minhas duas irmãs, onde já se viu duas mulheres vivendo com o mesmo homem como marido e mulher?

Minhas irmãs não passam de duas perdidas, desavergonhadas, duas rameiras e ainda mantiam hábitos masculinos, eu precisava agir, não permitirá que Bento ficasse com a herança das minhas irmãs, eu pegaria tudo para mim.

Fiz meu pai assinar uma procuração onde ele me deu todo poder sobre seus bens e eu o deixei sem nada, na absoluta miséria, coloquei ele no olho da rua, na sarjeta!

Minha mãe foi com ele pois sei que ela nunca abandonaria meu pai, não me importei, não doeu em mim, não desejava o mal da minha mãe, mas também não me sentir com dor na consciência em despeja-los de casa, nesse dia adormeci e dormir tranquilamente em meus aposentos.

Mas tinha ELA, meu amuleto sagrado, Hanna, ela brilhava mais que o sol, ela era meu raio sol! De alguma forma não conseguir me manter afastado dela, era uma necessidade quase física e eu passei a visitá-la todos os dias na escola, a vi crescer e se desenvolver, ela corria para mim sempre que me via, me abraçava, me chamar de melhor amigo, Hanna possuía o sorriso mais lindo que eu já avistei nesse mundo e um aroma que era só dela e esse cheiro me deixava atiçado, ela era um anjo e eu era o próprio demônio.

__ Alexandre!

Sua voz era angelical.

__ sim meu raio de sol, sou eu...

Quando ela me abraçava eu sentia como se toda dor e perturbação que maquinava em mim sumisse.

__ te trouxe algo.

__ o que?

Ela pergunta com seus olhinhos brilhantes e eu sempre a trago algum mimo, algo de comer, não quero que ela chegue com algo em casa e descubram sobre nós.

__ um bombom!

Hanna sorrir pegando o doce da minha mão, eu a olho sem piscar, como se piscar me fizesse perder de olhá-la por tempo preciosos.

__ quer um pedaço?

__ eu não como doces!

Falo e ela faz uma careta linda.

__ deveria, certamente sorririas depois de comer um doce, nunca te vi sorrir!

Hanna é a única pessoa que conheço que não me teme, ela não me tem medo e eu nunca a machucaria se não fosse para o bem dela.

Passo minutos preciosos ao seu lado e quando o intervalo toca sei que ela tem que ir, cada dia sinto que é pouco o tempo que temos, eu preciso de mais!

__ eu preciso de você!

Falo e ela me olha sem entender a profundidade que falo.

__ eu estou aqui.

__ eu sei, mas isso é pouco, quero mais!

Então seguro sua cabeça com minhas duas mãos e falo:

__ eu vou te buscar para morar comigo, vou te cuidar e proteger e ninguém vai te tocar, você vai me pertencer toda e por inteiro, você quer isso? Quer ser minha Hanna?

Como um homem experiente sei que Hanna tem sentimentos por minha pessoa, de alguma forma ela tem um encantamento por mim e uso isso ao meu favor.

__ sim, eu quero!

__ me espere Hanna eu vou te buscar, eu vou cumprir o que falei!

Ela confirma com a cabeça e eu concluo antes dela se afastar:

__ lembre-se, esse é o nosso segredo!

Não poderia esperar mais, triplicaria o dinheiro que peguei do meu pai e me tornaria o homem mais poderoso da região, seria intocável e então a teria para mim, não permitiria que as aberrações das minhas irmãs a criassem e transforma-se meu raio de sol em uma perdida também, eu salvaria Hanna e ela me salvaria, ou nos destruiríamos juntos, o plano estava feito e seria executado, o que eu falo eu não volto atrás, Palavra de Alexandre II é irrevogável.

Capítulo 2 Dia perfeito

ALEXANDRE MONTE NEGRO II

2 anos depois...

_ preto maldito!

Falo o esfaqueando, vendo o estrebuchar no chão, os olhos esbugalhados quase sem vida, as vestes que usa banhada de sangue e no seu abdômen vários e vários cortes de faca, até que sem paciência uso minhas duas mãos em um corte grande que tem em sua barriga e puxo com toda minha força o abrindo inteiro, arrebentado sua pele, estourando sua pança, fazendo suas tripas saltarem soltas para fora, agora eu também estou banhado de sangue.

Me ergo satisfeito, não tolero que tentem me defraudar, me fazer paspalho, esse preto tentou saquear minhas mercadorias, adentrou em uma embarcação farta de todo tipo de bebidas e charutos que será usada para reabastecer meus estabelecimentos, eu não confio em pretos, tomou o que mereceu.

Não me dou o trabalho de fazer nada oculto, afinal essa cidade é minha, me tornei tão rico e poderoso que não tem uma só alma vivente nessa cidade que não me tenha medo, tudo que tomei do meu pai quadrupliquei, abrir outros e outros comércios, tudo que eu toco vira ouro, meu sobre nome é falado na boca de todos os mexeriqueiros, mas nenhum me olha nos olhos: frouxos!

Vivo solitário na casa que nasci e agora é apenas minha, me livrei de todos que se puseram em meu caminho, inclusive minha família, sou bom nisso, sou bom em eliminar pessoas, com isso conseguir alguns inimigos, mas nenhum páreo para mim, o dia mal começou e eu já dei cabo de um maldito que só deixava o mundo mais imundo, isso é um bom pressagio, começar o dia com morte é sinal que terei sorte, hoje o dia vai ser bom.

_ esplendido dia!

Falo juntando as mãos e estalando os dedos ao me erguer.

_ besta e fera estão com fome, um belo aperitivo para meus anjinhos que não comem a dois dias.

falo e depois olho para um dos meus serventes.

_ você, leve o presunto para meus anjinhos!

Ele leva a mão a cabeça em sinal de desespero.

_ mais, mais... se eles me atacarem?

_ ai serão dois presuntos para meus anjinhos!

Falo saindo do galpão no porto, o mesmo galpão que meu pai usava quando negociava e que agora é meu como todos os outros galpões se assim eu quiser, o maldito está com medo de alimentar besta e fera, porque a alguns dias atrás quando outro infeliz foi alimenta-los, meus anjinhos acabaram o devorando, o que posso fazer se eles apreciam carne humana?

Sem me importar com o sangue em minhas vestes, sigo para a cabaré, preciso foder uma rameira antes de ir a tabacaria, matar sempre me instiga ao sexo em seguida, uma boa trepada e estou novo para mais um dia de serviço.

Quando adentro no puteiro ainda é cedo e as putas estão a cuidar do estabelecimento.

_ Alexandre!

Amália que é a responsável pelas garotas e por tudo aqui desse antro, larga o pano que usava para limpar algo e vem prontamente até mim.

_ Alexandre, Deus!

Ela fala me olhando dos pés a cabeça.

_ irei ao meu aposento banhar-me, em quinze minutos me mande três putas!

_Alexandre, ainda não abrimos, posso me desfazer de uma das garotas, mas três não posso, precisamos labutar para abrirmos a noite...

Me aproximo da velha a vendo se encolher, subo apenas um lado dos meus lábios mostrando os dentes e acaba escapado um rosnado, Amália prontamente muda de ideia:

_ não se preocupe, em quinze minutos três das minhas meninas estarão ao seu dispor.

Satisfeito lhe dou as costas e sigo ao meu aposento. Tenho um aposento aqui nesse cabaré exclusivo meu, nenhum outro cliente pode usar, outrora esse cabaré pertencia ao meu pai, agora as putanas daqui são por si só, porém eu as curvei a mim, lhe dou proteção e segurança e em troca tenho tudo que quero delas, ninguém teria a coragem de se meter a besta com as moças que trabalham aqui, sabem que teriam que acertar conta comigo e ninguém deseja isso, aqui não tem furtos, fraudes e ninguém deixa de pagar o que deve.

Nos aposentos tiro minhas vestes sujas e fico desnudo, minha chibata já ativa e viva depois de tanta adrenalina, sou todo grande, todo grosso e bruto, gosto disso, seguro minha chibata e a aperto firme suspirando forte e ruidosamente, tudo que me vem a mente é meu raio de sol, minha Hanna.

Caminho até a porta que me leva ao lavabo e me lavo me desfazendo do sangue impregnado em minha pele, quando retorno ao dormitório, vejo três moças paradas com as mãos na frente do corpo como se estivessem acuada, não suporto frescuras de mulherzinha, ainda mais se essas mulheres forem rameiras, mulheres da vida fácil, eu não tenho paciência com nada.

_ O que ainda fazem de vestes suas meretrizes? Dispam-se, não se fazem mais putanas como antigamente!

Falo me sentindo enfadado, me sento na ponta do leito e fico observando as putanas se despirem de forma amedrontada, me pergunto como elas ainda não se acostumaram com minha pessoa se venho ao puteiro praticamente todos os santos dias?

Já deveriam ter se acostumado a levarem bofetadas e treparem comigo até eu não querer mais, mulher boa é mulher que apanha, sem um bons tabefes na hora certa as vadias querem crescer para cima dos homens e isso é inadmissível, homens sempre serão superior e só me recordo das minhas irmãs vivendo como duas putanas com o mesmo homem, falta de uma boa surra que não me permitiram dar.

Devidamente despidas as putas vem até mim.

_ duas mamado minha chibata e outra com as tetas na minha cara!

Adoro mamar umas tetas enquanto tenho meu mastro mamado, escolho a que tem as maiores tetas e ela vem parando na minha frente, as outras duas se ajoelham e já começam a me lamber.

_ assim não porra, assim!

Falo segurando uma pelos cabelos e soco meu mastro em sua garganta tão fundo que a vejo se contorcer e os olhos lacrimejarem, meu minha chibata é grossa e sua boca se estica tanto que as vezes acho ser possível rasga-la, o cumprimento também é longo por demais e certamente como ela não esperava deve está sentindo ânsia de vomito, foda-se, mulheres foram feitas unicamente para satisfazer os homens!

_ não gosto dessas merdas de frescuras, mandei mamar minha chibata e não lamber porra!

Quando tiro sua boca do meu pau vejo a putana fazer careta buscado o ar enquanto saliva escorre por seu queixo

_ retorno a falar: não fazem mais puta como antes!

Tento relaxar e enquanto recebo uma mamada fajuta e meto a cara nas tetas da outra putana, não sou delicado, mordo, aperto, chupo o peito esticando e esticando o bico como elástico sem me importar se está dolorido para a puta e quando me enfado por completo decreto:

_ de quatro no leito!

Elas ja sabem o que as esperam e se posicionam para mim de quatro me mostrando a boceta e o cuzinho ao mesmo tempo, protejo meu pau e estou pronto.

levo a mão ao alto e bato com toda força na bunda da primeira putana que se espreme inteira arriando no leito com a dor, meus dedos marcados em seu rabo.

_ se abre para mim, se abre para me receber!

A mulher volta se erguer e segura as duas bandas da sua bunda alargando ainda mais seu buraco e eu já meto meu mastro com tudo em seu cuzinho.

_ Gruuuuuummm...

Começo a Grunhir e socar no seu buraco, a deixando totalmente arrombada com minha grossura e seu buraco fica ainda mais largo a cada arremetida e quando ela não serve para mais nada vou para outra e a mando se abrir para mim e a fodo bem no cu, ela esperneia se agarrando nos lençóis como se não fosse acostumada a levar no cuzinho e eu a bato forte no rabo a marcando também e quando escangalho seu cuzinho todo vou para última e atolo tudo no seu buraco, quando chego no meu limite saio de dentro da putada:

_ as três de joelhos!

Esporeio fartamente no rosto das três, vejo minha porra escorrer pigando por seus rostos e sonho com Hanna, nunca a trataria como uma putana, ela será minha senhora e carregará meus filhos machos e as putas continuaram a me satisfazer da forma que eu quiser como devem ser tratadas.

Já na rua caminho com vestes limpas e descentes para a tabacaria, quando vejo duas pessoas que me fazem tremer e minhas veias tremerem de pura irá.

Bella e Aurora do outro lado da calçada, cada uma carregam uma criança no colo, meus sobrinhos que serão corrompidos com suas imoralidades e com se soubessem que eu a estou olhando elas olham em minha direção.

Levo as mãos a têmporas tentando controlar a pulsação forte da minha veia da testa que parecer que arrebentará a qualquer momento, minha vontade é surrar essas duas em praça publica por me envergonharem tanto, mas a hora delas vai chegar.

_ Putanas!

Xingo e estou prestes a seguir meu caminho dando-lhe o desprezo que elas tanto merecem quando ela surge, como um potente raio de sol iluminando a bolha de escuridão que me cerca, só ela tem poder para isso.

Hanna está de mãos dadas com mais duas crianças e ela tem um sorriso nos lábios enquanto caminha, coisa que nunca conseguir entender: Porque pessoas riem sem um motivo aparente? Parecem idiotas!

Meus olhos a queimam, ela é perfeita e pura demais para esse mundo, ao vê-la tentando acompanhar aquelas duas aberrações que ela chama de mãe me sinto furioso, fecho as mãos em punho e fervilho inteiro, minha Hanna não pode continuar com essa família fracassada e imoral que ela convive eu sei que chegou a hora!

Eu a tomarei para mim e nunca mais permitirei que saia do meu lado, ela nasceu para mim, nesse segundo ela me nota e dá um passo para trás como se tivesse sigo atingida por algo, por mim, nossos olhos se cruzam e eu não posso mais esperar, preciso dela, estou chegando meu raio de sol.

Capítulo 3 18 primaveras

HANNA GONÇALVES

Desperto contente e me espreguiço em meu leito, hoje eu faço mais uma primavera, completo dezoito anos e estou demasiadamente feliz por isso.

Saio do meu leito e vou ao lavabo, faço minha higiene matinal e me banho, gosto de começar o dia sempre com um banho isso me deixa disposta, retorno ao dormitório e escolho meu vestido preferido, ele é verde água e é de uma seda muito delicada, tem botões de cima a baixo e várias entrelinhas em sua estampa, quem me presenteou com ele foi minha vozinha Kassandra, só de recorda dela meu coração bate forte, eu a amo tanto e é provável que ela venha hoje para uma visita, afinal é meu aniversário.

Vovó Kassandra mora com o vovô Alexandre a umas poucas horas de automóvel daqui, depois que eles perderam tudo passaram a morar aqui por um tempo e foi maravilhoso, o melhores anos na minha vida, meu pai Bento o deu abrigo e o ajudou, logo o vovô conseguiu ficar rico novamente e moram num sítio muito lindo, eu amo ir ter com eles.

Me olho no espelho e aprovo minhas vestes, deixo meus cabelos loiros soltos, minhas duas mãezinhas são loiras, mas eu sou muito mais loira que elas, cabelos delas são de um loiro mais escuro, os meus são muito claros, meus olhos azuis estão parecendo tão brilhantes hoje, certamente é por conta da minha felicidade, borrifo uma colônia de jasmim a minha predileta, ela tem um aroma suave e que fixa o dia todo, minha pele é tão alva que consigo ver as veias arroxeadas por quase todos os lugares da minha pele com um mapa ramificado, após calçar meus sapatos me sinto bonita para um dia especial.

Antes de sair dos aposentos arrumo todo meu leito, gosto de ver tudo no seu devido lugar. Desço as escadas e já sinto um aroma bom na casa, certamente minha mãe Bella deve está fazendo algum desjejum saboroso.

_ ei cabritos onde está todo mudo?

Falo com dois dos meus irmãos que estão assentados no tapete da sala jogando bola de gude, nunca os chamo pelo nome, por culpa do meu pai que desde os nascimento das crianças nunca as chamou pelo nomes, apenas de cabritos e cabritas.

_ papai e mamãe Bella saíram, disseram que tinha algo a resolver e mamãe Aurora está na cozinha.

Então ele baixa o tom de voz e sussurra:

_ ela está a horas na cozinha e estou com medo da comida que ela está a preparar!

Seguro o riso para não dar ousadia a esse cabrito afoito, mas até me surpreendo ao saber que quem está a cozinha é mamãe Aurora e não a Bella, eu até compreendo a fala do meu irmão, a última vez que Aurora foi a cozinha as coisas não saíram nada boa, não que só minha mãe Bella prepare as refeições, meu pai também é bom na cozinha e só mamãe Aurora que não leva muito jeito com as panelas.

_ não deverias falar essas asneiras, certamente a mamãe fará algo muito saboroso.

Ele dá de ombros como se duvidando do que falei e volta a jogar bola de gude me ignorando.

_ garoto audacioso!

Falo sorrindo e sigo para cozinha e quando adentro na cozinha parece que estou em um cenário de guerra, a mesa que onde mamãe está, se encontra completamente branca de farinha, tem sacas de açúcar aberto na mesa e ovos espalhados por todos os lados.

_ mamãe!

Quando eu a chamo ela se ergue para me olhar e acaba tocando em um dos ovos que sai rolando e se espatifa no chão.

_ Filha!

Ela sorrir ao me ver totalmente alheia a cena de destruição que está na cozinha, mamãe larga tudo e vem ao meu encontro.

_ Minha florzinha linda está ficando mais adulta hoje!

Ela volta a me abraçar e fala palavras tão lindas que meu coração bate feliz:

_ Nossa filha, parece que foi ontem que você era só uma florzinha pequenininha que amava se vestir de princesa e desfilar pela casa, filha saiba que eu te amo e sempre vou te amar, você sempre vai ser minha princesinha, feliz aniversário!

Eu fico emocionada, sou muito apegada a minha família, sei que não sou filha de sangue das minhas mães e nem do meu pai, mas nossa relação é além do sangue, é amor!

Sim eu tenho duas mãe e um pai, minha família não é nada tradicional mas é a melhor família que eu poderia ter, quando eu era criança eu achava que era comum e que todos tinham duas mãe, até que na escola eu vim perceber da pior forma possível que isso não era comum, ninguém queria ser meu amigo e nem andar comigo, diziam que eu seria uma perdida igual minhas mãe, me chamavam de nomes feios e por mais que eu fosse excluída eu não me sentia demasiadamente triste, eu recebia tanto amor na minha casa que o mundo não me afetava e cada irmãozinho meu que nascia o amor no meu lar só aumentava, eu tinha o amor dos meus avós, dos meus pais e dos meus irmãos, eu era feliz.

_ Obrigada mamãe, eu também a amo muito!

Nos olhamos sorrindo.

_ E o que a senhora está tentando fazer?

Pergunto olhando para toda bagunça.

_ estou te preparando um bolo de aniversário e tudo está sob controle.

Não falo nada, se ela está dizendo que tudo está sob controle então está.

_ Seu café da manhã está na sala de estar, vai se alimentar meu amor, eu já estou terminado e vou me juntar a você e seus irmãos.

_ tudo bem mamãe.

Falo e sigo para fala de estar, tem uma linda mesa de desjejum montada, vários pães, bolachas, geleia, queijos, uma variedade grande de frutas e duas jarras de refrescos e eu me sento a mesa.

_ Hanna, Hanna, Hanna!

Em segundos meus irmãos surgem e aos poucos vão se sentando.

_ Feliz aniversário irmã!

Uma das minhas irmãs mais nova fala e em seguida todos me felicitam, eu olho para eles e só sinto amor, ajudei a criar e a cuidar de cada um.

_ Obrigada cabritos!

Agradeço e logo estamos comendo, a mesa vira um alvoroço, varias mãos pegando comidas ao mesmo tempo, conversas, risadas, mamãe Aurora surge da cozinha e ela não está mais suja de farinha, ela senta-se a mesa para comer conosco, papai chega com mamãe Bella, eles me abraçam e me felicitam, falam que me amam, me dão carinho e amor.

_ desgraça de dor nas costas, chegamos cadê minha netinha?

_ vovô!

Me vovô Alexandre chega com vovó Kassandra e eu explodo de felicidade, ganho mimos e presentes, colônias, vestidos novos e joias, papai Bento me presenteia com um anel lindo e delicado com uma pedrinha pequena no meio, que ele diz ser de diamantes.

_ o bolo deve estar pronto!

Mamãe Aurora fala e se dirige a cozinha e vovó começa a resmungar.

_ eu não vou comer a desgraça do bolo de Aurora, o menina para cozinhar gororoba!

_ ursinho o que importa é que ela tentou

Vovó reclama com ele e Mamãe surge com um bolo nas mãos.

_ Não está com as melhores das aparências mas tenho certeza que ficou saboroso!

Todos ficam calados, colocam uma vela de aniversário no bolo e cantam parabéns, todos ganham um pedaço de bolo, mas o bolo está salgado e ninguém comem.

_ Como isso foi acontecer? eu segui a receita a risca.

Mamãe fala desolada e vovó a consola.

_ Calma filha isso acontece!

_ Já prevendo algo assim, passei numa doceria e comprei um bolo!

Mamãe Bella fala e meus irmãos comemoram.

_ Eu não vi a Hanna fazer um pedido ao soprar a vela!

Vovó Kassandra fala e eu realmente não fiz, temos o costume de antes de soprar a velinha do bolo fazer um pedido para que ele se realize, a vela é acessa novamente e todos estão me olhando.

_ Vamos filha faça um pedido, aquilo que se coraçãozinho mais deseja!

Olho para todos e eu queria que ele estivesse aqui, sei que muitas coisas ocorreram mas eu sinto falta do meu amigo, mais do que isso, sinto falta daquele que faz meu coração bater mais forte, então peço em meus pensamentos antes de soprar a velinha: eu desejo que meu grande amigo, a pessoa que eu amo volte para minha vida!"

Eu só não sabia que meu pedido estava prestes a se realizar, eu só não contava que meu pedido se tornaria meu pior pesadelo...

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