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Algo especial para o ceo

Algo especial para o ceo

Autor:: Diene Médicci
Gênero: Aventura
A secretária se apaixonou perdidamente pelo ceo da empresa onde ela trabalha. Ele é rico, safado e acha que o dinheiro é o mais importante na vida. Vive focado no trabalho, liderando a empresa da família. Totalmente diferente dela, que abriu mão de ser herdeira para correr atrás de seus sonhos. Ela era meiga e otimista, até ser usada e manipulada. Achava que a sinceridade e o companheirismo, regados a muito carinho e amor, poderiam aquecer o coração frio daquele homem tão egoísta cafajeste. Mas ao revelar uma gravidez inesperada, veio a descoberta: ela estava amando sozinha e por dois. Ele não queria se casar e nem ter um filho, a abandonou carregando o fruto dessa paixão avassaladora, sem saber que ela tinha condições de criar a criança sem ele. Anos depois ela retorna a vida dele, para se vingar e tudo muda com uma doença grave, que ele enfrenta.

Capítulo 1 1

Arícia sempre foi uma criança risonha, gostava muito de flores e da natureza, levava o apelido de sapequinha por ser enérgica, seus pais eram muito amorosos e tinham boas condições, sua infância foi bastante feliz, repleta de coisas boas e mimos.

Na verdade quem tinha um poder aquisitivo melhor, era a família de seu pai. Seu avô paterno Trevor Raabe era dono de uma empresa muito importante de advogados, renomada por defender empresas multinacionais e figuras públicas, atores, cantores.

Trevor sempre foi difícil de lidar e após perder seu filho em um acidente de carro, se tornou pior ainda, com a responsabilidade de criar Arícia acabou sendo rígido demais, não era capaz de dar amor a menina, como havia feito no passado com seus filhos, ele queria a moldar, para ser uma herdeira perfeita.

Com tantas exigências e regras, a adolescência dela foi uma fase bastante difícil, com a perda dos país, a personalidade dela mudou, foi sendo regada a isolamento, mania de não se abrir para coisas e pessoas novas, vivendo sobre o medo constante de errar, assim decepcionando seu avô, esses modos a privaram de aproveitar melhor a juventude.

Enquanto as amigas amadureciam, aprendendo com os erros, como deveria ser, Arícia apenas observava a tudo, sem se envolver em qualquer risco.

Ainda assim, ela se tornou uma mulher forte, engenhosa, inteligente e muito bonita, destoante que ainda discreta com um estilo clássico chique, atraia todos os olhares masculinos por onde passava, com seus cabelos longos escuros, olhos amendoados daqueles serradinhos que mostravam o sorriso se aproximando, sempre optou por ser discreta escondendo seu corpo era escultural.

Trevor queria que a neta seguisse seus passos, estudando direito, ao recusar após terminar o ensino médio, ela foi convidada a se retirar de casa, foi inacreditável ver que algo tão simples, uma escolha tão pessoal, causou essa discórdia toda.

Estavam jantando e no mesmo instante, Trevor a mandou se levantar e sair, levando apenas as roupas, ainda menor de idade, desempregada, teve dois dias para fazer as malas e partir, tão geniosa quanto ele, ela viu isso como um desafio pessoal, não questionou nada e foi, largando a boa vida, um quarto muito confortável decorado do jeito que ela adorava, um lar aconchegante com vários funcionários.

Trevor acreditava que a jovem voltaria rapidamente, afinal, era uma menina mimada, acostumada a viver no luxo, ao ver dele, era um grande desaforo, ela se recusar a cursar direito e trabalhar para ele.

Arícia não desistiu de seus sonhos mediante o grande desafio, encontrou uma república só para meninas, onde era cobrado um valor baixo pela estadia, elas tinham direito aos mantimentos simples, arroz, feijão, café, açúcar, produtos de limpeza, todo o resto era separado, carnes, legumes e verduras, guloseimas e os produtos de higienepessoal.

Lá tinham muitas regras e isso era ótimo para a boa convivência, não era permitido nada de visitas de nenhum tipo, ninguém diferente podia entrar, homem, familiar, amigas, tinham até uma escala de limpeza.

Usando as economias da bela mesada que recebia, ela pagou a estadia, recarregou o passe do ônibus, algo que ela nem tinha, pois em casa, andava com o motorista todos os dias, não era algo que ela dizia, mas se sentia extremamente humilhada, indo levar uma vida tão simplória.

Ela havia sido aprovada com uma bolsa de estudos, decidiu estudar arquitetura, desde pequena amava desenhar, organizar ambientes, decorar, ver construções desde o início até o fim.

Não é surpresa para ninguém, que estudar é sempre muito desgastante, com Arícia não era diferente, já que agora pegava quatro ônibus no dia, seu desempenho caiu muito, a falta de boa alimentação, também já a prejudicou no primeiro mês, a deixando doente com a imunidade baixa.

Ela precisava de um emprego e a reserva da poupança estava se acabando, era difícil não poder comprar roupas, sapatos como antes, até o dinheiro de um docinho, fazia falta.

Nas vésperas de uma entrevista de emprego em uma empresa muito importante na cidade, ela aderiu a dica de sua colega de quarto, comprar uma roupa linda para impressionar e usar, sem tirar a etiqueta, assim podendo trocar depois.

Não foi preciso experimentar muito, ela foi ao shopping em uma loja popular, no final do dia, tomou um sorvete de casquinha e foi embora arrasada, querendo muito comer comida japonesa.

Trevor havia falado com ela a alguns dias e a chamou com deboche, para ir jantar na casa dele, disse que se ela precisasse de qualquer coisa, era só ir até lá.

Muito orgulhosa ela garantiu que estava indo muito bem, amadurecendo com as mudanças, conhecendo pessoas, por pouco não pediu dinheiro no dia que foi ao shopping.

O escolhido foi um vestido clássico, com zíper nas costas, azul rente ao corpo para modelar e largo o suficiente para não ser vulgar, parecia roupa de primeira dama, era realmente lindo e chique.

Foi até difícil dormir e descansar a noite, ela levantou bem cedo animada, colocou o vestido, um cardigã preto, fez uma maquiagem sutil, olhos com rimel e delineador, calçou um salto não muito alto de bico fino, foi para a sua primeira entrevista, imaginando como seriam as outras candidatas, menos instruídas, mais velhas.

Ficou muito surpresa com a quantidade de candidatas, eram mais de quinze mulheres, de todos os tipos, algumas tão jovens quanto ela e outras até senhoras, a maioria estava bem vestida, mas poucas tão chiques quanto ela.

Levaram muitas horas até serem liberadas, uma moça as levou para começar o processo seletivo, ficaram todas em uma sala grande, fazendo provas de conhecimentos gerais, de inglês, informática, até de questões sobre a empresa.

Arícia foi a última a sair, por ter refeito com perfeccionismo todas as questões da prova, chamou muito a atenção da secretária que a entrevistou, distraída foi observada várias vezes pela janela, o ceo da empresa deu risada e questionou com a secretária, se iriam dar um estágio ou um milhão de dólares, porque aquela candidata estava ficando maluca, querendo ser a ganhadora de qualquer modo.

Assim que ela saiu esperançosa por ter vivido algo novo e instigante, começou mexer no celular, em frente a guarita da empresa, enquanto esperava o ônibus se distraiu, já estava anoitecendo e a rua estava vazia, dois rapazes se aproximaram, com brincadeiras sobre a tocar, tirar a roupa, ficaram em pé como se fossem pegar o ônibus, ela decidiu se afastar, estava quieta os ignorando, um deles puxou seu cabelo com graça

- Oooooo morena cheirosa, não pode andar sozinha por aí, é perigoso. A onde vai?

Ela estava apavorada, ficou sem reação, pegaram a bolsa dela rindo

- Parceiro vamo vê oque tem aí?

Jogaram tudo no banco do ônibus, um deles pegou o dinheiro da carteira

- Cinquentinha, só isso morena? Que merda!

Capítulo 2 2

Um carro se aproximou bruscamente interrompendo subindo na calçada, Yusuf desceu partindo pra cima deles furioso, como um belo super herói

- Solte a moça!

Os dois saíram correndo as pressas, levaram a bolsa, o celular, muito nervosa chorando, ela se agarrou a aquele homem que gentilmente a acudiu, foi quase desfalecendo, ele a amparou

- Fique calma, tudo bem? A machucaram?

- Vem, vamos sair daqui.

Ele abriu a porta do carro como um cavalheiro, fechou, ao entrar deu um lenço de bolso para ela

- Levaram sua bolsa? Documentos? Celular?

Enxugando as lágrimas ela lamentou arrasada

- Levaram tudo, documentos, celular, as chaves de casa. Meu cartão do ônibus.

Ele se aproximou para colocar o cinto nela, reparando no quanto era bonita, até transtornada chorando

- Se acalme por favor, com licença. Pra onde gostaria de ir?

- Delegacia? Hospital? Cafeteria? Eu confesso que a opção de comer algo, me trás um certo acalanto, após esse roubo traumático que enfrentamos.

- Porque eu me sinto roubado, como você.

Ela sorriu sutilmente enxugando as lágrimas, pensando no avô

- Confesso que estou com fome. E meu único dinheiro se foi. Que raiva !

- Eu realmente, estou sem sorte.

Ele abriu o porta luvas

- Só um momento, espera. Agora tem alguma coisa!

Simplesmente lhe deu moedas, a fez rir, também rindo comentou que adorava fazer limonada com os limões que a vida lhe dava, disse enquanto dirigia, que a viu na empresa, lá dentro, ela arregalou os olhos surpresa

- Sério? Trabalha lá? Eu fui fazer uma entrevista, foi bem peculiar, na minha humilde opinião de quem nunca fez outra entrevista antes, enfim.

- Parece um ótimo lugar, as outras candidatas comentaram, que o salário é alto, os benefícios bons.

Ele estacionou em uma lanchonete comum não muito longe de lá

- Podemos comer e você específica, a questão da peculiaridade.

- Oque acha? Não diga que está sem dinheiro, te emprestei uma quantia razoável.

Ela tirou o cinto de segurança rindo

- Grata pela doação. E aceito a gentileza!

- Achei que em entrevistas, davam um lanchinho. Como eu pude me iludir assim?

Ele desceu, foi abrir a porta para ela, enquanto descia, ela tirou o cardigã rasgado frustrada

- Era o meu casaco preferido, me dava sorte.

Ele a pegou pela mão para ajudar sair

- Ou não. Já estamos juntos a um tempo considerável para trocarmos confidências.

- Levo desde a infância comigo um chaveiro que me dá sorte!

Mostrou as chaves e o chaveiro, era um paraquedas, foram entrando na lanchonete, estavam nas escadas, quando ele a tocou nas costas sutilmente

- Espere, a etiqueta.

Se fazendo de muito surpresa ela se virou puxando o cabelo enorme para a frente

- Sério? Nossa. Pode me ajudar a...

Ele arrancou com firmeza e um sorriso lindo

- Pronto, você realmente queria essa vaga!

- Caso não consiga, ao menos ficou fabulosa entre as demais candidatas.

- Esse vestido, te destacou de longe.

Ela foi rindo de desespero, pensando no prejuízo, pode o olhar melhor, ele era loiro, barba por fazer, um sorriso grande, o achou muito lindo e cheiroso, ele estava de calça e camisa social, se afastou após puxar a cadeira pra ela

- Está com frio imagino, vou até o carro e já volto. Pode ir fazendo o pedido!

- Fique a vontade para matar a sua fome.

Foi saindo andando com a segurança, de quem sabia o quanto era bonito, Yusuf Hakan Kartal sempre foi um homem teimoso de temperamento um pouco difícil, sempre gostou das coisas certinhas do jeito e interesse dele.

Era o único herdeiro de uma família muito rica, donos de uma empresa de meias e roupas, com um patrimônio milionário, desde pequeno ele foi instruído a se tornar o melhor em tudo, deixava de brincar para estudar, era incentivado a ser competitivo e arrogante.

Com notas exemplares desde a infância tinha um histórico realmente invejável, com tanto esforço e dedicação virou o ceo de tudo antes mesmo de terminar a primeira faculdade.

Sua mãe faleceu em seu parto com complicações, ele levava consigo a culpa sobre isso, e nunca desejou construir família, tinha aversão a crianças até.

Ele tinha os olhos da mãe e seu pai muitas vezes se entristeceu muito com isso, ele cresceu sentindo que não era amado sentindo a falta da mãe, também por isso era o filho que seu pai sempre quis.

Após ver o pai se casar refazendo a vida, ele ainda criou certa aversão a compromissos sérios, seus traumas sempre afetavam as relações, nunca namorava sério, ele simplesmente terminava os rolos quando achava que podia ter algo mais profundo crescendo, nunca ia atrás de mulher alguma também, declarava abertamente que casar não era uma meta.

Muito bonito, tinha boas companhias quando queria, sempre de seu circulo, mulheres ricas, modelos, empresárias, dispostas a curtir sem compromisso e o satisfazer, ele nunca ficava sozinho.

Ele se encantou com a beleza de Arícia assim que a viu, achou delicada, posturada, discreta, ele era bem exigente com as ficantes, gostava de mulheres de temperamentos fortes autênticas, mas não chatas ou mandonas, vaidosas, mas não neuróticas, admirava cabelos chamativos, mas não artificiais demais, corpos esculturais, mas sem plásticas.

Ela era tudo isso que ele sempre buscava nas aventuras lascívias, ainda era divertida e discreta, despertou o interesse dele em conquistar para ter, seu lado competitivo adora brincar e manipular as mulheres todas certinhas.

A única coisa que Arícia conseguiu reparar nele, foi a boca que sorria a cada duas frases, com dentes impecáveis, ele tinha a postura certinha e pareceu de início, muito calmo, observador.

Quando ele voltou colocou o paletó nas costas dela, sentou a mesa com uma florzinha roubada da decoração

- Só vai ganhar a flor, se já fez o meu pedido!

Ela sorriu sem jeito, reparando no relógio dele

- Eu amo flores. Me desculpe, eu não sabia oque pedir.

- Gosta mais de doces ou salgados?

- Eu gosto de inovar, fiquei atraída por esse suco super diferente. Olha!

Ele se aproximou para colocar a flor, no cabelo dela

- Sinceramente eu não gosto de inovar, digamos assim, que eu como sempre as mesmas coisas.

- Prefiro algo salgado! E você?

- Devemos falar nossos nomes agora ou depois?

Capítulo 3 3

Ela mostrou o cardápio, se sentindo um pouco intimidada

- Nada de nomes.

- Os dois, olha essa torrada com patê agridoce. E se eu escolher pra você?

Ele fechou o cardápio já começando a manipular para agradar

- Vamos arriscar juntos, vou escolher um número aleatório e pedir. Tudo bem?

Ela sorriu otimista

- Legal, pode ser. Eu adoro essa sensação, de novo, ser surpreendida.

Ele fez o pedido, dois números diferentes do cardápio, foi muito simpático com a atendente, voltou conversar

- Acho legal, mas não pra mim, essa coisa de testar novidades.

- Eu não mexo em time que está ganhando, entende?

- Qual a sua idade? Desculpa perguntar! Me parece bastante jovem.

Ela ficou rindo revirou os olhos delicadamente, ele pegou um guardanapo da mesa

- Vou me retratar, calma por favor.

- Esse é o papilo egípcio enfeitiçado pelas bruxas de Nova Orleans, ele te dá o poder de perguntar qualquer coisa, sem sentir culpa, vergonha, qualquer sentimento ruim.

- Ahhh e ele não deixa seu oponente ruim também, nada de negativo atinge as pessoas envolvidas! Quer começar?

Ela pegou o papel rindo o achando fofo e muito gentil

- Adoraria, obrigada. Vale qualquer tópico? Posso ser indiscreta, mal educada.

Ele sorriu a olhando fixamente nos olhos

- Acho pouco provável, você não me parece esse tipo de pessoa. Vá em frente, oque gostaria de me perguntar?

As bebidas foram servidas, dois sucos, ela sorriu admirada

- Trapaceou né? É o meu suco diferentão.

Ele pegou o guarda napo de volta

- Memória fotográfica é um defeito ou qualidade?

Ela pensou pra responder, chegou na mesa uma porção de torradas com pequenas porções de patês diferentes, ele pediu exatamente o que ela queria experimentar, a surpreendeu por ser tão detalhista.

Conversaram muito sobre coisas aleatórias, não falaram de família e nem de trabalho, foi um encontro muito agradável que fluiu naturalmente, ele era experiente nisso, a deixou bastante à vontade, achando que já ia pelo menos dormir com ela.

Já estava ficando tarde, ela disse que precisava ir embora, ele pagou a conta, foi cavalheiro o tempo todo, a levou embora conversando sobre músicas e festas, percebeu que ela era mais bobinha, do que parecia, as meninas da república não acordaram com ela chamando no portão, então toda espoleta pediu ajuda para pular o muro.

Ele estava encostado no carro, a olhando pensando em convidar para dormirem juntos, começou rir a olhando ficar descalça, deu apoio e a ajudou pular o muro, ele desejou sorte na entrevista, a aconselhou ir cedo fazer um boletim de ocorrência sobre o roubo, ela entrou rindo e foi dormir feliz por ter o conhecido.

Se pegou pensando que sem o avô para vigiar, poderia fazer qualquer coisa, namorar, curtir um pouco, se relacionar sem compromisso.

Yusuf não precisou nem intervir na seleção, foi trabalhar depois do almoço, quando perguntou sobre o processo seletivo, soube que ela foi selecionada para a vaga, com as melhores notas e currículo, a secretária conseguiu contatar ela pelo número da colega que morava junto, em uma semana ela iria começar a trabalhar.

Comprou um celular parcelado, ficou cheia de expectativas para vê-lo, fantasiando um romance, começou a trabalhar meio perdida, andava querendo vê-lo, mas sem saber o nome, não teve como perguntar.

Ela estava fazendo funções de almoxarifado, ajudando uma das secretárias, eram muitas coisas e cobranças, a vontade foi de desistir no segundo dia já.

Na primeira vez que se encontraram foi uma bela surpresa, ela derrubou uma pasta com vários papéis aos pés dele, no corredor, conversaram brevemente, ele perguntou se estava tudo bem, foi bastante frio indiferente, ela respondeu sem jeito envergonhada, logo soube quem era ele, filho do dono da empresa.

As colegas ainda deram risada falando que ela ia ser demitida, por encostar nos pés dele, não se viram mais de perto, outro dia trocaram olhares apenas, ele sempre conversava com todos, era educado quase sempre, ela já desistiu, se sentindo inferiorizada e tola, por ter criado tantas expectativas, com um simples encontro.

De início ele pensou em desistir, mas vê-la trabalhando, sempre cabisbaixa, o atraiu, como um desafio pessoal, ele era muito vítima, da ânsia de ter o tédio de possuir.

Achou que ela de classe média baixa, jovem e humilde, não teve medo de a caçar, ainda que escondido para não misturar trabalho e diversão.

Alguns dias depois, ele a convidou no email pessoal para ir a um festival de doces gourmet, mandou o panfleto do evento e escreveu

" Oii quer sair comigo? "

Apreensiva ela aceitou, respondeu com medo de ser exposta

" Sim!! "

Ele falou por email mesmo, o dia e hora, que iria buscá-la, teve certeza que ela não contaria a ninguém, marcaram em uma sexta feira, ela ficou muito animada, foi de calça jeans escura, sapato de salto nude e uma camisa de seda preta, de mangas compridas, saiu empolgada e virou motivo de chacota na república, as outras eram bem mais saídas e experientes, a achavam insossa, boba e brega, ficaram falando que ela ia a um encontro, vestida como uma senhora.

Yusuf chegou no horário, usando uma roupa mais casual, calça jeans jogger bege, camiseta Polo preta, tênis casual adidas branco, estava todo arrumadinho, bem diferente do dia a dia, ele ficou encostado no carro, a esperando, ela saiu rindo sem acreditar que tinha um encontro, levou um tropeço no portão, quase caiu e arranhou o sapato, ficou envergonhada.

Ele se aproximou rindo muito, a beijou no rosto

- Oi, tudo bem? Machucou?

- Está linda!

Ela disse que estava, ficou corada de vergonha, ele abriu a porta do carro, quando entrou disse que tinha feito uma play list especial, mas que estava com vergonha de mostrar, ela estava nitidamente nervosa segurando as mãos, balançando a perna, pediu para ver.

Ele colocou músicas antigas, MPB, a primeira foi " Gostava tanto de você - Tim Maia " Ela disse que com certeza ia gostar de todas, ele sorriu enquanto dirigia

- Você pode ficar a vontade comigo, parece um pouco tensa.

- E aí como estão as coisas? O trabalho novo?

Ela mal conseguia olhar pra ele, parou para pensar que ele poderia tentar fazer algo, beijar ou ir além, e depois ela teria que olhar pra ele, todos os dias.

Foram conversando sobre comidas, quando chegaram no evento, ele deixou o carro em um estacionamento pago, ofereceu a mão assim que desceram

- Quer ajuda? Cuidado com as pedras.

- Porque sempre usa salto alto?

- Gosta de ficar por cima?

Ela segurou sutilmente, começou rir muito pensando besteira

- Gosto de ficar alta. Você já jantou?

Sentindo a mão dela gelada, suada, ele disse que sim, a olhou com ma ldade

- Na cama, ficamos todos na mesma altura.

- Você já é alta sem o salto.

- Jantei sim e você? Está com fome?

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