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Aliança de Sangue, Coração Partido

Aliança de Sangue, Coração Partido

Autor:: Mu Xiao Ou
Gênero: Moderno
Minha carreira de arquiteto finalmente decolava, e meu futuro com Ana, minha noiva, parecia perfeito. O ar da festa beneficente cheirava a sucesso, mas tudo desmoronou quando a vi do outro lado do salão, deslumbrante, de braços dados com um idoso a quem chamava de "vovô". Ela, a mulher que se preocupava com cada centavo, usava um vestido que valia mais que o nosso aluguel, e o pior: um dos meus sócios a apresentou como "neta" de um dos investidores mais importantes da minha empresa. Eu a confrontei, chocado e confuso, e ela se agarrou a um homem, Lucas, que ela jurava ser um "ex distante", fazendo uma cena de vítima que me pintou como o vilão. Fui humilhado, expulso da festa e tive meu emprego ameaçado por "assediar a neta do Sr. Almeida", tudo enquanto meu coração gritava que eu estava sendo traído. Ela veio me procurar, chorando, tecendo uma história comovente sobre ser a cuidadora de um idoso solitário, e eu, um tolo, quis acreditar, a perdoei, mas o cheiro do perfume de Lucas no cabelo dela acendeu um alerta. Na manhã seguinte, recebi a notícia devastadora: Ana tentou roubar meio milhão da conta do Sr. Almeida e sumiu, forjando uma emergência enquanto eu dormia. Mas a farsa dela era ainda mais profunda: ela reapareceu com um presente de aniversário de noivado, agindo como se nada tivesse acontecido, e então vi, um anel surrado no dedo dela, uma aliança. Peguei o celular dela e lá estava a verdade, brutal e fria, mensagens de "Amor ❤️" - Lucas - detalhando o golpe, zombando de mim, e então descobri: eles eram casados, e eu, o idiota, a ponte para o crime. A raiva me impulsionou a ir até o apartamento de Lucas, onde os flagrei celebrando, e então a confissão mais cruel: eles não eram apenas golpistas, eram os assassinos dos meus pais, que sabotaram o carro, e Ana, cúmplice no laudo forense, me usou, sabendo de tudo. A humilhação foi completa, a dor era insuportável, mas me recusei a ser a vítima e fiz um plano, uma armadilha para os dois, para que a verdade viesse à tona. Eu liguei para a polícia, denunciei o crime, e eles foram pegos em flagrante, com a confissão gravada, a justiça ia ser feita. Lucas e Ana foram condenados, e eu, Ricardo, renasci das cinzas, limpando meu nome e reconstruindo minha vida, tijolo por tijolo, na verdade e na memória de quem eu amava.

Introdução

Minha carreira de arquiteto finalmente decolava, e meu futuro com Ana, minha noiva, parecia perfeito.

O ar da festa beneficente cheirava a sucesso, mas tudo desmoronou quando a vi do outro lado do salão, deslumbrante, de braços dados com um idoso a quem chamava de "vovô".

Ela, a mulher que se preocupava com cada centavo, usava um vestido que valia mais que o nosso aluguel, e o pior: um dos meus sócios a apresentou como "neta" de um dos investidores mais importantes da minha empresa.

Eu a confrontei, chocado e confuso, e ela se agarrou a um homem, Lucas, que ela jurava ser um "ex distante", fazendo uma cena de vítima que me pintou como o vilão.

Fui humilhado, expulso da festa e tive meu emprego ameaçado por "assediar a neta do Sr. Almeida", tudo enquanto meu coração gritava que eu estava sendo traído.

Ela veio me procurar, chorando, tecendo uma história comovente sobre ser a cuidadora de um idoso solitário, e eu, um tolo, quis acreditar, a perdoei, mas o cheiro do perfume de Lucas no cabelo dela acendeu um alerta.

Na manhã seguinte, recebi a notícia devastadora: Ana tentou roubar meio milhão da conta do Sr. Almeida e sumiu, forjando uma emergência enquanto eu dormia.

Mas a farsa dela era ainda mais profunda: ela reapareceu com um presente de aniversário de noivado, agindo como se nada tivesse acontecido, e então vi, um anel surrado no dedo dela, uma aliança.

Peguei o celular dela e lá estava a verdade, brutal e fria, mensagens de "Amor ❤️" - Lucas - detalhando o golpe, zombando de mim, e então descobri: eles eram casados, e eu, o idiota, a ponte para o crime.

A raiva me impulsionou a ir até o apartamento de Lucas, onde os flagrei celebrando, e então a confissão mais cruel: eles não eram apenas golpistas, eram os assassinos dos meus pais, que sabotaram o carro, e Ana, cúmplice no laudo forense, me usou, sabendo de tudo.

A humilhação foi completa, a dor era insuportável, mas me recusei a ser a vítima e fiz um plano, uma armadilha para os dois, para que a verdade viesse à tona.

Eu liguei para a polícia, denunciei o crime, e eles foram pegos em flagrante, com a confissão gravada, a justiça ia ser feita.

Lucas e Ana foram condenados, e eu, Ricardo, renasci das cinzas, limpando meu nome e reconstruindo minha vida, tijolo por tijolo, na verdade e na memória de quem eu amava.

Capítulo 1

O ar da noite estava carregado com o cheiro de sucesso, uma mistura de perfume caro e champanhe borbulhante. Eu, Ricardo, um arquiteto cuja carreira finalmente decolava, sentia-me em casa naquele salão. Minha empresa estava celebrando um ano de projetos lucrativos em uma festa de gala beneficente, e eu tinha todos os motivos para sorrir. O principal deles era o futuro que eu planejava com Ana, minha noiva.

Eu a amava. Amava sua doçura, sua dedicação aparente. Ela me disse que estaria trabalhando até tarde, cuidando de um paciente em seu emprego como "cuidadora". Era um trabalho que ela descrevia como exigente, mas gratificante.

Por isso, quando a vi do outro lado do salão, meu coração parou por um instante.

Ela não estava usando seu uniforme simples de cuidadora. Estava deslumbrante em um vestido de seda azul que eu nunca tinha visto, um que certamente custava mais do que o aluguel do nosso apartamento. Seu braço estava entrelaçado ao de um homem idoso, frágil, que se apoiava nela com uma confiança familiar. Ela ria, uma risada cristalina que ecoava pelo salão, enquanto inclinava a cabeça para ouvir o que ele dizia.

Aquilo não fazia sentido. A mulher que eu conhecia, a mulher que se preocupava com cada centavo, não estaria ali, vestida daquela forma, agindo com tanta naturalidade entre os ricos e poderosos. Meu cérebro tentava processar a cena, mas as peças não se encaixavam.

Atravessei o salão, o sorriso congelado no meu rosto, enquanto as pessoas me cumprimentavam. Minha mente estava em um túnel, focada apenas nela. Quando me aproximei, a ouvi dizer ao velho senhor:

"Vovô, o senhor precisa beber um pouco de água."

Vovô?

O que significava aquilo?

"Ana?", chamei, minha voz saindo mais firme do que eu esperava.

Ela se virou. Por uma fração de segundo, vi pânico em seus olhos, uma emoção crua e desprotegida. Mas desapareceu tão rápido quanto surgiu, substituída por um sorriso radiante, ainda que um pouco forçado.

"Ricardo! Meu amor! Que surpresa maravilhosa!", ela exclamou, um pouco alto demais.

A atmosfera ao nosso redor mudou instantaneamente. O velho senhor olhou para mim com curiosidade, e algumas pessoas próximas pararam de conversar para observar.

"Eu achei que você estivesse trabalhando", eu disse, tentando manter minha voz baixa, mas a confusão e a dor já começavam a borbulhar dentro de mim.

"E estou!", ela respondeu rapidamente, apertando o braço do velho senhor. "Este é o Sr. Almeida. Vovô, este é Ricardo, meu noivo."

Ela se virou para mim, seus olhos suplicando para que eu entrasse no jogo.

"Meu amor, o Sr. Almeida insistiu que eu o acompanhasse hoje. É uma noite importante para a clínica."

Clínica. Ela trabalhava em uma clínica de luxo. Outro detalhe que ela convenientemente omitiu. Ela sempre me fez acreditar que era um asilo modesto.

Antes que eu pudesse responder, um dos sócios da minha empresa se aproximou, sorrindo.

"Ricardo! Não sabia que você conhecia a neta do Sr. Almeida! Ele é um dos nossos investidores mais importantes!"

Neta.

A palavra me atingiu como um soco no estômago. Eu olhei para Ana, que mantinha o sorriso no rosto, mas seus dedos apertavam meu braço com uma força desesperada.

"Sim...", consegui murmurar. "Ana é cheia de surpresas."

O sócio riu e se afastou, deixando um silêncio pesado entre nós.

Levei-a para um canto mais afastado, perto das portas de vidro que davam para o jardim.

"Que porra é essa, Ana?", perguntei, a raiva começando a superar a confusão. "Neta? Vovô? Que merda de brincadeira é essa?"

"Sshhh! Fale baixo!", ela sibilou, olhando nervosamente ao redor. "Você vai estragar tudo."

"Estragar o quê? Sua grande mentira? Há quanto tempo isso está acontecendo?"

"Não é o que você está pensando, Ricardo. É complicado."

"Então me explica! Porque da onde eu estou, parece que minha noiva é uma mentirosa."

Ela recuou, seu rosto se contorcendo em uma expressão de mágoa.

"Eu não acredito que você está me acusando assim. Aqui. Na frente de todo mundo", ela disse, sua voz tremendo. "Eu faço tudo por nós, e é assim que você me agradece? Com desconfiança e acusações?"

Ela era boa. Mestra em virar o jogo, em me fazer sentir o vilão. Mas desta vez, a imagem dela com aquele vestido caro e a palavra "neta" ecoando na minha cabeça eram fortes demais.

A farsa estava apenas começando a se revelar, e eu sentia um frio na espinha ao pensar no que mais ela estava escondendo.

Capítulo 2

No momento em que a discussão esquentava, um homem alto e charmoso se aproximou de nós. Ele tinha um sorriso fácil e um olhar que parecia avaliar a situação em segundos.

"Ana? Tudo bem por aqui?", ele perguntou, colocando uma mão protetora no ombro dela. Ele olhou para mim com uma sobrancelha arqueada. "Algum problema?"

Ana imediatamente se agarrou a ele, como se ele fosse sua tábua de salvação.

"Lucas! Graças a Deus. Ricardo está... ele não está entendendo a situação."

Lucas. O nome me era familiar. O ex-namorado. Aquele que ela me garantiu que era apenas um amigo distante, uma página virada em sua vida. Vê-lo ali, agindo como seu protetor, fez meu sangue ferver.

"Acho que quem não está entendendo sou eu", eu disse, olhando diretamente para Lucas. "O que você está fazendo aqui?"

"Eu sou amigo da família do Sr. Almeida", ele respondeu, com uma calma irritante. "Estou aqui para garantir que ele e Ana tenham uma noite agradável. E você, cara, parece que está atrapalhando."

A intervenção dele mudou completamente a dinâmica. Para qualquer um que olhasse de fora, eu era o namorado ciumento e agressivo, e ele, o cavalheiro defensor. A armadilha era perfeita.

Ana aproveitou a deixa. Seus olhos se encheram de lágrimas, e sua voz saiu embargada.

"Lucas, por favor... ele está me acusando... ele acha que eu estou mentindo." Ela soluçou, enterrando o rosto no peito dele.

A cena era patética e brilhantemente executada. As pessoas ao redor começaram a cochichar, seus olhares se voltando para mim com desaprovação. Eu podia sentir o julgamento em seus olhos. O arquiteto promissor que não sabia tratar sua noiva. A raiva me deixou sem palavras. Eu estava sendo pintado como o monstro em uma peça que eu nem sabia que estava em cartaz.

Lucas me lançou um olhar de superioridade.

"Acho melhor você ir embora", ele disse, em um tom baixo e ameaçador. "Você está causando uma cena. Não manche a reputação da sua empresa."

Dois seguranças do evento, discretos mas imponentes, apareceram ao lado dele, como se tivessem sido chamados por um sinal invisível. A humilhação foi completa. Eu era um intruso na minha própria festa, expulso pelo ex-namorado da minha noiva.

Sem escolha, dei um passo para trás, lancei um último olhar para Ana, que se recusava a me encarar, e saí do salão. O ar frio da noite bateu no meu rosto, mas não conseguiu apagar o fogo da vergonha e da raiva que queimava dentro de mim.

No dia seguinte, as consequências chegaram. Meu chefe me chamou em sua sala. A porta fechada já era um mau sinal.

"Ricardo, sente-se", ele disse, seu tom era grave. "Recebi uma ligação da família Almeida esta manhã. Eles estão... insatisfeitos."

Meu coração afundou.

"O que aconteceu na festa de ontem à noite? A neta do Sr. Almeida, Ana, estava muito abalada. Disseram que você a assediou publicamente."

"Isso não é verdade! Ela é minha noiva! Ela mentiu pra mim, disse que..."

"Ricardo", ele me interrompeu. "Eu não quero saber dos seus problemas pessoais. O que eu sei é que os Almeida são investidores cruciais para o projeto do novo centro comercial. Um projeto que, aliás, está sob sua liderança. Eles estão ameaçando retirar o financiamento se não tomarmos uma atitude."

A ameaça pairava no ar. Minha carreira, tudo pelo que eu trabalhei tanto, estava em risco por causa de uma mentira que eu ainda não entendia completamente.

"Eu vou consertar isso", eu disse, desesperado.

"É bom mesmo", ele respondeu. "Você tem uma semana para acalmar as coisas com eles. Caso contrário, terei que te remover do projeto."

Saí da sala dele me sentindo oco. O trabalho da minha vida estava escorrendo pelos meus dedos.

Naquela noite, a campainha do meu apartamento tocou. Era Ana. Ela estava com o rosto inchado de chorar, vestindo roupas simples, a imagem da garota doce e arrependida que eu conhecia.

"Ricardo...", ela começou, a voz fraca. "Podemos conversar?"

Eu a deixei entrar. Parte de mim queria bater a porta na cara dela, mas outra parte, a parte tola que ainda a amava, precisava de respostas.

Ela se sentou no sofá e desabou em lágrimas.

"Eu sinto muito. Eu sinto muito por tudo", ela soluçou. "Eu deveria ter te contado desde o início, mas eu tive tanto medo."

E então, ela começou a tecer sua história. Uma história triste e comovente sobre um velho solitário, abandonado pela família gananciosa, que a via como a neta que nunca teve. Ela disse que só queria lhe dar um pouco de alegria em seus últimos dias, e que o disfarce de "neta" era apenas para protegê-lo dos parentes que só queriam seu dinheiro.

"E o Lucas?", perguntei, a voz fria.

"Ele é amigo do Sr. Almeida há anos. Ele me ajuda a protegê-lo. É só isso, eu juro. Ele sabe o quanto eu te amo."

Ela se aproximou, pegou minhas mãos. Seus olhos estavam cheios de uma sinceridade que parecia real.

"Eu sei que errei em esconder isso de você, meu amor. Mas eu fiz por uma boa causa. Você acredita em mim, não acredita? Eu fiz por bondade. Você, mais do que ninguém, sabe como eu sou."

Ela estava mirando diretamente na minha maior fraqueza: meu idealismo, minha crença de que as pessoas são fundamentalmente boas. Ela sabia exatamente quais botões apertar. E, contra todo o meu instinto, eu comecei a ceder.

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