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Alma Reencarnada, Destino Reescrito

Alma Reencarnada, Destino Reescrito

Autor:: Meng Xin Yu
Gênero: Xuanhuan
A dor aguda no meu ventre, um eco fantasma de uma vida que se esvaía, me despertou. Abri os olhos, o cheiro familiar de sândalo preenchendo o quarto, mas por um instante, não soube onde estava. Então, a memória me atingiu como uma onda violenta: a poção amarga que Clara me forçou a beber, o sangue manchando minhas coxas, a vida do meu filho se desvanecendo junto com a minha. As últimas palavras dela ecoaram, cheias de desprezo: "Como posso deixar uma bastarda me dominar?" Eu estava morta, lembrava-me do frio, da escuridão. Mas agora, estava viva! Minhas mãos não eram esqueléticas, minha barriga estava lisa, mas com uma sutil pulsação de vida. Era o dia em que o médico da corte confirmou minha gravidez. Eu havia renascido. Uma risada seca escapou dos meus lábios, misto de soluço e alívio. A dor, a raiva, a traição – tudo ainda queimava em mim, mas junto à agonia, surgiu uma determinação fria e cortante. Desta vez, as coisas seriam diferentes. Clara, minha irmã adotiva, a quem eu ingenuamente amei e confiei, me roubou tudo na vida passada: meu marido, meu filho, minha vida. Lucas, meu marido, o Quarto Príncipe, viu-me apenas como um recipiente para seu herdeiro, e sua afeição foi facilmente desviada pela manipulação de Clara. Eu fui uma tola, acreditando que o amor solidificaria nosso casamento. Minha felicidade foi o gatilho para a inveja dela, o início do meu fim. Eles me destruíram, e eu morri acreditando em sua bondade, sem saber da teia de mentiras e traições. Em meio ao desespero, fui incapaz de lutar, de entender por que tanto ódio. Mas agora, a sabedoria da morte me trouxe de volta. Este não seria um conto de vítimas, mas de vingança. Com um sorriso gelado e um plano meticuloso, prometi a mim mesma que os faria pagar. Desta vez, eu protegeria meu filho. Eu seria a manipuladora, a estrategista. O jogo havia apenas começado. E o primeiro movimento seria mandar uma mensagem para Clara: "Tenho ótimas notícias e quero compartilhá-las com você primeiro."

Introdução

A dor aguda no meu ventre, um eco fantasma de uma vida que se esvaía, me despertou.

Abri os olhos, o cheiro familiar de sândalo preenchendo o quarto, mas por um instante, não soube onde estava.

Então, a memória me atingiu como uma onda violenta: a poção amarga que Clara me forçou a beber, o sangue manchando minhas coxas, a vida do meu filho se desvanecendo junto com a minha.

As últimas palavras dela ecoaram, cheias de desprezo: "Como posso deixar uma bastarda me dominar?"

Eu estava morta, lembrava-me do frio, da escuridão.

Mas agora, estava viva!

Minhas mãos não eram esqueléticas, minha barriga estava lisa, mas com uma sutil pulsação de vida.

Era o dia em que o médico da corte confirmou minha gravidez.

Eu havia renascido.

Uma risada seca escapou dos meus lábios, misto de soluço e alívio.

A dor, a raiva, a traição – tudo ainda queimava em mim, mas junto à agonia, surgiu uma determinação fria e cortante.

Desta vez, as coisas seriam diferentes.

Clara, minha irmã adotiva, a quem eu ingenuamente amei e confiei, me roubou tudo na vida passada: meu marido, meu filho, minha vida.

Lucas, meu marido, o Quarto Príncipe, viu-me apenas como um recipiente para seu herdeiro, e sua afeição foi facilmente desviada pela manipulação de Clara.

Eu fui uma tola, acreditando que o amor solidificaria nosso casamento.

Minha felicidade foi o gatilho para a inveja dela, o início do meu fim.

Eles me destruíram, e eu morri acreditando em sua bondade, sem saber da teia de mentiras e traições.

Em meio ao desespero, fui incapaz de lutar, de entender por que tanto ódio.

Mas agora, a sabedoria da morte me trouxe de volta.

Este não seria um conto de vítimas, mas de vingança.

Com um sorriso gelado e um plano meticuloso, prometi a mim mesma que os faria pagar.

Desta vez, eu protegeria meu filho.

Eu seria a manipuladora, a estrategista.

O jogo havia apenas começado.

E o primeiro movimento seria mandar uma mensagem para Clara: "Tenho ótimas notícias e quero compartilhá-las com você primeiro."

Capítulo 1

A dor aguda na parte inferior do meu abdômen me despertou, um eco fantasma de uma vida passada. Abri os olhos lentamente, a luz do sol da tarde entrando pela janela e poeira dançando no feixe de luz. O cheiro de sândalo no quarto era familiar, mas por um momento, meu cérebro não conseguiu processar onde eu estava.

Então, a memória me atingiu como uma onda violenta. A poção amarga que Clara me forçou a beber, o sangue manchando minhas coxas, a vida do meu filho se esvaindo junto com a minha. As últimas palavras dela ecoaram em minha mente, cheias de desprezo e triunfo.

"Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é dela e daquele bastardo por estarem no meu caminho!"

Meu corpo tremeu incontrolavelmente. Eu estava morta. Eu me lembrava do frio, da escuridão.

Mas agora... eu estava viva.

Olhei para minhas mãos. Elas não eram as mãos esqueléticas e pálidas da mulher que morreu na cama, mas sim cheias e saudáveis. Toquei meu rosto, minha barriga. Estava lisa, mas havia uma sensação sutil, uma pulsação de vida que eu conhecia muito bem.

Era o dia. O dia em que o médico da corte confirmou minha gravidez.

Eu renasci.

Uma risada seca escapou dos meus lábios, um som que era meio soluço, meio alívio. A dor, a raiva, a traição... tudo ainda estava fresco, queimando dentro de mim. Mas junto com a agonia, uma nova sensação surgiu: uma determinação fria e cortante.

Desta vez, as coisas seriam diferentes.

A porta se abriu suavemente e minha empregada, Lúcia, entrou com uma bandeja. Ao me ver acordada, ela sorriu.

"Senhora, você acordou. O médico disse que a senhora precisava descansar. Como se sente?"

Olhei para Lúcia. Na minha vida anterior, foi ela quem me serviu a poção final de Clara, seus olhos cheios de uma mistura de pena e ganância. Ela foi comprada, corrompida pela promessa de um futuro melhor ao lado de Clara.

Agora, seu rosto era apenas o de uma jovem empregada, ansiosa para agradar.

"Estou bem, Lúcia. O médico já foi?"

"Sim, senhora. Ele deixou as instruções para sua dieta. Ele parecia muito feliz."

Claro que ele estava feliz. A primeira gravidez da esposa do Quarto Príncipe era uma grande notícia. Significava estabilidade, um herdeiro, favor do imperador.

Na minha vida anterior, eu corri para contar a Lucas, o Quarto Príncipe, meu marido. Eu estava radiante, acreditando que um filho solidificaria nosso casamento e me traria a afeição que eu tanto desejava. Que tola eu fui. Minha felicidade foi o gatilho para a inveja de Clara, o início do meu fim.

"Lúcia," eu disse, minha voz calma e firme, "prepare um banho para mim. E depois, mande uma mensagem para minha irmã, Clara. Diga a ela que tenho ótimas notícias e quero compartilhá-las com ela primeiro."

Lúcia pareceu surpresa.

"Sua irmã, senhora? Não vai contar ao Príncipe primeiro?"

"O Príncipe está ocupado com os assuntos do estado," eu disse, inventando uma desculpa facilmente. "Minha irmã e eu somos muito próximas. Quero que ela seja a primeira a saber. É uma coisa de irmãs."

Um brilho de compreensão, ou talvez de pena pela minha ingenuidade, passou pelos olhos de Lúcia. Ela não sabia que eu estava lhe dando exatamente o que ela queria.

Enquanto Lúcia saía para cumprir minhas ordens, olhei para o meu reflexo no espelho de bronze. A mulher que me encarava era jovem, bonita, mas seus olhos continham uma sabedoria e uma dor que não pertenciam à sua idade.

Clara, minha querida irmã adotiva. Ela rejeitou o casamento com Lucas porque estava apaixonada por Miguel, um estudioso pobre. Eu, a filha adotiva sem importância, fui usada para preencher a vaga. Mas quando Clara viu a glória e o poder que ela havia desprezado, o arrependimento a corroeu. Ela voltou, cheia de inveja, e tirou tudo de mim.

Ela acreditava que eu havia roubado o que era dela por direito. Ela me via como uma usurpadora.

Desta vez, eu lhe daria de bom grado o que ela tanto desejava.

Dizem que o que não se tem é sempre o mais desejado. A fruta proibida é a mais doce. Eu ia me certificar de que Clara e Lucas tivessem um ao outro. E eu me sentaria e assistiria enquanto eles se destruíam.

Meu filho... desta vez, eu o protegeria. Eu garantiria que ele não apenas vivesse, mas que tivesse tudo. E para isso, eu precisava ser calculista. Precisava ser manipuladora. Precisava ser tudo o que eles me acusaram de ser, e muito mais.

A primeira peça do meu jogo estava prestes a ser movida. Clara estava a caminho, ansiosa para ouvir minhas "boas notícias". E eu estava ansiosa para ver o rosto dela.

Capítulo 2

Clara chegou menos de uma hora depois, seu rosto uma máscara de preocupação fingida. Ela usava um vestido simples, de cor clara, que a fazia parecer pura e inocente, uma fada que não pertencia a este mundo mundano. Era sua aparência preferida, aquela que enganava a todos.

"Sofia, querida! Lúcia me disse que você não estava se sentindo bem. O que aconteceu? Estou tão preocupada!"

Ela correu para o meu lado, pegando minha mão com as dela, que estavam frias. Olhei para o rosto dela, o mesmo rosto que me assombrou em meus pesadelos. Por um segundo, a raiva ameaçou me sufocar, mas eu a forcei a recuar, substituindo-a por um sorriso suave.

"Não se preocupe, Clara. Na verdade, são ótimas notícias."

Fiz uma pausa dramática, observando a expectativa crescer em seus olhos.

"Estou grávida."

O sorriso de Clara congelou por uma fração de segundo antes de se alargar em uma expressão de alegria extática. Era uma performance digna de uma atriz talentosa.

"Grávida? Oh, Sofia, isso é maravilhoso! Estou tão feliz por você! E pelo Príncipe Lucas! Ele deve estar nas nuvens!"

"Ele ainda não sabe," eu disse, baixando os olhos timidamente. "Eu queria que você fosse a primeira a saber. Você é minha única família de verdade aqui."

A culpa cintilou em seus olhos, mas foi rapidamente substituída por um brilho de oportunidade. Ela me abraçou com força.

"Oh, sua boba. Claro que somos família. Você pode contar comigo para tudo. Absolutamente tudo."

"Eu sei," eu sussurrei. "É por isso que eu preciso da sua ajuda."

Afastei-me, olhando para ela com a maior sinceridade que consegui fingir. "Lucas... ele tem estado tão ocupado ultimamente. E ele tem certas... necessidades. Eu, na minha condição, não posso atendê-lo como deveria."

O rosto de Clara ficou vermelho, uma mistura de falsa modéstia e interesse genuíno.

"Sofia, o que você está dizendo..."

"Eu estou dizendo que preciso de alguém de confiança para cuidar dele. Alguém que entenda suas preferências. Alguém que possa... mantê-lo satisfeito."

Olhei na direção de Lúcia, que estava parada discretamente em um canto da sala. "Lúcia é uma boa moça. Leal. E ela sabe como preparar o chá de ginseng que o Príncipe tanto gosta."

Na minha vida anterior, Lúcia se tornou a concubina de Lucas. Foi um presente de Clara para ele, uma forma de colocar uma espiã ao meu lado. Lúcia, faminta por poder, agarrou a oportunidade e me traiu sem hesitar.

Desta vez, eu mesma a colocaria na cama de Lucas.

Clara ficou chocada. Ela me olhou como se eu tivesse enlouquecido.

"Sofia! Você não pode estar falando sério! Dar sua própria criada para seu marido? Isso é... isso é imprudente!"

Ah, a ironia. Ela estava preocupada que Lúcia pudesse se tornar uma ameaça para mim, quando, na realidade, ela estava preocupada que Lúcia pudesse se tornar uma ameaça para os planos dela.

"É a única maneira," eu disse, minha voz cheia de uma falsa resignação. "Eu preciso garantir que o Príncipe esteja feliz. Um homem feliz é um marido leal. E o mais importante, um pai presente para o nosso filho. Além disso," eu acrescentei, olhando para o chão, "é melhor que seja alguém que eu conheço e confio, do que uma estranha que poderia tentar minar minha posição."

Minha lógica era impecável para uma esposa virtuosa e um pouco ingênua. Clara não podia argumentar contra isso sem revelar sua própria natureza egoísta.

Ela hesitou, seus pensamentos girando visivelmente. Provavelmente, ela estava calculando como essa nova dinâmica a beneficiaria. Ter Lúcia como aliada no harém de Lucas seria útil.

"Se você tem certeza..." ela disse finalmente, sua voz cheia de falsa compaixão. "Eu só me preocupo com você, Sofia."

"Eu sei. E é por isso que confio em você para me ajudar a convencer Lucas," eu disse, selando o acordo.

Mais tarde naquele dia, quando Lucas voltou para casa, eu o recebi com um sorriso. Contei a ele sobre a gravidez, e ele ficou genuinamente feliz, embora sua alegria estivesse mais focada no que um herdeiro significaria para sua posição na corte do que no milagre da vida.

Enquanto ele comemorava, eu fiz minha proposta.

"Lucas, meu amor, agora que estou grávida, o médico disse que preciso ter muito cuidado. Não poderei... servi-lo como antes por um tempo."

Ele franziu a testa, a decepção evidente.

"Mas eu pensei em uma solução," continuei rapidamente. "Lúcia. Ela é discreta e sabe exatamente como você gosta das coisas. Ela pode cuidar de você enquanto eu me concentro em cuidar do nosso filho."

Lucas me olhou com desconfiança. Era uma proposta incomum para uma esposa principal.

"Você tem certeza disso, Sofia? Não ficará com ciúmes?"

"Meu único desejo é a sua felicidade e o bem-estar do nosso filho," eu disse, a imagem perfeita da esposa abnegada. "Se você estiver feliz, eu estarei feliz."

Sua ambição e ego superaram sua desconfiança. A ideia de ter uma nova mulher, sancionada por sua própria esposa, era atraente demais para resistir. Ele concordou.

No dia seguinte, a mãe de Lúcia, uma das cozinheiras da propriedade, veio me ver. Ela se curvou tão baixo que sua testa quase tocou o chão, seu rosto radiante de alegria e orgulho.

"Minha senhora, eu não sei como agradecer! Você deu à minha Lúcia uma oportunidade de uma vida inteira! Nós nunca esqueceremos sua bondade! Nunca!"

Eu sorri para ela, um sorriso vazio. "Lúcia é uma boa moça. Ela merece."

Enquanto ela se afastava, praticamente flutuando de felicidade, eu me virei para a janela. O primeiro peão estava em posição. Lúcia agora estava no pátio interno de Lucas, exatamente onde eu queria. Ela pensava que estava subindo na vida, uma recompensa pela sua lealdade.

Ela não fazia ideia de que era apenas o começo da minha vingança. A mesma ambição que a levou a me trair na vida passada seria a sua ruína nesta. E eu me certificaria disso.

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