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Almas Opostas

Almas Opostas

Autor:: Gabriela.B
Gênero: Bilionários
Klaus Uckermann é o multimilionário mais cobiçado de toda Europa e América Latina. E em uma de suas muitas viagens à negócio acaba parando no Brasil por um tempo. Katherine Blumem é uma mulher de vinte anos e atendente de caixa de um supermercado na barra da tijuca. E sonha em algum dia, ser uma grande e reconhecida médica. Dois mundos completamente distintos que nunca se encontrariam, se não fosse por um terrível assalto ao banco.

Capítulo 1 chapitre un

Klaus Uckermann

Quando o helicóptero XEWW pousou no terraço do prédio da empresa, meus seguranças, ou melhor, meus homens de preto, ou guarda-costas, já estavam todos, sem exceção devidamente me esperando perto das escadas. Jhom, Jhosh e Lyra Grey também estavam me esperando um pouco mais á frente do helicóptero

O Piloto e Co-piloto desligaram o motor fazendo as asas de cima pararem. Meus seguranças se aproximaram e Brayan abriu a porta ao seu lado saindo no mesmo instante, assim, que coloquei os meus pés em solo, meus homens, no total de cinco, se fecharam em minha volta e na de Brayan... Jhom, Jhosh e Lyra se aproximaram com toda elegância de berço.

Brayan tirou seu Tablet da pasta, pronto para começar a notar tudo que for dito de importante.

Jhom - Seja muito Bem-Vindo. Ditou as palavras sem tirar seu riso do rosto.

Lyra - Aos Edicificios Grey-Cooptiion. mordeu os lábios tentando me analisar, mas os armários em minha volta a impediam de me disfrutar.

Jhosh - E esperamos que volte. ele completou meio entediado.

Então éramos nós dois.

- Obrigado pelas Boas vindas. agradeci

- Esse é meu secretario e assistente pessoal Brayan Foster. o apresentei rapidamente.

Brayan apenas acenou levemente com a cabeça junto com os irmãos Grey.

Jhom - Então Sr.Uckermann por favor nos siga . pediu antes de começar andar até a escada.

Respirei fundo, vamos voltar ao trabalho.

Tínhamos entrando na sala de reuniões da presidência Grey-Cooptiion, na qual os meus seguranças não puderam entrar e estavam em frente a sala. Na mesa estava os irmãos Grey, dois acionista da minha empresa, dois das empresas Grey, eu e Brayan.

Jhom se sentava na cadeira presencial na ponta da mesa, ao seu lado direito Jhosh, Augustu e Magno, meus acionistas e também Lyra que não perdia o seu precioso tempo da sua atenção para a reunião e sim, em mim.

Ao lado esquerdo de Jhom, estavam seus dois acionistas, Maycon e Jennete e por fim Brayan e eu em frente á Lyra que sorria disfarçadamente.

A reunião durou cerca de duas horas, Augustus e Magno não aprovavam a idéia da grande empresa Grey fornecer as propagandas do mais novo Hotel em Portugal, e muito menos fazer a propaganda de toda as devidas rede de Hotel Uckermann`s.

O que já estava me estressando com toda aquela situação, eu não conseguia entender, como o meu pai pôde colocar Magno e Augustus como os acionistas da empresa. Eles só querem fazer o que lhe derem vontade e se acham os donos da empresa.

Não sei como ele não viu isso antes. Mas claro, meu pai mal ver um palma diante dele, quando está se atracando com a Nicole sua atual esposa, número doze, se não me engano.

Minha família não era lá tão grande coisa. Meu pai já teve doze esposas ao longo de seus cinquenta e dois anos, incluindo minha mãe. Sua atual esposa, é Nicole Kidman, uma famosa socialite espanhola muito caliente, palavras dele. Já minha mãe, Duquesa Alexandra casou-se com um Duque sueco á dois anos e mora com ele na Suécia. Por isso, o título de duquesa

Minha irmã Lucy Hale tem 22 anos e está em Miami cuidando de sua redes de restaurantes espalhados pelos E.U.A. Ela se formou a pouco em tempo em gastronomia. E não gosta muito dos negócios da família.

E minha irmã Julie de dezesseis anos, que está trancada em um dos mais rígidos, melhores e mais reconhecido internato em Paris, escolha de nossa mãe, é claro, tudo para educação dela.

Saio do transe sentido um leve roçar nas minhas pernas, então olho para Lyra que cruza os braços em cima da mesa de madeira moderna e ergue uma sobrancelha sugestiva pra mim. Dou meu sorriso malicioso, mau ouvindo oque meus acionistas discutiam com os dos Grey, só imaginando que não precisaria levar muito tempo com ela.

Lyra Grey era uma mulher muito atraente. Corpo esbelto e malhado, fruto das constantes horas na academia. Seios volumosos, sem muitas curva mas tinha um abdómen de dar inveja á qualquer uma. Ela era uma delicia e estava se jogando para cima de mim, desde da hora que cheguei.

Jhom - O que acha senhor Uckermann? a voz dele me tira das cenas pecaminosas da irmã dele comigo.

- Perdão, pode repetir? voltei ao meu tom sério e formal.

Mas antes de prestar atenção nele, olhei no relógio do meu pulso. Só tenho vinte minutos.

Jhosh - Eu propus que daqui á uma semana, no Sábado na festa de estreia do hotel, a empresa Grey apresenta-se sua propaganda, se os senhores Augustus e Magno gostarem da nossa propaganda fazemos a parceira, se for caso ao contrario, a rede de hotéis Uckermann`s poderá escolher outra empresa para divulgá-lo e a empresa Grey irá pegar a concorrente de vocês. Soltou o veneno me olhando.

Mordi a língua para não voar em cima dos dois velhos babões de Magno e Augustus. Se Richard, meu pai souber que a empresa Grey poderá pegar a concorrente irá ficar uma fera, ele odeia cada um deles.

Malditos velhos!

Lyra - O que gostaríamos de saber, é por que não gostaram da nossa última markentig? negou com a cabeça

- Estava perfeito o comercial. disse sem entender.

Magno - É o que estamos falando á horas. O primeiro e último comercial não deu muito espectadores e as visitas do hotéis diminuíram. bateu de leve na mesa.

Brayan - Desculpe me intrometer. abriu a boca pela primeira vez desde quando chegamos na sala.

- Mas a última pesquisa sobre as linhas de hoteis. começou e digitou algo no Tablet e virou o mesmo amostrando uns balanços para todos.

- Aqui está os balanços das visitas dos últimos três meses e mostra que depois do comercial as visitas aumentou mais de quinze porcento.

Jennete - Aí está aprova, agora fale,Por que vocês não querem o comercial? encarou eles.

Frescura, Mas obviamente não falei.

Lyra Grey tirou o pé de mim e ficou completamente séria na cadeira se transformando na profissional que fingia ser.

Augustus - Motivos que já também falamos aqui nessa sala á algumas horas, não gostamos do comercial. bufou.

Brayan se inclinou em meu ouvido.

Brayan - Senhor, teremos que partir em quinze minutos. avisou

- Precisamos está no Peru em cinco horas e em Colômbia três horas da manhã, estamos com o tempo contado.

Suspirei, Levantei da cadeira na qual estava sentado e logo em seguida ajeitei meu terno.

- Senhoras e Senhores. olhei para Jennete e especialmente Lyra

- Nos vemos em Portugal para estreia do hotel, lá decidimos se vai ou não ter o comercial. olhei para Lyra

- Estou com as horas contadas então, se me derem licença! pedi pegando minha pasta e indo para fora da sala junto com Brayan sem esperar nenhuma resposta.

Meus seguranças me seguiram até uma sala, onde mandei todos seguirem Brayan que foi procurar o piloto e co-piloto por todo edifício. A sala era um antigo escritório pequeno, só com armários cheios de pastas velhas com documentos.

A porta é aberta e entra Lyra que a tranca logo em seguida. Assim que se vira, ela se joga em cima de mim e começa a me beijar.

Christopher - Só tenho dez minutos.

falei enquanto a encosto em um dos armários e levanto sua saia rasgando sua calcinha com força, a jogando no chão de qualquer jeito.

Lyra - É o suficiente. murmura abrindo meu sinto e minha calça, quando consegue me encara cheia de tesão

- Só quero que me foda gostoso. Ela diz passa a língua nos lábios baixando minhas peças de baixo.

Levanto mais suas pernas.

- Com prazer.

Capítulo 2 chapitre deux

Katherine Blumem

O dia já começou ruim pra mim. Acordei tarde e corri para tomar banho, a droga do despertador não tocou, se me arrumar não fosse tão mais importante agora, eu estaria quebrando ele em quatro pedaços.

Tomei uma ducha relaxante e rápida, vesti rapidamente a horrível farda branca do supermercado, peguei minha bolsa e sai do quarto indo para cozinha, encontrando apenas Zoraida tomando café.

Zoraida - Está atrasada gatinha. falou devagar passando nutella em uma torrada.

Katherine - Como se eu não soube-se. revirei os olhos pegando uma maçã.

- Por que Maite não me acordou? mordi minha maçã.

Zoraida - Essa estava mais atrasada do que você. negou com a cabeça.

- Não consigo entender, como vocês duas vão dormir tarde, porque ficam assistindo demolidor. revirou os olhos. - Isso é tão chato.

Me aproximei dela e lhê dei um beijo na bochecha.

Katherine - É chato igual a você. ela fechou a cara e eu me afastei rindo

- Tenho que ir. fui até a porta e abri a mesma - Tchau Zô!

Zoraida - Tchau gatinha e se cuuuuuuuuida. gritou, já que eu fechei a porta.

Desci as escadas do apartamento e logo já estava fora, andando até a parada de ônibus. Esperei junto com as outras pessoas que estavam na parada impaciente. Vinte minutos depois, o ônibus apareceu, entrei nele e por um milagre os bancos estavam vazios.

Meia hora depois, desci do ônibus no ponto em frente ao famoso supermercado na qual trabalho. Atravessei a rua e entrei nele me dirigindo ao meu setor. Jonathan estava arrumando algumas caixas na pratileira quando entrei no setor catorze. Fiz apenas o de sempre, guardei minha bolsa no armário e sai sem falar nenhuma palavra com aquele cara, pude sentir os olhos dele enquanto eu me afastava. Idiota!

Jonathan era Bonito. Alto, musculoso, uma tatuagem enorme nas costa de um dragão e uma de umas linhas japonês no pescoço. Ele era bastante sexy, mas era um tremendo de um babaca traidor.

Há três meses eu estava saindo de uma confeitaria á noite e entrei em uma rua deserta. Sim, a rua era deserta, se eu era louca? Não! Porque a parada de ônibus ficava depois dessa rua, enfim, logo vi um carro, que de longe era familiar.

Na medida que fui me aproximando, fui vendo o carro balançar e reconheci o mesmo. Abri a porta de surpresa e vi a cena que até hoje está na minha mente. Ele tentou se explicar, mas eu não deixei. Isso não tinha explicação e ele ainda me culpou por ele ter me traído. Que a culpa era toda minha, apenas minha por ele me chifrar. Idiota!

Andei até meu caixa vendo várias e várias filas nos outros caixas. Quando retiro a placa de "fechada" as pessoas na fila disputam para serem atendidas por mim. Suspiro antes de começar pegar as coisas e trabalhar com um sorriso no rosto.

Eu nunca iria conseguir entender a lógica da maioria dos homens, uma hora eles estão em cima de você te bajulando e dizendo que você é o grande amor da vida deles. E numa outra hora, eles estão se atracando com uma sirigaita qualquer, como entender isso?

Com um grande gosto amargo na boca, me viro para não ver Jonathan e sua mais nova conquista, a garota com quem ele me traiu. Termino de arrumar minhas coisas e saio do meu setor. Natacha quando me ver saindo se aproxima de mim, com um grande sorriso nos lábios. Ela era sem a menor sombra de dúvidas a mulher mais linda que trabalha aqui, além da Maite.

Seus cabelos loiros e lisos até os ombros, sua pele branquinha, seus olhos verdes claros, seu busto rebitado e sua boca igual da atriz Angelina Jolie. Ela era uma Deusa e também minha Chefe.

Assim que ficou frente á frente de mim, fiquei embriagada com seu perfume doce. Nunca vi uma mulher gostar tanto de usar perfume como ela, poderia até ser agradável mas não era. Era muito doce e super enjoativo.

Natacha - Já vai Katherine? Pensei que hoje ficaria a madrugada também, já que sempre faz isso. deu um meio sorriso.

Katherine - Sim! Preciso resolver muitas coisas pendentes ainda. dei de ombros segurando na alça da minha bolsa.

Natacha - Certo... me olhou hesitante.

Katherine - Posso ajudar em alguma coisa? ergui uma sobrancelha.

Ela não parava quieta, parecia querer perguntar alguma coisa.

Natacha - Não quero me intrometer na vida particular dos meus funcionários, mas eu não estou aguentado. Por que você e o Jonathan terminaram? perguntou curiosa.

Não sei bem o por quê, mas acabei rindo com essa pergunta. Natacha Oliveira era além de uma Deusa, era uma curiosa sem tamanho.

Katherine - Por motivos que eu não gostaria de entrar no assunto, me entende?

Natacha - Claro! parecia decepcionada - Quer que eu te der uma carona? cruzou os braços.

Katherine - Não obrigada, Vou de ônibus mesmo.

Natacha: Tudo Bem! Boa Noite Katherine! sorriu antes de começar a se afastar.

Katherine - Boa Noite... murmurei.

Sai do supermercado e caminhei pelas ruas indo para parada de ônibus. Já tinha esse caminho decorado na minha mente.

A rua estava bastante movimentada. Nessas horas de seis para ás sete da noite, ela sempre estava movimentada por causa das pessoas que saiam de seus trabalho para irem embora ou outras que iriam para a faculdade.

Soltei um longo suspiro. Faculdade! Uma palavra tão simples, mas tão difícil pra mim. Faziam cerca de dois anos que eu tentava entrar para uma faculdade pública e não conseguia. Era muito concorrido as grande universidades públicas, principalmente se for para o curso de medicina. Mas mesmo assim eu não iria desistir. Afinal, sou brasileira e brasileira não desiste nunca. Não é mesmo?

Uma búzina me trás de volta á realidade e percebo que já estou em frente a parada de ônibus lotada. Uma hora depois, meu ônibus aparece e eu entro, sendo esmagada pelos passageiros. Vida de pobre é difícil!

Não estou reclamando, muito pelo ao contrário, agradeço muito á Deus por tudo que tenho, mesmo sendo pouco. Tem pessoas que para elas, se estivessem no meu lugar, seria uma vida de luxo, por que elas mal conseguem colocar comida na mesa, agora imagine andar de ônibus e eu sei bem do que elas passam. Sei muito bem!

A viagem durou cerca de mais ou menos, uma hora e vinte minutos, entre socos e cotoveladas sai do ônibus inteira. Mas minha bolsa não teve a mesma sorte, ela estava mais amassada que o último bolo da Maite.

Parei em frente à porta da confeitaria e dei dois socos na mesma, as vitrines estavam toda cobertas pela cortina branca e eu sabia que já tinha fechado... Segundos depois, a porta foi aberta e dona Clarice mesmo que apareceu sorridente.

Clarice - Katherine querida. me beijou no rosto carinhosa.

Katherine - Olá dona Clarice. sorri simpática

- Vim pegar as novas encomendas.

Clarice - É claro. olhou por trás de mim. Veio sozinha de novo? seu olhar era reprovador.

Katherine - Sim! Vim direto do trabalho.

Ela abriu a porta para mim passar e eu entrei olhando para o grande salão vazio, as mesas estavam coberta com panos brancos.

Clarice -Katherine você sabe que eu não suporto quando vêm até aqui sozinha querida. trancou a porta e se aproximou me abraçando pelos ombros delicadamente.

Katherine - Eu já disse para a senhora não ficar preocupada comigo. falei sendo guiada por ela até o balcão, onde me obrigou a me sentar na cadeira de banco alto.

Clarice - Como não vou me preocupar? Querida aqui é o Rio de Janeiro e nessa hora da noite os bandidos costumam agir muito por aqui . negou com a cabeça

Não deveria se arriscar tanto. me repreendeu.

Ela deu a volta do balcão e pegou uma agenda de cima de um frizzer, sentou a minha frente e abriu agenda com cuidado.

Katherine - Eu sei me cuidar. sorri agradecida pela preocupação - Não fique se preocupando comigo, por favor. pedi.

Clarice - Sei que sabe se cuidar querida . falou olhando para agenda

- Mas mesmo assim, eu me sinto mal por tê-la que trazer aqui. Deixe que pelo menos Pablo a leve para casa, sim?

Katherine - Dona Clarice eu... fui interrompida por ela que segurou em minhas mãos.

Clarice - Por favor Katherine, já são oito da noite e está muito tarde, para uma moça linda como você andar sozinha. Pablo te levando para casa, me sinto mais aliviada, e assim quem sabe, vocês não se dão uma chance? sorriu me olhando nos olhos. - Para serem...amigos é claro. sorriu de lado maliciosa.

Fitei a senhora de quarenta e tantos anos. Ela nunca escondeu que queria que eu namora-se Pablo, seu filho. Dona Clarice desde que me conheceu, não para de jogar o filho dela pra mim, mas Pablo e eu não temos nada haver. Não somos amigos, só meros conhecidos. Mas sua mãe pensa ao contrário. E reza para que um dia eu seja sua nora. Eu sei disso, porque uma vez peguei ela rezando.

Katherine - Tudo bem! concordei - Ele me leva para casa, se não for incomoda-lo ressaltei.

Clarice - Você nunca incomoda, e meu filho terá o imenso prazer da sua companhia. piscou um olho me fazendo rir.

Katherine - Tá bom, Mas e as encomendas?

Clarice - Seus bolos e tortas estão sendo um sucesso querida, se continuar assim vou ter que abrir um ponto maior. As pessoas que entram aqui, sem exceção, só querem seus bolos e tortas.

Katherine - É mesmo? sorri animada.

Dona Clarice assentiu, enquanto escrevia algo em um folha branca e rasgou em seguida me dando. Olhei com atenção vendo meu nome completo, um número e uma senha de banco?

Katherine - O que é isso? perguntei ainda olhando para a folha em minhas mãos.

Clarice - Tomei a liberdade de fazer uma conta no banco para você. sorriu

- Estou depositando agora o seu dinheiro por lá. Katherine agora você não está recebendo só uns "trocados" por fazer bolo e eu revender na minha padaria. disse séria - Agora, você está recebendo mais ou menos...quatro salários mínimos.

Ao ouvir oque a mesma disse não me contive em arregalar meus olhos.

Clarice - Eu sei! - riu divertida

- Também fiquei assim quando Pablo fez as contas do mês aqui e como fizemos um acordo você tem 15% das rendas da padaria. bateu palmas - Bom, acho que agora podemos nos chamar de sócia, né? Afinal, minha padaria só está começando á crescer por sua causa.

Katherine - No..ssa - ainda estava sem palavras, não imaginava que meus doces iam ser tão "reconhecidos".

Clarice - Como agora sua renda é alta, decidi depositar na sua mais nova conta no banco. E amanhã mesmo, vou atrás do advogado amigo meu para assinarmos os papéis... sorriu.

Katherine - Qual papeis? - franzi o cenho.

Clarice - Para você ser oficialmente minha sócia e ter todos os benefícios. suspirou

- Mas só vou poder pegar os lúcros do mês e passar para sua conta segunda-feira. Como sua conta é nova, ainda está sendo aprovado no sistema e essas coisas chatas de banco. Mas segunda-feira sem falta, você vai está com seu dinheiro nas mãos, tudo bem? perguntou hesitante.

Katherine - Está tudo ótimo dona Clarice. sorri ainda sem acreditar, que eu ganharia uma fortuna

- Mas a senhora tem certeza que me quer oficialmente como sócia?

Clarice - Absoluta certeza querida. tocou nas minhas mãos

- Quero você oficialmente como sócia e quem sabe oficialmente na família. ergueu a sobrancelha sugestiva.

Retirei minhas mãos das dela com o rosto quente.

Katherine - Fico honrada... falei sem graça.

Clarice - Eu é que fico honrada. olhou novamente para agenda.

- Aqui... virou uma página para me mostrar uma lista - Aqui está as encomendas. No total são cinco bolos e uma única torta para quarta e quinta-feira. Sendo que um dos bolos, é para um casamento.

Katherine - Casamento? me animei.

Clarice - Sim e eu... começou falar.

Ficamos conversando por uma hora acertando cada detalhe. Depois ela me obrigou a comer a minha torta que ela tinha separado pra mim. Meia hora depois, ela subiu para chamar o filho, já que moravam em cima e desceu com ele.

Clarice - Pablo vai lhê levar para casa. bateu no ombro dele.

Katherine - Se não for encomado. olhei pra ele.

Pablo - Claro que não é Katherine riu

- Será um prazer.

Clarice - Não te falei que Pablo iria adorar sua companhia querida? ergueu a sobrancelha me puxando pelos ombros e me colando ao lado do filho, bem grudado nele. - Vocês até que ficam bonitinhos juntos, sabiam?

katherine/ Pablo - É mesmo? falamos juntos e nos encaramos sem graça por causa disso.

Clarice - Aí que lindo! bateu palmas de leve - Falam até ao mesmos tempo. sorriu.

Pablo - Eh...agora precisamos ir, né Katherine? - me olhou sem jeito.

Katherine - Claro! - respondi enquanto nós dois e dona Clarice, é claro, caminhávamos para fora.

Já em frente à padaria ela me abraçou apertado, se despedindo de mim e depois Pablo. Quando ele se afastou dela, ela soltou.

Clarice - Cuida dela filho e por favor, se forem namorar ou "ficarem" como vocês jovens falam hoje em dia, não esqueçam da camisinha. Sou muito nova para ser vovó sorriu abertamente.

Eu quis que um buraco se abrissem onde eu estava pisando. Onde ela tira esses tipos coisas? Meu Deus!

Pablo - Mamãe! a repreendeu sem graça.

Clarice - O que? riu.

Negando com a cabeça, Pablo puxou meu braço com delicadeza até o carro e abriu a porta pra mim, logo entrou e deu a partida no completo silêncio.

Capítulo 3 chapitre trois

Quarenta minutos depois, Pablo estacionou em frente ao meu antigo prédio. A rua estava toda deserta e muito escura, um verdadeiro perigo. Mas quando eu olhei pra janelas dos apartamentos dos vizinhos vi dona Lolla toda inclina para fora da janela tentando ver quem era no carro, a famosa dona fifi do prédio, a fofoqueira mais chata que já conheci, aposto que amanhã vou está na boca dos vizinhos e do prédio inteiro... Tirei o cinto de segurança e sorri levemente para Pablo.

Katherine - Obrigada...não precisava mesmo ter me trazido até aqui. disse sem jeito.

Pablo - Está tudo bem Kat, jamais deixaria uma mulher andar sozinha uma hora dessa. sorriu simpático.

Katherine - Obrigada de novo. agradeci abrindo a porta.

Mas antes de sair, a mão de Pablo tocou no meu pulso me obrigando a olhá-lo.

Pablo - Peço desculpas pela minha mãe. negou com a cabeça - As vezes ela ultrapassa os limites e... suspirou - Desculpa.

Katherine - Tudo bem! Não há nada que tenha que perdoar. Sua mãe é assim mesmo, então... dei de ombros e ele riu.

Pablo - Tem razão... olhou para o meu prédio e fez careta - A fofoqueira da Lolla só está de olho... apontou na direção dela.

Katherine - Nem me fala revirei os olhos - Para ela não falar ainda mais, é melhor eu ir. Boa Noite! sorri antes de sair.

Pablo - Boa Noite!

Entrei no prédio com os olhares atentos de Lolla em mim, mas não fiz nem questão de olha-lá. Subi as escadas e destranquei a porta do apartamento, assim que entrei, Maite estava folheando uma revista no sofá e Zoraida assistia atentamente na TV uma partida de jogo de futebol com uma garrafa de cerveja nas mãos. Assim que ouviu o barulho da tranca Maite levantou os olhos pra mim e voltou a atenção para revista em mãos.

Maite - Demorou...- murmurou sem tirar os olhos da revista - Estava preocupada.

Joguei minha bolsa no sofá e sentei ao seu lado, mas antes, quando passei em frente da TV, Zoraida me empurrou para o colo da Maite e ficou em pé grudada na TV.

Maite - Louca! bufou se ajeitando.

Zoraida - Cala a boca gritou sem olha-lá.

Katherine - TPM? tentei enquanto fazia um coque no cabelo.

Maite - Sim... suspirou - Ela tá insuportável.

Katherine - Imagino... ri.

Maite - Por que demorou? falou voltando atenção para revista.

Katherine - Fui na dona Clarice pegar as novas encomendas e recebi uma ótima notícia sorri animada.

Maite - O quê? me olhou.

Katherine - Minhas tortas estão sendo um sucesso e estou recebendo agora mais ou menos, quatro salários mínimos e vou ser a mais nova sócia da dona Clarice . Maite abriu a boca espantada - Que tal?

Maite - Ficou rica. riu - Fico feliz, você merece e suas tortas, bolos ou qualquer outra coisa são maravilhosos Kat, não esperava menos que isso... negou com a cabeça sorrindo.

Zoraida - VAI PORRA, METE A BOLA NESSA TRAVE SEU ESCROTO gritou falando com a TV e bebendo um gole de cerveja.

Katherine - Como foi o trabalho hoje Maite? Não vi você o dia todo. perguntei ainda olhando Zoraida.

Maite - Normal, de sempre. Cheguei atrasada e vão descontar no meu salário. suspirou.

Katherine - Culpa minha né? Te forcei assistir a série. fiz careta.

Maite - Ah não Kat... riu - Eu iria assistir a série do mesmo jeito. Não é todo dia que conseguimos roubar o wifi do vizinho.

Zoraida - GOOOOOOOOOOOOOOOOL gritou junto com o cara que narrava o jogo de futebol.

Maite negou com a cabeça voltando sua atenção para revista. Olhei para bancada da cozinha e vi no fogão panelas tampadas.

Katherine - O que tem para janta?

Maite - Zora fez macarronada de calabresa. Está muito gostoso.

Katherine - O que foi Mai?

Ela virou a revista me mostrando uma modelo muito linda que desfilava em uma passarela só de lingerie.

Maite - Essa modelo é Gisele Bündchen , uma das mulheres mais ricas e fluentes do mundo inteiro - suspirou - Ela é tão linda, magra e rica, a mulher ideal para qualquer homem. seu olhos ficaram vagos enquanto olhava para um ponto fixo da parede branca - Eu não consigo entender, como na vida uns tem tudo e outros nada... sussurrou.

Katherine - Ela pode ter dinheiro e fama, um corpo bonito e um cérebro. Mas jamais vai ter um coração tão bom quanto ao seu Mai. toquei em seu ombro - Duvido muito que exista uma pessoa com o tamanho da sua generosidade e gratidão do seu amor e carinho para dar . toquei em seu queixo a obrigando me olhar

- Você é única Maip, muito especial, é linda muito linda, por dentro e por fora.

Maite - Não sou como ela Kat... negou com a cabeça - Tão linda e magra.

Katherine - É sim! Muito linda e magra cheia de curvas. peguei a revista e mostrei a barriga da Gisele.

- Cadê as curvas? Normalmente homens gostam de mulheres que tenham curvas. toquei em seu ombro

- Não se ache um nada de novo neguei com a cabeça - Sei que tivemos uma vida bem difícil, mas encontramos uma a outra não é mesmo? toquei em suas mãos.

Ela me olhou emocionada. Maite tinha um certo problema de baixa autoestima.

Zoraida - Não fica assim Mai. olhamos para Zoraida que estava ao nosso lado e a TV que passava o jogo á minutos, estava desligada - Você é linda e me encontrou, por isso, tem tudo na vida. torceu o queixo.

Katherine - Se ache menos Zora ri.

Zoraida - Eu não me acho, eu sou minha querida. Agora senhorita Katherine Blumem me diga, porque diabos chegou uma hora dessas? cruzou os braços séria - Sabia que aqui é Rio de Janeiro? E que nesse bairro é perigoso? Você não pode chegar numa hora dessas aqui e sozinha bufou - E se Deus o livre acontececê alguma coisa? Heim? E nem é a primeira vez que você faz isso revirou os olhos - Eu fico preocupada com você, então se você não liga para sua vida, eu ligo e faça o favor de não fazer isso.

Maite - Kat é assim, adora andar sozinha e dando bobeira para ladrão negou com a cabeça me olhando séria.

Katherine - Desculpa gente! Mas eu sei me defender, ok? levantei do sofá macio me esticando toda.

Zoraida - Sabemos que sabe, mas também não precisa fazer como faz. E você não me disse por que chegou tarde, por acaso estava em algum motel transando? ergueu a sobrancelha maliciosa

Katherine - O quê? perguntei espantada - Claro que não Zora... revirei os olhos

Zoraida - Desculpa, mas estou de TPM e com uma vontade louca de transar revirou os olhos maliciosa.

Maite - Também, né? Quanto tempo você não dar essa pepeca? Deve está cheia de teia de aranha zoou.

Zoraida - Há há há há deu língua pra ela - Olha quem fala, né? - provocou.

Katherine - Vou tomar banho. avisei sumindo pelo pequeno corredor.

Zoraida - Não quer que eu e Maite vá com você também? Para fazermos uma suruba lésbica gostosa no chuveiro? - gritou alto.

Katherine - ZORAIDA! gritei a repreendendo - Os vizinhos vão escutar maluca.

Zoraida - ELES PODEM PARTICIPAR TAMBÉM gritou de volta.

Maite gargalhou e eu não ouvi mas nada quando fechei a porta do banheiro. Me despi toda e liguei o chuveiro sentindo meu corpo relaxar após a água cair em meu colo.

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