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Além do tempo

Além do tempo

Autor:: Rhamos
Gênero: Romance
Mary e uma moça que teve uma infância difícil, que se apaixona por Daniel um bad boy. Daniel tem as mesmas atitudes que o pai de Mary lhe magoou. Mary decide se afasta Mary conseguirá se afasta?

Capítulo 1 Prologo

Mary estava cansada pelo seu longo dia de trabalho, suspirou desanimada. Antes de ir para casa era obrigada, resolver algumas coisas. Mary cabelos pretos cumpridos levemente encaracolados, com 1. 70 de altura, dona de um par de olhos que encantava as pessoas azulados com alguns traços para o verde. Em momentos de fúria ficavam completamente azuis, quando estava calma mas para os esverdeado, sua simpatia chamava atenção das pessoas.

Saiu do seu plantão desanimada, balançou a cabeça de um lado para o outro. Na tentativa de relaxar seus músculos tencionados.

Começou a sua caminhada.

Daniel está a espreita esperando ve-la sair do plantão. Assim que a viu ligou carro e começou a segui-la. Daniel loiro de olhos azuis, com 1.80 de altura corpo musculoso, trabalha juntamente com seu pai na transportadora da família.

- Entra no carro, te dou uma carona. - ordenou Daniel se mostrando verdadeiro tirano

Dando um susto em Mary que estava distraída, com seus pensamentos . O encarou, suspirou sabendo que viria mas uma dor de cabeça.

- Não obrigada. Quero caminhar. - respondeu e continuou andando

- Entra logo nesse carro. - esbravejou falando entre os dentes

- Qual e a parte que você não entendeu? Já disse não obrigada - Mary respondeu

Com Daniel, Mary era obrigada ser rude para se defender das suas constantes ofensas .Toda vez que se vinham era uma discussão e Daniel lhe insultava.

Daniel socou volante do carro, encostou o carro e desceu indo atrás de Mary, que caminhava sem presta atenção.

Em passos largos, logo chegou próximo de Mary a puxando pelo braço. A fazendo se virar para si.

- Anda entra naquele carro. - ordenou

Mary se irritou e puxou o braço.

- Tira a mão de mim. - a voz de Mary se aterrou demonstrando sua raiva - Se encosta a mão em mim chamo a polícia.

- custa entrar no carro? - Daniel perguntou

-custa sim. Por que não quero ficar perto de você - enquanto falava gesticulava com os braços

- Você se acha demais. - Daniel sarcástico. - Feia do Jeito que e.- disse tentando ofende-la

- se você me acha feia problema e seu. - Mary sorriu irônica - Afinal tem quem aprecie. - gesticulou demonstrando seu corpo - E não é um egocêntrico igual a você.

Mary girou em seus calcanhares e começou a andar. Daniel furioso cerrou seus punhos, ao ver Mary andando novamente, a puxou com força.

Soraya mãe de Daniel loira de olhos azuis celeste, cabelos sempre bem arrumados e curtos, dona de uma língua afiada quando necessário.Assistia a cena incrédula pela atitude do filho com Mary. Já havia reprovado as atitudes do filho várias vezes.

Soraya, tinha um carinho especial por Mary. Além de ser uma prima distante sua e do marido. Considerava Mary uma menina sofrida, mas uma pessoa muito valente. Por ter enfrentado vários problemas desde da infância.

- Tira a mão de mim. - Mary puxou o braço furiosa - O que mas você quer de mim? Você já me tirou, tudo que podia me tirar.

" Essa não entendi. O que o Deniel tirou da Mary? Além das brigas constantes desses dois tem alguma coisa escondida. Mas o que?" Soraya pensou curiosa

- Daniel não era para você está trabalhando?- Soraya chamou a atenção

Ambos se viraram em direção a Soraya sem jeito.

- vim resolver algumas coisas da transportadora. - mentiu

- E você menina. - dizia para Mary. - Não falei para me esperar? Que vou te levar.

- Tia não tem necessidade. - Mary tentava argumentar

- Incrível! - Soraya levantou as mãos em um gesto engraçado - Quando era pequena me chamava pelo nome, agora é tia.

- E que apreendi que é falta de educação. - respondeu envergonhada

Paul moreno de olhos castanhos com os cabelos levemente grisalhos que lhe dava um certo charme, 1 . 75 de altura.

Procurava por Daniel por toda transportadora, no escritório e não o encontrou

- Meryen, aonde seu irmão se meteu? - indagou a filha

- Advinha papai. - Meryen sorria - Foi atrás da Mary.

Meryem morena como pai de cabelos cacheados castanhos, seu rosto possuía uma ou outra marca deixada pelas espinhas na adolescência, mas não afetava a sua beleza

- Ele não me escuta. - Paul resmungou - Desde de pequeno falo para mudar as atitudes dele.

Meryen caiu na gargalhada.

- Daniel ainda vai me acabar casado com a Mary. - disse entre gargalhadas

- Quanto mas ela não dá ideia a ele mas corre atrás dela. - Paul falou sorrindo

Daniel irritado foi obrigado a entrar no carro e ir embora, resmungando tempo todo.

Agora tem outro problema a lidar. Qual desculpa daria ao seu pai por ter sumido?

- Essa garota ainda me paga essas mal criações. - resmungou - Quem pensa que ? Para falar assim comigo. - se irritou socando volante do carro.

Soraya permanecia na sala sentada pensativa no que havia ouvido.

" O que aconteceu entre os dois para Mary falar daquele jeito? Parecia está com raiva do Daniel. " essa dúvida lhe martelava sua mente

Paul observava a esposa sorridente com duas xícaras de café.

- O que tanto lhe preocupa?- perguntou

Soraya sobressalto encarando o marido.

- Estava pensando em algumas coisas. - suspirou cansada

- Já até sei o nome da sua preocupação. - lhe entregou a xícara de café- Daniel. Sumiu essa tarde e voltou irritadiço. - contou a esposa

- Paul tem alguma coisa de errado entre ele e Mary - Soraya afirmou

- O que venho lhe dizendo desde que era pequeno? - disse com um leve sorriso

Soraya assentiu recordado das palavras do marido.

O que Daniel tirou da Mary?

Soraya descobrirá?

Capítulo 2 lembranças

Paul já estava cansado de procurar por Daniel, se sentou desistindo .

Meryen entra no escritório rindo.

- cansado de procurar pelo Daniel. - falou sabendo da ladainha de todo fim de semana. - Pai Advinha aonde ele está? - brincou

- Não me diga que de novo? Paul perguntou a filha espantado

Meryen assentiu, seu noivo havia ligado lhe informado aonde havia visto Daniel.

- Dormindo dentro do carro, na frente da casa de uma certa moça. - disse entre gargalhadas

- Nem quero ver quando sua mãe chegar do plantão. Paul falou rindo.

Mary acordou se levantou na ponta dos pés. Sem fazer barulho foi para seu lugar preferido.

Abriu a porta de correr , ficou olhando do segundo andar olhando a vista em volta perdida em pensamentos.

A casa era simples e pintada por fora de azul. Mas era o lugar desde de pequena encontrava paz.

"Um dia queria entender o que fiz. Para o Daniel ser o imbecil que é comigo. Esquece daquele imbecil. " se repreendeu e sorriu

Daniel mas um vez acordou, com sol batendo em seu rosto. Com uma baita dor de cabeça.

Se sentou no banco do carro olhou em volta, olhou as horas. Já passava das 9 da manhã.

Praguejando ligou o carro, e sai antes que fosse pego.

Giuliene observava a Mary ali parada na varanda, perdida de em pensamentos e sorriu.

Giuliene não passava de 1.60 de altura, olhos castanhos, um pouco acima do peso e um sorriso contagiante. Chamava atenção pelo seu jeito descontraído.

Muitas lágrimas demorou desde da infância de Mary até se torna uma mulher.

Mas seu amor por sua filha superava qualquer dor.

Suspirando e lembrando de Mary na infância desceu as escadas sorrindo.

Irritado consigo mesmo Daniel foi para o penhasco.

Desligou o carro, encostou sua cabeça no volante fechando os olhos.

- Por que? Por que mesmo que o tempo passe não consigo esquecer?. - Daniel lutou para não deixar uma lágrima cair. - Achei que o tempo apagaria essa dor!

Abriu porta luva, empurrou algumas coisas e retirou uma foto.

Soraya se enfureceu ao chegar em casa. E ser informada que mas uma vez Daniel não dormiu em casa.

Encarou Paul por um momento antes de falar.

- Você tem que conversar com ele. - esbravejou gesticulando - Tem que parar com isso. - Se sentou novamente na mesa. - Já me basta a dúvida que estou.

- Que dúvida? - Paul perguntou

- Daniel está me escondendo alguma coisa. - Soraya disse pensativa

- Até hoje não entendi por que a Mary parou de trabalhar na transportadora. - Paul disse segurando o riso

Paul sabia que o problema de Mary era Daniel. Paul tinha uma certa desconfiança. Porém preferia ficar calado.

- A única solução é casar seu filho. - Paul disse tentando se manter sério

- Quem seria a louca para aceitar?- Soraya questionou

- A Mary. - Paul disse se virando não se contendo

- Não. - Soraya se levantou - Paul aquela menina já sofreu demais. - Soraya fitou marido. - você está brincado não é? - perguntou

- Estou sim. - Paul mentiu

Na opinião de Paul e Meryen, Daniel só tomaria jeito com Mary o colocado no devido lugar.

Entretida Mary nem viu a hora passar. Começou a cantarolar gravando a imagem que via em sua frente,enquanto cantarolava.

( Música que a Mary canta)

A voz de Mary ecoando pela casa chamou atenção da mãe. Que subiu as escadas, ficou parada encostada no batente. Ouvindo a filha cantar.

Mary se virou e viu a mãe sorriu. Com gesto com a mão chamou a mãe. Giuliene se aproximou, sentou ao lado e se abraçaram.

Mary continuou cantando alegremente.

- Que bom te ver sorrir filha. - Giuliene disse beijando as bochechas da filha.

- Não vou estragar o dia por causa daquele imbecil. - Disse entre os dentes

Por um logo tempo ficou olhando a foto em sua mão.

A foto era de duas crianças. Um menino loirinho de olhos azuis emburrado e uma menina de cabelos pretos ,olhos esverdeados, gordinha, com um sorriso encantador.

- Queria poder voltar no tempo. - Daniel disse suspirando - chega disso!

Jogou de volta a foto. Ligou o carro e saiu. Foi tomar um banho e aproveitar seu dia. Até olhar as mensagens.

" Me aguarde dona Mary." Pensou com um sorrido maligno.

Mary após o almoço tomou banho vestiu um vestido leve. Que realçava seu corpo, o vestido era branco com algumas rosas vermelhas espalhado por toda saia no estilo trapézio. Sandália de salto alto, passou uma maquiagem leve.

Melissa aguarda Mary ansiosa, conversando com Giuliene. E se saboreando com sorvete de chocolate com morangos.

- você duas não tomam jeito. - Mary disse em reprovação as duas

- Nossa está uma diva. - brincou Melissa

- Diva e você Melissa. - devolveu o elogio

Melissa com um short folgado bege, camiseta preta e Sandália de saltos. Melissa estava simples e elegante.

- Vamos, minha diva de branco. - Melissa disse dando um beijo de despedida em Giuliene - Tia outro dia venho me deliciar com a senhora. - piscou - Alguém tem que ter esse prazer. - sorriu

Melissa chamava Mary de diva de branco por causa da sua profissão de técnica de enfermagem. E conhecer os planos da amiga em se tornar uma médica um dia.

As duas amigas foram para um sítio passar o dia e se divertir.

Cumprimentaram a todos. Melissa e Mary se dividiram. Mary como já conhecia bem o sítio caminhou para um lugar distante aonde poderia ficar sozinha e estudar sem ser incomodada. Aproveitando a beleza do lugar se sentou na grama.

O objetivo de Emily era conquistar Daniel. Participava das reuniões dos amigos só para não perder a oportunidade de se pendurar em Daniel.

- Oi Daniel querido. - disse assim que viu

Não obteve resposta, Daniel continuou andando a procura de alguém.

- Aí querido não vai falar comigo. - tentou se sedutora

- Me faz um favor Emilly? - Daniel disse rindo

- Qual querido? - indagou

- vai procurar outro idiota. - disse andando - Não estou com paciência para você hoje.

--Querido nos precisamos conversa. - disse vendo Daniel se afastando - sobre aquele assunto de ontem a noite. - disse lançando seu veneno

Daniel parou começou a rir antes de se virar. Com toda sua arrogância se virou.

- Já imaginou se contar a todos. - disse em tom ameaçador

- Pode contar . - se aproximou ficando frente a frente - Não vão te da ouvido. - a encarou cínico- Por que todas que experimentaram o Daniel aqui. - Disse sendo egocêntrico - Sempre querem mas. - a olhou de cima em baixo. - Não vão te levar a sério. Afinal, você é fácil.

Daniel no auge da sua arrogância se virou e começou a caminhar.

- você me paga Daniel!- Emily esbravejou

Daniel apenas viu. Não perderia seu tempo com Emily.

- Pode mandar a conta. - disse desdenhando

Daniel encontrou Mary , dormindo embaixo de uma árvore cercada de livros.

" Só ela para fazer isso. Invés de está aproveitando, está aqui dormindo cheia de livros' sorriu

Lentamente Mary abriu os olhos dando de cara com Daniel. Se levantou rapidamente, começou a juntar suas coisas.

Sem dizer uma palavra, começou a caminhar indo embora.

- Qual seu problema? - Daniel a puxou pelo braço

- Apenas não quero discutir. - disse puxando o braço

- Você é irritante, insuportável. - disse a puxando pelo braço

- O egocêntrico aqui é você. - disse o encarando. - Meu carro é o melhor. Sou o garanhão! Tudo que eu faço é perfeito. - Mary disse tentando imitar Daniel

- Pela primeira vez disse algo aproveitável. - disse rindo

- Me poupe. - disse se virando para se afastar

- você sabe que tudo que faço , faço com perfeição. - disse piscando o olho provocativo

- Imbecil. - esbravejou é saiu andando

Daniel a puxou pelo braço, com uma mão segurou-a pela cintura. A outra lhe puxou pela nuca a beijando a força.

Mary se debatia tentando se soltar. Quando estava sem fôlego Daniel a soltou.

Mary deu-lhe um tapa no rosto de Daniel, com todas as suas forças.

- Mary, esse tapa vai te custar caro. - gritou a vendo se afastar

Mary não deu a mínima a ameaça, continuou andando como se nada tivesse acontecido.

Quem será as crianças na foto?

Capítulo 3 Cornelio

Amâncio sentado olhando diante de si na varanda, hora olhando se alguém chegava, outra hora olhando para a foto em sua mão. Suspirou triste.

Amâncio de baixa estatura, careca, um pouco acima do peso, a pele era queimada pelo sol forte. Seus olhos verdes. Sua face enrugada, sobrancelhas grossas que quase se juntavam.

Amâncio ainda era apaixonado por Giuliene, se recusava admitir.

Considerava seu maior erro ter a deixado por Diniz sua atual esposa.

Ao ver Diniz se aproximando enfiou a foto no bolso disfarçadamente.

Diniz com pouco mas de 165 de altura, cabelos pretos e olhos castanhos sua marca registrada era a forma ignorante de falar.

- Mas uma vez pensando naquela menina. - disse ríspida - Só lembra que tem pai quando precisa de alguma coisa. - alfinetou

Mary evitava muito contato com o pai. Por causa da sua madrasta que fazia questão de lhe provocar na frente do seu pai.

A vida de Diniz era provocar situações constrangedora a Mary. Além disso Mary odiava quando pai falava mal de sua mãe.

Isso lhe causava grande raiva.

- Sinto falta da minha filha. - confidenciou Amâncio

- Quando precisar ela aparece. - disse com prepotência - só lembra que tem pai quando precisa de dinheiro. - disse enquanto saia.

- vai aonde?- Amâncio perguntou

- Estou indo resolver umas coisas. - disse sem olha-lo- E buscar a Debbie.

" Aí não suporto mas esse idiota. Que burrice fiz na minha vida com esse homem. Achei que era uma coisa e fui enganada." Diniz entrou no carro luxuoso e saiu

Viu a mensagem no celular, assim que estava longe ligou.

- Oi querido. Já estou indo. Aquele velho nojento me atrasando. - disse fazendo cara de nojo. - só estou com ele ainda, por que não darei meu braço a torcer.

Diniz traíra ao longo dos anos Amâncio várias vezes.

A mente de Soraya nos últimos dias ia e vinha a mesma situação da discussão de Daniel e Mary.

" Não entendo como os dois chegaram a esse ponto!" pensava tentando entender o que havia acontecido

E veio a sua mente a lembrança de Daniel pequeno.

Daniel chorava sem parar, em volta da mãe.

-Mãe deixa eu ir na madrinha brincar com ela. - choramingava - Por favor! - suplicou

- Daniel agora não posso ir. - argumentou

- Por favor mãe. - suplicou novamente

- está bem. - suspirou vencida. - te deixarei lá se comporte.

Soraya voltou de suas lembranças e balançou a cabeça.

" como pode? quando pequeno implorava para ficar perto da Mary! Agora parece que a odia. " Pensou confusa

A mente de Daniel fervilhava. Ainda não tinha conseguido escapulir do serviço na transportadora. Bufava de raiva.

- Que cara é essa maninho. - Meryen zombava do irmão - Em breve você consegue. - piscou o olho rindo

- Hoje sábado.! Papai tinha que inventar mas serviço. - resmungou enquanto colocava umas caixas no caminhão.

Meryen parou perto do pai sorridente. Olhavam para Daniel trabalhando revoltado.

- Vamos aproveitar que ele está trabalhando. - Paul disse rindo - aposto 20 que não leva 30 minutos para ele sumir. - disse olhando Meryen

- Aposto 50 que em menos de 20 minutos. - Meryen apertou a mão do pai fechando a aposta. - Afinal hoje é sabado!

Se afastaram para observar o que Daniel iria fazer. Assim que encontrou a oportunidade fugiu do trabalho.

Meryen rindo pegou dinheiro da mão do pai, afinal ganhou aposta com 15 minutos Daniel escapou.

- Espero que antes dele ir atrás dela tome banho. - Meryen falou fazendo Paul rir

Mary encostou na parede respirando fundo. Agradecia a Deus por ter acabado seu dia de trabalho. Dormirá pouco na noite passada, lhe causando fadiga.

Para seu desânimo, seu celular tocou e era Melissa.

- Oi Mellis - falou desanimada

- Diva vamos! - disse rindo

- Vamos aonde mulher de Deus? - perguntou Mary

- Então.. - Melissa começou a enrolar

- Para de enrolação. - resmungou - Já até sei. Está me enrolado por que Daniel também vai. - afirmou

- Diva encontro na casa do Gaspar hoje. - disse animada. - Vamos meu anjinho. - disse melosa

- vou pensar. Vou desligar. - disse olhando em volta- Quando estiver em casa te ligo.

As amigas se despediram, Mary trocou de roupa e saiu do hospital.

Gaspar ligou para Daniel o convidando para a reunião de amigos. Daniel não estava com disposição nenhuma de ir.

Mas Gaspar o provocou, que era bom não ir então. Assim a Mary poderia curtir em paz.

Daniel esbravejou e respondeu que iria. Fazendo Gaspar cair na gargalhada, afinal tocou no ponto fraco do amigo.

Olhou as horas e saiu apressado.

Soraya conversava com Francesca lhe contando as suas dúvidas nos últimos dias. Para Soraya era incompreensível a situação.

Daniel fazia questão em brigar menosprezar Mary. Ao seu ver Mary não merecia isso.

- E uma situação estranha.- disse Francesca enquanto bebericava seu chá - Antes, ele fazia questão de está perto dela. Me ligava perguntando, quando ela viria aqui. - Francesca disse rindo lembrando das travessuras

--cresceram. - Soraya disse rindo - Ela parece não se importar com a opinião dele.

- A Mary sofreu muito. Teve uma infância difícil. - Francesca disse relembrando de algumas situações. - A mãe lutou muito. Porém valeu a pena. A Mary e uma moça batalhadora. - afirmou

- Daniel tinha prazer em ficar vigiando ela. - disse Soraya lembrando

- Nisso não mudou em nada. - Francesca disse rindo - Ele a cerca de todos os lados. De duas a uma, vão acabar se casando ou vão chegar ao ponto do ódio ser tão grande, que não suportara olhar um para o outro.

Daniel estava a espreita para ver Mary sair do hospital. Fazia questão de saber do horário de cada plantão.

Mary juntou suas coisas , ia saindo distraída quando alguém a esbarrou. Sua bolsa caiu afastada, e o que a outra pessoa carregava foi junto.

Mary se desequilibrou braços fortes a segurou.

- Me desculpe. - uma voz masculina chamou atenção de Mary - Que distraído que sou.

Mary levantou rosto e se deparou com belo par de olhos castanhos, um sorriso encantador em seu rosto bem barbeado.

O Homem que a segurou a soltou, começou a pegar as coisas espalhadas pelo chão.

Mary ficou paralisada admirando.

- Me desculpe. - entregou a Mary seus pertences. - Eu sou o Pietro. - se apresentou

- Mary. - Estendeu a mão para cumprimenta-lo - você é o novo ortopedista? - perguntou

- Sim. - sorriu - Espero ter o prazer de trabalhar com você! - deu um sorriso torto - vou indo tem um paciente me esperando.

Mary apenas assentiu, caminhou para a saída. Pensando no novo médico.

Pietro quase 2 metros de altura, cabelos pretos, olhos castanhos dono de um sorriso perfeito e uma voz aveludada. A pele bronzeada pelo sol.

Distraída caminhava até uma pessoa lhe chamar atenção.

- Não fala mas com seu pai?- indagou Amâncio

- Desculpa pai estava distraída. - se virou para o pai. - como o senhor está?

- Bem. - respondeu seco - Esqueceu que tem pai? - perguntou cínico

- Tenho trabalhado e estudado, quase não tenho tempo livre. - argumentou

- Sua mãe tem feito sua cabeça. - afirmou - Para me procurar só quando precisa de dinheiro. - disse cheio de si

- Olha pai, realmente não tem me sobrado tempo livre. - se defendeu - Minha mãe não tem nada com isso.

- sua mãe sempre fez sua cabeça contra mim. - acusou

Mary cerrou os punhos furiosa. Giuliene nem tocava no nome de Amâncio. Como se simplesmente Amâncio não existisse, como se a terra o havia tragado.

- sua mãe te educou muito mal. - proferiu mas uma acusação.

- Não coloque nome da minha mãe no meio. - Mary falou tentando se controlar - Tudo o senhor acusa a minha mãe! Isso é cansativo.

- sua mãe e culpada de tudo isso. - acusou - Não te ensinou ser uma boa filha como a Debbie.

Mary se irritou, odiava ser comparada a queridinha.

- Bom se a Debbie é a sua preferida fique com ela.- esbravejou irritada - Afinal, você não me considera sua filha.

- como ousa falar assim comigo? - perguntou Amâncio enraivedecido

- Você só sabe me cobrar atenção.- gesticulou com os braços - E me abandonou quando tinha 3 anos. E sim vou defender a minha mãe. Pois ela sempre fez tudo por mim. - disse com tom de voz alterado

Amâncio não gostou das palavras de Mary. Se sentiu afrontado. Levantou o braço para dar um tapa em Mary. Seu braço foi puxado se virou para olhar, quem puxava.

- Não se atreva bater nela. - Daniel disse com firmeza - Escutar a verdade machuca não é? Se encosta a mão nela acertará as contas comigo. - Daniel ameaçou

- Daniel não se meta nisso. - Mary tentava puxar Daniel

- solta meu braço moleque. - Amâncio encarou Daniel

- vou te mostrar quem é o moleque - Daniel puxou- o pelo colarinho da camisa

- Daniel por favor para com isso. - pediu

- Mary entra no carro. - ordenou Daniel, a encarou - Entra no carro. - disse firme

Mary se encaminhou para o carro, resmungando.

- Escuta aqui.- Daniel estava alterado - se for para fazer isso com a Mary nunca mas se aproxime dela.

- você vai fazer o que moleque?- Amâncio perguntou debochado - E apenas um moleque.

- O moleque aqui vai te mostrar. Como uma homem de verdade age. - as palavras de Daniel foram ameaças

Jogou Amâncio longe saiu esbravejando.

" Quem esse velho pensa que é? Não passa de um corno manso. Enche a boca para falar da Debbie, idiota. Essa daí metade da cidade já passou a mão." Pensava se irritando ainda mas

Daniel entrou dentro do carro sem dizer uma palavra. Deu partida no carro e saiu cantando pneus irritado.

- Por que se meteu? Não precisava da sua ajuda. - Mary quebrou silêncio

- E deixar aquele idiota te bater?- perguntou arrogante

- veio bancar o herói! - Mary disse irritada

- Ninguém vai te agredir na minha frente . - irritado socou volante

Daniel levantou a mão para Mary ficar em silêncio . Parou na frente da casa a olhou sério.

- Obrigada . - Mary agradeceu abrindo a porta

Daniel a puxou pelo braço com firmeza.

- Não quero você se humilhando pelo idiota do seu pai. - a olhou dentro dos olhos

Mary assentiu.

Daniel a puxou pela nuca para beija-la. Mary relutou tentando se afastar. Mas Daniel a venceu, Mary respondeu o beijo. Quando lhe faltou o ar se afastaram.

Mary voltou para a realidade e deu um tapa em Daniel.

- Nunca mas me beije novamente. - esbravejou antes de sair

Daniel sorriu a vendo brava.

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