R O M A N C E D A R K 🔞
📍NOTA : NESTA ESTÓRIA CONTERÁ OS SEGUINTES ASSUNTOS;
📍 CENAS DE SEXO EXPLÍCITO
📍 VIOLÊNCIA/TORTURA/MORTES
📍ABUSO SEXUAL/ ASSÉDIO/ LESBOFOBIA
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📍S I N O P S E
Anelise é uma jovem bastarda, feita de empregada pela família do seu pai, fruto de um adultério com uma prostituta. Sempre sofreu, não teve a chance de entrar em uma escola, a única coisa que aprendeu a fazer, foi a servir, e ser submissa às pessoas, principalmente para a família do seu pai que nunca a reconheceu publicamente como sua filha.
Fabrício Bernoulli (pai), capo da máfia Alemã. Ambicioso, não se importa com nada além da sua posição, e a irmã do seu futuro genro.
Suyane Bernoulli, irmã mais velha de Anelise, a maltrata desde quando eram crianças. Esconde um terrível segredo, é apaixonada pela irmã bastarda, e isso para a Máfia é um terrível pecado. A consequência é o enforcamento. Escolhida para ser esposa do Subchefe da Máfia, tem a ideia de levar Anelise como sua empregada particular, para humilhá-la e tê-la por perto.
Jordan Aguirre tem apenas dois objetivos, casar para garantir seus herdeiros e cumprir seu dever na máfia.
Escolheu Suyane por ser a mais bonita na posição da Máfia, contudo, sua opinião de beleza mudará completamente ao captar os olhos submissos de uma garota magra usando roupas de empregada perambulando pela sua mansão.
Como dizem "A Curiosidade matou o gato", Anelise se perderá na dimensão do desconhecido, que no fundo sente ser errado, mas o caminho para o inferno é tão dolorosamente gostoso que a fará apostar sua própria vida.
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📍PERSONAGENS PRINCIPAIS
Anelise (Anastasia Cebulska) 19 anos. É a empregada pessoal de sua meia irmã.
Jordan Aguirre (Chris Evans) 32 anos. Subchefe da máfia Alemã.
Suyane Bernoulli (Amber Heard) 21 anos. Meia irmã de Anelise e futura esposa do Subchefe.
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Anelise - Narrando
Iniciava mais um dia sem minha mãezinha, fazia um mês e alguns dias que ela havia falecido, deixando-me "sozinha" no mundo. Com ela sentia que tudo podia fazer e suportar na casa do meu pai que não me considerava como filha.
Espio pela janela do quarto de Suyane, um carro cor preta que encaminha-se para dentro da propriedade, olho escondida entre as cortinas cor marfim, curiosa para saber se é o noivo da minha meia irmã.
Nas conversas dela com algumas amigas em chás, não tinha uma que não suspirava mencionando o noivo, o nome dele é Jordan Aguirre.
Suyane se mostrava indiferente às feições e suspiros das amigas, desconfio até que ela não tem coração. Por ouvir tanto falar de Jordan Aguirre, a curiosidade cresceu no peito. Principalmente por ser noivo dela.
- O que faz olhando pela janela? - a voz de Suyane me faz tirar os olhos de fora, logo quando o carro havia parado.
Olho na direção dela, as mãos repousam em cada lado da cintura. Ela é linda, a admiro, pelo menos beleza ela tem e muito, contudo, lhe falta amor. Sofro nas mãos dela.
- Penso que seu noivo acabou de chegar - digo inocente a verdade do que desconfio. O carro do meu pai não é daquele jeito, não é tão bonito.
Suyane caminha graciosamente em cima dos saltos altos sem qualquer pressa para olhar pela janela. Se inclina para olhar e suspira alto. Me afasto quando ela me olha com expressão irritada.
- É ele sim - diz descontente, continua me olhando, abaixo a cabeça. - Está feliz com meu casamento?
Ajeito o vestido velho no corpo, em dúvida no que responder.
- Acho que sim - respondo, ela toca no meu queixo, o jeito é encará-la também. É estranho quando Suyane fixa os olhos em meus lábios, sinto uma coisa diferente.
- Acha? - implica com minha resposta, aperta meu queixo, sinto as unhas dela machucar minha pele. - Vai ficar triste quando for embora dessa casa?
- Confesso que não - respondo novamente com a verdade, os olhos dela faiscam de raiva, não a entendo.
Irritada pisa no meu pé, esmagando-o com o salto pontudo, mordo a língua para não gritar, se fizer vai ser pior.
- Hoje você não almoça, Anelise - decreta o castigo sem que eu tenha feito nada errado.
Aceito em silêncio. Suyane anda para frente do grande espelho na parede, aproveito que os olhos dela não estão em mim para olhar para meu pé machucado, pouco sangue saia, mais ardia muito.
Seguir para fora do quarto após ela sair. Fui para a cozinha, dona Dinorah, a cozinheira terminava de fazer o almoço. Por ter o espaço dos empregados na mansão, para se locomover sem incomodar a família, não pude ver o noivo de Suyane.
- Ajude Dorotéia a colocar os pratos na mesa, depois cuida desse pé, Ane - diz Dinorah, ia fazer curativo com um pedaço de pano que rasguei da minha roupa.
Sem reclamar, segui Dorotéia para a área proibida, fora de horário os empregados não podem pisar, a sala de almoço fica próxima à sala de visitas. Arrumando os talheres consigo ouvir vozes diferentes vindo de lá.
- Está curiosa para ver o noivo da senhorita Suyane? - pergunta Dorotéia me observando, nego balançando a cabeça, nenhum empregado tem amizade com o outro, aqui todo mundo age feito mudo. - Não minta, menina, é feio!
- Queria ver sim, mas por curiosidade apenas, as amigas da Suyane dizem que ele é muito bonito - comento o que ouvi a respeito.
- Ele é bonito mesmo, e perigoso, o subchefe da máfia - diz, não entendo bem sobre os estatutos da máfia. - Os irmãos Aguirre são todos bonitos, os vi apenas uma vez em um casamento.
Encerrando o assunto sobre os irmãos Aguirre. Seguir fazendo as tarefas aproveitando que Suyane havia esquecido de mim.
- Posso falar com o senhor? - pergunto para Fabrício, meu pai, deixei ele terminar de brigar com a empregada servente por um erro cometido na sala. Raramente aparecia na cozinha. Permitindo. - Onde minha mãe foi enterrada? Queria visitar o túmulo.
Fabrício mostra um sorriso malvado, conheço bem por já ter visto exibi-lo quando faz algo ruim com a esposa, mãe de Suyane.
- Puta não tem direito a túmulo - diz, pisco pelas lágrimas que querem sair, sinto dor no peito por ouvir a resposta. - Procure o que fazer, Anelise, não me importune com perguntas idiotas.
Caminha para fora da cozinha, fico parada chorando em silêncio. Minha mãe teve uma vida sofrida, não teve escolha quanto ao que fazia pela noite, ela era boa e gentil. Todo dia dava um jeito de ir vê-la, ela me ajudava.
- Anelise, a srta. Suyane quer que leve o almoço dela no quarto - diz o mordomo nariz empinado, lembrar do almoço fez minha barriga roncar, triste por hoje não ter uma refeição.
Pego a bandeja com a comida dela e vou para o quarto. Entro e a vejo Suyane nua em frente ao espelho, parecia irritada, coloco a bandeja em cima do criado mudo, espero pelas ordens.
Suyane resmunga indignada com algo.
- Ele quer um herdeiro, Anelise - diz para mim com voz tensa e nervosa. - Jordan quer um filho. Não posso estragar meu corpo!
- Mamãe dizia que um filho é uma benção - digo lembrando dela com amor.
- Não diga nada referente a prostituta da sua mãe, Anelise, poupe-me do dizer dela - diz com expressão de nojo e desdém por minhas palavras.
- Desculpa - peço engolindo o choro.
Suyane senta na cama e a entrego a bandeja.
- Em poucos dias será o casamento - diz, estou feliz por isso. - Você é minha convidada!
Olho surpresa para ela.
- Eu? Mas porque? - pergunto, nunca fui em um casamento, nem sei como acontece.
- Porque sim, você vai morar comigo na mansão do Jordan. Após a primeira noite de núpcias, irei precisar ser cuidada - diz, meu alívio e alegria somem com essa notícia. - Quero você perto para fazer tudo.
Balanço a cabeça aceitando, não tinha escolha, precisava pelo menos fingir agrado. Suyane não comeu toda comida, em pé próxima a porta a boca salivava de vontade.
- Não quero mais, estou satisfeita - diz, prontamente pego a bandeja, pensando em comer o que sobrou, ela não comeu praticamente nada, o prato farto me chamava para devorar. - Nem pense em comer nada, Anelise, lembre-se do castigo, jogue fora o que sobrou.
Sair do quarto, fiz o que ela mandou com o coração partido.
Horas depois...
Sou obrigada a fazer massagem quase todos os dias nos pés de Suyane, parecia ser tarde da noite, queria ser liberada para acabar de tomar o leite e comer o pão que deixei para vir cumprir as ordens dela.
- Faça massagem com os lábios - diz de repente Suyane, meus olhos esbugalham por essa ordem.
- Não sei fazer isso - digo recusando colocar minha boca nos pés dela.
Suyane respira fundo, senta na cadeira fofa dourada, pega minha cabeça e a inclina para as coxas dela, sem poder virar o rosto, minha boca encostou na pele melada por creme. Sem poder reclamar fui guiada ouvindo sons estranhos da boca dela.
Parecia gostar dos meus lábios na pele dela. Isso aconteceu acho que por alguns minutos, Suyane ergueu minha cabeça e me encarou ofegante mordendo os lábios.
- Fica em pé! - ordena, faço isso, ela se aproxima é mais alta que eu. - Guarde segredo, o que vou fazer é proibido.
Sacudi a cabeça. Suyane segura meu rosto com carinho, fico assustada, ainda mais quando dá um selinho na minha boca. Sei o que é um beijo por minha mãe ter me dito, mas somente entre um homem e uma mulher.
- Gostou? - ela pergunta acariciando minha bochecha.
- Não é só homem e mulher que podem fazer isso? - em dúvida pergunto confusa com o que ela fez.
Suyane suspira revirando os olhos.
- Gostou ou não gostou, Anelise? - insiste na pergunta, infelizmente sem responder a minha, deixando a dúvida plantada.
- Não sei - digo. Irritada ela repete o beijo, assustada me afasto tocando na minha boca, Suyane sorri por eu fazer isso.
- Vamos dormir! Amanhã te ensino a beijar, Anelise - diz tirando a camisola, ficando só com a peça íntima.
- Pra que? - pergunto curiosa.
- Para de perguntar - briga comigo, anda para a cama.
- Boa noite, Suyane - digo me direciono a porta, finalmente ia terminar de comer.
- Ei! Volte! - diz ela me parando. - Dorme comigo hoje.
Se fosse uma pergunta, recusaria. Me aproximo, ela diz qual o lado para deitar, faço o que manda, confortável na cama por ser macia, mas desconfortável por estar na companhia dela e desconfiada com a bondade repentina.
Suyane é malvada igual a Fabrício. Fecho os olhos e finjo dormir por sentir os olhos dela em mim.
Fico pensando em minha mãe para sonhar com ela, preciso vê-la pelo menos nos sonhos.
Alguns dias depois..
O dia esperado pelo Fabrício chegou depressa, o casamento de Suyane beneficiaria muitas famílias, assim ouvir ele dizer pelos cantos da mansão, e maior benefício seria para a família Bernoulli.
Ajudava a fazer o penteado no cabelo de Suyane que estava mais agitada que o comum. Sempre de mau humor, no dia de hoje estava pior.
- Saíam todas vocês do meu quarto! - grita com as mulheres responsáveis em deixá-la uma noiva perfeita e ainda mais linda.
- Preciso ir também? - pergunto antes que sofra uma lesão por qualquer golpe dela.
- Não. Fique! - diz ela nervosa. - Termina o penteado.
Faltando somente o pente de cabelo entregue pela mãe de Suyane, terminei. Ela verificou no espelho e pareceu gostar.
- Tá perfeito! - diz contente. Levanta da cadeira colocada de frente para o espelho.
Usava apenas uma lingerie branca, pelo menos as cores eu conhecia.
- Fico feliz que gostou - digo sorrindo.
- Quero que faça mais uma coisa - diz ela se aproximando, eu bem disposta e conformada a fazer tudo que ela quer, movi a cabeça para que dissesse. - Me beija do jeito que te ensinei.
Esses dias Suyane me ensinou mas não aprendi nada, ela que parecia gostar das aulas, eu nada fazia, me sentia incomodada. Para não dizer que não aprendi e evitar um castigo antes do casamento dela iria fazer.
- Na boca mesmo? - ela afirma, me aproximo e sem enrolar a beijo do meu jeito, sem tocar nela. Ao parar, me afasto e a vejo de olhos fechados.
Ela abriu quando as mulheres entraram novamente no quarto, pediram perdão mas precisavam colocar o vestido.
Na mansão de Jordan Aguirre/Salão do casamento
Suyane quase brigou com Fabrício, ela queria que eu viesse no carro com ela para o lugar onde aconteceria o casamento.
Envergonhada por estar vestida pior que uma mendiga, me escondi entre a decoração com arranjos lindos de flores próximo a entrada, onde Suyane entraria. A única empregada convidada foi eu.
Feito um bicho com medo me encolho, quando dois homens se aproximam de onde estou, eles não podem me ver mas eu a eles é o suficiente para sentir pavor.
- Devon não vai chegar a tempo, Saymon?
Um homem alterado pergunta para o outro. Reparo no que acabou de falar, o cabelo é um tom preto com mechas loira refletida na pouca luz parecia antinatural. Fico perdida olhando, acho que admiro o homem zangado.
- Disse que vai chegar ao final, está ocupado, Jordan, entenda. Não se exalte.
O outro homem também muito bonito mata minha curiosidade em ver o noivo de Suyane, sabendo agora ser o gigante que admirava.
Saindo os dois do meu campo de vista, a melodia clássica de casamento tocou, sorri lembrando da minha mãe, ela tinha um pequeno gravador e colocava a narrativa de alguns casamentos e a música que tocava era a mesma que ouvia com ela.
Vejo Suyane entrar ao lado de Fabrício, fico de pé para vê-los melhor, todos tendo a atenção neles não corro o risco de servir de palhaça para os convidados.
Olho do lugar que estou, Jordan de longe é bonito mas de perto é ainda mais, pego-me lembrando do rosto dele, fiquei impressionada com certeza, acostumada a ver apenas Fabrício como homem na mansão dele, ver outros é uma novidade.
Casados, a "cerimônia" finalizou com os homens brindando e Suyane e Jordan se beijando, o beijo não pareceu com o que ela me dava, com certeza existiam vários tipos de beijo como dizia minha mãe.
Algum tempo depois..
No quarto onde aconteceria a lua de mel, ajudava Suyane a tirar o vestido ela quis que somente eu ficasse no quarto.
- A pior parte, Anelise - diz ela nervosa, sua feição mostrava raiva. - Amanhã cedo vem no quarto, provavelmente estarei toda suja.
Não entendia muito sobre lua de mel, e nem quis perguntar para ela.
- Pode ir, te espero amanhã - diz livre do vestido. - Me prepararei sozinha para essa noite de pesadelo.
Sair do quarto sem dizer nada, queria encontrar com a mulher que conheci quando cheguei, ela mostraria meu quarto.
Aqui é tão grande e bonito, olho para as pinturas nas paredes e alguns retratos esquisitos. Uma pintura tem minha atenção por parecer ser um homem despido.
Minha cabeça voa na imaginação, sem entender muito.
Minutos depois..
Vestida com o uniforme que a mulher me deu, ia ajudar na limpeza do salão, mas primeiro tinha que ir ver Suyane, mal sair e ela mandou que me chamassem. Até aqui seria como na mansão do Fabrício.
Pensava que Suyane já estaria na companhia do marido.
Ia começar a subir a longa escada, todavia a voz de um homem me faz voltar. Fico de cabeça baixa.
- Empregados não sobem pela escada principal.
Fico nervosa por reconhecer a voz e lembro "Bonito e perigoso"
- Perdão, senhor, sou nova aqui, não me informaram - digo com medo, sem perceber, levanto o rosto para explicar, acostumada por Suyane exigir que a olhe quando me briga.
Os olhos azuis irritados direcionados a mim, esquentam meu corpo pela dureza que transmite. Fico hipnotizada olhando para Jordan Aguirre.
- Está informada agora. Suma! - diz com furor subindo as escadas.
Neste momento assustador, fico parada olhando ele subir as escadas, aparentava estar com aversão, quando Fabrício estava assim a mãe de Suyane apanhava.
Penso em Suyane e sinto preocupação. Mas somente pela manhã poderia saber dela.
Anelise - Narrando
No novo quarto que agora chamaria de "meu" fiquei na companhia de uma doce e bonita garota, Bianca, ela possuía um olhar triste, me identifiquei com ela.
Para minha sorte, a comida dos empregados é farta e gostosa, diferente da mansão do Fabrício todos se falavam e pareciam se dar bem. Foi o que percebi há pouco tempo que estive na cozinha, após a primeira bronca que levei do marido da Suyane.
Jordan Aguirre. Suspiro, fecho os olhos para tentar dormir.
Horas mais tarde/ Madrugada
- Anelise, acorde!
Alguém sussurra no meu ouvido. Abro os olhos e me deparo com Bianca, a expressão dela é assustada.
- Oi, o que foi?
Pergunto preocupada, os olhos dela estão cheios de lágrimas.
- Corre pra debaixo da cama! Não importa o que aconteça, não se mostre. Fique quieta!
Diz me deixando assustada, ouvi sons de passos pesados se aproximando da porta. Rapidamente fui para debaixo da cama.
Bianca voltou para a cama dela, incerta, penso ser uma brincadeira, ia sair para questioná-la, quem sabe rir, pois conseguiu me assustar. Porém, o ranger da porta me fez ficar quieta, alguém entrou e ligou a luz, por debaixo conseguir apenas ver os sapatos que pareciam caros igual aos de Fabrício.
O grito de Bianca fez meu corpo tremer, arregalei os olhos vendo ela ser jogada no chão, do outro lado da cama dela, fico de bruços espantada ouvindo a voz do homem que adentrou o quarto chamando-a de "Escrava gostosa" ele a despia.
Um tapa foi desferido na cara dela, o rosto dela virou para minha direção, eu ia sair para ajudá-la mas ela moveu os lábios pedindo para que não fizesse.
A boca dela foi tampada pela mão do homem. Completamente nua comecei a ouvir um barulho estranho e o corpo de Bianca sendo sacudido.
Logo entendi que ele estava abusando dela, lembro da minha mãe, Fabrício não pagava para tê-la na cama dele, simplesmente abusava dela por isso engravidou, ele a manteve como prisioneira.
Não poderia ficar aqui só olhando, sair devagar e o primeiro objeto de vir foi um pequeno vaso em cima de uma penteadeira.
Espiei na direção deles, aparecia a bunda do homem ruivo que machucava Bianca. Com o vaso nas mãos tive cuidado ao chegar perto, mirando na nuca, bati com o objeto pesado na cabeça dele.
- Anelise!
Exclama Bianca espantada. A ajudei a levantar do chão, peguei o lençol para que ela cobrisse a nudez.
- Vamos pedir ajuda!
Tento guiá-la para a porta, mas ela está travada olhando para o ruivo desmaiado no chão.
- Não podia ter feito isso, amanhã vai ser pior. Ele vai querer abusar de você também, Anelise, tinha que ficar quieta como pedir.
Ela começou a chorar, e iria ajudar o ruivo, na tentativa de acordá-lo. Não compreendo.
- Isso é errado! Alguém poderia ..
- Aqui ninguém se mete, Anelise, não é por maldade, mas por não termos qualquer direito de reclamar.
Isso me deixa abalada, repenso minhas observações e expectativas, não pelos empregados, mas por esse homem.
- Ele é um soldado, filho de um dos..
Bianca foi interrompida. Nossa atenção foi para uma belíssima mulher ruiva que abriu a porta. Ela olha diretamente para o ruivo desacordado.
- Perdão, eu sou responsável por isso.
Bianca quase não conseguia se manter de pé para explicar. Não tive reação alguma, apenas encarei a mulher ruiva.
- Não peça perdão, meu irmão merecia a morte por violar uma mulher!
A ruiva fala com ódio e desprezo. Pela roupa elegante dela, deduzo que seja alguém como Suyane.
- É a primeira vez? - a ruiva pergunta investigativa. Bianca negou. - Fez isso com você também?
- Não, eu estava escondida debaixo da cama, não sabia que isso acontecia. Foi eu quem bateu com o vaso na cabeça dele - explico mesmo com medo de ser castigada.
- Fez muito bem. É nova aqui? - ela pergunta, com certeza por nunca ter me visto antes por aqui. Respondo que sim.
Da porta mesmo ela virou para trás e fez sinal para alguém. Logo dois homens adentraram o quarto e arrastaram o corpo do infeliz desacordado.
- Sinto muito por tudo isso - lamenta sinceramente, vejo nos olhos verdes dela a tristeza com a situação. - Queria poder fazer algo que ajudasse. Conversarei com meu pai para ver se dá um jeito em meu irmão, o que penso ser difícil. Meu nome é Mariele, se ele voltar aqui me avisem! Ficarei na mansão por uns dias.
Bianca balança a cabeça, faço o mesmo. A mulher ruiva por nome Mariele sai do quarto fechando a porta.
- Obrigada! - Bianca me abraça.
Algum tempo depois..
Espero Bianca terminar de tomar banho, penso no ocorrido sinto nojo e medo lembrando de vê-la sendo abusada, isso é traumatizante.
- Mariele Franco, ela é linda e muito boa, não é a primeira vez que a vejo - diz Bianca ao sair do banheiro, já contando sobre a ruiva. - Ela é filha de um capo, é uma das poucas mulheres gentil que participam da máfia.
- Só o irmão é desse jeito - digo sentindo repulsa.
- Cléver é o nome dele - diz se vestindo. Vejo algumas marcas no corpo dela, prefiro não perguntar. - Como vai morar aqui, poderíamos cuidar uma da outra, concorda?
- Sim - ela senta do meu lado. - Estava pensando nisso.
Sorrimos. Bianca pediu para dormir comigo, eu quase recusei, mas pela situação recente, permitir. Diferente das vezes que dormi com a Suyane, fiquei confortável, Bianca não tocou no meu corpo muito menos ficou me olhando.
Demorei, mas consegui pegar no sono. Antes com a Bianca arredamos com dificuldade a penteadeira para ter segurança na porta.
Pela manhã 08:45
Cogitando que Suyane estaria acordada para ajudá-la. Ao entrar no quarto, avistei-a na imensa cama dormindo, a camisola dela estava no chão, assim também a lingerie rasgada em pedaços.
Não cheguei perto para vê-la melhor. Me ajoelhei e comecei a catar as roupas, peça por peça, mas parei quando vi uma cueca próxima ao criado mudo.
Decidi pegar, ajoelhada virei na outra direção e me espantei ao dar praticamente de cara com um par de pernas grossas no meu caminho. Ergui a cabeça, subi os olhos até encontrar os olhos azuis, os mesmos de ontem quando fui repreendida.
- O que faz nesse quarto? - Jordan estava apenas com uma toalha enrolada no corpo grande e musculoso. Mordi o lábio, nervosa
- Vim pegar as roupas e ajudar Suyane a fazer algo - minha boca treme, Jordan respira fundo. Me assusto ao ser pega pelos braços, Jordan me coloca de pé e passa a mão pelo meu pescoço.
- É a segunda vez que a vejo - braveja observando meu rosto. - No meu caminho. Isso é coincidência?
Parece avaliar, queimando minha pele com o toque brusco no meu pescoço e o olhar indecifrável.
- Sim, senhor! - deixo as peças cair no chão, pelo nervosismo crescente, minha respiração falha. - Sou apenas a empregada da Suyane.
Jordan fica me olhando, parecia ver-me por dentro. Soltando-me, direcionou os olhos para meu lábios entreabertos. Uma sensação física que não sei de onde vem, movimenta meu corpo, e mexe meus pensamentos tentando decifrar o que Jordan pensa e porque está encarando-me desse modo que desconheço.
Sinto um calor inferior. Quando ele alisa meus lábios. Parecia estar hipnotizada e ele também, mas piscando por duas vezes, Jordan se afastou.
- Para o seu bem, melhor não se colocar novamente no meu caminho. Não quero reencontrá-la aqui! - diz ríspido me puxando para fora do quarto.
Apavorada corri para longe quando tirou as mãos de mim.
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Jordan Aguirre - Narrando
Espero pelo Devon, meu irmão no escritório, tínhamos assuntos pendentes para resolver, por isso não quis viajar para foder Suyane, isso poderia fazer em qualquer lugar para selar o casamento.
Enquanto espero penso na empregada magricela que encontrei duas vezes, e nelas senti vontade de beijá-la e levar pra cama para deflorá-la, ela cheira a inocência e pureza.
- Devon - digo, ele entrou na sala acompanhado de alguns capo e nosso conselheiro. - Esperei no casamento.
- Tive um contratempo - diz sentando na cadeira, lançando um olhar gélido e escuro, queria respostas.
- O coreano na próxima semana estará aqui para acertar os negócios - digo, Devon quer unir a máfia coreana e a chinesa para maior benefício para a Camorra e expansão. Suas habilidades superam qualquer ideia e pensamento inimigo por ser um espreitador paciente para as missões e negócios. - Cuidarei de tudo!
- É sua obrigação! - diz entufado. - Saíam!
Os capo saíram, restou somente Saymon por ser o mais chegado.
- E a lua de mel? Já garantiu um herdeiro para a máfia? - pergunta Saymon.
Devon me encara. Ele não quer casar, e atirou em minhas costas a obrigação de casar e fazer herdeiros.
- Sim, Suyane não vai demorar a engravidar - digo sem entusiasmo.
- Qual a mulher que tirou teu tesão pela Suyane, Jordan? - pergunta Devon. Desde o começo da ideia de casamento, Suyane foi a primeira que pensei. - Está pensando nela!
- Uma amante tão cedo - diz Saymon, servindo-se da melhor bebida da prateleira. - Quem é ela?
- Uma empregada nova, veio com a Suyane para ajudá-la - digo, olho para Devon, à espera de uma advertência.
- Se a deseja, faça dela sua amante. Só se comprometa em depositar o esperma no útero certo, Jordan - diz Devon.
Me encosto na cadeira de couro, ela parece uma menininha, é linda, e talvez a faça minha.