Essa história é baseada em fatos reais.
Infelizmente na vida real é difícil se chegar ao final feliz, por mais que se lute, que sejamos fortes, as vezes o destino está contra nós.
Quero agradecer a pessoa que me deu esse enredo, que abriu seu coração e sua vida para mim, assim pude conhecer um pouco dela e ainda criar uma amizade. Todas as palavras foram analisadas cuidadosamente para ser o mais fiel possível aos fatos principais da trama. Claro, que algumas cenas são criações da autora, coisas que eles poderiam e mereciam ter vivido durante esses anos, mas tentei me manter o mais fiel possível ao relato que me foi dado.
Esse amor resistiu ao tempo, as mentiras e a distância, mas não pôde ser vivido em toda a sua intensidade na vida real.
Espero dar ao casal Camilla e Murilo a chance de viver esse amor nas páginas de um livro, assim como sonharam em viver na realidade.
O amor de vocês será eternizado aqui e espero que apreciem, seja de onde for, que possam viver cada emoção desse casal como gostariam de viver na realidade.
Meu agradecimento a Camilla, sem você esta história não existiria e em memória do Murilo... Que lutou bravamente até o fim, mas o tempo sempre foi seu maior inimigo, agora poderá sentir esse amor na eternidade.
Meu nome é Camilla, tenho 16 anos moro em uma cidadezinha de São Paulo, chamada Itupeva, o lugar aqui é legal, é uma cidade pequena, mas tem seu charme. Tenho uma família simples, minha vida atualmente é estudar e curtir com as minhas amigas. A gente nunca passa dos limites, meu pai faz marcação cerrada comigo e ainda tem meu irmão, ele tem 19 anos, trabalha na Capital e estuda em uma universidade pública de lá. O Gustavo é a minha inspiração, quero um dia conquistar muitas coisas sozinha, assim como ele tem feito.
- Fala mana, o que tá fazendo?
- Oi Gustavo tudo bem? Eu estou estudando, amanhã tem prova de química! E você o que conta de bom?
- Estou me preparando pra uma prova também, é sobre educação financeira, mas tá de boa, essa parte eu domino. Passa pra mãe.
- Tá bom, beijo mano.
Deixei minha mãe falando com meu irmão e fui deitar, amanhã eu tenho que estar disposta.
No outro dia acordei cedo e fui pra escola, passei na casa da Bia, ela é minha melhor amiga, não tem nada da minha vida que ela não saiba.
- E aí, preparada pra prova?
- Você acha que todo mundo é que nem você Bia? Eu estudei, estou mais que preparada.
Que dia chato! Eu penso, até a prova foi tranquila, até a Bia se deu bem, não tinha como errar.
Quando saímos tinha uma confusão na porta da escola.
- Gente, o que é isso? - Eu pergunto.
- Camilla, de boa... Deve ser o pessoal do terceiro ano brigando de novo.
- Perai, Bia aquele ali não é seu irmão?
- Ai que merda, vem me ajudar Camilla, tenho que levar ele pra casa.
Nos aproximamos e fomos ajudar o Bruno, ele é um ano mais velho que a Bia, sempre arruma confusão, a mãe da graças a Deus dele terminar o ensino esse ano, não vai ter mais essa preocupação.
- Bruno o que você arrumou dessa vez? - Perguntou Bia.
- Bia, fica fora disso, vou ensinar á esse idiota uma lição.
- Ei Bruno, não vale a pena, vamos pra casa vai.- Eu disse.
- Olha aí o motivo da briga... A gente não pode tocar no seu nome Camilla que ele fica assim. Eu só disse que a cada dia você fica mais gostosa.
- Eu nem te conheço! Vamos Bruno!
Eu me virei para ir embora e ele deu um tapa na minha bunda.
- E não é que tá gostosa mesmo! - Disse o idiota do Eduardo.
Nesse momento Bruno perdeu a cabeça, e foi pra cima dele, eu não sabia o que fazer, a Bia só gritava para separar e os outros só queriam ver a pancadaria. Eu resolvi entrar no meio, nunca tive medo de briga. Tentava segurar o braço do Bruno, mas não queria ser atingida.
- Solta ele Bruno, para com isso!
Só que então a coisa ficou feia de vez, todos paramos feito estátua, um carro da polícia parou bem na nossa frente. Eu só conseguia pensar que meu pai ia me matar se eu fosse parar em uma delegacia.
O policial no banco do carona desceu, ele se chama Matias, mora aqui perto, posso dizer que todos o conhecem, fico aliviada, ele vai fazer aquele discurso e liberar todo mundo.
- Murilo! da um pulo aqui, me ajude a cuidar dessa ocorrência.
Meu Deus quem é essa gato! Esse parceiro do Matias é lindo, jovem, malhado e com esses óculos escuros então, senti minha respiração mudar, e acho que metade das meninas aqui também.
- Foi ele que começou! - Disse Bia apontando para o Eduardo.
- Eu um caralho, quem começou foi seu irmão, não parti pra cima de ninguém.
- Pra começar, não pedi pra ninguém abrir a boca. - Disse o tal Murilo, fiquei pensando em como ele é grosso.
- Você, você, você e você ficam aqui, o restante é melhor ir, não tem mais nada pra ver. - Ele disse apontando pra mim, Bruno, Bia e Eduardo.
As pessoas começaram a ir, os olhares eram de que estávamos mais que encrencados. Murilo deu uma circulada em volta de mim, parecia me analisar de cima a baixo.
- Então diga, o que aconteceu? - Eita ele pergunta logo pra mim.
- Bom quando eu e Bia estávamos saindo eles já estavam brigando, a gente queria levar o Bruno pra casa, mas o Eduardo continuava provocando.
- Entendi, e então Bruno qual o motivo da briga?
Eu percebi que ele não queria me expor, ele me olhava e olhava o policial, mas não disse nada.
- O motivo é ela, se alguém fala ou chega perto da Camilla ele fica assim! E a puta não é nada dele. - Quem respondeu foi Eduardo.
A expressão de Murilo mudou, ele se voltou para o Eduardo, pensei que ele mesmo faria o que o Bruno foi impedido de fazer.
- E quem é você pra ofender a moça, parece que interrompi cedo demais, se falasse assim de qualquer amiga minha também levaria um soco pra aprender a tratar uma dama. - Gostei! O policial acaba de marcar vários pontinhos no meu coração, sou uma dama, fiquei pensando.
Nesse momento Matias colocou a mão no ombro de Murilo, parecia querer evitar problemas.
- Chega Murilo, essa molecada é assim mesmo. Primeiro meninas, vão pra casa, não deveriam se meter nisso, você Bruno use as palavras e não as mãos, isso ainda vai te colocar em encrenca e não terá a mim pra te liberar. Você Eduardo, eu mesmo vou levar em casa, esqueceu que seu pai corre comigo todo domingo? Ele vai gostar de saber como você trata as mulheres, ou acha que não vi o tapa que deu na moça, só isso já seria motivo pra levá-lo pra delegacia.
Eu queria rir, mas não podia, agradeci aos policiais e Murilo tirou os óculos, sorriu de volta. Que olhos... Ele é todo lindo na verdade.
Cheguei em casa e me joguei na cama, fiquei olhando para o teto, quando fechava os olho imaginava aquele policial.
- Ai Camilla amanhã é outro dia! - Digo pra mim mesma e durmo.
Me chamo Murilo, tenho 22 anos e acabo de me tornar Policial Militar, minha família falou que eu sou louco, que o mundo está muito perigoso pra isso.
Para tranquilizar minha família escolhi uma cidade mais tranquila que a Capital, vou trabalhar em Itupeva.
Hoje é meu primeiro dia de trabalho, estou nervoso, sei que ser policial é perigoso, mas estou muito bem preparado pra isso. Acordo cedo, tomo banho e um café, pego meu carro e vou até a delegacia da cidade, na entrada já tem um homem de meia idade me esperando.
- Bom dia.
- Bom dia, você deve ser o Murilo, eu sou Matias, seremos parceiros aqui.
- Ah que bom! Conhece bem a cidade?
- Nasci, cresci e moro aqui minha vida toda, conheço a cidade e todos que moram por aqui.
- Isso é ótimo.
- Vamos entrar, vou te mostrar o vestiário, você se troca e depois podemos falar mais do trabalho.
Depois de me trocar assinar alguns documento, conhecer cada parte da delegacia já são 11 horas e Matias fala de fazermos uma ronda para eu conhecer a cidade um pouco.
- Você dirige garoto, minha visão não é mais a mesma pra isso.
- Sim senhor.
Quando estamos passando na frente de uma escola tem uma quantidade enorme de gente.
- Isso é sempre assim?
- Não, isso é briga. Encosta, vamos averiguar de perto.
Paramos e as pessoas brigando demoram uns minutos para notar nossa presença. Matias desce do carro imediatamente, eu fico esperando, até que ele me chama, deve querer que eu resolva pra pegar experiência.
Desço e vejo 4 jovens no meio da multidão, devem ser os envolvidos.
- Murilo! da um pulo aqui, me ajude a cuidar dessa ocorrência.
Nem me aproximei direito e já começam a falar, parecem um bando de crianças.
- Foi ele que começou! Disse Bia apontando para o Eduardo.
- Eu um caralho, quem começou foi seu irmão, não parti pra cima de ninguém.
Bom, é hora de mostrar quem manda.
- Pra começar, não pedi pra ninguém abrir a boca. - Eu disse em tom firme
- Você, você, você e você ficam aqui, o restante é melhor ir, não tem mais nada pra ver. - Acho que essas são os envolvidos, então a plateia pode ir embora.
As pessoas começaram a ir, eu noto que uma das meninas é realmente linda, dou uma volta em torno dela e que menina! Realmente linda, cabelos castanhos, olhos grandes, pele clara, mas deve tomar sol, tem um leve bronzeado.
- Então diga, o que aconteceu? - Pergunto para a bela que está tentando se esconder atrás de um caderno.
- Bom quando eu e Bia estávamos saindo eles já estavam brigando, a gente queria levar o Bruno pra casa, mas o Eduardo continuava provocando.
- Entendi, e então Bruno qual o motivo da briga? - Quando pergunto percebo que ele olha pra menina e para o chão, mas não fala nada.
- O motivo é ela, se alguém fala ou chega perto da Camilla ele fica assim! E a puta não é nada dele. - Bonita do jeito que é, realmente é de causar briga, mas xingar a menina? Ela parece meiga e tímida, não tem cara dessas coisas.
- E quem é você pra ofender a moça, parece que interrompi cedo demais, se falasse assim de qualquer amiga minha também levaria um soco.
Nesse momento Matias coloca a mão no meu ombro e me interrompe, acho que por hoje tá bom.
Depois de um pequeno discurso, Matias ficou de falar com o pai de um dos envolvidos.
- Tio, por que só com meu pai? Eles deveriam estar aqui também.
- Tio? Eu olho pro garoto no banco de trás da viatura e para Matias.
- É Murilo, esse aí eu vou levar em casa porque sou amigo da família, ele sempre me chamou de tio, e você Eduardo passando a mão na colega, brigando por causa de mulher, que educação é essa hein?
- É aquilo que eu falei o Bruno gosta da Camilla, mas não fala nada pra ela. Eu comentei que a cada dia ela estava mais gostosa e ele ficou irritado, eu não passei a mão nela, foi só uma besteira pra ver ele irritado. Mas aí ele perdeu a cabeça e veio pra cima de mim.
- Conta isso pro seu pai, estamos quase chegando.
Matias entrou na casa com o garoto, eu fiquei no carro esperando, não conheço ninguém por aqui, mas gostei da menina que vi. Realmente é um bom motivo para a briga de dois garotos.
No dia seguinte faço o mesmo processo acordo cedo, tomo café... Droga não abasteci meu carro! Vou ter que ir a pé, por sorte não é tão longe.
Estou caminhando pela rua e olha só, o motivo da briga está bem a minha frente, acho que saiu daquele portão azul.
- Olá senhorita!
- Ah, Oi.
- Você é o motivo da briga de ontem certo?
- Ai meu Deus que vergonha! Me chamo Camilla. E você é o policial.
- Me chamo Murilo.
- Prazer Murilo, o que faz aqui?
- Meu carro quebrou terei que ir andando pra delegacia e você?
- Estou indo pra escola, sempre vou andando...
- Se importa de eu acompanhá-la?
Nesse momento ela deu uma risada, mas que risada gostosa de se ouvir, puder reparar nos contornos de seus lábios, é realmente uma moça bonita.
- Ah, é sério? Pensei que estava brincando.
- Não estou brincando... - Pego seus cadernos e carrego eu mesmo.
Paramos um pouco a frente em uma outra casa.
- Minha amiga Bia e o irmão sempre vão comigo.
- Tudo bem... - Droga pensei que conversaríamos no caminho.
A outra menina sai com o rapaz da briga, não estou de uniforme, parece que não me reconheceu.
- Bom dia Camilla, e quem é esse seu amigo? Ele é do 3° ano?
- Esse é o Murilo.
- Fala cara, sou o Bruno... - Sério ninguém me reconheceu? Vou acompanhando e ouvindo as conversas.
- Camilla você sabe do Eduardo?
- Graças a Deus não, depois que fomos pra casa não soube nada.
- O Matias é muito bonzinho, deveria te levado ele pra delegacia. - Disse o Bruno.
- Nesse caso você teria ido junto e a mãe mataria você depois. - Parabéns Bia, se um merece o outro também.
Chegamos na porta do colégio...
- Camilla está entregue, agora tenho que achar meu caminho. - Eu disse sorrindo e dei um beijo no rosto dela.
- Ah! É verdade te desviei um pouco, mas é fácil, segue essa rua da frente até o final e vira a direita, a delegacia e a no final dela, é uma rua longa vai andar bastante, mas não tem erro. E obrigada pela companhia.
Ela me deu um beijo no rosto e eu aceno com a cabeça para os outros. Eu devo estar louco de andar no meios desses adolescentes. Mas gostei de conhecer a Camilla ela parece ser gente boa.