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Amor Bandido .

Amor Bandido .

Autor:: MonikRegis
Gênero: Romance
Sua única Salvação... O propósito de Deus foi unir os dois. Talvez a melhor saída do Rodrigo seria conhecê-la, ele entendeu que tudo em nossa vida tem um propósito. Rodrigo aprendeu a conviver com seus medos e passados, o seu medo de relacionar com alguém e enfrentar o amor. Entrou pra vida do crime sendo menor de idade, com o pai preso e a mãe sendo mulher de presidiário, ele não teve outra escolha. Jéssica sempre foi uma mulher batalhadora, guerreira e submissa aos seus pais que são evangélicos. Uma mulher que acredita ainda na mudança do mundo e zela seu amor e carinho por onde passa, dona de um coração enorme e cheio de paz. Ela carrega a igreja pra estampar a paz, e ele, Rodrigo carrega o fuzil pra estampar o seu ódio. Por ironia do destino eles esbarram-se, será que ele saberá lidar com seus novos sentimentos?

Capítulo 1 01

Notas autor: Livro com linguagem informal.

Guerreiro

– Coé, acelera essa porra.- segurei o fuzil apertando firme.

Estávamos a milhão no Volvo xc metendo fuga, encarei o retrovisor novamente olhando os gambé dando perseguição.

Já estava batendo neurose, mente apertando, a cada momento uma fita diferente passava na cabeça, parcero, pensamentos altos que nem eu mesmo conseguia resolver essas paradas.

No porta-mala era vários malote pesado, dinheiro bolado do maior assalto a banco, papo de milhões, deixamos tudo acabado nos caixas.

Ficamos uma cota de tempo elaborando esse assalto, foram convocados os cinco piores bandidos, bandido 157 boladão.

Ratinho: Bate rádio para o patrão!

– Ele vai fazer que porra?- bufei. - Os comédias denunciaram pra falhar nessa missão! Vai porra, tú sabe ser piloto de fuga! Eu vou meter fogo.

Ratinho: Tá ligado que vai dar merda...

Patata: Vai, não dá! Para essa porra e vamos nos entregar logo!- disse nervoso no banco de trás junto dos outros menor, neguei sério me encarando no espelho e olhando a máscara em meu rosto.

Sou Rodrigo, famoso Guerreiro nessa parada! Nem tenho na mente de amarelar, rapá.

– Colfoi, somos bandidos! Bandidos nesse caralho, amarela não, porra!- segurei o fuzil abaixando o vidro.- Vai logo, caralho.- No escalados coloquei o fuzil metendo fogo pra descagarregar o pente nos gambé, na maior saga! Treinado pra caralho.

Meti fogo com o fuzil, com bandido não tem essa de porte arma fraca não, aqui é os que estoura os bagulho pra caralho, rapá.

Saber ser cauteloso e agir da maneira certa, papo reto.

Desenrolei o pente fácil, sou bandido nessa parada, meti uma de maluco mesmo descarregando o pentão. Me adiantei rápido caindo pra dentro novamente.

Nós não quer matar ninguém, mas tem que colaborar com a nossa cara também, gostamos de ser educados com todos, queremos apenas os malotes de dinheiro, nosso objetivo é esse, foder com o sistema.

Ratinho: Eu vou jogar o carro de lado e vocês metem fogo!- travei meu maxilar quando ele enfreeou o carro jogando de lado, na adrenalina abaixei o banco colocando o fuzil e metendo fogo.

Os gambés colou do ladinho mesmo, mas rendeu nada! Fuzilei o carro todo com a ajuda dos moleques, era tiro trocado em cima do outro, madrugada fudida, parcero.

Ficamos uns minutos dessa maneira até eles pararem de trocar tiro, tremeram tudo. Ratinho apertou no duzentos pra meter fuga novamente, dessa vez sem eles atrás.

Ratinho: É nosso, porra. - olhou no retrovisor.- Baleou alguns lá, isso mermo!

O bagulho é sempre dessa maneira, quando alguém dos parceiros deles é baleado, logo rendem.

Patata: Toma no cú...

Encostei no banco sentindo minha respiração pesada, ainda precisava de cautela, sempre vamos ser surpreendido por qualquer desses comédias.

(...)

– Vamos mergulhar no maior assalto a banco. Cê acha que estou aqui pra brincar? Madrugada de terror, cidade em surto, cinco bandidos entram mais armados que o rambo... mais armados que o rambo... dois polícias mortos e três feridos... - abri um sorrisão coringa escutando o bonde comentar.

Patata: Não mandei pra tú.- apontou o dedo na minha direção.

– Olha só, se eles brotar é apenas botar o fuzil barulhar.- falei calmo enquanto puxava a fumaça do meu cigarro.

Os moleques estava afim de pesar a mente com papo de parada bizarra, gosto não, parcero.

Patata: O papo é sério, porra.

– Quem disse que é brincadeira, pô.- arquiei a sobrancelha sério.

Ratinho: Papo bolado! É apenas ficar de contenção, caralho.

Patata: Se liga, os moleques estão despreprado no bagulho...

– Ninguém está nessa maneira, tú que está marolando na mente de vários, mané.- mandei um legal pra ele que me olhou nervoso.

Ratinho: Alivia, vamos curti os milhões, depois nós discute essas paradas aê.

Agora é lazer com várias granas no bolso, parcero, ninguém precisa meter de maluco por uns tempos.

Guerreiro

- A crentona do cú quente!- Patatá falou alto, tirei meu olhar do baseado mirando minha visão na garota.

Ela andava em passos devagar com um livro em suas mãos, uma saia até os joelhos que marcava pra caralho o corpo dela com uma blusa por dentro, cabelos cacheados que balançava na medida dos seus passos e de olhar baixo, envergonhada, parceiro.

Ratinho: Fala tú, crente mas tú é doidinho pra fuder...- gastou.

Patatá: Tô afim de ver a visão da amazônia não, deve estar toda... cheia, bom que deve ser apertadinha. - eles riram irônicos fazendo a mandada dar uma olhada de lado.

Medi ela sério quando seu olhar veio até minha cara, me encarou feio e voltou o olhar pra frente como se estivesse brava, mané.

Fiquei vários minutos olhando até ela toma uma distância maneria a ladeira.

– Qualé o nome da garota? - puxei um.

Ratinho: Colfoi, não é do seu porte não.

– Quero saber dessa parada não, tú sabe que não gosto de mulher assim... - neguei sério.

Patatá: Ela é a crente, filha do pastor do beco do lado, tô ligado que é Jéssica.- fiz um legal pra ele deixando na onda.

Mulher comigo é aquelas interesseiras, piranhas que é apenas um dia e rala. Não me prendo nessas paradas, odeio dar satisfação, imagina pra mulher, mané.

Todo dia meu pai dava esses conselhos que mulher serve apenas pra ser fudida e botar pra ralar, quando menor eu era revoltado com esses papos dele, porém, cresci com isso em mente, parcero.

Sou todo fechadão pra esses bagulhos, quando falam que bandido não tem sentimentos acreditem, não tem! Sem massagem, sem maquigens, é papo de 157 e 33 boladão.

Afastadão da minha mãe e da minha irmã, única família que tenho nesse mundão e sou afastado pra caralho desde quando entrei pro crime, a falta de opção e oportunidades me levou a essa escolha que elas nunca aceitam.

Não gosto que vem pesar na minha nem pouco, entrei pra essa sabendo todas possibilidades dentro do crime, não preciso dos comédias dando uma conselheiro.

Primeira peça, primeiro assalto e o ódio na mente, foi nessa que subiu mais um com a toca na cabeça e virando bandido pra facção.

Doze anos e já me envolvendo com paradas erradas, achava maneiro pra caralho, porém, não sabia que essa vida é puro sangue, o crime é onde não tem amor, nem compaixão a ninguém.

Tem regras e superiores, desrespeita que tú é cobrado, no certo ou errado, não tem meio termo. Bandido que é bandido não pensa em amarelar.

Facção perigosa, todos bandidos bolado que adora botar terror em todos, sem papo errado.

É só fumando um, tatuagem do palhaço, glock na cintura e radinho, pentão reserva para todos os inimigos que brotar e a bala vai comer, eles tanta a sorte, mas o azar é o certo.

Incentivo por alguém que eu considerava pra caralho, meu pai. É filhão os gambé brotava sempre batendo na porta do barraco procurando as drogas e os armamentos dele, mas não encontravam nada! Nem mermo comida, pobres e sem estrutura alguma.

No final quem apanhava era sempre minha mãe pelos gambé, mulher de bandido, parcero, se o macho é envolvido pra eles, mulheres também são, elas apenas estão acobertando as drogas, eles pensam dessa maneira por mais certa que a mulher seja!

No final acabou que meu "pai" pegou quinze fechadão, rodou feio desde meus oito anos.

O crime é dessa maneira, um dia tú é caçador, no outro é a caça, o crime vai ser essa lei, parcero.

(...)

– Tira a perna dele pra servi de aviso nos becos, porra.- murmurei enquanto os moleques acabava com a vida do menor que roubou dentro da quebrada.

Como eu mesmo disse, o tráfico tem leis, vai de cada um aceitar ou se fuder, nós joga fogo.

M. Fuzil: Boto fé nisso aê...- ela sorriu de longe.

Patatá: Torturar até não querer mais, rapá.- gargalhou sarcástico.- Vai aprender a roubar com uma perna agora, ô igual o saci-pererê, vai ficar pra lenda esse aqui.- arrastou ele até a parte mais afastada.

M. Fuzil: Ficou esses tempos todos sumido assaltando...- me olhou.

– Tá por dentro do assunto desde quando?

M. Fuzil: Somos da mesma facção, rapá.- nem dei papo olhando a glock que estava na minha mão negando voz.- Tô falando contigo, mané.- depois de um tempo riu alto, encarei pra cara da serinho.

– Não tenho cara de palhaço pra ficar rindo, se liga nessa porra.- posicionei a glock na cintura.

M. Fuzil: Desculpa, princeso brabo!- levantou a mão em forma de rendição fazendo eu revirar os olhos, neurótico.

Maria fuzil é rainha do tráfico, sabe ser mais macho que qualquer um traficante dentro do crime, porém, chata pra caralho, aperta cada na mente de qualquer um, parcero.

Tirei meu celular recebendo várias mensagens seguidas.

Rafaela: A mamãe está muito estranha ultimamente, cara.

Rafaela:Rodrigo?

Refaela: Ela não fica mais dentro de casa, sai de manhã e chega de madrugada...

Rafaela: Assim que ver me retorna!

Cíntia é foda, parcero, procura os filhos apenas quando quer, depois que dei uma afastada maneira delas, me procura quando quer dinheiro.

Vou brotar pra resolver esse câo, ficar em cima mermo pra ficar sabendo dessas saidinhas dela...

Capítulo 2 02

Jéssica

– Entra, a porta está aberta, senhor não sou digno, mas vim te adorar. Entra, a porta está aberta, quero que comigo venhas cear. Entra senhor, Jesus, em meu coração, vem inudar meu ser com tua presença, quero sentir o amor que nunca tive, porque não quero ser igual, quando amanhecer...- finalizei o canto abrindo um sorriso.

Falar sobre Jesus é algo tão bom, é algo que faz nossos corações saber o quanto precisamos dele, eu sigo, eu sou, eu louvo, eu adoro! Mas eu entendo que cada um tem sua escolha em relação a religião!

Alan: Sempre dei sentido pra essa sua voz.- sorri simpática com ele ao meu encontro.- Linda como a própria dona...

- Obrigada!- ele retribuiu o sorriso.

Alan é o tipo rapaz certinho aos olhos de qualquer um, porém, eu não acho isso tudo... Desde quando ficava com ele eu conhecia algumas reações estranha dele, mas nunca sentei pra conversa.

Alan: Será que não dá pra nós marca de se ver... Hoje mais tarde? Levo você pra tomar um açaí.

- Eu... Tudo bem.- engoli em seco.

Alan: Vou aguarda.- assenti acompanhando para a saída.

Comecei a caminhar a ladeira em passos largos pra chegar logo em casa.

- A crentona do cú quente.- engoli em seco olhando baixo.

Mulher é digna pra ouvir piadinhas sem graça de homem, eu tenho ódio de qualquer ser humano assim. Olhei de lado pra um rapaz que me encarava sério e com um cigarro sobre suas mãos, serrei os olhos e voltei meu olhar pra frente, mas continuei com a sensação de ser observada ainda.

Complexo da pedreira é cheia de homem assim, sujo.

Caminhei devagar até o escadão e subi para casa...

(...)

Marcos: Já falei pra tú parar de seguir isso!- falou alto.

Jasmim: Blá... Blá...

Joana: Jasmim, respeita!

Eu convivo isso dentro de casa pelo meu pai pastor e minha irmã da religião candomblé.

Dentro da nossa igreja é várias palavras bonitas do meu pai por ser pastor, vai de qualquer uma religião, as escolhas de cada uma da suas filhas, mas dentro de casa ele é não tudo isso, tem preconceito com tudo. Não aceita de modo algum nós tocar em assuntos de outras religiões, bebidas e homens.

Eu não concordo com isso, pois nossa religião é algo maravilhoso, assim como qualquer outra, todos merecem respeito.

Sou a certinha da minha família, aquela que nunca deu decepção e segue todos culto, talvez mesmo apenas por medo de ser negada por meus pais que são persistente na religião.

Alan: Foi tão complicado sair de casa?

– Sim... Discutindo novamente sobre religião.- neguei.

Alan: Você está bem?- assenti pegando meu açaí.- Conversei esses dias com mãe... Ela mesmo disse que eu sou um bom rapaz pra namorar você.- olhei pro açaí sentindo sua mão em meu rosto.

- Eu...eu... - tentei tirar sua mão, apenas senti seu rosto se aproximando enquanto ele levantava meu maxilar.

Alan: Faz tanto tempo que não ficamos, vamos matar essa saudade.- seus lábios foram até os meus beijando rápido, eu tentava parar não retribuindo, assim que forcei seu peito senti sua mão descer pela minha cintura e deslizar até minha bunda.

– Eu não quero.- o empurrei assustada.- As coisas não são assim...

Alan: Desculpa, achei que queria.

- Eu... Não quero, não agora.- murmurei.

Alan: Me desculpa!

– Tudo bem.- voltei minha atenção para o açaí dando um giro na cadeira e me indiretando.

Olhei para o outro lado da barraca do açaí encarando um rapaz que mantinha seu olhar na minha direção, ele estava com uma bermuda, camiseta no ombro que deixava a mostra uma arma em sua cintura, arquiei a sobrancelha lembrando do seu rosto de mais cedo, porém, dessa vez estava sozinho com a cara de mau intenção, sério.

Desviei meu olhar terminando o açaí.

Alan: Você conhece aquele rapaz?- neguei séria.- Não para de me encarar... e olhar pra cá.

– Nunca vi...

Alan: Sei bem... Tá se envolvendo com traficante?- olhei rápido pra ele.

– Não!

Alan: Jéssica, pessoas assim não querem nosso bem... bandido é ruim.

– Eu nem o conheço, cara...- bufei.

Alan: Tá legal, vou pagar...- assenti levantando e jogando o copo no lixo, olhava baixo todo momento, apenas esperando Alan.

Nunca me envolvi em nenhum tipo desses traficantes em questão de saber o quanto eles são ruins mesmo, sempre quando vejo um eu me afasto, ainda mais quando eles ficam se ostentando pela favela.

Guerreiro

A cada dia nisso aqui é um menor mais emocionado que o outro, parcero, eu já fui como um desses menor que quer pagar tudo na emoção, maneiro.

Já passei do tempo que me emocionava apenas com um radinho na cintura e pentão reserva, papo reto.

Me sentia o rei disso tudo e na verdade não era porra nenhuma. Primeira vez é foda no bagulho.

– Desenrola o papo!

Xxx: Pô, eu preciso de dois daquele pino.

– Quantos anos tú tem, menor.

Xxx: Doze...- tirei logo fazendo ele estender a mão com dinheiro.- Já sou cliente.

– Da morte também tú já é cliente.- mandei serinho contando o dinheiro e voltado o troco.

Aqui não tem essa de idade, vai de menor até o mais velho, pediu é pra vender, parcero.

A vida é essa mermo, vários menor trilhando essa linha, se deixando levar por algo de momento, a maioria é por incentivo de parceiros que se dizem ser amigos, digo por experiência própria.

Manda papo que é amigos, mas na real quando tú mais precisar vão negar voz, meu único amigo rodou pro asfalto, queria tanto ser um dos gambé que fez vários concurso e até hoje nunca mais voltou.

Ele mesmo me incentivou a entrar nessa vida, tinha mais condição na vida, já eu me fodi.

Patatá: Precisamos de lazer, tem uma parceira minha elaborando um churrasco na laje, vou brotar...- joguei os pacotes da maconha dentro da mochila, calado.- Coé, vamos brotar!

– Não tô afim.

Patatá: Colfoi, tú só fica ai, precisa de uma piranha pra te satisfazer, bebida e ouro.- riu debochado.- Precisa de mais que isso?

– Brota tú, já mandei que não tô afim.- murmurei colocando a mochila na costas.

Patatá: Tú é amarelão mermo, não brota em lugar nenhum, faz quanto tempo que não transa?

– Pergunta pra tua mãe que ela vai saber te responder...

Patatá: Se liga nesse teu papo.- apontou o dedo.- Mas a tua mãe é mais gostosa, coroa gostosona pra caralho.

– Aproveita que ela está solteira.- mandei um legal saindo, escutei ele resmungar algo que me fez revirar os olhos.

Puxei a chave da moto do bolso, subi na mesma ligando em seguida e dei pinote logo pro barraco antigo da minha mãe, desenrolar um papo sério.

Assim que parei entrei encarei Rafaela no sofá.

Rafaela: Quem é vivo sempre aparece...

– Cadê tua mãe?

Cíntia: "Tua mãe" um caralho, sou tua mãe também, porra.- mudei meu olhar pra cara dela.

– Tô sabendo da tua descendo o asfalto todo dia...

Cíntia: Quando tú aderir a palavra educação, vem conversa com tua mãe!- deu as costas indo pra cozinha, apenas fui atrás.- Mas fala aê, tú está me observando desde quando?

– Desde quando tua filha falou que tú não para em casa.- meti serinho olhando pra cara dela.

Cíntia: Tú é igualzinho seu pai mesmo...- riu dechada.- Fala essa mochila aí é de drogas né?- negou séria. - Vai acabar igual seu pai, na cadeia!

– Vai começar com o mesmo papo? Se liga nessas paradas, pesa na minha não...

Rafaela: Qual foi, vocês dois não cansa de brigar não? Que merda!- suspirei.

– Apenas vim mandar o papo de ficar de mente aberta com essas tuas descidas pro asfalto...- falei dando as costas.

Cíntia: Relaxa, meu futuro bofe é de boa.- engoli em seco sem dar papo.

Ela tem que saber com ela vai se envolver, parcero, aqui é facção e não tem essa de perdão em relação a macho de mulher de favela.

(...)

_______________

'WhatsApp'

Patatá:Brota no churras,vai está quente.

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Marcela:Churras hoje?

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Simone: Teu parceiro te quer no churras na minha laje, te aguardo!

__________

– Que porra.- murmuro indo até o banheiro ligando o chuveiro e tirando minha bermuda junto com a boxer.

Aproveitei pra pensar várias fitas debaixo daquela água fria, foi papo de um banho de meia hora.

Me enxuguei e passei a toalha na cintura saindo do banheiro, vesti uma boxer, bermuda tactel, camiseta e um boné enterrado no rosto deixando meu rosto mais sério, levei a peça na cintura jogando um perfume.

Me olhei no espelho encarando meu próprio rosto, olheiras, maxilar travado e um olhar frio, fechei o pulso pra desferir um murro no espelho, mas parei em cima suspirando fundo.

– Caralho, de novo não, Rodrigo.- Me disviei pegando a chave da moto.

Desci naquela de sem ânimo algum, vou pra esse churrasco afim de beber apenas, com saco pra nada, parcero.

Subi na moto puxando pra goma da Simone, estacionei a moto desligando e ativando o alarme.

Marcela: Todo gostoso.- mordeu os lábios chegando de canto.

– Eu ou a grana?- ironizei.

Marcela: Sabe que os dois.- sorriu safada dando as costas, desci meu olhar pra sua bunda.- Não quer pegar?

– Não tô afim.- revirei os olhos passando na frente dela pra entrar na goma.

Marcela: Qual foi, sabe que tô afim...- caminhou do meu lado subindo a escada pra laje do meu lado.

– Chatona pra caralho...

Patatá: Sabia que é tú ia brotar.- fiz um legal pra ele dando um giro com o olhar.

– Porra...- sussurrei forçando minha visão sobre aquela mina.

Patatá: Agora tô ligado... A crente.- puxei a cadeira sentando do lado dele.

– Coé, crente brota nisso?- tirei meu cigarro acendendo.

Patatá: Olha pra cara dela, como se ela quisesse estar aqui... Com certeza veio puxada pela irmã dela que é piranha.- puxei uma fumaça desviando meu olhar pra ela que tinha na mão uma latinha de guaraná observando geral.

Mesmo de calça que marcava o corpo e uma blusa com apenas um pequeno decote, enquanto as outras garotas de short e decotão jogando a bunda, ela chamava atenção, parcero.

Patatá: Tá querendo fuder ela?

– Não faz meu tipo...- neguei soltando a fumaça do cigarro.

Patatá: Tô ligado, tú gosta das safadas experientes... As piranhas.- apenas confirmei calado...

Capítulo 3 03

Jéssica

Olhei novamente pra direção daquele rapaz, e lá estava seu olhar na minha direção novamente, dessa vez sustentei sua olhada fazendo ele serrar os olhos e beber sua bebida do copo.

Engoli em seco sentindo uma sensação estranha quando seu olhar desceu pelo meu corpo parando em direção da minha coxa e subiu novamente para meu rosto.

Alan: Jéssica? Pô, o que tú tá fazendo aqui?- desviei os olhar rápido pra seu rosto.

– Alan... Vim acompanhar minha irmã.- sorri simpática.

Alan: Isso não é lugar para um moça como você estar.- sorriu forçado olhando meus seios e sorrindo safado, o olhei estranha.- Tão linda...

– Eu...

Jasmim: Beleza, toma.- empurrou um copo de bebida em minha direção.

– É o que te pedi?- assentiu.

Peguei o copo de vodka com enérgetico dando um gole.

Alan: Tú está bebendo bebida alcoólica, cara.

– É apenas um pouco...

Jasmim: Tú é alguma coisa dela?- encarou Alan que negou.- Então para de encher o saco, caralho.- ele a olhou nervoso.

– Jasmim, não precisa falar assim...

Jasmim: Pela-saco esse rapaz, eu em!

Alan: Modos, modos...- Jasmim bufou saindo de perto.- Me acompanha?- colocou a braço pra eu passar no seu, apenas assenti passando meu braço.- Sua sorte é que em meio tantas pessoas estranhas, eu me salvo...- riu negando puxando a cadeira de uma das mesas, sentei olhando ele que sentou na outra cadeira.

– Eu acho que não sirvo pra beber...- neguei dando mais um gole.

Alan: Para de beber, cara.- tentou tirar o copo, porém, segurei firme.-Olha pra isso...- olhou pra frente fazendo eu olhar também.

Tinha algumas pessoas sambando, alguns rapazes bebendo e fumando, se divertindo da maneira deles.

Alan: Tú quer isso?

– Eu não estou lá, ou seja, se eu estivesse também, as consequências seria minhas, assim como as consequências será deles, cada um cuidando da sua vida, já tenho a minha.- dei de ombros não me importando.

Alan: Seu pai sabe disso?- apontou o dedo para meu copo, neguei séria.- Imagina quando souber...

Passei maior parte do churrasco escutando esses "conselhos" de Alan, não aguento mais, cara.

– Vou no banheiro.- deixei meu copo em cima da mesa me levantando.

Eu tentei desviar meu olhar, mas foi direto ao daquele rapaz que tinha no seu colo uma mulher que sussurrava algo em seu ouvido e ele apenas a encarava sério. Passei por eles de cabeça baixa.

Xxx: Crente em um churrasco?- escutei a voz chata da mulher.

– Qual problema?- arquiei minha sobrancelha cruzando os braços e a encarando.

Xxx: É algo... Bizarro.- riu negando, revirei os olhos.

– Pelo o que eu sei a dona da festa não colocou regras de quem entra ou deixa de entrar em relação a religião...- sorri forçado, dei as costas, mas parei a encarando novamente.- Prazer, Jéssica!- pisquei sentindo o olhar do rapaz na minha direção.

Xxx: Desprazer, Marcela!- sorri dando as costas novamente e descendo a escada.

Esperei duas mulheres no banheiro e logo em seguida entrei, fiz meu xixi e lavei minha mão.

Abri a porta do banheiro saindo devagar, assim que dei meu primeiro passo encarei aquele rapaz na minha frente.

– A...- engoli em seco o encarando.- Oi...- arquiei a sobrancelha.

Xxx: Jéssica...- murmurou me fitando, assenti descendo um pouco meu olhar.- Guerreiro.

– Tudo... Tudo bem...

Guerreiro: Colfoi, uma parada séria.- ohei curiosa.

– Sim?

Guerreiro: Acompanhada?- quando fui negar Alan entrou do meu levando sua mão até minha cintura.

Alan: Sim!

– Como assim...- Guerreiro me fitou por um tempo e depois desviou pra Alan.

Guerreiro: Perguntei pra garota, mané.- falou sério voltando a me fitar.

–Eu... Eu estou acompanhada...

Guerreiro: Sussa!- antes de sair olhou Alan e levou a mão na cintura por cima da arma mostrando o volume, arregalei os olhos assustada. Ele apenas serrou o olhar no Alan e deu as costas se retirando.

Alan: Isso foi algum tipo de ameaça?

–Eu... Eu não sei.- engoli em seco.- Se for tú está...

Alan: Morto, estou morto, caralho.- negou.- Ainda bem que te acompanhei até o banheiro, ou esse cara ia fazer o que quisesse contigo...

(....)

Joana: Jéssica, pode ir me contando tudo!- abri meus olhos me virando na cama.

– Contar o que, mãe?

Joana: Onde estava, com quem e o que bebeu?- sentou na minha cama me encarando.- Vamos, cara.

– Eu... Eu estava com minha irmã.- no mesmo momento ela arregalou os olhos.- Também, olha minha idade, não sou mais criança, sei o que faço.

Joana: Sabe das regras do seu pai, tú deixará de ser a filha certinha que ele tem orgulho de falar pra todos.

– Caralho, mãe...

Joana: Jesus toma conta, olha as palavras, Jéssica.- levou a mão no rosto me olhando assustada.

– Desculpa.- segurei a risada ficando séria.- Mas relaxa, eu não fiz nada demais...- ela nem deu mais atenção levantando da cama e saindo do meu quarto, me sentei na cama.

Não deixarei minha religião, porém, vou me sair um pouco, como nas amizades e pra mais...

Guerreiro

– Já mandei o papo pra tú da um esfrega naquele filha da puta do Igor.- olhei serinho pra Patatá que negou.

Patatá: Colfoi, ele é irmão da minha mulher, pô.- negou sério me encarando.

– O cara quer atrasar seu lado com a garota, se liga.- não falei mais nada puxando a fumaça do meu cigarro.

Patatá: Ela gosta dele... É mano, mané.

– Tú é bandido, tio.- falei serinho.- Aja como um! Seja pra mulher ou para os comédias da família dela, assim meu pai falava.

Patatá: Por isso está fudido assim...- riu negando, encarei ele soltando a fumaça.

– Nunca gostei de nenhuma.- dei de ombros.- Ou seja, nunca amei ninguém, parcero, fé que nunca vou passar por esses bagulhos de família aí, pego a gorata e mato cada um da família dela, só de ódio.- me ajeitei na cadeira relaxando.

Patatá: E o medo da mulher não querer saber mais...

–Bandido tem sentimentos?- perguntei pra ele que me olhou estranho.

Patatá: A mulher ou família?

–Os dois, parcero.

Patatá: Não tenho ninguém da minha família a não ser minha mãe que sempre batalhou, mané...- deu de ombros.- Tô amando a minha Simone! Amo ela...

– "Parceira."- neguei lembrando da fita do churrasco.- Não era tua parceira?

Patatá: Era parceira e se tornou uma paixão...- revirei os olhos.- Tú nem acredita em amor, tá gastando com minha cara aí e eu dando ideia pra tú, se liga...- mandei um legal pra ele que se levantou.

Fiquei naquela brisa com meu cigarro. Favelão estava piado de vários comédias metido a plaboy pra comprar os bagulhos do nossos portes, assim que tem que ser, parceiro.

Se nós não pode ir até eles, eles vem até nós.

Chico: Esse é o futuro do nosso Brasil.- abri os olhos rápido encarando o chefe do tráfico.- Guerreiro! Aquele moleque que eu ajudei quando o pai espancava ele e a mãe dele.- engoli em seco olhando serinho pra cara dele.

Odeio esses bagulhos de passado que tem persistência na mente.

Guerreiro, um vulgo sem sentindo, porém, com várias fitas. Foi esse apelido que os menores deslocoram quando meu pai me espancava, mané.

Não acreditem em papo de viciado, promessas? Não serão cumpridas, ainda mais quando a mulher apoia, o bagulho fode mais, tio.

Chico: Fiquei sabendo daquela fita...- levou a mão na minha direção, fiz um toque rápido e apaguei meu cigarro. - Desenrolaram o banco, fuderam com tudinho!- falou baixo, apenas corfirmei encarando os soldados que acompanhava ele.

– Sou treinado pra isso.- falei olhando ele sentar na cadeira e relaxar.

Chico: Vida de bandido não é fácil não! Estava rodando pra umas paradas aí, estava na saudade do favelão.- assenti calado.

Tá ligado que o crime é vários supiores, por maioria das vezes o chefe do tráfico não dão bobeira muito a baixo na quebrada, parceiro, os cana ficam doidinho atrás da caça.

Chico: Tua família está firmeza?- dei de ombros, ele riu irônico subindo um balão.- Teu pai fechadão no presídio?- confirmei.- Logo mais está de volta...

(...)

Marcela: Isso, mais rápido...- gemeu alto, estoquei ela na sequência até me sentir no limete.

Tirei meu pau devagar e gozando na barriga dela que sorriu safada, me ajeitei subindo minha boxer e minha bermuda, na minha.

Piranha veio logo na intimidade pra me beijar, virei meu rosto deixando sua boca pegar no meu rosto, ficou toda sem jeito.

Marcela: Quero gozar também... Última vez que tú me fez gozar, estava bêbado, amor...

– Pra isso serve sua mão, caralho, nessas horas precisamos da nossa própria presença...- abri a carteira tirando umas notas pra ela e jogando em cima da cama.

Marcela: Poxa...- nem dei mais papo.

– Fé!- sai saindo.

Subi na minha moto e dei partida em direção ao beco que os moleques rendem, assim que parei desci da moto encarando Ratinho.

Ratinho: Tua mãe desceu a ladeira, estava toda arrumada... Gostosa pra caralho.- sussurrou a última parte, dei de ombros negando o ódio.

Cíntia e essas saídas dela...

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