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Amor, Dor e Liberdade

Amor, Dor e Liberdade

Autor:: Xiao Xiao Yun Duo Er
Gênero: Romance
O teste de gravidez com duas linhas nítidas na pia do banheiro selou o destino de Beatriz. A revelação foi recebida não com alegria ou surpresa, mas com a frieza de um plano meticulosamente executado. Seu primeiro instinto não foi ligar para o marido, Lucas, mas sim para seu advogado, iniciando o processo de divórcio. Enquanto a voz do marido soava irritada ao telefone, uma figura feminina manhosa se revelou ao fundo – Sofia, a amante de Lucas, a quem ele atendia em detrimento da própria esposa grávida. Sua indiferença e desrespeito a magoaram profundamente, culminando em um empurrão que a fez perder o chão, o ventre, e quase a vida. Como ele pôde? Seu próprio marido, que se mostrava indiferente à sua dor, que a havia trocado abertamente, defendia a mulher que a empurrou grávida? A audácia dele a chocou. O que ela tinha que fazer para que ele finalmente a deixasse em paz? A verdade, fria e calculada, era que Lucas nunca fora o propósito do seu casamento. Ele era apenas um meio. E agora, ela estava livre para revelar o plano que guardara silenciosamente por tanto tempo. Ela se casou com ele não por amor, mas para ter um filho que se parecesse com Pedro, seu falecido noivo e irmão gêmeo dele. Ela iria recomeçar, mas dessa vez, por si mesma.

Introdução

O teste de gravidez com duas linhas nítidas na pia do banheiro selou o destino de Beatriz.

A revelação foi recebida não com alegria ou surpresa, mas com a frieza de um plano meticulosamente executado. Seu primeiro instinto não foi ligar para o marido, Lucas, mas sim para seu advogado, iniciando o processo de divórcio.

Enquanto a voz do marido soava irritada ao telefone, uma figura feminina manhosa se revelou ao fundo – Sofia, a amante de Lucas, a quem ele atendia em detrimento da própria esposa grávida. Sua indiferença e desrespeito a magoaram profundamente, culminando em um empurrão que a fez perder o chão, o ventre, e quase a vida.

Como ele pôde? Seu próprio marido, que se mostrava indiferente à sua dor, que a havia trocado abertamente, defendia a mulher que a empurrou grávida? A audácia dele a chocou. O que ela tinha que fazer para que ele finalmente a deixasse em paz?

A verdade, fria e calculada, era que Lucas nunca fora o propósito do seu casamento. Ele era apenas um meio. E agora, ela estava livre para revelar o plano que guardara silenciosamente por tanto tempo. Ela se casou com ele não por amor, mas para ter um filho que se parecesse com Pedro, seu falecido noivo e irmão gêmeo dele. Ela iria recomeçar, mas dessa vez, por si mesma.

Capítulo 1

O teste de gravidez na pia do banheiro mostrava duas linhas nítidas. Positivo. Beatriz (Bia) olhou para o resultado, seu rosto sem expressão. Não havia alegria, nem surpresa, apenas a calma de um plano concluído. Seu primeiro instinto não foi ligar para o marido, mas para seu advogado.

Ela pegou o celular, o dedo deslizando pela tela até encontrar o número.

"Dr. Almeida, bom dia. É Beatriz."

A voz do outro lado da linha era profissional e um pouco surpresa. "Sra. Beatriz, bom dia. Aconteceu alguma coisa?"

"Sim", disse Bia, sua voz firme e sem emoção. "Quero iniciar o processo de divórcio."

Houve um silêncio do outro lado. "Divórcio? Sra. Beatriz, tem certeza? Seu casamento é tão recente."

"Tenho certeza absoluta", ela respondeu, olhando seu reflexo no espelho. "Preciso que seja o mais rápido possível. Existe alguma forma de acelerar o processo? Não se preocupe com os custos."

O advogado hesitou, claramente pego de surpresa pela urgência e pela frieza dela. "Bem, podemos tentar um divórcio consensual se o seu marido concordar, isso tornaria tudo mais rápido. Sem isso, pode ser um processo complicado."

"Ele vai concordar", Bia afirmou, embora não tivesse a menor intenção de negociar com ele. "Prepare os papéis. Eu entro em contato em breve."

Ela desligou antes que o advogado pudesse fazer mais perguntas. Guardou o celular e, por um momento, considerou ligar para seu marido, Lucas. Ela precisava informá-lo. Com um suspiro, ela pressionou o nome dele na tela.

O telefone chamou várias vezes antes que ele atendesse, com o som de música alta e risadas ao fundo.

"Alô?", a voz de Lucas soou irritada. "O que foi, Beatriz?"

"Onde você está?", ela perguntou, o tom neutro.

"Não é da sua conta. Estou ocupado", ele respondeu bruscamente.

Antes que Bia pudesse dizer mais alguma coisa, uma voz feminina e manhosa soou perto do telefone. "Luc, meu amor, quem é? Desliga isso e vem me dar atenção."

Era Sofia. Sempre Sofia.

Lucas baixou a voz, mas Bia ainda pôde ouvir. "É a Beatriz. Já vou desligar." Ele voltou a falar com ela, a impaciência evidente. "Olha, a Sofia não está se sentindo muito bem, preciso cuidar dela. A gente se fala depois."

Ele desligou na cara dela.

Bia olhou para o celular em sua mão, mas não sentiu nada, nem raiva, nem ciúme. Era assim há um ano, desde que se casaram. Sofia era a prioridade de Lucas, e Bia era apenas a esposa que ele mantinha em casa por conveniência, uma obrigação familiar que ele cumpria com má vontade.

Ela não se importava. Nunca se importou. Porque seu casamento com Lucas nunca foi sobre amor.

Sua mão foi instintivamente para seu ventre ainda plano. Uma lágrima solitária finalmente escorreu por seu rosto, mas não era de tristeza pela indiferença de Lucas. Era uma lágrima de saudade e de um luto que nunca terminava.

Ela fechou os olhos e a imagem de Pedro inundou sua mente. Pedro, seu noivo, seu grande amor. O irmão gêmeo idêntico de Lucas. Eles tinham o mesmo rosto, o mesmo sorriso, a mesma voz. Mas eram homens completamente diferentes. Pedro era gentil, atencioso, o centro do universo de Bia.

A memória do acidente de carro ainda era uma ferida aberta. A dor de perdê-lo foi tão avassaladora que ela pensou que não sobreviveria. No vazio que ele deixou, uma ideia desesperada e insana começou a se formar. Se ela não podia ter Pedro, talvez pudesse ter um pedaço dele. Um filho. Um filho que se parecesse com ele.

E o único homem no mundo que poderia lhe dar isso era Lucas.

Ela propôs o casamento, surpreendendo a todos, especialmente a família dele, que ainda estava de luto. Lucas, que sempre viveu à sombra do irmão perfeito, concordou. Bia nunca soube exatamente por quê, talvez por um senso de dever para com a memória do irmão ou talvez pela pressão dos pais.

O casamento foi um acordo frio. Eles viviam na mesma casa, mas em mundos separados. Ele passava as noites fora com Sofia, sua paixão de anos que havia retornado do exterior pouco antes do casamento deles. Bia fingia não ver, focada em seu único objetivo. Ela suportou a solidão, a indiferença e a presença constante de outra mulher na vida de seu marido.

Tudo por aquele resultado positivo no teste de gravidez.

Ela olhou novamente para as duas linhas. Missão cumprida. O sacrifício valeu a pena. Ela teria um filho de Pedro, uma continuação de seu amor. O casamento com Lucas não tinha mais propósito. Agora, era hora de se libertar.

Com uma determinação renovada, Bia guardou o teste de gravidez na bolsa. Ela deixaria Lucas viver sua vida com Sofia. Ela seguiria em frente, sozinha, com seu bebê. Uma nova vida estava começando, uma vida que ela construiria para si e para a pequena parte de Pedro que carregava dentro dela. O divórcio era apenas o primeiro passo para a sua verdadeira liberdade.

Capítulo 2

Naquela noite, Lucas chegou em casa tarde, cheirando ao perfume de Sofia. Bia estava sentada na sala de estar, esperando por ele, os papéis do divórcio que o advogado tinha enviado por e-mail impressos sobre a mesa de centro.

Ele a viu e franziu a testa. "Ainda acordada?"

"Precisamos conversar, Lucas."

Ele suspirou, passando a mão pelo cabelo, um gesto idêntico ao de Pedro, mas que em Lucas parecia apenas irritado. "Estou cansado, Beatriz. Pode ser amanhã?"

"Não. Tem que ser agora."

Ele se jogou no sofá oposto, a jaqueta de couro cara jogada de lado. "Então fala logo."

Bia empurrou os papéis na direção dele. "Eu quero o divórcio."

Lucas olhou para os papéis e depois para ela, uma expressão de descrença no rosto. Então, ele riu. Uma risada curta e sem humor. "Divórcio? Que piada é essa?"

"Não é uma piada. Eu quero me divorciar de você."

Ele pegou os papéis, seus olhos passando rapidamente pelas palavras. "Você não pode estar falando sério. Depois de tudo que eu fiz por você? Depois de te aceitar mesmo sabendo que você ainda era obcecada pelo meu irmão?"

"O casamento cumpriu seu propósito", disse Bia calmamente.

Lucas a encarou, confuso. "Propósito? Que propósito? Achar que eu era o Pedro?"

Bia não respondeu. Ela não precisava. Ela tinha o que queria.

Ele balançou a cabeça, parecendo genuinamente perplexo. "Você é inacreditável. Mas tudo bem. Você quer o divórcio? Você vai ter. Mas com uma condição."

"Qual?", ela perguntou, já esperando por isso.

"Você vai comigo e com a Sofia a um jantar de negócios amanhã à noite. O pai dela é um investidor importante. Preciso que você aja como a esposa perfeita por uma última vez."

Bia o encarou. Ir a um jantar e fingir ser a esposa feliz de um homem que a desprezava, enquanto a amante dele estaria presente. Era humilhante. Mas era um preço pequeno a pagar pela sua liberdade.

"Tudo bem", ela concordou. "Eu vou."

Lucas pareceu surpreso com a facilidade com que ela aceitou. "Ótimo. E use aquele colar que minha mãe te deu. O pai da Sofia adora joias."

Bia assentiu, sem expressão. O colar era uma herança de família, que a mãe de Lucas e Pedro lhe dera no dia do casamento. Ela o guardava em uma caixa, junto com outras coisas que pertenciam a Pedro. Para Lucas, era apenas uma joia para impressionar um investidor. Para Bia, era mais uma lembrança de um amor perdido. Ela colecionava essas pequenas coisas, fragmentos de Pedro que Lucas, em sua indiferença, nem percebia que existiam.

Por um breve momento, enquanto ela o observava, uma sombra de algo que parecia dor passou pelos olhos de Lucas. Talvez um vislumbre do que estava perdendo, ou talvez apenas a frustração de não entendê-la. Mas a expressão desapareceu tão rápido quanto veio, substituída pela sua habitual indiferença. Ele se levantou.

"Bom. Esteja pronta às oito." Ele se virou para sair, mas parou na porta. "A propósito, por que essa decisão repentina?"

Bia desviou o olhar, a mão discretamente pousada sobre o ventre. "Eu apenas cansei, Lucas."

Ele deu de ombros, como se a resposta dela não importasse. "Tanto faz." E saiu, deixando-a sozinha na sala silenciosa.

No dia seguinte, pontualmente às oito, Bia estava pronta. Ela usava um vestido preto simples e o colar de diamantes que a mãe de Lucas lhe dera. Quando desceu, encontrou Lucas e Sofia esperando por ela na sala. Sofia usava um vestido vermelho chamativo, seus olhos percorrendo Bia com desdém mal disfarçado.

"Você demorou", disse Sofia, a voz doce, mas com uma ponta de veneno. "Estávamos quase saindo sem você."

"Eu não teria me importado", respondeu Bia, calmamente.

Sofia pareceu surpresa com a resposta direta. Lucas interveio, parecendo desconfortável. "Vamos. Estamos atrasados."

No carro, o silêncio era tenso. Sofia tagarelava sobre seus planos e suas compras, ignorando completamente a presença de Bia. Lucas respondia monossilabicamente, seus olhos constantemente no espelho retrovisor, observando a expressão vazia de Bia.

No restaurante, o pai de Sofia, um homem imponente e de sorriso fácil, os recebeu calorosamente. Ele elogiou o colar de Bia, exatamente como Lucas previra.

"Uma peça magnífica, Beatriz. Lucas tem bom gosto."

"Foi um presente da minha sogra", disse Bia, forçando um sorriso.

Durante o jantar, Sofia fez questão de sentar ao lado de Lucas, tocando seu braço constantemente, agindo como se ela fosse a anfitriã. Bia comeu em silêncio, respondendo educadamente quando lhe dirigiam a palavra, desempenhando seu papel de esposa troféu com perfeição.

De repente, Sofia, que estava um pouco bêbada, virou-se para Bia. "Então, Beatriz. Lucas me disse que você não está se sentindo bem ultimamente. Algum problema?"

Bia sentiu o olhar de Lucas sobre ela, um aviso silencioso. Ele claramente não queria que ela estragasse seus negócios.

"Estou perfeitamente bem, Sofia. Talvez você esteja projetando", Bia respondeu, sua voz suave, mas firme.

Sofia riu, uma risada estridente. "Ah, que bom! Porque seria terrível se você estivesse doente. Lucas precisa de uma esposa saudável para lhe dar herdeiros, não é, querido?"

A palavra "herdeiros" pairou no ar. Bia sentiu um calafrio.

Lucas, claramente irritado com a indiscrição de Sofia, interveio. "Sofia, você bebeu demais."

"Oh, estou apenas brincando!", ela disse, mas seus olhos brilhavam com malícia. Ela se inclinou para Lucas, sussurrando algo em seu ouvido, alto o suficiente para que Bia ouvisse. "Ela parece tão frágil. Tenho medo que ela se quebre."

Nesse momento, Bia sentiu uma náusea repentina. A comida, a conversa, o perfume de Sofia, tudo se tornou insuportável. Ela se levantou abruptamente.

"Com licença. Preciso ir ao banheiro."

Lucas a observou sair, uma expressão de aborrecimento no rosto. Sofia sorriu, vitoriosa.

"Viu? Eu disse que ela não estava bem", disse Sofia para Lucas, a voz cheia de uma falsa preocupação. "Você deveria ter me trazido sozinha. Ela só está estragando a noite. É melhor que ela vá para casa, não acha? Ela está me deixando enjoada."

Lucas olhou para a direção que Bia tinha ido, hesitou por um momento, e então se virou para Sofia, seu rosto suavizando. "Você tem razão. É melhor ela ir. Deixa que eu cuido disso." Ele acariciou o rosto de Sofia, um gesto de ternura que ele nunca, jamais, tivera com Bia.

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