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Amor Ferido, Destino Escrito

Amor Ferido, Destino Escrito

Autor:: Du Wu Qin Yang
Gênero: Romance
Cinco anos. Dediquei cada fibra do meu ser a Ricardo, um músico de bar que transformei em estrela com meu suor e dinheiro. Achava que nosso amor era à prova de tudo, mas a verdade desabou sobre mim como um raio. No dia em que meu negócio ruiu e minha conta secou, Ricardo me descartou sem piedade, bem no aniversário de cinco anos que eu planejara celebrar nosso noivado. "Ana, acabou. Eu não posso mais ficar com alguém como você. Nós somos de mundos diferentes agora," ele declarou, na frente de sua nova namorada, uma loira esguia e rica. A humilhação foi pública, brutal, e me sufocou com a dor da traição. Ele jogou fora o anel de noivado que eu comprara para ele, dizendo com desprezo: "Você ia me pedir em casamento? Sério, Ana? Que patético." Minha independência, pela qual sacrifiquei o apoio da minha família poderosa, tornou-se a arma perfeita para ele me ferir. No auge do meu desespero, em um bar, quando a dor e a raiva pareciam me consumir, um DJ de olhos brilhantes, Pedro, sentou-se ao meu lado. "Ora, ora, vejam só quem está aqui," a voz de Ricardo ecoou, me puxando de volta ao inferno. Ele e sua nova namorada zombavam, chamando-me de interesseira desesperada, mas Pedro, inesperadamente, se jogou em nossa defesa. Ele beijou-me intensamente na frente de todos, declarando uma posse que deixou Ricardo pasmo, e me levou para longe dali. Pergunto-me: será que este encontro inesperado pode ser o recomeço que preciso, ou apenas mais uma ilusão perigosa?

Introdução

Cinco anos. Dediquei cada fibra do meu ser a Ricardo, um músico de bar que transformei em estrela com meu suor e dinheiro.

Achava que nosso amor era à prova de tudo, mas a verdade desabou sobre mim como um raio.

No dia em que meu negócio ruiu e minha conta secou, Ricardo me descartou sem piedade, bem no aniversário de cinco anos que eu planejara celebrar nosso noivado.

"Ana, acabou. Eu não posso mais ficar com alguém como você. Nós somos de mundos diferentes agora," ele declarou, na frente de sua nova namorada, uma loira esguia e rica.

A humilhação foi pública, brutal, e me sufocou com a dor da traição.

Ele jogou fora o anel de noivado que eu comprara para ele, dizendo com desprezo: "Você ia me pedir em casamento? Sério, Ana? Que patético."

Minha independência, pela qual sacrifiquei o apoio da minha família poderosa, tornou-se a arma perfeita para ele me ferir.

No auge do meu desespero, em um bar, quando a dor e a raiva pareciam me consumir, um DJ de olhos brilhantes, Pedro, sentou-se ao meu lado.

"Ora, ora, vejam só quem está aqui," a voz de Ricardo ecoou, me puxando de volta ao inferno.

Ele e sua nova namorada zombavam, chamando-me de interesseira desesperada, mas Pedro, inesperadamente, se jogou em nossa defesa.

Ele beijou-me intensamente na frente de todos, declarando uma posse que deixou Ricardo pasmo, e me levou para longe dali.

Pergunto-me: será que este encontro inesperado pode ser o recomeço que preciso, ou apenas mais uma ilusão perigosa?

Capítulo 1

O barulho da boate era ensurdecedor, as luzes estroboscópicas piscavam sem parar, mas nada conseguia abafar o zumbido de humilhação na minha cabeça. Há apenas uma semana, minha vida tinha desmoronado. Cinco anos. Cinco anos da minha vida, da minha carreira, do meu dinheiro, tudo investido em Ricardo. E para quê? Para ele me chutar para fora da vida dele no momento em que a minha conta bancária secou.

Ele se tornou um músico de sucesso, com meu suor e sacrifício. E eu? Eu estava falida, abandonada e, pior de tudo, publicamente humilhada por ele, que agora me acusava de ser uma interesseira. A ironia era tão cruel que quase me fazia rir.

"Mais uma", pedi ao barman, empurrando o copo vazio. Eu só queria esquecer.

Foi então que um rapaz se sentou ao meu lado. Ele era jovem, com um sorriso fácil e olhos que brilhavam mesmo na penumbra da boate.

"Dia difícil?", ele perguntou, sua voz era calma e agradável.

Eu dei de ombros. "Você não faz ideia."

"Eu sou Pedro", ele disse, estendendo a mão. "O DJ desta noite. Vi você aqui sozinha e parecia precisar de companhia."

Eu hesitei, mas apertei sua mão. "Ana Lúcia."

Ficamos conversando por um tempo que eu não soube medir. Pedro era engraçado, leve. Ele me fez sorrir, uma coisa que eu não achava que seria capaz de fazer tão cedo. O álcool começou a fazer efeito, e eu me senti um pouco mais solta, mais ousada. Eu me inclinei para perto dele, sussurrei algo no seu ouvido e ele riu, passando o braço pelos meus ombros.

Naquele momento, senti um toque familiar e uma onda de calor subiu pelo meu corpo. Era um sentimento bom, um que eu não sentia há muito tempo.

Mas o destino, em sua crueldade infinita, decidiu que a minha noite de esquecimento não seria completa sem mais uma dose de humilhação.

"Ora, ora, vejam só quem está aqui."

A voz de Ricardo cortou o barulho como uma faca.

Eu me virei, e lá estava ele, com sua nova namorada, uma loira alta e esguia, pendurada em seu braço. Eles me olhavam com desprezo.

"Não perde tempo, não é, Ana Lúcia?", disse Ricardo, com um sorriso zombeteiro. "Mal terminamos e você já está caçando outro homem para bancar seus luxos."

A nova namorada dele riu, um som agudo e desagradável.

"Não seja tão duro, querido. Ela provavelmente está desesperada. Ouvi dizer que a lojinha de design dela faliu."

Cada palavra era um soco no meu estômago. O sangue subiu ao meu rosto, uma mistura de raiva e vergonha. Pedro, ao meu lado, ficou tenso.

Eu me levantei, cambaleando um pouco.

"Saiam daqui", minha voz saiu trêmula, mas firme. "Agora."

Ricardo levantou as mãos em falsa rendição.

"Calma, estressadinha. Só estávamos dando um oi."

Quando eles se viraram para ir embora, a namorada dele olhou para mim por cima do ombro e disse, com a voz carregada de veneno:

"Que nojenta. Uma mulher desesperada é realmente uma visão patética."

Aquilo foi a gota d'água. As lágrimas que eu segurava com tanta força finalmente escaparam, queimando meu rosto.

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Capítulo 2

As palavras dela ecoavam na minha cabeça: "nojenta", "patética". Cada sílaba era uma tortura, me transportando de volta para a dor aguda da traição. Eu desabei no banco, escondendo o rosto nas mãos, enquanto as memórias dos últimos cinco anos me assaltavam com uma violência brutal.

Cinco anos.

Eu me lembrava de ter encontrado Ricardo em um bar pequeno e sujo, cantando suas músicas para meia dúzia de pessoas. Ele tinha talento, uma alma de artista, mas não tinha um centavo no bolso nem sorte na vida. Sua família o havia deserdado por ele querer ser músico. Eu vi o potencial, a paixão, e me apaixonei por ele.

Eu o tirei daquele buraco.

Com o dinheiro que herdei da minha mãe e os lucros da minha boutique de moda, que na época estava no auge, eu paguei por tudo. Aulas de canto, os melhores instrumentos, a produção do seu primeiro álbum, os clipes, o marketing. Eu usei todos os meus contatos no mundo da moda para colocá-lo em festas e eventos importantes, para que as pessoas certas o ouvissem.

Ele era tão grato no início.

Lembro-me das noites em que ele chegava em casa, cansado do estúdio, e se aninhava em meus braços. "Você é meu anjo, Ana", ele sussurrava. "Sem você, eu não sou nada. Eu te amo tanto." Ele dependia de mim para tudo, não apenas financeiramente, mas emocionalmente. Eu era seu porto seguro, sua maior fã, sua parceira em tudo. E eu amava isso. Eu amava cuidar dele, amava vê-lo crescer.

Mas com o sucesso, veio a mudança.

Ele começou a se sentir desconfortável com a minha ajuda. "As pessoas estão dizendo que eu só estou aqui por sua causa", ele reclamava. "Que eu sou seu cachorrinho." A gratidão se transformou em ressentimento. Sua sensibilidade e orgulho ferido começaram a criar uma barreira entre nós. Ele me acusava de controlá-lo, quando tudo o que eu fazia era tentar ajudá-lo a realizar seu sonho.

Então, veio a reviravolta do destino.

Uma família rica, os Ferraz, descobriu que Ricardo era o filho perdido deles, trocado na maternidade. De repente, o músico esforçado que eu ajudei a construir se tornou um herdeiro milionário. Quase ao mesmo tempo, por uma série de maus investimentos e a crise econômica, meu negócio quebrou. Eu perdi tudo.

O dia do nosso aniversário de cinco anos foi o dia em que o inferno se abriu.

Eu tinha planejado tudo. Havia comprado um anel de noivado masculino, simples e elegante. Reservei nosso restaurante favorito. Eu ia pedi-lo em casamento, porque acreditava que nosso amor era mais forte do que qualquer dificuldade financeira ou mudança de status.

Cheguei ao estúdio dele com uma caixa de veludo no bolso e um buquê de rosas nas mãos, pronta para a surpresa.

A surpresa foi minha.

Eu o encontrei de joelhos, não para mim, mas para a mulher loira que agora estava com ele na boate. Ele segurava a mão dela, declarando seu amor eterno, dizendo que ela era a mulher que ele sempre quis, uma mulher do seu novo nível social.

Quando ele me viu parada na porta, com as rosas e o choque estampado no rosto, ele não demonstrou um pingo de remorso. Ele se levantou, limpou a poeira dos joelhos e, na frente de toda a sua equipe e da sua nova amada, disse as palavras que me quebraram em mil pedaços.

"Ana, acabou. Eu não posso mais ficar com alguém como você. Nós somos de mundos diferentes agora. Por favor, não torne as coisas mais difíceis."

A humilhação foi pública, total e devastadora.

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