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Amor Inesperado: Irmão do Noivo

Amor Inesperado: Irmão do Noivo

Autor:: Barbara
Gênero: Romance
Finalmente livre das cicatrizes que me assombravam há dois anos, voltei para casa com o coração transbordando de alegria, pronta para o meu noivado e para uma nova vida com José. Mas o que encontrei não foi um lar, e sim um campo de batalha para a minha alma. No que deveria ser nosso quarto, ouvi vozes, risos e gemidos: José estava com Clara, a cuidadora que meu pai contratou para me ajudar na recuperação. Eles não só me traíam em nossa cama, como Clara ainda zombava das minhas cicatrizes. O pior veio depois: Clara se vangloriava de estar grávida de José, e eles planejavam me drogar e me descartar assim que colocassem as mãos na minha herança, revelando o nojo que José sentia de mim. Como pude ser tão cega? O homem por quem sacrifiquei meu corpo e minha vida me via como um objeto, uma fonte de dinheiro e uma desculpa para sua fraqueza. Cheia de uma fúria gélida, decidi que o jogo mudaria drasticamente. Naquela noite, enviei uma mensagem ao meu pai: "Não vou me casar com José. Vou me casar com o irmão mais velho dele, João."

Introdução

Finalmente livre das cicatrizes que me assombravam há dois anos, voltei para casa com o coração transbordando de alegria, pronta para o meu noivado e para uma nova vida com José.

Mas o que encontrei não foi um lar, e sim um campo de batalha para a minha alma.

No que deveria ser nosso quarto, ouvi vozes, risos e gemidos: José estava com Clara, a cuidadora que meu pai contratou para me ajudar na recuperação. Eles não só me traíam em nossa cama, como Clara ainda zombava das minhas cicatrizes.

O pior veio depois: Clara se vangloriava de estar grávida de José, e eles planejavam me drogar e me descartar assim que colocassem as mãos na minha herança, revelando o nojo que José sentia de mim.

Como pude ser tão cega? O homem por quem sacrifiquei meu corpo e minha vida me via como um objeto, uma fonte de dinheiro e uma desculpa para sua fraqueza.

Cheia de uma fúria gélida, decidi que o jogo mudaria drasticamente. Naquela noite, enviei uma mensagem ao meu pai: "Não vou me casar com José. Vou me casar com o irmão mais velho dele, João."

Capítulo 1

A última cirurgia de remoção de cicatrizes finalmente terminou, o médico disse que a recuperação foi perfeita, a pele das minhas costas estava lisa como nova, sem nenhuma marca deixada para trás.

Dois anos, dois anos inteiros, eu finalmente podia voltar a ser uma pessoa normal.

Saí do hospital com o coração aos pulos, a luz do sol parecia mais brilhante do que nunca, eu mal podia esperar para contar a boa notícia ao meu noivo, José.

Uma semana depois seria nossa festa de noivado, e eu finalmente poderia usar o vestido de noiva de costas nuas que eu mesma desenhei, para ser a noiva mais perfeita dele.

Eu praticamente corri para casa, a alegria me fazendo flutuar, mal sentindo o chão sob meus pés.

Nosso ninho de amor, a casa que escolhemos juntos, estava silenciosa. Estranho, José deveria estar em casa a esta hora.

Deixei a bolsa no sofá da sala e subi as escadas, um sorriso bobo no rosto, pronta para surpreendê-lo.

Mas, ao me aproximar do nosso quarto, uma voz feminina e delicada chegou aos meus ouvidos, uma voz que eu conhecia bem, era a de Clara, a cuidadora que meu pai contratou para me ajudar depois que me queimei.

"Zé, já se passaram três meses, o médico disse que o bebê está seguro, não vai ter problema nenhum."

A voz dela era manhosa, cheia de um charme que eu nunca tinha ouvido antes.

Meu corpo congelou no topo da escada.

O que ela estava falando? Bebê?

"A cama de vocês é tão grande, vocês ainda não a usaram, não é? Você não disse que sentia nojo só de olhar para as costas dela, cheias de cicatrizes?"

O ar fugiu dos meus pulmões, meu sorriso congelou e se quebrou em mil pedaços.

Eu não ouvi a resposta de José, não precisei.

O que veio a seguir foi o som de gemidos alegres, de beijos molhados e do ritmo inconfundível da paixão vindo do nosso quarto, do quarto que eu decorei com tanto carinho.

Acontece que o homem que dizia que não ousava me tocar por medo de machucar minhas feridas, o homem que eu amava com todas as minhas forças, já tinha um filho com outra mulher.

E eles estavam se divertindo na cama de casal que eu escolhi, a cama onde eu sonhava em começar nossa vida juntos.

A náusea subiu pela minha garganta, um gosto amargo de bile e traição.

As paredes pareceram girar, o mundo feliz e colorido de minutos atrás desabou em cinzas.

As cicatrizes nas minhas costas não doíam mais, mas meu coração estava sendo rasgado em pedaços, uma dor mil vezes pior.

Todo o meu sacrifício, toda a minha dor, tudo por ele, e a recompensa era essa.

Naquele instante, a vontade de contar a ele que eu estava curada desapareceu.

A vontade de me casar com ele se transformou em pó.

Ouvindo a respiração ofegante deles, o som da cama rangendo, peguei meu celular com as mãos trêmulas.

Meus dedos mal conseguiam digitar, mas a raiva me deu uma força fria e precisa.

Enviei uma mensagem para o meu pai, Pedro.

"Pai, não vou me casar com o José."

A resposta dele veio quase imediatamente, cheia de preocupação. "O que aconteceu, filha?"

Eu ignorei a pergunta dele por um momento, meus olhos fixos na porta fechada do quarto.

Lá dentro, o homem da minha vida me traía.

Lá dentro, meu futuro era destruído.

Com uma determinação gélida que eu não sabia que possuía, digitei uma segunda mensagem, uma decisão que mudaria tudo.

"Vou me casar com o irmão mais velho dele, João."

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Capítulo 2

Eu continuei ali, parada no corredor, enquanto os sons da traição continuavam a sair de dentro do quarto.

Cada gemido de Clara era uma tortura, cada risada baixa de José era um veneno que se espalhava pelas minhas veias.

O tempo parecia se arrastar, cada segundo uma eternidade de agonia. Eu me sentia presa, incapaz de me mover, forçada a ser uma espectadora auditiva da minha própria humilhação.

"Ah, Zé, você é tão bom nisso," a voz de Clara sussurrou, alta o suficiente para que eu ouvisse claramente. "A coitadinha da Maria da Luz nunca saberia como te agradar assim, não é? Com aquelas costas horríveis, que nojo."

A raiva me sufocou, quente e violenta, eu cerrei os punhos com tanta força que minhas unhas cravaram na palma da minha mão.

Nojo.

Ela sentia nojo das cicatrizes que eu ganhei para salvá-lo.

A memória daquele dia voltou com uma clareza brutal.

O fogo.

Estávamos em uma cabana nas montanhas, um fim de semana romântico planejado por ele. Um curto-circuito iniciou um incêndio que se espalhou em segundos. O pânico tomou conta de José, ele ficou paralisado, incapaz de se mover.

Uma viga em chamas estava prestes a cair sobre ele.

Eu não pensei duas vezes.

Corri e o empurrei para fora do caminho.

A viga caiu sobre mim, o fogo devorando minhas costas, a dor era insuportável, como mil agulhas em brasa perfurando minha pele.

A última coisa que vi antes de desmaiar foi o rosto aterrorizado de José.

Lembro-me de acordar no hospital, meu corpo todo enfaixado, a dor uma companheira constante. José estava ao meu lado, chorando.

Ele segurou minha mão e fez promessas.

"Luz, meu amor, eu sinto muito, foi tudo culpa minha."

"Eu nunca vou te abandonar, eu juro. Eu te amo, não importa como você fique. Vou cuidar de você para sempre."

Suas palavras foram o meu bálsamo, a minha esperança durante os dois anos de cirurgias dolorosas e recuperação lenta.

Eu acreditei nele. Acreditei em cada palavra.

Que idiota eu fui.

Uma nova onda de gemidos veio do quarto, mais alta desta vez, seguida pelo som inconfundível do clímax.

O silêncio que se seguiu foi quase tão ensurdecedor quanto o barulho.

Senti um vazio profundo, uma sensação de náusea e repulsa tão forte que precisei me apoiar na parede para não cair.

O homem por quem eu arrisquei minha vida, o homem que jurou me amar para sempre, estava ali, a poucos metros de distância, nos braços de outra mulher, na nossa cama.

Com as pernas trêmulas, dei as costas para aquela porta e caminhei lentamente até o banheiro de hóspedes no fim do corredor.

Fechei a porta sem fazer barulho e me olhei no espelho.

Meu rosto estava pálido, meus olhos vermelhos e inchados pelas lágrimas que eu não deixei cair.

Com um movimento lento e deliberado, virei de costas para o espelho.

Usando o pequeno espelho de maquiagem, olhei por cima do ombro.

Minhas costas.

A pele era lisa, perfeita, sem uma única cicatriz. A pele pela qual eu esperei e sofri por dois longos anos.

Era irônico.

Eu finalmente tinha o corpo perfeito que ele supostamente desejava, mas agora, isso não significava mais nada.

A visão da minha própria pele curada me encheu de um sentimento de zombaria amarga.

Tudo aquilo, por nada.

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