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Amor Nunca Morre

Amor Nunca Morre

Autor:: Zahara
Gênero: Romance
Devido a um escândalo, ela se casou com o homem famoso da cidade. Esse casamento foi nada mais do que um erro para os dois. Para desabafar sua raiva, ele tornou as coisas difíceis para ela. A mulher, no entanto, era também como a rosa mais sedutora para o homem. Embora tivesse sido ferido por suas espinhas ao se aproximar dela, ele foi incapaz de se libertar do desejo de conquistá-la.

Capítulo 1 O escândalo de Aria

Era verão e o sol muito quente fazia a paisagem tremer na Cidade B.

As cigarras cantavam muito alto, era como se fossem um coro de música. Aira sentada no jardim, de frente com a mansão da família, folheava o periódico matinal despreocupada, olhava aquela beleza natural ao seu redor. A sombra de uma grande árvore e de folhagem densa, protegia a moça dos fortes raios de sol, mesmo assim, transpirava tanto que o suor escorria por sua toda testa e caia nas páginas do jornal que tinha nas mãos.

De repente, sem perceber, amassou o jornal como se fosse fazer uma bola de papel, mas a página das manchetes e as fotos da capa caíram no chão intactas.

Uma das manchetes tinha uma imagem comprometedora, pois apareciam um casal apenas trajando roupas íntimas e se beijando. Aquilo chamou à atenção de Aria que ao verificar melhor, descobriu que a mulher da foto era ela.

Lennon Yan que era o chefe daquela família, tinha Aria como se fosse a menina de seus olhos e, além do mais, ela era filha "única" de Milton He, CEO do Grupo Yan.

Ela tinha acabado de voltar do exterior e já estava causando escândalos. Desde que chegou à mansão, seu olhar era vazio. Passava quase o dia todo sentada naquele grande jardim.

Estava escurecendo quando a empregada a chamou para dentro da casa, onde Milton esperava por ela sentado no sofá. A expressão dele era de irritação e nervosismo.

Assim que ela entrou na sala, foi questionada: "Aria, vejo que você não é mais a mesma depois de passar esses anos no exterior. Quais são os motivos dessa transformação? Quando fiquei sabendo de que você estava vivendo uma vida banal naquele país, eu não acreditei, mas agora olho para você e vejo que realmente está acontecendo algo de estranho. Por que você está se comportando desse jeito?" Ele perguntou sentado frente a frente com ela olhando diretamente nos seus olhos. Coincidentemente, ligou a televisão e naquele momento, ocorria a transmissão de uma entrevista com o moço que aparecia na foto da manchete jornalística com Aira. O rapaz era Reid Qin, o terceiro filho da família Qin.

Usava óculos de sol no momento da entrevista para ocultar parte do rosto. Apesar disso, era evidente que se tratava de um moço elegante e bem educado. Sua voz e a maneira como se expressava, dava a impressão de que era um profissional da impressa. Talvez um jornalista.

"Senhor Reid, o que você me diz sobre tudo isso?", perguntou o repórter encarregado da entrevista.

"Olha, confesso de que não me recordo muito bem do que aconteceu naquele dia, porque eu tinha me excedido no consumo de bebida alcóolica e sinceramente, não estava em meu estado lúcido. Não me lembro de como eu e a moça que estava comigo acabamos... Sinceramente, nem sei como isso aconteceu." "Você acredita que a iniciativa partiu dela? O senhor pode ter sido vítima de uma armadilha?" O moço apenas sorriu, deixando todos sem entender o que realmente havia acontecido.

É claro que as manchetes tinham sido escritas num tom escandaloso para prender à atenção dos leitores, tal como: "Aria Yan é pega em cenas íntimas com um desconhecido, mantendo dois amantes ao mesmo tempo."

Quase todos os moradores da Cidade B sabiam que Aria estava noiva com outro rapaz, mas a moça jamais esperava de que Reid fosse tão mau-caráter a ponto de dizer que ela era a culpada por seduzi-lo.

Na verdade, foi ele quem a seduziu e tirou a virgindade dela. Agora fingia que não sabia de nada!

O boato se espalhou pela cidade toda, porém até aquele momento, o noivo de Aria não tinha se manifestado sobre o assunto. Também, não entrou em contato com ela para entender o que havia acontecido.

"Pai, eu realmente não sei te dizer como tudo isso sucedeu..." Ao dizer essas palavras na intenção de se defender, seu pai a interrompeu bruscamente.

"Você me deixou desmoralizado perante toda essa cidade! Estou arrasado! Como vou enfrentar as pessoas depois do que você fez? Como você pôde ser tão leviana? Eu não queria admitir, mas vejo que você é igual sua mãe!", gritou Milton muito furioso.

Ao ouvir as palavras de seu pai Aria sentiu grande amargura.

Ele poderia dizer qualquer coisa contra ela, mas não aceitava de que ele falasse uma só palavra contra a mãe dela.

"Pai, você tem dúvidas de que sou sua? Não quero acreditar no que estou ouvindo." Em seguida, acrescentou: "Sim, o que estão dizendo é verdade! Realmente eu passei a noite com Reid Qin. É isso que você queria ouvir? Está feliz agora?" Demonstrando irritação, Aria levantou a cabeça com arrogância e olhou para seu pai com indignação.

Milton levantou a mão e deu um forte tapa no rosto dela. "Hoje vejo que todos esses anos que passei estudando e fazendo os seu gostos não valeram nada para você papai.

Você nunca se importou comigo. Sempre soube que a única pessoa que você considera como filha é Vicky He!" Respondeu a moça massageando o rosto para aliviar a dor do tapa que tinha levado. Aria tinha amadurecido e já não era a menina meiga de alguns anos atrás. Ainda bem que as pessoas mudam.

Murmurando, Milton subiu as escadas que dava acesso ao seu quarto.

Capítulo 2 Enfrentando coisas sérias

No YMG Club, Reid estava sentado no sofá e acompanhado por duas belas mulheres.

"Estamos percebendo que está tão calmo hoje, Reid. Como consegue manter assim? Você provocou um grande escândalo e mesmo assim está aqui tranquilamente", disse Shawn Qiao enquanto segurava uma taça de vinho.

"E por que não deveria estar?" Reid chacoalhou os ombros como sinal de pouca importância e continuou bebendo.

"Seu avô não disse nada?" Ezra Mu não acreditava que Roland Qin, o avô de Reid, ignoraria aquele assunto e ficaria calado.

Reid balançou a cabeça desaprovando a conversa: "Acho que é melhor a gente mudar de assunto, afinal estamos aqui para se divertir."

Apesar de ter dinheiro e mulheres bonitas ao seu lado, Reid não se sentia feliz. De vez em quando, seu pensamento voltava-se para Aria. Quando se lembrava daquele olhar meigo que ela possuía, sentia-se incomodado.

Naquela manhã, quando viu a mancha vermelha no lençol branco sobre o qual haviam dormido, ela simplesmente cerrou os punhos como sinal de rejeição e calou-se.

Reid tinha bebido muito na noite anterior, mas tinha consciência do que estava fazendo e se lembrava de todos os detalhes. Se a mulher com quem passou a noite fosse uma pessoa qualquer, não teria causado tanto transtorno.

Aria era uma moça de prestígio e pertencia à família Yan. Mais cedo ou mais tarde, as coisas iriam ficar difíceis para Reid.

Reid tomou mais um gole de vinho, empurrou as mulheres de lado dele e anunciou: "Pessoal, estou saindo."

"Ei, Reid! Você convidou a gente para vir aqui, certo? Então, Por que está indo embora tão cedo?", dessa forma reclamou Alden Gu.

"Infelizmente tenho de ir. Vocês fiquem e divirtam-se. Fiquem tranquilos que pagarei a conta de tudo que consumirem esta noite. Portanto, divirtam-se!" Após dizer essas palavras, saiu e seguiu direto para o estacionamento.

Manobrou o veículo e saiu lentamente pela estrada. Naquela hora, as ruas da cidade estavam vazia, e apenas alguns caminhavam pelas calçadas.

Ao contornar para entrar na avenida principal, viu uma moça parada perto da ponte de acesso a área central, que chamou à atenção dele. Era uma moça muito branca, e sua face expressava solidão e tristeza. Isso o deixou curioso.

Aria havia deixado a Mansão Yan e vagava sozinha pelas ruas da cidade. Foi quando parou na beira da ponte para se refrescar com a brisa fria que vinha do leito de água. Estava de braços abertos e o vento parecia brincar com seus cabelos e com a saia longa que estava vestindo.

De repente, uma mão grande agarrou seu braço fortemente.

"Ai meu braço! Me deixa, por favor!" Gritou, porque realmente sentiu muita dor quando Reid a puxou e apertou seu braço. Ao virar o corpo rapidamente para se soltar, pendeu o corpo junto ao dele e nesse momento cambalearam e agarrados caíram no chão.

"Ei Aira, vejo que você realmente é uma mulher animada. Ontem estávamos juntos e hoje foi só me ver que você já se lançou sobre mim", Reid disse enquanto ajudava ela a se levantar.

"Então, agora você vai dizer que a culpa é minha novamente? Foi você quem veio aqui e me agarrou. Caso contrário, a gente não teria caído." Inquieta, Aria mordeu os lábios, enquanto pensava que aquela conversa poderia não terminar bem.

"O que você estava dizendo? Por favor, vamos, continue." Ele fitou os olhos nela e continuou: "Não vá me dizer que você levou tudo aquilo a sério? Você iria se jogar na água por causa disso?"

Reid não era um homem perverso. Ao ver que a moça estava de braços abertos e a brisa tentava erguer a saia dela, sentiu na obrigação de ajudá-la. Pensou em salvá-la, porque sentiu pena, mas de modo nenhum imaginava que fosse Aria.

"Por que você pensa desse jeito? Vamos, me diz. Por quê?" Enquanto limpava a sujeira de suas roupas, ela olhava para ele.

"Não esperava que você tivesse tanta força", respondeu ele.

Na noite que passaram juntos, Aria estava usando muita maquiagem, então Reid pensou que ela fosse uma mulher qualquer. Mas agora, o rosto dela estava limpo, então o brilho dos olhos, os longos cílios e a delicadeza dos lábios dela, eram realmente muito atraentes.

Ao se lembrar do que ocorreu entre eles na noite anterior, sentiu um nó na garganta e seu coração apertou dentro do peito. No entanto, quando Aria olhou, ele tentou disfarçar aquele sentimento.

"Não sou como algumas pessoas que praticam seus atos e depois culpam os outros", respondeu ela. Ao dizer essas palavras, Aria ameaçou se afastar, mas de repente sentiu quando uma mão agarrou seu braço e a puxou.

Capítulo 3 Prefere a minha casa

Com olhar de estranheza, Aria olhou para a mão de Reid segurando seu pulso. "O que você está fazendo?", ela perguntou.

"Você quer dizer que eu coloquei a culpa em você de propósito?", respondeu ele com um sorriso apagado.

"Eu não tenho nada a ver com a forma que você interpreta minhas palavras. Preciso ir embora, não serei mais um inconveniente. Obrigada por salvar minha vida, senhor Reid", disse ela cerrando os dentes e dando ênfase nas palavras "salvar minha vida".

Um sorriso espontâneo surgiu no rosto do jovem assim que a moça se virou para ir embora. Ele começou a achar que ela era muito mais interessante do que ele imaginava.

"Já que nos encontramos assim, que tal eu agir como um bom moço e te dar uma carona até em casa?" Assim, ele se aproximou dela e a conduziu até o carro.

Sabendo que perderia tempo insistindo em recusar, ela aceitou.

Em pouco tempo de viagem, ela se lembrou da indesejada mulher convidada pelo seu pai, Milton. No mesmo instante, lembrou-se que queria ficar longe de casa.

"Na verdade, eu não vou para casa", Aria disse quebrando o silêncio.

"Então você prefere ir para a minha casa? Olha, não sei se é uma boa ideia, meu avô ainda está furioso com o escândalo que nós fizemos...", respondeu ele calmamente enquanto dirigia.

Ela o encarou e respondeu: "Não. Me deixe em algum hotel."

O rapaz apenas continuou dirigindo de forma tranquila. Depois de um tempo em silêncio, ele disse: "Já está tarde. Por que você não quer ir para casa? Tem certeza que quer ir para um hotel? Ou... você vai dormir com outro homem hoje à noite?"

"Eu não tenho que dar a mínima satisfação para pessoas como você!", disse a jovem, que, logo depois, virou para a janela.

Em poucos minutos, o carro estava estacionado em frente ao melhor hotel de Cidade B.

Aria agradeceu o favor e saiu apressada do veículo indo direto para a recepção. Apenas depois de alguns segundos ela percebeu que tinha esquecido sua bolsa no carro.

Ela levou um choque e virou instantaneamente tentando correr, porém esbarrou em alguém e levou mais um susto. Ali estava Reid com sua bolsa. Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido: "Se você quer tanto a minha presença, não precisa 'esquecer' sua bolsa no meu carro. Esse truque é meio ultrapassado, não acha?"

Aria tinha planejado sair de sua casa para relaxar e esfriar a cabeça, ela só não imaginava que iria encontrar alguém que faria ela enlouquecer.

Ela tirou sua identificação de sua bolsa e entregou à recepcionista. "Por favor, um quarto."

"Desculpe, senhorita Aira. No momento não temos quartos disponíveis", desculpou-se a recepcionista devolvendo a identificação.

Aria deu um pesado suspiro e guardou seu cartão. Enquanto pensava no que fazer, Reid agarrou a mão dela e disse: "Vamos nessa!"

"Vamos aonde?" Quando pensou em reclamar, já estava dentro do elevador com Reid.

O silêncio reinou enquanto o elevador subia, apenas abrindo a porta ao chegar no último andar do hotel.

Reid saiu, Aria, porém, colocou apenas uma de suas pernas para fora do elevador, parou e disse: "Espera! Reid Qin, que diabos você está fazendo?"

"Não se preocupe. Eu não vou fazer nada com você, mas se você se atirar em mim de novo, não posso garantir nada. Afinal, eu sou um homem, não é mesmo?" O jovem a conduziu pelo corredor e parou em frente à porta de um quarto. Com um cartão magnético que tirou da sua carteira, abriu a porta e a introduziu no apartamento.

No fundo, ela sabia que a atitude mais sensata a se fazer seria recusar a oferta de Reid e ir embora imediatamente, mas, por alguma razão, ela não o fez.

"Este quarto está reservado para mim por um longo período. Você pode ficar aqui esta noite e não precisa me agradecer", disse o jovem encostado no batente da porta.

"Você é mesmo desse tipo?", perguntou Aria, enrijecendo a postura.

"Bem, se você insistir, eu até posso ficar com você." Quando ele se ajeitou para entrar, ela correu como um raio, fechou a porta e a trancou.

Reid ficou surpreso e estático durante um tempo, ora com a mão no queixo, ora coçando a cabeça. Então, sem dizer nada, virou-se e saiu do local.

Ele se perguntou se aquela jovem realmente valia seu esforço e gentileza.

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