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Amor Perdido, Verdade Tardia

Amor Perdido, Verdade Tardia

Autor:: Brittany
Gênero: Moderno
Sofia Almeida, uma artista talentosa conhecida como Alma Negra, estava presa num casamento sem amor. Amava secretamente o seu marido Diogo, mas ele via-a como um fardo, uma interesseira. Pior, ela escondia uma doença terminal: leucemia avançada, com apenas 40 dias de vida. Em vez de compaixão, recebia o desprezo público de Diogo e a humilhação constante da amante dele, Leonor. Nos seus últimos dias, Sofia fez um último esforço com "cinco desejos" antes do divórcio. Cada um tornou-se um palco doloroso para a crueldade de Diogo, que exibia Leonor publicamente a cada oportunidade. Quando o cabelo de Sofia caiu devido à quimioterapia, Leonor zombou dela sem piedade. Diogo, cego pela raiva e manipulado, arrancou o lenço de Sofia, acusando-a de fingir doença para o manipular. Ela morreu sozinha, com o coração partido, acreditando que ele a odiava. Como podia um amor tão profundo ser tão cruelmente incompreendido e desprezado? Por que razão a vida lhe roubara a oportunidade de ser amada, sem que a verdade fosse vista? Mas a sua melhor amiga, Beatriz, não a esqueceu. Beatriz orquestrou uma vingança fria e implacável. Ela guiou Diogo por um caminho de descobertas dolorosas para revelar a Alma Negra que ele nunca conheceu. Será que a verdade tardia o salvará, ou apenas o afundará ainda mais no inferno que criou? Descubra a história de uma paixão trágica, de uma morte silenciosa e de uma vingança que ecoa para sempre.

Introdução

Sofia Almeida, uma artista talentosa conhecida como Alma Negra, estava presa num casamento sem amor.

Amava secretamente o seu marido Diogo, mas ele via-a como um fardo, uma interesseira.

Pior, ela escondia uma doença terminal: leucemia avançada, com apenas 40 dias de vida.

Em vez de compaixão, recebia o desprezo público de Diogo e a humilhação constante da amante dele, Leonor.

Nos seus últimos dias, Sofia fez um último esforço com "cinco desejos" antes do divórcio.

Cada um tornou-se um palco doloroso para a crueldade de Diogo, que exibia Leonor publicamente a cada oportunidade.

Quando o cabelo de Sofia caiu devido à quimioterapia, Leonor zombou dela sem piedade.

Diogo, cego pela raiva e manipulado, arrancou o lenço de Sofia, acusando-a de fingir doença para o manipular.

Ela morreu sozinha, com o coração partido, acreditando que ele a odiava.

Como podia um amor tão profundo ser tão cruelmente incompreendido e desprezado?

Por que razão a vida lhe roubara a oportunidade de ser amada, sem que a verdade fosse vista?

Mas a sua melhor amiga, Beatriz, não a esqueceu.

Beatriz orquestrou uma vingança fria e implacável.

Ela guiou Diogo por um caminho de descobertas dolorosas para revelar a Alma Negra que ele nunca conheceu.

Será que a verdade tardia o salvará, ou apenas o afundará ainda mais no inferno que criou?

Descubra a história de uma paixão trágica, de uma morte silenciosa e de uma vingança que ecoa para sempre.

Capítulo 1

O salão de banquetes do hotel estava magnificamente decorado, mas o ambiente era estranhamente frio.

Sofia Almeida, vestida com um deslumbrante vestido de noiva branco, parecia uma boneca de porcelana delicada, mas sem alma.

Ao seu lado, Diogo Vasconcelos, o noivo, tinha uma expressão fria e impaciente.

Os convidados cochichavam, os seus olhares cheios de pena e escárnio.

Este era o casamento do século em termos de negócios, unindo duas famílias, uma em ascensão e outra em declínio.

Para Sofia, era o início do seu inferno pessoal.

"Podes beijar a noiva."

A voz do padre soou, quebrando o silêncio constrangedor.

Diogo virou-se rigidamente, o seu olhar varrendo Sofia com um desprezo mal disfarçado.

Ele inclinou-se, mas em vez de um beijo, sussurrou-lhe ao ouvido, a voz gelada.

"Este é o dia mais infeliz da minha vida, Sofia. E tu és a culpada."

O seu hálito frio roçou a orelha dela, fazendo-a estremecer.

Ela fechou os olhos, escondendo a dor que a ameaçava consumir.

Quando os abriu, forçou um sorriso fraco para os convidados.

A festa de casamento foi uma tortura.

Diogo não lhe dirigiu uma única palavra, preferindo circular entre os convidados, charmoso e sociável, especialmente com as mulheres jovens e bonitas.

Leonor Castro, a sua amante pública, estava lá, ostentando um vestido vermelho provocador, os seus olhos fixos em Diogo com adoração e em Sofia com um triunfo malicioso.

Sofia sentou-se à mesa principal, sozinha, a comida intocada no prato.

Beatriz Neves, a sua melhor amiga, sentou-se ao seu lado, apertando-lhe a mão por baixo da mesa.

"Aguenta firme, Sofia," Beatriz sussurrou. "Isto vai passar."

Sofia apenas assentiu, incapaz de falar.

A noite de núpcias foi ainda pior.

Diogo entrou no quarto de hotel, já bêbado, e atirou-se para a cama, resmungando o nome de Leonor.

Sofia despiu o vestido de noiva, sentindo-se suja e humilhada.

Deitou-se no sofá, o corpo a tremer, as lágrimas a escorrerem silenciosamente pelo seu rosto.

Os meses que se seguiram foram uma repetição daquela noite.

Diogo raramente estava em casa.

Quando estava, era para a humilhar, para lhe esfregar na cara os seus casos com outras mulheres, especialmente com Leonor.

Ele exibia Leonor em público, em jantares de negócios, em eventos sociais, deixando Sofia em casa, sozinha com a sua dor e a sua doença secreta.

A leucemia avançava, roubando-lhe as forças, mas ela escondia-a de todos, exceto de Beatriz.

Um dia, Sofia encontrou Diogo e Leonor na sala de estar, aos beijos apaixonados.

Leonor usava um dos seus roupões de seda.

A raiva e a dor sufocaram Sofia.

"Diogo," ela disse, a voz surpreendentemente calma.

Ele afastou-se de Leonor, irritado com a interrupção.

"O que queres?" ele rosnou.

"Quero o divórcio," Sofia anunciou.

Diogo ficou chocado por um momento, depois um sorriso de escárnio espalhou-se pelo seu rosto.

"Finalmente! Pensei que nunca te livrarias de mim, interesseira."

Leonor riu, um som agudo e desagradável.

Sofia ignorou-os.

"Tenho apenas uma condição," ela continuou.

"Claro que tens," Diogo revirou os olhos. "Quanto queres?"

"Não quero o teu dinheiro," Sofia disse, a voz firme. "Quero que me concedas cinco últimos desejos. Cinco coisas que tens de fazer comigo antes de assinarmos os papéis."

Diogo olhou para ela, desconfiado.

"Que tipo de truque é este?"

"Nenhum truque," Sofia assegurou. "Apenas cinco pedidos. Depois disso, desapareço da tua vida para sempre."

Ele pensou por um momento. Cinco pedidos. Parecia um preço pequeno a pagar pela sua liberdade.

"Está bem," ele concordou. "Mas que sejam rápidos. Tenho planos com a Leonor."

Sofia sentiu uma pontada no coração, mas manteve a compostura.

"O primeiro é amanhã à noite. Quero que me acompanhes a um leilão de beneficência de arte contemporânea."

Diogo bufou. "Que tédio. Mas está bem."

Ele voltou-se para Leonor, puxando-a para um abraço. "Não te preocupes, meu amor. Isto acaba depressa."

Sofia deu-lhes as costas e saiu da sala, o coração pesado como chumbo.

Quarenta dias.

Era o tempo que os médicos lhe tinham dado.

Quarenta dias para tentar, de alguma forma, alcançar o coração de Diogo, ou pelo menos, deixar uma marca que ele não pudesse ignorar.

Era uma contagem regressiva para o fim, e ela ia usá-la da melhor forma possível.

Capítulo 2

O diagnóstico caiu sobre Sofia como uma sentença de morte.

Leucemia em estado avançado.

Cerca de quarenta dias de vida restantes.

Ela estava sentada no consultório do médico, Beatriz ao seu lado, segurando-lhe a mão com força.

As palavras do médico ecoavam na sua cabeça, mas pareciam distantes, irreais.

Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto de Sofia.

Não pela morte iminente, mas pela vida não vivida, pelo amor não correspondido.

Lembrou-se do declínio da adega da sua família, das noites em que o pai chegava a casa cada vez mais desanimado, do peso da responsabilidade que caíra sobre os seus jovens ombros.

O casamento com Diogo fora a última tentativa desesperada de salvar o legado da família Almeida.

Uma tentativa que se revelara um fracasso humilhante.

Diogo nunca se importara com os seus problemas, com a sua dor.

Para ele, ela era apenas um fardo, uma peça num jogo de negócios.

A sua indiferença era uma faca que se torcia constantemente na ferida aberta do seu coração.

Em público, todos viam um casal incompatível, preso num casamento de conveniência.

Diogo fazia questão de mostrar o seu desprezo por ela.

Sofia, por sua vez, mantinha uma fachada de frieza e indiferença, escondendo a paixão secreta que nutria por ele desde a adolescência.

Um amor que ele nunca soubera, nunca quisera saber.

No fundo da sua gaveta, guardava uma pequena medalhinha de Nossa Senhora de Fátima, gasta pelo uso.

Comprara-a para Diogo anos antes, quando ele sofrera um grave acidente de carro.

Ele desdenhara do presente, chamando-o de "superstição de velha".

Mas Sofia guardara-a, rezando em segredo pela sua recuperação.

Uma noite, Diogo chegou a casa mais tarde do que o habitual, o cheiro a álcool e perfume feminino a pairar sobre ele.

Encontrou Sofia na biblioteca, a ler.

"Ainda acordada, querida esposa?" ele disse, a voz carregada de sarcasmo. "A pensar em como arrancar mais dinheiro da minha família?"

Sofia fechou o livro, o rosto impassível.

"Porque é que me odeias tanto, Diogo?" ela perguntou, a voz baixa.

Ele riu, um som amargo.

"Odeio-te? Claro que te odeio. Odeio este casamento arranjado. Odeio o facto de teres ocupado o lugar da mulher que eu realmente amava. Odeio a tua família falida que se agarrou a mim como uma sanguessuga."

Cada palavra era um golpe.

Sofia sentiu o sangue fugir-lhe do rosto, mas manteve-se firme.

"Então, o divórcio será um alívio para ti."

"Um alívio? Será uma celebração!" ele exclamou.

No dia seguinte, Diogo reuniu-se com os seus amigos num bar da moda.

"Finalmente vou livrar-me daquela Almeida," ele anunciou, erguendo o copo. "A interesseira pediu o divórcio."

Houve brindes e risos.

"Mas ela impôs uma condição," Diogo continuou, um brilho de irritação nos olhos. "Cinco desejos idiotas."

Um dos seus amigos riu. "Cuidado, Diogo. Mulheres como ela são traiçoeiras. Pode ser uma armadilha."

A dúvida instalou-se na mente de Diogo.

Será que Sofia estava a planear alguma coisa?

Ele pegou no telemóvel e enviou-lhe uma mensagem.

"O que é que estás a tramar, Sofia? Estes teus 'desejos' são alguma forma de me extorquir mais alguma coisa?"

A resposta de Sofia chegou minutos depois, curta e enigmática.

"Talvez. Ou talvez esteja apenas a divertir-me um pouco contigo antes do fim. Vais ter de esperar para ver, não é, Diogo?"

Ele franziu o sobrolho, intrigado e irritado.

Aquela mulher era um mistério que ele nunca conseguira decifrar.

E agora, mesmo à beira da separação, ela continuava a desafiá-lo.

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