Capítulo – 01
Owen Palmer
Eu vivo com uma única certeza, a de que irei vencer na vida e a de que voltarei a ver a minha garota, não importa o tempo que leve para isso. Eu sei que estou talvez me iludindo e que ela possa ter seguido seu caminho e me esquecido, afinal, éramos crianças, quando nos separaram. Sim, nos separaram, pois, se não fosse as mentiras contadas, hoje ainda estávamos juntos.
Quando me expulsaram da casa dela foi como se tivessem me apunhalado pelas costas, eu era uma criança ainda, mas tinha noção do que sentia porque o meu carinho por aquela menininha só fez crescer durante todo esse tempo, o que eu sinto em meu peito nunca foi só um amor entre amigos. Naquela época, a dez anos atrás, até poderia ser só amizade, já que em nossas mentes não passava nada além de carinho e proteção, de uma irmandade.
Mas hoje eu percebo que ao nosso modo, do nosso jeito de criança inocente, nós já nos amávamos. E esse amor com o tempo só veio a crescer e ficar mais forte. Eu nunca irei desistir dela e de um jeito ou de outro, irei encontrá-la, pois seja lá de que as almas sejam feitas, as nossas são feitas do mesmo material, somos metades que juntos nos completamos, que separados não podemos existir.
Estou concluindo meus cursos e logo em seguida irei começar a ver como faço para dá início a minha empresa. Fiz alguns amigos durante minha faculdade e dois deles já decidiram que assim que eu conseguir abrir a empresa eles já estarão prontos para trabalhar comigo, assim como também o Dalton e a Liz.
Dalton e Liz são meus irmãos. Irmãos de alma que Deus me presenteou.
A minha vida nunca foi fácil, eu agradeço o que tenho e o que sou, a uma pessoa abençoada e especial.
Minha mãe.
Dona Lindsay Delaney Palmer. A mulher mais forte, determinada, amorosa e protetora, que conheço.
Minha mãe já sofreu muito na vida, e desde o momento que ela soube da minha existência em seu ventre, ela só passou por dificuldades, mas em momento algum ela desistiu.
No caminho até aqui ela encontrou pessoas boas que nos ajudou, assim como também encontramos pessoas ruins que nos fizeram sofrer, mas nada a fez desistir e foi assim caindo aqui, levantando em seguida, que viemos para aqui em Seattle onde conhecemos uma família maravilhosa, mas que assim como nós, estava incompleta.
Meu pai e meus irmãos. Papai é um advogado que ralou para hoje está no patamar confortável em que vivemos. É um homem integro, honesto e de caráter.
Dalton é mais velho do que eu, um ano. Já a Liz é mais nova dois anos, ou seja, ela é da idade da Tess. É uma menina, linda, divertida, forte, um raio de luz. Parece estranho, mas desde que nos conhecemos, foi como se tudo estivesse predestinado para acontecer, pois, já nos demos bem de cara e desde então, meus irmãos são meus melhores amigos.
Hoje dez anos depois que nos conhecemos, já temos nossos planos traçados e juntos iremos construir o sonho que não é só meu. Vamos dá início e tirar do papel, a nossa empresa.
Meu irmão é muito bom no que faz, ele já faz alguns trabalhos freelance, mas assim que a empresa sair do papel, ele fará parte do corpo dos sócios, assim como papai.
Esses anos que estamos em Seattle conseguimos realizar muitos sonhos, entre eles o sonho da minha mãezinha, que conseguiu se formar em medicina, a faxineira sem teto, mãe solteira e desabrigada, é hoje uma das médicas mais requisitada em sua área aqui em Seattle.
Meu pai entrou como sócio no hospital onde minha mãe trabalha e isso foi muito bom para ela, principalmente para implantar alguns projetos que ela queria muito.
Minha mãe é um exemplo para mim. Além de mãe, mulher, esposa, dona de casa, médica, ela também arruma tempo para fazer trabalhos voluntários, para ajudar os mais necessitados e isso, é mais uma coisa que também quero fazer, ajudar através da minha empresa e do meu trabalho, aqueles que mais precisam de ajuda, que estão perdidos nessa vida como minha mãe e eu estivemos.
Aqueles que não tiveram a sorte de encontrar em seu caminho, anjos para lhe acolherem, como o vovô Bernard e a vovó Leopoldina e o papai. Vovô Bernard e Vovó Leopoldina foram os primeiros anjos na minha vida e na vida de minha mãe, sem eles talvez não estivéssemos aqui.
Se hoje minha mãe conseguiu realizar seu sonho, foi graças ao meu pai e se hoje eu também estou aqui, vencendo essa etapa em minha vida, é tudo graças a ele, que sem obrigação nenhuma, apenas movido pelo amor, me acolheu como seu, me deu seu nome, sua proteção e seu amor.
O Dalton está se formando em Engenharia da computação. Apesar de ser cursos diferentes, mas a formatura vai ser uma só. O curso dele durou cinco anos, mas como ele começou a faculdade um ano antes de mim, também está se formando junto comigo. Desde a minha ideia de criar minha própria empresa que meus irmãos decidiram que irão trabalhar comigo. Vai ser uma empresa de família, tendo nosso pai como advogado e conselheiro.
Liz como era muito esforçada também conseguiu ingressar cedo na faculdade, e vai se formar no próximo ano. A menininha da casa cresceu e tornou-se uma linda mulher, para o desespero de todos nós, pois além de linda e inteligente, é forte, determinada e decidida. Quando ela decide algo, é raro e difícil fazer ela voltar atrás. Somos até bem parecidos nesse sentido, acho que devido a convivência acabamos por desenvolvermos manias iguais, apesar de ter crescido, ela sempre será nossa menininha, aquela que sempre irei proteger custe o que custar.
Capítulo 02 feito
Anos atrás
Owen Palmer
Chegamos em Savana e mamãe logo começou a procurar um emprego. Ela viu os anúncios nos jornais e decidiu que era melhor procurar algo como o que já fazia na casa do vovô Bernard e da vovó Leopoldina, e eu torci para ela encontrar outro casal de idosos para nos acolher, porque eu sentia falta dos meus vovôs. Ela ficava pensativa e eu sabia que ela estava com medo de não conseguir trabalhar
-Não posso ficar parada e gastar todas as minhas economias, Owen. A mamãe precisa conseguir um emprego. Ela continuou vendo os anúncios no jornal.
- Aqui. Olha, tem um anúncio para babá, vou começar com ele. Quem sabe são pessoas boas e vão nos ajudar! - Eu sabia que todo esforço dela era pensando em mim.
Chegando ao endereço, ela chamou no portão e uma senhora veio nos receber.
- Pois não moça?
- Eu vim a respeito de uma vaga para babá, vocês ainda estão precisando? - Respondeu mamãe, enquanto eu só ouvia calado.
- Entre minha jovem, vou avisar a patroa, ela está no jardim com as crianças.
A senhora sai, acho que para ir até a tal patroa, e fico com mamãe. Não demora e a senhora volta.
- Por favor me acompanhe.
Mamãe continua segurando firme em minha mãozinha e seguimos a senhora dando a volta na casa e adentrando o jardim que é muito bonito por sinal e tem um cheiro gostoso. Cheiro de rosas.
- Qual o seu nome minha jovem?
- Lindsay. Lindsay Delaney.
- E esse lindo rapazinho? - Pergunta olhando pra mim.
- É meu filho, Owen - Responde mamãe.
Chegamos ao jardim e vejo duas menininhas brincando e uma mulher muito bonita sentada ao lado delas, enquanto ler um livro.
- Senhora West? Aqui está a jovem que veio para o emprego de babá. - Fala a mulher e mamãe já vai se apresentando quando a mulher se levanta para cumprimenta-la.
- Olá, eu Sou Vanda West.
- Lindsay Delaney.
Elas apertam as mãos e mulher aponta uma cadeira para que mamãe se sente e me sento calado ao lado de mamãe.
- Bom, Lindsay essas são minhas filhas Katrina e Tessália. - A mulher mostra as duas menininhas e eu fico olhando vendo as duas brincarem.
Porém ao ouvir a mãe as apresentar, uma das meninas logo se levanta de onde estava, como se estivesse sido chamada, ela é pequenina dos olhinhos azuis mais lindo que já vi, e quero sorrir quando ela quase cai de bunda no chão, mas ao mesmo tempo, sinto vontade de ir até ela e segurar para que isso não aconteça. Ela se levanta toda cambaleante e vem até onde estamos e por um momento fico sem saber o que fazer quando ela segura em minha enquanto na outra tem uma bonequinha. Ela está toda linda, vestida com uma roupinha de coelhinha. Uma roupinha branca com detalhes na cor rosa.
- Bincá, Tess vem. - Ela me chama e olho para mamãe para saber se posso ou não.
- É seu filho? - Pergunta a senhora West.
- É sim. - Responde mamãe
- Qual o nome dele?
- Owen. - Só observo elas conversarem.
- Owen, você quer ir brincar com a Kat e a Tess?
Olho para a loirinha que continua brincando com a casinha de boneca dela, olho para Tess que permanece ao meu lado e depois olho para mamãe.
- Podo mamãe, binca com Tess? - Minha linda ainda não me permite falar certa, apesar de me esfoçar muito.
- Se a senhora West não se incomodar, pode sim.
- Podo celola West?
- Claro, Owen.
A menina Tess sorrir segurando em minha mão, me arrastando para brincar e ela me puxa com tanta pressa que quase cai, só não caiu porque a segurei e por pouco não fomos nós dois para o chão.
- Vem Ow binca Tess e kat.
Nos sentamos e ficamos brincando. A Tess é uma fofa, a loirinha também é bonita, mas é bem na dela e não sei porque, mas ela parece não ter gostado de mim.
- Então Lindsay, Porque está interessada no emprego como babá? - Mesmo de onde estamos posso ouvir bem a conversa entre mamãe e a mulher.
Mamãe começa a contar a história dela, incluindo os anos que moramos com os Kingston. Sinto falta dos meus velhinhos!
Vovô Bernard e vovó Leopoldina foram como mamãe diz, anjos em nossas vidas. Sinto falta do carinho deles, o colo de vovô era tão quentinho, mas se fechar meus olhos, ainda sinto o cheirinho de vovó.
- Podemos entrar em um acordo. - ouço a mulher dizer. - Você fica morando conosco e quando as meninas estiverem na escola você ajuda a Olga nos afazeres da casa.
Será que vai dá certo?
- Vou procurar uma escola para o Owen, prefiro o mesmo horário das meninas, para não atrapalhar nos afazeres. - Diz mamãe e por dentro eu comemoro. Gostei da Tess, quero ficar aqui.
- Como complemento pelo seu pagamento vou pagar pela escola dele. Assim fica mais fácil. Pelo visto eles vão se dar muito bem. - Diz a mulher e fico feliz. Parece que conseguimos uma nova família.
- Obrigada senhora West.
Olho e vejo o sorriso de mamãe e sei que ela está feliz.
Dias depois...
A vovó Leopoldina e o vovô Bernard agora são estrelinha. Por isso eu e a mamãe viajamos para muito, muito longe. Eu estava triste, mas agora não estou mais não, estamos morando na casa da Tess. Eu gosto muito da Tess, ela é muito legal e ajudo a mamãe a cuidar dela, a Kat eu não gosto dela, ela belisca a Tess e fica falando que ela é feia e órfã. Não sei o que é isso, mas feia a Tess não é. Ela é linda. Na escola nova é legal no recreio fico com a Tess, ela é pequenininha e a mamãe disse que eu já sou um hominho e tenho que proteger ela e a Kat. Mas eu não gosto da Kat. Fico sempre brincando com a Tess, até a tia levar ela de volta para a sala dela e eu volto para a minha sala com a minha tia.
***
Anos depois...
Continuamos morando com a Tess, ela já está com quatro aninhos e eu com seis. A Kat tem cinco. Ela continua chata. Mas a mamãe disse que eu não posso falar isso, e que tenho que ser amigo das duas. Mas não dá, eu não consigo, porque ela sempre implica com a Tess, sem que a Tess faça nada. Hoje vem uns amigos da escola para brincar, mas eles são amigos da Kat e são chatos igual a ela, eu vou é ficar com a Tess e deixar eles brincarem sozinhos.
- Owen, você não pode vim para o jardim hoje. Eu vou receber meus amigos e não quero filho de empregada se misturando conosco, meus amigos são muito importantes para se misturarem com ralé feito você que mora de favor na casa dos patrões, porque não tem para onde ir.
Saiu calado e entro, indo direto para o meu quarto. Logo mamãe vem me ver.
- Não vai brincar meu filho?
- A Kat disse que eu era ralé e não queria filho de empregada se misturando com os amigos dela.
- Meu Deus! Porque ela falou isso?
- Mãe, a Kat não é legal igual a Tess, ela é má.
- Está bem. Depois a gente conversa, fique aqui então, não vamos criar confusão.
- Tá mamãe.
Me deito na cama onde durmo com a mamãe, e fico pensando no que a Kat falou. Eu vou estudar vou crescer e um dia vou ter muito dinheiro e ninguém nunca mais vai me chamar de ralé. Vou ser muito importante.
Fico deitado de olhos fechados até sentir uma mãozinha em meu rosto, obro meus olhos e ela está me olhando. Tess!
- Tá tiste Owin?
- Vai passar.
- Touxe minha munequinha pá blincar de paciá de cainho.
- Então vamos brincar, mas vai ter que ser aqui.
- Eba!
Ficamos brincando até a senhora Vanda chegar e perguntar o porquê de não estarmos brincando com os outros.
- Mamãe, a Kat num quer. - Responde Tess, como sempre dizendo a verdade, porém é uma verdade que a mãe dela finge não ouvir.
- Não Tess. A Kat só é maior que você e não gosta quando você bagunça os brinquedos dela.
A Kat sempre mentindo, as vezes acho que os adultos são cegos, ou então se fazem para melhor passar.
- Vamos crianças, a Lindsay preparou um lanche bem gostoso, então vamos todos lanchar lá fora.
- Não precisa Sra. Vanda, eu espero minha mãe aqui. - Digo porque não quero que a Katrina me chame de ralé outra vez.
- Nada disso Owen, você também vem.
- Me levanto e a sigo. No jardim minha mãe já está servindo o lanche. Me sento e Tess se senta ao meu lado. Minha mãe serve um pedaço de bolo para Tess e outro para mim, quando o telefone da senhora Vanda toca e ela vai atender, afastando-se um pouco da mesa.
- Lindsay eu quero mais bolo de chocolate.
- Menina Kat, o de chocolate acabou, agora temos bolo de Coco, laranja, mo....
- Acabou porque você deu para seu filho. Os empregados só comem depois dos Patrões. É assim na casa de todos os meus amigos, quando que você vai aprender qual é o seu lugar e do seu bastardinho?
- Kat filha você já comeu o de chocolate, tem outros sabores. - Mamãe, mesmo não gostando do jeito dela falar ainda a trata bem.
- Eu não sou sua filha, e pare de me chamar de menina, eu odeio quando você fala comigo toda coitadinha. Pobre me dá nojo!
- Vou fazer um outro bolo. - Fala minha mãe e fico com muita raiva da Katrina, ao ver minha mãe tentando segurar as lágrimas.
- Fazer outro bolo porque Lindsay se ainda tem ai? - pergunta a senhora West voltando para a mesa.
- O de chocolate acabou e a senhorita West está querendo mais.
- Bobagem Lindsay. Eu poço comer o de morango. - Responde Kat se fazendo de boazinha, como se a pouco tempo não tivesse falado um monte de coisa feia para minha mãe.
- Muito bem filha. - Diz A senhora West, não sabendo o que a peste disse ainda a pouco.
Fico quieto no meu canto comendo meu bolo, olho para Tess que está bem engraçada com a boca toda suja de chocolate e sorrio tirando com o dedo o chocolate que está em seu nariz.
- Mamãe, quando a Tess vai aprender a comer? Será que ela nunca vai acertar o caminho da boca! - Garota chata!
- Ela ainda é pequena meu amor.
- Ah, mamãe ela só é mais nova do que eu, um ano. E o papai disse que sou uma princesa. - Olho para ela e penso comigo. Está mais para uma bruxa.
- E você é. Você vai ensinar a Tess como uma menina fina e elegante se comporta. - Diz a senhora West.
Eu não gosto da senhora Vanda. Ela é a mãe da Tess, deveria proteger ela e não ficar babando a enteada, mas eu vou proteger. Eu sempre vou cuidar dela e Deus livre da Tess ficar como a bruxinha.
Capítulo 03
Tempos atrás...
Owen Delaney
Estou brincando com a Tess, eu com os meus carrinhos e ela com as bonecas. Faço uma coroa de flores para Tess e também para as bonecas dela. Ela gosta de colocar as bonecas em meus carinhos para passearem, nós ficamos andando pelo Jardim onde montamos os brinquedos. Tem a casa, o parque, o zoológico, o clube, tudo para poder levarmos as bonecas e meu boneco para passear, é muito bom brincar com ela, pois ela nunca briga comigo e nem eu com ela. Ela é tão meiga, tão frágil e assim como eu, ela também não tem amigos, ela tinha, mas não sei o que a "Kat do mal" andou falando na escola, que os alunos não são mais os mesmos com a Tess. Mas eles que se explodam, ela tem a mim e sempre vai ter, somos os melhores amigos e sempre iremos brincar juntos.
- Tess, me dá sua casinha de boneca a minha está quebrada.
- Mais essa é a minha, Kat. Você tem a sua.
- Mais a minha já está feia.
- Mas essa é a minha e eu estou brincando com o Owen.
- Eu já falei para me dar, ou eu vou falar para mamãe que o Owen quebrou minha casinha.
Sério isso!? Essa nojenta está querendo mesmo me ferrar agora! Pior que se essa peste falar, todos vão acreditar nela.
- Você não pode, é feio mentir. - Diz Tess, tentando me defender.
- Feia é você sua desengonçada. Fique aí com essa porcaria, vou falar para o MEU pai comprar outra bem mais bonita para mim, afinal, eu ao contrário de você, sua órfã, eu tenho um pai e ele me dá tudo que eu quero.
Ela sai e vejo que Tess vai chorar, ela está com os olhinhos cheios de lágrimas, os lábios em um biquinho trêmulo e quando fica assim sei que vai vir choro. Não gosto de vê-la assim.
- Não liga com o que ela fala, ela só tem inveja de você, coelhinha. Nunca acredite nessas coisas que ela fala de você.
- Mas ela é bonita ursinho.
- Você é muito mais bonita que ela. Esquece ela e vamos continuar brincando, não a deixe estragar tudo.
- Porque ela não gosta de mim?
- Eu não sei Tess, mas eu também não gosto dela.
- E de mim, você gosta?
- Claro que gosto. Você é minha coelhinha, esqueceu? É minha melhor amiga e vai ser para sempre.
- Owen e Tess! Vem, vamos entrar para lavar as mãos e lanchar. - Chama minha mãe chegando perto da gente.
- Tess, minha bonequinha, o que foi que aconteceu? Porque você está chorando?
- A Kat não gosta de mim, tia Lindsay.
- Porque você pensa isso, meu amor?
- Ela não gosta tia. Ela diz que sou feia, órfã, que não tenho papai. Ela queria minha casinha e eu não quis dá, aí ela disse que ia falar para mamãe que foi o Owen que quebrou a casinha dela.
- Ou minha menininha, não fique assim não, você é linda minha pequena, linda por dentro e por fora. Agora vem com a tia Lindsay, vamos os dois lavar as mãos e depois vamos comer. Eu fiz aquele bolo que vocês adoram.
Seguimos mamãe para casa e depois de lavarmos nossas mãos, vamos para a mesa lanchar. Kat termina e sai e eu fico sozinho com a Tess, até terminarmos tudo que estava em nosso prato.
- Mamãe já terminamos. Podemos voltar para brincar?
- Pode sim, meu filho.
Saio com Tess de volta para nossos brinquedos. Quando chegamos encontramos tudo quebrado. Fico parado sem saber o que fazer, vendo toda a destruição.
- Mamãe, mamãe. - Grita Tess já aos prantos, pela mãe. Quando vejo vem a senhora Vanda e minha mãe correndo para onde estamos.
- O que foi Tess? Porque esse choro?
- Minhas bonequinhas e minha casinha os carrinhos do Owen está tudo quebrado. - Diz Tess entre soluços.
- Você só vive quebrando seus brinquedos Tess, agora até os do Owen você também está quebrando. - Fala a Sra. Vanda e eu fico na minha, pois sei que não vai adiantar dizer o que eu sei que aconteceu aqui. Apesar de não ter visto, eu sei que foi ela.
- Mas não fui eu, mamãe.
Tess, é tão acostumada já a levar a culpa de tudo que já vai se defendendo.
- E quem foi? Mentir é feio Tessália, você tem que falar a verdade.
- Mas não estou mentindo mamãe.
- Senhora, desculpe me meter, mas não foi ela. Eu mesma vim aqui chamar eles para entrarem, quando saímos todos os brinquedos estavam arrumadinhos e inteiros.
- Então deve ter entrado alguém e quebrado.
Será que ela se faz ou é tonta mesmo!?
- Foi a Kat mamãe. Ela queria minha casinha e eu não dei a ela.
Vejo a Kat sentada brincando com as coisas dela como se nada estivesse acontecendo.
- Tessália, você não pode acusar sua irmã sem ter certeza. Você a viu quebrando?
- Não mamãe.
- Então não diga que foi ela. E pare de choro, pegue um outro brinquedo para você brincar, você tem vários.
A senhora Vanda sai e mamãe fica com a gente.
- Vem minha menina, não chore. - Diz mamãe afagando os cabelos de Tes, enquanto vou tentando montar as partes que não foram quebradas dos brinquedos
Montamos o que dá certo e logo mamãe vai pegar uma cola para colar tudo. Não fica do mesmo jeito, mas dá para brincar numa boa. Alguns até ficou parecendo doentes e resolvemos assim brincar de levar eles ao médico.
- Pronto crianças agora fiquem brincando enquanto vou preparar o jantar.
Mamãe sai e fico brincando com a Tes, mas logo a bruxinha chega para jogar seu feitiço maligno na gente.
- É pobre mesmo. Os brinquedos todos colados. Não podia ser diferente já que o amiguinho não passa de um sem teto. É nisso que dá se juntar aos pobres, bem que já ouvir dizer que pobreza é doença!
- Foi você que quebrou meus brinquedos e os carrinhos de Owen. Eu sei que foi você. - Fala Tes, encarando ela.
- E fui eu mesma. A culpa foi sua. Eu pedi a casinha você não quis me dar.
- Porque? Porque você quebrou?
- Muito simples, sua bastarda. Se eu não tenho o que eu quero, ninguém mais poderá ter. Lembre-se disso da próxima vez.
- Não ligue para ela Tes, eu sempre vou está ao seu lado. Sempre serei seu amigo e não dela. - Digo. Ela pode ter tudo, porém nunca terá a minha amizade.
- Isso é o que vamos ver seu bastardo. Não se iluda Tessália, Ugrr! Que nome ridículo! Quando o Owen crescer, ele vai arrumar novas amigas, vai arrumar uma namorada e aí ele vai esquecer de você. Afinal, quem liga para uma desengonçada igual você!
- Já chega! Se você não parar com isso, a noite eu vou no seu quarto corto seu cabelo e ainda coloco cola nele.
- E eu conto para meu pai e ele te expulsa.
- E o que você vai dizer hein? Que eu estava me vingando por você ter quebrado todos os nossos brinquedos? Então tá, pode falar. Ficarei feliz vendo seus pais colocar você de castigo. E o mais engraçado vai ser ver seus amigos rindo da sua cara quando você aparecer com o cabelo todo cortado e duro de cola, ou quem sabe com a cabeça raspada. Vão todos pensar que você pegou piolho.
- Você me paga Owen. Tá pensando que vai me ameaçar e ficar assim? Você está muito enganado.
- Estou morrendo de medo de você, sua bruxa, agora saia daqui, vá procurar sua vassoura.
- Eu vou falar para minha mãe que você me chamou de bruxa.
- E eu aproveito e conto tudo o que você disse com a Tes.
Que mamãe não ouça o que eu disse, mas essa bruxinha mereceu ouvir.
A Kat sai com muita raiva, mas eu nem ligo. Quando vejo Tes está me abraçando.
- Obrigada Owen por me defender. Você é meu herói, meu ursinho.
- Já disse que ela não vai fazer mal a você, coelhinha eu sempre vou está ao seu lado.
- Mas quando a gente crescer você vai arrumar uma namorada igual a Kat falou.
- Vou. Eu gosto muito de uma menina e quando eu crescer quero ser o namorado dela.
- Está vendo, então você não vai ficar comigo. Você vai ficar com essa menina.
- Mas é de você que eu gosto sua bobinha. Eu quero quando crescer ser seu namorado.
- Sério!? Mas a Kat diz que eu sou feia, e você e o menino mais lindo do mundo.
- Eu já disse que você não é feia. Você é linda. E vai ser minha namorada. Minha coelhinha. Mas por enquanto somos só os melhores amigos. Mamãe disse que crianças não namoram.
- Eu queria que o tempo passasse bemmm rapidão, aí a gente ia poder ficar logo grande e você seria meu namorado.
- Eu também queria. Aí eu ia ser grande e forte e ia te defender muito mais.