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Amor, Traição E Capoeira

Amor, Traição E Capoeira

Autor:: Rickie Appiah
Gênero: Moderno
O barulho da multidão na arena de capoeira era música para os ouvidos de Marcelo "Cebola" Souza, um som que celebrava não só a vitória de seu filho, João Pedro, no torneio regional, mas também duas décadas de amor e dedicação inabaláveis. O peito de Marcelo inflava de orgulho ao ver João Pedro com o troféu, sorrindo do centro da roda. Mas a festa foi brutalmente interrompida pela chegada de sua ex-esposa, Ana Paula, e Ricardo, um amigo de infância dela e sombra constante no passado de Marcelo. "Marcelo, precisamos conversar," disse Ana Paula, com uma voz carregada de tensão, enquanto Ricardo, com um sorriso cruel, declarou para todos ouvirem: "Acabou a farsa, Marcelo! É hora de João Pedro saber a verdade, é hora dele conhecer o verdadeiro pai dele." A multidão murmurou, a atmosfera festiva se desfez. Os familiares de Ana Paula e Ricardo formaram um semicírculo ameaçador, com seus rostos exibindo uma mistura de ganância e triunfo antecipado. Ana Paula então soltou a bomba, afirmando que Marcelo era estéril e que João Pedro havia sido concebido por fertilização in vitro. Ricardo, estufando o peito, completou a acusação, declarando que havia trocado as amostras de sêmen na clínica, e que João Pedro era biologicamente seu. João Pedro olhou para Marcelo, confuso e buscando uma negação, enquanto o mestre permanecia tranquilo, com uma frieza cortante no olhar. O choque silenciou a todos; a acusação era tão audaciosa que parecia saída de uma novela barata. Então, Marcelo ergueu uma sobrancelha, sua voz tranquila e clara em meio ao silêncio tenso, e perguntou: "Vocês trouxeram o teste de paternidade?"

Introdução

O barulho da multidão na arena de capoeira era música para os ouvidos de Marcelo "Cebola" Souza, um som que celebrava não só a vitória de seu filho, João Pedro, no torneio regional, mas também duas décadas de amor e dedicação inabaláveis. O peito de Marcelo inflava de orgulho ao ver João Pedro com o troféu, sorrindo do centro da roda.

Mas a festa foi brutalmente interrompida pela chegada de sua ex-esposa, Ana Paula, e Ricardo, um amigo de infância dela e sombra constante no passado de Marcelo. "Marcelo, precisamos conversar," disse Ana Paula, com uma voz carregada de tensão, enquanto Ricardo, com um sorriso cruel, declarou para todos ouvirem: "Acabou a farsa, Marcelo! É hora de João Pedro saber a verdade, é hora dele conhecer o verdadeiro pai dele."

A multidão murmurou, a atmosfera festiva se desfez. Os familiares de Ana Paula e Ricardo formaram um semicírculo ameaçador, com seus rostos exibindo uma mistura de ganância e triunfo antecipado. Ana Paula então soltou a bomba, afirmando que Marcelo era estéril e que João Pedro havia sido concebido por fertilização in vitro. Ricardo, estufando o peito, completou a acusação, declarando que havia trocado as amostras de sêmen na clínica, e que João Pedro era biologicamente seu.

João Pedro olhou para Marcelo, confuso e buscando uma negação, enquanto o mestre permanecia tranquilo, com uma frieza cortante no olhar. O choque silenciou a todos; a acusação era tão audaciosa que parecia saída de uma novela barata.

Então, Marcelo ergueu uma sobrancelha, sua voz tranquila e clara em meio ao silêncio tenso, e perguntou: "Vocês trouxeram o teste de paternidade?"

Capítulo 1

O barulho da multidão era ensurdecedor, mas para Marcelo "Cebola" Souza, soava como a mais doce música, o som da vitória de seu filho, João Pedro, ecoava por toda a arena do torneio regional de capoeira, uma vitória que representava duas décadas de dedicação, suor e um amor inabalável. Marcelo, um mestre de capoeira respeitado, sentia o peito inflar de orgulho enquanto via João Pedro, com o troféu em mãos, sorrindo para ele do centro da roda, mas a celebração foi abruptamente interrompida.

Como uma nuvem escura em um dia de sol, sua ex-esposa, Ana Paula, abriu caminho pela multidão, seu rosto era uma máscara de falsa preocupação, e ao seu lado, com um sorriso presunçoso nos lábios, estava Ricardo, amigo de infância dela e uma sombra constante no passado de Marcelo.

"Marcelo, precisamos conversar," disse Ana Paula, sua voz tentando soar razoável, mas carregada de uma tensão que Marcelo conhecia muito bem.

A música parou, os risos cessaram, e todos os olhos se voltaram para o trio, a atmosfera festiva se desfez, substituída por uma curiosidade mórbida, João Pedro, percebendo a mudança no ambiente, desceu do pequeno palco e se aproximou, sua expressão era de confusão e lealdade.

"O que está acontecendo, pai?" ele perguntou, colocando-se instintivamente ao lado de Marcelo.

Ricardo deu um passo à frente, ignorando completamente João Pedro, seu olhar fixo em Marcelo, seu sorriso se alargou, tornando-se cruel.

"Acabou a farsa, Marcelo," ele disse, sua voz alta o suficiente para que todos ao redor ouvissem, "É hora de João Pedro saber a verdade, é hora dele conhecer o verdadeiro pai dele."

Um murmúrio percorreu a multidão, os parentes de Ana Paula e Ricardo, que haviam chegado com eles, começaram a se posicionar, formando um semicírculo ameaçador, seus rostos exibiam uma mistura de ganância e triunfo antecipado.

João Pedro franziu a testa, olhando de Ricardo para sua mãe com incredulidade.

"Do que você está falando? Meu pai está bem aqui," ele disse, sua voz firme, apontando para Marcelo, "Você ficou louco?"

Ana Paula colocou a mão no ombro de João Pedro, um gesto que deveria ser de conforto, mas que pareceu possessivo.

"Filho, escute," ela começou, adotando um tom de vítima, "Seu pai... Marcelo... ele não podia ter filhos, nós fizemos uma fertilização in vitro, mas ele tem oligospermia, uma condição que o torna praticamente estéril."

Ela fez uma pausa dramática, deixando a informação pairar no ar, os familiares dela balançavam a cabeça em falsa compaixão, enquanto os de Ricardo sorriam abertamente, antecipando a riqueza que acreditavam estar prestes a herdar.

Ricardo, saboreando o momento, continuou o ataque.

"Eu ajudei sua mãe, João Pedro, eu sempre a amei, e para garantir que você viesse ao mundo, eu fiz o que era preciso," ele declarou, seu peito estufado de arrogância, "Eu troquei as amostras de sêmen na clínica, o filho é meu, biologicamente meu."

O choque silenciou a multidão, a acusação era tão audaciosa, tão cruel, que parecia saída de uma novela barata, João Pedro olhou para Marcelo, seus olhos buscando uma negação, uma explosão de raiva, qualquer coisa que desmentisse aquela história absurda.

Mas Marcelo permaneceu calmo, sua postura relaxada, seus olhos, antes cheios de orgulho paterno, agora continham uma frieza cortante, ele olhou para Ricardo, depois para Ana Paula, e finalmente para as duas famílias interesseiras que os cercavam. O barulho, os olhares, a tensão, nada parecia abalá-lo.

Ele simplesmente ergueu uma sobrancelha, sua voz saindo tranquila e clara em meio ao silêncio tenso.

"Vocês trouxeram o teste de paternidade?"

Capítulo 2

A pergunta de Marcelo, tão calma e inesperada, pegou Ricardo e Ana Paula de surpresa, eles esperavam gritos, negações, desespero, não aquela serenidade desconcertante, por um momento, Ricardo ficou sem palavras, seu sorriso presunçoso vacilou.

Foi o pai de Ricardo, um homem corpulento com a mesma arrogância do filho, quem quebrou o silêncio, ele deu um passo à frente, tentando usar sua presença física para intimidar Marcelo.

"Não seja ridículo, Marcelo! Ricardo acabou de confessar," ele bradou, sua voz retumbando no ginásio, "Este menino é um da nossa família, um campeão! É sangue do nosso sangue, e nós viemos para buscá-lo."

Ele estendeu a mão para tocar o ombro de João Pedro, um gesto de posse, mas o jovem recuou bruscamente, seu rosto contorcido em desprezo.

"Tire a mão de mim," João Pedro rosnou, sua lealdade a Marcelo inabalável, "Eu não sou nada seu, meu único pai é Marcelo Souza, o homem que me criou, que me treinou, que esteve ao meu lado todos os dias da minha vida."

Ele se virou para Ana Paula, a decepção em seus olhos era palpável.

"E você, mãe? Como pôde fazer isso? Trazer esse homem aqui, neste dia, para dizer essas mentiras?"

Ana Paula recuou, seu papel de vítima sendo minado pela resistência feroz do filho, ela olhou para Ricardo em busca de apoio, e ele, recuperando a compostura, decidiu levar a aposta ao máximo.

"Já que você duvida, Marcelo," disse Ricardo, com um tom desafiador, "Então vamos fazer o que você sugeriu, vamos fazer um teste de DNA, aqui e agora, para que todos vejam a verdade, para que não reste nenhuma dúvida de que João Pedro é meu filho e que você é uma fraude."

A multidão murmurou em concordância, a promessa de um drama televisionado ao vivo era irresistível, os parentes de Ricardo e Ana Paula sorriam, certos da vitória, eles viam os bens de Marcelo, sua academia, sua casa, tudo passando para as mãos deles através do "herdeiro" recém-revelado.

Marcelo olhou para João Pedro, cujo rosto estava pálido de raiva e confusão, ele colocou uma mão firme no ombro do filho, um gesto de tranquilidade e força.

"Não se preocupe, filho," ele disse em voz baixa, apenas para João Pedro ouvir, "A verdade sempre aparece, confie em mim."

João Pedro assentiu, a calma de seu pai era contagiante, ele respirou fundo, endireitou os ombros e encarou os acusadores com uma nova determinação.

Os parentes de Ana Paula começaram a zombar de Marcelo, "Ele está com medo," disse uma tia, "Ele sabe que a mentira acabou."

"Vinte anos vivendo às custas do filho dos outros," acrescentou um primo, "Que vergonha."

Ana Paula, vendo que estava perdendo o controle da narrativa, aproximou-se de Marcelo com uma expressão de falsa compaixão, ela tocou seu braço, um gesto que ele imediatamente repeliu.

"Marcelo, querido, não torne as coisas mais difíceis," ela sussurrou, sua voz melosa escondendo a ganância em seus olhos, "Nós podemos fazer um acordo, você não precisa sair de mãos abanando, apenas admita a verdade, pelo bem do João Pedro, pense no futuro dele, um futuro com seu pai biológico, um futuro de riqueza que Ricardo pode oferecer."

A menção à riqueza expôs seu verdadeiro motivo, não era sobre a verdade ou o bem-estar de João Pedro, era sobre dinheiro, sempre fora sobre dinheiro.

Marcelo a olhou com um desprezo que a fez recuar, ele não disse uma palavra, apenas se virou para Ricardo.

"Você quer o teste? Ótimo," disse Marcelo, sua voz agora ressoando com uma autoridade inquestionável, "Eu já tenho um pronto."

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